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Ponto de Vista | TV 3.0 no Brasil: o futuro da televisão aberta chega em
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Ponto de Vista | TV 3.0 no Brasil: o futuro da televisão aberta chega em

1k views Publicado 04/10/2025 HD · 42:06

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que oficializa a implementação da TV 3.0, a nova geração da televisão aberta e gratuita no Brasil. A expectativa é que o sistema entre no ar em junho de 2026, a tempo da Copa do Mundo. Mas afinal, o que muda com a TV 3.0? 👉 Imagem em 4K e até 8K, com bilhões de cores e som imersivo. 👉 Canais acessados como aplicativos, semelhante ao streaming. 👉 Interatividade com programas ao vivo, compras pela TV e acesso a serviços públicos digitais. 👉 Alertas de emergência personalizados em tempo real, mesmo sem internet. 👉 Mais acessibilidade: Libras, audiodescrição e legendas automáticas. No programa Ponto de Vista, conversamos com: 🎙️ Raphael Barbieri – Diretor de Engenharia na EiTV Ele explica de forma clara como será a transição, o impacto para os brasileiros e como a tecnologia vai transformar a forma de assistir televisão no país. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas para acompanhar entrevistas e conteúdos especiais sobre política, sociedade, inovação e tecnologia. 📱 Redes Sociais da TV Câmara Campinas: Instagram: @tvcamaracampinas Facebook: facebook.com/tvcamaracampinas YouTube: TV Câmara Campinas

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Olá, [Música] sejam bem-vindos a mais um ponto de vista. Nessa edição, nós vamos discutir sobre a nova tecnologia TV 3.0 com Rafael Barbieri, diretor de engenharia na ETV. Seja bem-vindo, Rafael. Muito obrigado, Carla. Prazer estar aqui. Prazer é nosso. Esse tema, aliás, é muito interessante, né? O atual presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou o decreto 11.484/2023 4/2023 sobre a implementação da TV 3.0, considerada a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita. Vamos entender então o que é essa TV 3.0. Eu já peço para você começar explicando, Rafael, o que é essa TV 3.0. Bom, vamos lá. Acho que para falar do três, a gente precisa entender da onde começou, né? O TV, a TV 1.0, a gente, eh, chama quando iniciou-se as transmissões de TV mesmo lá no preto e branco na década de 50. A TV 1.5 foi quando teve evolução pro pro Colorido, né, na década de 70. E a digitalização quando aconteceu em 2007 com a TV digital, que é o padrão atual, né, de TV aberta hoje, é o que a gente chama de TV 2.0. Então, a gente tem essa linha do tempo e após a digitalização, o o mundo da o mundo se tornou muito mais conectado, né? A internet se tornou cada vez mais presente na vida das pessoas, mais presente nas TVs, né, nas casas. Em 2018 foi lançado um padrão que a gente chama de TV 2,5, que foi uma evolução do nosso padrão atual, permitindo eh uma maior integração entre a TV e o streaming, né, os conteúdos de vídeos sobre internet. Pensando já nisso, a partir de 2022, começaram seus estudos para esse próximo padrão de TV aberta, que é o que a gente chama agora de TV 3.0. Então é um padrão que já nasce com um conceito de aplicativo, né? A os canais que vão aparecer nas TVs, na verdade serão aplicativos e que por esse motivo eles se beneficiam dos melhor, do melhor dos dois mundos, tanto do conteúdo vindo pelo ar, que é o conteúdo broadcast, né? O conteúdo gerado pelas emissores, quanto do conteúdo vindo pela internet, que é o que a gente chama de broad band, né? que é o conteúdo muito presente hoje nas plataformas de TV, de streaming, né, com aplicativos, com celular, né? Então, a o objetivo da TV 3.0 é justamente facilitar essa integração entre o ambiente de uma TV aberta e o ambiente de streaming na TV conectada, na Smart TV. A TV 3.0, ela tem eh quais são as relações que ela tem, por exemplo, com realidade aumentada? metaverso, redes sociais, eh a própria inteligência artificial, ela tem alguma relação? Ela vem de repente de uma junção? ela pode se beneficiar de todas essas funcionalidades e tecnologias, porque a gente tá falando de uma TV 100% digital, que que inclui eh a além das da das tecnologias de streaming, eh pode utilizar-se da inteligência artificial para fazer uma propaganda direcionada, identificar o perfil do telespectador e fazer uma propaganda direcionada com o perfil daquele telespectador. eh trazer conteúdos relevantes pro aquele aquele telespectador gosta de assistir, se ele gosta de esportes. Então, sugerir esportes e é muito é muito semelhante com o que a gente vê de certa forma no mundo digital, né, enquanto você navega na internet. Só que isso vai est agora dentro da TV também, né? a a as emissoras vão conseguir, de certa forma conhecer melhor o seu usuário, seu telespectador. Essa tecnologia, ela já ingressou em outros países ou ainda não? Ela é baseada no padrão americano, que é chamado de até C3, mas ela não é exatamente igual ao padrão americano, tá? ela traz melhorias e evoluções em cima do que foi definido nesse padrão. Da mesma forma como o Brasil fez em 2007, quando a gente adotou o padrão ISDB, que é um padrão japonês, ah, o Brasil trouxe melhorias com relação a áudio, com relação a vídeo, eh, a própria interatividade também, recursos que não existiam naquele padrão e foram adicionados pro padrão brasileiro em 2007. na de forma semelhante, o Brasil adotou o que foi identificado de melhor tecnologia no mundo para transmissão de TV aberta, qualidade de compressão de áudio e vídeo, eh tecnologias de interatividade. Então, tudo isso eh foi esse estudo que durou cerca de 3 anos, realizado pelo Fórum eh de TV Digital, eh chegou-se na na criação das normas com um padrão brasileiro, né? um padrão que a gente chama de DTV+ ou TV3.0, zero, que é baseado no ATSC3, mas ele é exclusivo hoje, ele é único no Brasil, mas existe uma expectativa de que esse padrão eh seja expandido para toda a América Latina, outros países que geralmente eh eh seguem essas tecnologias, seja americanas, seja brasileiras, aqui na na nossa região. Rafael, quando a gente fala dessa TV 3.0 zero DT DTV mais eh, a gente é inevitável a gente pensar na TV aberta, né? Porque quando chegou o stream, a gente já ficou meio: "Nossa, será que vai acabar a TV aberta?" Uhum. Com essa chegada, como é que fica a TV aberta? Isso melhora? Eh, vai ajudar ou vai atrapalhar? De alguma forma? Eu vejo que ajuda, porque de hoje pro futuro é é muito mais eh normal você assistir TV por um aplicativo ou você assistir conteúdos de audio vídeo por um aplicativo do que pelo can pela lista de canais de TV. Então, com essa mudança, a TV aberta vai virar mais um aplicativo com o diferencial que ele vai trazer conteúdo regionalizado, né, conteúdo da sua cidade, vai trazer conteúdos nacionais, dependendo da da da emissora, né, se ela for uma emissora de abrangência nacional ou regional. Mas pro telespectador, ao ligar a sua TV, conectar na internet, conectar um cabo de antena e realizar uma instalação inicial, serão aplicativos que aparecerão na na tela, na tela inicial. Então, assim, pro telespectador que hoje tá acostumado a abrir um aplicativo para assistir um conteúdo de audio vídeo, vai ser a mesma a mesma experiência, tá? E aí assim, quando a gente pensa, né, nessa, vamos considerar, né, a TV do futuro, como é que ela vai funcionar na casa do povo? Basicamente, eh, o modo de assistir é semelhante ao atual, né? Você precisa de uma antena, pode ser uma antena externa ou uma antena interna, recebendo os canais da sua região. E toda a televisão vai precisar vir com uma área específica paraa TV3.0, né, um logo DTV+. O controle remoto da TV vai ter um botão específico pro DTV+. Então, para deixar bem fácil o acesso a esse aplicativo, como a gente já vê hoje em alguns fabricantes, né, que tem ali o botão Netflix, Prime Vídeo, né, mas um específico pro Brasil chamado DTV+, que vai abrir esse ambiente e ali adicionar os conteúdos locais identificados naquela região, conteúdos do governo, conteúdos das emissoras privadas. Eh, isso sendo recebido pelo sinal de TV aberta, né? E e não é obrigatório ter internet, tá? Para funcionar a TV3.0. É mesmo? É uma é uma tecnologia que é para funcionar 100% via TV aberta, mas tendo a internet a gente enriquece os conteúdos, né? Você consegue, a emissora consegue trabalhar com seu conteúdo linear, seu conteúdo ao vivo e conteúdos sobre demanda, vídeos, né? os últimos programas, tá, né? por exemplo, você tá assistindo ao ponto de vista hoje e daqui eh no próximo dia você perdeu um programa anterior, então você teria ali a lista dos programas anteriores para poder assistir naquele momento. Ah, eu não quero assistir o de hoje, quero assistir um outro e ou em um outro momento da programação. Então, a ideia é que essa conexão entre o que está ao vivo e o que já foi transmitido, né, um catálogo de conteúdos da emissora, eh, seja totalmente integrado em um ambiente de de aplicativo. Essa questão da internet, inclusive, seria uma preocupação, né? Porque assim, no Brasil são mais de 50% utilizando Smart TV e 98% utilizam a internet também via celular. Uhum. Só que assim, isso eh eh essa realidade é muito próxima aqui de nós, no Sudeste do país. A gente ainda, infelizmente, tem regiões que não tem uma internet de qualidade, nem sempre eles conseguem, por exemplo, assistir um filme pelo celular. Então, essa não é uma preocupação que as pessoas têm que ter. Não, não. A ideia é o objetivo é que o conteúdo possa ser entregue com toda essa experiência 100% pelo sinal eh RF, né, pelo sinal do ar. Uhum. Sem a a obrigatoriedade da internet, tá? E aí, assim, pelo que você me eh comentou agora recentemente, a gente não vai precisar trocar o monitor que já tem em casa. continua com o mesmo televisor, mas vai ter que fazer uma adaptação. É isso. Hã, não, a os televisores precisarão ser trocados, tá? Eh, num primeiro momento, eh, existe um um vai existir um receptor, né, que a gente chama de setup box, né, um receptor que vai ser capaz de sintonizar esses canais e via a porta HDMI, ser conectado na TV atual para poder adicionar esses conteúdos. Isso é o que a gente espera pro próximo ano de já ter alguns receptores desse tipo no no mercado. Eh, porque as primeiras transmissões com esse sinal estão previstas ofici oficialmente paraa Copa do Mundo agora em 2026. Eh, já existem transmissões experimentais no Rio, São Paulo, eh Brasília. Então, eh, num primeiro momento, o telespectador vai precisar sim de um conversor, mas 2027, 2028 já é esperado que os primeiros aparelhos de televisão mesmo sejam vendidos com essa tecnologia integrada, né, a com a parte da recepção desse sinal integrada direto no no aparelho de TV, ou seja, mais ou menos como aconteceu com a chegada da Smart TV, né? É, é, e assim, a gente tem uma diferença também que no passado as TVs de tubo, as TVs analógicas duravam 20 anos, né? Tinha uma mesma TV que ficava lá por vários. Hoje a a Smart TV não dura muito mais do que 5 6 anos. você eventualmente já tem que fazer alguma troca ou usar algum outro outro adaptador para continuar assistindo os conteúdos de streaming. Então, eh, está se tornando mais natural trocar a TV com um um período de tempo mais curto. E como essa é uma tecnologia que é nova, as emissoras vão começar a a explorar próximo ano, 2027. Então, a gente ainda tem uma janela de uns dois a três anos para isso de fato virar realidade, né, nos nos principais grandes centros do Brasil. Ô, Rafael, e aí assim, essa inovação toda, o que ela traz de diferente pro espectador? Eh, programações mais, a gente tem, né, o ao vivo, a gente tem situações que rolam em tempo real, mas isso ali no dia a dia pro espectador, terão funcionalidades talvez mais modernas. Eh, e além da melhoria de áudio e vídeo, né, da qualidade, você conseguir transmitir um conteúdo com uma resolução 4K, né? Hoje a gente transmite 2K, que é o 1080, vai ser o dobro de qualidade. A, o áudio ser imersivo. Então, você está assistindo um jogo de futebol e poder escolher ouvir só a torcida, ouvir só o narrador ou ouvir o narrador do seu time, se tiver dois narradores diferentes, né? Então, a emissora pode criar o o conteúdo dessa forma, ter um narrador com viés para um time, outro pro outro, aí você escolhe qual você quer ouvir. Então isso é algo que é previsto e é bem natural de ser feito com essa tecnologia. Eh, então a gente tem esses recursos de audio e vídeo e os recursos de interatividade, né? você participar de uma enquete durante a a exibição do programa, eh fazer eh comercializações específicas para aquele telespectador, ah, últimos programas que você consegue assistir. Então assim, e hoje a gente imagina alguns cenários que possam ser utilizados, mas a como a gente tá falando de um mundo digital em que colocar uma janela, um logo, uma animação, um texto, uma informação é muito simples, né, tecnicamente, eh, a criatividade da das emissoras é que vai nos dizer como isso vai acontecer daqui 4, 5 anos, né? Hoje a gente tem uma visão do que pode ser feito integrando streaming, eh enquetes, eh votações, eh questões desse tipo, mas podem surgir outras ideias num futuro próximo, né? Uma propaganda bem direcionada pra emissora poder ter o o a identificação do seu público. Então isso também é algo muito que é muito discutido e muito eh impulsionado por essa por essa nova tecnologia. Sim, hoje a gente usa muito o celular para fazer algumas compras, né? Uhum. Com essa nova tecnologia, a gente vai poder, por exemplo, comprar um calçado ou pedir uma pizza pela TV? Ela também vai ter essa funcionalidade? Sim, sim. É previsto, né, que você tendo o seu perfil cadastrado na TV associado a alguma conta que tenha o seu cartão de crédito, né, alguma conta, algum serviço de pagamento, você consiga realizar pedidos eh direto pela plataforma de TV, sem ter que abrir o celular, né? Hoje é muito comum você ver na TV um QR code, né, para você lá apontar o celular, abrir um aplicativo na sua segunda tela, né, no seu celular e aí realizar uma compra. Mas eh isso porque hoje a a a as TVs ainda não têm uma forma padronizada desse tipo de perfil de compras, né? Cada fabricante ali tem o seu o seu ecossistema, né? né? Então, a ideia é que isso seja melhor compartilhado para permitir esse tipo de de interação. Você tá assistindo um programa e ter ali a oferta das roupas do apresentador, ter a oferta de um um produto e conseguir realizar a compra direto no ambiente de TV, sem ter que usar o celular para isso. Uhum. Mas ele não deixa de ser uma ferramenta possível também nessa integração, porque tá como a gente tá falando de uma TV conectada que está na rede Wi-Fi ali da sua casa, o seu celular também está, então eles podem se comunicar também e você interagir num chat e isso vai pra TV também ser distribuído para para todos que estão assistindo aquele aquele conteúdo, criar, por exemplo, grupos de conversa em que a o texto aparece pros grupos que forem def Sim, sim. Então assim, o uso da segunda tela, ele pode continuar sendo feito, sim. Não, não é não será descartado. Um ponto interessante também eh em relação ao posicionamento do governo, né? Será que ele vai eh ter a oportunidade de usar essa tecnologia para alguns serviços? Por exemplo, Defesa Civil, quando a gente vem aí com riscos de tempestade, por exemplo, eles mandam o alerta pelo celular. É possível que isso ocorra na TV? Sim, exatamente. Existe uma existe uma tecnologia prevista para isso, né, de alerta de emergência, eh, que faz com que a TV possa ligar automaticamente quando algum algum evento, né, seja identificado pela Defesa Civil e precise ser notificado, mensagens de áudio, de vídeo, eh, um simples texto na tela. Então assim, eh tem existe sim a possibilidade de usar esse esse meio de comunicação para envio desses alertas além do do que já existe hoje, né, com com celular. Sim. E além disso, o o, né, o governo pode fazer uso disso e de serviços do governo também, né? está previsto o o aplicativo do GOVBR estar disponível também nesse ambiente do DTV+ eh trazendo acesso a informações do governo, coisas eh específicas do da do governo que precise dessa dessa comunicação com a população. Então isso é algo que que no decreto inclusive foi bem eh foi bem descrito, né, a obrigatoriedade do suporte ao conteúdo do governo, porque o governo apoia bastante, né, a essas essas essas ações, né, de comunicação, inclusive com a TV 3.0. E aí, assim, a gente ouvindo falar sobre essa TV, obviamente que desperta o interesse, né, mas desperta aquela dúvida também. vai ser gratuita ou vai ter pacotes, por exemplo, como a gente tem Netflix, eh, Prime Vídeo, como é que deve ser essa, e essa questão de preços? Olha, o conteúdo linear de áudio, o conteúdo, né, da TV aberta, esse seguramente, com certeza, vai continuar sendo aberto. Agora, é uma abordagem que as emissoras podem utilizar para acessar conteúdos sobre demanda, conteúdos premium. Uhum. através dessa mesma plataforma, desse mesmo ambiente, ter algum tipo de cadastro, ter algum tipo de eh de pagamento, sim. Eh, liberando conteúdos extra internet. Entendi. Tá? Que é algo que de certa forma já existe, né? É, é. Eh, a Globaloplay, por exemplo, ela tem justamente essa estratégia, né? Então, alguém que quer ver uma novela de muito tempo atrás ou que perdeu o jornal pode assistir por esse aplicativo. Por esse aplicativo. A ideia é que é como se o Global Play, né, talvez trazendo para um exemplo prático, é como se o Global Play fosse o aplicativo em que recebe tanto os seus conteúdos via streaming, quanto o conteúdo da TV aberta daquela região. E que que é a grande vantagem disso? é você não depender de redes de internet, né, de CDN, eh, que são, ah, eh, servidores, né, que estão instalados em em provedores de internet para poder garantir a entrega desse conteúdo em todas as pontas, né, quando a gente tem um sistema de transmissão terrestre, né, com a TV aberta, o alcance ele é ele é muito bom, ele é muito eficiente, né? você com uma transmissão, você chega em todos os receptores. Eh, o streaming é uma transmissão direcional, então você, se tiver uma pessoa, você vai ter um fluxo. Se tiver 1 milhão de pessoas, você tem 1 milhão de fluxos. Uhum. Diferente da TV aberta, né? Quando você tem grandes eventos, 1 milhão de pessoas ou uma pessoa, aquele sinal tá lá, ele vai atender da mesma forma, não vai ter falha, não vai ter problema de entrega. Então, eh, é uma forma de garantir a a a entrega do conteúdo a para grandes massas. Uhum. E aí, juntando com esse conteúdo de streaming, que é o que a algumas emissoras já fazem hoje, mas hoje puramente streaming, só que no ambiente do DTV Play, DTV Plus, né, DTV+, da TV 3.0, ele vai ser integrado com a com a TV aberta. Hoje o acesso aos canais normalmente acontece por controle remoto, mas nós temos também algumas parceiras, né, Alexa, Siri, vai ter também e elas continuam para poder conversar com essa TV 3.0, como é que vai ser esse mecanismo? Essa integração seguramente pode acontecer. É algo bem bem natural, né? Como como já existe hoje você um controle remoto falar: "Ah, abrir Netflix". Você pode falar abrir clubo, abrir TV câmerara, né? E essa integração vai saber o aplicativo que ela tem que abrir eh sim, bem acho que é bem tranquilo de acho que de uma forma até mais eficiente, né? Porque a gente tem hoje, mas não é tão usado, né? Não é por usado por todo mundo, né? E hoje, e hoje para você assistir a TV aberta, né, você geralmente nas Smart TVs tem um aplicativo de TV para isso, né, só que ainda no conceito tradicional, com uma lista de canais, com número para cada um dos canais. Então, eh, você não tem algo, um mapa visual, né, de todas as emissoras com o logo delas, que é que é o conceito que a TV3.0 tá trazendo, né, você não precisar ter a lista de canais, mas sim a identidade visual de cada canal. E aí com isso ter acesso a todo o conteúdo daquela daquela emissora. E aí esses números passam a não existir mais. Exato. Passam a não existir mais. Vai existir a logo de cada canal pessoas. Que legal. Entendi. Agora tem uma questão também, porque quando a gente pensa nessa tecnologia através do celular, através do tablet, a gente sabe que tem os algoritmos que nos ajudam muito. Se a TV 3.0 ela não necessariamente vai funcionar através da internet, ela não vai ter essa parceria com algoritmos. ela não vai trazer para mim, por exemplo, o que o que eu gosto de acessar de acordo com o meu algoritmo. Como é que vai ficar? É, fica mais limitado, né? A a experiência com esses recursos certamente ficarão ficarão mais limitadas. Eh, mas é um ponto que a a tendência é que cada vez mais as TVs estejam conectadas, né? Hoje a a grande maioria das Smart TVs já estão conectadas, né? Mas eh fica até aqui um pouco sem sentido você comprar uma Smart TV com toda aquela oferta de aplicativos de streaming e não conectá-la na internet, né? Então, OK, se você quer só assistir TV aberta, vai tá disponível, vai ter essa possibilidade, mas com eh funcionalidades um pouco mais limitadas. Sim. É porque a questão da internet, eu acho que ainda é muito talvez até de políticas públicas, né? Infelizmente a gente tem regiões que as pessoas não têm t acesso à internet, mas ainda é muito ruim. Sim. Até a gente às vezes reclama que o acesso não tá legal, o sinal não tá bom. Então imagina, né, regiões mais afastadas, né, fora dos grandes centros. Exato. É por isso que é uma tecnologia que não depende de internet, né? você vai continuar tendo acesso ao vídeo de extrema qualidade, ao áudio de extrema qualidade, toda tudo aquilo que eu falei de selecionar narrador, de escolher uma banda tocando, ouvir só a bateria, ouvir só a guitarra, esse tipo de eh de de escolha no áudio é totalmente eh feito por esse sinal, sem a dependência da internet, mas recursos de compra, recursos personalizados, acesso catálogos de vídeo, né, conteúdos da emissora. Aí sim, vai ter que servir internet. Agora, quando você fala na qualidade de áudio, me remete uma seguinte dúvida. Muitas vezes a gente está em casa assistindo um determinado canal e tá num determinado volume, tá? Você muda para um outro canal e às vezes acontece de estar muito mais alto ou mais baixo. Aí a gente tem que ir lá e controlar. vai ter alguma equalização ou ainda não tem relação com isso? Olha, isso eh existe uma uma norma para isso, né? Para que as emissoras para que as emissoras não pro TV aberta eu acho que até sim. Eh, streaming não, cada um tem tem o seu, tem o seu. Isso acho que não tem muita regra mesmo, não. Mas pelo menos dentro do ambiente da TV aberta hoje existe uma uma norma para issum, né? Para você antes de transmitir esse sinal garantir que ele está dentro do do do dos níveis, né, máximos e mínimos ali de de áudio. Eh, então a tendência é que sim, que isso continue, porque às vezes também eh tem as propagandas, né? Então, às vezes, uma propaganda ela já vem paraa TV pronta, né? Tá? E numa altura ali, às vezes é diferente do que esse padrão permite, né? É, isso pode acontecer, pode acontecer. Acontece, acontece isso aí. Tá num ponto antes da transmissão, dentro ainda ali da preparação do do do dos canais, do dos conteúdos, né, do playlist. Isso é ali que tem que ser tratado antes de ir pro ar. Então assim, essa tecnologia em si não não vai lidar com isso, não, tá? Tá. Agora sim, Rafael, eh está previsto que esse novo modelo entre em vigor em junho de 2026. Eu confesso que eu acho bastante otimista por parte do governo. Será que é possível mesmo? Olha, é bem otimista mesmo, muito otimista, conhecendo, né, o Brasil, o país que nós vivemos. Mas assim, eh, é interessante ver como o mercado que trabalha nesse, né, as empresas, emissoras, fornecedores, brasileiros e de fora do Brasil estão de fato engajados nessa nessa jornada, né, como é algo que não começou agora, né, já faz tr anos que vem se falando sobre esse novo padrão, eh com a assinatura do decreto agora recentemente, isso foi só o o primeiro Primeiro passo, OK, vamos lá, agora pode, mas muita coisa já vinha sendo preparada. Eh, ambientes de teste, de demonstração, já estão já estão em operação em alguns em algumas emissoras em São Paulo e no Rio. Eh, a gente tem um apoio de vários institutos também que, eh, faculdades que que ajudam nas especificações, nos testes. Então, é bem otimista, mas é possível. É possível. É possível. Não é não, não, não digo que é possível no sentido de ter o dispositivo no mercado para qualquer um ir lá comprar e conseguir. Talvez não. Isso talvez fique mais pro fim do ano, pro ano que vem, tá? Mas unidades de engenharia, que a gente chama, que as emissoras já vão ter, vão conseguir demonstrar, enviar para para alguns telespectadores, né, ali que que são mais early adopters, né, que que gostam das novas tecnologias. Eh, isso sim, isso possivelmente vai acontecer eh tanto por investimento do governo como por investimento das empresas e emissoras que que fazem parte desse ecossistema. Agora, pensando aqui nas emissoras, eh isso vai ser melhor, quais são as vantagens para as emissoras? Tá? Nesse primeiro momento, a gente tem um desafio eh mais econômico de investimento que as emissoras precisam fazer e um desafio de entender um pouco melhor esse esse esse novo modelo de atuação, porque a gente não tá falando só do conteúdo ao vivo, a gente tá falando de um catálogo de conteúdos também sobre demanda, interações com o usuário. Então assim, algo que desde já as emissoras precisam começar a se a se movimentar no sentido de explorar essas tecnologias, explorar a internet junto com a TV aberta, algo que já dá para fazer hoje com o nosso padrão atual, que não precisa esperar a TV 3.0. Uhum. Porque toda essa base, né, de conhecimento, de experiências com a TV aberta, é o que vai ser utilizado na TV3.0 do zero e é onde a emissora vai conseguir eh levar pro seu telespectador a melhor qualidade de áudio e vídeo e uma melhor experiência de assistir TV, de assistir conteúdos. Uhum. Então, é cada vez mais deixar a emissora eh deixar o telespectador preso no seu conteúdo, não necessariamente o seu conteúdo ao vivo, mas os conteúdos em geral, né, que a emissora trabalha, eh, do que se preocupar somente com a programação ao vivo, que é como é hoje, né, basicamente. Então, é é a integração entre o jornalismo que vai fazer um uma enquete para saber qual que vai ser a pauta, qual a sugestão de pauta ou qual assunto é mais interessante para poder num próximo programa trazer isso. Então, hoje algumas emissoras já fazem isso, sei lá, via WhatsApp, via, mas a ideia é que esteja ali, né, no controle remoto para coletar essa informação, o próprio teles, o próprio apresentador ter essas informações em tempo real e poder trazer isso pro público, né, do que tá sendo mais interessante. Você ter, por exemplo, um desfile de carnaval e uma votação direto na TV, um evento de reality show também. Então assim, eh, é uma forma de saber em tempo real como está a sua audiência, né? Acho que esse é um dos principais benefícios que essa tecnologia traz para as emissoras, porque hoje é baseado em eh em o Ibope ou é baseado em alguma pesquisa de caderno, dependendo do tamanho da cidade. Eh, mas ali você tem esse feedback em tempo real, né? Isso integrado com outras mídias. Então, a gente tem essa primeira vantagem com relação a conhecer e saber como estar a sua audiência em tempo real e permitir pras emissoras privadas a comercialização direcionada, né, conhecendo o perfil, conhecendo o que o usuário gosta, vender uma propaganda que para você aparece uma coisa, para mim aparece outra e aí com isso poder trazer mais eh mais comercializações, né, pra emissora, mais renda. Então, pro mercado publicitário, isso também vai ser uma vantagem, esse novo modelo. Com certeza. Com certeza. É um mercado que vai se beneficiar disso, que hoje, de certa forma, eh, acontece na na internet, né? Você tá navegando, a propaganda que você vê é sobre algo que você buscou em algum lugar, né? E aí você recebe aquela propaganda específica. Eh, e isso na TV vai ser bem eh vai ser possível, sim. Se as emissoras vão de fato explorar isso ou não, depende delas, né? umas talvez mais, outras talvez menos, eh, porque existe muita preocupação de não ser invasivo, né, na pro telespectador, não ficar aquele negócio chato, que toda hora aparece propaganda, né, poupando em lugares diferentes. Então, assim, tem que ter um cuidado, né, não dá para sair também explorando essa tecnologia de qualquer jeito. Sim. É, porque senão fica chato pro espectador, né? Exatamente. Hoje na na própria internet a gente tem bloqueadores de propaganda para, né, não ser não ser afetado com isso, mas espero que não seja preciso coisas desse tipo para TV aberta também, mas são tecnologias que estão aí que podem ser podem ser utilizadas. Rafael, agora a gente tem um público que está assim bastante curioso, que são as pessoas que estão por trás das câmeras, né? Nós temos os engenheiros, os técnicos. Como é que fica essa situação para o que muda para eles com essa nova tecnologia? Olha, eh, a TV aberta hoje, né, ela já está muito próxima do mundo IP, do mundo da internet, né? E com essa tecnologia ela ficava mais ela vai ficar mais próxima ainda. Então, conceitos de rede, conceitos de CDN, conceitos de entrega de conteúdo via internet, eh, tecnologias de streaming, são são conceitos muito importantes que a que as emissoras, né, que os engenheiros das emissoras precisam estar cada vez mais atualizados e aprendendo, porque a TV 3.0 zero. Ela de certa forma ela pega uma parte do que o streaming usa como tecnologia para transmissão, que é um protocolo chamado MPEG Dash. Uhum. Para streaming adaptativo, e coloca no sinal RF. Então, o conteúdo que você cria para uma plataforma de streaming, ele pode ser aproveitado pra sua plataforma de TV aberta, pro seu ambiente de TV aberta. Eh, então, se a emissora não tem esse conteúdo, ela vai ter que criar para ter na TV aberta. tendo esse conteúdo, ela consegue atingir as duas formas de de consumo, tanto via TV aberta quanto via streaming e aplicativos de streaming na internet. Você daria alguma sugestão para esse público que que trabalha hoje em TV aberta ou mesmo nas fechadas em em termos assim de atualização mesmo de currículo para poder saber encarar essa nova, esse novo modelo de TV que está para chegar? Olha, esse até é um desafio até pra gente que trabalha com isso, porque eh não existem muitos cursos ou faculdades sobre isso. Muitas das muitas das tecnologias que nós trabalhamos, nós temos que aprender lendo a norma, lendo a descrição da tecnologia de uma norma ISO, de uma norma BNT, eh de uma norma DVB, uma norma TSC. Então, assim, são várias eh entidades, né, que escrevem esses documentos e que ali tem toda a explicação, tem todo o contexto, mas eh cursos, claro, uma base em computação é muito legal, vai ajudar bastante. Eh, mas aí você também precisa de uma base em TV hoje, né, porque é necessário o conhecimento de tecnologias de transporte para isso. Eh, então acho que assim, material mesmo de estudo para isso, eu diria que são são as normas as normas que existem dessas entidades, a TSC, a BNT, que são as normas do padrão brasileiro, eh normas ISO. Nós temos também um grupo de TVs que são as TVs públicas, né, que elas ficam ali no guarda-chuva do governo, certo? Para essas TVs, vai ter alguma mudança ou alguma vantagem? você falou, né, que as TVs vão ter que fazer algum investimento, né? Já foi pensado em relação às TVs públicas. O que tem sido muito falado com relação às TVs públicas é a forma como elas se apresentam no catálogo de aplicações. Então, quando você entra no DTV+ que ele vai listar ali cada emissora como um aplicativo, a algumas alguns conteúdos públicos precisarão ter destaque ou outros nem tanto. Então isso vem sendo discutido e vem sendo eh elaborado para que conteúdos do governo e conteúdos públicos tenham de certa forma algum destaque. Uhum. Eh mas sim, vai ser necessário um investimento, vai ser necessário troca de transmissores, troca de equipamento, quer dizer, não troca, né? Nesse primeiro momento vai ter os dois. A gente vai ter a TV aberta atual, né? a TV digital e a TV 3.0 convivendo ao mesmo tempo. Então, vai existir um um período que a gente chama de Simul Cast, em que os dois conteúdos vão ficar sendo transmitidos ao mesmo tempo. E uma uma funcionalidade interessante é que a TV 3.0 ela vai ser capaz de receber esse conteúdo da TV aberta. Então, pensando numa cidade, né, numa região que você tem 10 emissoras e duas estão com a TV 3.0. Se você tem o o receptor TV3.0, zero, ele vai ser capaz de identificar todos, tá? A o os conteúdos de TV 2,5 talvez um pouco mais limitados em termos de tecnologias, de experiências, mas os conteúdos de TV3.0 estarão juntos, né? Eles estarão todos dentro do mesmo ambiente ali na TV. Você clica no botão do DTV+ e vai aparecer tudo. Então não é não vai ser necessário ir no no aplicativo de TV e no aplicativo do DTV+ para assistir conteúdos de TV aberta. vai ficar tudo dentro do mesmo eh do mesmo ambiente, tá? Tá bom. E aí assim, eh o que mais a gente pode esperar como espectador, né? Porque no fundo todo mundo é espectador em algum momento, né? O que que a gente pode esperar aí desses esses últimos, vamos pensar, né, nesses últimos meses até ela ser realmente entrar em vigor aqui no Brasil? Olha, como telespectador, eh, né, o que mais me motiva, né, e também que eu espero ver logo nas TVs é justamente a melhoria na no áudio, no vídeo. Acho que é uma é uma é um um uma enriquecimento muito muito bom. Eh, você poder receber um conteúdo de altíssima qualidade, né, sem falhas, sem travamentos, isso com certeza vai ser muito bom. e as experiências, né? Você fazer uma compra, você poder assistir o a, "Ah, eu perdi o começo do jornal, volta, assiste o começo, né? Faz tudo isso direto na TV aberta, sem precisar de uma de uma tecnologia, de um aplicativo de streaming, sem ter que sair do aplicativo de TV aberto e abrir um aplicativo de streaming daquela emissora". Eu acho que de certa forma facilita um pouco também a vida das emissoras em não precisar ter dois aplicativos. pode ser uma tendência no futuro, né? Hoje eles precisam gerar aplicativos paraas lojas, eh, né, das Smart TVs. Uhum. E o seu conteúdo de TV aberta. Talvez no futuro possa ser só um. Não precisa, não precise dos dois, porque esse conteúdo da TV 3.0 vai ser capaz de trazer todas as experiências e todos os vídeos sobre demanda que estão no aplicativo de streaming. Rafael Barbieri é diretor na ETV e trouxe aí essas informações para nós, né, falando sobre toda essa engenharia que envolve a TV 3.0. Rafael, quais são as considerações finais ou o seu ponto de vista sobre a TV.0.0. 3.0. Olha, eu acho que é uma é uma evolução do padrão de TV aberta, né? Eu eu vejo com muito orgulho o que o Brasil tá fazendo nesse momento, sendo pioneiro no mundo nisso. Eh, o Brasil sempre foi muito eh ativo nesse nessa área de TV, né? né? E e com essa tecnologia a gente está sendo pioneiro no sentido de trazer o que existe de melhor eh no mundo hoje para paraa TV aberta. Então, eu vejo com bons olhos tanto como uma forma de manter as emissoras eh com alguma eh relevância, né, pro telespectador, ela ela não sumir dentro daquele monte de aplicativos de streaming kick, né, que existe nas TVs. Então, mantenha a relevância das TVs, do conteúdo local, do conteúdo regionalizado, eh, informação, né, com qualidade que que as emissoras geram com o público, né, específico ali da daquelas cidades. Acho que isso é muito relevante, né, o conteúdo local. Então eu vejo com bons olhos desse futuro que que a TV aberta vai continuar acontecendo, vai continuar existindo, mas bem mais integrada com o ambiente de de internet, de streaming, né? Tendo tendo mesmo se o usuário gosta do conteúdo de uma emissora, ele vai ali ter tudo que ele precisa. Maravilha. Rafael, muito obrigada por você aceitar o nosso convite e vir aqui compartilhar seu conhecimento. Obrigada, que agradeço. Obrigada a você também que nos acompanhou pelas telas. Continue acompanhando a nossa programação. Ciao [Música] [Música]
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