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Saúde Agora | Aprovação insulina semanal
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Saúde Agora | Aprovação insulina semanal

17 views Publicado 17/04/2025 HD · 15:25

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Anvisa aprova primeira insulina semanal, saiba mais sobre.

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[Música] Olá, pessoal. Mais um saúde agora começando aqui na programação da TV Câmara Campinas e hoje nós vamos falar sobre o novo medicamento para tratar a diabetes. A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovou recentemente a primeira insulina semanal do mundo, um avanço significativo no tratamento da diabetes. Fabricada pela Novo Nordisk, a insulina basal e codeca é indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 1 e 2. E quem vai explicar tudo sobre esse assunto é o endocrinologista André Viana, único pesquisador brasileiro que participou dos estudos clínicos que embasaram a aprovação do medicamento no Brasil e em outros países. Dr. André, muito obrigada pela sua participação aqui no Saúde agora. É um prazer imenso aqui estar com você e tá com todas as pessoas que estão nos assistindo para esclarecer, né, mais essa novidade, esse avanço aí na na medicina pro tratamento do diabetes. Certeza, doutor. E a gente pode, né, já começando afirmar que a chegada dessa insulina representa aí uma revolução no tratamento da diabetes? Certamente é uma revolução, certo? Porque pense que cerca de 25 a 30% das pessoas com diabetes tipo 2, que é o diabetes mais comum, é o diabetes que afeta mais de 90% das pessoas com diabetes, 25 a 30% dessas pessoas vão precisar de insulina, tá? Hoje é a estatística a gente tem o número de pessoas que usam insulina, tá? E essas pessoas eh quando vão utilizar insulina, no mínimo vão usar uma aplicação por dia. Estamos falando de 365 injeções por ano, né? Quando você consegue chegar com uma insulina que você usa uma vez por semana, você faz uma redução aí de 365 injeções por ano para 52 injeções por ano, o que deixa o tratamento muito mais fácil e confortável e seguro, até evitando os esquecimentos que às vezes acontecem e podem prejudicar os resultados do tratamento. Eh, doutor, eu gostaria que o senhor explicasse um pouquinho pro pessoal entender qual que é a principal diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2. O diabetes tipo 1 é um diabetes que pode acontecer em qualquer idade, mas ele é mais comum na infância, adolescência e em adultos jovens, certo? Eh, esse diabetes é um é um ataque imunológico do próprio organismo contra as células do pâncreas que produzem o hormônio insulina. Então essa pessoa em poucos meses ela deixa de fabricar esse hormônio insulina e não consegue mais utilizar a glicose como combustível paraas células. A glicose é o nosso principal combustível para todas as células do corpo. Essa glicose se acumula no sangue e pode causar danos aí no no organismo muito rapidamente. Então a pessoa não que não fabrica mais insulina, ela passa a precisar utilizar a insulina, certo? Que é a única forma de sobrevivência. utilizar diversas aplicações de insulina por dia, né? uma insulina que a gente chama de basal, que é que que controla o os períodos de jejum, e uma insulina que a gente chama de prandial ou insulina rápida que controla as refeições. O diabetes tipo 1 ele afeta cerca de 6 7% da população com diabetes. Já o diabetes tipo 2, que é muito mais comum, ele afeta mais de 90% das pessoas que têm diabetes. Ele tem relação com o passar da idade, né, com o envelhecimento, acontece mais comumente a partir dos 40 anos e tem uma relação íntima com excesso de gordura corporal e com a obesidade. As pessoas que têm muito peso, que acumulam muita gordura abdominal, ali aquela gordurinha da barriga, são essas as pessoas mais propensas a desenvolver tipo dois. E também a genética influencia bastante. Essas pessoas normalmente conseguem controlar o diabetes com remédios no começo, mas com o passar do tempo o corpo também vai deixando aos poucos de fabricar insulina e elas podem precisar de de insulina, né, para para controlar. E aí a quanto menos injeções tomar, mais fácil, né, o tratamento e mais confortável. Até isso, né, doutor, que eu gostaria de questionar. A principal mudança, então, pros pacientes seria essa redução das aplicações. É isso. É, a redução das aplicações seria o principal ponto, né? Você uma pessoa que tá já tem diabetes tipo dois há muitos anos, que é o é o cenário mais comum, né, que eu vou vou pintar aqui para você, né, usando lá três, quatro medicamentos para controlar o diabetes, já não consegue mais controlar. E o médico diz: "Olha, você agora vai precisar de insulina para controlar seu diabetes, porque senão tem risco de complicações". E e e você escolhendo entre usar uma insulina todo dia, fazer uma uma aplicação, uma injeção todos os dias e fazer uma aplicação uma vez por semana, isso já é um uma já é um avanço, né? Para a lógico que a maioria das pessoas é preferir uma vez por semana e não todo dia. Sem contar que é uma insulina segura, ela fornece um controle bom, tá? até um pouco melhor que as insulinas diárias em termos de de controle da glicose no sangue, né? E tem um risco muito baixo do efeito colateral mais comum das insulinas, que é a hipoglicemia, que é fazer às vezes a diabetes baixar demais, porque pode trazer sintomas também bem desagradáveis. E essa insulina tem um risco baixíssimo de causar hipoglicemia. Então, é uma insulina eficaz, segura e que pode ser usada somente uma vez por semana. Eh, doutor, agora eu queria que o senhor falasse um pouquinho como que foi essa sua participação, né, essa nessa pesquisa, como que os estudos foram realizados, como que se deu todo esse processo. Você foi o único eh pesquisador aí brasileiro que participou, né, dessa desse avanço, dessa revolução. Então, gostaria que você compartilhasse aqui com a gente, com o pessoal que tá assistindo em casa também. Então, deixa, deixa eu até esclarecer essa informação, né? Bom, essa, esses estudos, né, são estudos multicêntricos, acontecem no mundo inteiro, em diversos centros de pesquisa. A gente chama isso de estudos de fase três. As pessoas entenderam um pouquinho melhor sobre essas fases de estudos clínicos quando tava tentando desenvolver a vacina da COVID à pressas, né, há uns anos atrás, né? Então, os estudos fase três são, é a última fase de estudos antes da aprovação do medicamento, é onde se testa eficácia e segurança deles, né? Então eu e meu centro de pesquisas aqui, né, o Centro de Diabetes Curitiba, nós participamos do do de estudo fase três da insulina e codec, mas outros três centros do Brasil também participaram, então foram quatro centros brasileiros que participaram dessa pesquisa, tá? Eh, e nós, né, eu e em nome do meu centro, eu fui o único centro brasileiro que participou da publicação dos artigos científicos dessa dessa dessa dessa insulina. Então, eh, os autores, né, que estão apresentando isso paraa comunidade científica, tanto no, nos nos artigos científicos como nas revistas científicas, nos congressos internacionais, né, eu tenho participado bastante para apresentar as novidades dessa insulina aí no no mundo todo. Então, essa essa exclusividade, digamos assim, é uma honra, lógico, representar o país, né, no num cenário onde o Brasil às vezes fica eh esquecido no mundo da pesquisa, né, no mundo da ciência. Então, poder estar representando o país é uma honra e poder estar representando inclusive os outros três centros de pesquisa, né, além do do meu que participaram, né, também no Brasil. Então, é sempre uma honra de poder estar falando em nome do do Brasil, porque o Brasil, né, precisa cada vez mais ser visto aí reconhecido como um um forte participante no cenário da ciência e da pesquisa do mundo. Eh, com certeza, doutor. E esses estudos eles demoraram por volta aí de quanto tempo? já já vem mais há há 2 anos, há três anos fazendo esses estudos. Como que foi esse processo? Isso foi um processo, a a pesquisa clínica até você desenvolver um medicamento é um processo muito lento, né? Uma insulina como essa, ela já foi desenvolvida há mais de 10 anos, né? Você começa estudos eh em vitro, que a gente chama, que são estudos de laboratório. Depois começam a fazer estudos em animais para testar se a medicação funciona, se ela é segura, né? estudos normalmente em animais para aí sim começarem os estudos em humanos. E os estudos em humanos têm estudos de fase 1, 2, 3 e quatro, tá? Só depois da fase três que que essa medicação pode ser lançada. Isso qualquer medicamento funciona assim, né? Então esses estudos em humanos eles duram em média, né? As três fases duram em média 5 anos, certo? Então, tem uns cerca de uns 5 anos da fase pré-clínica, que a gente chama, que é a fase eh antes do de pros humanos, mais uns 5 anos para fase humana, né? Só a fase três vai em torno de 2 anos. Então, uma medicação que tá chegando no mercado, geralmente já ela já existe há mais de 10 anos. Só para você ter uma ideia, lógico, isso varia de um medicamento pro outro, mas eu tô falando de uma forma geral, assim, generalizando para as pessoas entenderem o o o processo e a dificuldade que é desenvolver um um produto inovador. E doutor, esse produto promete também melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, né, desses pacientes, porque reduzindo essas aplicações vai ficar muito mais fácil, né, paraa pessoa, como o senhor disse, controlar, né, se não esquecer o medicamento. Além de tudo, é um medicamento eficaz e seguro também, né? Sim, exatamente. Por ser eficaz e seguro uma vez por semana, melhora muito a qualidade de vida, né? Pense, né, como eu falei lá no começo, né, 365 injeções por ano, diminuir para 52, quer dizer, são mais de 300 picadas que você evita, né, todos os anos, né, isso já é uma grande vantagem. E veja alguns cenários, né? Eh, é muito comum diabetes tipo dois em uso de insulina em pessoas mais idosas que precisam às vezes de cuidadores. Muitas vezes é o filho que vai aplicar a insulina na mãe, vai aplicar no pai, né? A insulina porque o pai ou a mãe já tem dificuldade de fazer a injeção. Então, para esse filho, você eh ir aplicar essa insulina uma vez por semana simplifica muito mais a vida do que você ter que todo dia fazer essa injeção, né? Então também isso é um é outro cenário aí que a gente não pensa muitas vezes e ajuda bastante. Adolescentes, adolescentes que são muito esquecidos, você não sabe que o adolescente esquece de aplicar insulina. Ele corre riscos de vida às vezes fazendo isso, sabe? Então, poxa vida, um pai, uma mãe, lembrar desse adolescente uma vez por semana e aplicar insulina é diferente falar todo dia, né? Então, tem muitos cenários aí que podem facilitar e tornar a o tratamento mais confortável e mais seguro também. Exatamente, doutor. E já tem uma data prevista aí pro lançamento do medicamento aqui no Brasil, que eu acho que é o que todo mundo quer saber muito, né? Perfeito. Essa pergunta sempre a pergunta de 1 milhão de dólares, né? A a data não existe ainda, tá? Existe uma expectativa, uma expectativa, isso eu ouvi do laboratório fabricante que é novo NSCK, de lançamento no primeiro semestre de 2026, mais ou menos daqui a um ano, tá? Mas isso se trata de uma expectativa porque depende de alguns processos ainda que existem no Brasil que depois que a medicação é aprovada na Anvisa, existe um processo de precificação, de importação do produto, né, liberação para uso nas farmácias. Então tem vários vários processos que tem que acontecer para que ela ele possa finalmente tá sendo vendido, né, lá na no balcãozinho da farmácia. Então a expectativa é que a gente em torno de um ano tem essa insulina eh disponível, mas isso ainda depende de confirmação. Em alguns países ela já tá até disponibilizada. É isso mesmo, doutor? Perfeito. Ela já tá disponível em alguns países do do da Comunidade Europeia, já tá disponível no Canadá, em alguns países da Ásia também, ela já foi aprovada e já tá sendo comercializada e já existe alguma experiência. Eu tava, inclusive, semana passada eh palestrando num congresso e na Europa, né, e já conversei com alguns colegas que desses países que já têm experiência com a insulina e eles estão muito felizes. Bacana, né? uma boa notícia, então que tá dando certo. É isso, né? Exatamente. Exatamente. Não, tá dando certo. A experiência tem sido muito boa e as pessoas estão aceitando muito bem esse tratamento, né? Eh, que era uma coisa que tinha dificuldade. As pessoas sempre tiveram muita dificuldade de aceitar a necessidade da insulina, né? Eh, pelo estigma de ter que usar uma injeção, isso pode parecer algo agressivo. Na verdade, não é. Na verdade não é, né? Mas as pessoas ainda acham que é. Então, facilita muito quando você chega com tratamento semanal, né, ao invés de um tratamento diário. Até porque, né, doutora, as pesquisas estão apontando que a obesidade, né, tá aumentando aí no mundo todo e que os principais fatores são aí alimentação e, na verdade, a má alimentação que aumenta aí a questão do peso, do sobrepeso e obesidade e isso tá diretamente ligada, né, com a diabetes, como o senhor mesmo comentou logo no começo. É, você tocou num ponto muito importante, né? a gente tem observado um aumento eh exponencial aí da dos casos de obesidade e nós que trabalhamos com isso sabemos que atrás de um aumento exponencial de obesidade vem um aumento exponencial de diabetes, porque existe uma relação muito íntima entre a obesidade e o diabetes mais comum que é o tipo dois, como eu falei. Então a gente vai, já está tendo o aumento exponencial do diabetes. Isso tende a aumentar cada vez mais. cada vez mais pessoas vão precisar desse tipo de tratamento, de insulinização, né? E aí a gente tendo uma opção aí mais umação bem segura, né? Uma opção bem eficiente e e também mais confortável, a gente tá, né, diante de uma de uma grande inovação aí na na medicina. Eh, com certeza, doutora. Eu quero agradecer a sua participação. Eh, obrigada pela sua disposição e que a gente continue, né, tendo mais avanços, mais novos medicamentos aí para melhorar a qualidade de vida da população. É isso mesmo. A gente trabalha muito para isso na pesquisa, né, para que cada vez mais as pessoas tenham ferramentas mais eficazes, seguras e e confortáveis aí para tratar sua saúde, né? Eu que agradeço a participação aqui. Foi um prazer poder trocar ideia e e informação com vocês e fico sempre à disposição. Obrigada. Obrigada também pela sua companhia aí de casa. Você pode conferir todos os quadros da nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais. Até o próximo. Saúde agora. เฮ
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