TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Ponto de Vista | Recorde de demissões voluntárias no Brasil: estamos abandonando o CLT?
Em destaque · HD Vídeo · PONTO DE VISTA

Ponto de Vista | Recorde de demissões voluntárias no Brasil: estamos abandonando o CLT?

70 views Publicado 28/06/2025 HD · 40:32

Descrição do vídeo

📊 Mais de 6,5 milhões de brasileiros pediram demissão em 2024. O que está acontecendo com o mercado de trabalho? No episódio do Ponto de Vista, debatemos o recorde histórico de pedidos de demissão voluntária no Brasil, com foco nas novas relações de trabalho, no abandono crescente do modelo CLT e no avanço do empreendedorismo como alternativa profissional. Convidamos Márcio Brasil de Andrade, diretor geral da Korum Consultoria e diretor de associados da ABRH Regional Campinas, para explicar o que está por trás desse movimento e o que ele revela sobre o futuro das relações profissionais. 📌 Principais pontos discutidos no programa: Por que os jovens estão pedindo demissão em massa? O papel da saúde mental, da flexibilidade e da busca por propósito nas escolhas de carreira; A ascensão dos MEIs e do trabalho autônomo como alternativa ao emprego tradicional; A estagnação das oportunidades de crescimento em empresas formais; O impacto da digitalização, do e-commerce e das plataformas no abandono da carteira assinada; Como empresas precisam repensar estratégias para atrair e reter talentos em meio a esse novo cenário. 🔎 Segundo a FGV, entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil registrou um pico de 6,5 milhões de pedidos de demissão voluntária — um salto expressivo em comparação aos anos anteriores. Estudos revelam que 37,9% dos desligamentos em janeiro foram a pedido do trabalhador, sendo a maioria jovens de 18 a 24 anos, especialmente mulheres e profissionais com ensino superior. 💬 "A CLT deixou de ser horizonte de futuro para muitos trabalhadores", afirma o sociólogo Tiago Magaldi. E o dado mais alarmante? Entre os jovens, 3 em cada 10 estão saindo voluntariamente do emprego para empreender, buscar mais liberdade ou abandonar jornadas inflexíveis e chefes tóxicos. Esse movimento representa um colapso da estrutura tradicional de trabalho ou uma nova era baseada em autonomia e propósito? Assista ao episódio completo para entender os dados, os impactos e as tendências que estão redesenhando o futuro profissional no Brasil. 🗣️ PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Márcio Brasil de Andrade – Diretor da Korum Consultoria e da ABRH Regional Campinas, especialista em planejamento de carreira e recolocação de executivos. 📌 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

32 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, [Música] minha gente. Estamos no ar com mais um ponto de vista. Hoje nós vamos conversar com o Márcio Brasil de Andrade. Ele é diretor de associados da BRH. Sobre pedidos de demissão, porque isso tem acontecido muito, né, Senor Márcio? Sim, bastante. Eh, depois da da pandemia, a relação de trabalho, entre funcionários e empresa mudou bastante, né, em função de da parte de diversidade, mais flexibilidade, o que acabou gerando, né, um pedido enorme de de demissões, né, as pessoas não aceitam mais e entram no que a gente chama de pedido voluntários, né? Sim. E o último dado que eu tenho de janeiro, 40% dos eh das emissões foram de pedidos voluntários. As pessoas pedem demissão simplesmente da empresa e saem, né? Então, exato. É uma coisa para se analisar, né? Sem dúvida. O número de pessoas que pediram demissão bateu recorde em 2024. A maior parte foram jovens que quiseram mudar de carreira ou decidiram empreender. Segundo dados da FGV Fundação Getúlio Vargas, entre janeiro e setembro do ano passado, o Brasil registrou um pico de 6,5 milhões de pedidos de demissão, bem acima do mesmo período referente a 2023 e 2022. Márcio, por essa essa relação do trabalho do, né, envolvendo o trabalhador e as empresas mudou tanto? Talvez a pandemia trouxe algumas mudanças. Sim, as pessoas eh sentiram que eh que em função de primeiro mudou a relação de trabalho, né? todo mundo ficou em casa e o fato de você fazer um trabalho remoto e aos poucos ter que voltar, as pessoas não estão mais aceitando. Então esse horário rígido, né, a tendência realmente é é flexibilizar. Então é o que a gente chama de horário híbrido, né, que aos poucos também tá voltando, né, para presencial, mas tem muita, muitas empresas ainda eh aplicando. A relação de trabalho também mudou bastante. Então, principalmente nos mais jovens, eles querem um ambiente de trabalho menos tóxico, né, mais flexível. Eles querem que a empresa também dê e receba feedback constante. Eles querem também, como você falou, eh, partindo, eles estão indo mais paraa parte de empreendedorismo, né? Eles querem eh abrir uma uma empresa própria, né? Então, tudo isso leva, principalmente o pessoal da geração Z, né, a esse tipo de atitude. Mas, eh, uma coisa que está muito eh bem forte ultimamente é o que diz respeito à relação entre eh o empregado e a empresa no que diz respeito ao ambiente da empresa, né? Eh, ainda mais agora com a NR1, eh, a que é a parte mental, né, os riscos psicossociais. Então, isso é uma coisa que a gente vai ouvir falar muito ainda e que vai mudar mais ainda a relação de trabalho entre a empresa e funcionários, né? E essa questão mental, eu acho que a gente pode considerar porque nos últimos anos isso tem se mostrado muito, né? Assim, claro que tem algumas empresas que estão mais por dentro do assunto e se preocupam mais com a qualidade de vida, com a saúde mental do profissional e outras ainda não se atentaram a esse importante fator, porque os casos, né, eh, de pessoas apresentando atestado, porque apresentou um burnout, né, um pico de estress, ansiedade, isso começou a aumentar muito, né? né? Sim, mas esse problema já na na na empresa já existe há muito tempo, né? Eh, e as pessoas sempre pediram demissões, né? Eh, e logicamente eh toda empresa que tem uma certa organização tem a famosa entrevista de saída, né? Onde os funcionários antes de sair relatam porque tá saindo da empresa, né? E logicamente as empresas tomam conhecimento e também não tomam atitude nenhum, né? E agora com essa política nova de riscos sociais, eh isso passou a jogou uma luz em cima, né? E e com a diversidade, então, eh, eh, veio mais ainda. Eh, o que que acontece dentro da empresa? Sempre teve pressão, né? eh um ambiente mais tóxico, uma falta de feedback entre funcionários e chefia, né? Ã, a a própria cultura da empresa também, os valores. Então, tudo isso leva o funcionário a sair da empresa, né? E ele não sai de uma maneira feliz, né? Eh, às vezes ele é pressionado ou mesmo o pedido de demissão não é feito de uma maneira correta. né? E isso hoje isso vai passar a valer, né? Hoje você não vai poder mais eh demitir a pessoa de qualquer maneira, né? Porque ele pode depois reclamar a respeito disso que entra na parte dos riscos, né? Então eu acho que é uma uma um cuidado que todas as empresas vão ter que ter a partir de agora. Além dessa questão de saúde mental e da vontade de empreender, quais foram os outros motivos principais a levar as pessoas a pedir demissão e chegar nesse número que nós chegamos? Eu acho que a insatisfação em termos de salário, né? Levo muito muitos pedidos deissões, o ambiente tóxico, né? a a os valores da empresa que não batem, isso tá sendo eh chamando muita atenção, né? Porque os funcionários estão levando em consideração isso, né? Os valores, a cultura da empresa, né? E as pessoas querendo também empreender. Então, acho que esses são os motivos principais de saída da dos funcionários da empresa, né? E o que pode ter mudado, né? Porque assim, a gente sabe que sempre teve eh às vezes dupla jornada de trabalho, né? Às vezes o funcionário precisava ficar até mais tarde. Em um trabalho ou outro às vezes tem um pouco mais de pressão, né? Depender do cargo que a pessoa exerce. Isso não é novidade, isso sempre aconteceu. O que mudou? Começou a acontecer demasiadamente ou as pessoas estão mais sensíveis? Eu acho que as pessoas estão mais conscientes dos direitos que elas têm, né? Eh, então o depois da pandemia, como a gente falou, né? Todo mundo experimentou o gostinho de você trabalhar em casa, né? Dá uma certa autonomia, você tem mais tempo, você tem mais qualidade de vida. Eh, em grandes centros, você não precisa ficar duas, 3 horas se deslocando dentro de um transporte, né? Tudo isso facilita, né? Mas ao mesmo tempo, eh, as empresas começaram a perceber que para em função de de da parte estratégica de administração, né, eles precisariam do do funcionário dentro da empresa, né? Então começou eh com a modalidade 32, né, que foi a mais comum, três dias na empresa, dois em casas e agora tem muita empresa que tá adotando 41, é quatro quatro dias na empresa, um em casa e daqui a pouco, com certeza vai ser totalmente presencial, né? E as pessoas não aceitam mais isso. Por isso, né, que todo mundo quer agora quer empreender, né, quer trabalhar, fazer um trabalho autônomo, né, que dá mais qualidade de vida, que é um fator também que é muito importante. As pessoas estão percebendo que tem que ter um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, né? Isso um é uma é um é um também é um requisito básico quando a gente fala em termos de planejamento de carreira, você buscar o equilíbrio entre você ter uma vida dentro da empresa e também ter uma parte de se dedicar à família, né? Eu acho que tem que ter esse um sincronismo com relação a isso, Márcio. Algumas empresas, por exemplo, da área de facilities, eles comentam que o Tnover é muito alto e justamente por isso os funcionários acabam pedindo demissão até para ir para uma outra empresa que de repente tem um pouco mais de benefício, salário um pouco maior. Isso é um fato. Isso é um fato e tá e é interessante porque tá obrigando as empresas a tomarem uma atitude, né? Eh, primeiro valorizar mais a área de recursos humanos e depois adotar uma política estratégica dessa área, né? Eh, ter uma política de retenção de mão de obra, que é eh desenvolver as pessoas, né? Eh, a parte de educação continuada, né? a atrair a pessoa com com uma boa política de benefício, isso se tornou chave paraa empresa, né, para evitar esse realmente esse tipo de turnov. É muito importante paraa empresa isso. Tem alguns setores, logicamente, né, comércio, que é primeiro emprego, né, banco, que realmente é é mais difícil reter, né, mas a as empresas agora estão mais preocupadas com isso, porque o turnover, a rotatividade custa caro pra empresa, né? Muito caro. Sim. Porque sempre que ela demite um funcionário, ela tem um monte de encargos, né, para pagar para este funcionário, né? E aí, ao mesmo tempo que ela está pagando esses encargos para esse que vai sair, ela precisa contratar outro. Mas esse reposicionamento também é interessante, porque a gente não faz essa conta. Admitir errado é tão caro quanto demitir, né? Você colocar uma pessoa inadequada ou eh que não percebeu como é a empresa, não atentou como é que são os valores, a cultura da empresa e depois acaba pedindo demissão. Isso também custa caro pra empresa, né? porque perdeu todo o tempo de recrutamento, adaptação da pessoa na empresa e a pessoa sai, né? Isso tem um custo realmente grande paraa empresa. A gente só pensa no curso de de demissão, né? Na quitação, né? É. É, mas faz todo sentido, né? Então, nesse caso, é preciso ter um um RH mais eficiente, mais participativo de todas as, né, para poder saber contratar. Porque se ele não conhecer, se o RH não conhecer a área, ele também não consegue contratar, né? porque ele não entende do setor, então ele contrata qualquer um ali. Isso, o posicionamento do RH tem que mudar, né? Ele tem que ser sair de um de um RH mais operacional e participar dos negócios da empresa, né? Ser mais estratégico, ver políticas de longo prazo, né? Para justamente poder, eh, atrair a mão de obra ideal e conseguir reter e desenvolver esse tipo de mão de obra, né? Eu acho que esse é o ideal, né? Em termos de política de recursos humanos. Tá? Quais são as principais áreas assim que t sofrido com esses pedidos de de demissão? Eu acho que todas as áreas eh sofrem com isso, né? E todo tipo de empresa tem esse tipo de de movimento, né? Tem algumas que, como você falou, né? Comércio, eh construção civil, sistema bancário, né? Eh, por causa de, eh, do tipo de mão de obra, né? primeiro emprego, a rotatividade é maior, mas todas sofrem quando você não tem uma política adequada e em função também da mentalidade do hoje dos profissionais, né? Eles eles entram numa empresa, eles não tão felizes, eles pedem demissão, né? Por isso que a a demissão voluntária voluntária aumentou bastante, né? Tem até um movimento, né? Que é a demissão silenciosa, né? Sim, que é uma maneira dos funcionários protestarem, que é o fato de eu tô aqui dentro da empresa, eu só faço aquilo que eu fui contratado, né? Extremamente o só o que eu eu não eu não ajudo mais ninguém, é para fazer uma determinada coisa, eu só faço aquilo e pronto, né? É uma maneira da da do funcionário também protestar, né? E essa postura também acho que vai muito de encontro com a postura do jovem trabalhador, porque o jovem hoje em dia, se ele é contratado, por exemplo, para ser da recepção, ele vai apenas fazer o atendimento da recepção. Ele não vai querer atender o telefone, ele não vai querer passar um café, coisa que antigamente era normal, né? A recepcionista era telefonista, era, né? a mulher do cafezinho. Então assim, hoje já não tem mais isso, né? Esses jovens de hoje em dia, eles não aceitam mais. Não, eu fui contratada para ser recepcionista, eu só vou ser recepcionista. Não farei mais nada que não. Por isso que é importante, né, quando a pessoa tá entrando na empresa, ela ter uma um quadro geral do que que a empresa pode oferecer para ela em termos de carreira, desenvolvimento, o que que ela pode fazer, né, em termos de treinamento para poder um dia crescer dentro da empresa, né? A gente tem exemplos de profissionais que entraram com cargo, né, às vezes um nível técnico ou mesmo estagiário e chegou a presidente da empresa, né? São poucos, mas devia ser mais, né? E isso é uma, isso é a função realmente da área de recursos humanos, preparar a pessoa, né? ter uma política aberta e todo mundo que entra na empresa sabe quais são as possibilidades dele dentro da empresa. E quando você faz isso também, a pessoa é proativa, né? Ela não se incomoda de ajudar o amigo ao lado se tá tarefado demais, né? Sim. Tá. Eu acho que isso faz parte de uma política mais democrática dentro da empresa, né? É o que se denomina meritocracia. Sim. Eu eu sou muito favorável à meritocracia, né? Eu acho que é uma maneira de você incentivar bastante o funcionário, né? E essa meritocracia, ela deve ser apresentada, deve ser um plano fixo e apresentado já no início da contratação ou é possível adaptar para cada setor, para cada funcionário? Como que deve ser o ideal? O ideal é a empresa ter um plano já implantado, né? E quando a pessoa entra no programa de integração ou familiarização, ele sabe do que das possibilidades em termos de crescimento. Ou uma empresa que não tenha dentro da política de recursos humanos, na parte estratégica, a pessoa fazer uma pesquisa em termos de satisfação, ver as necessidades, né, eh, dos funcionários e procurar implantar realmente uma política que favoreça a todos, né, todos os níveis, né, sem dúvida. Essa questão de meritocracia, eu acho que é algo que assim antigamente não era tão falado e nós profissionais que tem mais tempo de carreira, a gente não se atentava a esse detalhe, né? Os jovens também já vem com esse conhecimento, né? Eles já vem buscando isso. Então, quando ele busca entrar em uma empresa, ele já pensa: "Bom, eu tenho essa vaga aqui, mas eu quero chegar em em determinado setor, né? Isso parece que já vem na bagagem do jovem. É, com a disseminação de redes sociais, as políticas que as empresas adotam, né, as mídias que tem no mercado, eh, as pessoas sabem o que realmente as empresas praticam, né? Eh, então, quando a pessoa entra numa empresa, ele já sabe que o que o que ele tá, o que pode esperar, né? E logicamente tem toda a postura dos jovens hoje, né, que eles querem entrar na empresa e subirem rápido, né, eles querem virar, quando que eu vou virar gerente, né? Quando que eu posso virar gerente e se realmente ele percebe que ele vai ter dificuldade, esse é um dos motivos também da pessoa sair da empresa. Ele não tem paciência, né? Ele não quer, não fica na empresa para demorar o tempo que ele acha que que merece ocupar o cargo de gerente, né? Tá perfeito. Até para amadurecer, né? Conhecer melhor a empresa e depois então poder mudar de cargo, né? Sim. A gente vai para um rápido intervalo, mas daqui a pouquinho a gente volta a falar sobre as demissões que têm acontecido aí com frequência. Até já. [Música] [Música] Voltamos com mais uma parte do ponto de vista. Nós estamos aqui com o professor, aliás, não é professor, né? Eu estou te nomeando professor. Bom, já pode sair daqui e aplicar algumas palestras porque o papo tá muito bom. Márcio Brasil Andrade, especialista nessa área de recursos humanos, né, recolocação, planejamento de carreira. E nós estamos falando sobre o número de pedidos de demissão que tem acontecido aí com uma certa frequência. Esse número assustou algumas pessoas, só que, por outro lado, tem despertado, talvez um interesse das empresas em olhar mais e de uma forma melhor para o trabalhador. Inclusive, a gente pode retomar falando sobre a NR1. Eu gostaria, nós já falamos algumas vezes aqui no programa, mas eu gostaria que o senhor retomasse, explicasse um pouquinho da importância. as empresas sempre eh se preocuparam com bem-estar físico, químico, biológico, né, no ambiente da empresa com relação aos funcionários. E agora o mercado, né, eh tá falando muito e as empresas vão ter que se preocupar através da NR1 com a saúde mental, né? O governo até divulgou uma cartilha da sobre os riscos psicossociais, né, que representam eh que podem, né, representar eh eh alguma penalidade pra empresa, né, a partir agora do dia 26 de maio. Só para esclarecer, a a NR1 tá com vigência desde o dia 26 do mês passado, só que ela vai valer de fato a partir do ano que vem. esse um ano eh que o governo deu de prazo, é justamente para as empresas se prepararem, né, para e ter tempo de implantar toda essa política, eh avaliar realmente os riscos, eh, fazer um diagnóstico dentro de cada empresa para poder se precaver e aplicar realmente correta, corretamente, né, a a uma política para evitar esse tipo de ocorrência dentro da empresa, que que eu acho que é importante, né? É uma, hoje você vê o tempo todo, eh, a pessoal falando a respeito de depressão, eh, burnout, eh, as pessoas sofreram assédio moral, assédio sexual, né? Eles não aguentaram pressão, um ambiente realmente tóxico que acaba fazendo com que a pessoa peça a demissão. Tudo isso eh pode tá contemplado dentro da do da NR1, né? E isso, esse é um ponto que assim, eh, antigamente a gente não ouvia falar, né? Ouvia assim um médico ou outro, né? Informava como uma estafa, né? Alguma coisa parecida, só que as coisas acho que tomaram uma proporção muito diferente, né? Pessoas começaram a se ausentar de fato do trabalho, precisaram ser afastadas justamente para se tratar. Então assim, eh, as coisas ficaram mais claras, né? sempre existiu eh demissão por pressão, mas eh a pessoa saía da empresa e ficava hã por isso mesmo. Ninguém voltava para dentro da empresa para ver o que que aconteceu, por que que a pessoa saiu chateada, por que que a pessoa saiu doente, por que que determinados setores da empresa eh tem mais ocorrência de demissão eh em função de algum tipo de pressão por determinado eh chefe. Nunca a empresa foi atrás para levantar e esclarecer, né? Agora com a NR1, eh, eu acho que isso vai melhorar bastante. Eh, vai ter mais comunicação entre a preocupação, inclusive da empresa com o bem-estar do funcionário. E eu tô falando isso para todos os níveis. A gente pensa na NR1, o pessoal operacional, o pessoal do escritório, não, mas todo mundo. Eu trabalho com eh desligamento do executivos e os executivos também sofrem uma pressão tremenda, né? Eles saem às vezes até doente de uma empresa, né? É. E e ninguém toma providência a respeito disso. E com a NR1 agora isso pode acontecer, né? Sim. É porque assim, né, o gestor, o gerente, ele também tem um patrão, ele também tem alguém sofre muita pressão, né? Exatamente. Então assim, eh, a gente sabe, entende, é claro que ali na no setor administrativo, por exemplo, tem as pessoas ali sofrendo uma determinada pressão, mas talvez esse patrão, esse gerente que está pressionando o funcionário, ele também está sendo pressionado. Então é um efeito dominador. Tá sendo pressionado pelo presidente da empresa, pelo conselho, pelos acionistas, né? Normalmente às vezes, o presidente pressiona demais em função de resultados. O mercado pressiona e o e o e todo o corpo diretivo também pressiona o o corpo gerencial e e a pressão é forte, né? E guardando as devidas proporções, né? Eh, a a pressão que esse esse executivo sente também é muito grande. E assim como às vezes um funcionário sai da empresa e não sabe o motivo porque foi desligado, ele tá doente, às vezes até, às vezes alguns gerentes sai também sem saber o motivo porque foi desligado, a pressão foi muito grande. É, o gerente normalmente, eh, eu tô falando que é uma coisa que acontece muito no meu dia a dia, né? Ele dedica muito tempo pra empresa, quase 100% do tempo dele, e não tem tempo pra família, né? Isso é também é um motivo de doença mental para pro executivo. Sim. vezes é o primeiro a chegar e o último a sair. Isso. E tem que ter esse equilíbrio. E as pessoas estão muito mais consciente da da qualidade de vida. A qualidade de vida eh não é só morar perto da empresa, né? É você ter tempo eh pra sua família, você também ter tempo de eh cultivar amizade, você fazer networking, eh você poder conviver, eh ter tempo de praticar um hobby. Uhum. E normalmente nesse nível as pessoas não fazem isso porque não tem tempo. O tempo todo é dedicado pra empresa e isso é qualidade de vida. E isso também entra na parte de planejamento de carreira. Quando você fala de planejamento de carreira, você tá falando também de você ter uma vida saudável e equilibrada. E aí, nesse momento que nós estamos vivenciando, que é justamente esse um ano, né, de aprender a lidar com essa situação, né, eh, o governo está dando essa oportunidade para que as empresas se adequem ao novo sistema. Quais são as principais estratégias que ela tem que já começar a colocar em prática para melhorar essa esse cenário? ele tem que, as empresas agora tem que fazer um diagnóstico, né, quais são os pontos de risco, eh, levantar tudo isso e começar a praticar. Eu vejo como um dos principais eh pontos seria a parte de eh educação do pessoal de liderança da empresa, que eu acho que a grande parte do disso recai sobre o pessoal de liderança, prepará-los realmente para ter, né, uma um bom relacionamento, dar e receber feedback e ter uma vida saudável, ter uma qualidade de relacionamento legal dentro da empresa com funcion funcionários, porque muito muita demissão. Você pode ver que se você for levantar é em função às vezes de falta de eh de liderança, né, por excesso ou por falta realmente de liderança, né, as pessoas acabam saindo, tá? Tem um ponto também que algumas empresas elas têm um espaço que é para o funcionário descansar na hora do almoço, de repente tira ali uns minutinhos para tomar um café tranquilo, numa poltrona, alguma coisa assim. Sala de descanso, algumas empresas denomin descompressão. Isso também é válido, é importante ou talvez até obrigatório para manter a qualidade de vida do funcionário? Com certeza. Eu acho que isso é um momento que a pessoa pode espairecer, eh, encontrar com os amigos e conversar, eh, sair do ambiente um pouquinho de do trabalho que ele tá que ele tá ali sofrendo, né? Às vezes expressão. Eh, eu acho que as empresas já adotam isso já há algum tempo, né? Eh, só que pode ser feito isso de uma maneira mais sistemática, né? justamente focando nessa parte de saúde mental. Uhum. As empresas vão realmente procurar e estabelecer, criar algumas eh políticas para poder realmente tornar um ambiente mais saudável. Com certeza cada empresa, em função de de da sua característica, de valores, de cultura, ela vai encontrar um caminho para fazer isso. Por enquanto vai ser através de uma conversa, né? uma orientação de como a empresa deve agir ou não em cada situação. Daqui um ano a situação muda. É, hoje eh com a lei já vigindo eh é só orientação, não vai ter fiscalização, punição, multa, nada. a partir do ano que vem, eh, entrando em vigor, aí sim, como fiscalização pode ocorrer multas, processos trabalhistas, né, tudo em função da da parte de eh dos riscos psíquicossociais, por pressão, eh por por assédio, né, por burnout, a pessoa eh sai e pode processar a empresa porque ela foi pressionada, eh, tá com bornout, eh, É, não houve clareza por parte da empresa para mandar a pessoa embora. Tudo isso eu acho que pode representar realmente um risco pra empresa e problemas trabalhistas, né, de custos. Inclusive, a gente precisa considerar que assim, a gente tem diversos tipos de empresa. Nós temos grandes empresas multinacionais e temos microempresas. Essa regra vale para todos? Eu acho que eh é mais complicado paraas empresas menores, um comércio, um varejo, uma padaria, todo mundo vai ter que adotar. Eu acho que eh as a eu acho que vai ter que ter por parte do governo uma um estudo à parte para esse tipo de atividade, né? Eh, principalmente eh empresas pequenas ou de varejo, né? prestadoras de serviço para ver como é que pode ser feito. Eh, eh, a gente andou conversando e realmente eh sentiu que há necessidade realmente de regularizar isso, né? É, porque a gente fala em microempresas, mas às vezes a gente esquece, por exemplo, se a gente pensar em um salão de beleza, ali também tem casos, né, de pressão. Exatamente. às vezes a pessoa eh inábil para chamar a atenção do do funcionário, né, manda embora de qualquer jeito e essa empresa realmente tá correndo o risco dentro dessa NR1 de sofrer uma punição, né? a o empregado vai sair, pode processar a empresa através da alegando, né, essa parte de eh da NR1, né, e e isso representa um risco. Realmente as empresas têm que se precaver com relação a isso, porque pode representar um risco muito alto pras empresas esse tipo de de atuação financeiramente. Financeiramente, com certeza. Com certeza. Eu acho que vai sair muito mais barato gastar dinheiro com organizar e orientar todo o pessoal de liderança e preparar a empresa para essa próxima fase do que realmente sofrer processos, né? E fora que pode arranhar a imagem da empresa também, né? Sem dúvida, porque aí fica realmente fica eh qualificado que a empresa tá sofrendo diversos processos trabalhistas em função de de riscos, né? falta de saúde mental dentro da empresa. Inclusive existem sites, né, que as pessoas podem justamente avaliar a empresa, né, falar o que o que achou quando trabalhou lá, porque saiu, é, os funcionários colocam, né, como é que tá o salário, como é que é o ambiente de empresa, né, e isso vai ser um termômetro também. Exatamente. Agora falando, voltando um pouco nessa questão das emissões, a gente teve um aumento muito grande de pessoas se tornando microempreendedores. Eh, eles também devem ser fiscalizados, devem entrar nessa nessa regra aí de da NR1? Normalmente os micros eles estão sozinhos dentro da empresa, eles estão empreendendo, né? São PJs, né? Eh, e aí eu não, realmente eu eu não tenho essa informação. Como é que a gente poderia, como é que pode ser essa, esse tipo de de fiscalização em cima do de uma pessoa só, né? É, porque aí quando é só uma pessoa é mais fácil de controlar, né? É, mas ele pode estar prestando serviços também para uma grande empresa, uma grande corporação, como o PJ, né? Ah, eu sou um prestador de serviço na área de tecnologia, eu presto serviço numa área de manutenção e ele vai ter contato com as pessoas dentro da empresa, né? Mas como ele é independente, realmente eu não eu não tenho esse essa informação para te dar. Esses microempreendedores, será que eles trouxeram um pouco dessa um peso aí nesse nesse número de pedidos de demissão? Porque foi uma grande parcela de pessoas pedindo demissão para empreender, né, o Brasil. Tomaram consciência, né, do ambiente tóxico da empresa. Eles não querem mais o horário rígido e e eles estão partindo para para empreender, né, para ser pessoa jurídica, para prestador de serviço, que também é um desafio pro eh pro profissional, né? Não é fácil, mas dentro do entre escolher um ambiente corporativo, eh, né, de pressão, horário fixo, eles preferem realmente correr o risco em empreender, né? E aí quando a gente vê esse cenário, né, de pessoas eh querendo cada vez mais empreender, como é que fica a CLT? Será que vai ter alguma alguma surpresa, alguma mudança em relação? Não, a CLT já tem, já ela já prevê esse tipo de atividade, né? Eu acho que é mais um o o a mudança do mercado, eh, das pessoas realmente eh quererem ser independentes, né, e partir para isso, né, porque é difícil você empreender, não é fácil, né? Eh, é é como se você começasse uma nova carreira. Uhum. Exatamente. Mas quando a gente fala em CLT, as pessoas ainda pensam muito assim, né? Poxa, quando eu trabalho eh nesse formato, né, nesse contrato CLT, eu tenho ali alguns benefícios, algumas garantias. E quando é MEI, por exemplo, né, o PJ, ele tem aparentemente algumas liberdades. Essa relação também precisa ser muito bem acordada, né? Porque muitas vezes a empresa pede que o funcionário emita a nota fiscal, seja a MEI, mas ela cobra desse funcionário o mesmo que ela cobraria se ele fosse seletista. Sim, ela ele ele emite notas só para aquela empresa. É, né? Eh, e quando ele entra e vai prestar serviço paraa empresa, tem, a gente sabe de alguns casos que ele ele tem férias, né? Ele recebe 13º, tudo como o PJ. Exatamente. Mas eh a pessoa eh quando ela vai optar por empreender o CPJ, ela leva muito em consideração isso que você falou, né? Ah, eu tenho minha assistência médica, né? meu fundo de garantia, eu tenho meu vale alimentação, vale refeição. E às vezes em função disso ela fica, ela oscila muito. Vou empreender ou eu vou ficar na empresa e ter todos esses benefícios, né? É que é uma falsa eh sensação de segurança, porque quando você tá dentro da empresa, você não tem total segurança de tá lá. Hoje você tá trabalhando e amanhã você pode ser desligado ou você não aguentar o ambiente da empresa e pedir demissão, né? Então eu acho que a pessoa tem que analisar bem o que que realmente ela tem vontade de fazer e se ela tá preparada para isso. Porque a pessoa para empreender, ela tem que se preparar, né? Ela tem que estudar, se preparar tecnicamente para poder exercer aquela aquela função, né? eh estudar antes o mercado de trabalho, o que que ela vai fazer, se realmente aquilo que ela quer fazer, o mercado pode absorver, se tem atividade suficiente para que ela possa se remunerar eh sobre isso, né? E a e às vezes a pessoa não faz esse tipo de análise, né? É, é preciso ter muita disciplina, né? Porque inicialmente as pessoas vão naquela ânsia de de se tornar o patrão. Mas sim, você vai se tornar o patrão, mas em muitas situações vai ter que ser o funcionário também, né? Você acaba sendo a empresa inteira, né? Você tem que ser uma pessoa disciplinada, né? Porque você não vai, o dinheiro não é garantido todo mês, né? O mercado oscila. Assim como oscila paraa empresa, vai oscilar para você que é empresário, né? Tem mês que vai ser bom, tem m tem mês que não, não muito e você tem que ser uma pessoa eh com planejamento correto para você saber que tem mês que você ganha e tem mês que não ganha, né? É a mesma coisa na empresa quando você tá trabalhando lá, né? Às vezes a empresa tem grana para te remunerar naquele mês e a empresa tem que controlar os custos para poder eh poder te pagar no mês seguinte. Você como empresário, você não pensa assim, mas a partir do momento que você tomou a decisão, você vai ter que pensar nisso também. Por isso, quando a pessoa vai empreender, ela tem que estudar, se preparar, pesquisar, saber se realmente aquilo que ela quer. Legal. E qual o seu ponto de vista sobre essas esses pedidos de demissão que t acontecido? Será que isso vai se estender ao longo de de 2025, 2026? Eu acho que a sempre vai existir pedidos de demissões, né? Eh, eu a gente tá passando um momento difícil de mercado, né? Nós temos aí sete 7 milhões de pessoas desempregadas, tem mais pessoas também que estão no mercado informal, mas o mercado ele, por pior que esteja, sempre, sempre ele tá funcionando. Sempre para quem tá trabalhando ou quer mudar de emprego ou tá desempregado, sempre vai ter vaga. O que eu sugiro é que as pessoas realmente procureem estudar, né? Procure fazer o que a gente chama de educação continuada, porque com toda essa tecnologia, né? Hoje qualquer coisa fica desatualizado em poucos meses. Agora, então com a inteligência artificial, eh, inclusive é uma sugestão que eu dou que as pessoas realmente procureem estudar, procure conhecer inteligência artificial, né? Porque é um é um é uma inovação que veio para ficar. Uhum. E se a pessoa realmente não procurar se atualizar, estudar, entender, eh, realmente vai fazer falta para ela. Inclusive no currículo, para quem tá trabalhando. Eh, e, e hoje não tem desculpa, né? Você pode, qualquer mídia que você vai no Google e você lê o material fto a respeito de de inteligência artificial. tem cursos, né, online que você pode fazer, que você pode inclusive aplicar no seu dia a dia. E eu acho que isso é importantíssimo para para efeito de carreira, tanto para uma pessoa que pediu demissão e quer empreender ou quem tá trabalhando. Muito bem, Márcio, muito obrigado pela sua participação, por compartilhar aqui com a gente o seu conhecimento. Eu que agradeço a oportunidade de de poder discutir esse ponto de vista. Maravilha. Bom, nós encerramos por aqui o nosso ponto de vista dessa semana e na semana que vem a gente volta com mais programação para vocês. Eu estive aqui com Márcio Brasil Andrade da BRH falando sobre os pedidos de demissão. Até mais. Continue com a nossa programação. Tchau. [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do PONTO DE VISTA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
48:42

Ponto de Vista | Cultura: produto de consumo ou direito de todos?

33:31

Ponto de Vista | Banalização do TDAH

37:20

Ponto de Vista | Coaches mirins: riqueza rápida sem estudar?

36:07

Ponto de Vista | Guerras, Oriente Médio e impacto na indústria de Campinas

34:10

Ponto de Vista | SUS precisa acabar ou melhorar?

46:10

Ponto de Vista | Normalização da violência e indiferença na sociedade moderna

35:03

Ponto de Vista | Cinema brasileiro, roteiros e os bastidores da criação nacional

38:52

Ponto de Vista | Inclusão, esporte e os desafios das pessoas com deficiência

36:39

Ponto de Vista | Machismo e misoginia nas escolas: como proteger as meninas?

35:01

Ponto de Vista | Jornada 4 Dias x 36h: empregos + saúde? UNICAMP analisa PEC

36:14

Ponto de Vista | Misoginia digital e redpill no Brasil

44:58

Ponto de Vista | 3ª guerra mundial? Análise do conflito EUA-irã

37:46

Ponto de Vista | Crise hídrica e ciclos climáticos

33:20

Ponto de Vista | PL 5990/2025 (PL dos Influenciadores): o que muda, multas e fiscalização

41:09

Ponto de Vista | ECA e redes sociais: regras para menores, fiscalização e riscos online

40:35

Ponto de Vista | Enamed expõe falhas na formação médica

50:35

Ponto de Vista | Jovens detonam CLT? Futuro do trabalho em xeque!

52:14

Ponto de Vista | Streaming deve pagar imposto no Brasil?

34:12

Ponto de Vista | Misoginia e violência de gênero: como o ódio se organiza na sociedade

42:26

Ponto de Vista | Vira-latismo cultural: por que o Brasil demora a valorizar SUAS obras?

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:05:42

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia