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[música] Oi, gente. Neste ponto de vista, o nosso convidado é o escritor Flávio Rabet. Ele é autor do livro Comece pela sexta-feira, a arte de iniciar mudanças, sem esperar o momento perfeito. Flávio, seja bem-vindo. Obrigado, Carla. É um prazer imenso estar aqui. Eu quero agradecer o convite para poder estar anunciando aí o livro e falando um pouco dele aí pro pessoal. Flávio, comece pela sexta-feira aqui, ó, mostrando o livro. Já é uma quebra de tabu, né? Considerando que todas as vezes que a gente vai iniciar alguma coisa, seja um projeto profissional, seja aquela velha dieta, é regra a gente dizer. Na segunda-feira eu começo. Então eu imagino que esse livro vem meio que para quebrar tabu também, né? Perfeito. É isso. A ideia eh de colocar sexta-feira é por conta dessas histórias. As pessoas querem começar um curso novo ou uma atividade física, sempre fala assim: "Ah, hoje é quinta-feira, hoje é sexta-feira, vou começar na segunda". Ou agora a gente chegando aí, né, no final de 2025, ah, só vou começar em 2026, esse ano já não vou fazer mais nada. Então, a ideia ela quebrar isso mesmo, mudar esse hábito e começar na sexta que tem que começar e gerar um novo hábito para eles começarem aí a evoluir e chegar no propósito, né? Um curso novo, emagrecer ou uma atividade física, uma maratona e por aí vai. Uhum. Ô, Flávio, o livro ele foi lançado agora, né, no início de dezembro, no dia 12, época, como você bem disse, que as pessoas começam a fazer ali inúmeros planos, né? Até assim já vale a dica, porque esse ano, aliás, de 2026, primeiro de janeiro começa numa quinta-feira. Então, existe também aquela chance do pessoal falar assim: "Ah, eu vou começar no dia primeiro de janeiro, mas chega no dia primeiro, o que que a pessoa fala?" "Ah, não, é quinta-feira, né? Vou deixar pra segunda." Já é uma procrastinação, né? Uhum. É. E olha, eu lutei muito com a editora para est publicando ainda em dezembro por conta disso. Eu acho que é um excelente presente para as pessoas agora em dezembro estarem com esse livro e compreenderem que tem que começar, né? Eh, a gente vai aí ter a virada de ano numa quinta, então por que já não começa na sexta, no dia dois, né? uma vida nova, com atividades novas e conseguir com a editora esse lançamento por conta eh desse propósito mesmo, fazer chegar esse ano esse livro para as pessoas. Eu acho que é um excelente presente de Natal para aqueles que precisam, né? E que essas pessoas consigam com as histórias que estão nesses livros, nesse livro, eh, se sensibilizar e ver que dá para mudar. Flávio, como é que surgiu a ideia de escrever esse livro? Porque é um livro que ele foge do convencional, né? É um livro diferente. Eu não sei nem se você considera ele como autoajuda, mas ele me deixa um pouco essa percepção. Ele também vem para auxiliar muito as pessoas, né? Perfeito. Eh, Carla, tem 3 anos que eu venho trabalhando eh nesse material e eu quis colocar em prática. Então, ã, a escrever o livro não foi difícil, mas eu quis viver, ter a vivência para comprovar que é possível. Eh, com base numa pósse de neurociência que eu fiz e com o material juntado, eu comecei a testar eh várias hipóteses do porquê da procrastinação. E cada indivíduo ele é complexo, ele é diferente. Não existe um manual prático de 10 passos para ser feliz. Isso não existe. Não tem como uma pessoa pegar uma coisa padrão de algo tão complexo assim. E foi isso que eu quis demonstrar no livro. eh histórias comoventes das quais as pessoas vão se sensibilizar. E numa última parte do livro, um método, uma metodologia paraa pessoa se conhecer e ela se conhecendo, sabendo aonde ela pode pisar para criar esses hábitos e resgatar gatilhos dos quais ela pode ter a percepção do qual ela não vai agir daquela forma porque ela sabe que ela vai procrastinar. Uhum. E aí quando você pensa assim, começar agora, eh, já tem alguma relação com aquela frase? Porque muitas pessoas pensam assim: "Amanhã não sei se estarei aqui". Uhum. Ou amanhã a Deus pertence. Você pensa nessa nessa frase deste modo? Não, eu penso eh de uma forma que o por começar hoje, né? Eh, a gente tem que, eh, ainda mais nos dias atuais que as pessoas andam muito ansiosas por conta dos aparelhos eletrônico, celular, computador, ou depressivos por conta de do que fizeram e que carrega aquilo consigo e com isso elas não conseguem viver aquele momento dela. Veja, a gente tá vivendo um momento aqui prazeroso, que é um momento nosso que a gente tá aproveitando. Muitas pessoas elas não conseguem ter esse momento e elas ficam ansiosas e pensando no futuro, no dia de amanhã. E aquele momento que ela está vivendo, ela vai procrastinando. Amanhã eu vou fazer essa coisa, amanhã eu vou entrar no meu curso de gastronomia que eu gosto tanto. E vai deixando, criando ansiedade e gerando dopamina para ela, dos quais não é viável. Aquela dopamina do mal que a gente fala, né? Que é ficar sentado no sofá. Não que você não possa ficar sentado no sofá, mas tem que aproveitar cada momento, né? Ficar ali duas, três horas gerando um ri no celular, no sofá, perdendo um tempo do qual você podia estar ganhando com alguma coisa que vai fazer com que você evolua. Uhum. Né? Tem uma questão aqui desse livro que eu gostei bastante, Flávio, porque assim, você dividiu o livro em três partes, né? Isso mesmo. Inclusive, eu achei bem interessante porque assim, na primeira parte você conta a história de pessoas, né? Na segunda parte você narra alguns casos e na terceira parte você explica como fazer essas mudanças. Um pequeno spoiler pro público de casa saber mais ou menos o que eles vão encontrar nessas três partes do livro. Eh, a primeira parte eu trago casos de pessoas que não conseguiram superar e procrastinaram, né? até eh vou trazer aqui um spoiler para vocês. A primeira história que eu conto é a história do Marcelo, que profissionalmente ele conseguiu eh ser exitoso, foi morar num outro país, eh conseguiu um emprego bom, mas ele não cuidou da saúde dele, ele não cuidou de si próprio e foi procrastinando isso até que uma hora a conta chegou e aí vocês vão ler o livro para saber o que aconteceu, né? Mas pode contar, ninguém tá vendo. Pode, né? [risadas] Olha, Flávio, é muito interessante porque assim, quando a gente fala sobre isso, você até citou, né, a questão da da ansiedade, a gente tem lidado com isso constantemente, né? E aí eu fico pensando, inclusive, acho que talvez na sua na sua pós-graduação você tenha estudado sobre isso também. Essa ansiedade ela tem proporcionado, tem levado as pessoas a procrastinar? Porque a gente vive num mundo hoje em dia, até por conta das redes sociais, né, das telas, a gente precisa de aprovação a todo tempo. Uhum. se a roupa tá aprovada, se a maquiagem tá boa, se o corte de cabelo, se o trabalho que a gente fez foi aprovado pelo chefe ou não. Então isso é uma constante. Eu imagino que às vezes mudar alguns passos, né, fazer algo diferente, gera essa essa ansiedade e a pessoa meio que recua, ela fala: "Opa, pera aí, não sei se eu tô preparado". Você acha que tem alguma ligação? Tem, tem. Eh, ela ela a rede social a gente sabe que é é um mundo muito distante da realidade, né? E as pessoas almejam isso, verifica. A gente tem aí pessoas que postam andando com carro importado, mulher com bolsa de 300, 400.000 e aquela pessoa que almeja aquilo, almeja um emprego novo, um trabalho que ela vai se sentir bem e tentar chegar nisso, eh, tá longe, tá muito distante, então ela trava, né? Só que a pessoa tem que entender que aquilo ali não é uma realidade, né? Aquilo ali é um outro mundo que não é um mundo real. E quando acontece isso, até na segunda parte do livro também dando outro spoiler, eh, tem a Giovana, que é o momento de fazer um detox digital, esquecer um pouco a rede social, deixa de lado, vai viver a sua vida, que aí você começa a ter nova percepção, eh, ver o que é real e que aí sim cria um plano para si para chegar na onde você quer, né? Teve alguma insatisfação pessoal durante a sua vida que foi um start também para escrever esse livro? Algum exemplo que você falou: "Poxa, tenho visto pessoas vivenciar isso e o livro pode ajudar". Nossa, total. Foi por essas pessoas que eu eu fiz esse livro eh na minha família, amigos. Eu tenho até um contar um caso aqui, um primo lá do sul de Minas que toda vez que eu encontro ele, e eu sou bem ativo, né? Eh, na questão de atividade física, eu sempre fui assim, ele fala: "Rapaz, ele me chama de Zé, né, Zé? Eh, em janeiro eu começo, aí chega janeiro, eu encontro ele. Ah, depois do carnaval eu começo, car. E ele vai, isso já tem uns 5, 6 anos e ele nunca começou, tá lá, né? Então, eh, espero que esse livro agora mude essa essa concepção dele. Ele verifica que para ele não ser um Marcelo aí da primeira história, né, que ele possa, né? E eu tive um caso, Carla, agora recentemente também, eh, do meu pai, ele teve há um mês mais ou menos um infarto por não cuidar da saúde, né? Obeso, eh, não fazer uma caminhada. E aí uma hora a conta chega, graças a Deus, né? ele ele teve um infarto, conseguiu aí eh ser hospitalizado e tá agora se recuperando, mas é um resultado do que a gente eh verifica de quem não se cuida, né? E uma hora conta chega. E a culpa é da gente, não é de terceiro, né? Tem a autorresponsabilidade também, né? Ô, Flávio, e pensando na sua pós-graduação em neurociência, esse curso ele trouxe para você alguma alguma bagagem, talvez até informações científicas para compor esse livro? Sim. Eh, eu cito bastante no livro eh alguns estudos científicos e também alguns livros de doutrinadores que trazem isso, como um exemplo, eh tem eh um livro que chama Flow, que é em Busca da felicidade, né? É um livro muito bom que a gente estudou na na pós, que eu trago bastante, inclusive lá na terceira parte do livro, na metodologia, né? Eh, como aplicar isso, né? Eh, eh, então todo o material dessa pós, eh, e todas as buscas que foram feitas, eu coloco aí, coloco a referência para as pessoas entenderem da onde que eu tô tirando isso e o porquê daquilo, né? E aí, assim, como é que você tem sentido a a reciprocidade do público, né? Porque quando a gente olha pro título do livro, vou até mostrar novamente, comece pela sexta-feira, parece que já é uma dica para quem não quer fazer dieta. B, não é? Começa pela sexta-feira, pô. Mas na sexta-feira eu tenho um happy hour, no sábado tem um aniversário. Domingo é dia de macarronada. Isso mesmo. Você eh juntou essas peças para poder falar, não, vou criar um livro com esse nome que é justamente para provocar o público foi eh como eu falei, né, eu vim testando ao longo e desses últimos três anos e eu lembro de uma postagem que eu fiz no Instagram, eu coloquei em inglês, né, comece pela sexta-feira e deu uma explicada ali, eh, mais ou menos do que que era, né, em inglês. E aí eu tive uma recepção muito legal dessa postagem, sabe? O pessoal, mas calma aí, por que começa pela sexta, né? Foi aonde eu comecei então a a a partir dali a tá fazendo esses ensaios e vivendo isso, tendo essa vivência que eu acho que assim o sendo espelho, né? Você arrasta, né? O exemplo vai arrastando. Não adianta eu falar e não ter aí uma uma atitude, uma ação do que eu tô falando, né? Principalmente no meu caso que tem filhos pequenos. Se eu não for exemplo, eu não vou conseguir arrastar. É, né? eh chamar meu filho Otávio lá que tem 10 anos para não ficar eh no celular durante o jantar e eu ficar no celular não dá. Ele vai ficar também com certeza, né? Então a gente foi fui fazendo isso e tentando ser exemplo para ver com que eh aonde eu conseguia chegar para trazer as pessoas, né? E deu um resultado legal. Agora, Flávio, a gente falando de mudanças, né? Porque assim, eh, a procrastinação para quem já está meio que inserido nessa prática, até sem perceber, é difícil para ela, né, tomar uma atitude, perceber que ela está eh evitando algumas mudanças. Uhum. E tomar a coragem, né? Porque eu acho que em algumas situações é uma situação de coragem mesmo, de falar: "Não, eu vou mudar, eu vou me mexer." Seja em termos de exercício, de projetos pessoais, né? Aqui fala sobre várias coisas no livro. Você acredita que assim são exemplos que você coloca aqui, são dicas. Eu tô pedindo um spoiler aqui, não sei se vocês estão percebendo, gente, mas a ideia é essa, mas é isso mesmo. É, são dicas e métodos. E como eu falei, cada indivíduo ele tem sua particularidade, é um, somos seres complexos, não tem como padronizar algo, mas sair da zona de conforto é uma das ações que eu trago. A pessoa precisa entender. E quanto mais a pessoa procrastina, eh, mais no fundo do poço ela está, é mais difícil de sair. A gente entende isso. Às vezes precisa de ajuda de algum profissional para est acompanhando ela, para tá conseguindo sair. Não é fácil, não é uma chamada de atenção que vai eh tirar essa pessoa. Até pode tirar, vou aqui dar um exemplo prático, né? Você eh de forma mal educada chamar uma pessoa de gorda. Essa pessoa ela vai ficar sentida e ela vai tomar alguma atitude por isso. Mas a partir do momento que ela começar a esquecer isso, ela volta a procrastinar. Então ela tem aquela, sabe quando colocar a mão numa chapa quente, você coloca e recua, né? automaticamente é a mesma coisa. Ela vai fazer isso num determinado tempo, na hora que aquela dor dela já tiver estancada e ela já começar a esquecer, ela volta a procrastinar. Por isso que essas ações têm que se tornar um hábito, tem que ser todo dia ou três, quatro vezes por semana. E vai criando um hábito do qual você sente falta. Você fala: "Nossa, eu preciso fazer porque eu sinto falta", né? Algumas literaturas defendem que aquilo que a gente começa a fazer e segue uma sequência de 21 dias, a gente consegue colocar definitivamente como prática na vida. Você pensa dessa forma? Você concorda com isso? É, eu já estudei livros assim, até está o poder do Agora, né? Ele fala isso também. Eh, não concordo porque cada indivíduo é de uma forma, não tem como 21 dias e eh cada um tem que trabalha de um jeito. Eh, eu lembro muito, eu lutei muito para ter eh uma forma de frequência para estudos, né? Eh, eu gosto muito de estudar, mas ficava procrastinando algumas coisas. Então eu fui fazendo aquilo e foram meses para criar esse hábito e ter isso. Não foram 21 dias do qual se eu deixasse de fazer sentir falta. Eu acho que não. Até 21 dias eu não ia senti falta nenhuma, né? Demorou, né? Como um outro exemplo, a corrida. Eh, eu faço corrida, eu amo correr. Eh, tem 12 anos que eu corro, não foi 21 dias ali que isso, se eu deixasse de fazer, ia sentir falta. Hoje eu sinto falta porque tem 13 anos que eu faço, né? Sim. Quando você falou do na questão do estudo, isso me veio à mente as crianças, né, os adolescentes, porque eles estão viciados em telas, porque eles são dessa geração. E inevitavelmente a tela acaba fazendo com que eles deixem para depois tudo, desde uma tarefa simples de casa até tarefas da escola, estudar para uma prova. a prova na outra semana, não, depois eu estudo e assim vai, né? Então, acho que é importante a gente também conhecer os hábitos diários para poder entender, pera aí, aonde eu estou me deixando levar e que me faz procrastinar, né? Eh, perfeito. A gente tem no livro a história do Té, que é uma criança que tá eh muito viciada no celular, então tá ali gerando aquela dopamina a todo momento. E criança, quando você não coloca uma rotina para ela diária e deixa muito solto, vai ter esse caos que você disse. Ela não consegue estudar, ela vai ficar ansiosa, ela vai ficar agressiva, que ela precisa daquilo. quando você tirar aquilo, eh, no primeiro momento, ela vai agir com agressividade por conta da falta daquilo, né, como um adulto, né? Uhum. E então a criança ela precisa dessa rotina. E e é muito interessante que a história do Té conta a história dele, desse vício, mas traz a história de um amigo dele que era louco por aceitação numa na escola e a partir do momento ele não teve essa aceitação e aí ele acaba ficando muito depressivo. E aí vocês vão ler para saber o restante dessa história. Eí, é muito legal. E você abre uma uma aba muito interessante de a gente falar aqui que esse livro não é só para adultos. Então, porque assim, você não fala só para adultos, você fala também para os mais jovens. O Té um exemplo. Perfeito. É isso mesmo. Até a linguagem que eu trago do livro é uma linguagem simples para que eles possam, os adolescentes, né, as crianças que que tá na pré-adolescência também possam estar envolvido com o livro e entender o mal que isso faz, né? Não só o procrastinar, porque essas crianças nem entendem o que é procrastinar, mas elas têm que entender o que é uma ansiedade e o que é criar uma rotina na sua vida. Uhum. Sem dúvida. Nós vivemos na era da comparação e do perfeccionismo, talvez um pouco por conta das telas mesmo, né? A tecnologia, as redes sociais. Isso provoca nas pessoas algum medo de agir e talvez até de colocar em prática aquilo que elas desejam? Ah, provoca. as pessoas elas ficam com receio, né? Como a gente falou inicialmente, eh, a régua é muito acima do que elas têm ali de vivência e com isso elas ficam na zona de conforto com medo, né, de se desafiar, né, com medo de partir daquele daquela daquele objetivo que ela tem, né, sair do A pro B por conta de não conseguir chegar. Uhum. Legal. E aí assim, o conceito de antes feito do que perfeito é impulsionador ou não? Não vale pensar dessa forma. É, eu acho que não é assim, o bom é inimigo do ótimo, né? Uhum. Então eu acho que a pessoa tem que partir dessa premissa assim, vamos fazer o que é bom, a gente vai oscilar. A vida não é uma reta assim que você vai, né, no caso, para sair da procrastinação, vai subindo, vai ganhando e tem hora que você vai ter baixas. E tem casos aí, histórias no livro que teve de pessoas que teve baixas, né? E o que que ela faz? Daí eu demonstro através da história, através da metodologia, o que você vai fazer se você teve uma baixa, né? Que é normal, a vida é cheia disso, né? Então, quando você tem essas altas que você consegue superar, você tem que comemorar. Uhum. E na baixa você reflete e segue novamente, né? Inclusive, eu acho que tem a ver com pessoas que, por exemplo, eh, elas pensam assim: "Eu sempre começo tudo aquilo que eu desejo, mas eu não consigo terminar". Existe uma metodologia também para isso? O livro trata disso. Tem, tem sim. Eh, muitos casos, né? A pessoa começa um curso de inglês, um exemplo, uma pós-graduação, e aí cansa, né? E aquela do exemplo da moça que foi ofendida, né? acaba aquele aquela empolgação. E aí se isso não for uma rotina, se isso não for um hábito, a pessoa não incorporar isso, não ter como um pertencimento, ela vai deixar de lado, ela não vai dar mais importância. Uhum. Então ela tem que entender que ela precisa terminar. Aquilo pertence a ela agora e ela começou e ela tem que terminar. Talvez essa forma que a gente lida com as coisas, né, de muitas vezes não terminar aquilo que deseja ou nem começar, pode ser uma forma de não se comprometer, né? Às vezes a própria ansiedade ou às vezes um quadro depressivo pode levar a pessoa a uma ação dessa, né? Pode, pode sim. Eh, é esses altos e baixos que a gente tem falado, né? Quando a pessoa tá na baixa, tá se sentindo e que não consegue mais, eh, dependendo como for, Carla, ela precisa de ajuda para levantar sozinha, ela não vai conseguir. Às vezes não, uma recaída ali e depois ela segue o jogo e e consegue, mas tem muitos casos que a pessoa ela precisa ser entendida e ela precisa de uma ajuda profissional, né? Isso é muito importante. Por isso que eu trago mais uma vez. Não existe um manual prático de 10 prços para ser feliz. Não, isso não é para todo mundo. Não tem como. Você é feliz de uma forma, eu sou feliz de outra. E somos indivíduos, né, complexos. Então não dá para definir como um manual prático e todo mundo vai seguir aquilo e todo mundo vai ser feliz, né? Mas para isso existe o livro, né? Uma base já para que as pessoas comecem, né? aqueles que têm mais dificuldade, talvez até percebam, né, de repente, na necessidade de buscar uma uma outra ajuda profissional, né? Perfeito. Ele ele traz na última parte essa esse método da pessoa se conhecer, porque quando a pessoa ela começa a se conhecer, ela sabe aonde que ela pode ir, o que ela tem que fazer. E eu não consigo ajudar essa pessoa se essa pessoa não se conhece, se ela não tem um desafio, um propósito de vida do qual ela vai ter que conseguir enxergar isso. Eu não posso enxergar para ela, né? Ela tem que ser autoresponsável e fazer isso, né? Flávio, então eu vou pedir para você contar pra gente, se você puder, qual é a arte de iniciar a mudança, como você coloca aqui no livro, sem esperar o momento certo. Como é que eu faço para enxergar qual é o momento certo para eu voltar pra academia, para eu fazer uma dieta, para eu voltar a estudar? Como é que a gente coloca isso em prática? Boa, cara. O momento certo é o agora, cara. Vou dar um exemplo prático de novo. Eu e começava a estudar, eu tinha que arrumar minha mesa, depois eu tinha que lavar a louça, depois eu via que tinha que passar um aspirador na sala, eu ficava arrumando desculpas para estudar, né? Mesma coisa a pessoa que vai correr, ela fica arrumando desculpas para não conseguir correr. Por aí vai. Eh, começa, começa, deixa a louça, deixa a mesa bagunçada, começa, foca no que você tem que fazer e vai. Eh, para correr, o que que eu faço? Eh, sempre um dia antes da corrida, eu deixo tudo pronto, tênis, bermuda, camiseta e eh acordo no dia seguinte, só tomo um café, coloco a roupa e vou, porque eu sei que levantar às 5 da manhã, às vezes é um dia que tá chovendo, tá frio, você não tá, é um domingo, né? Você pode ficar ali com a família, então você pega, vai e faz, porque se você não fizer isso, você não consegue fazer, né? A cobrança, você acha que pode ajudar ou ou atrapalhar? Porque às vezes a pessoa faz isso num dia, por exemplo, vamos pensar no esporte, ela sai para fazer uma caminhada, uma corrida em um dia, no dia seguinte ela não vai porque o corpo sentiu, né? A pessoa tava sedentária e aí vem aquela cobrança. Ah, você foi só um dia, no outro você não foi. Isso é bom ou ruim? Ajuda ou atrapalha? Não atrapalha. A parceria é melhor entender a pessoa, né? às vezes ela não tá nem conseguindo andar e como que ela vai fazer, né? Eh, forçou demais, não deveria e tá ali. Mas a parceria, o apoio é muito importante, a cobrança atrapalha, gera briga, discussão, eh, ainda mais se for marido e mulher, aí pior, porque aí fica eh uma discussão muito, né, de casa. Uhum. Então, a parceria, o apoio, entender aquilo ali e não deixar de apoiar pra pessoa voltar a fazer, seja daqui uma semana, três, qu dias, na próxima sexta-feira, mas ela vai voltar, né? Você dando esse apoio, ela se sente que tá. Agora você começar a cobrar, vai gerar briga, atrito, não é legal. Bom, eu acho que serve também eh como uma mensagem, né, pro pro final do ano. Nós estamos já encerrando o ano de 2025. Comece-feira a arte de iniciar mudanças sem esperar o momento certo. O Flávio bem disse aqui, né, o momento certo é o agora. Então, acho que a gente precisa também ter essa conexão com a gente mesmo, né? e sentir que não vou começar agora e vai dar certo. É isso mesmo. Esse esse material que eu trago da até da pós, a gente aprende a viver o momento, né? Esquece um pouco do passado para não gerar aquela depressão, né? ou do futuro para não gerar ansiedade, a gente vai viver o presente, viver aquele momento e você vai apreciar aquele momento. Tem um texto que eu gosto muito do Ruben Alves, que eu sempre eh levo para as pessoas, que chama-se escutatória. Hoje as pessoas, já ouviu falar da escutatória, né? Eh, hoje as pessoas até para praticar a escutatória tá difícil. É, por conta disso, elas ficam ansiosas, elas não estão naquele momento, vivendo aquele momento, eh, não conseguem nem sentir a sua respiração às vezes. Uhum. Tão ansioso que tá. Então, calma. Se tá conversando, escuta. Eh, é tão triste ver nos cafés que a gente vai nos restaurantes, as pessoas sentadas e mexendo no celular e o outro comendo, não tem mais aquela conversa, né, a prática da escutatória. Então, por que tá ali, né? Porque a outra pessoa que tá mexendo no celular, ela não tá presente, né? E o desafio desse livro é isso também, pra pessoa aprender a ficar presente, estar ali naquele momento, ter uma paz, eh conseguir eh conviver com o silêncio, que é muito bom, né? A meditar o silêncio. Então ele traz isso também, que é uma forma de evolução para essas pessoas, né? Flávio, para quem está em casa e quer adquirir este livro, quem já quer começar pela sexta-feira ou pelo domingo, né? Quem quer começar no domingo também pode ser válido, né? Cada um escolhe sua data. Começar agora. [risadas] Quem quem se interessa pelo livro pode adquirir por onde? É, ele já está nas principais plataformas de venda online, nas livrarias também já está disponível. Eh, quem não conseguir, mas for colocar com sexta-feira ou o meu nome Flávio Emílio Rabete, vai encontrar o livro. Uhum. Se não conseguir, também tem o meu Instagram que é @flaviemorrabet e lá tem o site que eu criei do qual a pessoa consegue comprar o livro. Então ela clica no site, vai aparecer lá para ela fazer a compra do livro também. Tem no Kindle também? Tem, também tem no Kindle de forma digital. Aí que legal, maravilha. Considerações finais para o nosso ponto de vista sobre começar pela sexta-feira? Eh, para finalizar, é uma honra estar presente aqui para falar do livro com vocês. Eh, esse livro é um propósito de vida que eu tenho e até gosto de divulgar isso para as pessoas estarem ajudando. 50% do lucro desse livro, ele vai ser destinado, está sendo destinado eh paraa UNIASEC, que é uma entidade, um abrigo que cuida de crianças carentes, crianças e jovens aqui de Campinas. Uhum. Então, eh, você vai est ajudando a UNIASEC, principalmente nessa época do ano, que eles precisam muito, né? Sim. Eh, e quem puder visitar o UNSEC também, porque eles precisam também de muito amor ali, aquelas crianças, de muita atenção. Eh, esse livro 50% do que for vendido dele, ele vai ser destinado para Uniassec. E eu quero fazer chegar naquelas pessoas que acham que não conseguem, que eh estão aí já entregues e fala que não consegue fazer um curso novo ou uma atividade física, que não consegue emagrecer ou quer um novo desafio no emprego. É para você esse livro para você refletir com as histórias, se conhecer através da metodologia e aplicar o que eu ensino nele. Maravilha, Flávio. Muito obrigada. Olha aí, para você que nos acompanha pelas telas, tá aqui uma sugestão de presente para você e ao mesmo tempo, como o Flávio disse, né, você vai presentear crianças que precisam desse apoio. E é isso, Flávio. Muito obrigada, viu? Obrigada mesmo. Adorei. Certamente eu vou passar minhas férias lendo, né, esse livro. Obrigado, Carla. Quem sabe eu começo já na sexta, na primeira sexta-feira do ano. Muito obrigada. Obrigada, Flávio. Obrigada a você também que nos acompanhou pelas telas. Eu falei com o Flávio Rabet. Ele é escritor, acabou de lançar esse livro, que inclusive você pode presentear aí os seus amigos no Natal. Até o próximo programa. [música] Ciao [música] [música] [música]