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Saúde Agora | Endometriose: como a dor impacta a rotina e a carreira das mulheres
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Saúde Agora | Endometriose: como a dor impacta a rotina e a carreira das mulheres

31 views Publicado 06/11/2025 HD · 17:34

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No episódio do quadro “Saúde Agora”, da TV Câmara Campinas, o tema é um dos maiores desafios enfrentados pela saúde feminina: a endometriose — uma doença silenciosa, dolorosa e que afeta profundamente a rotina, a produtividade e a qualidade de vida de milhões de mulheres no Brasil e no mundo. Para explicar os impactos físicos, emocionais e profissionais da endometriose, o programa recebe o Dr. Marcos Tcherniakovsky, ginecologista e obstetra, especialista em vídeo-endoscopia ginecológica (histeroscopia e laparoscopia), médico responsável pelo Setor de Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e membro da Comissão Nacional de Especialidades em Endometriose da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Com linguagem acessível e orientações diretas, o Dr. Marcos esclarece o que é a endometriose, como ela se desenvolve e por que o diagnóstico costuma demorar entre 7 e 8 anos. Ele explica que muitos dos sintomas — como cólicas incapacitantes, menstruação intensa, dores pélvicas, fadiga e desconforto nas relações sexuais — são confundidos com efeitos “normais” do ciclo menstrual, o que faz com que a doença avance silenciosamente. 📍 A endometriose atinge cerca de 10% das pessoas que menstruam no Brasil — o equivalente a quase 8 milhões de mulheres. E o impacto vai muito além do físico: dores persistentes, crises emocionais e dificuldade de concentração acabam afetando o desempenho no trabalho e na vida social. Segundo o especialista, mulheres com endometriose podem perder até seis horas de produtividade por semana devido às dores e sintomas incapacitantes. Esse cenário tem levado empresas e gestores de recursos humanos a repensarem políticas de acolhimento e flexibilidade para colaboradoras com a doença. “A endometriose traz como consequência a diminuição da vida social, a queda no desempenho das atividades e a falta de disposição. Isso cria obstáculos na busca pelo diagnóstico e agrava o quadro clínico”, explica o Dr. Marcos Tcherniakovsky. Além dos sintomas físicos, o programa aborda também o impacto psicológico da doença. A convivência constante com a dor pode gerar estresse, insônia, ansiedade e até depressão, comprometendo o equilíbrio emocional e a autoestima das pacientes. O Dr. Marcos alerta que a falta de informação e os tabus em torno da dor feminina ainda são barreiras para o diagnóstico precoce. “Muitas vezes, a dor é interpretada como frescura ou algo que a mulher deveria suportar. Hoje sabemos que é fundamental dar atenção a qualquer desconforto, mesmo que pareça leve”, afirma. 💡 Diagnóstico e tratamento A boa notícia é que, embora não tenha cura, a endometriose tem tratamento e controle. O acompanhamento médico adequado e o uso de terapias individualizadas podem aliviar significativamente os sintomas e permitir que as mulheres mantenham sua rotina com mais conforto e qualidade de vida. Entre as abordagens estão o uso de medicamentos hormonais, fisioterapia pélvica, alimentação balanceada, acompanhamento psicológico e, em casos específicos, a cirurgia vídeo-endoscópica — uma técnica minimamente invasiva que pode ser realizada por histeroscopia ou laparoscopia. 💬 “Quanto mais informação as pessoas tiverem sobre o tema, mais cedo será possível desconfiar da endometriose e buscar diagnóstico. Informação salva vidas e devolve qualidade de vida às mulheres”, destaca o especialista. O episódio reforça a importância da conscientização, da escuta acolhedora e do olhar humano no ambiente de trabalho. Falar sobre endometriose é dar visibilidade a uma condição que precisa ser compreendida não apenas como uma doença ginecológica, mas como um problema social e de saúde pública. Assista ao Saúde Agora e entenda como reconhecer os sinais, buscar ajuda médica e apoiar mulheres que convivem com a endometriose. 💛 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, hoje no Saúde Agora vamos falar sobre a endometriose. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, essa doença afeta aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo, que corresponde a cerca de 10% desse grupo populacional. No Brasil, as estimativas apontam que cerca de 8 milhões de mulheres convivem com a doença. Nosso convidado de hoje é o ginecologista e obstetra Marcos Ternakovsk e também é a diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. É um prazer recebê-lo aqui no nosso bate-papo. Seja muito bem-vindo, doutor. O prazer é tudo meu, Taciane. eh a você e a todos os telespectadores da Câmara Campinas. Legal, doutor, pra gente começar então, né, esse bate-papo, o que é a endometriose? É uma doença crônica? Existem tipos diferentes de endometriose? É perfeita essa tua essa tua pergunta. Eh, por mais que a gente fale em endometriose e a paciente chega para nós, né, falando: "Olha, eu tenho endometriose". Quando você pergunta a ela exatamente o que que é endometriose para que ela explique pra gente exatamente qual a doença que ela tem, eh, por incrível que pareça, ela não consegue explicar, ela não consegue entender isso. Então, é importante que a gente conceitue. endometriose nada mais é do que a saída do tecido endometrial, aquela camada interna que reveste o útero, aquela o o o a própria menstruação, ela é normal sair pela vagina, mas ela vai através das tubas e cai dentro da pelva e dentro da barriga dessa mulher. Então, endometróve nada mais é do que a saída desse tecido menstrual para fora do útero. E é claro que isso causa eh repercussões, né? Causa uma reação inflamatória. E a gente deve falar muito sobre sintomas que que a endometriose causa. E isso é importante, é uma doença crônica. Isso acontece muitas vezes dentro da fase da adolescência dessa mulher e muitas vezes repercute de forma grave na fase adulta. Perfeito, doutor. A gente vai falar um pouquinho sim, né? Mas queria que o senhor explicasse exatamente quais são as causas, né? O senhor já deu aí esse início falando que acomete também, principalmente, né, adolescentes ali no primeiro ciclo menstrual. Algumas mulheres elas tendem eh dificuldade de identificar quais são os sintomas, porque em algumas mulheres a cólica é um pouquinho mais forte, o ciclo mesmo, né, eh menstrual é intenso, tem uma quantidade, né, significativa de sangramento. Como que é então identificado a endometriose? Eles as mulheres conseguem identificar de fato esse tipo de doença crônica? É, eu cada vez mais eh a gente tem que falar sobre endometrirose. Endometrose, para que vocês tenham uma ideia, já deveria estar sendo considerado um problema de saúde pública, já com programas muito bem determinados, tanto do ponto de vista federal, eh, estadual ou municipal, porque, como você bem disse, acomete cerca de 10% de todas as mulheres que menstruam no mundo inteiro. E nós estamos falando de cerca de 200 milhões de mulheres no mundo e, como você mesmo falou, 8 milhões de mulheres brasileiras. A causa eh, nós não sabemos exatamente, eu sempre falo que quem descobrir eh o que causa exatamente a endometriose, com certeza vai ganhar o prêmio Nobel de medicina daquele ano. Mas nós sabemos sim que existe uma causa imunológica muito bem determinada nisso tudo, eh, e uma causa genética. Eh, o que é o certo seria essa causa imunológica? E o que seria essa causa genética? nós ainda não sabemos. E aí nós vamos pros sintomas. Claro que o tecido de dentro do útero foi feito para ficar dentro do útero. Se ele vai para fora, ele causa uma reação inflamatória dentro daquela pel, dentro daquela barriga. E essa reação inflamatória pode ser uma reação inflamatória muito pequena, como pode ser uma reação inflamatória de uma maneira muito grave. Isso causa sintomas. O principal deles, aquele que você falou, relacionados ao ciclo menstrual. Então, é aquela mulher que não tinha cólica menstrual e passa a ter uma cólica menstrual incapacitante ou aquela mulher que tinha já uma cólica menstrual e passa a ter de uma maneira muito mais intensa. Outra situação, dor no ato sexual, que nós chamamos dispareunia. Então, aquela mulher que não tinha também dores para ter relação sexual e passa a ter aquela paciente com dor pélvica crônica, eh, aquela dor há mais de 6 meses, tem que chamar atenção, dor ao evacuar, dor ao urinar. E a paciente que tem, que vem ao nosso consultório, ao nosso ambulatório, com história de dificuldade de se engravidar. Hoje nós sabemos que 30 a 50% dessas pacientes eh podem ter como diagnóstico a endometriose. E isso tem que se chamar atenção. Então, as mulheres hoje elas não podem normalizar situações que não são normais. Quando você pergunta à aquela mulher, poxa, você tem dor eh para para menstruar? Ah, eu tenho, mas é normal. Eh, ou você tem PP? Ah, eu tenho, mas é normal. Não, gente, ter dor e não pode aceitar isto como uma situação eh ou algo que a incomode como uma situação normal. Perfeitamente colocação, doutor, né? falando sobre esses principais sinais que a mulher ela tem que ficar atenta, né, com esses primeiros sintomas, quando então elas chegam com essas queixas, né, no consultório, há um exame, há algum exame assim de imagem, algo para identificar, fazendo um diagnóstico exatamente da endometriose? Excelente pergunta, Taciene. Eh, bom, eh, eu acho que o que tem que ficar, eh, muito bem claro aqui é que, eh, consulta, ela precisa ser uma consulta muito bem direcionada, muito bem feita. Não são consultas que têm que ser realizadas em 5 minutos, em 10 minutos. Nós temos que escutar muito bem a paciente. Depois o exame físico, que é o exame de toque, é um exame extremamente importante. Para que vocês tenham uma ideia, se eu fizer uma boa naminese, que é uma boa história, e fizer um bom exame, que é um exame de toque, pensando exatamente na doença, eu estou diante de 70% de chance de já eh nessas duas situações determinar que estou diante de uma endometriose. E aí eu vou lançar mão de basicamente dois exames importantes. Ultrassom com preparo intestinal, não esses ultrassoms normais que nós fazemos no dia a dia, e sim um ultrassom com preparo intestinal, uma ressonância magnética com preparo intestinal. Não há necessidade de se fazer os dois. Então, dependendo do local onde ela esteja, a gente precisa usar aquele exame que possa ser o mais fácil, o mais tranquilo para ela realizar. Então, quando eu faço esses dois exames, praticamente eu chego em quase 100% de chance de saber que eu estou diante de uma endometriose. E aí sim, diante dessas três situações, eu vou determinar se eu estou diante de uma eh situação que eu possa acompanhar clinicamente ou já ela teria uma indicação de ir já para uma cirurgia elas normalmente minimamente vazia. Ah, perfeitamente, doutor. Então, existe a possibilidade de um tratamento sem a necessidade de cirurgia. Seria isso? Seria isso? Porque determinadas situações hoje, se eu sei que eu sempre falo que uma pessoa ela não opera porque ela tem endometriose, ela opera porque ela tem repercussão dessa endometriose. Para fazer uma analogia, mesma situação que a gente faz com outras doenças. Não é porque uma paciente tem mioma uterino que ela vai operar de mi uterino. Ela vai operar pelas repercussões que esse mioma possa dar. Então, se eu estou diante de uma endometriose em que essa paciente não fez tratamento nenhum como bloqueio desta menstruação, e já falando um pouquinho de de tratamento, a primeira linha de tratamento clínico é anticoncepcionais, que são esses que nós usamos no nosso dia a dia mesmo. Não existe um melhor, não existe um pior, é aquele anticoncepcional que essa paciente melhor se adapta. E por que dos anticoncepcionais? porque eu vou bloquear. eh normalmente ela tem esses sintomas quando ela menstrua, então não existe eh eh problema nenhum eu brecar esse ciclo menstrual para essa paciente, melhorando a qualidade de vida dela e evitando com que essa doença progr. Claro que os anticoncepcionais não vão eliminar as lesões, assim como eles também não vão eliminar aquele miomoterino, mas essa paciente vai conseguir através disso eh ter seus sintomas extremamente melhorados e a qualidade de vida melhorada, não havendo a necessidade de ir para uma cirurgia. Caso eh com este tratamento ela não consiga melhorar esses sintomas e algumas dessas pacientes acontece isso também. É claro que a gente pode falar sobre cirurgia ou quando operar esta paciente, aí sim está determinado eh uma um ato cirúrgico para essa mulher. Doutor, eh a gente fala, né, sobre essa questão do lado emocional também, né? o senhor fez essa colocação em relação à qualidade, né, de vida, de bem-estar também da mulher, não só o sintoma físico, né, mas também acaba envolvendo aí uma questão do lado emocional, né, qualidade de vida, assim, a rotina do dia a dia, trabalho, a vida pessoal, a vida profissional. A gente falou, entrou na questão sobre a relação também da endometriose em relação à infertilidade da mulher. Algumas mulheres têm essa dificuldade de engravidar. depois que ela faz o tratamento ou com métodos normais, né, sem a cirurgia, ela continua tendo algum tipo de sintoma, tem alguma reação eh do da medicação ou desse tratamento, algum efeito colateral também que vá prejudicar de certa forma? Não, eu te pergunta, Tani, eu sempre hoje em endomitriose e eu sempre falo que o Marcos sozinho não trata mais endomitriose. A gente precisa de outros profissionais que estejam junto com a gente. Então, se nós percebemos que a paciente se abalou muito com a endometriose, com esse diagnóstico, o acompanhamento psicológico é importante para que ela realmente conviva e saiba conviver com isso. a parte de uma nutricionista. Hoje a gente sabe que existem alimentos mais inflamatórios, alimentos menos inflamatórios. Então, uma orientação nutricional para essa paciente extremamente importante, atividade física extremamente importante, o nosso melhor anti-inflamatória anti-inflamatório que nós temos no nosso corpo é endorfina e e a atividade física libera endorfina. Então eu eu eu falo o seguinte, que ela não pode aceitar que a endometriose seja maior que ela. É maior que a endometriose. Então tudo que a endometriose quer é que ela fique para baixo, fique depressiva, não queira fazer nada. ela vai estar fazendo o jogo da endometriose. Porque quando uma pessoa fica depressiva, fica para baixo, sem vontade de fazer nada, isso baixa a imunidade dela e existe uma propensão ainda maior para que a endometriose se alastre e aumente essa qualidade de vida pior. Portanto, ela eh precisa mudar eh os as atividades do que ela faz no dia a dia. E dá para se conviver muito bem com a endometriose. Endometriose não é um diagnóstico eh eh final. E muitas vezes essa paciente chega: "Olha, eu não tenho, eu tô com uma doença que não tem eh cura, que ela tem controle apenas, mas não tem problema, é melhor que a gente controle mesmo. E isso acontece com qualquer outra doença que a gente tem no nosso dia a dia, tá? Então essa é a mensagem que tem que ficar para essas mulheres. Muito esclarecedor, então, as suas respostas, doutora. A gente então tem que ficar atento mesmo, né, a esses sinais. O que a mulher não pode deixar é realmente de sentir, né, o que o seu organismo está pedindo, né, prestar atenção no nosso corpo, prestar, prestar atenção no nosso organismo e realmente chegar no consultório, fazer os exames de rotina. Eu acho que essa é a primeira eh opção que a pessoa tem, né? A primeira questão que a mulher ela vai conhecer o seu corpo, conhecer o os seus sintomas para poder então chegar nesse diagnóstico para fazer um tratamento adequado, né? Não, exatamente. Eh, se uma mulher ouvir do colega médico de que essa é uma situação normal, de que ela tem que conviver com esse sintomas, com essa situação que a incomode, eh, sinceramente, ela tem que procurar outras opiniões e procurar alguém que a abrace e alguém que acredite exatamente naquilo que ela tá sentindo. Não é incomum paciente passar por tr cinco colegas e chegar ao nosso consultório ou ao ambulatório lá da faculdade de medicina da OBC da qual eh eu chifio e e nós falarmos: "Olha, agora vamos examinar". E ela estranhar que ela tá sendo examinada porque ninguém a examinou, ninguém a escutou. Então isso isso que você falou é extremamente importante. Não aceite como normal eh você ter dor, tá? Eh isso isso acho que é o mais importante. Não se preocupem também em relação à cirurgia. Hoje nós deixamos cirurgia para os pacientes que existem falhas de tratamento clínico ou aquelas pacientes que a gente está acompanhando e a gente percebe a progressão dessa doença. Caso de infertilidade em que a gente sabe que as lesões que estão eh lá dentro da da pélvia ou da barriga dessa dessa paciente justificam essa infertilidade. para casas muito especiais, como comprometimento de intestino, comprometimento de bexiga, eh muitas vezes diafragma, apêndice. Então, eh eh deixem que o colega que está acompanhando isso eh ao sempre de forma positiva, tá? Eu costumo falar que nós temos que ser otimista e não pessimista em relação a o diagnóstico da endometriose. Ótimo. Muito obrigada, doutora. A gente conversou com o ginecologista e obstetra Marcos Cherkoves, que muito obrigada pela sua participação, por tirar as nossas dúvidas, né? Realmente acredito que as mulheres e todo o público que assiste aqui a programação da TV Câmara conseguiu, né, identificar um pouquinho os sintomas e foi realmente respostas assim esclarecedoras. Muito obrigada. Eh, imagina, Tcine, eu que agradeço esse espaço para falar aqui na Câmara Campinas. Eu acho que quanto mais nós falarmos sobre a endometriose, quanto mais informações com credibilidade nós dermos, melhor eh pro público em geral. E e parabéns você pela condução dessa entrevista e por ter acertado o meu sobrenome de primeira, que é uma coisa extremamente difícil. Muito obrigada. Muito obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigada a você. Obrigada também pela audiência e continuem assistindo a programação da TV Câmara Campinas. Até mais. [música] [música]
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