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Olá, [música] está no ar mais um Saúde Agora aqui na programação da TV Câmara Campinas. Vamos juntos nessa edição falar sobre disfunção oral do bebê e é uma das maiores causas de problemas de amamentação, gerando impactos negativos para o bebê e para a mãe se não for diagnosticado precocemente. E pra gente falar sobre essa disfunção, quem vai explicar tudo pra gente, convidamos a fonoaudióloga e especialista em amamentação, Maira de Paula. Olá, Maira, seja muito bem-vinda. Obrigada por estar aqui com a gente. Olá, gente. Muito obrigada pelo convite. Maira, pra gente iniciar então esse bate-papo, quero que você explique o que é essa disfunção. Bom, a disfunção, ela é uma alteração na função. No caso que estamos falando de amamentação, é uma dificuldade na função do sugar. Então o bebê ele tem dificuldade para fazer a execução correta do movimento da sucção, que pode acontecer porque ele tem um freno alterado, que é o freio da linguinha, ou ele pode encoordenar a respiração e a sucção. Daí ele não consegue fazer a deglutição correta e acaba até mesmo engasgando. Ou às vezes que o bebê ele tem uma dificuldade nessa musculatura. a musculatura está um pouco mais enfraquecida ou ele realmente não sabe como realizar os movimentos. E a gente precisa eh fazer um uma intervenção para ajudar esse bebê a fazer uma uma boa sucção para que ele consiga se alimentar corretamente, certo? Nos casos, a gente fala sobre os bebês prematuros ou os bebês saudáveis, que também podem eh ter essa dificuldade também no momento da amamentação. Maira, nos dois casos, bebês a termo e pré-termo, eh podem apresentar essa dificuldade. Bebê que nasce muito antes do tempo, a gente já espera que é um bebê que vai ter uma dificuldade na sucção. Mas os bebês que nascem no tempo certo, eles também podem apresentar essa essas dificuldades. Então não é só prematuros, não. Certo? E no caso, como que é eh pra mãe essa situação, né? Como que é feito esse diagnóstico no início ali? O bebê nasceu, quando ele vai fazer a pega? Tem bebês que fazem a pega correta, mas também tem essa disfunção. Como que funciona na prática essa dificuldade? Logo no nascimento é feito o teste da linguinha na maternidade e passam as enfermeiras nos quartos para fazer essa orientação paraas mães. Quando essa dificuldade na mentação persiste, então é necessário a intervenção de uma fonaldióloga que entenda dessa questão oral, das funções orais do bebê para fazer esse auxílio. Por quê? H, às vezes o bebê ele está com a pega correta, então a gente escuta muito assim, ai, mas a boquinha tá de peixinho, a na mama está perfeito, virar o corpinho pra mãe, mas o bebê está perdendo peso, a mãe ela começa a ter um enchimento das mamas e pode causar mastite. Então, esse bebê não está conseguindo extrair esse leite. Então, sendo um alerta, por que será? É o freno alterado, é a língua que não está fazendo o a movimentação correta? ou esse bebê tem um uma musculatura mais enfraquecida, então precisa eh dessa intervenção para fazer a correção necessária. Pra mãe é muito frustrante porque ela quer amamentar o filho e o filho às vezes não está ganhando peso, mesmo passando ali 40 minutos, 1 hora na mama e não consegue se alimentar por uma dificuldade. E assim, quando é feito esse diagnóstico, né? Eh, esse esse diagnóstico ele pode acontecer também tardiamente, por exemplo, porque há relatos, né, quando o bebê ele não consegue fazer essa pega, a mãe ela acaba desistindo por algum momento, né? Depois que ela sai ali da maternidade, que ela volta para casa, acaba não dando continuidade a esse tratamento, buscando especialistas. Como que você enxerga o cenário atual? Eu enxergo como uma falta de informação, porque eh tem muita gente que não sabe o papel da fonologia dentro da amamentação. Então a mãe pega a culpa como se fosse dela. Ai a culpa é minha, é o meu leite que é fraco, eu que não estou conseguindo, eu não sei fazer. Então eh essa culpa vai consumindo a mãe e às vezes ela não sabe que um profissional fazendo uma boa avaliação, consegue fazer eh essa ajuda, essa intervenção precoce. Porque se caso ela começa a apresentar dificuldades aí na amamentação e já intervém, a gente consegue manter essa amamentação. Se eh chega a a pausar a amamentação, entra com mamateira, entra com colher dosadora, entra com outros artifícios que não é a mama, fica mais difícil de a gente voltar esse bebê para fazer a mamitação na mãe. Então, ah, se a gente conseguisse intervir antes, a mãe e ter essa dificuldade e buscar ajuda, é importante pra preservação da amamentação. Então, assim, eu acho que é mesmo a questão da desinformação. Ela não sabe que ela pode ser ajudada. Eh, mas essa informação, ela é repassada ali pra mãe no momento que é feito esse diagnóstico, né? Então, de repente, é algo que ela acha que vai conseguir fazer quando chegar em casa, no momento que ela está estará sozinha ali com o bebê. Talvez também pode ser uma questão de o emocional também pode afetar nessa questão. Então, se eh se for apenas questão do emocional, ela estar sozinha, sem uma rede de apoio, eh, pode afetar sim, mas se ela quiser bastante, ela ela consegue. Agora, eh, essa mãe que teve um teste da linguinha, eh, por exemplo, eh, deu um teste da linguinha negativo, não teve alteração. Às vezes esse bebê tem alteração, um teste da linguinha feito por um profissional que não é um fonogiólogo, que não entende das funções orais, às vezes esse bebê está com a pega correta, vai para casa, a mamãe, a mãe tem essa dificuldade na amamentação, daí o emocional entra porque ela vai achar que ela é incapaz de amamentar. Mas às vezes é o que eu mais recebo no consultório, são bebês que saíram da maternidade com um teste negativo, não tinha alteração lá na maternidade. Mas eh quando eu fui fazer a visita, fui fazer a avaliação, o bebê tem sim uma alteração no freno, o bebê tem sim uma disfunção oral. Então assim, não é a mãe, é uma é uma alteração no bebê que a gente precisa tratar. Masim, o emocional ajuda a piorar essa situação. Sim, mas a grande maioria das vezes é uma dificuldade do bebê. E a gente precisa ajudar esse bebê a mamar, porque o bebê ele não nasce sabendo mamar, ele nasce com reflexo da solução, mas a gente precisa eh fazê-lo aprender a mamar, sugar corretamente, porque mamar é o quê? eh o sugar corretamente, respirar corretamente, deglotir corretamente. E se ele não tem esse reflexo, se ele não tem esses estímulos, ou ainda assim ele tem os estímulos, mas algo está errado, então tem sim que buscar o especialistas, o especialista para ver exatamente o que está acontecendo, porque não é normal essa demora no procedimento da amamentação, né, Maira? É, a gente espera que seja algo mais rápido. Eh, tem casos e casos, né? Então, tem casos que a mãe ela tem uma dificuldade ali na pega, então tem que corrigir a pega. Tem casos que a mãe consegue fazer a pega perfeita, mas o bebê tá com a língua alterada, o freno, então tem que fazer a frenectomia, tem que liberar essa língua para esse bebê conseguir fazer corretamente os movimentos. Tem caso que tá tudo certinho, a pega tá perfeita, o freno tá perfeito, mas o bebê ele não sabe fazer a sucção corretamente. Então, a gente tem que ensiná-lo. Então, são eh eh são várias vertentes, várias disfunções também, como você mencionou, qual que é a mais comum e qual é o tratamento assim mais eficaz para essa criança conseguir, né, fazer essa pega, conseguir ser e fazer a sucção perfeitamente. as disfunções orais e geralmente é na dificuldade do do sugar, seguido pela dificuldade do deglotivo. Então, a gente tem que entender o que está causando eh cada situação e intervir eh terapias de fono para ajustar a musculatura oral. E se tiver com uma alteração no frulo, precisa fazer a frenectomia, que é o corte do frênulo para essa língua ter uma boa eh uma boa movimentação e conseguir fazer a sucção ou a deblutição corretamente. Se esse essa criança ela não for diagnosticada ou se a mãe, né, ela não buscou esse especialista, quando ela fica mais velha, no caso, vai inserir a alimentação, nos primeiros ali aninhos de vida, que vai inserir a alimentação depois dos seis meses, né, aproximado, pode ter esse problema também na alimentação por conta da de alguma disfunção dela. Pode sim ou não. Você põ uma disfunção no degulutivo, por exemplo, a criança engasga muito, eh, que pode colocar até em risco a vida. Isso pode persistir da umação para alimentação. Você não tá conseguindo fazer a degluição de líquido, quando chega no sólido, pode ser que continue essa dificuldade. Mas se for uma alteração no frulo, por exemplo, nem sempre uma dificuldade na aumentação vai prosseguir como uma dificuldade com uma alimentação. Então, tudo depende. A gente não pode bater o martelo aqui. vai teve uma dificuldade na amamentação, terá dificuldade na alimentação, porque a musculatura vai se desenvolvendo, né? Então, às vezes, com alguns ajustes que o nosso corpo mesmo faz, a criança consegue fazer uma boa deglutição, é, uma boa mastigação adaptada. Então de fora a gente não está vendo que tem uma adaptação, mas por dentro ela tá fazendo pequenas adaptações para que ela consiga fazer esse manejo do alimento e deglutir corretamente. Perfeito, Maira. Eu acho que então a mensagem que fica aqui é que precisa sim buscar orientação, buscar ajuda lá na maternidade, [limpando a garganta] os enfermeiros falando sobre a situação, né? É preciso levar isso pra vida, levar isso em consideração, saindo da maternidade, persistir na busca de um especialista, né? Ah, com certeza, porque manter a amamentação é manter a vida, né? Eh, quando a gente entra com com fórmula infantil, a gente tenta imitar aquilo que a mãe tá produzindo de especial para aquele filho. Então, se a gente conseguir manter isso, além de manter o vínculo também da mãe e do bebê, seria seria ótimo. Então assim, eh, a orientação é: tem dificuldade, saiu da maternidade, ainda persiste, tá machucando o manelo, tá com dificuldade, o bebê tá engasgando, tá soluçando demais, não tá ganhando peso, só chora, precisa buscar ajuda para que esse esse bebê se alimente corretamente, porque eh da alimentação, no caso do leite da mãe, esse bebê ele vai se desenvolver. Então, é algo muito importante e é o início da vida. Então a gente precisa ter uma atenção especial para isso. Tá certo, Mário? Eu agradeço a sua participação aqui no Saúde agora. Muito obrigada por ter aceito o nosso convite, viu? Imagina. Eu que agradeço. O saúde agora fica por aqui. Espero que você tenha gostado dessas dicas e também orientações da especialista de hoje. Obrigada pela companhia, pela audiência e até o próximo. Saúde agora.