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Ponto de Vista | Procedimentos estéticos
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Ponto de Vista | Procedimentos estéticos

22 views Publicado 05/03/2025 HD · 50:56

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Olá minha gente mais um ponto de vista no ar e dessa vez nós vamos falar sobre procedimentos estéticos dismorfia corporal a dismorfia corporal é um transtorno psicológico que consiste em uma preocupação excessiva pelo corpo perfeito isso faz com que que a pessoa super Valorize pequenas imperfeições ou até mesmo imagine algumas imperfeições resultando num Impacto muito negativo para sua autoestima além de afetar a sua vida profissional e social comigo a psicóloga Débora Queiroz ela vai trazer para nós o ponto de vista da Psicologia em torno desses procedimentos que T acontecido demasiadamente Débora muito obrigada pela sua participação S que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês falando de um assunto tão importante como esse Débora a gente já começa aí pelo pelas por essa questão de dismorfia corporal né O que é isso a dismorfia corporal é um transtorno psicológico que afeta na sua maioria as mulheres né não significa que não afete os homens também mas da dentro da prevalência as mulheres acabam ganhando né Muito mais essa preocupação é uma preocupação excessiva com Ah uma um pequeno defeito H uma questão do corpo um detalhe que as outras pessoas acabam não vendo esse detalhe mas eu percebo então a gente precisa entender que é uma questão psicológica porque afeta muito a a parte ã emocional dessa pessoa ela tem uma dificuldade no convívio social eh eh referente a esse pequeno defeito que ela percebe e ela acaba olhando muito mais no espelho fazendo verificações eh se comparando a outras pessoas em perfis sociais aquilo que é diferente do que ela percebe a gente precisa entender é uma percepção individual da autoimagem eu não me percebo ah de uma forma como as outras pessoas me percebem então eu coloco um defeito muito grande e eu sofro intensamente obsessivamente a respeito de desse defeito que eu acabei colocando a gente pode considerar que isso vem a ser uma obsessão ou pode se tornar uma obsessão excelente pergunta ah não só pode como o transtorno dismórfico corporal ele faz parte da família dos obsessivos né não é um transtorno obsessivo compulsivo mas ele faz parte ele tá ali né no meio dessas desse transtorno em si né então além dele se tornar uma obsessão desse paciente ele também pode agravar ah intensamente o processo emocional desse paciente então sim ele é faz parte ali das obsessões Sim e como é que a gente faz para perceber que está caminhando para esse lado tem alguns sintomas o que o que remete a a dismorfia corporal eu acho que seria interessante a gente entender que toda busca por uma melhoria estética não é errado eu posso melhorar algo que eu tô vendo que pode ser melhor para mim que vai ajudar na Minha autoestima que vai melhorar a minha percepção de mim mesmo ã que vai fazer com que eu me sinta melhor isso não é errado Aonde que tá o ponto quando eu começo a sofrer intensamente por conta desse defeito que eu coloquei que eu coloquei não que eu acabo percebendo em mim né então esse sofrimento ele é tão intenso que faz com que a minha até minhas relações sociais elas se modifiquem Então como que eu começo a perceber isso quando às vezes eu falo não amiga não tira essa foto minha porque eu não quero que apareça essa pinta no meu rosto amiga mas tá tão bonita não tem problema disso não mas eu não quero então a pessoa ela não tira mais foto eh ou ela só tira de um perfil ou ela só aparece de uma determinada maneira ou ela nem aparece Então as pessoas acabam percebendo mais mas a dificuldade dela essa percepção da alto Imagem é dela e ela não consegue mesmo se ver então quando a gente começa a perceber que o sofrimento ele é intenso que eu não consigo conviver eh de uma forma mais leve com a minha própria vida então eu começo a entender que tem algo que eu poderia melhorar psicologicamente né para trazer uma vida mais leve mas não necessariamente isso é fáil de perceber para indivíduo que já tem a alta imagem alterada Uhum E aí assim quando a gente pensa nos dias de hoje né Principalmente com essa questão da tecnologia muitas redes sociais aí essas redes sociais ofertam pra gente o filtro quem não gosta de aparecer na tela com uma pele de pêssego né Seria lindo se fosse né pra vida real mas quando isso se torna acho que excessivo ao ponto de a pessoa não conseguir mais uma foto sem filtro Será que já é um momento de falar não pera aí deixa eu procurar primeiro um terapeuta primeiro um um psicólogo antes de tentar fazer um procedimento Vamos pensar um pouquinho né Eh nós vivemos no mundo digital em que é normal normal a gente colocar um filtro para aparecer na rede social então eu não posso aparecer com a minha cara lavada porque isso não é bem aceito socialmente né quando a gente Segue uma blogueira a gente Segue uma influencer que não tem estudos né para dizer que olha é assim que a gente tem que aparecer mas é como eu me percebo né porque eu me percebo na tela através do outro então quando eu tô ali percebendo o outro eu também começo a aprender que não é socialmente aceito aparecer é assim que eu acordo com os meus olhos inchados com o cabelo não penteado e com a pele que não tá lisa eh que os meus cílios não estão bem alinhados a minha boca ela não tá Rosinha Então eu preciso colocar um filtro por quê Porque a pessoa que eu assisto é assim que ela apece perfeita né incrível maravilhosa então a rede social ela acaba tando uma influência importantíssima né e Cruel em como eu preciso me apresentar socialmente então acaba sendo uma dificuldade ã dessa geração nós aí da geração x aí a gente ainda foi evoluindo com o tempo em relação à tecnologia Mas vamos pensar na na geração z elas nascem já olhando as fotos de como tem que ser passando o dedo a gente ainda passava no álbum né Elas vão passando no dedo elas vão vendo aquela foto elas vão olhando de como eu posso usar aplicativos ã para modificar quem eu sou eu posso mudar a cor dos meus olhos eu posso mudar a cor do meu cabelo no mundo virtual eu posso ser quem eu quiser e aí eu preciso me apresentar pro mundo real e o mundo real Como você mesmo disse não ten a pele a pele de pêssego no mundo real os meus olhos são da cor que eles são no mundo meu cabelo e ele às vezes está alinhado às vezes desalinhado como é no mundo real para todos só que a gente mostra na internet aquilo que é editado aquilo que eu quero que apareça eh até até o choro eu fico pensando né até o choro parece que hoje em dia ele é maquiado porque eu preciso demonstrar uma dor para mostrar que eu também tenho uma vulnerabilidade porque isso é melhor aceito socialmente E aí eu quero mostrar também que eu sou sensível mas eu também tenho que mostrar de uma forma em que a outra pessoa perce olha que mundo que a gente tá é não ficar feia né quando está chorando né eu posso chorar mas eu não posso ficar feia claro eu tenho que ainda mostrar que olha eu sou como vocês este aqui é o meu mundo real mas não é sim não é o mundo real é o mundo editado e tem alguma relação com com a forma que a pessoa se alimenta porque junto com isso a gente tem aí um desespero pela magreza né isso ainda continua eh quando a gente fala de dismorfia corporal a gente lembra do dos transtornos H alimentares o transtorno alimentar ele também é uma uma questão psicológica né uma questão é uma questão mental E aí a gente Às vezes tem vamos supor h eu quero ter eu não gosto do meu abdômen porque assim ó a dismorfia corporal ela tá associada a um defeito de uma parte do corpo né então h não o corpo inteiro em si né mas é supor de uma parte do corpo que eu não gosto do meu abdômen então para eu ter um abdômen perfeito eu li sei lá vi um vídeo na internet de dentro ali da das redes sociais ã de uma blogueira falando que eu preciso fazer um exercício X então eu passo a executar aquele exercício ou a me alimentar de uma forma restritiva ou de uma forma nada saudável ou a usar medicamentos ã de uma forma não legal para eu conseguir ter aqui quilo e e realmente melhorar o meu abdômen porém eu olho pro meu abdômen e vejo não tô aqui há meses treinando fazendo que essa blogueira pede para eu fazer eu não tô igual a ela Então eu vou num procedimento estético só que quando a gente tem uma uma percepção da alta imagem eu tenho uma dificuldade de me perceber então olhando para mim eu vou ali num no médico num dermato vou na numa parte estética e num no cirurgião plástico E aí eu olho pro meu falou olha Doutor eu quero igual a isso aqui e aí a gente precisa entender que a cicatrização é diferente que o meu corpo é diferente que aquilo nunca vai ser igual real e aí aquele médico ele acaba sujeitando a fazer uma cirurgia numa pessoa que tem uma dismorfia E aí ela nunca vai ter ã uma uma percepção ou uma uma perfeição daquilo que ela realmente queria a Sociedade Brasileira de cirurgia plástica informou que nos últimos 10 anos houve um aumento de 141 no número de procedimentos estéticos feito por jovens de 13 a 18 anos e nos últimos 4 anos o número de atendimentos cirúrgicos e não cirúrgicos cresceu 40% Débora ainda que a medicina esteja bastante avançada que as pessoas façam aí boas escolhas né pelos médicos esteticistas eu acho que esse número ainda é muito preocupante ele ele é Avassalador Vamos pensar assim né ã Antigamente eu não sei se a o Conselho Federal de Medicina mudou agora eu tenho visto alguns médicos postando o antes e o depois coisa que era proibida pro conselho ã eu não sei se essa lei já mudou né não ten conhecimento disso mas o que que a gente percebe eh Por que que era proibido fazer isso por que que não era bem aceito né porque cada pessoa ela é única então a minha a a a minha recuperação cirúrgica não a mesma que a sua então a a a gente tá vendo adolescentes como você mesmo citou de 13 anos em que o corpo não está formado em que ah Falta muito ainda para se chegar e até mesmo para amadurecer psicologicamente vamos lembrar de um dado ã o nosso cérebro ele amadurece né Ele termina o amadurecimento dele com 21 anos de 21 a 23 anos nosso lobo frontal Ele termina essa parte eh do amadurecimento que é tão importante na cidade como uma adolescente de 13 14 15 16 anos tá se submetendo a um procedimento estético muitas vezes permanente né ã para eu poder me sentir mais aceita socialmente quero voltar um pouquinho o dado Carla pra gente falar até dessa onda que a gente vê das mudanças ã dentro dentro da parte estética alguns anos atrás acho que uns 3 4 anos 5 anos que que era legal eu ter o rosto harmonicamente então o que que era harmonicamente eu precisava ter Mento queixo e eu precisava também ter os lábios mais volumosos ã o seio aqui essa o seio da fácil é maior né mais bonito eu tinha a gente tinha um padrão esse era o padrão E aí conforme isso foi se tornando exagerado a gente muda o padrão então para eu ser aceita eu ia lá nas clínicas Estéticas e também ah nas clínicas cirúrgicas eu queria ser desta maneira porque assim dentro da sociedade eu me encaixo melhor eu vou ser mais bonita mais aceita e agora qual que é a onda que nós estamos vendo atualmente o básico o nada os lábios mais finos né então Lembra na época lá dos anos 2000 em que ter seios volumosos era muito bom era bem aceito Então as mulheres já que esse é o padrão as mulheres vão se adequar a este a esta busca cirúrgica para eu me adequar mais uma vez socialmente Qual é a onda hoje quanto menos melhor então a gente volta pro cirurgião e fala você pode retirar porque agora eu preciso ser aceita do que a sociedade também tá dizendo é óbvio que não é essa percepção que as mulheres acabam tendo inicialmente Isso é uma percepção que a gente tem em consultório Isso é uma uma percepção que a gente tem ã num ambiente eh mais de estudos que a gente tá vendo as mudanças de comportamento da sociedade de comportamento da mulher e de comportamento também do homem né Vamos incluí-lo Nisso porque a gente vê a busca também cirúrgica Se você olhar os dados aumentou bruscamente na parte masculina né entre os homens então a gente tá vendo que para eu ser aceita para eu me para eu para eu estar num ambiente social e também me fazer parte de uma bolha Porque isso é uma bolha né para mim no meu ponto de vista Isso é uma bolha e para eu ser aceita dentro deste processo eu preciso me adequar e eu vou então gastar fortunas eu vou gastar eh as minhas economias eu não vou gostar daquilo que foi feito se eu tiver uma dismorfia corporal porque eu nunca vou est satisfeito e eu tenho um caso que eu atendi recentemente eu posso falar Car obrigada eu tenho um um caso que eu atendi recentemente né de uma paciente que ela buscou a terapia pelas ansiedades pelo sofrimento em si ã por buscar um autoconhecimento para ela melhorar as questões sociais dela né a parte de habilidades emocionais e e e sociais e ao longo da terapia ela trouxe uma questão que preocupava bastante bastante ela que era o sorriso dela então ela não gostava do sorriso e quando a gente olhava aquela menina linda né com seus 23 24 anos uma menina perfeita maravilhosa e ela não gostava desse sorriso Então ela começou a fazer uma busca para poder mudar esse sorriso para ela o sorriso era um pouquinho torto ele tinha milimetricamente um lado mais maior do que o outro então ele aparecia mais os dentes então ela foi em inúmeros dentistas para saber o que que poderia ser feito se ela poderia eh abrir mais os dentes né Para que aparecesse mais dentes e menos gengiva ah se ela poderia fazer uma cirurgia ah buco maxilo Então os médicos os Os Dentistas falavam olha para essa cirurgia você pode ser que você perca sensibilidade então ela não queria perder a sensibilidade mas ela queria resolver o o sorriso Então ela passava numa busca incessante para melhorar esse sorriso e aí ela foi um dia fazer um botox na boca para poder relaxar o músculo da boca e obviamente não ficou perfeito Então ela passou a medir essa boca constantemente olhar passar ela trabalhava homeoffice Então ela estava em contato com a a face dela dentro de uma tela constantemente Então ela passou a olhar isso constantemente a medir e ela foi então com a a medição pro dentista Olha você não fez direito porque ó eu tenho isso aqui milimetricamente a dentista falou você mediu tipo você precisa de terapia né E ela falou não eu medi eu faço terapia e não é uma coisa fácil de ser tratada porque realmente é uma percepção da alta imagem isso é importante a gente frisar aqui e aí essa pessoa ela passou num sofrimento tão intenso e o nosso trabalho como psicólogo é ajudar essa pessoa na aceitação do corpo como ele é e nos valores porque olha para eu ser aceita socialmente e para eu ser bonita como eu vejo na rede social eu preciso de um sorriso melhor de um sorriso perfeito Então esse er o defeito dela então ela passou dentro de um sofri ento intenso a fazer verificações diárias inúmeras a respeito desse sorriso Então olha que ponto chega o sofrimento de uma pessoa para ela poder se encaixar socialmente e se encaixar dentro da estética daquilo que ela imagina então o nosso trabalho foi diminuir o uso de rede social passar de seguir né deixar de seguir perfis das quais faziam davam gatilhos para ela sofrer parte psiquiátrica eu preciso melhorar a parte de ansiedade desse paciente vamos lembrar Na ansiedade eu também tenho a parte obsessiva dependendo do do perfil desse paciente então melhorar essa obsessão né diminuindo ali a ansiedade desse paciente e que isso curou não a gente não fala de cura mas deu uma remissão desse sintoma para ela viver melhor com a parte de quem ela é porque perfeita nunca vai ser entende esse processo como é difícil sim a internet trouxe muito isso né Débora essa questão da da perfei né claro que lá nos anos 80 90 a gente tinha isso mas era era mais distante porque eu era na TV ou na capa da revista e a gente não tinha essa quantidade de informação hoje a gente tem informação a todo tempo tudo muito rápido tamb tudo muito rápido então assim Acho que ter esse controle também e saber separar né uma coisa é a pessoa que está ali na capa da revista ou no já não é mais capa da revista né mas assim ela está ali na internet divulgando um produto de beleza obviamente ela tem que parecer Bela outra coisa é a vida real né a gente não consegue estar belíssima todos os dias sem rugas e eu achei interessante você falar sobre os homens né que curioso né porque antigamente er eram só as mulheres né os homens também adquiriram essa essa vaidade dentro do transtorno dismórfico corporal eu tenho transtorno dismórfico muscular ele é dentro desse transtorno então às vezes o homem Ele não se vê forte o suficiente Então eu preciso eh de ou de procedimentos estéticos ou de uso de anabolizantes né para eu poder estar forte para eu me sentir mais forte para eu me ver forte só que como a gente tá falando de mais uma vez uma alteração da própria imagem eu nunca vou me ver assim eu preciso de muito tratamento para eu começar a me perceber como realmente sou porque as pessoas falam Nossa você tá muito forte como você tá bem né você tá forte o cara fala não tá faltando aqui eu vou lá e vou treinar mais então o aumento eh a a dismorfia muscular ela acontece mais em homens mas a gente tá vendo também um uso crescente né um um um um ganho crescente ali no número de mulheres agora a questão da dismorfia corporal ela acontece mais em mulheres como transtorno alimentar nós somos mais suscetíveis a esse tipo de de informação na rede porque nós estamos querendo estar mais belas você falou do os anos 80 os anos 90 né quando houve o o o o aumento ali da da parte estética associada aos seios né A Era do silicone que que a as as mulheres faziam elas levavam as revistas pros médicos Olha eu quero ter o seio da fulana eu quero ter o corpo da fulana e o médico tentava ali de alguma forma chegar ali né dentro desse desse desse desejo dessa mulher que nunca era igual né porque o seio da fulana também poderia ser editado dentro da capa da revista Com certeza né então também não era igual e aí a gente vê hoje não é mais assim eu quero parecer como filtro tá então eu posso modificar a ponta do meu nariz eu posso colocar mais lábios eu posso melhorar o meu mento eu posso inclusive melhorar a cor afinar minha cintura colocar o meu bubum lá no teto tudo por um aplicativo então quando eu chego eu falo eu não quero mais igual a fulana eu quero igual ao aplicativo me faz assim e olha como é irreal eu não consigo nunca chegar nesse nessa forma nesse padrão porque isso não é uma coisa que eu consigo fazer imagina para um médico inclusive os dados nos mostram que dentro da parte cirúrgica o nível de H de processos para pros médicos Aumentou e assim aumentou muito por eu quero ser igual a uma pessoa e você precisa me deixar assim porque é um desejo meu E aí você não me deixou assim olha como eu estou não gostei ã o meu não ficou normal e os meus senhos não ficou adequados a minha barriga não ficou perfeita olha essa cicatriz que você me deixou e aí o médico ele recebe um processo porque dentro da dismorfia corporal nunca vou estar perfeita e o que que a gente vê muitos médicos hoje para poderem se proteger eles mandam os pacientes se avaliarem psicologicamente então a gente precisa dar um laudo que esse paciente tá adequado sabe os os riscos de fato E aí eles sim né vão poder operar esse paciente de uma forma mais segura porque o nível de de crescimento da suscetibilidade desse transtorno aumentou sabe em em graus assim de escalonáveis mesmo né tão difícil que ficou a gente olhar pra rede social e realmente não se reconhecer mais Débora a gente vai tomar uma água você fica aí que a gente volta já já [Música] [Música] nem precisa filmar tudo amiga porque vai vai pra internet Olá Nós voltamos aqui no ponto de vista falando sobre procedimentos estéticos ao meu lado Débora Queiros é psicóloga especialista nesses atendimentos né que envolve procedimento estético cirurgia plástica temos um ponto que nós estávamos conversando aqui no nos Bastidores a questão da bariátrica lá atrás havia preconceito né as pessoas que precisavam fazer essa cirurgia porque é uma cirurgia diferente da estética né muitas vezes necessária então às vezes as pessoas passavam ali até por um constrangimento hoje já está mais aceita né Parece que quebrou um pouco esse tabu vamos falar um pouquinho dessa cirurgia a bariátrica ela é um dos tratamentos mais eficaz para obesidade O que que a gente precisa talvez entender a obesidade ela é uma doença muito complexa Ah no no mês passado né em janeiro saiu as novas diretrizes pra gente avaliar a obesidade então nós temos obesidade Clínica e obesidade não clínica então obesidade Clínica é aquela que o paciente ele já tem comorbidades né o paciente ele já tem algumas doenças associadas à obesidade né uma diabetes alterada eh uma gordura no fígado e outras né A eh doenças mesmo né Eh associadas à obesidade e obesidade não Clínica é esse paciente que ele está com sobrepeso né um peso maior do que o esperado né para pro tamanho dele mas ele tá bem clinicamente né Então a gente vai precisar tratar de forma diferente então vamos falar desse paciente ali de uma obesidade H já Clínica né de uma obesidade que tem comorbidades né ah associadas ali junto a esse paciente então quando o paciente ele vai fazer o a a bariátrica a gente tá falando de um tratamento que traz uma eficácia importante paraa sobrevida desse paciente ninguém opera a simplesmente porque quero operar porque eu já tentei de tudo essa é a solução é porque esse paciente além de ter tentado de tudo ele também ã vai tentar uma coisa muito mais extrema mas é extrema de uma forma importante eu vou realmente trazer uma melhoria para mim antigamente a gente via bariátrico como uma coisa meio Ah olha o que você tá fazendo Ah você você você não foi treinar e se você fizer uma dieta você tentou dieta olha como é uma fala tão preconceituosa e gordofóbica para esses pacientes né porque parece que eu não tenho força de vontade eu costumo dizer isso no meu consultório força de vontade parece um unicórnio que a gente nunca viu né mas que a gente escuta falar constantemente Fulano tem força de vontade quando na verdade não é nem força de vontade é uma questão associada à personalidade dele e associada também à alto eficácia desse paciente que não não é todo mundo que tem tá não é eu falo que eu não sou uma pessoa com uma alta eficácia eu às vezes preciso de mais incentivo eu preciso de pessoas às vezes me ajudando para eu conseguir determinadas coisas que são importantes para mim mas existem pacientes que eles vão fazer simplesmente pela própria personalidade aquelas pessoas que emagrecem sem a bariátrica ou com a famosa como falo do unicórnio a força de vontade então a bariátrica além dela ser importante a gente precisa entender o que que é obesidade gente eu falo que a OB idade ela é tão complexa mas tão complexa pensa numa palavra complexa aí você expande isso de uma forma gigantesca ela é complexa ela envolve questões biológicas ambientais metabólicas sociais é tão complexa que não é uma coisa simples da gente ser entendida como não é simples de ser tratada nós estamos o tempo inteiro evoluindo em ciência para tratar esse paciente e aí a gente pensando até na questão da ao imagem Olha como tanto de tratamento psicológico pro obeso porque quando ele vai fazer ele não pode ter e isso é importante citar né o paciente ele não pode estar com transtorno de compão alimentar ele tem que est tratado né porque senão ele vai após a bariátrica ter Episódio de compulsão alimentar então ele precisa estar tratado ele precisa est bem Ah ele não pode ter nenhum tipo de transtorno psicológico associado para que realmente a cirurgia seja um sucesso aí ele fez a cirurgia ele tá bem né ele tá ali tentando o emagrecimento dele mas ele precisa melhorar a imagem dele mesmo eu atendi um paciente que ele já estava magro né com seus músculos ali porque você vai fazendo parte né de um processo também de uma reeducação dos seus hábitos e ele não pulava na piscina e sabe qual era a fala dele eu não vou pular na piscina senão ó vai água para tudo quanto é lado então olha como é importante a percepção de como eu me vejo e aí as mulheres também os homens também acabam passando pela mesma situação após a bariátrica Eu tenho um emagrecimento importante E aí eu vou ter as consequências desse emagrecimento porque a bariátrica não é para emagrecer é para melhorar o metabolismo né as questões eh biológicas desse paciente como um todo o emagrecimento ele vem como uma consequência eu vou ter um excesso de pele sim e aí eu vou ter que fazer uma nova cirurgia para poder fazer a retirada desse excesso de pele mas a minha ideia era ficar parecida ou igual a fulana entende e aí eu nunca vou ser eu vou ter que então fazer faz uma cirurgia no braço para tirar o excesso de pele que ficou uma cirurgia no meu abdômen e eu vou ficar com uma cicatriz importante e aí a gente precisa pensar como que a imagem que essa pessoa tem de si mesmo associada também à parte eh eh de como ela se vê se eu não me vejo como uma pessoa que emagreceu eu tô sempre buscando o 44 o 46 e não mais o 40 né eu tô sempre busco porque eu não me vejo como aquilo que eu olho pro espelho então a gente tá falando também de de uma pessoa que ela precisa fazer todo um trabalho para se reconhecer novamente porque ela sempre foi aquela imagem né maior e não mais aquela pequena né que realmente diminuiu e fora o preconceito que a gente tem em cima da bariátrica em cima do obeso eu falo que eu luto bastante por essa causa porque dentro da parte eh do emagrecimento dentro da parte da obesidade a gente enfrenta muito Ah até dentro da do do das questões da rede social como se fosse uma coisa tão fácil de se fazer eh vamos falar dos Estados Unidos né Carla o país que mais desenvolve alimentos para eh minimamente processados o país que mais desenvolve alimentos que realmente ajudam a gente a emagrecer a ter uma vida mais saudável é o país dos obesos sim olha como a indústria também ela tá associada a toda essa parte né da alimentação é o país que também mais tem fast food exato e mas se você for nos mercados nos Estados Unidos você vê proteínas você vê eu eu estive viajando recentemente e eu olhava falava gente não sei nem o que comprar tanta coisa boa dá vontade de ter isso no Brasil mas a gente fala a gente tem no Brasil mas olha que interessante Por que que lá tem tanto obeso aqui também tem e até pensando na parte estética o quanto que o obeso ele não se encaixa em sociedade quando a gente pensa num ônibus eu preciso ter um espaço para um obeso fala não mas o obeso ele tem que emagrecer Tá mas enquanto ele não buscou ento correto ele precisa conviver em sociedade ele precisa ter espaço no avião ele Precisa ter eh eh momentos em que ele consiga simplesmente conviver como qualquer outra pessoa então ele precisa também ser aceito ainda que o tratamento esteja em em vias D ele ainda esteja buscando tratamento para aumentar a sobrevida desse paciente então eu falo que é uma causa eh pra gente realmente discutir e ampliar bastante a a questão social de entendimento da obesidade porque que as pessoas simplificam aquilo que não é simples e elas descomplicam aquilo que é extremamente complexo um ponto também que me fez lembrar uma amiga que ela passou pela cirurgia bariátrica e ela contou que fazia acho que uma semana que ela tinha recebido alta voltou pro trabalho e a chefe dela falou Ué você não foi fazer cirurgia bariátrica ela falou fui mas não parece E aí ela né sabiamente falou eu fui fazer cirurgia bariátrica eu não fui fazer Lipo então assim é diferente as pessoas também confundem né o tipo de cirurgia e acha assim ah não já tem que voltar magro lindo e não é assim é um processo né um processo longo muitas vezes é a gente fala que os primeiros dois anos da bariátrica ele é ele é a lua de mel desse paciente né Eh porque o corpo ele tá tentando entender o que que foi que aconteceu né inclusive no bypass em que ah o estômago ele é ligado direto no intestino delgado então o paciente tá tentando entender o corpo tá tentando entender realmente o que aconteceu ali então ele passa por esse processo de vias D vamos lembrar que um paciente com bariátrica ele vai fazer todo um tratamento para o resto da vida até porque a obesidade ela é crônica mesmo que eu mesmo que eu esteja magro né vamos lembrar disso mesmo que eu esteja magro não significa que eu não tenho mais obesidade eu vou precisar continuar tratando então ah você me fez lembrar contando esse caso Carla da própria Jojô todinho ela fez a ela ela antes da bariátrica ela fez toda uma reeducação alimentar ela postava os treinos dela E aí obviamente gente quanto mais você emagrece mais fome você tem esse é a questão do nosso corpo biológico quanto mais meu corpo não tá preparado para emagrecer ele tá preparado PR reservar as nossas gordurinhas sim né então quanto mais eu emagreço mais fome eu sim mas o meu corpo ele tá buscando voltar ao que ele era né então Jojó todinho usando aqui o exemplo dela né maravilhosa por sinal ela fez a bariátrica e quando ela entrou no processo de emagrecimento né que estava mais Vio e foi convidada para participar de um do carnaval acredito que do ano passado se eu não tiver enganada e qu quais eram os comentários da rede social dos haters os famosos haters não parece que você fez pegue o seu dinheiro de volta processe o seu médico porque nada resolveu então eram comentários completamente gordofóbicos completamente e preconceituosos de uma pessoa que passou por um procedimento de saúde a a bariátrica ela está associada à saúde desses pacientes né eu vou fazer não porque é pela parte estética preciso ficar magro mas é por conta da da da questão de saúde por isso que atualmente Houve essa diferenciação entre a obesidade não Clínica e a obesidade clínica sim pra gente poder falar olha esse paciente Ele precisa disso antigamente Carla a gente via mais o IMC então o IMC que é a o índice de massa corpórea do paciente associado à altura dele ele tem um número para você se encaixar então ele se encaixando num número ali e a gente pode dizer olha esse paciente tá sobrepeso esse paciente tá em obesidade de grau um grau dois grau trê obesidade mórbida esse paciente tá magro ou ele está em gr de anorexia né ele está subnutrido Então hoje a gente V que esse é um um um uma métrica muito difícil muito ruim muito pobre eu não posso olhar para um paciente só por um número eu preciso olhar para um paciente como um todo eu vou citar um outro famoso aqui o hul o hul se a gente for fazer a o IMC do Hook pelo peso dele vamos lembrar que músculo pesa mais do que gordura né ele dentro do IMC ele tá sobrepeso o hul aquele jogador é super forte né ã bem disposto ali com bastante músculo se a gente for usar só IMC nós vamos dizer que o hul está sobrepeso então a gente vê que não é uma medida que nós usamos apenas e ela sózinho a gente precisa de outras formas para poder identificar esse paciente e o quanto tudo isso envolve a própria alto Imagem desse paciente porque eu posso fazer a bariátrica eu posso melhorar eh até a parte estética eu posso buscar uma cirurgia para me ajudar como eu falei aqui no começo da nossa entrevista não é errado buscar uma cirurgia estética não é errado buscar uma melhoria dentro do seu dermato cuidar da sua pele isso é maravilhoso eu espero que as pessoas realmente busquem melhorias pra própria vida o que é errado ou errado não né não posso dizer isso mas o que está dentro de um de um processo mais saudável é o quanto isso não me causa sofrimento o quanto isso me ajuda a viver uma vida mais feliz uma vida mais plena uma vida valorosa também né Nós temos alguns casos de mulheres que eram criticadas ou ridicularizadas ali por parte eh do seu grupo né Por quê alguma parte do corpo delas não era bem vista por exemplo a atriz Mary strep dos filmes A Dama de Ferro ela fez também O Diabo Veste Prada ela comentou certa vez que durante a infância e a adolescência muitos tiravam sarro do nariz dela do tamanho do nariz hoje ela é uma das atrizes mais aclamadas do cinema e o mesmo aconteceu com a modelo Gisele bint que ganhou as passarelas do mundo né também era ridicularizada pelo nariz né que é uma das cirurgias mais procuradas né então assim é legal a gente ver o salto que aconteceu na vida dessas mulheres né ali passaram a adolescência sendo sofrendo bullying né como se diz hoje e hoje elas são aí premiadas aclamadas e são o que são né ícones de beleza né eu a acho eu acho Carla que vale a pena a gente citar também a musa do carnaval a Paola Oliveira ano passado a Paola Oliveira até revelou que perdeu alguns contratos após revelar o corpo como ele é sim né então a gente tá falando de uma musa de uma mulher incrível de uma mulher perfeita que revelou dentro da parte eh das redes sociais né ela ela contou publicamente que ela precisava estar sempre com medicações para atingir um um nível de peso que não era o dela é não era o dela E aí a gente tá falando Carla de uma mulher que se revelou como ela é com celulite todas nós temos Ah com uma gordurinha aqui com gordurinha no braço e além de tudo ela é tão incrível para mim ela ela é para mim ela é uma musa né ao meu ponto de vista ela é uma musa uma mulher maravilhosa mas que a maior crítica não era da dos homens era de quem das mulheres de nós mulheres né nossa como ela engordou nossa como como ela tá diferente eh precisa voltar ao peso que era ela relaxou sim olha isso ou comentários como ai a perna dela parece uma casca de laranja gente então ah e e talvez Olha como a gente não pode mostrar que nós somos na rede social então quando eu eu vou em busca de uma perfeição né E aí essa perfeição ela não existe eu volto novamente para uma questão de uma pessoa que mostra como as coisas são a Taís Araújo também recebeu críticas de ela dela aparecer sem maquiagem Araújo tem quase 50 anos eh com aquela pele perfeita quisera eu chegar na idade que ela tem e de uma tão bem de saúde tão bem esteticamente mesmo né com uma pele tão bonita como a dela e ela também recebeu críticas a gente não pode aparecer de uma forma que não seja a bolha que a sociedade colocou uma coisa que eu falo bastante Carla é que nós mulheres precisamos aprender as duras Penas que não se e não se critica o corpo de ninguém né Eu falo muito isso para meu marido quando às vezes ele Comenta alguma coisa el eu e ele tal ele fala olha fulana eu acho que ela engordou um pouquinho e aí eu rebato com ele não se fala do corpo de ninguém não se critica e não se elogia o corpo de ninguém então a gente por que que a gente não elogia porque eu posso est elogiando no transtorno alimentar desse paciente dessa pessoa né eu posso estar elogiando O que ela tá fazendo de ruim para ela mesmo e eu posso também est influenciando desse paciente numa compulsão alimentar então nós mulheres precisamos ter este movimento de não se elogiar o corpo de ninguém se a gente quiser fazer um elogio elogia é a característica da pessoa como você é inteligente como você é agradável Como é gostoso tá do seu lado né como você está bonita por quem você é e não pelo corpo que você tem então e a sociedade perdeu isso né é algo que acho que acho não tenho certeza a gente precisa resgatar isso com urgência né esse tipo de elogio e não se emagreceu se engordou se a pele tá manchada se não tá porque muitas vezes a gente está ali ofendendo a pessoa Às vezes não é por querer mas acaba ofendendo né exato Carla eu tive uma paciente que ela chegou no consultório muito envergonhada bem triste né naquela semana tal falei mas o que que aconteceu el falou Ai Débora pass ser uma vergonha fui ao mercado e vi uma colega que há um tempo eu não via e ela estava bem mais inha eu falei fulana como você tá magra você tá tão linda magrinha tal o que que você fez porque era uma paciente que sabe tava sempre querendo emagrecer né Afinal a gente aprendeu socialmente que quanto mais magra melhor então às vezes eu tô bem com o meu corpo mas preciso estar mais magra e aí ela foi elogiar essa pessoa dizendo que ela estava bem magra tal e qual era a receita dela e essa pessoa né Essa Mulher olhou para ela e disse a minha receita você não vai querer eu tô com câncer Então olha que perigo quando a gente elogia elogia o corpo de uma pessoa pela magreza você não sabe eu Eu repito isso com muito carinho para nós mulheres Você não sabe o que a outra mulher tá passando você não sabe o que que tá acontecendo na vida dela então não elogie não fale nada você quer falar alguma coisa não fale V pensar assim guarde para você porque você nunca sabe o que o outro tá passando Débora vou voltar em um ponto que nós falamos lá no primeiro bloco quando a gente vê essa quantidade de adolescentes pessoas muito jovens querendo algumas transformações em alguns casos exagerado Qual o cuidado o que é preciso considerar Antes de procurar uma clínica seja de estética seja de cirurgia e aí pensando também se existe a responsabilidade dos pais eu acho que a responsabilidade dos pais e tá muito associada ao aos comentários em casa Vamos pensar no peso inicialmente né vamos falar do do público de adolescentes e de crianças também quando eu sou criança eu quero ser amada e aceita pelos meus pais dentro da parte social e psicológica da parte cognitiva então para eu ser aceita eu preciso eu observo no mundo ao redor o que os meus pais comentam então a minha mãe tá sempre dizendo eu preciso emagrecer eu vamos fazer dieta eu estou de dieta eu tenho que ficar melhor eh ah é bom né filha que aí o buchinho emagrece eu já escutei isso de algumas mães e é uma criança então ela ela acredita que para ela ser amada pelos por esses pais ela precisa tá mais magra Então é assim que funciona quando a gente entra na adolescência eu não tenho mais de referência os meus pais eu tenho de referência aquilo que eu vejo no meu colégio e que eu vejo socialmente e obviamente que eu vejo na rede social Carla e isso faz com que eu tenha uma referência nada saudável então eu vou olhar a blogueira eu vou olhar a menina aquela que se maqueia aquela que vai pro colégio às 7 da manhã maquiada e ela tem 10 anos 12 anos 13 anos e aí por isso que a gente olha de novo para Esse aumento da cirurgia plástica como uma uma criança desculpa 13 anos para mim da é uma criança de 13 anos buscando um procedimento estético buscando uma uma uma melhoria de uma de uma forma que ela nem mesmo consegue se enxergar e aonde que tá mesmo o equilíbrio Será que os pais eles são responsáveis eu acredito que eu falo isso no consultório os pais estão errando tentando acertar porque eu acredito que um pai que ama um filho ele não deixa eh só porque né ele quer sabendo que isso vai fazer mal pra criança mas eu acredito que ah o papel dos Pais é é sempre aceitar a criança por aquilo que ela é pelas características que ela tem não pelo corpo da criança e é claro eu posso seim ensinar meu filho de forma saudável ah a comer a se alimentar a exercitar o próprio corpo mas não porque ela precisa ser uma criança magra ou porque ela precisa ser uma adolescente bem Aceita ã no mundo social que que a gente fala pros adolescentes olha gordinha desse jeito não arruma namorado é isso que a gente fala eu estou dizendo que se você não se adequar ao padrão de beleza você nunca vai ter valor essa é a mensagem que eu passo pros meus filhos então a gente começa assim dentro de casa e quando eu tô falando da rede social que que o meu filho assiste na rede social que que que que essa P essa criança que tá tá ali no outro lado da tela que que ela tá ensinando pro meu filho porque isso também faz parte da educação dessa geração como nós citamos no primeiro bloco Carla a gente falou que as a a criança ela olha pra imagem né Essa essa nova geração e ela não passa mais como nós passamos no albinho né ela já clica ela já consegue aumentar ela olha ela vê um defeito ou quando nós estamos eh tirando foto com os nossos amigos Quantas vezes a gente tira 10 15 fotos porque eu preciso que a foto esteja perfeita E adequada para eu poder postar e as pessoas comentarem e se elas estão comentando significa então que eu estou sendo bem Aceita E aí por fim a gente fica com aquela pergunta né Qual é o padrão de beleza Qual é o porque assim você tá muito magro não tá bom você tá gordinho não tá bom aí emagrece ou então engorda então né Há quantos anos a gente vem lutando por esse padrão de beleza e nunca chega Ninguém nunca está dentro desse padrão o padrão de beleza o padrão de beleza ele muda de tempos em tempos eh como nós citamos também no primeiro bloco anos 2000 seios depois a gente precisava aparecer as famosas paniquetes então precisava ter um corpo parecido com com o delas para eu poder ser aceita e depois a gente entra no no no modo de menos menos seios porque algumas das blogueiras que a gente segue não tem seios então menos seios eu vou pra estética de novo e tento tirar os seios Ah o que nós estamos vendo agora até de um movimento estético é a Extrema uma magreza que é um movimento que me preocupa bastante porque é um movimento que acaba associando bastante Carla a anorexia e a bulimia é os transtornos alimentares mais uma vez citado como uma questão mental né não é uma questão alimentar uma questão mental por quê Porque eu também preciso chegar naquele padrão Aí eu vejo uma blogueira que acorda 5 da manhã ela treina ela faz um um ela faz uma meditação com o livro x e aí ela toma um café potente ela vai ela corre e ela faz três exercícios no dia e ela estuda e ela come salada e ela come um frango e ela faz isso E aí dentro das 24 horas dela é tudo tão perfeito tudo tão incrível e É ISO que eu consumo e aí eu preciso pegar ônibus preciso pro meu trabalho eu preciso estudar porque eu quero ter uma vida melhor E aí eu chego casa não consegui no mercado a minha vida ela é vida corrida como que eu vou atingir um padrão estético que a sociedade tá me colocando com as 24 horas que eu tenho que não são as mesmas 24 horas que a outra tem então a a a sociedade assim o que que é o padrão de beleza ela o padrão de beleza ele muda constantemente E aí eu dentro da minha eu falo eu no caso né as mulheres e as pessoas em si elas vão precisar entender e se regular de acordo com aquilo que tá sendo eh colocado a minha fala sempre é Carla que nós precisamos viver uma vida de valor e a vida de valor não é aquilo que as pessoas colocam para nós mas aquilo que é meu internamente aquilo que eu ã que eu falo como como algo que me movimenta eu falo muito para os meus pacientes Por que que você vai à academia porque meu médico mandou tá então você não vai conseguir seguir isso ao longo prazo porque não é uma mudança de hábitos é porque alguém falou que eu tenho que fazer mas por que que você vai a academia e quando ela encontra o valor dela eu vou à academia porque eu quero ter músculo suficiente viver o suficiente para ver os meus netos crescer para pegar o meu neto no colo sem sentir dor nas costas Opa encontramos um valor para essa pessoa encontramos Algo que faça sentido pra vida dela para esse movimento então quando eu encontro um valor que é interno e não externo não é aquilo que me falam de beleza mas aquilo que eu sou eu consigo Então viver uma vida muito mais leve uma vida mais tranquila e associada àquilo que eu enxergo de mim mesmo com propósito com propósito ou com com uma questão mesmo de quando eu falo de Val a gente tá falando do valor social mas do valor interno aquilo que faz sentido pra minha vida eu costumo dizer que como psicóloga e eu passo muito tempo sentada e a gente então relaxa a parte da Lombar e eu começo a andar eu começo a sentir dor na lombar então eu passei a fazer eu não gosto de academia revelo né não gosto não é muito da minha praia mas é necessário então todas as vezes que eu vou o que me exercito eu vou já querendo embora né eu vou eu falo tá acabando por favor tá acabando então eu vou já querer ir embora e aí eu me lembro do por que eu tô lá e o por que eu tô lá é o valor que eu coloco pras coisas eu quero continuar atendendo os meus pacientes trazendo valor pra vida deles entregando o que há de melhor dentro da ciência sem sentir dor Então aquela famosa frase lá do avião né aquela famosa regra desculpa em que primeiro a máscara em você depois você ajuda os outros então é uma forma da gente se ajudar de alguma forma né Eh dentro desses aspectos e entendendo quem eu sou né para depois eu pensar na busca de um padrão estético de um padrão mais social eu posso Carla eu tenho direito de eh eu faço Botox e eu faço ã estímulo de colágeno eu vou à academia isso não é errado mas isso não pode me causar um sofrimento se eu não fizer eu não posso deixar de sair ou de trabalhar ou de fazer as coisas porque eu não tô do jeito que eu gosto ou do jeito que eu tenho que ficar uma regra que eu coloquei na minha cabeça tá muito associado a isso esse é o ponto chave né o jeito que eu quero por mim mesma não porque alguém apontou ou porque a sociedade diz que tem que ser de tal forma né até quando a gente discute Carla sobre a sociedade as pessoas elas não pensam dessa maneira eu vou ficar porque Ah eu não quero pensar na sociedade a gente não pensa a gente apenas é influenciado então eu faço por mim mesmo né eu faço por mim mesmo mas eu Estou colocando essa regra eh porque lá no fundo eu estou sendo recebendo uma influência de como precisa ser e o quanto as pessoas que nós consumimos na internet influenciam por isso que são os famosos influenciadores influenciam a forma como eu sou ou como eu me coloco em sociedade porque mais uma vez eu preciso buscar um encaixe Maravilha Débora eu agradeço sua participação por compartilhar com a gente aqui o seu conhecimento eu agradeço essa oportunidade incrível de estar aqui no ponto de vista e de falar deste assunto tão importante pra sociedade pra mulher eu acho que o recado que eu gostaria de deixar Carla é que as pessoas busquem sim a parte estética né mas de uma forma Saudável em que elas consigam perceber que é sobre Ah quem elas são de fato e não sobre aquilo que eu quero mostrar pros outros maravilha Muito obrigada o ponto de vista de hoje termina por aqui mas você aí das Telas continua acompanhando a programação da TV Câmara tchau JA [Música] [Música]
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