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Ponto de Vista | Inteligência Artificial e Educação: revolução ou risco?
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Ponto de Vista | Inteligência Artificial e Educação: revolução ou risco?

148 views Publicado 18/10/2025 HD · 37:53

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No episódio de hoje do Ponto de Vista, o programa discute um dos temas mais importantes do nosso tempo: a Inteligência Artificial (IA) — sua origem, avanços e impactos diretos na educação. 💡📚 O convidado é Antonio Claudio Padilha, docente pesquisador da ILUM – Escola de Ciência, que traz uma análise detalhada sobre o conceito, as aplicações e as implicações éticas e sociais da IA. 🔍 O que é Inteligência Artificial? Segundo o cientista de computação John McCarthy, criador do termo em 1962, IA é a ciência e engenharia de produzir sistemas inteligentes. Desde então, a tecnologia evoluiu e passou a abranger diversos tipos de aplicações, como: IA Generativa: cria textos, imagens e músicas (ex.: ChatGPT, DALL-E). IA Discriminativa: reconhece padrões e classifica informações (ex.: reconhecimento facial). IA Baseada em Conhecimento: usa bancos de dados humanos para tomar decisões (ex.: diagnósticos médicos). IA de Aprendizado de Máquina (Machine Learning): aprende com os dados e melhora continuamente. IA de Aprendizado Profundo (Deep Learning): utiliza redes neurais para compreender dados complexos. IA de Processamento de Linguagem Natural (NLP): permite a interação entre humanos e máquinas por meio da fala e do texto. IA Autônoma: toma decisões sem intervenção humana (ex.: carros autônomos). Padilha explica como essas tecnologias estão transformando o mundo e, especialmente, a maneira como aprendemos e ensinamos. 🎓 IA e Educação: oportunidades e desafios A Inteligência Artificial já faz parte da rotina de escolas e universidades — ajudando professores a planejar aulas, criar questões e acompanhar o desempenho dos alunos. Segundo pesquisa da Walton Family Foundation (EUA): 40% dos professores usam o ChatGPT semanalmente; 76% dos docentes e 65% dos alunos acreditam que a IA será essencial para o futuro da educação; 79% dos estudantes preferem professores que utilizam novas tecnologias. Por outro lado, a presença da IA nas salas de aula levanta questionamentos sobre plágio, dependência tecnológica e desigualdade de acesso. O programa debate essas fronteiras éticas e pedagógicas, destacando o papel essencial do professor como mediador, orientador e desenvolvedor de senso crítico nos estudantes. 💡 Benefícios da Inteligência Artificial na Educação: • Ensino personalizado e adaptativo, que respeita o ritmo de cada aluno; • Ferramentas de pesquisa rápida e interativa; • Aprendizado acessível em qualquer hora e lugar; • Conexão com outras culturas e idiomas por meio de tradutores baseados em IA; • Automação de avaliações e relatórios pedagógicos; • Gestão escolar orientada por dados (Learning Analytics). ⚠️ Mas também há riscos: • Plágio e uso indevido de textos e imagens geradas por IA; • Disseminação de desinformação e “fake news”; • Desigualdade digital entre estudantes; • Dependência tecnológica e perda da criatividade; • Violações de privacidade e uso indevido de dados pessoais. 📘 Educar na era da Inteligência Artificial exige: Personalização: adaptar o ensino às necessidades e perfis de cada aluno; Criatividade e autoria: incentivar produções originais e subjetivas; Humanização: valorizar a empatia, a ética e o pensamento crítico; Checagem de informações: ensinar os alunos a verificar a veracidade dos conteúdos; Responsabilidade ética e digital: respeitar a privacidade e os direitos autorais; Competências digitais: desenvolver habilidades em robótica, programação e cultura digital. 💬 “A Inteligência Artificial não veio para substituir o professor, e sim para transformá-lo em um agente ainda mais essencial na formação humana”, destaca Antonio Claudio Padilha. Assista ao episódio completo do Ponto de Vista e entenda como equilibrar inovação tecnológica e essência humana dentro das escolas, garantindo uma educação mais crítica, criativa e consciente. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] nesta edição do Ponto de Vista, vamos falar sobre o uso da inteligência artificial na educação. Nosso convidado de hoje é o docente e pesquisador da Escola de Ciência ILUM, Antônio Cláudio Padilha. Seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação. Obrigada. Eu que agradeço pelo convite. Estou muito feliz de poder conversar sobre um assunto tão relevante aqui que é Iar na educação aqui no Brasil, né? Exatamente, Antônio. É sim um tema muito relevante, né? Uma vez que a inteligência artificial está em todos os lugares, em todas as áreas, né? a gente percebe que existem ainda também diversas questões sobre o uso dessa tecnologia, principalmente na área da educação. Pra gente começar então esse nosso bate-papo, né? Você como sendo docente, pesquisador de uma escola, que forma cientistas, né? Como tem sido o uso dessa tecnologia para os seus alunos? Perfeito. Acho que o assim o uso da da IA é imprescindível hoje em dia, né? a gente tem um pilar eh no nosso projeto pedagógico que é o uso intensivo de tecnologias e a IA com certeza é uma parte fundamental dessa desse pilar, né? Então, a gente utiliza bastante aí a eh não só para ajudar a preparar aulas, para obter exemplos, exercícios, mas também como busca de informação, né, como eh uma parceira no estudo, né, formulando perguntas, fazendo sessões de eh brainstorm, né, da gente conseguir entender um pouco mais eh de um determinado assunto. É, existem ferramentas de ar que a gente usa também para poder fazer pesquisas, é, na bibliografia, mas sempre com olhar muito crítico, né, tendo, é, uma visão de que aí ela pode cometer erros, pode cometer alucinações. E nós como especialistas, o nosso papel é decidir se aquele conteúdo que tá sendo produzido faz sentido ou não, né? E e manter a qualidade do do projeto, do do que a gente tá fazendo, porque afinal é o o ser humano que coloca o nome eh no no material que tá sendo produzido, né? E há apenas uma ferramenta no processo, né? Perfeito. E é assim, é uma ferramenta de ensino, né, de aprendizagem, é utilizado como um norte, né, para para as pessoas elas terem por onde iniciar ali, elas se baseiam naquela informação. Como que tem sido a reação, né, dos alunos em relação a essa ferramenta lá na escola? Olha, eu vejo que tem alunos que entendem eh eh os riscos, né, de você utilizar de maneira indiscriminada e tem alunos que talvez por uma uma questão de pressão do tempo, né, de muitas atividades, acaba eh usando um pouco mais do que deveria. Mas eu acho que os nossos alunos, eles realmente têm muito interesse em aprender. Eles têm uma mentalidade de que eles vão ser uma nova geração de cientistas. Então eu vejo que para eles tá claro que se eles não passarem por esse processo de aprendizado, de esforço, né, eles não vão aprender, né? Eu acho que é uma lógica que eu gosto de usar com eles. É assim, você vai na academia para você fazer musculação e ter um corpo mais saudável, você não vai colocar uma máquina para erguer os pesos, né? Você tem que passar pel aquele processo para você colher os frutos. Com o seu cérebro, a mesma coisa. você tem que utilizar o cérebro, pensar, raciocinar, errar, tentar novamente, de modo que você vai aprendendo e assimilando os conteúdos do seu do seu ritmo, né? Eu acho que você tem processos que a gente tenta acelerar comar que talvez nem sempre sejam eh os melhores usos da dessa tecnologia, né? E esse é um caso de você utilizar de maneira indiscriminada, né? Perfeito. Essa ferramenta, ela possibilita também eh uma personalização assim no aprendizado, né, digamos assim. Às vezes a gente tá com uma ideia, preciso colocar ali na internet, ai, como que eu posso elaborar um texto? A gente percebe muito isso, principalmente na área da comunicação, que muitas pessoas elas deixam um pouquinho de raciocinar, né? Vamos usar essa palavra de pensar, de formular. Você acha que isso acaba sendo também uma vertente diferente do que a a inteligência artificial ela vem com um propósito? é um outro tipo de propósito. Você acha que lá na escola eh a inteligência artificial ela traz essa personalização no aprendizado? Ah, com certeza. Eu acho que se a pessoa utilizar de uma maneira correta, né? Eh, existem muitos estudiosos aí da da área de a, eu posso citar, por exemplo, o professor Etan Molick da Won College nos Estados Unidos, que ele escreveu extensivamente sobre isso. Ele tem até um bestseller publicado pelo New York Times, né, falando de bom usos da IA. E eu acho que a sugestão dele é muito boa nesse sentido de você utilizar IA, não como um oráculo que vai te dar todas as respostas e você vai receber aquilo de maneira eh sem nenhuma crítica, né? Mas como um assistente, como um companheiro, você vai perguntar coisas e falar assim: "Eh, vamos estudar o assunto ah, veja bem, agora eu quero ver esse aspecto desse assunto." Então você vai desenvolvendo um diálogo. É uma companheira, né? não é uma fonte de verdade absoluta. Então, acho que os alunos que utilizam dessa maneira, eu acho que eles têm muito a ganhar com a ferramenta. Perfeito, Antônio. Eh, falando um pouquinho sobre agora a questão dos professores, né, você como docente, pesquisador e também dentro, né, de um universo acadêmico, como que a inteligência artificial ela ela tem sido assim importante para os professores, né? Não que a inteligência artificial vá substituir, né, os professores. Isso de maneira alguma a gente pode dizer assim, mas como que tem sido esse estudo mesmo, né, em relação a essa ferramenta e os professores, porque o professor ainda é aquela figura que realmente ele chega para ensinar, para passar o conhecimento, compartilhar, né? Então, como tem sido visto isso? Correto. Eu acho que assim, os professores eles estão interessados nas ferramentas, né? Saiu um estudo da OCDE agora em outubro que ele cita algo em torno de 56% dos docentes do Brasil estão utilizando a IA, porém algo, acho que eram 64% eles não sabem muito bem como utilizar, eles se sentem um pouco inseguros, precisam de treinamento, né? Então, eh, eles estão querendo usar, mas não estão sabendo muito bem utilizar. Existe essa questão que você mencionou do medo de ser substituído pela IA, né? Acho que isso não é só na carreira docente, mas em diversas profissões, né? engenharia de software, eh, comunicações, como você mesmo mencionou. Então, eh, todo a profissão que antes a gente achava que era protegido pelo fato de ser eh um uma atividade mais intelectual de criação, acaba sendo um pouco ameaçado por essa realidade da IA, né? E eu acho que isso é é realmente uma preocupação. As pessoas têm que se reinventar. Falando dos professores em em particular, aquele molde do professor que é o detentor do conhecimento, que ele que ele é um um oráculo, por assim dizer, né? Que vai trazer o conhecimento da mente dele e depositar nos alunos, esse modelo realmente tá ameaçado, porque os alunos facilmente obtém o conhecimento da IA, né? E e eles podem fazer perguntas que eles teriam vergonha de fazer pro professor, podem fazer para IA, né? e vai ter uma resposta ali, né? Exato, né? Mas o o risco é que os alunos eles estão aprendendo, eles podem obter um um conhecimento que não é um conhecimento tão acurado, né? Então esse é um risco. Realmente o professor como tem mais experiência, ele sabe julgar o material que tem uma alucinação, que tem uma informação que não é verídica do material que não tem, né? Então eu acho que os professores eles têm que se reinventar, eles têm que eh eh assimilar essas novas tecnologias, né? Isso sempre acontece quando vem uma nova tecnologia, as pessoas têm um pouco de receio, elas estão acostumadas a trabalhar de uma certa maneira, esse modelo é ameaçado pela nova tecnologia, tem que se reventar, tem que aprender a usar essas ferramentas da melhor maneira possível, né? Então, os professores, eles eh minha sugestão tanto pros professores quanto para todos os outros profissionais é a eh explore as ferramentas, né? Obtenha eh um conhecimento que te faça usar da melhor maneira possível. Eh, por exemplo, uma coisa que eu acho fantástica da EA, eu quero ensinar um assunto X e eu peço para ela falar assim: "Me dê exemplos do que eu posso fazer na aula". Então, ela me dá exemplos. Daí eu falo: "Poxa, agora vamos explorar esse exemplo, vamos mudar isso, vamos fazer aquilo". E a coisa vai se desenrolando e você vai usando ela como parceira. E isso é muito benéfico para preparar uma aula, por exemplo, né? Exatamente. Porque assim, a inteligência artificial ela é antiga com outro nome, né? já existia lá atrás com outro nome, obviamente, e hoje ela vem se atualizando, né, como tudo, a tecnologia tá aí, a gente tem acesso fácil e nesse mundo agitado que a gente quer tudo na mão, que é tudo rápido, isso acontece também com os alunos, obviamente, né? Muita gente tem aquela correria do dia a dia, de manhã já levanta para trabalhar, à noite estuda, não tem muito tempo, acaba recorrendo então à internet e que te dá todas as respostas. Mas igual você tava falando, nem sempre as informações que são repassadas ali, elas são corretamente, né? Elas t essa pode ter pode ter uma inverdade ali também, porque elas não têm uma fonte concreta. Isso também pode acabar atrapalhando o engajamento dos alunos. É importante que eles continuem estudando, fazendo cursos e tendo a inteligência artificial como uma base apenas, como um norte. Correto? Concordo plenamente. Eu acho que eh se a pessoa ela eh é uma situação que a gente quer evitar, por exemplo, o professor dá uma atividade, os alunos pegam a atividade, jogam no chat EPT ou um chatbot, né, similar, obtém a resposta, joga pro professor de volta. O professor também tá atolado de de trabalho, não consegue dar conta de 40, 50 eh atividades, ele corrige usando usando, corrige usando a mesma tecnologia. O que que tá acontecendo nesse processo? Ninguém tá aprendendo nada, né? os alunos não estão aprendendo, o professor não tá entendendo quais são as dificuldades dos alunos. Então esse é um é um exemplo de que a gente não pode fazer, né? Eh, agora os alunos utilizarem como um tutor, por exemplo, você pode eh o aluno, ele poderia chegar para e falar assim: "Quero aprender o assunto tal, me forneça uma lista de 10 perguntas". Uhum. Aí ele responde as perguntas, agora me ajude, forneça as respostas, mostra as fontes. Então isso é um processo que vai eh engrandecer eh eh agilizar o processo de aprendizado, né? Então eu acho que isso é é benéfico nesse sentido, né? É, nesse sentido tem esse esse benefício, né, dessa tecnologia. Mas por outro lado, né, quais são os riscos? já teve algum exemplo eh de algum aluno ou algum algum case assim que você conheça que a o aluno ele utilizou a a inteligência artificial de uma forma que acabou trazendo uma dependência assim para ele ou que não trouxe exatamente o resultado positivo, né? De que forma que a gente pode trabalhar os desafios da inteligência artificial na educação, certo? Olha, comigo assim, eu eh obviamente eu não vou entregar nenhum aluno meu, acho que eles são excelentes alunos, né? Mas existem estudos, né, que mostram o impacto no cognitivo. Por exemplo, saiu um artigo do MIT, né, do Instituto de Tecnologia de Massusetts nos Estados Unidos, foi ano passado, e eles analisaram três grupos de alunos, né? O primeiro eles tiveram que fazer uma atividade e utilizando um chat PT, o segundo utilizando apenas um mecanismo de busca como o Google e o terceiro só o cérebro deles. E eles monitoraram a atividade cerebral dos alunos durante esse processo e viram que obviamente quem utilizava uma ferramenta eh que tirava um pouco dessa carga cognitiva para outras e externa ao cérebro, né, ferramentas externas ao cérebro, tinha uma atividade menor no cérebro eh dos neurônios mesmo, né? E depois de algum tempo eles tentaram eh trazer de volta algum desses alunos. Alguns trouxeram, participaram, né, de uma etapa posterior e eles também eh foram perguntados o que que eles tinham feito e os que usaram a ferramenta eh sem nenhum critério, realmente eles não conseguiam nem lembrar do que eles tinham feito. Olha, então o processo de aprendizado no de fato, se você pensa assim, o objetivo é você entregar um texto, o chat PT é perfeito. Agora, se o objetivo é você aprender alguma coisa, você tem que pensar, você tem que raciocinar, você não pode depender tanto dessas tecnologias dessa maneira, né? Exatamente. Eu ia entrar nessa questão mesmo da dependência, né? Porque a gente percebe que hoje a geração que está vindo, as crianças, elas já estão acostumadas a terem tudo na internet, né? Criança assim de de um ano já tem o celular, já sabe exatamente mexer. É diferente, né? Sim, da nossa da nossa geração que a gente não tinha, era muita brincadeira na rua, tinha toda uma trajetória diferente, igual hoje. Então, a gente percebe que o mundo tecnológico ele está cada vez mais avançado. Isso gera um pouquinho de medo até uma preocupação, né? Então, como a gente pode evitar essa dependência, mas ao mesmo tempo a gente não pode também ficar alienado, a gente tem que acompanhar a tecnologia. É complicado, né? é complicado. Você tem que encontrar um balanço, né, né, entre você utilizar a tecnologia e você não utilizar tecnologia. No meio termo, você tem eh a opção de você utilizar a tecnologia de maneira consciente dos seus riscos, dos seus benefícios, né? Então, você mencionou a questão das crianças, né? Eu também sou pai, eu percebo que a criança acaba vendo conteúdo na internet e ela acredita, né? Então eu falo pra minha filha: "Poxa, eh, será que é verdade isso que ele tá falando?" Por quem que tá falando isso, né? Então é necessário desenvolver um pensamento crítico de você realmente questionar eh essa informação faz sentido? Por que que a pessoa tá falando isso, né? E e esses modelos eh de AA eles têm eh um eles são governados por um algoritmo eh que é feito por uma empresa, não é brasileira, tem interesses que nem sempre vão ser os interesses exatamente que a gente tá buscando. Então a gente tem que ter um um uma análise bem crítica, né? Não tô falando que elas são malignas, né? Obviamente, eh, interesse comercial, né? Interesse de adoção de usuários e às vezes eles priorizam coisas que a gente não tá priorizando. Então, é importante ter uma consciência de do que que essas ferramentas são. Você mencionou, por exemplo, que elas não têm eh uma base de conhecimento, né? Sim. De fato, o funcionamento dessa desses algoritmos, né? Eh, são programas de computador que eles leram bilhões de textos da internet, eles aprendem a prever palavras. Eles têm uma sequência de palavras, eles prevêm a próxima palavra. Só que se você usa um um sistema que só faz isso, ele vai gerar textos escabrosos, porque você encontra textos muito eh tóxicos na internet, né? Então, tem uma segunda etapa que é um alinhamento. Então, você pega e fala assim: "Agora você tá produzindo textos que estão falando sobre o assunto X, eu quero que fale sobre o assunto Y." Então, se você fala do assunto y, ela ganha uma nota positiva e você fala do assunto que eu não quero, nota negativa. Então isso chama etapa de aprendizado pro reforço. Então esses modelos eles são alinhados nesse sentido para para dar uma resposta que esteja alinhada com algum objetivo. Então eh é isso que torna eles úteis, né? Eles não são apenas geradores aleatórios de texto, né? Eles têm uma finalidade. E a gente tem que utilizar isso da maneira que alinhe com a nossa finalidade, né? que é educar, que é fazer as pessoas entenderem que elas estão lendo, produzindo material que elas conseguem lembrar depois e ter um senso crítico, né, não só das tecnologias como do mundo, né? Exatamente. Você tava comentando sobre a questão mesmo desse estudo, né, sobre a questão neurológica, né, que muitas pessoas que acabam utilizando a inteligência artificial como uma ferramenta assim de uso diário para formular texto ou para trazer aquela informação, houve essa diferença, né, das pessoas que eh pensaram, sentaram e estudaram. Então assim, hoje a gente pode dizer que a inteligência artificial ela é positiva desde que sabemos utilizá-la, né, como uma forma eh mesmo porque a tecnologia ela tá aí, muita coisa ainda vai chegar além da inteligência artificial, né? e falando sobre essa questão da educação mesmo, eh como que tem sido trabalhado, eh quais são as atividades realizadas com o a inteligência artificial para que torne, né, o estudante ou um profissional lá na frente para que ele consiga trabalhar a mente dele sem ficar focado só na inteligência artificial. Eu acho que é um trabalho eh contínuo, né, de desenvolvimento do senso crítico, né, de você eh questionar, né, e acho que nesse sentido é é muito legal você ter trazido essa essa pergunta, porque nós na na Ilon, nós estamos preparando um curso eh a gente chama de formação IA para professores de ensino médio, né? Então, a gente vai eh não só ensinar como essas ferramentas funcionam, né, que nem como eu mencionei, os algoritmos que regem o seu funcionamento, mas também as questões éticas, as questões eh eh mais fundamentais no ponto de vista de você preservar o cognitivo, de você utilizar de uma maneira mais eh eh consciente, né, dos seus riscos e benefícios, né? Então, esse curso que a gente tá preparando aí vai ser um um eh vai ficar pronto no ano que vem. a gente vai oferecer o ano que vem para professores eh do ensino médio do Brasil em formato eh remoto. Então, a ideia é a gente realmente democratizar isso e preparar, né, essa essa essa turma, essa primeira turma de professores para difundir esse conhecimento também pros alunos, né, porque os professores são multiplicadores, né? Então, a gente vai vai utilizar isso aí como uma sementinha para eh fazer com que as pessoas usem essas ferramentas da melhor maneira possível. E é importante esse trabalho porque igual a gente no começo da nossa conversa foi falado sobre alguns professores também, algumas pessoas que têm um receio dessa ferramenta, né, que com um medo igual de de ser substituído, algo que não vai acontecer, mas acaba tendo essa ameaça em todas as áreas, como a gente já mencionou. Então, tendo essa ferramenta, as políticas públicas envolvidas nisso, é uma questão mesmo de educação para que professor e aluno eles falem a mesma língua para que não fique com receio e trabalhar da mesma forma. É mais ou menos isso, né, Antônio? Ah, sim, com certeza. A gente quer que todo mundo tenha essa visão mais clara, né, da dessas ferramentas. Eu acho que eh resistência sempre existe quando eh surge uma nova tecnologia, né? Eh, quem nunca ouviu falar do termo dos luditas, né, que eram pessoas que se rebelavam contra as tecelagens, né, mecanizadas na na durante a Revolução Industrial na Inglaterra. Eh, o que acontece é que antes dessas tecelagens as pessoas não tinham acesso a roupas tão facilmente como tiveram depois. Isso teve um impacto? Teve. Tiveram pessoas que tiveram que se reinventar profissionalmente? Sim, gera impacto, com certeza. Mas eu acho que hoje em dia na sociedade da informação que a gente vive, a gente consegue se reinventar, tem acesso a ao conhecimento, de modo que a gente não pode encarar isso como um risco somente, mas também como uma oportunidade, né, de gerar novos novas frentes de atividades, de de conhecimento, né? Acho que isso a gente tem que carar de maneira bem positiva. Isso é é algo positivo, né? Desde que seja trabalhado com coerência, né? que seja algo que vá trazer resultados positivos para todos os lados, né? A gente não só para uma parte só. E e assim, no seu ponto de vista, né? Existe algum malefício e na questão da educação se ela não for trabalhada corretamente? O que pode ocasionar isso futuramente, né, pro pro para um estudante ou para quem tá iniciando agora na carreira profissional? Uhum. Olha, a gente pode ter uma geração de pessoas que são completamente dependentes dessa ferramenta. Elas não conseguem raciocinar por conta própria. Isso é um grande risco, porque a pessoa eh primeiro, e se ela não tiver ferramenta disponível, o que que ela faz? Ela não faz nada, né? Eh, se o preço, por exemplo, sobe e você tem que pagar agora para usar a ferramenta e aí você vai causar impacto pra carreira da pessoa, né? Eh, e segundo que essas essas eh tecnologias também elas são desenvolvidas eh em outros países, então a gente não tem controle, né? Existem iniciativas para desenvolver esses modelos aqui no Brasil, algumas empresas até estão começando, que eu acho super positivo, mas ainda é uma coisa que tá muito no começo. Então, eh, o que eu diria que a gente não pode ficar excessivamente dependente delas nem agora, nem depois que nossas ferramentas brasileiras estiverem disponíveis, né? Sim, mas os governos no mundo todo eles estão se atentando a esse fato, né? A Suíça, por exemplo, ela treinou um modelo de linguagem, né? Uma base da desses eh eh ferramentas de IA usando dados do governo deles. Então, eles têm lá e a Suíça fala quatro idiomas, né? Alemão, francês, italiano e uma língua toda eh peculiar deles lá, né? Então, e eles fizeram isso, né? Então, poxa, é possível fazer, é possível fazer uma coisa que esteja alinhada com os interesses eh da população, de cada comunidade, né? Só precisa de de investimento, pessoas e equipamento. Exatamente. A gente chegou num ponto muito importante sobre essa questão de desigualdade educacional, né? Porque a a gente tem esse esse estudo fora, inclusive tem um estudo, né, dos Estados Unidos que citou que 75% dos estudantes eles acreditam que essa ferramenta faz com que eles aprendem mais rápido, né? Então assim, é aquela questão que a gente tava conversando sobre a rapidez da do nosso dia a dia, da correria. Então, as pessoas elas querem aprender, aprender de uma forma rápida, mas isso não significa que a pessoa vai assimilar aquilo, né? Ela não tem um, con, ela não vai ter um conhecimento, ela tem aquele conhecimento instantâneo, pronto, ali, mas e depois, né? Será que ela vai continuar absorvendo esse conhecimento? Então é muito relativo, né, essa questão. E falando um pouquinho sobre a desigualdade mesmo educacional, porque assim, a gente tem algumas escolas, tem várias, né, várias situações, né, de escolas, de periferia, como que você enxerga isso, né, essa tecnologia que ao mesmo tempo ela tem avançado, mas em contrapartida, em algumas em alguns locais não chega exatamente como que é visto isso? Eu acho que nesses locais eh um pouco menos privilegiados eh a tecnologia acaba chegando. Eh, por que que eu digo isso? Porque imagina assim, uma uma mãe que cria os filhos sozinhos, né? Então isso foi uma discussão até tava tendo com um colega meu. Eh, essas crianças acabam tendo celular muito cedo, porque a mãe acaba tendo que deixar a criança sozinha, então ela quer saber se tá tudo bem, né? Conheço casos que isso acontece, né? Eh, as minhas filhas eu evito ao máximo, eu não quero, mas eu sei que eu posso fazer isso porque eu tenho condições, mas tem pessoas que não, não tem. E com o celular na mão, a criança pode acessar esse conteúdo, né? Então isso acaba entrando da pior maneira possível, porque tem não tem filtro nenhum, né? Não tem um adulto que possa entender o que tá acontecendo. Eh, a criança não tem consciência de que aquilo é uma máquina que tá gerando respostas que nem sempre vão ser eh respostas que são condizentes com que ela tá precisando, né? Então é é arriscado. Eu acho que precisa ter um olhar aí tanto, né, da da sociedade, do poder público para mostrar que essas ferramentas elas elas estão aí, não tem como fugir, não tem como evitar, mas vamos tentar fazer melhor maneira, usar da melhor maneira possível, né? Esse é o desafio, né? Isso que a gente tá tentando contribuir aí agora, né? Eh, no ano que vem para para ajudar a fazer isso trabalhar pro bem da população. Sim. Então você acredita que o maior desafio da inteligência artificial hoje é fazer com que as pessoas entendam exatamente o por que elas chegaram, o por que ela chegou. No caso, a inteligência artificial, ela veio com um propósito, né, de auxiliar de uma forma positiva as pessoas que estão eh entrando também no mercado de trabalho, né, para talvez iniciar a a o aprendizado numa no primeiro emprego, por exemplo. Então, esse é o principal objetivo da inteligência artificial na educação. Olha, eu diria que um dos, né? Um dos, é um dos assim, vai utilizar, as pessoas vão utilizar para aprender, mas eu acho que, como você bem mencionou, o que significa aprender, né? Aprender, eu acho que existem diferentes níveis, né? Você pode eh decorar, sei lá, o número pi, que é uma constante lá 3,14 até a 10ma casa. Agora você não precisa decorar isso, né? você pode ir buscar no num mecanismo de busca, por exemplo. Então, eh, aprender é uma definição, você precisa definir isso muito bem, né? Os estudantes dizem que estão aprendendo, mas se você falar e perguntar para eles o que que eles produziram no chat EPT, será que eles vão saber, né? Eh, talvez na visão deles ou aprender seja simplesmente entregar um um uma tarefa e pronto, eu passei nessa matéria, mas eu acho que é mais profundo que isso, né? Então, existe uma uma pirâmide de do aprendizado, né, que que diz cada atividade eh geralmente, né, uma aproximação, eu não lembro agora o nome do pesquisador, mas ele é uma pessoa da educação, né, que você ele diz assim: "Você aprende 10% lendo, 20% e conversando e eu sei que no final ali 90% e é quando você ensina, quando você escreve, quando você produz alguma coisa." Então, atividades que são eh passivas, né? ouvir, ler, você aprende, aprende menos. Quando você tem que produzir, você aprende mais. Agora, se a gente terceiriza para uma ferramenta ou produção, a gente tá aprendendo de fato. É uma pergunta interessante, né? Como quantificar isso? É um desafio. Eh, a gente tem que se reinventar e tentar fazer com que as pessoas percebam a importância de que o esforço, né, a produção, o erro leva ao aprendizado, né? Ninguém eh nasce sabendo, né? Eu falo isso pra minha filha mais velha. Fala: "Você tem que treinar, você tem que insistir, aprender, porque ninguém nasce sabendo, verdade, né?" Então, esse é um desafio, é um desafio mesmo. A gente tem que olhar pr para essa ferramenta, para essa tecnologia como uma forma positiva mesmo, né? De da gente colocar essa ferramenta no nosso dia a dia, mas como uma forma de trazer resultados positivos, né? nada que é exagerado, nada que torna dependência é bom, né? Então a gente precisa realmente dosar isso. Então, o seu ponto de vista, queria que você eh traduzisse, né, exatamente sobre a inteligência artificial e falar novamente desse desse curso, né, como que vai ser realizado dentro da ILUM, né, essa ferramenta que vocês já trabalham, né, já tem algo que vocês fazem assim diariamente com os alunos, com os alunos, quais são as principais atividades que vocês fazem utilizando a inteligência artificial? Olha, a gente tem cursos, né, que ensinam os alunos a utilizar a inteligência artificial e como eles têm uma eh uma mentalidade muito voltada paraa pesquisa, né, é uma escola de formação de cientistas, então eles aplicam inteligência artificial nas pesquisas deles, né? Então, eh tem simulações de materiais que o pessoal utiliza técnicas de eh não só técnicas de a, mas técnicas de a explicáveis, né, que ela vai basicamente ajudar você a a descobrir novos materiais. Eh, mas você também vai ter explicação por que a I tá dizendo que o material A é melhor que o material B, material B para tal aplicação. Então isso os alunos usam rotineiramente a partir do do segundo ano, acho que até do primeiro ano eles usam, né? A gente usa também para eh auxiliar para produção de aulas. A gente tem eh eh ferramentas de visão computacional também que utiliza para diversos projetos, né? Então, no meu ponto de vista, eu acho que a IA ela é uma realidade. A gente não pode eh negar a existência e a prevalência dela. As pessoas querem usar, as pessoas eh é fantástico, no fundo, você ter uma máquina que conversa com você, né? Então, acho que isso fez com que a IA se tornasse realmente o centro das atenções. Eh, mas a gente tem que ter consciência, tem que saber as limitações, por que a ferramenta ela funciona do jeito que ela funciona, como é que ela foi desenvolvida, né? né, quais são as motivações eh de todos os agentes envolvidos, né, no processo tanto de desenvolvimento da IA, quanto do uso da IA, regulação da são muitas partes envolvidas. Então, é importante a gente usar isso da melhor maneira possível, consciente, de maneira ética, de maneira que que vá trazer o bem para as pessoas e que vai ajudar os alunos a aprenderem mais e formar uma nova geração aí que vai fazer o mundo cada vez melhor, né? Então, nso que eu acredito como professor. Exato. Exatamente. Como professor, né? essa é sua, o seu ponto de vista em relação a essa ferramenta tão importante, né, que tem chegado aí, conquistado todas as áreas, né, todas as pessoas de vários níveis. E é importante, né, a gente frisar que tem que usar de modo consciente, porque isso é pro futuro. E claro, né, Antônio, isso não vai acontecer assim, não é só isso, né? Daqui um tempo outras ferramentas vão surgir e novos desafios também, né? Acredito que além da inteligência artificial, outras ferramentas virão por aí, né? Principalmente na área da educação. Você que trabalha no é de é um pesquisador, que que você tem a dizer sobre outras ferramentas? Já tem alguma aí que pode chegar e também ser inteligência artificial? Bom, semelhante à inteligente inteligência artificial, eh, eu não sei dizer ao certo, porém tem uma tecnologia que eu acompanho faz um tempo e que agora o pessoal tá falando mais nela, que é a computação quântica, né? Mas ela é um paradigma novo de computação que ela tende a um certo nicho, né? Eh, ela não vai, um computador quântico não vai substituir o nosso computador que a gente usa no dia a dia, o nosso tradicional. Não, não, ele é é um cálculo específico. Ele é muito bom para fazer um certo tipo de processamento que o nosso computador demoraria milhares de anos para fazer, né? Então, eh, eu acredito que essa aí vai ser uma tecnologia que vai chegar em breve aí, vai ganhar bastante atenção. Eh, investimento tá indo para essa área agora, as pessoas estão falando disso. Existe uma intersecção com a IA, né? Existem certas eh partes do algoritmo que a IA utiliza, que que ela poderia se beneficiar de algumas partes da computação quântica, mas não é uma um casamento perfeito, assim, tem partes separadas que realmente não se conversam, mas é uma tecnologia que que eu tenho aí em vista aí pros próximos anos. Então, é bem interessante. Então, muita coisa ainda tá para chegar, né, fazendo aí um um jogo, um trabalho junto com a inteligência artificial que veio com tudo, realmente a gente vê em todas as áreas, como a gente tava comentando, né, existem eh programas de televisão que hoje já tem, né, a inteligência artificial como apresentadora. A gente percebe algumas propagandas também que são a base de da inteligência artificial. Então realmente não tem como fugir dela, né? É uma realidade que se põe a o que você falou, né? Dos vídeos, as imagens geradas por IA, elas são indistinguíveis das imagens reais, né? Então, de novo, a gente tem que ter senso crítico de de se perguntar, né? Poxa, esse vídeo eh às vezes é criado um vídeo de um político falando uma coisa completamente alheia ao que ele sempre pregou por motivos difamatórios. Então, a pessoa tem que se perguntar, falar assim: "Poxa, mas ele sempre defendeu A, por que que ele tá falando B agora, né? Tem que ter um senso crítico, porque é muito difícil você tecnicamente distinguir, né, se é um vídeo feito por IA e um vídeo normal. Então, exatamente, qual é um desafio mesmo de você entender qual que é a realidade, né? Que mundo que a gente tá vivendo? Será que aquilo que tá passando é real? Eu posso acreditar? Uhum. como que como que a gente pode, né, passar essa dica pro telespectador de tentar eh decifrar essa diferença, porque muita gente não tem também tanto acesso assim, de repente não não tá eh eh no dia a dia, né, que é corrido, às vezes tá trabalhando, não tem assim um acesso rápido à televisão, ligou a internet ou a TV e viu uma notícia, opa, de imediato já acredita naquilo. Então, a gente também tem que tomar cuidado com os as fake news em relação à inteligência artificial. É difícil ter essa diferença, saber separar o real do do mundo fictício, né, do virtual? É extremamente difícil, né? Eu não saberia dizer a diferença. Eh, hoje em dia, o algoritmo de geração de imagens, ele é muito bom, né? os vídeos, talvez tenha algumas falhas de continuidade. Eh, eu vi um um vídeo que aconteciam coisas muito estranhas, né? Era uma um pessoal numa num bloco de carnaval e tinha pessoas que se fundiam e dentro do braço da outra, mas a tecnologia ela avança muito rápido. Então eu acho que talvez o meu conhecimento já não esteja condizente com o que é possível fazer hoje, né? Um vídeo simples de uma pessoa falando que nem a gente poderia ser facilmente produzido e é bem difícil de você dizer que ele não foi produzido pro IA ou foi produzido por IA, né? Então eu acho que assim as pessoas têm que ter essa consciência se questionar da informação e tem que ter regulação, né? as empresas de tecnologia elas estão sendo pressionadas a colocar alguma marquinha d'água, tal, mas isso é um desafio, porque as empresas elas têm um nome azelar, mas e uma pessoa, um hacker, uma pessoa que não tem reputação nenhuma, que age as escuras, se ele tiver acesso a recursos computacionais poderosos suficiente. Uhum. E isso também é uma coisa que vai ficando cada vez mais acessível com avança da tecnologia, pode fazer isso também, né? Então é é um grande desafio. Não tenho uma resposta para você do tipo, vamos fazer isso? É um desafio. É, é, é bem desafiador. É desafiador mesmo. Mas a gente segue então acompanhando os próximos capítulos, né, dessa tecnologia que tem eh alcançado, né, o mundo todo, várias pessoas, entrado na casa e na vida de todas as pessoas e de todo o mundo. muito obrigada por compartilhar o seu conhecimento com a gente, né, de trazer o seu ponto de vista em relação a esse assunto tão relevante que a gente enfrenta aí todos os dias, né, que faz parte do nosso dia a dia. A gente conversou então com o docente e pesquisador da Iluma, Escola de Ciência, Antônio Cláudio Padilha. Obrigada a você também por ter ficado aqui conosco. Pode falar as suas considerações. Então, Padilha, muito obrigada. Eu que agradeço pelo convite, né? Fico muito feliz de poder falar um pouquinho do nosso trabalho, do meu ponto de vista com relação a essas tecnologias. É um professor tem esse trabalho, né, de tentar eh fazer com que as pessoas reflitam, né, e não aceitem as informações sem sem o mínimo de critério, né? Então, acho que a mensagem que eu gostaria de deixar é isso, né? Eh, a realidade eh mudou muito, né? A tecnologia trouxe, você falou, acho que até tava tentando lembrar o termo são realidades sintéticas, né? Então, vídeos que não são reais. Tem um site que que você coloca lá, pessoas que não existem, vídeos que não existem. Então, vamos ter consciência, vamos olhar com o cuidado, a informação. A informação ela tá ficando muito fácil de produzir, então isso pode fazer com que a qualidade dela caia, né? Então a gente tem que ter o discernimento de dizer quando uma informação é de qualidade verídica ou não, né? Então esse esse é o nosso desafio. É isso que eu tô tentando eh abrir os olhos das pessoas, tá certo? Muito obrigada mais uma vez. Você aí de casa também muito obrigada pela sua audiência e continue acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Até mais. [Música] [Música] [Música] [Música]
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