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Olá tudo bem por aí por aqui tudo ótimo estamos começando o nosso ponto de vista aqui na TV Câmara Campinas no programa de hoje vamos falar sobre as mudanças climáticas os efeitos as causas as consequências e por isso convidamos a pes padora do Cepagri o centro de pesquisas meteorológicas e climáticas aplicadas à agricultura aqui de Campinas a pesquisadora Ana Ávila seja muito bem-vinda obrigada pela sua participação com a gente aqui no ponto de vista Ana é um prazer estar aqui maravilha olha gente vamos falar de previsão do tempo de climas pra gente começar e eu gostaria que você explicasse pra gente qual que é a diferença do aquecimento global e do efeito estufa né E qual a influência desses dois fatores no nosso clima bom o aquecimento global ele é provocado pelos gases eh de efeito estufa que eles eh ao longo dos anos eles foram emitidos e vem sendo emitidos para a atmosfera com a queima de combustíveis fósseis sobretudo aí depois da Revolução Industrial então o grande vilão é o CO2 que eh é um gás em em consequência aí de queima de combustíveis fósseis o o petróleo né quando ele vai saindo lá das profundezas e vai eh eh passando pelos processos de combustão queima ele vai sendo emitido aí pra atmosfera e esse processo químico faz com que ele seja um gás de longa vida então ele eh fica armazenado como se ele ficasse armazenado como se a atmosfera fosse esse esse grande eh espaço aí onde vai eh aumentando de forma desordenada a concentração de gás de efeito estufa e o efeito estufa por si só é é é é a consequência é esse aquecimento né Eh provocado pelos gáses Então na verdade são eh coisas que se complementam essas informações tanto o efeito estufa né quanto o aquecimento global né Eu acho que é mais ou menos isso muito bem e observações recentes mostram que estamos vivendo um dos períodos mais quentes já registrados pela ciência entre maio de 2023 e agora né maio de 2024 as temperaturas globais ultrapassaram os limites conhecidos eh lançando aí um sério aviso sobre a aceleração das mudanças climáticas né esse pico tem levado amplos debates como efetivamente combater esse aquecimento ã nós estamos experimentando esses tipos de Event climáticos né É tanta coisa acontecendo o tempo tá tão desequilibrado no seu ponto de vista a que se deve esses extremos do clima nós estamos num momento muito importante porque realmente e nós estamos numa fase em que já estamos vivenciando antes alguns anos atrás a gente falava isso pra década de 30 de 40 50 só que a gente já está vivendo ou seja esses eventos extremos eles já estão acontecendo de uma forma antecipada né e o ano de 2023 é um grande exemplo né Porque nós tivemos um ano extremamente quente uma quantidade enorme de eventos extremos no mundo inteiro e aqui no Brasil que nós eh não tínhamos essa essa ocorrência de eventos nesta frequência nós estamos vivenciando infelizmente então né você falando aí desses eventos climáticos a gente não pode deixar de falar do que aconteceu no Rio Grande do Sul né muita chuva são 15 dias aí que que o Rio Grande do Sul eh acabou ficando debaixo d'água infelizmente né Essa essa mudança climática essa chuva é com muita agressividade posso dizer assim no Rio Grande do Sul eh tem tem ligação com o quê Laninha el ninho essa mudança climática tão brusca assim Principalmente nesse e local do nosso Brasil bom eh nós temos o euninho Né que é um fenômeno que a gente pode explicar detalhadamente mas de forma geral ele é um aquecimento anormal das águas lá na Costa do Oceano Pacífico né próximo ao Peru Então as águas vão se tornando mais quentes né na Costa do peru e com isso a nós temos um impacto na circulação eh geral da atmosfera que muda o clima em algumas regiões né e no Brasil ele tem um efeito principalmente na região Nordeste e no Rio Grande do Sul né na região Nordeste com chuvas abaixo da média e no Rio Grande do Sul com chuvas Acima da Média né Já temos outros exemplos de euninho do ano passado que provocaram eh eventos intensos mas não na proporção deste agora exatamente porque não foi só o e uninho e sim outros fatores entre eles o aquecimento global o aumento das temperaturas o aumento das águas dos oceanos nós estamos com oceano Atlântico Tropical Norte bem eh Acima da Média quente então Eh eu vou tentar de uma forma eh simples fazer uma representação porque a gente não tem um um mapinha mas de forma geral o que que acontece o Oceano Atlântico Norte influenciou nas chuvas no volume de chuvas no sul do país então por aí a gente tem uma ideia de que o o clima ele tem eh uma a pró o próprio nome a circulação Global quer dizer um um local influencia o clima em em outro né devido a essa grande circulação atmosférica e Oceânica então o Oceano Atlântico mais quente propiciou uma uma uma evaporação das águas e essas águas foram transportadas eh pelos fenômenos que a gente conhece como jatos de baixos níveis que é uma corrente de jato nada mais é do que uma corrente eh de vento que transporta esse esse calor e esse umidade ali da região norte passa pela floresta amazônica vai até os Andes e depois ele desce para eh latitudes maiores né E foi isso que fez com que a gente tivesse uma uma grande quantidade de vapor de água na atmosfera porque esse jato estava transportando esse calor e umidade exatamente para o Rio Grande do Sul e ficando persistente por vários dias paralelo a isso o fenômeno é un ninho né que eh propicia o o que a gente chama de bloqueio atmosférico que é essa persistência dos fenômenos por eh vários dias então nós tivemos esse essa grande quantidade de vapor essa grande quantidade de água precipito por vários dias ali muito boa explicação não é especialista nós estamos falando com a Ana Ávila ela que é pesquisadora é do C pagre sabe tudo sobre o tempo e tá dando aqui pra gente o seu ponto de vista né Ana as mudanças climáticas têm impactos ambientais sociais econômicos significativo isso porque os padrões climáticos sofrem alterações que mudam o equilíbrio da natureza né quais os os impactos da das mudanças climáticas a gente sabe chuva demais calor demais mas o que mais pode acontecer com a a a mudança climática que vem acontecendo aí já há um longo um longo tempo mas né nos anos anteriores tem sido mais ferrenha né quais os impactos Ah pra população bom eh de forma geral o que que os cientistas eh falam né de um aumento da temperatura de até 1,5 a gente tem um impacto esperado né passando desse 1,5 Ou seja a atmosfera aquecendo mais a gente pode ter H desencadear coisas mais extremas né Eh coisas que eu digo assim eventos mais extremos tanto da ordem climática quanto outros por exemplo que a gente já também vem verificando vem vem sendo registrado derretimento das calotas polares o aumento do nível do mar a acidificação dos oceanos eh eh São eh por exemplo o a agricultura né enfrentando eh riscos em função exatamente das diversidades climáticas porque a gente sabe que a agricultura produz e o Brasil é um grande produtor eh se destaca na no na produção agrícola por conta do clima que a gente conhece né então Eh se a gente começa a ter eventos severos eh fora da da época ah como chuvas na época de colheita ou a falta da chuva na época do desenvolvimento agrícola a gente começa a ter um risco maior na produção agrícola e isso vai impactar na segurança alimentar né A questão das da acidificação dos oceanos a questão eh dos eh a própria alimentação dos peixes os corais que acabam morrendo né o aumento do nível do mar a gente eh pode verificar a maioria das cidades das grandes cidades localizadas próximas a à costa né aqui no Brasil nós temos os exemplos né então isso impacta nessa forma de vida como a gente vem acostumada é né a gente tem tem muita informação sobre o clima e todo mundo fala ah o clima tá do né porque a gente não sabe o que tá acontecendo um dia tá de um jeito outro dia tá de outro Às vezes as previsões que são previsões não são precisões né as previsões pessoal fica na previsão aí não dá certo tem previsão para para sol para calor de repente chove de repente faz frio de manhã tá frio depois meio-dia tá um calorzão E aí é é o ninho é L Ninha o que que é que tá comandando tudo isso é vamos colocar nos dias de hoje porque nós estamos no outono é isso outono com temperaturas aí de 38º 35 a gente tem visualizado isso nos termômetros Eh expostos aí na cidade né que que tá sob Esse comando então nós estamos com o euninho né Eh já indo embora ou seja essas águas ali próximo ao Peru que ficam mais aquecidas anomal quentes Elas já estão numa condição já eh dentro já quase da normalidade né significa o quê que Essa é é um limite né de 0,5º a partir disso a gente pode e dizer que estamos e claro né tem outros fatores não somente as águas quentes né tem outros fatores mas o limite né É É que as águas estejam acima de 0,5º e para cima então a gente teria o euninho e quando é mais frio a Laninha Agora nós estamos tendendo uma condição de neutralidade mas vale lembrar que é esperado para o segundo semestre agora de 2024 uma Laninha Ou seja a tendência que vai Se inverter esse sinal Então desse desse essas águas que estão mais quente já indo para uma situação de normalidade passa rapidamente por uma condição de normalidade e vai ficar mais fria do que a média um bolão mais frio já está aparecendo ali próximo à costa do Peru Então significa que nós vamos passar eh para o final de 2024 por uma condição de Laninha mas nos próximos dias o que que nós temos né de forma geral nós temos esse calor todo na região central do no Brasil e volta as chuvas no sul não com tanta intensidade quanto a gente teve lá no eh final de Abril comecinho de Maio mas volta a chover novamente para uma uma região e que já vem extremamente afetada isso preocupa e nós aqui seguimos no outono com o clima de verão é bem atípico né as mudanças climáticas também alteram os padrões de chuva levando as secas mais intensas e alguns locais enchentes né sobre o enfrentamento mundial das mudanças climáticas eh e o tal do negacionismo vamos lá enfrentamento mundial das mudanças climáticas que tá todo mundo trabalhando para poder enfrentar isso com sabedoria né até porque tem aí um resultado catastrófico que é como nós vimos lá no Rio Grande do Sul mas tem aí o negacionismo vamos lá essa esse enfrentamento e o negacionismo que nós assistimos a sua entrevista a gente acompanha você e Eu sei que você tem falado muito sobre essa questão do negacionismo então eu gostaria que você explicasse um pouquinho e conflit asse esses dois assuntos pra gente aqui no ponto de vista é bem conflitante esse assunto realmente eh mas é muito importante da gente debater porque a gente só vai conseguir debater e ter argumentos com uma informação e é isso que a gente precisa levar a informação para um número maior de pessoas eh Porque nós não podemos ficar eh olhando essa situação sem eh entender o contexto sem nos colocar né E A grande questão do negacionismo que eu digo é é a inação é você achar que está tudo bem né que nós não temos nenhum uma influência na nessa nesse nessa questão aí da da da da mudança climática do aumento da frequência dos eventos extremos né então isso é uma questão eh que leva a inação e h e nós não podemos mais porque a ciência está mostrando e nós estamos vivenciando olha quanto exemplo a gente tem aqui né nós tivemos aqui hoje fazendo 8 anos nós tivemos aquele evento aqui em Campinas da fenômeno da microexplosão que foi exatamente no dia 5 de junho de 2016 que foi bem catastrófico tivemos fevereiro de 2023 aquela aquela tragédia aqui em São Sebastião com mortes de várias pessoas né e o o 2023 quente quer dizer são vários os os os os os fenômenos que nos dão a nos levam a pensar que alguma coisa está acontecendo que nós eh que está anormal e que nós temos um um uma influência Sim Isso é conhecido já de vários cientistas que fizeram experimento do CO2 na atmosfera da da da relação né da interação na verdade da da radiação solar com a o CO2 né na verdade não da radiação solar propriamente dita né porque a gente a radiação é que é emitida Ou seja a terra ela recebe a energia que vem do Sol e ela emite de volta e aí a gente tem o que a gente chama de equilíbrio térmico né um balanço Toda energia que chega deve ser igual a energia que sai e o planeta fica em equilíbrio mas quando a gente tem a energia que deveria sair da terra ficando retida a gente começa a entrar num desequilíbrio e os os cientistas Né desde a revolução industrial Eles já descobriram esse esse eh esse essa relação entre o CO2 e e a radiação então quer dizer isso é científico isso é comprovado não podemos eh pensar que as as mudanças climáticas não existem é as mudanças climáticas existem e nós fazemos parte dela não é mesmo Gostaria que você eh colocasse pra gente seu ponto de vista do comportamento né do comportamento humano eh e aí a o impacto na mudança climática Tem gente que fala assim ah não mas eu não tenho nada a ver com o clima tem tem sim né É porque tem GS tem é verdade até que aquele spray né antitranspirante ele tem um impacto na mudança climática Eu gostaria que você explicasse isso pra gente algo tão ah de repente que a gente pensa tem em casa tão assim inofensivo mas que se a gente for juntar um por pessoa aí nesse mundão de meu Deus interfere na mudança climática é verdade isso não é e se é o seu ponto de vista sobre e essa questão da indústria também é sim nós temos a a o o comportamento humano ele é muito importante e influencia nas mudanças climáticas influencia no aquecimento global porque se a gente for eh eh colocar toda a ação humana né Eh os os modelos eles mostram essa relação direta da ação humana ao longo de sua história com esse aumento das temperaturas com aumento de CO2 na atmosfera com aumento de outros gases como o óxido nitroso como o metano que estão relacionados com ação do homem tanto com a questão por exemplo da Agricultura né A forma como que é feito o plantil a remoção das do né o revolvimento da Terra para o plantil enfim são várias as ações e com relação a esse ao spray inclusive ele tem uma relação direta mais é com o ozônio né com o ozônio que é um elemento que fica na atmosfera lá mais ou menos a 30 km 25 30 km ele Ele tem ele tem uma relação mais com o ozônio não seria diretamente com relação aos gases de efeito estufa né porque os gases de efeito estufa eles provocam o aquecimento O ozônio ele tem um uma ele filtra né Aí teria um Outro fator também extremamente importante a natureza Ela é perfeita né então o O ozônio ele ele filtra a radiação eh ultravioleta que é aquela que chega do do do Sol até a nossa pele que provoca aquelas manchas né inclusive queimaduras né E até o próprio câncer de pele então ele teria uma relação mais direta isso também ao longo dos anos felizmente a indústria vem trabalhando nesse aspecto para reduzir esse Impacto e os gases que são emitidos aí dos combustíveis Ana e tem um impacto aí agressivo na questão dessa mudança climática ou é igual essa questão do não eh o quando a gente fala nos no no na queima de combustíveis fósseis nos combustíveis a gente a gente chama de os não renováveis né Eh eles eh tem um impacto direto no aumento da concentração de gás de efeito estufa na atmosfera que é o CO2 que é isso que vem fazendo com que a gente tenha essa eh enfim é toda a forma de vida que a gente veio criando ao longo da nossa história tanto com relação à indústria né quanto com relação por exemplo à energia né Eh a Europa usa muito a a endocar vão né E então é uma é uma queima e essa queima é que provoca essa essa essa concentração é um processo químico na atmosfera que provoca essa concentração desses elementos de forma desenfreada Vale lembrar eu já tava esquecendo que o aquecimento eh normal natural ele é fundamental para a vida na terra né então ele sendo eh o CO2 ele existe na atmosfera ele está presente mas numa quantidade de partes por milhão então é muito muito muito pouquinho mas quando a gente eh eh coloca esses esses elementos de uma forma desenfreada aumentando mais do que deveria que é o que isso que a gente vem verificando é aí que a gente tem o o aquecimento global e as mudanças climáticas então a tendência é que a gente tenha esse aquecimento global de forma a colocar em risco a vida na Terra como nós conhecemos Olha aí bem forte que você acabou falar falar acabou de falar agora né e depende da gente Sim a gente eh precisa entender eh ter informações sobre as mudanças climáticas e também eh nos adaptar e aprender as formas eh para que a gente não agrida o meio ambiente de tal forma forma que a gente ah não seja capaz né de ter um retorno bom porque aí vem chuva demais vem calor demais vem frio demais Tudo demais e acaba eh o ser humano acaba sofrendo bastante e o nosso meio ambiente também que sempre tá pedindo socorro a gente tá vendo aí eh as catástrofes né naturais acontecendo eh pelo Brasil e pelo mundo também nós vamos falar um pouquinho mais da já já depois do nosso intervalo com a Ana Ávila ela que é pesquisadora da do cepag e estamos falando hoje sobre as mudanças climáticas né O que são como elas influenciam no nosso dia a dia fique ligadinho com a gente daqui a pouquinho Nós voltamos aqui no nosso ponto de vista [Música] [Música] estamos de volta com o nosso ponto de vista aqui na TV Câmara Campinas recebendo a pesquisadora Ana Ávila muito obrigada pela sua participação com a gente viu mais uma vez a gente tá falando aqui e do tempo né do tempo da das alterações climáticas Ana no seu ponto de vista quais seriam as políticas públicas ees para colaborar a fim de mitigar esses eventos climáticos a gente fala de políticas públicas então eh tem aí a parte do ser humano né que precisa cuidar cuidar do clima aliás cuidar do meio ambiente né cuidar do meio ambiente isso a gente vem aprendendo desde a escola né Mas e as políticas públicas o que os nossos representantes podem fazer para mitigar essas situações é na verdade quando a gente fala em políticas públicas é um assunto muito amplo né são diversas as áreas da onde a gente tem que tratar das políticas públicas Nós já estamos numa num momento eh de eh adaptação né então o que que significa isso que os eventos extremos já estão ocorrendo nós precisamos nos adaptar urgente e mitigar continuar a mitigação é uma questão política dos eh governantes do de forma geral né então então a gente precisa essas tomadas de decisão de e Global né para a mitigação e a questão de adaptação que é urgente o que significa isso por exemplo se a gente for falar nas cidades a forma com que as pessoas eh se organizaram a aonde elas estão morando se é próximas de rio se é em áreas eh de de montanha né Eh o tipo de de construção a população em si como que elas estão e as áreas onde elas estão habitando né de forma que as cidades foram se eh espraiando em áreas onde não deveriam ter pessoas né e a gente precisa pensar sobre isso sobre os alertas Como chegar como nos comunicar com todas as pessoas porque para que todas as pessoas entendam o que nós estamos falando o que elas devem fazer diante de um evento Severo por exemplo né Porque as pessoas não a gente não tem essa tradição aqui no no Brasil a gente precisa aprender né se é um vento forte se é raio se é granizo se é enchente tudo isso e depende do local onde a gente vive então são coisas são estudos bem localizados que precisam ser feitos de forma que a gente consiga entender tudo isso e e propor né Eh políticas públicas para as diversas eh as diversas regiões né e e também a questão eh de da transição energética né que é uma questão que vem sendo aí apontada como uma solução para as eh emergências climáticas né Mas ela precisa ser justa ela precisa ser também pensada O que que significa essa transição energética a gente usar esses recursos naturais né mas ainda a gente já no Brasil praticamente toda a a a nossa matriz energética é eh eh ela é de eh proveniente de recursos eh renováveis né que a água né agora a gente trabalha muito a questão eólica né A questão da biomassa né então são questões todas que precisam também ser estudadas porque simplesmente a gente pensar que a que a solução e a gente não tem recurso para isso dado que os eventos extremos vão se tornar mais frequentes a gente pode ter risco com abastecimento de água né então são questões que trazem aí uma incerteza então a gente precisa se debruçar e entender bem as as regiões e como tornar essas políticas públicas eh realmente funcionais que é um desafio é Um Desafio apesar do Brasil trabalhar aí com energia renovável energia limpa né Eh no seu ponto de vista Brasil ele está preparado para eventos climáticos mais severos é é difícil temos eh infelizmente eh a gente tá eh se preparando e tá buscando e cada vez mais mas por exemplo a situação do Rio Grande do Sul nos mostrou o quão despreparado o estado estava né Eh e agora como que ele vai se reorganizar se reerguer né eh e aí como a gente falou antes né tem o negacionismo né então a gente precisa entender que determinadas medidas são necessárias para a segurança das pessoas né onde elas vão habitar onde elas vão produzir A A A A Conservação das matas né dos recursos hídricos né tudo isso a gente precisa pensar porque se a gente pensar que a natureza ela ela é infinita né E a gente tem recursos aí infinitos não é verdade né então por exemplo nós estamos com uma situação de muito calor e estiagens né o verão mesmo teve pouca chuva então a gente vive eh nesses nessas incertezas então a gente precisa pensar sobre isso e é claro as políticas públicas exatamente as políticas públicas para mitigar os IMP os aí eh desse desse clima que daqui paraa frente como a Ana disse né vai ser cada vez mais Severo complicado se a gente tem políticas públicas as coisas acabam minimizando né Vamos lá e Campinas Campinas Tem trabalhado para evitar né Eh esses desastres climáticos Ana então é uma nós tivemos a nossa referência foi foram as microexplosão que aconteceram no 5 de junho de 2016 né aquilo ali foi realmente uma surpresa foi é um é um evento extremo que tem um um uma a um assim difícil previsibilidade porque ele é muito rápido se a gente olhar eh nas imagens né é uma bolinha que que se deslocou e atingiu Campinas e provocou um dano imenso né de lá para cá eh vem sendo feitas muitas ah iniciativas né para que a gente tenha um evento daquele sendo eh no mínimo previsto monitorado porque dada sua eh a sua rapidez e a gente sabe que é Um Desafio prever mas existe uma um um um trabalho bem intenso eh a Defesa Civil existe um projeto né junto a a gcamp né inclusive em parceria com Cepagri a gente tem um radar meteorológico chegando aí já no comecinho do segundo semestre e a gente pretende trabalhar com essa questão dos avisos e alertas e tudo que envolve a segurança das pessoas falando em radar meteorológico né a gente tá sabendo dessa notícia passa pra gente eh no que vem beneficiar esse novo radar que tá chegando aí Ah ele é exatamente pra gente trabalhar essa questão da previsão dos riscos dos alertas né porque a gente tem o alerta que é um um dois dias de antecedência mas quando a gente trabalha com uma uma uma uma informação muito fina muito refinada a gente precisa ter os radares né são os equipamentos que são usados no mundo inteiro para este para este fim né então o radar ele vai fazer um diferencial eh com equipe né que a gente está já eh além de mim né outros meteorologistas no cpag já estão chegando né E esse trabalho também eh juntamente com a Defesa Civil isso vai eh nós temos muito trabalho pela frente na verdade essa essa é a realidade né pra gente poder atender todo todas essas informações que a gente precisa e trabalhar junto com as pessoas para que elas né recebam esses avisos e alertas entendam e saibam o que fazer então é é é multidisciplinar tudo isso certo no seu ponto de vista eh referente aos alarmes né Aos alertas eles não foram levado a sério lá no Rio Grande do Sul o que aconteceu né porque muitas pessoas nós vimos na TV é o tal do negacionismo acredito eu mas me corrija se eu estou errada muitas pessoas que que negaram a sair de casa não acreditaram que ia realmente acontecer o que aconteceu Por mais que estavam sendo alertados por pessoas que detinham a informação né E esses alertas Eles foram repassados de maneira correta no seu ponto de vista houve onde houve uma falha ali olha é para uma tragédia tão grande eh são vários os fatores tá começar pela previsão né Eh os modelos que prevêem né eles estavam indicando que realmente se tratava de um volume extremo mas esse acompanhamento mais de perto e esses alertas essas informações a gente viu Eh depois que a Defesa Civil Eh tava eh tirando essas pessoas e essas pessoas né não tinham para onde ir uhum né não tinha um preparo porque realmente foi eh surpreendente e os eventos pelo próprio nome eventos extremos né Já não são coisas conhecidas né e Podem trazer informações impactantes e foi o que aconteceu e ass somado essa chuva extrema a bacia né uma bacia enorme que eh trouxe essa água né que coletou essa água que veio eh para Porto Alegre pra bacia de Porto Alegre pra área urbana de Porto Alegre pro pro Vale ali do Rio Taquari que já foi severamente atingido né mas de forma geral o Rio Grande do Sul ele não tem uma uma uma trajetória de prevenção né então isso eh afeta bastante então numa situação de emergência não dá para planejar é é saber qual o caminho tomar e se a gente não se a gente não planeja não estuda não conhece na hora do desespero para onde a gente vai né Então ninguém sabia muito bem como ir para onde ir então isso teve um impacto enorme nas nas famílias nas pessoas na violência contra as mulheres contra as crianças nos abrigos Então realmente é um Marco eh e excepcional aqui no nosso país é lamentável n importância de um plano de contingência um planejamento preparação da política pública como nós falamos né Olha gente a atual onda de calor que afeta o estado de São Paulo é resultado de um sistema de alta pressão em níveis superiores da atmosfera correto cor como que a Ana Ávila explica isso pra gente o que que é isso que eu acabei de falar explica pra gente aí ah na prática se você puder explicar Qual é o que que tá acontecendo aqui no Estado de São Paulo nesses últimos dias é isso vem acontecendo nos últimos dias e aconteceu também com o evento Severo que que aconteceu no Rio Grande do Sul ou seja as frentes frias elas avançam até ali o Rio Grande do Sul Santa Catarina mas não conseguem adentrar mais ao continente por qu até que nós tivemos aí uma frente bem robusta né e o enfraquecimento desse bloqueio E aí tivemos aquela onda de frio tivemos alguns dias com frio e até uma chuva né e agora voltamos a essa condição dessa intensa massa eh de ar seco provocado pelo sistema de alta pressão que bloqueia realmente é um é um é isso ele fica eh a atmosfera ela é dinâmica né Então as massas de Elas costumam se movimentar do Sul eh para o norte trazendo eh chuvas e temperaturas mais am menas e do norte né Essa essa células né que faz esse equilíbrio né e agora a gente tem e uma uma condição de bloqueio mesmo essa alta pressão ela é tão poderosa que ela impede o avanço das frentes frias Então as frentes frias vem e e virão nos próximos dias vão atingir a região Sul Rio Grande do Sul Nova ente mas não conseguem avançar né É É um é um como se tivesse uma o ar né lá da alta atmosfera no sentido contrário aos ponteiros do relógio né numa camada muito intensa e muito eh poderosa muito forte e as frentes frias ficam Barradas então não conseguem avançar e essa massa de ar por e sua vez ficando por vários dias ela vai recebendo uma quantidade de radiação solar que vai se tornando vai fazendo com que ela se torne mais quente né isso persistindo por vários dias até que em algum momento Essa dinâmica da atmosfera consegue mudar e romper esse bloqueio e as frentes frias então avançam e aí a gente tem as frentes frias chuvas e essa mudança nas temperaturas olha aí como fala bonito né gente nós estamos falando com a Ana Ávila ela que é pesquisadora o se pagre Ana eu fiquei sabendo até que a Ana ela já foi garota do tempo na televisão não é mesmo e que legal e que que que época que ano que você trabalhou atuou como garota do tempo na TV Olha já faz um já faz bastante tempo eh 98 né eu trabalhei na verdade trabalhei em dois canais legal apresentando o tempo muito bom e como que é trabalhar com algo tão assim ah imprevisível né porque o pessoal fala assim a previsão do tempo né é uma previsão não é uma precisão então é imprevisível como é que é para você eh eh trabalhar assim eh como meteorologista pesquisadora né então além da previsão que é essa que a gente conhece que vai né que a gente acompanha a gente tem tudo o impacto que é que o tempo eh traz né então a gente pode trabalhar por exemplo com a modelagem agrícola né Eh como que o clima pode influenciar as questões da né da da da produção né eh eh e trabalhara a questão de como que a gente reage como que a gente se adapta como que a gente percebe a questão da Saúde Humana que é muito impactada pelas questões climáticas então a gente vê uma infinidade de de de eh ações interdisciplinares Eu Sempre busquei essa questão interdisciplinar e multidisciplinar né que é essa interação eh com outras com outras eh ciências né o impacto do clima eh na enfim na saúde né trabalhei já bastante com isso também então Eh porque a previsão do tempo ela e também ela vem melhorando muito viu a gente tem eh Aquela aquele papo de ponto de ônibus né que a gente no elevador né tipo ah hoje a previsão falou que ia chover e fez sol a isso ele vem mudando um pouco felizmente né porque a gente tinha uma uma imprecisão muito grande pelos desafios da própr do sistema computacional da comunicação das redes de transmissão de dados mas isso felizmente vem sendo superado então é um paralelo A modelagem né que prevê os modelos que simulam os cenários né numa escala de tempo que é até 15 dias né então a gente tem essa simulação né do que que vai acontecer e eh e é uma imprevis uma uma imprecisão exatamente mas eh ela necessita de computadores robustos de dados né a gente tem um desafio muito grande aqui no Brasil por exemplo de pontos de monitoramento do das condições né Isso é Um Desafio e isso é muito importante então a gente precisa ter A modelagem e os dados né Porque quanto mais eu tenho os dados com maior qualidade mas eu consigo melhorar minha modelagem né então Eh eu vejo que nos últimos anos a gente tem eh tido um avanço muito importante e agora essa questão aí da previsão em curto prazo que essa previsão eh que a gente chama de e na keste né ou e que simula para algumas horas eu acho que isso vai revolucionar muito ao nosso país e essa o nosso centro né a gente tá trabalhando e pretende eh trabalhar nesse sentido né Eu acho que isso é uma inovação e muito importante exatamente por conta dos eventos extremos exatamente bom escassez de água potável aumento das inundações do nível do mar além da insegurança alimentar serão com consquências aí já são consequências né das mudanças climáticas o aumento na temperatura média do planeta pode desencadear longos períodos de estiagem no futuro qual então a expectativa aí pros próximos meses em relação às temperaturas globais tanto no Brasil quanto no Estado de São Paulo Ana olha de forma geral o que a gente tem observado né é um as temperaturas mais altas em média né então Eh agora agora né com o euninho voltando a uma condição de normalidade que é o oceano mais mais quente voltando para uma condição mais de normalidade e até mais fria é uma tendência de que e a gente tenha um um esse calor tão intenso que a gente vem verificando que ele não Fi não Não continue né que a gente tem uma situação mais de normalidade mas a gente já tem os oceanos né Oceano Atlântico mais quente Então a gente já tem outras eh outros outras áreas né dos oceanos não só o Pacífico mas o Atlântico mais quente Então isso é uma é uma incerteza geral né como que a gente vai ter os próximos eh anos as próximas décadas mas de forma geral nós temos aí uma tendência que a gente siga com bastante calor e essa parte eh de chuva menos volumosa é uma tendência também que a gente eh vem comprovando né já era esperado e vem com provando então mais calor e um volume menor de chuva é o que a gente tem aí Vamos enfrentar Vamos enfrentar e de preferência sem negacionismo de preferência gente olha só estamos falando com a pesquisadora Ana Ávila que aceitou o nosso convite veio aqui pro ponto de vista foi mais uma entrevista um bate-papo mesmo né pra gente falar um pouquinho sobre as mudanças climáticas o que tá acontecendo né e o porquê disso e você sabe que cada um de nós até eu você Todos nós temos uma parcela né Eh eh nessa mudança climática climática mas nós também podemos ajudar a minimizar a mitigar essas situações políticas públicas são importantes você fazer a sua parte também é importante e a gente aqui desse lado passando a informação também para você é de grande importância por isso que eu quero agradecer a sua presença com a gente aqui hoje disponibilizou do seu tempo veio para cá trazer informaç passar o seu ponto de vista em algumas questões mas o que vale mesmo a gente tem certeza é a informação que é necessária e a gente precisa dela para seguir tentando melhorar um pouquinho a cada Diana muito obrigada muito obrigada E muito importante a gente ter a oportunidade de transformar essas informações e para o público de forma geral muito bem Ana Ávila pesquisadora do cpag aqui de campinas falando com a gente no ponto de vista sobre as mudanças climáticas vamos ficando por aqui agradeço a sua audiência a sua companhia e não esqueça Claro a gente se vê a qualquer momento aqui na programação da TV Câmara Campinas [Música] [Música]