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[Música] olá ponto de vista no ar e hoje nós vamos conversar sobre a redução da extrema pobreza em 2023 para debater esse tema Nossa convidada é a economista Eliane rosand seja bem-vinda Eliane ao ponto de vista é um prazer est aqui conversando com vocês Maravilha Vamos lá gente olha de acordo com a IBGE o Instituto Brasileiro de geografia estatística a pobreza no Brasil atingiu o menor nível da série histórica em 2023 com uma redução de 8,7 milhões de pessoas em relação ao ano anterior hum boa notícia né Elane eh no Brasil as pessoas pobres estão vivendo melhor é isso que essa pesquisa quer dizer Olha eu acho que tem várias camadas nessa pergunta que você me fez tá eh quando a gente pensa estão vivendo melhor a gente tá definindo um critério esse critério tem sido a renda se o critério for renda nós podemos dizer que houve uma melhora mas quando a gente ainda pensa que tem 1/4 da população vivendo na extrema pobreza ainda é um susto que a gente tem é algo mais ainda que precisa ser feito mas dentro de um critério renda nós estamos numa situação eh comparativamente a 22 melhor muito bem e de acordo com a pesquisa ainda né são consideradas na linha de pobreza pessoas que possuem um rendimento domiciliar per capita abaixo de R 667 mensais Lembrando que a extrema pobreza são aquelas pessoas aí que vivem com menos de 209 mensais per capita no seu ponto de vista os dados correspondem eh o fato que a gente vivencia hoje é isso mesmo sim sim porque vamos tentar organizar melhor essa discussão né quando a gente tá pensando em pessoas vivendo com R 200 per capita né mensal isso é algo extremamente complicado do ponto de vista de uma sociedade Mercantil onde você precisa de renda para poder ter acesso a todos os bens que você precisa então quando a gente olha no Geral do Brasil uma boa parte dessas pessoas estão em áreas rurais também E aí tem uma diferença quando a gente olha para pobreza Urbana e a Rural porque na Rural querendo ou não existe algum acesso a alimento quando você tá nos centros urbanos isso se torna muito mais dramático porque aí a pobreza Urbana Ela traz um traço de vulnerabilidade que é muito maior o que que eu tô querendo dizer com essa vulnerabilidade é a falta de eh acesso não só financeiro mas de outras possibilidades que a gente chama de outros ativos para fazer frente a uma concorrência no mercado de trabalho é uma estratégia de sobrevivência um dos ativos mais importantes a gente pode pensar escolaridade pode pensar condição de moradia condição de residência então tem várias coisas aí que a gente pode trazer que traz um elemento maior de vulnerabilidade para que essas pessoas possam sobreviver E aí se me permite só mais uma coisa eh tem algo que é importante que nessa estratégia muitas vezes existem redes solidárias que acabam ajudando é uma cozinha solidária é um trabalho numa igreja que acaba complementando porque a o que as pessoas se perguntam é de que maneira que uma pessoa pode viver com r$ 2 per capita dentro de uma condição de que você não tem nenhuma plantinha para tirar uma frutinha para tirar do seu Pomar entendeu é algo assim que a gente fica até um pouco perplexo né porque como que a pessoa vai conseguir viver dessa forma dos jeitos reais né pesquisas também mostram que a população vai alcançar o patamar mínimo com os programas sociais vossa família moradia benefícios né que eles recebem do governo Você concorda com a tese que se não existissem os benefícios de programas sociais a extrema pobreza teria subido passando aí de 10 66% da população em 2022 para 11,2 no ano passado 2023 com certeza porque voltando a essa questão do que a gente tava falando né quando a gente faz o primeiro recorte a gente tá pensando na renda então que que a pessoa precisa para ter acesso à renda precisa ter um trabalho né dentro da ou estar numa família que a Coloque numa situação da qual ela não prinda do trabalho para ter acesso ao que ela precisa nesse caso quando a gente tá falando desse volume de pobreza Vamos pensar o seguinte 5% hoje da população brasileira tá vivendo com esses 200 que a gente estava falando e em torno de 25% tá vivendo até 600 e pouco per cápita então é essa condição de alta vulnerabilidade tá um número menor e o que que implica você não estar nesse número nessa vulnerabilidade tão grande é que existe uma série de programas sociais do governo que de alguma forma forma enxergam essa vulnerabilidade como um problema coletivo quando eu falo coletivo é um problema no qual o governo tem que pensar políticas públicas para acolher essas pessoas no sentido de dar uma condição para que de fato ela não viva eh eh numa condição muito mais fragilizada aí você vai perguntar mas de que jeito que é essa condição fragilizada hoje nós temos esse número porque nessa galera nesse grupo que não recebe que tá tão tá com 200 Só tem isso porque recebe o bolsa família se não recebesse o bolsa família estaria numa condição de indigência praticamente não teria recurso por quê Porque essas pessoas não têm eh por diversas condições chances de retornar ao mercado de trabalho aí Você tem uma lógica de mercado de trabalho que de certa forma Exclui essas pessoas no momento que elas são excluídas de que forma que elas vão sobreviver se elas continuam existio enquanto indivíduos e precisando ter uma renda precisando ter acesso a pelo menos à alimentação e tudo mais então esses programas sociais entendem uma condição que é uma condição de acolhimento para que essas pessoas eh eh possam ter uma estratégia de sobrevivência muito bem agora quando a gente fala de estratégia de sobrevivência né como que eh no seu ponto de vista uma pessoa que que tem ali essa renda né de de dois eh dois não de 209 Olha só né nem o cérebro não consegue entender direito né porque é R 200 nós estamos falando né ah é muito não é pouco né então e aí que que você faz aí qual que é a perspectiva né já que esses programas do governo né eles eh são para impulsionar ou para que essas pessoas elas tenham aí uma qualidade de vida um pouco melhor né mas no se seu ponto de vista qual que é a possibilidade de uma pessoa ou uma família que que que recebe essa esse benefício ela sair sa dessa dessa dessa linha de baixa pobreza examente de extrema pobreza eu acho que você colocou no ponto certo a o questionamento quando a gente tem uma uma uma família numa situação como essa vivendo numa situação de extrema pobreza tem vários aspectos primeiro olhando para o número tá de 2002 melhorou para 2003 o que que isso significa que o mercado de trabalho reagiu a economia reagiu e você teve uma redução de pessoas precisando ter acesso a esses benefícios sociais toda Por que que você assim vamos tó recuperar parece que tá longe mas tá perto mas a gente tinha acabado de sair de uma pandemia 20 21 22 então o mercado de trabalho tava recuperando e você vai reestruturando essas famílias num sentido mais geral então num sentido mais porque durante a pandemia teve o auxílio de 600 e tudo mais mas você vai reduzindo esse volume de pessoas então o próprio mercado de trabalho acolhe tanto é que hoje 2024 estamos com uma taxa de desemprego muito baixa o ano de 24 já garantiu para algumas dessas pessoas uma inserção no mercado de trabalho um retorno à sua atividade laboral Mas ainda tem um grupo que tá excluído esse grupo grupo que tá excluído a gente tem que entender o perfil dessas famílias muitas vezes você tem famílias chefe adas por mulheres numa condição maior de vulnerabilidade com baixa escolaridade mas eventualmente tem até uma habilidade ou outra para fazer alguma coisa mas por às vezes ter 50 60 anos não retorna ao mercado de trabalho e tudo mais então para esse grupo acho que tem que se pensar estratégia para essas mulheres para essas pessoas estratégias de inclusão estratégias que possam ser pensadas para que ela retome ao mercado de trabalho a Podemos até falar disso depois e existe uma outra ponta que é a ponta importante do processo para romper de verdade o circuito intergeracional da pobreza a gente tem que oferecer escolaridade em especial pros mais jovens o bolsa família na sua essência o que que ele garante garante que o menino ou o jovem tenha esteja na escola para que haja uma possibilidade de esse recurso que que isso significa é quase que nem quando eu tava lá na universidade que eu ganhei uma bolsa para fazer o doutorado ganhei uma bolsa para estudar é oferecer uma bolsa para que esse menino vá pra escola porque no momento em que você oferece escolaridade é você tira aquela família de uma condição tão marginalizada lembra do que eu falei não é só uma questão de renda é uma questão de você dar possibilidades para que essa concorrência exista essa concorrência essa inserção mer de trabal exista sem que você pense numa coisa mais sistêmica em relação a essa família dar a renda sozinha não resolve entendeu porque a renda se esgota e vira um programa e de governo não um programa uma coisa mais estruturada no sentido de garantir que essa que esse benefício possa cumprir a função dele que é tirar esse esse essa família ou oferecer uma chance melhor para que essa vulnerabilidade seja reduzida é porque senão se torna-se até um círculo né um círculo vicioso porque a pessoa a gente já tem aí e dados e infelizmente a questão e dos bolsas né Eh desses programas tem Bolsa Família Bolsa Escola bolsa isso bolsa aquilo Tem situações que a gente já presenciou né Tem números tal que que tem matérias de pessoas que elas ficam nesse círculo vicioso né espera o dia chegar para ir buscar esse valor para poder tentar passar aí o o mês com esse valor e ela não sequer ela abre aí a possibilidade de fazer um curso de tentar a inserção no mercado de trabalho né então no seu ponto de vista Claro eh essas pessoas a gente tem aí o dado que eh diminuiu a extrema pobreza legal eh um dos pontos dessa diminuição são os programas de governo né mas mas no seu ponto de vista o que deve ser feito ser colocado para essas pessoas agora vamos para as pessoas que ganham lá mais de R 660 né que já saíram da Baixa pobreza mas o que deve ser colocado para essas pessoas para que elas saiam desse círculo vicioso para que elas possam sim utilizar esse valor para poder dar alavancada na vida já que você é economista então dá dica pra gente que que isso colocou você fazendo essa pergunta me me faz eu lembrar quando eu comecei a estudar da economia eu me lembro que na faculdade não a economia não S quando eu fui fazer meu mestrado meu doutorado na área de trabalho e renda né porque quando eu comecei a estudar eu falava muito desemprego desemprego Não é um número desemprego é uma pessoa né quando você olha que aquela pessoa que precisa ter um espaço no mercado de trabalho eu comecei a entender que tem uma coisa o indivíduo pode fazer muito mas você tem que ter um sistema um sistema de produção que Gere vagas para que as pessoas possam trabalhar então quando você tem uma economia que está crescendo ela gera vagas ela gera possibilidades de emprego então o que que a gente tem que ter tem que ter uma economia também que esteja investindo que esteja produzindo que esteja gerando capacidade de trabalho para que as pessoas possam trabalhar porque me assusta muito em determinados momentos a gente imaginar que todo mundo pode ser empreendedor vou virar o empreendedor e vou fazer salgadinho não existe demanda para tanta gente comer salgadinho nem brigadeiro nem por aí você tem que ter espaços de trabalho você tem que ter uma economia capaz de gerar emprego gerar possibilidades para que as pessoas entrem no mercado de trabalho e aí quando eu falo dessa dessa entrada no mercado de trabalho eu tô pensando em pessoas que sejam de mais de 50 anos também porque elas estão sendo excluídas do mercado de trabalho questão do etarismo hoje na nossa sociedade e isso eh bagunça muito as estruturas de família porque quando você é demitido aos 50 anos dificilmente você retorna é importante a gente lembrar né que as pessoas de 50 anos hoje elas estão mais ativas elas não estão como os 50 anos que eram nossos avós nossos bisavós E aí como que essas pessoas vão ficar a ver navios aí com uma saúde boa sem poder entrar no mercado de trabal Então o que acontece é que também o mercado de trabalho ele tem que oferecer um salário Digno eu durante um tempo eu trabalhei com microcrédito no aqui na prefeitura de Campinas né E nesse microcrédito tinham muitas mulheres que recebiam Bolsa Família e começavam a fazer uma atividade própria independente o orgulho delas era entregar o cartãozinho de volta não quero mais o bolsa família porque agora eu tô ganhando E por que isso porque a renda é maior agora se eu vou para uma atividade e eu vou ganhar menos por que que eu vou abrir mão de um benefício mas esse por outro lado não dá pra gente imaginar que esse benefício tem que ser tão baixo a ponto de obrigar as pessoas a aceitarem qualquer valor no mercado de trabalho Senão você cria um Lex salarial muito grande também uma diferença muito grande então assim tentando entender o que fazer para um grupo eh de pessoas que hoje estão excluídas que as suas condições é tentar inicialmente acolher acolher de que maneira é entender Qual é o potencial Qual é a necessidade de capacitação que essas pessoas têm e fazer um trabalho integrado que a gente chamaria até de desenvolvimento local de desenvolvimento comunitário para que essas pessoas possam criar vínculos com os locais onde elas moram e possam de alguma forma começar a encontrar dentro da sua atividade laboral uma renda maior que 600 uhum evidentemente né e capaz de e tornar essa pessoa fazer o o o o reduzir essa vulnerabilidade Porque sem isso eh sem que a gente tenha uma possibilidade de dar uma orientação para onde esse sistema deve crescer fica muito mais difícil Poxa vida né é e a moradia né olha só e teve um recorde de bge sobre o número da população Vivendo em favelas e comunidades urbanas de acordo de acordo com os dados coletados no Censo de 2022 Campinas aparece como a a 19ª 199ª cidade do país com mais moradores em favelas e comunidades urbanas né então vamos lá são 140.0 784 habitantes em 118 favelas o que equivale a 12,35 por da população que é estimada e em 1.19.04 pessoas né essa comemoração vamos dizer assim que estamos acompanhando da redução da extrema pobreza em 2023 a gente pode colocar que é um enxugar de gelo aí ou não realmente está acontecendo porque quando a gente diz na na redução a gente tem que entender que a redução ela vai ser né tipo parou ali ela não pode reduzir hoje mas amanhã ela volta né E aí será que a gente tá enxugando o gelo no seu ponto de vista Olha eu acho que não eu tendo a achar que quanto mais se olha para um problema e se pensa soluções articuladas fica mais fácil da gente resolver então quando você fala eh reduzimos reduzimos tem um outro dado assim que eu queria até chamar atenção não fugindo dessa pergunta que você me fez que é com relação aos jovens neném que nem estudam nem trabalham que é um problema eh bastante sério que em especial que é o jovem da Periferia esse jovem que tá nesses espaços que você tá falando que é onde a gente mais encontra os neném que nem estudam e nem trabalham então o que que isso significa se a gente quer romper o circuito intergeracional de pobrezas nós temos que olhar para esse jovem e esse jovem periférico o que não é um trabalho fácil né O que que a gente vai oferecer de alternativa ou pensar em construções alternativas para que esses jovens eles possam encontrar algo que possa ser significativo e de longo prazo que dê uma renda para eles eu acho que esse tá sendo o maior desafio porque é na periferia que você tá encontrando os maiores índices de vulnerabilidade e principalmente quando eu volto a falar de Periferia eu tô falando de uma outra coisa também uma ideia de pertencimento se você mora na periferia as condições muitas vezes são é de extrema vulnerabilidade muitas vezes de violência e fazem com que se você ganha uma rendinha a mais você quer sair de lá o que que você tem que fazer melhorar a periferia criar um senso de pertencimento a esse local Eu costumo dizer que você tem que embelezar a escola você tem que valorizar esses espaços comuns é a praça é o lugar onde você pode fornecer um aprendizado para que a comunidade possa discutir seus problemas entender suas capacitações aí sim você começa a fazer um desenvolvimento local e começa a a a melhorar a condição a gente não precisa tirar a periferia Periferia sempre vai existir você tem a cidade Você sempre tem uma condição periférica mas é tornar essa Periferia um lugar agradável de se morar Então você eu eu eu brinco muito vamos eh construir belezuras vamos embelezar aquilo ali para que as pessoas possam Continuar morando lá e ter orgulho de estar fazer as demandas necessárias para melhor saneamento para melhorar não sair do lugar porque aquela condição periférica É uma vergonha não é melhorar o lugar é uma luta mesmo por esse espaço urbano é a questão do pertencimento mesmo né eu pertenço a a essa comunidade e a gente vai melhorar a gente vai melhorar porque para que isso possa impulsionar né quem está ao nosso L Até porque não sei se você concorda mas assim subiu um pouquinho né A minha renda aí eu vou sair da Periferia o custo de vida lá fora eu não vou conseguir ainda arcar com esse custo de vida então aí eu vou voltar a estara zero examente é algo assim que tem que ter um um um um acho que alguém ali né para poder explicar para poder ensinar pessoa como ela deve fazer para poder ir passo a passo e melhorando a qualidade de vida dentro mesmo da Periferia é isso isso para que você não tenha que fazer tanto se você tem uma boa escola se você tem um um creche se você tem esses espaços compartilhados as pessoas vão ter muito mais orgulho e você começa a criar uma história você passa a a a de alguma forma propagar essa por exemplo a gente vê muito eu sou do Rio de Janeiro né então assim muito a ideia das periferias que se organizam a partir do carnaval a partir de determinadas datas eh não é nem datas determinadas culturas locais que promovem essa ideia do pertencimento e fala eu não quero sair daqui aqui é o meu lugar mas eu quero fazer um lugar Digno um lugar de moradia um lugar onde as pessoas se respeitam onde não tem a violência então isso daí são os moradores se organizando o problema é que às vezes eu sinto que a periferia vira um não lugar é um lugar onde as pessoas não querem estar e se eu puder eu quero sair daí e é justamente o movimento contrário que eu acho que tem que ser feito mas com muito apoio porque essas pessoas só inhas Elas já estão muito vulneráveis então você tem que fazer uma rede e quando eu falo é rede é prefeitura é Universidade é é é todo um terceiro setor que consegue promover esse acolhimento muito bom que bate-papo legal vamos lá só pra gente completar esse bloco Em contrapartida o mesmo estudo do IBGE mostra que mais de 50% da população pobre do Brasil não tem acesso a esgoto e saneamento básico né quando eu digo Em contrapartida é por quê Porque está sendo comemorada aí a redução né da da da Baixa pobreza mas Em contrapartida 50% não tem a a o esgoto né então qual que é o seu ponto de vista sobre essa essa situação exatamente eu acho que vai um pouco Na Linha Do que a gente tava falando né no momento em que você tem a periferia se essas comunidades se organizando e entendendo que é esse o lugar que elas querem elas vão fazer a disputa elas vão fazer vão conseguir bater aqui na prefeitura E falar olha queremos o esgoto queremos a iluminação queremos o transporte chegando até aqui porque não dá para eh eu preciso fazer coisas fora e se não tiver ônibus eu não acesso Então essa luta por isso que eu falo é uma luta coletiva coletiva no sentido de trazer esse pertencimento muito bom pertencimento uma luta coletiva você bu buscando né aprimoramento e melhoria da qualidade de vida dentro do seu território e é assim uma coisa puxa a outra e com certeza eh Quando você menos espera você já tá lá num lugar maravilhoso as coisas vão melhorando não só para você como pro seu vizinho também a gente tá aqui falando de economia e já já gente depois do intervalo nós vamos continuar continuar a nossa conversa com a Eliane sobre a redução da extrema pobreza em 2000 203 E aí nós vamos falar sobre Olha só moradia segurança alimentar também Esse é um dos temas aí que faz parte dessa redução da extrema pobreza daqui a pouquinho depois do intervalo fique com a gente nós voltamos já já com o nosso ponto de vista [Música] estamos de volta com o nosso ponto de vista a nossa convidada de hoje é Leane rosand disque falando sobre a redução da extrema pobreza Elian é economista e está conversando com a gente sobre essa questão né mas será mesmo que é a gente pode comemorar essa redução da extrema pobreza Será que essa redução ela veio para ficar ou será que ela tem aí a possibilidade a tendência de fazer o caminho reverso né voltar aí as pessoas que saíram da extrema pobreza Será que elas podem voltar para a extrema pobreza Qual que é o tempo aí de de de intervalo né E será que elas podem subir também o que elas precisam fazer para que isso aconteça eu gostaria que você falasse pra gente um pouquinho sobre essa questão né Eh que do bloco passado nós falamos algo que me chamou muita atenção que é a a questão da pessoa ela ela está né pronta pro mercado de trabalho mas também O mercado está receptivo para que ela ã alavanque e saia da extrema pobreza ou da pobreza e passe a ter uma melhor qualidade de vida como é que funciona todo esse sistema Eliane Então vamos tentar e por partes aqui né que a gente estava conversando eh O que que eu falo eu acho a a pessoa o indivíduo ele quando a gente tá estudando Ciências Econômicas né quando a gente tá pensando muitas vezes a nossa a nossa área do Saber fica muito permeada por números por taxas por eh questões que eh não condizem com que o por que esse sistema econômico existe por que que esse sistema existe para produzir coisas para trazer bem-estar para as pessoas se a gente partir dessa lógica para produzir coisas eu preciso de pessoas e pessoas que vão virar com umidoras então nós temos um círculo aí que todos precisam estar envolvidos nesse processo para essas pessoas estarem envolvidas nesse processo esse sistema tem que ter lugares para todo mundo trabalhar se esse sistema tá muito enxuto tá muito pequeno sobra a gente e aí o que que a gente tem que pensar por que que essas pessoas estão sobrando muitas vezes um sistema que não cresce um PIB que não cresce ele não tá gerando vagas então o que que tá acontec Endo anualmente mais pessoas estão chegando no mercado de trabalho e você não tem vaga para todo mundo trabalhar que que tá acontecendo essas pessoas estão excedentes nesse mercado então elas não vão poder nem produzir coisas tampouco vão receber um salário para poder gastar isso é um problema qual é a primeira a a solução é a economia crescer é existir vagas para que isso daí possa funcionar então Eh esse ano de 24 em especial a gente teve m comemorar nós estamos tendo um crescimento do emprego Industrial a indústria tá crescendo então que que significa a indústria crescer significa oportunidade de trabalho pra gente inserir mais pessoas no mercado de trabalho Isso é muito bom porque aí você não precisa fazer nada a própria economia crescendo ela vai gerando demandas ela vai gerando efeitos multiplicadores sobre ela mesmo e a economia vai funcionando então esse seria o aspecto bom qual que é o problema é quando a gente percebe que economia não cresce adequadamente e quando ela não cresce adequadamente quais seriam O que que você quando você olha para esse essas franjas que estão sobrando O que fazer com ela e aí é o grande desafio por isso que eu falei no primeiro bloco A gente tem que entender isso como um problema coletivo não um problema do indivíduo porque às vezes é mais fácil dizer Olha você não se capacitou o problema é seu você não quis arrumar um trabalho você não quis trabalhar por r$ 500 o problema é seu não O problema é uma economia que tá gerando emprego com salário tão baixo Então quando você tem tanta gente fora você tem que pensar estratégias uma das estratégias que a gente defende muito é olhar para esses bolsões de vulnerabilidade Não tô dizendo que é a única todas elas têm que ser combinadas mas para esses bolsões de vulnerabilidade e começar a encontrar estratégias que internamente elas busquem as potencialidades nesses nesses territórios E aí uma ideia de você e o que que nos ajuda muito a a ideia do cadastro lá do bolsa família no cadastro do Bolsa Família nós temos uma um contingente populacional que a gente já tem algumas informações e que pode começar a promover ações específicas para programas de eh geração de trabalho e renda então Eh você reduz essa dependência do programa social traz dignidade e encontra algo para que essa pessoa possa fazer porque a ideia do do bolsa muita gente fala ah viver do bolsa é bom não é bom não é bom não é bom você vive estigmatizado na sociedade né eu entendo que o que as pessoas querem é ter um trabalho ter uma possibilidade mas muitos é a única alternativa Porque como a gente tava falando é uma pessoa que não vai mais encontrar um espaço no mercado de trabalho então é é buscar uma autonomia só que quando você olha muitas vezes para esse indivíduo que você tem que buscar essa autonomia Falta Tudo para eles aí você tem que ter todo um movimento em rede de alguma forma acolhendo e ajudando a oferecer essas alternativas Nossa é é um caminho aí bem né um labirinto mas que precisa acontecer né e eu costumo dizer que a gente na Puc Campinas Tem feito muito isso a primeira coisa é fazer um sem ter um bom diagnóstico a gente não chega em lugar nenhum Eu sempre parto se vamos pensar num problema se eu quero chegar num território eu tenho que entender Qual é o perfil daquele território tenho que saber quantas crianças tem ali quantos idosos T quantas mulheres solo eh qual é a faixa etária qual é o nível de escolaridade e na periferia tudo é é bem mais complexo Então essa essa primeira esses primeiros diagnos colocam desafios importantes mas o desafio muitas vezes faz com que a gente se debruce sobre soluções também então é buscar uma identidade para esse território e o que que pode ser essa identidade tem vários caminhos paraa identidade nós podemos pensar eh geralmente por terem muitas mulheres mulheres que foram mais eh formatadas menor escolaridade mais formatadas para est dentro de casa elas acabam tendo habilidade muito relacionadas a essas mulheres que querem fazer salgadinho querem fazer roupa querem fazer então a gente entende que a demanda ali é é nós podemos pensar outras pensar fora da caixinha e uma coisa que sempre me agrada muito e aí eu tô aqui abrindo um pouco algumas coisas que eu acho que eu acho interessante né mas assim em termos de pensamento aquilo que eu tava falando se a gente quer melhorar a periferia Por que não pensar mutirões de construção de reciclados não eh também tem a coisa do reciclado que é importante mas assim estratégias onde coletivamente as pessoas possam melhorar o espaço que elas vivem e trazendo habilidades de construção civil atividades de reciclagem de de materiais e tudo mais para que as casas fiquem mais bonitas para que os espaços fiquem mais bonitos para que as pessoas tenham orgulho de falar Venham me visitar aqui venha conhecer onde eu moro venha ver esse espaço porque aí sim eu acho que a gente consegue eh eh trazer a ideia da criatividade da cultura sabe não só da quando a gente pensa às vezes economia criativa a gente pensa muito a cultura do da música do teatro isso é importante mas quando eu falo da criatividade é encontrar esse vetor de desenvolvimento compatível com que seja a vocação do território olha só que maravilha né daí traz a sensação de pertencimento a a a questão da da parte social que as pessoas elas né vão estar socializando e também a sensação do bem-estar que isso vai gerar consequências e consequências boas né e isso faz parte da economia é interessante porque às vezes a gente pensa que a economia a gente tá falando só é de números de juros e de né taxa Seli e tal não é o que nós acabamos o que ela acabou de falar aqui que a Helene acabou de falar aqui faz parte da economia né isso importante a gente debater e trazer Ah para as pessoas que estão em casa às vezes você poxa mas que que elas estão falando de de pertencimento de território né faz parte da economia é é uma ideia assim é você ter um espaço no que você possa ter um um um cinema sabe um cinema mas não precisa ser um grande uma sala uma poder passar um filme poder ouvir uma música é poder ter um espaço de convivência aí uma leva o salgadinho e outra sabe é uma ideia que que faz sentido para quem tá tão M tempo excluído da sociedade é uma ideia que faz sentido e de você porque muitas vezes a gente leva para um lugar que é um lugar de que eu falo que é o mundo da internet que leva a gente a querer ter muita coisa mas talvez não talvez o que as pessoas precisam é ter comida é ter acesso à alimentação é ter acesso a uma vida digna né não muito mais do que isso né Eu acho que às vezes a gente complica o que não precisa ser complicado né olha aí muito bem bem agora vamos falar de desigualdades sociais né desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil bom falar dessa desigualdade no Brasil é complicado né a gente fala de desigualdade racial eh a afirmação é fruto das pesquisas realizadas pelo IBGE e elas apontam que as pessoas pretas ou pardas são as que mais sofrem no país com a falta de oportunidade e a má distribuição de renda com com toda essa questão que a gente trabalha né antirracista e tal a gente tem esse dado nessa pesquisa do IBGE qual que é o seu ponto de vista é lamentável né os brancos TM os privilégios de sempre né não tem e se de um lado a gente tem eh na periferia se você vai olhar na periferia Quem é que tá na periferia é o preto e paro é essa galera que tá infelizmente e o branco continua gozando dos seus privilégios tendo mais eh acesso a justamente pelos privilégios a escolaridade se nós estamos falando de números dos neném aqueles que nem estudam nem trabalham isso não se coloca pros brancos não existe uma defasagem prátic a defasagem de idade escola pro branco é muito pro jovem é muito menor então assim existe essa essa manutenção dos privilégios e quando a gente olha para essa manutenção dos privilégios existe um problema porque o branco ele de alguma forma ele passa a ser referência para a o negro e aí vira uma confusão sem tamanho né um preconceito de todas as eu vejo assim a como eu gosto quando eu vejo alunas minhas com cabelo solto sabe entendendo que que é bonito ser do jeito que é porque é é uma uma referência sempre muito ruim eu prec você pode até ter o cabelo liso tem que ser uma opção sua não uma imposição é que n eu não pinto o meu cabelo porque eu não quero eu não vou eu não preciso Mas essa é é você ter a liberdade e não você fazer isso porque você vai ser rejeitado socialmente Então é isso é muito complicado então nós temos a desigualdade como um elemento que faz um risco forte aí nessa nessa questão que a gente se temos que fazer o diagnóstico nós temos que entender e aí todas as ações afirmativas as políticas afirmativas são importantes é dar a possibilidade a gente tava falando tanto da escolaridade né é ter as cotas é ter a possibilidade de inserção nas universidades para que você tenha um caminho aí de superação mas a gente sabe que o caminho não é fácil não não é fácil mesmo n e se junta isso sendo mulher então isso Exatamente porque aí o perfil que a gente vai encontrar lá quem é a mulher eh assim eh Infelizmente o perfil Se a gente fosse pensar uma Persona quem é a pessoa periférica é a mulher negra eh com menor escolaridade e que foi abandonada pelo pelo marido que tem que dar conta muitas vezes já de uma estrutura familiar de netos e não sei o qu E aí faz o qu nesse sentido O que que a gente tava falando né Como que essa pessoa pode às vezes com 50 anos ela já tá Ou você tem uma estrutura de apoio por isso que a ideia da comunidade é importante essas estruturas de apoio elas são muito fortes e elas T que ser inclusivas nesse sentido né Eh tem que dar uma tranquilidade para que essa mulher possa exercer uma profissão sem que ela tenha medo do que que o menino adolescente tá fazendo verdade é isso Olha só e a Eliane falou e a gente tem o dado aqui para passar para você a pobreza atinge 24,4 das mulheres enquanto a proporção entre os homens é de 26.3 né já a extrema pobreza afeta 4 5% das mulheres e 4,3 dos homens eh essa porcentagem é não só da pobreza nem da extrema pobreza a gente sabe que o trabalho também né De acordo com o o ebge o Brasil tem mais mulheres do que homens né com 51,5 da população feminina no Brasil a proporção de mulheres é maior a partir dos 25 anos e a diferença aumenta com a idade né e a taxa de ocupação das mulheres foi de 48,1 enquanto a dos homens foi de 68,3 por. o rendimento médio das mulheres foi de 2696 né enquanto dos homens foi de 3424 as mulheres recebem menos de 80% do salário médio dos homens Posso trazer um dado mais para você pode trazer vamos lá pode trazer quando a gente olha mulheres mais escolarizadas com nível superior né torno de 65% dos homens aí você vai falar oi Por que mulher Então olha o desequilíbrio Por que que mulher esc todas com o ensino superior por que que recebemos menos e aí o que acontece seu ponto de vista vai vamos lá me ajuda porque quando eh determinados cargos bem remunerados em empresas são ocupados por homens são selecionados por homens e são executados por homens quando um homem eh entra no mercado vai entrar no mercado de trabalho ou vai assumir ninguém vai perguntar você tem filho uau se você se se tiver uma situação na escola Quem vai lá dar atendimento e pra mulher sempre tem essa questão Então quando você aonde você tem menores diferenciais é quando você tem concurso público porque aí a a estrutura e que paraa porque o concurso é feito às cegas quando você tem um ambiente seletivo assim Claro você vê mulheres ocupando cargos de ce de em uh você tem um diferencial de salário Olha que loucura is lamentável lamentável vamos lá segurança alimentar vamos lá demorou para que o Brasil conseguisse Sair do mapa da fome da Organização das Nações Unidas o país passou a década de 90 e o início da década de 2000 criando implementando estratégicas estratégias aliás voltadas para a segurança alimentar e nut ional até que finalmente em 2014 superou o índice que colocava entre os piores colocados no ranking Global da subalimentação o Brasil Voltou ao mapa da Fome em 2022 segundo a ONU o governo estabeleceu como meta uma nova saída do mapa e quer fazer uma aliança contra a fome e a pobreza o principal legado da presidência brasileira do G20 né o grupo dos maiores economistas do mundo para sair da do mapa da Fome um país precisa reduzir a desnutrição a níveis inferiores a 2,5% da população por 3 anos seguidos seguindo aí o critério das organizações das Nações Unidas anualmente atualmente aliás 3,99% dos brasileiros enfrentam subnutrição portanto a insegurança alimentar ainda não é uma página virada no país né dados divulgados pelo ibg contam que 27,6 por dos lares brasileiros os moradores conviveram em 2023 com algum grau de insegurança alimentar Então temos um cenário positivo para moradia renda reeducação da redução da da pobreza mais um alto grau de insegurança alimentar É isso mesmo Qual que é o seu ponto de vista sobre isso Exatamente exatamente e é talvez eu acho que esse seja o assunto mais sério que a gente tem que pensar como humanidade sim porque eh até vários Independente de de correntes ideológicas e tudo mais a gente entende que a fome é uma um aspecto político não dá pra gente imaginar que ainda seja possível conviver com pessoas passando fome é verdade passando fome aí pode a aquilo que a gente tava falando temos que pensar que é possível as pessoas se inserirem é necessário que as pessoas se iram do mercado de trabalho para ter acesso a uma renda para poder comprar comida entendemos isso já entendemos também porque eu falo que é político no sentido já entendemos também que se essas pessoas estão excluída a gente tem que dar uma condição de renda para Que ela possa ir lá e comprar alguma coisa no mercadinho beleza fizemos isso e entendemos que se tudo der ruim a gente pode pensar em estruturas de de acolhimento de cozinha solidárias e tudo mais então assim não existe por ainda imaginar que as pessoas estejam passando fome como é que você consegue andar pela rua e perceber que tem um um indivíduo que não teve acesso a uma alimentação digna então assim do ponto de vista de no nosso país então que nós temos eh aquela história moro num país tropical abençoado por Deus se bem que agora tá chovendo tá meio esquisito mas existem muitas terras f ex PL éo então quando a gente pensa numa lógica de como aproveitar essas terras nós temos que pensar em fazer um balanço claro que o Agro a plantar soja plantar fazer uma uma uma produção que tenha um uma um determinado destino econômico é importante mas nós temos que pensar cada vez mais em agricultura para atender as necessidades alimentares da população pode ser Agricultura Familiar pode ser agricultura mas nós temos que repensar o nosso uso da da da Terra para que possam ser escolhidas Produções que atendam que Produza feijão arroz batata o que as pessoas precisam para comer então essa decisão por que que eu falo que é uma decisão política porque eh quando a gente pensa no que que eu vou Qual é o o governo Qual é o incentivo que eu vou dar ó pessoas com com fome temos que ter oferta de comida para atender eu posso como incentivo favorecer que os produtores plantem arroz feijão para atender a isso então nós temos que pensar em estruturar uma produção agrícola que atenda a demanda da população enquanto a gente não fizer isso vai est sempre eh com uma extrema dificuldade nós vamos continuar vendo comida sendo jogado fora de um lado e pessoas passando fome do outro porque essa oferta não tá casando com a necessidade da população e talvez esse seja o primeiro ponto a se pensar quando você quer estruturar um país que tenha que tenha um mínimo de civilidade né As pessoas sempre falam Ah eu preciso da renda Eu preciso da renda mas eu preciso também do acesso à comida porque comida quem vive quem consegue aprender ir paraa escola se tá passando fome a gente fala ah muita gente não estuda mas pera aí como que aí assim você tava falando conseguimos a duras penas eh tirar o país do mapa da pobreza bolsa família foi um aspecto importante porque eu quando eu era criança eu morava no Rio de Janeiro já falei isso anteriormente eu me lembro quando eu ia paraa minha escola tinha uma família de pessoas que morava perto do do ponto de ônibus eu sempre pegava um pacote de biscoito levava não sei o quê Porque essa família tava passando fome quando veio o programa do bolsa família não sei o qu Parte dessas crianças saíram e quando elas saem elas vão pra escola duas coisas tem na escola educação e comida Uhum E se a gente não pensa nisso são as eh eu falo que o o o corpo ele só consegue aprender alguma coisa se ele não tá com fome se ele não tá se sentindo mal e a fome causa dor de cabeça causa fraqueza causa uma dificuldade então que tipo de trabalhador ali você tá construindo também que de recurso humano você tá construindo se você não tá dando chance para essa pessoa se qualificar se eh ter acesso a gente fala da educação mas acesso à comida para que possa promover receber educação né se desenvolver muito bem olha só a economista Eliane rosand com a gente aqui no nosso ponto de vista trazendo né Essas incógnitas vamos dizer assim da economia porque é algo bem delicado bem complicado de de ser trabalhado e a gente almeja que as coisas melhorem sim e a gente almeja também que a gente não fi enxugando o gelo quando a gente fala da redução da extrema pobreza e que essa pessoa que saiu da extrema pobreza ela continue né subindo os degraus que ela não volte para esor não é que ela não escorregue e não volte para estaca zero suas considerações finais por favor é assim só uma coisa que que eu ia falar né assim do ponto de vista da segurança alimentar né Eu acho que tem hoje a gente tem vivido uma situação inflacionária muito relacionada a preços de alimento e tudo mais né e o que fazer né Aí você tava falando dos economistas que falam muito dos juros aí aumenta um ponto percentual dos juros que isso vai acabar com a inflação falo gente isso não vai acabar com a inflação porque não vai fazer chover isso não vai resolver o problema ali a produção aoo Se alguém quiser produzir feijão com arroz vai mais caro porque o juros mais caro ainda então causou uma vai causar uma certa complicação Zinha por outro lado o que que pode ser feito de verdade é começar a pensar em garantir para esse produtor estoques melhorias de produção e tentar pensar no clima tentar pensar na sustentabilidade tentar pensar em técnicas de produção que tornem esse alimento menos sujeito a essas Fas climáticas para que não auxil tanto na mesa do produtor do do do Consumidor Então essa ação do governo ela é mais importante do que aumentar 1% juros que causa uma despesa pro governo gigante e que não chega para resolver o problema da oferta de alimentos que é o que tá causando a inflação e assim quando eu penso nas considerações finais eu acho que é isso eu acho que a gente tem que entender o problema de curto prazo a emergência de quem tem fome comemorar esses números mas de algum uma forma torcer para que essa economia cresça para gerar emprego para que essas pessoas se tornem cada vez menos dependente de programas sociais e mais com autoestima renovada e tudo mais e mais felizes por estarem inseridas onde elas estão maravilhosa muito obrigada pela sua participação com a gente aqui no ponto de vista a nossa economista convidada de hoje falando né sobre a essa redução da extrema pobreza que foi apontada pelo do IBGE e a Eliane Lembrando que ela é economista trabalha na Puc Campinas Observatório PUC campin olha aí que maravilha que gratidão receber você aqui muito obrigada Eu que agradeço o convite muito legal maroso e a gente vai ficando por aqui você Claro pode rever esse programa acessando o YouTube da TV Câmara Campinas Combinado um abraço para você e a gente sempre se vê por aqui até mais [Música]