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[Música] Olá tudo bem por aí por aqui tudo ótimo Estamos chegando com o nosso ponto de vista aqui na TV Câmara Campinas no programa de hoje nós vamos falar sobre a relação dos Pais super protetores e como isso impacta na vida dos filhos para conversar com a gente nós convidamos a psicóloga amana Assunção seja muito bem-vinda Doutora muito obrigada Rúbia esse tema é fundamental pra nossa sociedade Obrigada pela oportunidade marav muito bem a gente já começa perguntando Doutora eh O que a psicologia diz sobre pais super protetores o que se caracteriza e de onde vem essa super proteção dos Pais certo a gente tem um desenvolvimento ao longo da história que a forma de Educar transformou por um período foi muito estimulado o cuidado para diminuir a mortalidade infantil então a gente já teve outros períodos que esse cuidado essa proteção com o bebê com a criança foram menores né o que acontece é que ao longo do tempo com a mudança da sociedade com a responsabilidade dos Pais esse cuidado acaba se tornando uma super proteção e a super proteção ela limita a onomia e o desenvolvimento né então ela começa a assumir características prejudiciais muito bem e quais as consequências Então dessa super proteção dos Pais na vida do filho uma criança super protegida ela vai ter mais dificuldade de desenvolver autonomia nas suas decisões nas suas escolhas em desenvolver habilidades isso pode culminar insegurança ansiedade baixa tolerância frustração dependência excessiva é o que algumas vezes falam Ah mas eles não estão essa geração não está amadurecendo é uma geração tão infantilizada Talvez isso seja uma consequência da hiperproteinemia só gente Eh esses dados tá Doutora vamos lá homens que tiveram uma relação de super proteção com o pai com perda de autonomia durante a infância e adolescência apresentaram aí um risco de 12% maior de de morrer antes dos 80 anos do que aqueles que não tinham um pai controlador entre as mulheres o risco ainda maior aquelas que relatam ter um pai autoritário super protetor apresentam aí risco de 22% maior de morrer antes dos 80 anos Isso é o que revelou uma pesquisa feita com quase 1000 idosos britânicos no âmbito do estudo de saúde da Inglaterra Qual o seu ponto de vista sobre esses dados muito interessante esses dados seria interessante saber um pouco mais do que influenciou nessa mortalidade mais alta mas assim perante outros estudos o que a gente pode imaginar é que se uma pessoa não desenvolveu a habilidade de solucionar problemas de socializar Como eu disse antes né é mais ansioso não tem tolerância frustração é mais dependente Ele desenvolveu menos recursos internos para se cuidar e tomar decisões de autoproteção e se responsabilizar por si esse cuidado foi delegado a outro né a algo externo porque vamos lá se a gente pensar a função da educação é Cuidar mas é desenvolver o indivíduo para viver em sociedade né então a gente Lava a mão de uma criança até ela ter uma ideia uma idade um tônus muscular que ela consiga lavar sozinha você como mãe não vai estar lavando as mãos de uma criança de 12 anos enxugando a mão de uma criança de um adolescente de 12 anos né então é mais ou menos esse o parâmetro o cuidado ele tem que entender Qual é a possibilidade naquele momento da criança ou do Adolescente e estimular que isso vá se desenvolvendo para que ele tenha autonomia e possa fazer por si só a super proteção não quer que ele faça por si só a ideia do pai é que ele precisa sempre cuidar proteger e prover tudo que o filho precisa E aí como é que sai do ninho como é que enfrenta o mundo então Doutora eh no seu ponto de vista essa super proteção né Essa Ideia de o pai entender que o filho ele precisa eh ele precisa ele necessita de estar sempre protegido não tem um pouco eh a ver com a vivência que esse pai teve quando era criança ou o que ele viu o que ele conviveu o que ele absorveu para ele poder estar trazendo e e pra vida adulta essa essa situação de super proteção com o filho é um dos fatores que influencia Rubia porque a gente tem um movimento sociocultural também então a gente tem uma geração inteira atualmente que tende a ser mais super protetor Uhum Então a gente tem um movimento geral da sociedade eh que caminha por esse lado mas com certeza tem um aspecto individual por exemplo uma criança que foi muito negligenciada que se sentiu descuidada se sentiu sozinho na suas dores a tendência que na vida adulta Ou vai tentar compensar isso protegendo demais ou pode reproduzir também e ser negligente que aí rompe a tendência que aí a reprodução que a gente fala da transgeracionalidade Não Aprendi a ser cuidado não sei como cuidar muito bem ambos excessos podem fazer mal perfeito Tem uma situação que é de conhecimento aí de de todos né eu vou citar a situação da Larissa Manoela uma atriz mirim hoje já é uma mulher casada mas ela iniciou na televisão eh criança né ela fazia personagens de novelas infantis e então por esse motivo eh ela teve a super proteção dos pais só que quando ela estava criança né ela cresceu mas com ela crescendo aí com 18 20 anos essa super proteção continuou até que deu um bum e foi pras redes foi notícia e eh em todos os canais de televisão que a relação da Larissa Manuela essa atriz com os pais ela se rompeu e quando essa relação se rompeu aí houve aí o burburinhos conversas Inclusive essa atriz né chegou a relatar a situação de que ela já em idade eh adula né Ela foi à praia E ela sentiu vontade de comer um milho e ela teve que pedir o dinheiro e a autorização para os pais para poder eh comer o milho na praia então eu queria saber o seu ponto de vista sobre essa situação da Larissa Manoela que em em muitos muitos canais foi até citado como uma super proteção É pode ser visto dessa forma eu não sei qual a intenção desses pais não conheço a história mais a fundo né porque a gente sabe que os laços não é porque os laços sanguíneos existem que o afeto existe então algumas famílias são quebradas e podem ser mal intencionadas Nisso porque quando a gente tá falando de uma super proteção ou de um super controle há uma intenção de fazer o bem embora Esse bem não seja efetivo né Mas a intenção Inicial é fazer o bem com relação à família da Larissa eu não sei se realmente a intenção era fazer o bem porque aí tem toda uma questão dos bens dela sendo confiscados tudo que é uma é um caso mais complexo Mas se a gente olhar for olhar pro lado de uma super proteção toda criança exposta a mídia se torna muito mais vulnerável ao mundo e precisa de características diferentes de cuidado né ah como vai ser exposta ela chama mais atenção Com certeza tá mais suscetível a roubos golpes e coisa assim mas você limitar o dinheiro de comprar um milho aí você entende que é excessivo ela não poder sair com 15.000 na bolsa num carro de luxo sozinha porque pode ser assaltada é uma pessoa facilmente reconhecida é uma coisa agora você não ter o mínimo de autonomia para poder fazer as suas escolhas é exagero e com certeza vai ter consequências como existiram né é importante a gente debater esse assunto porque às vezes nós pais eu sou sou mãe a minha filha hoje já é uma mulher né e eu eh me peguei pensando sobre o nosso assunto quando tava estudando né pra gente poder fazer o roteiro do programa e eu me vi em algum momento sendo super protetora né Eh exemplos eu acho que é do cotidiano da nossa vida que às vezes a gente nem percebe você que tá em casa né às vezes nem se dá conta que você está super protegendo seu filho e isso Isso vai trazer consequências pra vida dele né pra vida adulta um exemplo você ensina o seu filho a atravessar a rua né então vamos lá sinal verde né você eh pode ir sinal vermelho você tem que parar no sinal Amarelo você fica em Alerta E aí tem a faixa de pedestre E aí beleza você ensinou foi com a criança lá uma duas três qu cinco vezes e na hora de soltar essa criança para fazer o que você foi que você ensinou ela a fazer Aí surge o medo né E aí o que é isso é a super proteção é o que que a gente deve fazer nessa situação e na sua visão como psicóloga tá o medo pode ser real né porque você ainda não sabe o como ele agirá sozinho a gente tem medo do novo e do diferente e tem essa apreensão de Será que ele vai corresponder ao que eu ensinei então a orientação é tanto quanto possível que isso seja gradativo então que seja num bairro com pouco movimento que você possa estar perto observando eh que ele comece Air num num mercadinho do bairro sozinho depois num num num amiguinho a essa autonomia quando ela vai acontecendo de forma gradativa você vai desenvolvendo a confiança de que ele está ouvindo as suas orientações e é capaz de cumprir essas orientações e chegar em casa com segurança certo Olha só e eu vou citar uma uma situação aqui é o número cinco Rodrigo para que aconteceu nos Estados Unidos é uma jornalista a obrigada é a lenore esquinas ela uma jornalista americana ela tem um Reality Show para convencer os pais super protetores a dar espaço aos filhos em um certo momento ela permitiu que o seu filho gente olha só isso aconteceu lá nos Estados Unidos tá de 9 anos ele andasse sozinho de de metrô foi em Nova York e aí ela escreveu um artigo a respeito no jornal The New York sun o menino estava munido Olha só de cartão de metrô um mapa e 20 20 para emergências mas essa mãe já tinha ensinado ele como se comportar nas estações de metrô tá segundo a mãe ele fez todo o roteiro e chegou bem em casa e super feliz com a independência que ele teve ali no momento né porém essa jornalista ela foi alvo de duras críticas foi denunciada por suposta negligência e apelidada de aspas pior mãe do mundo uma mãe né que é é lá também de de Nova York ela avaliando a situação Ela perguntou como você sentiria você se sentiria se seu filho não tivesse conseguido voltar para casa a jornalista respondeu eu teria ficado devastada mas e isso provaria que nenhuma mãe deve deixar seu filho andar sozinho de metrô e aí essa conversa essa essa situação né esse artigo até que ela publicou no jornal deu muito burburinho muita gente contra muita gente a favor né pela pela situação que ela expôs a criança então e referente a essa história que aconteceu em Nova York eu queria trazer para cá e e eu queria que você colocasse pra gente o seu ponto de vista como psicóloga referente a essa situação e sobre os cuidados né que a gente deve ter e para esse cuidado não se tornar algo que vai fazer mal ao nosso filho e se realmente uma criança foi exposta assim ela ela entende que essa exposição traz para ela autonomia eu acho que tem algumas coisas penso que tem algumas coisas a serem consideradas nessa situação como você disse ela Preparou a criança antes Uhum eu não sei se Essa região é mais segura do que no Brasil você pensar em colocar uma criança de 9 anos no metrô de São Paulo sozinha uau o risco não é só da criança saber entrar ou sair de um metrô sim mais de violência de sequestro de outras coisas ao redor de um metrô super lotado dela né Tem são outras formas de pensar Então eu não sei o que a fez se sentir segura de que ele seria capaz de fazer isso não sei qual o trajeto qual a distância se ela sabia por exemplo que a partir de um determinado ponto o tempo estaria fora do previsto e ela poderia procur procurá-lo em algum local não sei quais as medidas ela pode ter tomado para considerar que isso foi seguro porque realmente pensar numa criança de 9 anos sem um celular para pedir socorro porque você disse que ele tinha uma map um mapa e o cartão do metrô e saber ir o ponto né tipo de saída e de chegada então Eh parece inseguro uhum né a gente pensando no nosso contexto cultural aqui eu ficaria insegura ela pode ter orientado ele a Como pedir informação para profissionais uniformizados coisa do tipo pode ser um trajeto curto que ela conhecia começo meio e fim mas ainda assim parece um pouco inseguro A não ser que tenham outras informações de como ela planejou isso que a gente conheça porque como eu disse a gente fornece a a autonomia de acordo com a idade e a capacidade de resolução isso é diferente Vamos pensar aí em super proteção isso é diferente de pais de adolescentes jovens de 18 19 anos que nunca deixou pegar um ônibus por exemplo eu já vi família que eu eh eu trabalhava as duas irmãs iam para onde eu trabalhava né não não eram as duas comigo e elas não gostavam de ficar esperando então a mãe levava uma de carro voltava para casa depois trazia a outra e buscava a outra porque uma não queria ficar na recepção uma hora esperando e não podia se deslocar com ônibus então entende a diferença da Super proteção jovens de 18 19 anos já conseguem se resolver com isso exato né E aí na hora sei lá que for para uma faculdade que precisa tomar uma atitude falar com o professor resolver alguma coisa não desenvolve porque cada vez que você precisa resolver um problema você desenvolve áreas do seu cérebro para trabalhar essa resolução que é o que a gente tá falando que a super produção superproteção limita esse desenvolvimento né então ali adolescente tá no metrô o metrô tá lotado ela vai ter que decidir se ela espera qual que é o melhor horário se tem uma outra linha se ela consegue perguntar para alguém se tem algum lugar dentro do metrô que ela consegue ficar mais protegida para não ser tão amassadinha quando tiver muito lotado tudo isso ela tá desenvolvendo a habilidade de se proteger e de resolver os problemas que surgem no dia a dia correto e Doutora Qual é o o a melhor idade pra gente começar a aplicar aí o senso de de autonomia na criança desde que ela nasce uau muito bem pode explicar pra gente vamos lá porque são pequenas autonomias né então por exemplo ela poder segurar um brinquedo e não se asfixiar ela poder eu tava pensando num exemplo uma vez que eu vi uma criança ela já era bem grandinha e ela tava no no carrinho de bebê e a vó D no mamadeira na boca dela e eu vi que ela já tinha Total musculatura tudo para poder segurar eu falei pedi pr pra avó falei você me dá licença aí eu apoiei a mamadeira para não soltar de uma vez botei a mãozinha dela e fui tirando a minha mão gradativamente para ver se ela conseguia sustentar ela sustentou perfeitamente ficou segurando a mamadeirinha aí a avó olhou desesperou tirou a mão da menina e continuou segurando então a necessidade era dela de querer se sentir importante cuidar e não deixar desenvolver então por isso que eu digo são pequenos passos de autonomia autonomia não vem de uma vez né ela não vai vir com atravessar rua e não vai ser igual para todos porque os indivíduos têm responsabilidades diferentes então às vezes você pode ter três filhos e um você vai confiar de dar autonomia mais cedo para fazer as coisas em outro você vai ficar mais viciosa vai precisar ter outras medidas para ter segurança de que ele consegue resolver esses problemas mas é ter um olhar paraa educação que acompanhe isso e o pai e a mãe que de repente sabe entende Na necessidade de estarem indo essa autonomia né Eh aos poucos na vida do filho mas que por um motivo ou outro igual a gente falou no início do programa né pode ser até por por traumas vividos quando eles eram crianças ou outro motivo que a gente não não sabe mas eles insistem em estar super protegendo esses pais eles precisam de um de um certo estudo de um certo tratamento como que a gente pode fazer com que o pai entenda que sim ele precisa ir liberando o filho né deixando o filho caminhar com as próprias pernas porque o seu ponto de vista sobre essa frase Nós criamos filho pro mundo é isso mesmo é assim mesmo é el Ele precisa saber se deslocar no mundo sobreviver tá aí os dados que você trouxe da maior mortalidade em pessoas que foram super protegidas nos desenvolveram essas habilidades de de se cuidar de se protegerem no mundo e resolverem os os as suas questões né Então os pais o Como é o trabalhar dos Pais para que a gente possa resolver essa situação da Super proteção sim para os pais que se identificam com o que a gente está falando aqui existem alguns caminhos primeiro buscar cada vez mais informação clarear né o o que pensa porque assim eu digo a gente nesse mundo estuda para tudo ah você vai fazer qualquer trabalho se você vai fazer um jardim Você precisa estudar a melhor forma de cortar a grama que planta que vai boa com qual que praga que dá educação a gente acha que é só reproduzir eu fui criada assim deu certo põe no mundo e todo mundo fica naquilo que aprendeu ou no que considera e é possível estudar e planejar a forma de se educar Lógico que ela precisa ser adaptada para cada realidade mas existem princípios básicos do desenvolvimento humano que podem nortear as suas escolhas na forma de construir essa educação isso é um passo outro passo Nem tudo é racional e consciente então quando a gente fala de um trauma ou de um jeito de Educar Uhum aí entra a psicoterapia por quê Do que eu já vi de pais a gente tende a reproduzir e o aprendido numa situação de estess Então vamos dizer aí uma mãe que apanhava quando era pequena e não quer bater no seu filho Sim ela tem a escolha racional Ela estudou sobre isso a decisão dela de que ela não vai bater e não vai gritar que ela vai ter uma educação mais positiva mais saudável quando ela entra no alto pico de estress que ela pode baixar a consciência a tendência é estourar e ir pro que foi aprendido e automático Então ela tá lá com privação de sono a um tempão não aguenta mais a criança gritando na orelha dela Ela pá pá uau E aí o coração sangra porque ela sabe que ela não quer fazer isso ela sabe as consequências disso pra criança porque ela mesma viveu isso ela tem que levar isso pra terapia curar suas próprias dores e para diminuir o risco dessa repetição algo muito complexo que precisa ser estudado diariamente né estudado e tratado também isso isso pensar a educação de uma criança não é pegar um livro e leer achar que você vai reproduzir esse livro porque surgem demandas o tempo todo e você tem que tateando né é um eu eu falo que é um estar presente é uma sensibilidade em reconhecer as necessidades de cuidado e de autonomia dessa criança é o caminho entre não ser negligente e não controlar excessivamente É sobre esse equilíbrio que nós vamos falar daqui a pouquinho depois do intervalo a gente vai tomar uma aguinha Quero convidar você para continuar com a gente nós estamos aqui no ponto de vista falando sobre pais super protetores com a nossa psicóloga a mana Assunção E daqui a pouquinho então depois do intervalo a gente vai falar sobre esse equilíbrio que nós pais né deveremos E e ter pra educação dos nossos filhos e também para que eles tenham autonomia daqui a pouquinho a gente volta já [Música] [Música] já estamos de volta com o nosso ponto de vista aqui na TV Câmara Campinas recebendo aqui nos estúdios a psicóloga amana Assunção nós estamos falando sobre pais super protetores daqui a pouquinho a gente fala então sobre o equilíbrio dessa super proteção porque agora nós vamos esmar aquela situação de traços eh narcisistas e a super proteção Doutora Gostaria que você explicasse um pouquinho pra gente eh a conexão né dessas duas situações certo Eh vamos lá a gente fala da importância do elogio na construção da autoestima da Criança e do Adolescente mas em alguns momentos nesse caso de super proteção há uma idolatração da criança ou do Adolescente Então são aqueles pais assim a criança eh contou uma mentira na escola imagina o coleguinha que tá inventando a minha criança jamais faria isso então esse excesso você incrível você é o melhor ninguém se quear ela não consegue olhar para os defeitos e protege e encobre todas as falhas isso cria uma falsa ideia de si mesmo e uma falsa ideia do mundo talvez essa impressão de que todos estejam a serviço dele né ou dela sim né aí aquela pessoa que não sabe ouvir um não é aquela pessoa na verdade ela pode ter uma grande fragilidade ali por trás disso porque ela precisa dessa afirmação para se sentir bem né não é uma autoestima verdadeira é uma autoestima alimentada pelo egocentrismo de eu sou o centro do mundo e eu só vou me sentir bem se eu continuar sendo o centro desse mundo e a criança que tem essa criação Qual é o resultado do adulto o resultado do adulto pode ser as pessoas pouco empáticas comos sentimentos dos outros pouco aptas a olharem para si mesmo e reconhecerem suas falhas e necessidade de melhoria de desenvolvimento que a gente está em construção uma vida inteira perfeito né pode ser pode se transformar aí num em pontos mais excessivos numa pessoa manipuladora Cruel que tem uma necessidade de de de ser idolatrado o tempo inteiro Então são aquelas pessoas que provavelmente vão procurar outras pessoas mais frágeis mais inseguras para se sentirem de usadas aí pode até chegar aí no que a gente fala do diagnóstico do narcisista né a gente está falando aqui de traços porque o narcisista é um diagnóstico então traços narcísicos Todos nós temos Mas podem ser salientados por essa criação muito de idolatria da Criança e agora né Como manter o equilíbrio a gente já viu que a gente precisa eh fazer com que a criança ela tenha autonomia eu te perguntei a partir de que momento e você me respondeu que a partir de que o bebê nasce e isso é perfeito porque o simples fato que pra gente é é que legal vai segurar a mamadeira pra criança já é autonomia né No momento que tá desfraude ela tem autonomia ela pode ir ao banheiro o momento que ela sentir vontade então é a autonomia só que daí eh D autonomia para essa essa questão da super proteção e aí até do transtorno do do da dos traços narcisistas que a gente pode acabar eh despertando nessa criança como é que o pai e a mãe faz para poder manter esse equilíbrio né porque você precisa dar autonomia oferecer para ele eh eh essa autonomia Mas também você precisa continuar dando a proteção porque a criança é criança e ela precisa ser protegida E aí como fazer Doutora CL quem dera tiver a gente diminuiria demais os problemas do mundo tanto para os pais quanto pros seres humanos em desenvolvimento pros futuros adultos né que vão dar continuidade então assim a gente não consegue trazer uma Fórmula Mágica como eu terminei o outro bloco dizendo E eu acho que estudo informação Talvez um processo terapêutico e um estar presente e ter a sensibilidade de olhar PR a por exemplo tem um vídeo na internet de tem alguns na verdade dos Pais colocando alguns desafios paraas crianças nessa ideia de desenvolver a habilidade Então tem um que a mãe coloca várias fitas numa porta aí um para e fica chorando chega o irmãozinho gêmeo começa a puxar as fitas e passa o outro irmão que é isso que eu disse embora da mesma idade eles estão se desenvolvendo de maneiras diferentes então cada um Ali vai ter um olhar dos Pais diferentes e aí por sua vez tem uma outra cena que o pai faz coloca essas fitas numa ponte e a criança não consegue tirar o pai continua caminhando e não volta atrás Como diz se vira que você tem só que era uma criança desse tamaninho e a criança começa a chorar aí isso é negligência hum por qu essa criança vai se sentir sozinha ela vai sentir que se ela não resolver o pai vai embora e não tá preocupado com ela então entende como não dá assim não é a gente dizer ponha fitas e estimule seu filho a atravessar como ele tá atravessando como ele se sentiu Talvez você precise voltar e olhar para ele e falar filho tenta aqui ou ele ficou muito ansioso você vai sentar e ensinar ele a controlar as emoções Tá tudo bem o papai tá aqui com você ou a mamãe uhum vamos respirar um pouquinho e a gente pensa em como tirar essas fitas né Muito bem ó a criança fala com corpo com olhar com comportamento você precisa est atento a isso e desenvolver essa empatia de tentar entender o que que é melhor para aquela criança e assim a gente não vai acertar sempre a gente não acerta sempre com nada mas é um desejo de certo e agora a criação né Eh dessa Nova Era a gente pode se é que a gente pode dizer assim né Eh vem a tecnologia eh bem exposta eh deixa a criança bem exposta aí ao perigo né Eh você concorda que em vez de tranquilizar os pais a tecnologia ela tem o poder de deixar os pais mais ansiosos exemplo se você consegue chegar onde o seu filho eh checar aliás onde seu filho tá o tempo todo você começa a achar que é perigoso eh você não ter mais o o o o controle eh do do mapa ali que desenha para você onde o seu filho tá né então a tecnologia até que ponto ela Ela traz aí a a sensação de de segurança para os pais e essa questão de de de autonomia para os filhos Tá bom vamos lá eu vou começar a falar o que eu pensei aqui se você quiser algo mais você me avisa Vamos lá eh a internet ela é um grande desafio atual acho que você sabe também a gente tá com processo agora de tirar o celular das salas de aula ex e tem muitos estudos saindo do quanto atrapalha o desenvolvimento infantil eu vi uma matéria da BBC que eu comecei a ler de uma criança que passava 6 horas de tela a escola estava começando a identificá-lo como autista porque ele tinha sinais de não ter interação visual de não querer se relacionar de não demonstrar afeto típicas do autismo Foi retirada a tela e os sinais desapareceram Olha aí então a até ela distancia desse contato humano desse desenvolvimento de habilidade isso por si só é um perigo e está relacionada a nossa geração hiper conectada em que tá todo mundo trabalhando a gente tem violência as crianças não ficam tanto sozinhas na rua então a téa se tornou um recurso de distração e entre aspas de manutenção de segurança que a gente tem chamado da geração do quarto só que também Ela traz a o perigo do desenv olvimento das consequências do desenvolvimento de apatia de falta de habilidade social etc baixa concentração eh mas ela também apresenta perigos na rede a gente sabe que tem redes de pedófilos de um monte de golpes de coisa assim que que a criança não tá apta né Cyber bullying já trabalhei em escola e teve muita consequência paraa criança que ainda é um campo vasto mas com pouco controle de segurança e aí os pais ficam também nesse processo limito não vou deixar até celular mas aí a turma inteira tem E aí ela se sente inadequada porque ela não tá não tá no grupo do do WhatsApp para combinar as festinhas então eu deixo mas eu monitoro eu tenho controle do YouTube que não pode entrar em canais porque acho que você já deve ter visto tem canais que colocam desenhos pra criança se sentir atraída E aí os pais olham a criança tá assistindo o desenho Tá tudo bem na sequência desse desenho entra coisa errada e pesada Poxa vida então é é esse é um campo que é necessário ter certo controle porque a gente mesmo como adulto não sabe ainda onde que a gente tá pisando Não sei se você viu essa semana que uma mulher caiu num golpe achando que tava namorando o Brad Pit Entregou um monte de dinheiro lá é é então então tem muita gente né ainda mais em época de inteligência artificial é um campo menado A internet ainda e essa questão né Eh da a gente fala da internet a gente fala de uma eh falsa sensação de segurança né que nós temos com a internet eh mediante os filhos porque se o filho tá na internet tá dentro de casa tá seguro né E aí quando o filho vai pra rua eh tem aquela questão eu tenho aqui o aplicativo Onde eu consigo monitorar né o o meu filho né eu sei que ele tá indo eu eu vejo o caminho que ele está percorrendo isso também é uma questão aí da Super da proteção mas aí quando eu não tenho mais esse aplicativo ou o celular tá desligado né É é a reação a ansiedade que isso traz para o pai qual que é a importância e se existe mesmo essa necessidade de se utilizar eh eh essa forma de monitoramento da Criança e se isso faz parte da superproteção ou se é natural hoje em dia seu ponto de vista sobre essa questão aí desse desses aplicativos que monitoram eh a o caminho percorrido penso que dependeria da situação e acho que não pode ser o tempo inteiro você gostaria de ser monitorado o tempo inteiro imagina o pessoal que fica lá no Big Brother por um tempo en louque Imagina você num Big Brother a sua vida inteira né talvez por exemplo numa como a gente falou nesse processo gradativo de de dar autonomia numa primeira viagem sozinho Sim é pode ser um caminho intermediário para desenvolver a confiança e depois isso precisa ir se soltando até porque muitas vezes a falta de confiança nos dos Pais nos filhos para eles desenvolverem autonomia pode levar a comportamentos contrários dos filhos de rebeldia de mentira por exemplo eu já conheci uma jovem que a mãe tinha esse controle el ela não pod ela não podia não atender o telefone exatamente na hora que a mãe ligasse e na hora que a mãe solicitasse ela tinha que tirar uma foto de onde ela tava para provar que ela estava dizendo a verdade que que ela fazia ela tirava várias fotos de ponto de ônibus com roupa diferente com coisa e deixava no no armazenamento do celular dela para poder dar uma resposta pra mãe e não ser incomodada Poxa vida esse exemplo que você acaba de citar Isso é uma super proteção ou é algum transtorno é algo assim que a gente pode citar que é diferente porque proteger é uma coisa é uma simples ligação Filha você tá bem eu no meu ponto de vista né É você tá bem tô bem Você está onde tô na casa da minha amiguinha beleza protejo confio e tudo bem Agora tira uma foto e mostra para mim a mãe quer ver se você realmente está aí o o o que é essa essa ação o que se configura poder poder controle sou eu tô no controle você me você é hierarquicamente inferior a mim me deve serviência menina que coisa hein pessoal aí de casa olha só né como serve de exemplo pra gente quantas vezes ou se você já já fez ou se não fez ou se tá pensando em fazer isso com os filhos né Eh se você acha que é natural será que é natural mesmo Filho Onde Você Tá tô aqui na casa do meu amigo então faz uma foto mostra para mim que você realmente está aí mase tá preocupada com você será que isso é uma preocupação mesmo né Será que eh eh a foto que a criança te enviar ela realmente vai vai sanar sua preocupação e porque pode acontecer como o exemplo que a doutora acabou de citar né a a a criança entediada já incomodada de tanto tanta perseguição acaba eh eh fazendo aí uma situação que a deixa a gente pensa assim o que que vai acontecer com essa criança porque se a partir do momento que ela fez isso com a mãe ela tirou várias fotos quando a mãe pede a foto de onde ela tá ela manda uma foto que ela já tinha tirado Então ela já tá omitindo ela já tá ali ah No Limite Qual que é o que que acontece com uma criança que tá nesse limite já Quais as ações que ela pode continuar ver fazendo e o tanto que isso vai complicar e e e delimitar a vida dessa dessa criança informação é ela já era um pouco mais velha Quando eu soube disso não sei desde quanto tempo isso acontecia né era uma jovem mas mas eh ela tá perdendo o respeito pela mãe desconsiderando exatamente que o que a mãe tem é um cuidado ela tá considerando que é um autoritarismo então enquanto ela não tem a independência total da mãe ela está procurando recursos para diminuir esse controle e esse Impacto agora na vida adulta se ela vai continuar precisando desses recursos com qualquer tipo de pessoa ou se ela vai conseguir diferenciar que ela pode ter uma relação mais honesta mais igualitária sem precisar desse tipo de subterfúgio a gente tem que torcer para que ela consiga ter essa leitura consiga elaborar as coisas que viveu e é porque é muito delicado né Se ela vive isso a gente não sabe se viveu mas se ela é é e começa com essa esse tipo de de situação e de criança quando jovem ela infelizmente a tendência é de carregar isso pra vida adulta é é possível alguns conseguem fazer esse isolamento de que ali diferenciar alguns traços ficam por exemplo se eu pensar aqui eu tava puxando na memória um outro exemplo de alguém que teve esse perfil de mãe autoritária controladora que aí é diferente de super proteção tá vai no nível a mais que é um exercício de poder mesmo eh acabou desenvolvendo ao contrário muita dificuldade de se defender de outras situações de agressão e às vezes não tem a capacidade de autoproteção quando alguém vem quando alguém ultrapassa o limite quando alguém desrespeita paralisa quer se esconder E aí as vezes em alguém que seja mais frágil explode porque essa é a hierarquia que a gente fala da agressão tem até um desenhinho na internet que tá assim tá o chefe do trabalho vai lá humilha o funcionário o funcionário abaixa a cabeça porque ele hierarquicamente tem que respeitar o chefe aí ele chega em casa humilha a esposa a esposa abaixa a cabeça vai lá e humilha o filho o filho abaixa a cabeça vai lá e chuta o cachorro uau olha é A Hierarquia quando há uma violência aí tem uma reconstrução dessa escadinha que aí na hora que chega no mais pe no no no menorzinho aqui ele vai fazer arte plantar fazer outras coisas para elaborar aquela violência e não transferir tem um um documentário do gabor maté só para complementar já que a gente falou de violência que eles fazem uma pesquisa num presídio E aí eles fazem um círculo gigante e vão falando quem aqui sou sofreu violência física na infância dá um passo à frente aí eles dão um passo quem aqui teve marcas cicatrizes dessa violência considerando que a violência foi muito pesada dá um passo à frente quem aqui viveu num ambiente em que os pais se agrediam fisicamente ou verbalmente dar um passo à frente e o circo vai se fechando ou seja Normalmente quando existe violência tem um histórico de violência anterior uhum Hum eu trabalhei também em escola com uma oficina de arterapia para manejo de raiva Era batata você pega criança agressiva você vai conhecer a história dela ela tá reproduzindo o que ela vive é óbvio isso e isso não significa porque aí tem gente que escuta isso fala assim ah vai ficar passando a mão então em cabeça de bandido vai falar que ele é tadinho que ele sofreu não a gente precisa romper o ciclo de violência mas é entender que não é só a gente pegando a ponta e trabalhando só na punição a gente precisa trab trabalhar a sociedade como um todo para diminuir de onde surgem essas violências e onde elas culminam muito bem Nossa que bate-papo legal um bate-papo bem interessante nosso ponto de vista hoje com a psicóloga amana Assunção a gente tá quase cheg quase chegando ao final do nosso ponto de vista hoje um assunto bem pertinente um assunto do nosso dia a dia né que é a super proteção dos Pais Quantas vezes você se super Protegendo o seu filho e aí qual o momento correto né até quando você vai ser aí o pai super protetor Qual que é a importância da Autonomia para essa criança né ser aí um adulto que vai se dar muito bem nesse mundão de meu Deus porque é o que a doutora tava falando né se você se super protege demais eh vai chegar um momento que essa essa criança que que que virou um jovem que virou um adulto ela vai pro mundo e ela ela vai precisar se defender de alguma situação e você mãe você pai vocês não estarão lá mais para super proteger né essa criança interior que vai ela vai aguçar e a pessoa ela vai infelizmente eh se ela não tiver aí o discernimento e entender que ela está por ela nesse momento ela vai ficar acada e pode ser que o caminho que ela precisava era romper aquela barreira da Super Proteção Para poder seguir ser uma pessoa de sucesso né e pode ser que as coisas eh na vida se retrai até por conta eh dessa super proteção que você tá oferecendo pro seu filho que você às vezes acha que eh não é muita proteção até né porque a mãe a gente sempre acha que a gente precisa mais e mais e mais pro filho mas que é importante você dar uma olhadinha se não tá na hora se não tá no momento de você começar a oferecer um pouquinho mais de autonomia para essa criança que daqui a pouquinho já é um jovem que já já será um adulto e que vai precisar sim enfrentar a vida sem a super proteção dos Pais né Doutora uhum isso instrumentalizá-los para se desenvolver e fluir na vida Tá certo eu gostaria que você deixasse Então as suas considerações finais a gente já tá quase Encerrando o programa então deixa pra gente A importância é de se ter a autonomia né a importância de se dar a autonomia pros filhos e as suas considerações finais por gentileza certo bom obrigado para você para vocês que nos acompanharam até aqui eh eu considero que a educação é algo que precisa ser muito pensado porque faz parte da formação dos seres humanos faz parte de como a nossa sociedade pode ou não se transformar de como o nosso mundo vai continuar a educação formal de escola cuida de uma parte mas a parte do ser humano do sentimento da emoção dos valor valores da autonomia da capacidade de empatia isso é construído dentro do Lar se você uma pessoa um pai uma mãe que já foi ferido que tem dúvida procure se cuidar esse cuidado é para você mesmo e esse cuidado é para como você vai cuidar do seu filho e a autonomia como a gente falou ao longo de todo o programa aqui é fundamental para que essa criança adolescente desenvolva recursos para lidar com a vida você não vai conseguir estar presente o tempo todo a dor o sofrimento às vezes é o que faz crescer não que você vai provocar esse sofrimento mas se você protege ele não desenvolve a habilidade de lidar com essa frustração e pode culminar aí como a gente falou numa apatia insegurança numa dificuldade de relacionamento e até em ansiedade em depressão então olhar não só pro momento mas o olhar para o que isso culmina durante toda a vida do ser humano Ai que delícia olha só que legal gente adoro né não quer ficar aqui com a gente não para ensinar um pouquinho mais né psicólogo é tudo de bom tem uma respiração mais calma mais tranquila né explica com tranquilidade da forma que a gente consegue entender e é por isso que nós convidamos ela para falar desse assunto tão importante do nosso dia a dia que são aí os pais super protetores D amana Assunção muito obrigada pela sua participação por disponibilizar o seu tempo de estar aqui nos estúdios trazendo essas informações tão importantes pro nosso dia a dia muito obrigada rú eu agradeço Eu gosto muito de falar sobre saúde mental porque eu acho que a gente precisa informar a sociedade sobre isso que ainda tem muito equívoco de informação eu posso passar o meu A então o meu @ no Instagram é amana assunção psicóloga eu também apresenta um vide cast sobre saúde mental que você chama manac que tá no YouTube e na Spotify bom olha aí que chi já estamos seguindo Obrigada e faço atendimentos clínicos também sou psicóloga muito bom muito obrigada doutora Obrigada ru e agradecemos você também que tá aí do outro lado continue ligadinhos com a gente aqui na TV Câmara Campinas Espero que o assunto de hoje possa eh trazer para você aí informações importantes na educação do seu filho um grande abraço e a gente se vê aqui na TV Câmara Campinas até [Música] [Música] [Música] mais l