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Olá, começa mais uma edição do Saúde Agora e o tema de hoje, os perigos do consumo excessivo de açúcar. Quando o consumo vira compulsão, estudo mostra que o excesso de açúcar está ligado a mais de 40 efeitos negativos à saúde. E para abordar esse assunto, nossa convidada é a nutricionista Yasmin Sgarb. Muito obrigada pela sua participação. Seja muito bem-vinda, Yasmin. Muito obrigada pelo convite. Certo, a gente vai falar desse tema, né, super importante também, né, focado aí. voltado paraa saúde também entrando nessa questão eh das crianças também. Agora a gente tá nessa fase, né, do Halloween, falando um pouquinho sobre doces ou travessuras, né? Agora então acaba incentivando um pouquinho mais o consumo dos doces, né? Você acredita que essa brincadeira que a princípio é inofensiva acaba trazendo riscos pra saúde? Com certeza. A gente vê que essa época a gente tem muito essa essa cultura mesmo, né, de doces e travessuras e as crianças voltando de casa com aquele baldes de doce. E claro, né, a gente precisa de estratégias até um cuidado para isso não virar algo que eh molda ali, né, nesse período paladar da criança, vai causar um pouco mais esse dessa vontade de comer açúcar e pode causar muitos prejuízos para elas, né? Tá, Yasminha, eu queria que eh você falasse, né, explicasse pra gente quais são os riscos, né, os riscos de consumir em excesso o açúcar e também a longo prazo. Quais são os sintomas, quais são as doenças causadas aí pelo excesso de açúcar no sangue? Legal. Então, o excesso de açúcar, a gente tá falando sobre o excesso, porque quando a gente fala sobre açúcar, é normal que a gente tenha na nossa alimentação. Então, vou focar um pouco mais nessa questão dos doces em si. Quando a gente come muito doce, esse açúcar, né, puro, isso vai direto pro nosso sangue e, claro, o nosso corpo tem que lidar, né, liberando hormônios ali para nosso corpo conseguir transformar esse açúcar em energia. O problema é que muitas vezes esse excesso de açúcar vem realmente como um excesso e o corpo não sabe lidar muito bem com esse pico de açúcar que vem, com esse excesso e isso a longo prazo eh realmente causa ali eh problemas porque o corpo, né, acaba tendo que lidar com essas substâncias ali. É por isso que eu falo essa coisa crônica que é o problema, porque eventualmente a gente pode comer um doce e tá tudo bem, mas os riscos são da gente realmente se é, eu não gosto da palavra de viciar em açúcar, mas a gente se acostuma e aí fica mais difícil a gente tirar esse hábito depois, porque o nosso paladar fica acostumado. Enfim, e quando a gente fala de criança é um pouco mais complicado ainda, né? porque talvez não tenha esse cuidado delas perceberem os riscos que isso pode ser pode causar, né, a longo prazo. Nesse sentido, então você tava falando a respeito, né, disso do não gosta de usar essa palavra vício, né, mesmo porque as pessoas tendem a relacionar o o doce como uma válvula de escape, por exemplo, né? Ah, eu tô ansioso, estou nervoso, quero um chocolatezinho assim depois do almoço. Então isso acaba trazendo uma rotina, né, diária do consumo de doce. você tava falando sobre eh criança também e falando que a o açúcar ele é um algo que vem assim de tradição, que puxa mais pro lado emocional também, porque logo cedo, né, as mães acabam introduzindo assim o achocolatado na mamadeira. Então isso vai trazendo mais essa questão de tradição mesmo, né? muito, muito essa questão de tradição e até o nosso paladar vai se acostumando com esse estímulo muito doce, né? E as crianças já vem de isso muito cedo. E por isso que isso é um problema no sentido de as crianças realmente se acostumarem, terem esse paladar muito voltado para o doce, né? Esse polarização do paladar. Então, por isso que essa fase é bem interessante do Halloween, pra gente ir controlando e dos quantidade da de açúcar exposto para essas crianças também, para que o paladar também não seja hiperestimulado, porque a gente sabe que eh por mais que a gente fale sobre os efeitos crônicos do consumo de açúcar, né, que podem levar para doenças ali, síndrome metabólica, diabetes, hipertensão, enfim, a gente também fala sobre o efeito ali agudo. Então, por exemplo, o consumo de açúcar também causa muito nessa questão eh da saúde mental dos neurotransmissores também, que causa muito, né, essa dificuldade de memória, de aprendizado das crianças. Então, a gente tem que sim controlar muito bem, olhar os rótulos para não ter esse excesso de açúcar na vida das crianças, né, e de todo mundo. Certo? Perfeito. Do mesmo modo, então, Yasmin, que o açúcar ele também traz essa sensação de energia, mas também tem que ficar atento nessa questão de doença, né? Eh, pré pré-doenças, né? por exemplo, tem a pré-diabetes, fala um pouquinho sobre essa questão do que o açúcar ele causa, né, no nosso metabolismo, no nosso organismo. Quando identificar que já está ultrapassando o limite, por exemplo, tem uma quantidade exata de açúcar que a gente pode utilizar, por exemplo, no café da manhã, eh, tem uma quantidade específica, a gente pode comer um chocolatinho, pode comer um doce, esse limite diário, né? Porque tem gente que não consegue mesmo ficar sem um doce no dia a dia, por exemplo. A gente consegue então trabalhar nessa questão de saber exatamente qual que é o limite? Essa questão do limite é muito individual, assim, eu trabalho muito com essa parte de comportamento, então tem pessoas que lidam muito bem que cortar totalmente o açúcar, não tem tanta essa dependência nesse sentido. Outras pessoas já t um pouco mais, igual você comentou, sobre essa questão até emocional da comida, porque a comida tem esse papel muito emocional na nossa vida, né? Não tem como desassociar isso. E então, por isso que o manejo, né, do do paciente ou das pessoas que querem reduzir o açúcar é sempre nesse passo de irmos reduzindo, né? não tem um consumo ali ideal ou que a gente considera que esteja certo, mas sim a gente olha a alimentação como um todo e consegue enxergar onde a gente consegue fazer ajustes, perceber que a gente consegue reduzir ou trocar por outras opções no mercado. Isso é interessante porque hoje em dia temos bastante essa questão, né, do dos adoçantes que são usados, que a gente consegue ter redução do consumo de açúcar em si e até quando for comer um doce tem melhores momentos da gente encaixar esse doce, por exemplo, perto de uma refeição, evitar comer o doce ali, por exemplo, no meio da tarde, quando você está com fome, porque a gente sabe que o açúcar também não dá muita saciedade, a chance da gente exagerar também é muito grande. Então, tem um pouco desses truques, dessas estratégias nutricionais que a gente usa quando a gente fala de açúcar. para conseguir diminuir a quantidade ali, né? Porque quanto menos a gente conseguir consumir, melhor nesse sentido. Legal. falou num ponto super interessante, né, a respeito da substituição. Eu até ia fazer essa colocação, né, sobre os alimentos, porque quando a gente fala em açúcar, logo a gente imagina doce, bala, chocolate, mas o açúcar ele também está presente em outros alimentos, né, Yasm, como por exemplo massas, acaba transformando, né, no nosso organismo ou certos alimentos acaba transformando em açúcar. Então também é um sinal de alerta, algo preocupante também que a gente tem que controlar essa alimentação, né? Ter uma alimentação balanceada, equilibrada e talvez ali fazer algumas substituições de outros açúcares. Por exemplo, tem algum açúcar que seja melhor, eh, refinado, cristal, algo assim que a gente possa também substituir? Legal. Quando a gente fala desses carboidratos, todos eles viram, né, açúcar, todos eles viram glicose no nosso sangue. Eh, é importante escolhermos eh carboidratos que a gente chama de complexos, então que têm menos, que passa menos pela indústria, que são menos refinados, eh, enfim, que dão menos esse pico que a gente fala, né, do sangue, de ser absorvido muito rápido. Então sim, a gente escolhe geralmente massas, por exemplo, mais integrais, os pães que são mais integrais, eh, coisas assim que a gente consegue ter essa essa rastreabilidade que veio da natureza, né? Eu falo quanto menos industrializado, melhor. Mas hoje em dia é legal essa colocação que você fez, porque em muitos produtos a gente tem o açúcar adicionado, até no próprio ketchup tem bastante, né? tem ali o rótulozinho. Então isso faz a gente perceber que o açúcar não tá só naquele açúcar que a gente coloca no nosso café, mas sim tudo que tem essa esse palad mais puxado para o doce tem a adição de açúcar. Então, a gente fica um pouco mais observando o que que vale a pena a gente consumir com açúcar ou fica um pouco mais atento ao que a gente tá consumindo de fato. É, exatamente. É bem assim, é interessante, né, a gente fazer essa colocação, porque como eu disse, você também mencionou, né, tudo que a gente vai comer, a gente tem que prestar atenção realmente no rótulo e tentar dosar de uma maneira ou de outra, né, já que outros alimentos também t essa esse poder, né, de transformação aí, de virar açúcar dentro do organismo. Então, pra gente identificar, por exemplo, alimentos é DIC, que também tem bastante no mercado, Light, DI, eles são zero açúcar. Tem aqueles, por exemplo, refrigerante, zero açúcar. É zero açúcar mesmo, Yasmin? Uhum. Sim. Esses é sempre legal a gente olhar pro rótulo, porque às vezes a gente tem essa noção assim, ah, é zero açúcar, mas tem ali algum outro tipo de carboidrato para para adoçar, enfim. Mas eu gosto muito das opções que são dies ou que são lights, né? Principalmente o light. O light significa que ele é reduzido em alguma questão, seja de gordura ou seja de sódio. Então, gosto dos lights. Os dites eu sempre tenho muito cuidado para quando eu vou prescrever para algum paciente, porque às vezes ele não tem açúcar, mas ele é colocado. Então, por exemplo, a composição dele tem um pouco mais de gordura, por exemplo. Então, no final das contas, a gente tá tirando o açúcar, mas a custo de colocar mais gordura saturada. Então essa é um jogo que a gente tem que ter porque nem sempre, só porque é DI, é a melhor opção, né? Então realmente a gente tem que prestar atenção no que a gente tá consumindo, fazer uma alimentação balanceada. Então qual a dica, né, que que você como nutricionista dá, né, para quem tem esse costume de comer esse docinho, não é proibido, mas tem que ser consumido com cautela, né? Isso. Eu sempre gosto muito de trabalhar essa parte da autoconsciência, alimentação, porque a gente tem uma vida muito corrida e cheia de demandas, acaba virando automático. Então, tô aqui, comi um biscoitinho, tô ali, peguei um cafezinho com açúcar, ai, alguém me ofereceu alguma coisa, eu fui lá comer. Muitas vezes a nossa alimentação passa despercebido. Então, o que eu sempre falo pros pacientes e o acompanhamento é perfeito por isso, porque traz a consciência, então você fica olhando mais pro que você tá comendo. E sobre o doce, sobre o açúcar, é exatamente isso, é trazer pra consciência. Você realmente quer esse doce? Eu trabalho muito essa parte de comportamento, então eu sempre gosto de fazer até meus pacientes e eu mesma me pergunto, né? É, se é uma questão emocional, como que eu tô me sentindo agora? Será que eu tô querendo suprir alguma coisa com esse doce? é é realmente trazer pra cabeça pra gente conseguir perceber melhor os nossos sentimentos, para ver a gente ver se é um descontrole ali com a alimentação e e conseguir tomar as melhores decisões, seja comer pelo menos um quadradinho ou controlar a porção desse doce. Então é sempre a gente ficar eh prestando realmente atenção. E uma das coisas que eu trabalho bastante são até, por exemplo, tipos de compulsões, assim que você até comentou. E é um pouco disso da gente comer com calma. Come o seu doce, mas come tranquilo, sem muitos estímulos assim, muito no celular e vendo televisão e conversando com faz o seu momento de comer doce ser um momento de atenção para você realmente conseguir aproveitar aquele doce. Isso vai te ajudar muito a reduzir as quantidades e isso também acaba evitando, né, quaisquer sintomas, doenças causadas aí pelo consumo excessivo de doce, né, Yasmin? Isso mesmo, melhora tudo. Muito obrigada pela sua participação, Yasmin, pelo nosso bate-papo. Foi esclarecedor, né, saber que existem aí opções também no mercado, né, que pode substituir o açúcar. Lembrando também que não é proibido, então, só ter cautela, saber consumir de forma aí balanceada, né, todas as alimentações pro nosso dia e paraa nossa saúde. Para você aí de casa, obrigada pela companhia e pela audiência. Obrigada mais uma vez, Yasmin. Obrigada. Espero que tenha sido esclarecedor e tenha ajudado vocês aí a diminuir esse consumo de açúcar e ficarem mais conscientes, tá certo? Então, obrigada pela audiência. Até o próximo. Saúde agora. เฮ