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Saúde Agora | Gripe aviária e risco humano
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Saúde Agora | Gripe aviária e risco humano

34 views Publicado 30/06/2025 HD · 17:01

Descrição do vídeo

No quadro Saúde Agora, recebemos a médica veterinária, bióloga e presidente da SBPPC (Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica), Dra. Greyce Lousana, para um alerta importante: os riscos da gripe aviária em humanos e a necessidade de vigilância científica constante. Com o aumento de casos de gripe aviária (H5N1) em aves no Brasil e no mundo, cresce a preocupação da comunidade científica sobre o potencial de transmissão para seres humanos. Embora essa transmissão ainda seja rara, os impactos sociais, econômicos e de saúde pública podem ser devastadores se não houver monitoramento adequado dos vírus em circulação no ambiente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 75% das doenças infecciosas emergentes têm origem animal. Isso reforça o papel fundamental da medicina veterinária na prevenção de futuras pandemias, ao lado dos cuidados da saúde humana. A Dra. Greyce Lousana explica que, embora o vírus da gripe aviária seja altamente patogênico para as aves, o risco atual para os humanos permanece baixo — com menos de 900 casos registrados no mundo. No entanto, ela reforça: a vigilância não pode ser relaxada. “Se não houver integração entre médicos veterinários e demais profissionais da saúde, o futuro da humanidade será cada vez mais caótico”, afirma. Durante a entrevista, ela também destaca: A importância da intersetorialidade entre saúde animal e humana; As ações de controle e prevenção que vêm sendo tomadas pelo Brasil; O papel dos produtores rurais na identificação precoce de sintomas respiratórios nas aves; A segurança do consumo de frango e ovos devidamente cozidos ou fritos, que não representam risco à população. Outro ponto fundamental trazido por Greyce é o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ao lidar com aves suspeitas, para evitar qualquer possibilidade de contaminação cruzada ou surtos localizados. A entrevista é um chamado à reflexão sobre a importância da pesquisa clínica e da vigilância epidemiológica integrada. Em tempos de constantes mutações virais e novos desafios globais, compreender os mecanismos de prevenção e as conexões entre o meio ambiente, os animais e os humanos é essencial. 📢 Assista ao vídeo completo, compartilhe com sua rede e ajude a espalhar informação responsável. A ciência precisa ser valorizada e difundida, principalmente quando o assunto envolve a proteção da vida e da saúde coletiva. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Olá, pessoal. Mais um Saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas. Hoje nós vamos falar sobre a gripe aviária. Depois de circular por mais de 20 anos no mundo, a doença teve o primeiro caso registrado recentemente no Brasil. Até então, a gripe aviária só havia atingido aves silvestres. O assunto tem ganhado destaque no país com reflexos macroeconômicos. E para esclarecer todas as dúvidas sobre esse tema, eu converso com a médica veterinária e bióloga Greace Lousana, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Profissionais de Pesquisa Clínica. Greace, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde agora. Que agradeço. Eh, vamos lá, vamos conversar um pouco sobre esse tema tão relevante. Exatamente. Eh, vamos explicar um pouquinho pro público de casa como que surgiu a gripe aviária. Veja, Ana Paula, nós estamos falando de um vírus, né? Essa é uma doença transmitida por um vírus. E os vírus eles estão presentes em vários em vários tipos de locais. Este é um vírus comum em aves e as aves são migratórias. Então, a gente tem que entender que a entrada desse vírus no Brasil era inevitável, né? Nós estávamos, o o Brasil monitora não só este vírus, mas outros tantos e isso era inevitável. Então, em algum momento, eh, este vírus acabaria entrando no país em que, pese, eh, desde 2022, eh, o Ministério da Agricultura vem publicando, né, notas técnicas, eh, comunicando medidas ou sanitárias. Então, o vírus entra num país, no caso, por rotas de aves migratórias, mas em algumas situações ele contamina aves, que são os reservatórios, né, desses vírus. E em algumas situações nós temos, como tivemos aqui o caso, eh esta este vírus, evidentemente é um vírus muito específico que causa em aves e em alguns mamíferos também uma doença letal. Ele atingiu o país, mas vem sendo muito bem controlado. Eh, Grace, esse vírus é o H5N1, né? Ele é aí o a influenza. É isso. Isso é que vírus, Ana Paula, eh, é bastante importante que a gente entenda isso. Vírus é um organismo que tem uma capacidade de mudança muito rápida. Então, este vírus, nós temos várias, vários tipos de vírus. Este é um tipo, né? Então, você tem vários tipos de vírus que causam uma gripe, mas este é um tipo específico que causa, né, esta doença que é tão letal. é que em 4 c dias você acaba de maneira geral você leva o animal a óbito. É, Greace, é possível uma pessoa se contaminar eh com a gripe aviária? Como que isso pode acontecer se acontecer? Olha, Ana Paula, existem casos muito raros no mundo, né? Se você for contar o tamanho de contaminação que nós tivemos da espécie animal paraa espécie humana, são casos muito raros no mundo, mas sim é possível que ocorra a contaminação. Por que que pode ocorrer a contaminação? por manipulação do animal, eh, com as com as escretas, com a secreção. Então, o animal ele acaba tendo, eh, a liberação desse vírus eh por por pelo pelo pelas discretas dele e também por secreções oculares, por exemplo. Então, se você manipula esse animal sem estar protegido, há uma possibilidade de você se contaminar. Por isso, né, Ana Paula, é tão importante, eh, que você, como os produtores rurais, as pessoas, de um modo geral, se você encontrar um animal com algum tipo de manifestação, com algum tipo de sintoma, eh como eh dificuldade respiratória, eh o olho do animal, ele acaba tendo uma secreção muito importante. Eh, então é importante que as pessoas não manipulem esse animal, né? E se o fizerem, façam com proteção e chamem imediatamente a defesa agropecuária do seu município. Então, nesse caso, as pessoas que estão correndo aí mais risco seriam os produtores rurais, né? O as pessoas que estão diretamente eh ligadas a esses animais, trabalhando ali naquele local. É isso. Exato. Ana Paula. Eh, as pessoas que não têm contato com esses animais diariamente, a probabilidade é muito pequena de você ter contato com o animal. nós da rotina, você, por exemplo, aí no seu estúdio, dificilmente isso aconteceria com você, mas os produtores rurais, as pessoas que atuam no campo, a probabilidade aumenta. Mas veja, nós temos que entender que isto vai acontecer se você entrar em contato com o animal contaminado, né? Isto não vai acontecer se você não entrar em contato com o animal contaminado, né? O vírus não vai sair voando por aí para fazer o contato com as pessoas. Então você precisa ter contato com essas escretas desses animais, correto? Eh, uma dúvida comum também eh, as pessoas sempre se perguntam, né, posso pegar a gripe aviária comendo carne de frango ou ovo? Olha, Ana Paula, essa é uma pergunta recorrente e, infelizmente nós ainda temos uma falta de comunicação muito grande com a população e muitas pessoas da população ainda têm receio de se contaminar comendo ovos ou comendo carne eh proveniente dessas aves. Isso não vai acontecer, não é? Eh, por quê? porque nós nós consumimos esses alimentos eh não em natura. Então, evidentemente que a probabilidade de uma contaminação pelo alimento, ela é praticamente inexistente. Então, eh nós nós não nós temos que comunicar isso à população, sabe, Ana Paula? Eh, e esse esse tipo de atividade, né, e de notícia que vocês fazem como como imprensa, assim, é super importante para que as pessoas entendam que não haveria risco e que o Brasil, Ana Paula, é um país que tem um controle sanitário quando a gente pensa em produção de aves, de bovinos, de suínos, eh muito rigorosa, né? Nós somos um exemplo para o mundo quando a gente fala em controle sanitário de produção animal. Eh, Igle, por que que os países então se o consumo da carne do ovo não não oferece risco? Uma outra dúvida também, por que que os países suspenderam a importação desses produtos nesses casos específicos? Ana Paula, sempre que você tem uma situação de risco em um país, e nós poderíamos até fazer uma grande extrapolação para COVID, então sempre que você tem uma situação que envolve um risco sanitário, todos os países criam barreiras. Isso é absolutamente normal. É claro, nós vamos fazer o possível para evitar que exista qualquer tipo de disseminação daquele produto. Então, faz sentido você ter, evidentemente, um controle sobre aqueles animais, até porque muitas vezes você faz exportação com os animais vivos. Então, evidentemente você tem que ter um certo cuidado. O Brasil tá vivendo um vazio sanitário já importante que termina aqui na próxima semana. Eh, e se, como o vírus, Ana Paula, ele é muito letal, se você passa um período depois que você faz a desinfecção de um local, você passa por um determinado período sem que um animal esteja apresentando sintomas, eh você tem o que a gente chama de uma descontaminação muito segura. Então, nós já, isso já foi feito no Brasil, mas veja, Ana Paula, as aves contaminadas, que são as aves migratórias que podem ter esse vírus, elas continuam fazendo suas rotas, né? Então, o Brasil nunca deixa de estar preocupado com esse tipo de situação, mas é importante que a gente entenda que todos os países diante de uma situação como essa cria barreiras para que a gente minimize a disseminação dessa doença. Exatamente. Até é uma questão que eu ia te perguntar agora, se quando a gente fala sobre esse assunto, né, lembrando aí um pouco da COVID, falando em gripe aviária, é sempre uma preocupação a questão da pandemia, de uma nova pandemia? sempre, Ana Paula, eh nós temos que entender que o homem, nós todos, né, quando eu falo homem aqui, o ser humano, eh nós estamos causando um impacto muito importante eh no ecossistema mundial. Então, os diferentes biomas estão sendo alterados. Então, quando nós falamos de alteração climática, isto não é alguma coisa para o futuro, Ana Paula. Eh, e hoje eu, você e todos nós já sentimos esse impacto, não é, de alteração climática. Então, novas pandemias são absolutamente possíveis de ocorrerem. Por quê? Na medida em que nós alteramos o ambiente onde existem determinados animais que são reservatórios naturais de determinados vírus e determinados fungos de determinadas bactérias, nós temos a possibilidade de liberar estes organismos para fora desses ambientes onde eles são controlados. Existe uma harmonia nos ambientes. Na medida em que você quebra esta harmonia, isto sai para fora desses ambientes. E aí a gente pode ter consequências, assim como tivemos com COVID, podemos ter consequências bastante importantes para outras possibilidades de pandemia. Por isso tão importante, né, Ana Paula, que o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, o Ministério do Meio Ambiente, todos estejam sempre muito atentos a isso e a população, evidentemente, sempre muito atenta também às orientações dos ministérios no que se refere aí à prevenção de algumas doenças. É, no caso de uma pessoa infectada com a com a gripe aviária, ela passaria essa ocorreria, na verdade a transmissão pessoa para pessoa? Olha, Ana Paula, como eu disse, a probabilidade de uma pessoa se contaminar é é muito importantísimo, é muito pequena, né? Muito pequena. na medida em que a pessoa começa a manifestar os sintomas, ela imediatamente deve procurar apoio numa unidade de saúde e ela fica daí num isolamento. Eh, a o óbito nesses casos, Ana Paula, ele infelizmente é muito elevado. Então, as pessoas que se contaminam, a probabilidade de que elas evoluam a óbito existe. Então, a ideia é que essas pessoas, nos primeiros sintomas, procurem unidades básicas de saúde para que recebam os tratamentos adequados. Lembrando que isso é um vírus. e vírus tem tratamento diferente quando a gente pensa em bactéria, quando a gente pensa em fungo. Então, eh, eu, e eu reforço isso, Ana Paula, porque às vezes a população, eh, obviamente ninguém é obrigado, né, a saber destas diferenças, mas às vezes há uma há uma falta de compreensão de como se tratar uma determinada doença. Então não adianta para algumas doenças você usar determinados medicamentos. Então as pessoas se estiverem, né, com sintomas, devem ficar isoladas e devem procurar uma unidade de saúde, correto? Eh, doutora, até queria tirar uma outra dúvida. Os sintomas nas aves são iguais sintomas nos humanos? Eh, semelhantes? Por quê? Porque a gente tá falando aqui de doença respiratória. Então, nas aves, assim como nas aves, né, a gente vai ter uma dificuldade respiratória, nós também vamos ter essa dificuldade no ser humano. Então, eh, de novo, né, uma coriza, secreções. Então, é importante que a gente esteja atento a isso. Mas de novo, Ana Paula, eu reforço, né, porque às vezes as pessoas entram numa situação de muito medo, de muito receio, né? Então é importante a população ficar atenta, mas vamos lembrar que hoje os casos que foram suspeitos e nós tivemos mais de 400, menos de 500 e pouco mais de 400 casos suspeitos de aves no país e só cinco foram confirmados. Então a assim e imediatamente foram isolados, né? quando apareceu esse caso, primeiro apareceu no Espírito Santo já eh em 2023, que já foi um caso no Espírito Santo. Eh, e o Brasil a partir dali, já desde 2022, vinha noticiando eh situações para prevenção da gripe aviária aqui no Brasil. Isso já desde 2022, é que agora numa granja comercial, por sinal, uma granja extremamente tecnológica, isso aconteceu muito rapidamente, foi contido. Eh, então assim, é importante que a gente entenda que é possível, mas a probabilidade é muito pequena. Então, a atenção é é o que vai fazer toda a diferença, né? Atenção, principalmente pros produtores rurais. encontrou uma ave, não necessariamente uma ave que está ali na sua na sua na sua granja ou ou no seu quintal, porque as aves são migratórias. Você pode encontrar um animal que é fora da sua da sua casa e esse animal de repente tá morto. Não mexa nesse animal, não é? Issole aquele animal. Se você for mexer naquele animal, mexa de maneira segura, com luvas, com equipamentos de proteção, com máscaras. Isole o animal e chame a defesa agropecuária. Com certeza. Então, pra gente encerrar aqui nosso quadro, gostaria que você reforçasse que a alimentação, né, comer carne de frango ou ovo não oferece risco, até porque a gente quer aqui passar informação, não gerar pânico, né, não gerar medo na população. E é isso, né, tomar os cuidados necessários para que, né, a doença aí não se alastre, não atinja, né, eh, não atinja mais ninguém. Você tem toda a razão, Ana Paula. É muito importante, mais uma vez que as pessoas que estão aqui, né, nos ouvindo, entendam que o que aconteceu, este fenômeno que chamado gripe aviária, com um tipo de vírus muito específico, eh, é algo que para o ser humano tem uma probabilidade de contaminação muito pequena e comer carne de frango, comer ovos, realmente nós não temos que ficar preocupados com isso. Eu como carne de frango, eu como ovos todos os dias e certamente sem nenhuma preocupação, porque se isso fosse realmente uma preocupação, pode ter certeza, Ana Paula, eh o governo estaria atento, porque isso teria para o governo, para o Ministério da Saúde, uma consequência muito grande, né? O governo não quer que as pessoas fiquem doentes. Então, certamente se houvesse risco, isto já teria sido comunicado para pra população. Então, não há risco. As pessoas podem ter tranquilidade com relação a isso. Exatamente. Muito obrigada pela sua participação, Grece, aqui no nosso quadro. Obrigada a você, Ana Paula, pelo convite. Um abraço para todos. Obrigada também pela sua companhia aí de casa. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. Até o próximo. Saúde agora. [Música]
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