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Olá, minha gente. Começando mais um ponto de vista. No programa de hoje, nós vamos falar sobre a regulamentação da inteligência artificial. O Senado Federal deu um passo significativo na regulamentação do uso da inteligência artificial no Brasil. Ao aprovar, em votação simbólica, o projeto de lei 2338 de 2023, o texto elaborado a partir da proposta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, busca garantir segurança jurídica e ética no uso da tecnologia, além de proteger os direitos fundamentais, com destaque para os direitos autorais. Aqui ao meu lado, o professor Samir Caran, professor de governança em tecnologia da informação. É isso, professor. Correto, Carla. Obrigado, primeiramente, pelo pela oportunidade. Uma boa tarde. Professor, eu acho que a gente pode começar justamente falando sobre esse projeto de lei, né? Acho que é essencial para esse momento que nós estamos vivendo, a tecnologia avançando cada vez mais, mas é claro, né, como tudo é preciso ter algumas regras, algumas regulamentações. Com certeza, Carla. Primeiramente, vejo que já é um avanço quando a gente compara esse processo que está sendo debatido da regulamentação da inteligência artificial com, vamos fazer um paralelo com o surgimento da internet, da digitalização. Quanto tempo demorou pra gente ter um marco regulatório? eh eh da internet e quanto tempo a gente tá conseguindo agora avançar com esses debates. Então, eu vejo que já é um avanço. A gente sempre fala que a tecnologia, a inovação e a regulamentação estão e eh em constante debate em turnos. E é importante justamente a gente pensar em como regulamentar sem freiar a inovação e ao mesmo tempo garantir a segurança principalmente para os consumidores, para os usuários, para quem vai estar utilizando e quais são os direitos, né, desses usuários. Então, eu vejo que é um avanço e esse debate tá sendo já discutido há bastante tempo, desde 2024 e acredito que em 2025 a gente deva ter boas novidades e bons avanços também na finalmente na regulamentação desse tema. Até porque eu acho que por enquanto as pessoas têm usado a inteligência artificial de uma forma muito como usávamos a internet anteriormente, né? Assim, é um um uma terra de ninguém, né? Exato. Exploratório. Tá todo mundo explorando, entendendo, tateando o que é possível, o que não é possível. Olha que legal, isso dá para fazer. Pera aí, mas pode, não pode? Então, e a inovação ela pressupõe incerteza. Então, é muito difícil, eu entendo, a gente regular algo que a gente ainda nem sabe como vai se comportar. Então eu vejo que é bastante natural essa sequência onde a gente primeiro tateia, descobre uma nova ferramenta e como ela pode ser utilizada, mas a regulamentação tem que vir a reboque. E eu acho que é um avanço justamente pelo tempo que levou, né, esse esse espaço de tempo entre o uso efetivo e a regulamentação. Entendo que a gente tá conseguindo reduzir esse espaço de tempo e garantir essa segurança eh para para todos, tanto para as empresas quanto para os usuários e consumidores. E a ideia é justamente essa, né, professor? Eh, o texto prevê isso, né? Dar uma certa proteção àqueles que criam, sejam músicas, textos, né, enfim, o que quer que seja, porque a partir do momento que vai pra nuvem, que está na internet, usando a inteligência artificial, é como se não tivesse dono, né? Mas tem, né? Aquilo partiu da criatividade, do conhecimento, da expertise de alguém. Então, precisa dar crédito a quem criou. Sem dúvida, Carla. Esse é um dos principais temas, né, que tá sendo debatido, a questão da propriedade intelectual, de quem é a propriedade. E ele é bastante, sim, controverso e e polêmico, vamos dizer assim, inclusive pela forma com que a IA funciona. Vamos dizer que você deu um exemplo, a IA tá sendo utilizada para compor uma nova canção. Ela vai compor uma música baseada em todo o volume de acordes que ela foi treinada, tá certo? e um músico, ele também não compõe uma canção baseado em todos os acordes de tudo que ele ouviu. Então, se ele ouviu Behoven, B, Mozard e ele aprendeu a isso, ele compõe uma canção original, eh, existe um debate se um ser humano cria algo novo a partir do aprendizado e se a máquina cria algo novo a partir do aprendizado. Então, é um tema realmente bastante polêmico. obviamente, eh, precisa ter e é possível de fazer uma análise realmente mais profunda para impedir plágios e cópias e, principalmente, eh, a máquina, a gente consegue rastrear de alguma forma qual é a base que ela foi treinada e garantir os direitos pra base que foi treinada, mas sem dúvida é um tema bastante polêmico. Entre as medidas aprovadas, né, o texto prevê que grandes empresas de tecnologia deverão informar já no treinamento quais são os conteúdos protegidos por direitos autorais e por quem foram utilizados, né, como eles podem ser utilizados, como que isso deve funcionar de forma que seja vantajoso para as empresas de tecnologia, mas sem eh prejudicar aquele que criou alguma outra ferramenta ou qualquer que seja. né? Pensando aí em casos de música, textos. Perfeito. Você bem colocou, a questão toda se dá no momento do treinamento. A inteligência artificial, por definição, ela não existe sem dados. Não existe. É diferente de outras ferramentas que a gente utiliza de produtividade, pacotes e planilhas eletrônicas, por exemplo, que existe uma ferramenta vazia. Você consegue entender como seria uma IA vazia. ela para realmente poder existir, para poder conversar, interagir e gerar algum tipo de valor, ela precisa dos dados. Então o segredo é justamente na base de treinamento, como que a gente garante os direitos, como que a gente permite com que os dados que sejam utilizados para treinamento eh sejam realmente compartilhados, que a empresa dê crédito para a a propriedade intelectual, para os donos da informação que ela utilizou desde o processo de treinamento. Tudo que já existe, talvez vai ser um desafio, essa adaptação, esse momento de transição, porque muita coisa já foi gerada e as IASK já existem, vamos dizer assim, no formato caixa preta, que não revelaram e e vai ser um momento de discussão de como fazer essa transição, porém os treinamentos daqui paraa frente, essa vai ser uma das obrigações que as grandes, as bigtech e as empresas, os agentes de que estão desenvolvendo novas soluções, vão ter que se adaptar. Professor, tem um outro ponto que eu acho que é bastante relevante quando a gente fala em música, né? Nós começamos falando sobre isso. Os autores, eles terão como prerrogativa vetar o uso, né, dessas ferramentas, eh, dessas obras por sistemas que eles não se sintam seguros, né, que eles não aprovaram. Como que isso deve acontecer? Então, por exemplo, na sua empresa, o senhor já tem que ter determinado o que é autorizado por lei de artistas, de outros artistas ou não é feito o trabalho e então vai ser solicitada uma autorização para o por artista para usar a obra. Como é que funciona essa mecânica? Qual seria a forma mais fácil? Perfeito. Essa mecânica ainda não está muito bem pacificada, até porque está no momento de discussão. A gente se baseia muito no que já foi aprovado na Europa, na regulamentação que aconteceu já nos últimos dois anos na Europa. Então, entende-se que deva seguir um caminho similar, que seria o caminho justamente da gente pedir realmente primeiro a autorização de uso antes do treinamento. Esse seria o caminho correto. Agora o já antecipando talvez uma um grande desafio vai ser eh fiscalizar isso. Então, como que eu garanto essa fiscalização? Uma vez que o acesso aos dados de que o Maá foi treinada, ela atualmente ela está restrita à empresa que treinou o modelo, a empresa que desenvolveu esse modelo, né? Hoje em dia, inclusive as grandes bigtechs, né, que estão aí famosas, né, o JAT GPT, a própria Google, né, o Diminai Antropic. Então essas IAS hoje elas têm já modelos que já foram treinados com bilhões e milhões e trilhões de informações. E esse é o maior desafio. Como é que fica essas que já existem? Porque também assim eh esse trabalho de da inteligência artificial, esse sistema, não sei se eu posso chamar dessa forma, mas é um um trabalho constante de atualização, né? Porque todo dia alguma informação nova é colocada na internet. Perfeito. Perfeito, né? Então, eh, tem essa parte também, né, essa atualização constante que as empresas como a sua, por exemplo, vão ter que fazer. Sim, o próprio, a própria IA, por definição, ela tem um um algoritmo que a gente denomina de machine learning ou aprendizado de máquina. Então, sistemas de inteligência artificial aprendem, eles são justamente programados para conseguir aprender. Diferentemente de um sistema que a gente chama determinístico, que ele é programado previamente. Esse é o principal diferencial. Os sistemas de A não são programados previamente, eles são programados de uma forma que eles podem evoluir conforme os dados que vão sendo alimentados. Então, por isso que eu acredito que essa alimentação contínua dos dados daqui paraa frente, esse vai ser o ponto chave, né, para trabalhar essa questão da propriedade intelectual, onde um dado para ser treinado, ele vai precisar solicitar uma autorização do dono daquela informação, se ele autoriza ou não que aquele e modelo seja treinado com a sua com a sua com a informação que tem uma propriedade intelectual. Atualmente, quais são os principais setores que mais utilizam a inteligência artificial no Brasil? Olha, cara, praticamente todos os setores já estão utilizando, talvez alguns de uma forma mais robusta, outros de uma forma mais tímida. A gente vê grandes aplicações da IA na saúde, eh, inclusive um dos das áreas que tá sendo explicitamente eh eh contida no projeto de lei, dado, obviamente ao risco, né? O projeto de lei, ele separa também o risco de de da área de aplicação e do sistema que tá sendo utilizado e prevê eh monitoramento e fiscalização mais exigente nas áreas de maior risco. Então, ah, estou utilizando uma IA aqui para fazer um post para colocar nas redes sociais. talvez não vai ter o mesmo nível de exigência de uma IA que está fazendo um diagnóstico médico, onde essa sim vai precisar ter um nível de explicabilidade, de transparência, deixar claro como ela chegou naquela informação, quais foram os dados que ela utilizou, obviamente dado o risco de utilização, mas é uma das áreas que já vem utilizando de uma forma global já há bastante tempo. Eh, setor financeiro também é um setor que sempre esteve à frente do ponto de vista de tecnologia como um todo, né? Então, no Brasil é um setor bastante maduro do ponto de vista tecnológico e está já se beneficiando desse desse uso e dessa disponibilização de ferramentas para conseguir realmente detectar fraudes, detectar eventuais eh eh divergências já utilizando inteligência artificial já há um bom tempo. Uhum. E falando nessa parte financeira, né, é importante a gente ressaltar que tem muita gente eh passando por golpes justamente por conta do uso indevido da inteligência artificial. Então isso é uma briga que tem acontecido, por claro que dá para usar a inteligência artificial das melhores formas possíveis na saúde, por exemplo, mas infelizmente tem aqueles que usam de forma indevida para, por exemplo, fraudar uma conta bancária, né? e algumas pessoas têm sido prejudicadas com isso. Será que pensando nesse cenário, talvez a melhor forma seria, por exemplo, controlar mais também o o uso? Porque a gente percebe que assim as pessoas vão paraas redes sociais, por exemplo, pros aplicativos de banco e muitas vezes sem ter o mínimo de conhecimento. Então, será que a gente não tem que ter ali um pouco de educação em tecnologia antes de pegar um aparelho na mão e sair fazendo pic, sair abrindo rede social, porque tá, né, o o espaço tá um pouco perigoso. Exatamente. Carla, eu defendo muito esse ponto da educação, inclusive sou professor e levo esse conhecimento e dou treinamento também nas empresas, no nossos clientes, de fundamentos da inteligência artificial, boas práticas, o que fazer, o que não fazer. E esse é um ponto que eh eh realmente a ponto chave, a palavra chave aqui é a capacitação, né, das pessoas, é a conscientização do que é possível, do que não é possível, o letramento de inteligência artificial, que a gente chama, porque golpe existe desde que o mundo existe, né? Desde a época que tinha venda de bilhete premiado na praça da cidade, onde não existia nada digital. Infelizmente, como qualquer ferramenta, existem pessoas mal intencionadas que vão buscar o uso indevido daquela ferramenta. E não é uma questão eh eh de regular ou não, porque é um uso indevido, de fato, né? São criminosos, né? São pessoas que realmente estão utilizando uma ferramenta da forma indevida. E acredito que a melhor forma é a forma da educação, das pessoas entenderem essa questão do golpe. Por exemplo, uma boa prática que tá sendo eh dividida é você trazer, por exemplo, pros seus familiares palavras chave para você deixar claro que é você. Por exemplo, o Mayá pode reproduzir exatamente você, a sua voz, o seu tom de voz, o jeito que você fala. Inclusive, a tecnologia está avançando bastante. Então, o que impede ela de, por exemplo, fazer uma ligação para um ente familiar seu e pedir para fazer um Pix inteligência artificial. O que vai impedir isso? Isso a gente chama de engenharia social. Não é um golpe tecnológico, é um golpe que tá mexendo na cabeça das pessoas. Uhum. Porque a tecnologia ela é permitida, é a tecnologia de videoconferência, não tem como a gente banir essa tecnologia. O Pix é uma super tecnologia, não tem como evitar. Uhum. Então, a questão aqui é o letramento realmente é como que a gente se eh entende que aquilo nunca confiar em nada que você não tenha plenamente certeza, não conhece. E um comportamento diferente do usual, uma dica que eu dou bastante é você definir, por exemplo, uma palavra de segurança, você definir um fato que só aquela pessoa vai conhecer para você realmente entender se aquela é uma pessoa ou se é uma inteligência artificial se passando por uma pessoa. Sem dúvida. O secretário de direitos autorais e intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Souza, ele destacou a relevância do texto aprovado para a valorização dos autores e afirma: "Aprovação da PL 2338 pelo Senado é o primeiro passo para determinar se os artistas seguirão recebendo uma remuneração justa por seu trabalho, ou se suas obras continuarão a ser exploradas. gratuitamente. Existe sim uma necessidade, principalmente para esse grupo, né, assim, de proteger o que eles criaram, né? Sem dúvida, Carla. É, é um grupo que tem pela sua arte, né, o seu ganhaapão, pelo conteúdo. Acho que todos que são responsáveis por geração de conteúdo hoje em dia, né, não apenas os artistas, mas qualquer conteúdo gerado, ele precisa ter a proteção e os créditos dado a esse conteúdo. Esse, de novo, é um tema super importante e que eu acredito que a regulamentação ela vai vir para poder dar uma segurança maior para que as pessoas continuem gerando conteúdo. Não acredito aí uma opinião pessoal. Meu ponto de vista é que não é uma questão de bloquear ou de proibir ou de travar, porque esse mesmo artista, cara, ele pode se beneficiar também pelo uso da inteligência artificial. Ele pode se tornar um hiperartista, ele pode conseguir usar uma ferramenta de produtividade para conseguir eh ser mais criativo também. Então, não acredito que seja a solução freiar a inovação ou bloquear a inovação, mas sim entender como equilibrar, eh, permitir uma ferramenta de produtividade, assim como surgiram, vamos lá, mesas de som, assim como surgiram o próprio computador, assim como surgiram ferramentas que tornaram a vida desses profissionais mais produtiva do que quando era feito artesanalmente, papel e caneta. Uhum. Então, se eles conseguem realmente eh o própria internet possibilitou uma escalada desses geradores de conteúdo que antigamente você dependia de uma infraestrutura física para divulgar sua obra. Hoje você pode divulgar para milhões de usuários e uma fração de segundos. Antigamente, quando você tinha um LP ou DVD, isso também levava muito tempo. Então, eu acho que esse é o ponto de vista que eu tenho e como que eu acho que os artistas deveriam enxergar essas ferramentas como um aliado, como que eu posso realmente usar esse poder da exponencialidade? da IA para me apoiar e para me tornar um artista mais conhecido também e que minha obra chegue em mais locais, mas obviamente sendo reconhecido por isso. Maravilha. A gente vai tomar uma água, volta daqui a pouquinho. Eu prometo que eu volto. Eu não sou uma inteligência artificial. Eu volto daqui a pouquinho com o professor [Música] Samir. Voltamos com mais um ponto de vista falando sobre a regulamentação da inteligência artificial. Ao meu lado, o professor Samir Carã. Professor, eu acho que é importante a gente considerar que as empresas também têm suas parcelas de responsabilidade, né? Então, uma empresa que cria ali um sistema, né, usando a inteligência artificial para fazer o atendimento ao público, por exemplo. Perfeito. O que essa inteligência artificial responder ao cliente é de responsabilidade da empresa? Muito boa pergunta, Carla. Esse é um ponto que precisa ser levado em consideração como um dever das empresas, dos agentes de A que estão realmente utilizando e desenvolvendo essas soluções. é tanto o fabricante da tecnologia muitas vezes tem sido exigido, esse é um esse é um dos pontos que está em debate, tem sido e eh entendido que ele é responsável por buscar implementar algoritmos eh automáticos de verificação, por exemplo, de dados discriminatórios ou algum tipo de eh eh de informação que possa causar algum tipo de dano. Mas a empresa que está utilizando, por exemplo, uma loja ou alguém que coloca para atendimento ao seu cliente, não necessariamente o fabricante do software, mas quem está usando aquela tecnologia, é uma boa prática e recomendação que implemente o que a gente chama de um processo de verificação humana, né? Sempre uma governança dali que a gente fala da governança da IA, eh, em garantir que como se aquilo tivesse sido gerado por um funcionário da empresa também. A e a eu gosto muito de fazer a analogia que é como se fosse um colaborador eh extremamente produtivo, que gera informações muito rápido. Agora, se a informação que ele tá gerando muito rápido de forma autônoma e automatizada não for verificada, isso pode gerar problemas pra empresa também muito rapidamente. Então, a boa prática é que, principalmente empresas que ainda estão tateando e aprendendo como adotar aá, coloquem sempre um processo de verificação, de dupla verificação humana em cima dessa informação antes de divulgá-la ao público. Então, a Iala ela veio como uma ferramenta de produtividade. Então, talvez o tempo que alguém levava para produzir uma peça ou uma arte que vai num post ou um texto publicitário, eh, ele vai ser encurtado pela uso dessas ferramentas de produtividade, análise de texto, síntese de textos, de imagens, vídeos, todos os tipos de de mídia. Agora, a responsabilidade de divulgar aquela informação continua sendo da empresa mesmo, porque a empresa pode sofrer algum dano caso essa IA tenha divulgado, por exemplo, uma informação falsa em relação a um produto. E aí, já aconteceu no Canadá, teve uma empresa aérea que teve que indenizar um dos seus passageiros porque o chatbot deu uma informação incorreta para um passageiro. Ela criou uma política de reembolso que não existia. Ela foi treinada com os documentos e ativos organizacionais e o usuário conseguiu e eh interagindo com ela com que ela, vamos dizer assim, a palavra que tá sendo já alucinasse, né? não tem a ver com a alucinação, mas ela criou uma frase que não era verídica nos termos das dos procedimentos da empresa e o passageiro teve que ser reembolsado, ou seja, ela criou realmente gerou um ônus e rapidamente a empresa teve que voltar e rever a sua estratégia. Talvez assim, é importante o uso da IA agora, será que aquilo não deveria ter passado por uma verificação humana de um atendente para garantir que as informações que estão sendo geradas são informações de fato corretas? Porque isso gerou um prejuízo pra própria empresa. Professor, agora tem muita gente que quando escuta falar em inteligência artificial pensa da seguinte forma: "Ah, eu não vou usar isso não, porque só serve para copiar as coisas dos outros e isso não é certo e eu não quero saber". Ainda tem esse pensamento, né? As pessoas ainda acham que a inteligência artificial ela vai só copiar ou, né, fazer alguma menção a obras que já existem, mas não necessariamente é para isso, né? Eu acho que a função dela é muito maior do que Sem dúvida, cara. Eu gosto de usar essas ferramentas de a para pensar. Eu gosto muito de refletir, assim como você vai fazer uma pesquisa, o procedimento padrão hoje é o quê? você vai numa ferramenta de busca, né, e vai buscando outras informações e toma a sua decisão, correto? Então, independente se você vai lançar um novo produto ou criar um um uma apresentação, você vai tem que aprender primeiro. E esse é o diferencial. Ser humano, ele leva um tempo, a gente trabalha de uma forma linear. Então, se eu preciso ler eh eh um livro, vamos dizer assim, e vou levo uma semana, se eu vou ler dois livros, eu levo duas semanas, três livros, três semanas. Então essa é a proporção da linearidade. Quando eu aprendo a usar essas ferramentas para me tornar um profissional eh eh mais produtivo, eu consigo resumir uma porção de informações. Eu passo para ela, por exemplo, 10 livros diferentes e eu consigo trazer já análise e síntese daqueles livros das informações que me importam dentro daquele conteúdo. Ou seja, é como se fosse uma leitura dinâmica exponencializada pelo uso da IA. Agora, a decisão do que fazer com aquela informação é minha. Eh, eu acho que esse é o ponto que as pessoas precisam entender. Não tem a ver com cópia, tem a ver com uma leitura dinâmica das informações que estão disponíveis na internet e como você usa essa ferramenta para permitir ter acesso rápido a conteúdos e você o responsável por como você vai utilizar aquela conclusão e aquele conteúdo. Essa é a forma que eu utilizo. Maravilha. Agora, como equilibrar inovação e essa regulamentação aí? Porque a gente imagina que caso aconteça vai ser bastante burocrático, principalmente para as empresas, né? Como é que dá para equilibrar isso? Sem dúvida. Eh, eu imagino, e esse é um debate, que as empresas vão ter um tempo de adequação, assim como aconteceu com a LGPD, que elas tiveram um tempo hábil para se adequar, para adequar os seus processos organizacionais, para adequar os seus sistemas, principalmente garantindo consentimento no uso dos dados. Então, as mesmas lógicas que acontecem na LGPD, elas se mantém na regulamentação da IA, onde as pessoas precisam primeiro ser avisadas que aquilo é uma informação gerada por IA. Eh, a a IA se identifica como IA, essa é uma boa prática, é uma questão ética, mas também as pessoas saberem como seus dados estão sendo utilizados. E as empresas vão ter que se adequar, eh, vão ter que investir realmente, principalmente aquelas que querem estar na crista da onda da inovação. Eh, eu acredito que a inovação vai continuar, eh, porque a regulamentação ela prevê muito mais os cuidados que ela tem que ter do que proibições no uso de uma ferramenta ou outra ferramenta. Por outro lado, pensando, né, no público de casa, pensando no nosso dia a dia, nós temos muitos idosos que utilizam redes sociais, utilizam celular, seja para fazer um Pix, né, ou para conferir um saldo bancário, enfim, a gente sabe que ela tem alcançado cada vez mais pessoas e vai alcançar esses mais idosos, mas a gente precisa saber como orientá-los. no uso dessas inteligências artificiais para que eles não sofram golpes e não não percam aí suas rentabilidades, né, que é o que tem acontecido. Sem dúvida, Carla, a educação, a conscientização, ela é primordial, mas vou fazer um contraponto. Eu tava no outro dia num debate sobre como ela vai mudar realmente a forma com que a gente interage, inclusive com os sites, com os sistemas que já utiliza. Hoje a a interface que a gente tá acostumado é muitas vezes um formulário cheio de campos. Então imagina que você vai fazer um cadastro em uma loja. Isso hoje não é muito usual, tá certo? Para uma pessoa que não tem um letramento digital. Muitas vezes ela tem dificuldade de selecionar campos, de navegar muitos cliques com a IA. Ela vai inclusive ser uma ferramenta de inclusão, porque você vai poder conversar com ela assim como você conversa com um atendente humano. Uhum. Então, falar livremente em linguagem natural, quem é você, qual seu endereço, qual o seu telefone e inclusive alguém que não tem letramento digital vai poder ter acesso à digitalização. Esse é um benefício que a gente tem mostrado pras pessoas, o que a gente chama de AI first. É uma interface que é nativamente de IA. Isso vai ser uma tendência, vai levar um tempo, mas vai ser uma tendência nos próximos meses, eh, eh, de que você vai começar a ver relações entreface em homem, máquina diferentes das que a gente tem hoje. E eu com o lado, olhando para esse lado otimista, eu acredito que isso vai permitir, inclusive a inclusão de pessoas que tm dificuldade no uso de letrinhas pequenas, porque ela vai simplesmente conseguir ou gravar, mandar um áudio corrido e fazer, por exemplo, um cadastro em uma plataforma, o que é importante, né? Porque às vezes as pessoas ficam reciosas, né? Fala: "Poxa, eu deixo meu pai em casa sozinha com o celular na mão, eu não sei se é válido ou não, mas tendo essa possibilidade, né, a inteligência artificial vindo com esse olhar, né, acho que vai facilitar também o uso dos idosos." Isso. E e a responsabilidade, esse vem a questão do direito e a responsabilidade das empresas, por exemplo, um banco ou uma um e-commerce, uma loja virtual que vai utilizar dessa ferramenta, ela continua tendo uma responsabilidade, por exemplo, de fazer uma verificação antifraude para detectar se a pessoa que está do outro lado realmente é ela. E como que ela faz isso? Usando mais tecnologia. Então, eh, eu dou uma acessibilidade maior, mas esse é o é o dever das empresas que estão utilizando, garantir mecanismos de verificação para que o outro lado não seja uma fraude, para que realmente seja uma transação verídica. E essas ferramentas e essa é uma tendência que as empresas que quiserem adotar isso também, pelo outro lado, vão ter que adotar medidas de verificação e antifraude para garantir que aquela informação seja informação fidedigna. Professor, e como garantir eh que essa inteligência artificial não passe a disseminar informações falsas de todas as formas, né? A gente tem aí, é claro que pensando no jornalismo, por exemplo, tá muito mais rápido do que era anteriormente. Só que com essa agilidade, com essa tecnologia, acabou vindo também algumas informações falsas, né? Então, a gente sabe que aí em determinados momentos da vida, pensando em eleições, por exemplo, acabam surgindo mais informações, cada vez mais, e isso pode acarretar informações falsas para alguns grupos. Como é que a inteligência pode trabalhar, as empresas devem trabalhar pensando nesses modelos? Boa. Para imagens e vídeos, cara, é, por incrível que pareça, é mais fácil detectar se aquela imagem foi manipulada ou não, que há por Iá, com uma assinatura digital presente na imagem. Então, a forma com que os algoritmos criam imagens, um especialista que olha o código fonte da imagem é muito fácil para detectar. Tanto que algumas plataformas e redes sociais já estão colocando tags automáticas para eh avisar seus usuários que aquela imagem foi gerada com IA. Ela é muito diferente, por exemplo, de uma foto que eu bato. Eh, ela tem uma assinatura digital por trás. Então, isso tecnicamente, conversando com o especialista técnico, um desenvolvedor de a, é possível sim identificar, fazendo como se fosse uma perícia em cima daquela imagem que ela foi gerada por IA. textos já é mais difícil, porque a Iá realmente ela tá cada vez mais usando a linguagem natural, ela tá conseguindo conversar com humanos. Tem gente que tá conseguindo, inclusive conversa com a Yá e pede para coloca alguns erros de português no meio para não parecer que fui eu que foi o Maá que gerou parecer que foi eu. Então textos realmente é uma questão, como eu comentei, de engenharia social. a gente vai precisar trabalhar a conscientização, a educação realmente das pessoas, eh, e responsabilizar quem está divulgando aquela informação para que aquele agente possa fazer uma verificação primeiro se aquele é um dado fidedigno, correto ou não, assim como já é uma responsabilidade hoje, por exemplo, de um de um de um meio de comunicação, de verificar aquela informação antes de divulgá-la. Da mesma forma, isso vai continuar. Sem dúvida. Professor, acho que é importante a gente pensar nos mais jovens também, né? As crianças elas e as pessoas até brincam, né? Hoje em dia as crianças chegam com o celular na mão, né? Elas sabem muito da tecnologia, aprendem muito rápido. Será importante também a gente pensar em uma orientação já dentro da escola, talvez até no nos primeiros anos de de ensino básico mesmo, para que elas aprendam, né, que elas também são responsáveis, né, por aquilo que elas colocam na internet. Porque a inteligência artificial, tudo bem, né? Vai seguir ali alguns padrões, mas a gente também tem que ter a nossa responsabilidade por trás da tela, né? Sem dúvida. Então acho que preparar essas crianças para esse mundo. É, sem dúvida. Vou te contar algo que aconteceu comigo esse final de semana. Eu peguei o livro do 5º ano do ensino fundamental da minha filha e tinha uma página falando sobre inteligência artificial para as crianças do quinta série debatendo uma charge que simulava robôs vestindo máscaras humanas e fez as crianças debaterem. Eu achei isso fantástico, porque já mostra uma tendência muito positiva de que as escolas estão preocupadas e realmente tem que estar preocupadas com isso. Eh, também fazendo um contraponto, eh, eu utilizo muito a aprender um conteúdo novo. Então, como eu comentei, muitas vezes você gostaria de ter acesso a um volume muito grande de informações. Isso vai levar muito tempo. Hoje um novo profissional, ele pode se capacitar muito mais rapidamente. Ele pode usar a IA para que a IA seja um tutor digital. ele ensine. Obviamente estamos falando de profissionais, pessoas já inseridas no mercado de trabalho. As crianças, eh, vejo que é um passo que elas mesmas vão conseguir ao entender como usar ou não aquela ferramenta, como que a gente educa elas para utilizar uma ferramenta para aprender também algum conteúdo de uma forma mais eficaz, de uma forma mais eficiente. Maravilha. Agora, pensando na aprovação dessa lei, acho que a gente tem que considerar que assim, eh, é necessário ter uma agência regulamentadora para fiscalizar, porque o volume vai ser grande, né? Então, eu imagino que seja importante fiscalizar de perto, né? Porque ter regras e não ter fiscalização acaba não dando em nada, né? Exato. Esse é um dos grandes desafios, é o ponto principal que está sendo debatido, é como fiscalizar depois. Eh, a própria LGPD, como comentei, tem desafios até hoje de fiscalização. Então, foi criado. E eu acredito que talvez a forma com que o governo vai conseguir trabalhar é através de denúncias, né? Através como a LGPD também prevê que você tenha um reporte, por exemplo, em caso de vazamento de dados. Então, provavelmente no início eh vão ser fiscalizações talvez mais reativas, dado o que aconteceu com a LGPD, onde através de, por exemplo, alguma informação de uso indevido ou algo que cause algum tipo de dano, seja reportado a um órgão para que sejam tomadas as devidas providências. Mas o volume de dados ele é tão grande, ele vai continuar crescendo de uma forma exponencial que é praticamente inviável um ser humano ficar atrás disso, um ser humano conseguir dar conta desse volume de informações. Daí volta a questão da própria tecnologia, o próprio e governo e os órgãos vão precisar ter também ferramentas de a, vamos dizer assim, para fazer uma varredura rapidamente, né, nas informações que estão sendo divulgadas e usar a própria IA para regulamentar IA. Eh, esse é um debate interessante, que é o que a gente acredita. Eh, como eu comentei, um algoritmo de banco, quem faz o antifraude é uma outra IA para verificar se não tem alguma inteligência, algum robô que está operando aquela transação e não uma pessoa. Então, da mesma forma, eu acredito que vai ser necessário para garantir esse acesso a um volume tão grande de dados que use-se a tecnologia para acompanhar e fiscalizar o próprio uso da tecnologia. É claro que existe o lado bom da inteligência artificial, né? A forma correta de ser usada. Em Campinas, por exemplo, o uso da inteligência artificial é apontada como fator que ampliou em 152% a adesão da segunda dose da vacina contra a dengue aqui no município nos últimos dois meses. Então, assim, por meio do envio de mensagens via WhatsApp pela assistência a assistência virtual da prefeitura, foram convocados aí pelos postos de saúde crianças e adolescentes de 10 a 14 anos que não estavam ali com a sua carteirinha de vacinação atualizada. Então, elas foram convocadas para tomar essa vacina. É uma boa forma de se usar a inteligência, né? Perfeito. É uma ferramenta de novo de hiperprodutividade. Poderia ser feito por humano, sim, mas talvez não nesse intervalo de tempo, não atingindo uma população tão grande. Eu ia precisar de um batalhão de pessoas para conseguir gerar e acessar esse volume de informação, esse volume de contatos em tão pouco tempo. Então, é muito isso que eu acredito. Usada da forma correta, ela com certeza pode gerar valor e trazer muito benefício pra sociedade. Um ponto que as pessoas costumam questionar também sempre que vem alguma coisa nova, né? eh, com o surgimento da tecnologia, foi assim, eh, da internet, né? Uhum. Com essa inteligência artificial, vai gerar muito desemprego ou o contrário? Boa. Essa é um debate. Eu gosto muito de falar que a IA não vai roubar o emprego de ninguém, mas um profissional que sabe utilizar a IA, ele vai tomar o emprego de um profissional que não sabe utilizar a IA. Então, assim como veio eh a o próprio computador, por exemplo, você passou a ser um pré-requisito para ser contratado. Se você sabe utilizar um pacote de produtividade, as ferramentas, sabe utilizar a internet, eh, no futuro isso vai ser também praticamente um pré-requisito. Você sabe utilizar as ferramentas de a como empregador vou contratar dois profissionais de qualquer área. Isso tá, Carla? não só de tecnologia, um profissional eh eh eh de mídias, enfim, qualquer área, ela ele é um profissional acelerado, catalisado pelo uso de a. Então, enquanto que um profissional que vai trabalhar de uma forma artesanal, ele vai conseguir, por exemplo, fazer uma tarefa em um dia, talvez um consiga fazer três, quatro, cinco ou 10 tarefas de mesma complexidade no mesmo tempo. Então, este profissional ele vai continuar sendo necessário. E eu tenho de novo esse lado bastante otimista, por a gente tem uma demanda represada hoje muito grande, né? As empresas, principalmente do ponto de vista de tecnologia, eh levam bastante tempo ainda para ter acesso e e para adotar. Então eu acredito que essa produtividade vai permitir com que a gente antecipe o futuro, traga mais rapidamente novas soluções para as empresas e habilitando os profissionais também a aprenderem novas profissões mais rapidamente. Uhum. Então um um designer, por exemplo, que a gente tem bastante design na nossa equipe, ela da Performa, ele demorava talvez meses para fazer um curso, um ano, 2 anos. Hoje a gente tá vendo que um profissional habilitado por essas ferramentas de produtividade, em questão de semanas, ele já está pronto pro mercado de trabalho. Então esse é esse é o paradoxo. Talvez a IA, ela com certeza vai vir e vai substituir. os profissionais que usam IA vão conseguir acelerar e substituir alguns empregos muito manuais, mas também esses profissionais eles vão conseguir fazer transições de carreira também mais rápido, porque é muito mais rápido aprender a utilizar essa ferramenta e atualmente e embarcar em uma nova profissão do que no passado. Então o que vai acontecer só o futuro dirá, mas eu tô bastante otimista, assim como a internet, que a gente já fez alguns paralelos aqui, gerou muito mais empregos do que eliminou. hoje em dia, quantos empregos não existem por conta da transformação digital, por conta da internet, eh, e quanto isso não gerou de de PIB, né, ou de receita, realmente valorizou o mercado. Acredito que será da mesma forma com a IAP. Inclusive, a gente teve aí um, a gente pode considerar, né, que foi bastante fomentado esse mercado de startups, né, isso cresceu muito, vem crescendo, né, inclusive startups jurídicas, né, que t surgido justamente para lidar com essa questão, né, de de leis, né, as regras que envolvem a tecnologia, a inteligência artificial, o passivo que a gente tem no Brasil, você sabe muitas vezes quantos anos levam o processo e isso porque é um volume muito grande. de informação para ser lhe dado um por um de uma forma linear por um ser humano. Então, não vai eliminar os advogados, mas os advogados vão conseguir ser mais produtivos. Todo o processo jurídico é uma área que onde a gente tá realmente discutindo também e já está sendo transformada também pelo uso da tecnologia. E o que eu vejo daqui para frente é que isso vai fazer com que a gente seja mais produtivo, com que a gente possa atender o cidadão num prazo mais justo, de uma forma mais correta, também mantendo a assertividade, não só velocidade, mas também qualidade, né? assertividade naquela informação, porque um profissional, um advogado, sabendo utilizar essas ferramentas, ele vai ter acesso a um volume de informações analítico, muito mais rápido, eh, e vai poder permitir com que ele seja um profissional melhor. A gente pode considerar que esse ano de 2025 vai ser um divisor de águas? Sem dúvida, Carla, esse ano de 2025 promete eh tanto do ponto de vista de dar uma segurança maior, de trazer maior e eh espaço para as empresas também desenvolverem e com principalmente com relação aos agentes de a isso tá cada vez mais democrático, está cada vez mais acessível às pessoas. Então a dica que eu dou é: busque conhecimento. Precisa realmente ir atrás, precisa entender, independente da área que você atua, como você pode começar com esse letramento do que a IA pode ou não pode fazer e de como você pode utilizar isso, talvez começando por pequenas tarefas do seu dia a dia. A depender do eh da empresa, né, do setor que a pessoa trabalha, talvez nem seja necessário, por exemplo, uma pós-graduação. É, a própria inteligência artificial, ela pode vir com essas informações. Isso, exatamente. É, hoje, por exemplo, eu quero aprender um conteúdo novo. Eu uso essas ferramentas de a generativa que já foram treinadas com esse conteúdo para que ela me entregue uma informação muito mais mastigada. Então você consegue de novo aprender um novo conteúdo, aprender, obviamente falando sobre um trabalho mais intelectual, ela ainda não tá disponível no mundo físico ainda para te ensinar, por exemplo, um trabalho mecânico ou um trabalho braçal. Ela pode indicar vídeos igual você assiste um vídeo e e tenta simular. Agora, o trabalho criativo, um trabalho intelectual, ele hoje pode ser acelerado sim e usar essas ferramentas para aprender. Inclusive, a gente tá com uma startup da área de educação, onde a IA tá sendo utilizada para fazer uma adaptação dos materiais para alunos neurodivergentes, que t uma necessidade de adaptação, onde os professores das escolas hoje não têm tempo de ficar adaptando o material eh para cada perfil de aluno e a IA ela vai receber o material da turma e fazer uma adaptação automática daquele material para cada perfil de aluno, falando especificamente de alunos neurodivergentes. Então isso já é um uso da IA aplicada na educação, como que a gente pode realmente formar pessoas e e apoiar esse processo de aprendizagem usando essa ferramenta como um tutor inteligente? Professor, considerações finais sobre a regulamentação da inteligência artificial no Brasil? Eu acredito, vou falar com o pessoal aqui de casa, que o mais importante aqui é buscar aprender, buscar se conscientizar, buscar entender também da regulamentação quais são os seus direitos e exigir esses direitos das empresas com que você se relaciona. A IA, por exemplo, tem que se identificar como a IA. Se uma empresa está conversando com você, ela precisa deixar claro se aquilo é humano, se aquilo é uma IA. Se você tá fornecendo dados paraa empresa, você precisa começar a questionar se aqueles dados serão utilizados para um treinamento, por exemplo, de alguma IA. Então, acredito que as pessoas precisam sim se inteirar do assunto e estarem principalmente cientes de quais são os seus direitos e quais são os deveres das empresas com que ela se relaciona nesse tema de inteligência artificial. Tá ótimo, professor? Eu agradeço sua participação, agradeço por vir até aqui e compartilhar seu conhecimento. Eu que agradeço pelo espaço, cara. Muito obrigado. Muito obrigado. E você aí das telas, continue acompanhando a nossa programação pela TV Câmara de Campinas. Até o próximo programa. Ciao [Música] [Música] [Música] Amen.