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SAÚDE AGORA - EPILEPSIA INFANTIL
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SAÚDE AGORA - EPILEPSIA INFANTIL

41 views Publicado 12/06/2023 HD · 18:11

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Considera-se um quadro de epilepsia duas ou mais crises não provocadas com intervalo maior que 24 horas entre elas ou crises associadas a lesões estruturais. Em crianças é necessário ter atenção redobrada em uma situação dessas. Conheça mais sobre epilepsia infantil, no Saúde Agora.

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[Música] Olá gente tudo bom mais um saúde agora no ar aqui na TV Câmara Campinas agradeço de já sua audiência que está aí acompanhando a nossa programação os nossos quadros aqui da nossa grade o saúde agora a gente sempre traz alguma enfermidade alguma doença para a gente entender mais sobre ela sobre as características tratamentos e todos os detalhes para informar você aí do outro lado e hoje a gente vai falar sobre epilepsia infantil A gente tem uns dados interessantes sobre esse assunto hoje e para conversar com a gente nós trouxemos a Laura Vale neurologista infantil Laura obrigada por dividir seu tempo e seu conhecimento com a gente Laura antes da gente partir para a parte já infantil a questão da epilepsia nessa fase mais jovem da Criança é o que que caracteriza um quadro de epilepsia já para a gente começar de uma forma geral para os nossos espectadores entenderem bom epilepsia Na verdade é um distúrbio do cérebro onde tem uma predisposição a ter crises epiléticas as crises sintomas da epilepsia E aí para a gente falar um pouquinho dessas O que são as crises epiléticas né é a manifestação de uma atividade elétrica anormal do cérebro que pode ser uma sensação e a gente tem por exemplo As crises convulsivas que são aquelas que se debate inteira tem aquelas outras que só mexem uma parte do corpo Isso depende muito da área do cérebro que está afetada então a epilepsia não se trata de uma única epilepsia são várias vários tipos de epilepsia né Especialmente na infância e na adolescência que é uma faixa etária que é mais prevalente esse tipo de doença né E vai ser caracterizada pela crise epiléptica eu tenho dado aqui inclusive dizendo que a epilepsia afeta aproximadamente 5 a 10 crianças a cada mil é um número bem alto né Exatamente é bem prevalente na faixa etária abaixo de um ano de idade é muito mais comum aí conforme vai ficando mais velha essa prevalência vai diminuindo um pouco mas ainda assim é bem frequente e o que que causa epilepsia eu dei uma lida que a gente sempre vai ler um pouco para poder bater o nosso papo aqui parece que ela tem pode ter inúmeros fatores né não é uma coisa apenas um ponto ali a ser investigado sim a causa da epilepsia Realmente são várias mais frequente é a causa genética então tem as epilepsia de base genética e outras de causa mais estrutural então muda-se a estrutura do cérebro que pode levar a essa predisposição a ter crise epiléticas tem a questão genética Então vamos falar de um jeito assim bem vamos lá uns exemplos bem bobos aqui para ver se dá para entender vamos dizer que nossas célulazinha aqui do cérebro os neurônios é uma questão física tipo tem um neurônio que tá para o lado errado tá menorzinho maiorzinho Seria algo assim bem Passando longe para tentar explicar de uma maneira bem simples a base genética você muda a estrutura então ele tem uma alteração que predispõe ele a ser mais excitado parte estrutural Você tem uma lesão então por exemplo a criança sofreu um AVC ou ela teve uma meningoencefalite e aí mudou a estrutura daquele neurônio e ele fica mais excitado e mais predisposto a ter uma crise epilética Deu para entender Acho que ficou mais claro aí para todo mundo do outro lado você falou sobre um AVC ou alguma coisa assim uma questão física de um acidente poderia desencadear também alguma Pancada Forte na cabeça um acidente carro moto algo assim sim se tiver uma lesão da estrutura do cérebro se isso resultar numa lesão estrutural do cérebro também pode levar epiléticos e isso a gente está falando por enquanto só do fator genético e agora uma questão mais física tem outros fatores também não sei qualidade de vida alimentação alguma coisa nesse sentido alguma alguma questão relacionada a isso eu acredito que não porque isso não vai ser gerarei epilepsia pode gerar crises epiléticas Mas a gente não considera epilepsia porque por exemplo a hipoglicemia pode gerar uma crise epilética mas isso não caracteriza a epilepsia a epilepsia a gente precisa ter duas ou mais crises intervalo aí de 24 horas para a gente caracterizar como tendo doença epilepsia uma crise epilética isolada aí não caracteriza mesmo esse tipo de doença entendido e agora indo aqui para o público que a gente estava falando no começo é infantil crianças pré-adolescentes você já falou que parece que crianças estão mais predispostas tem alguma explicação aí é na verdade é por conta da maturação cerebral né então o cérebro nessa fase da infância até a fase da adolescência ele tá se desenvolvendo de uma velocidade muito rápida e isso pode predispor até pequenos choquinhos ali durante essa maturação então na formação do neurônio pode predispor a ter esse choquinhos por isso na faixa etária pediátrica é muito comum e esses choquinhos aí no cérebro nessa primeira infância nessa fase que a criança está desenvolvendo pode dar gerar algum tipo de consequência mais para frente ou é algo que a criança vai ter ali não vai afetar o desenvolvimento então é muito frequente as epilepsias autolimitadas da infância que que é isso é aquela que tem umidade de início para começar e que se resolve na infância mesmo não perdura para a vida adulta e não tem nenhum tipo de sequela nenhum impacto no desenvolvimento quando você tem alguma lesão igual a gente comentou alguma lesão estrutural do cérebro a estrutura do cérebro está diferente ele teve um AVC a criança ou adolescente teve um AVC ou tem alguma alteração genética mais específica que pode evoluir com crises de mais difícil controle e aí tem um impacto mais significativo no desenvolvimento mas não necessariamente é da crise epiléptica pode ser da condição de base desse paciente tá certo na primeira crise os pais já devem correr com a criança para entender o que é essa causa o que que pode vir mais para frente na primeira crise é importante ter uma avaliação no pronto-socorro para a gente ter certeza que não teve nenhuma uma lesão que o exame neurológico né que é muito importante a gente valoriza muito a clínica tá normal mas inicialmente não precisa de nenhuma investigação na primeira crise quando essa criança esse adolescente começa a ter mais crises aí a gente começa a investigar fazer um eletrocéfalo às vezes fazer um exame de imagem para investigar o porquê nesse momento que os pais passam por uma situação dessa qual seria o profissional indicado a procurar é o pediatra o neurologista já Como é que os pais podem se orientar nesse momento bom na primeira crise é pronto socorro Pediatria né se eventualmente aconteceu uma segunda crise o ideal é procurar um neurologista infantil para ter uma melhor Conduta do caso com esse acompanhamento de outros momentos que vai poder realmente bater um martelo e fazer um diagnóstico né Não dá para ser logo no primeiro momento Exatamente exatamente a gente tem que caracterizar exatamente como foi essa crise né então igual expliquei tem as crises de convulsão tem as crises que são mais focais que mentes são a parte do corpo os vídeos caseiros Nos ajuda muito nessa caracterização E aí a gente caracteriza crise ver a imagem do paciente o que que é mais prevalente né cidade Ah é mais prevalente epilepsiato limitada essas que são boazinhas que se resolvem facilmente aí a gente vai conduzindo dessa maneira tem os tratamentos mais específicos né mais indicados para cada tipo de crise para cada tipo de epilepsia E aí um neurologista infantil vai estar todo esse Império depois da primeira crise né depois da segunda crise a gente vai falar sobre o tratamento ainda mas é nesse primeiro momento os pais às vezes ficam desesperados né o responsável tutors cuidadores e a gente vê muita coisa por ai ai tem que fazer assim tem que botar a criança de não ser que jeito Tem que dar água tem que o que é que a gente eu acho que não é o principal que se deve fazer mas o que não se deve fazer nesse momento que a criança ou pré-adolescente está passando por uma crise epilética na crise de convulsão mesmo aquela que se debate que fica que realmente é um pouco chocante né de ver principalmente para os pais que não tem esse esse contato né nesse momento primeira coisa é manter a calma é muito importante manter a calma olhar para o relógio porque o tempo de crise para nós é muito importante colocar a criança de lado porque pode sair saliva Pode até sair conteúdo do estômago então deixar a criança de lado colocar proteger a cabeça então colocar alguma coisa acolchoada embaixo da cabeça só para que não fique batendo e não se machucar é importante que não coloque nada na boca essa essa questão de que a língua Enrola é um mito então não colocar nada na boca e deixar que a crise ela ela passa a maioria dessas crises convulsivas elas cessam em Dois a três minutos se ficar mais prolongada então a gente chegando aí com cinco minutos de crise é importante que essa criança o adolescente de emergência porque vai precisar muito provavelmente de uma medicação na veia por isso que o tempo é muito importante né então são rápidas essas crises passam espontaneamente Mas se tiver muito prolongada tem que procurar o serviço de emergência Esse aí foi um mito que eu mesma acreditei durante muitos anos essa questão que a pessoa em crise convulsiva ela enrola a língua e você tem que puxar a língua dela quando você pensa um pouquinho mais como não faz sentido né a pessoa tá se debatendo você simplesmente puxar a língua dela né mas esse é um mito aí bom da gente falar a pessoa não enrola a língua não tem que puxar colocar nada na boca que pode até machucar Quem tá tentando ajudar né exatamente e não precisa segurar os braços suas pernas não precisa de nada disso também porque senão pode realmente mais trazer o mal do que um bem né no máximo você deixou o ambiente mais livre possível para pessoa não se bater em nada né É e vamos falar agora sobre tratamento aconteceu as crises você tá fazendo aquele acompanhamento geralmente Como se dá tratamento para convulsão que vai fazer esse acompanhamento saber se realmente é uma casa de epilepsia infantil e tudo é mais medicamentoso é mudanças no dia a dia como é que funciona essa parte o tratamento ele é com remédio mesmo tratamento medicamentoso A grande maioria vai ter uma boa resposta a essas essas medicações e levar uma vida o mais normal possível né sem sem restrições é importante que desmistificar isso a epilepsia ela não pede a criança ou adolescente de realizar as atividades cotidianas exceto lógico algumas atividades que pode expor a um risco maior por exemplo mexer com fogo então um adolescente vai fazer um churrasco de família vai ficar ali mexendo na churrasqueira se ele tiver uma crise nesse ambiente pode se machucar gravemente né ou Subir em altura fazer atividades lá no alto isso também pode gerar um risco um pouco maior e atividades aquáticas é sempre importante que tem alguém ali com a criança principalmente para ter uma supervisão porque esse tipo de atividade caso como uma crise pode levar algo mais sério né um evento mais grave Tá mas fora isso é vida normal mas você falou aí por exemplo atividades na água é a criança a pessoa ela sente quando tá vindo a crise ou algo muito repentino não dá tempo nem de talvez sentar procurar um lugar calmo tem das duas formas varia aí de acordo com o tipo de epilepsia mais uma vez tem das duas formas tem aquela que a criança sente que vai vai acontecer E aí consegue pelo menos buscar um lugar de segurança mas tem aquelas que realmente não avisa eu li aqui sobre questão de estímulos luminosos e alteração do Sono isso pode usar uma palavra que desencadear uma dessas crises tem alguns tipos de epilepsia principalmente relacionada à parte genética que tão desencadeadas pela fotos estimulação que a gente fala né então tem uma fé de estímulos luminosos e daí predispõe a ter a crise e alguns outros tipos que também é muito mais frequente ter a crise epilética durante o sono durante o sono a nossa atividade cerebral ela muda né E aí pode predispor ao aparecimento dessas crises epiléticas olha muita informação hoje aqui com a doutora Laura vale é que é neurologista infantil estamos falando hoje aqui sobre epilepsia infantil nessa primeira fase da infância pré-adolescente é Laura falamos sobre causas tratamentos Tem mais alguma coisa interessante que queria falar aí sobre o assunto Eu acho que eu queria só frisar essa questão da epilepsia né É uma doença não contagiosa não limitante que não impede a criança adolescente de viver a sua vida plenamente isso é muito importante então muito obrigada pelo seu tempo pelo seu conhecimento as portas ficam abertas para você voltar em outro momento falar sobre outro assunto Que ótimo muito obrigada Eu que agradeço Obrigada Laura é o saúde agora encerra por aqui espero que vocês tenham gostado do programa de hoje que tenha levado muita informação para vocês como sempre convido a visitar o YouTube da TV Câmara Campinas assistir saúde agora saúde é vida na ponta do lápis é o bicho vários quadros aí da nossa programação e eu encontro vocês na próxima tchau tchau [Música]
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