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Ponto de Vista | Analfabetismo digital
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Ponto de Vista | Analfabetismo digital

92 views Publicado 15/02/2025 HD · 50:26

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[Música] OK Olá minha gente eu sou Carla mendro estou aqui com vocês para saber o ponto de vista dos nossos convidados sobre temas diversos relevantes e no ponto de vista de hoje nós vamos falar sobre analfabetismo digital dados do senso demográfico de 2022 mostram que 7% dos brasileiros acima dos 15 anos não sabem ler ou escrever uma simples frase Isso corresponde a 11.4 milhões de pessoas no Censo de 2010 a taxa de analfabetismo era de 9,6 por. então eu vou começar aqui com o professor André Luiz professor da Unicamp né da Faculdade de Educação muito obrigada seja bem-vindo aqui mais uma vez agradeço a sua participação com a gente Olá Carla Olá espectadores eu agradeço o convite fico muito feliz e honrado por est aqui discutindo um tema tão relevante exatamente aí o nome já diz né a gente quer saber o seu ponto de vista como professor como educador porque assim a gente começa falando sobre o analfabetismo funcional mas o nosso principal problema nos dias de hoje é o analfabetismo digital a gente pode considerar que esse analfabetismo digital é uma do funcional Olha acho muito bom essa tua maneira de colocar a pergunta analfabetismo é um problema que que se coloca na sociedade brasileira há muito tempo né E já foi considerado de várias de várias maneiras com vários enfoques eh sobretudo quando o Brasil sobretudo quando o Brasil recebe antes antes de se de ser independente de fato Quando recebe a coroa eh Portuguesa no no fim do século XIX no começo do século XIX é que a gente tem as primeiras bibliotecas no no país né então o país é muito carente desde a sua Fundação desde o início da história da colonização o país sempre foi muito carente do ponto de vista das Letras né da do que ler do que estudar do que escrever havia outra outras riquezas nos povos aqui né Eh mas a cultura letrada a cultura sobretudo escrita que vem da Europa para cá ela leva muito tempo com relação a outras colônias com relação a próprio desenvolvimento na Europa né então a o Brasil enquanto o país que nós conhecemos Hoje ele nasce eh de uma de um atraso intencional de de não trazer letras de não trazer livros de não ter gráficas né era proibido ter biblioteca a gente tinha isso foi um problema enorme até o começo do século X quando isso começa muito lentamente por conta da coroa portuguesa aqui eh a mudar e essa transformação depois quando a gente olha para pro processo educacional eh tem um enfoque também muito que muitas vezes reduz o problema como se o analfabetismo ou o fato de não saber ler ou escrever uma frase eh fosse um pouco superdimensionado óbvio que H muito problema nisso mas existem muitas formas de conhecer o mundo que não passam necessariamente pela língua escrita eh e e lida né que passam por outras formas as culturas orais né Eh muitas outras formas ricas de conhecer de conhecer de aprender o mundo e de ensinar o mundo eh e e bom isso não tira a importância da cultura letrada do letramento mas há há que você tomar algum cuidado por muito tempo houve um preconceito enorme com isso dizendo eh em algum tempo uma perspectiva mais higienista diz o analfabetismo é a maior doença do país é uma praga e e muitas vezes aquela pessoa que não sabe ler ou escrever que sabe tantas outras coisas eh não acessa o mundo né Então primeiramente o analfabetismo é um grande problema mas há que se tomar cuidado para que para que não se reduza isso a saber ler ou escrever eh né ao numa linguagem específica nãoé eh que é que é uma linguagem muito importante mas o conhecimento do mundo ele passa por outras lógicas que não são necessariamente as de escrita e e leitura e E aí sim o analfabetismo digital eh é um desdobramento disso com toda essa problemática do analfabetismo mas a gente ainda tem uma nova mídia que são um novo conjunto de mídias que são as mídias digitais que envolvem outra forma de operar no mundo de registrar o mundo de representar o mundo e que precisa assim como todo as outras mídias que antecederam as mídias digitais que precisa de uma de uma atenção própria e a educação tem né nos últimos anos voltado a olhar para isso pensado um pouco nisso em que formas a gente pode eh construir um caminho de educação digital veja ampliando um pouco a perspectiva de uma alfabetização digital pensando numa educação digital numa educação para as mídias e e e que caminhos essa educação pode eh percorrer pra gente viver melhor trazendo aqui para esse pensando em 2025 né em tantos problemas que a gente tem vivenciado em relação ao universo digital a gente pode considerar que assim como o senhor falou né a educação participar um pouco mais dessa dessa evolução né a gente pode considerar professor que daqui alguns anos esse analfabetismo tem a diminuir cada vez mais porque a gente tem visto É claro que assim por um lado pensando nos mais idosos é um pouco mais difícil de acompanhar né mas os mais jovens a gente até brinca né As crianças parece que já nascem com o celular na mão já sabem fazer de tudo então acredito que o analfabetismo digital ele ele envolve Aqui as pessoas mais idosas e aquelas pessoas que têm menos contato com o universo tal a gente pode considerar dessa forma que são dois públicos dois núcleos distintos né sim sim em termos de faixa etária tem uma tem uma forma de acessar uma maneira de usar muito específica né Eh eu eu sempre eh as pesquisas que a gente tem tem feito eu tenho trabalhado com com tecnologia e educação a pelo menos talvez pelo menos 10 anos de forma mais diretamente eh as pesquisas que a gente tem desenvolvido Elas têm mostrado que recorte de faixa etária é bastante relevante porque isso isso vem de como eu disse antes de outra de estudos de outras mídias quando a gente tem as mídias broadcasting né no no começo do século XX a a rádio primeiro eh que também é herdeira das mídias lá do do do impresso dos jornais ou das revistas eh com com imagens que que que também são herdeiras dos livros impressos e a gente pode voltar lá na idade média e a cada transformação grande de de de modo de produção das Mídias e de circulação das mídias a gente tem eh uma forma de nichar né de de estabelecer nichos de audiência ou de comunicação muito específicos eh o que a gente o que a gente percebe com as pesquisas eh é que do Advento da internet para cá houve uma condição de pulverizar de de de olhar para nichos menores e de ter Campos de nichos né Não não são nichos tão nem tão rígidos quanto talvez antes nem tão poucos como antes eh então dividir por faixa etária é um é uma forma de nichar bastante importante mas a gente tem entendido a relevância de eh eh comparar com outros com outros recortes também então recorte de gênero por exemplo quem acessa mais e quem acessa de que forma se acessa a a internet e as coisas que a internet oferece todo mundo virtual vamos dizer aí né Eh mulheres eh eh pessoas não binárias homens Sis hétero quem acessa como acessa o que isso oferece para cada nicho desses também e interseccionar mulheres de faix etária tal homens de faix etária tal né Eh além das faixas etárias e gênero a gente pode pensar em etnia né em em em raça em em enfim em classe social é bastante importante pensar Então como as diferentes classes sociais acessam as redes depende muito né Depende muito do do Poder aí a gente cai num campo que é fundamental falar depende e e e a história das mídias tem mostrado isso também não é uma novidade agora do dos sistemas digitais mas a história mostra que depende do acesso de fato ao equipamento ao material ao meio de produção ou ao meio de circulação e isso no capitalismo de 500 anos para cá pelo menos depende de dinheiro então classe social é fundamental pensar como as classes acessam quando a gente fala daí do analfabetismo digital ah as Vamos pensar nas escolas Então tem que ter computador lá nos anos 90 Foi uma discussão a mesma discussão do celular hoje apareceu lá atrás pareceu com outras coisas da revista Ilustrada da cartilha se tinha que ser ilustrada ou não discussões de tempos em tempos com as transformações das mídias elas reaparecem Então eu vi que vocês trataram de forma muito interessante eh em outros eh eh programas né o problema do celular das proibições de celular eh isso também é uma recuperação das coisas que vê lá de trás a gente vai encontrando formas de operar com isso mas eh O que eu o que eu olho que as pesquisas têm dito é que a gente precisa interseccionar melhor não olhar apenas para um aspecto para um nicho então Ah vamos olhar só pra classe social é Preciso olhar para gênero é Preciso olhar pra sexualidade é Preciso olhar para uma série de aspectos de como determinados grupos sociais acessam os sistemas digitais porque isso é muito desigual e quando a gente intersecciona a gente vê que as desigualdades se espraiam elas se espalham né Uhum E aí para enfrentar esse problema é importante que tenha Esse olhar que é justamente para atender cada grupo conforme a sua necessidade né um idoso por exemplo ele tem uma necessidade de educação digital diferente de um jovem que ele tem um pouco mais de de facilidade com o universo digital mas ele não consegue ter o contato direto porque ele não tem condições de ter internet o tempo todo é é isso é é fundamental porque ao chegar ao encontrar essa por que que a gente relaciona tanto a o recorte etário porque uma pessoa com 70 anos passou por um conjunto enorme de transformações de mídias na sua vida Talvez o os nossos septagen hoje sejam pessoas eh que possam ter um ponto de vista um pouco único assim em termos de desenvolvimento das mídias na humanidade porque veja Eles nasceram em torno dos anos 50 não é isso no início dos 50 no meio de 50 e no Brasil eh os de classe vamos interseccionar os de classe média um pouco mais alta morando nos grandes centros acessaram TV eh os os que moravam mais na nas periferias no nas zonas rurais eh de menor poder aquisitivo acessavam rádio essa era a Grande mídia né e a rádio eh eh depois hoje reeditada né em podcasts na internet recolocada pela internet a rádio era era o meio Talvez o grande meio nos anos 50 isso vai mudando e essas pessoas vão vão conhecendo os jornais as revistas ilustradas cada vez mais pensar no Brasil os anos 60 os anos 50 ainda tem muita coisa de revista ilustrada de de de de novela na revista não é e que vai pra rádio também então tem isso concomitante depois com televisão e essas pessoas elas aprenderam a ver TV estamos falando dos idosos depois de aprender V TV elas tomaram contato no Brasil sobretudo no início dos anos 90 com o um dos computadores pessoais os computadores chegaram na casa das pessoas né eu me lembro de discussões com o meu pai que é um seag Genário sim que nós precisamos de um computador né e ele ele já era ligado à tecnologia na época e ele dizia Olha eu vou usar computador lá no meu trabalho aqui em casa então eles eles viram computador pela primeira vez aqueles prédios que ocupavam um andar inteiro que eram os computadores de bancos ou de grandes empresas nos anos 50 60 quando isso se transforma no computador pessoal é uma revolução enorme e a partir daí em 10 20 anos a gente tem rede social no celular quer dizer num curtíssimo espaço de tempo um conjunto enorme de transformações eh e que as pessoas que aí nós temos dois problemas as pessoas que estão acompanhando isso tudo muitas vezes não tem tempo porque elas vivem fazendo outras coisas não é exatamente nem todo mundo é especialista em tecnologia continua né não é a gente aprende a tecnologia que o trabalho o indica e E aí você tem um outro grupo que é o grupo que que são os chamados nativos digitais que nascem já envolvidos nesse meio sim nascem já não já eh já olha e fala mas cadê o controle remoto né não não tem um controle remoto Como que eu faço sem um controle remoto exato É então é prec assim uma nós estamos diante de um quadro muito eh diverso diferente aí novamente a importância de olhar pra diferença de olhar pra diversidade e e de entender isso como riqueza e não e não como como deficiência porque a gente não precisa de um único jeito imagina a quantidade de tecnologias envolvidas aí porque uma única forma de operar né porque ensinar por uma única cartilha de uma única maneira se a gente tá diante de um mundo extremamente diverso professor para a educação o que de fato é considerado o analfabetismo digital pois bem acho que a gente tem um um conjunto grande aí de Isso daria Isso daria uma tese de doutorado pergunta de ENEN né É muito difícil responder tem muita gente com muita opinião diferente né Eh eu acho que o caminho que a minha pesquisa me leva a gente eu sempre o programa chama ponto de vista eu preciso dizer que eu olho de um lugar que é o lugar da pesquisa acadêmica e que é um lugar não é melhor nemum pior do que outros lugares ele só é um lugar específico que envolve ciência que envolve a produção de um jeito uma metodologia muito específica de trabalhar né e nesse lugar da pesquisa acadêmica ele ele é um lugar que pelo menos lugar pro qual eu almejo caminhar ele é um lugar que gosta da diferença da produção da diferença de entender que Pontos de vistas diferentes enriquecem uma discussão e Podem trazer um Um Mundo Melhor né significa que a pessoa não saiba nada não é falta de conhecimento ela não tem habilidade para lidar com algumas ferramentas acho que a gente pode considerar assim né o meu pai por exemplo ele brinca ali de postar uma outra coisa na internet mas ontem mesmo ele numa situação em família para usar o cartão ele ficou meio confuso não consegui usar ele falou vou pix ah não mas eu também não sei usar o pix só que assim outras coisas ele sabe ele consegue fazer uma pesquisa ele consegue né colocar uma música colocar procurar um filme na TV mas algumas coisas então eu acho que a gente também não pode considerar que esse analfabetismo digital não é 100% paraas pessoas né Eu acho que vai até um certo degrau a dependendo do do grupo né que que se pesquisa por exemplo isso Carla eh você Você colocou uma coisa muito interessante eh acho que de maneira geral todos esses pontos diferentes eles consideram que não existe uma única coisa para se chamar de analfabetismo Ainda mais quando se tratam dos sistemas digitais de mídias digitais eh a gente tem o costume de abreviar as palavras as expressões né que é importante pra comunicação mas e algumas coisas mais complexas é importante a gente tomar um cuidado às vezes a gente escuta muito falar ah o digital o digital eh O que que é o digital né é um outro mundo é um é o qu quando E aí uma pessoa que não tem em contato com o universo eh de aparelhos digitais que operam com sistemas digitais e mesmo a gente que opera Fica sem entender muito bem então muita muita muita muita pesquisa vai olhar para isso falar analfabetismo tá indo entender sequer do que nós estamos falando né outros grupos vão estar mais preocupados com aspectos técnicos eles sabem usar tal eh eh aplicativo tal equipamento mas não sabe usar outro equipamento não sabe usar uma num eh eh eu venho da da das Artes eu eu tenho trabalho com arte eu começo a estudar tecnologia por conta das Artes nas artes eh e as artes antecipam muita coisa na ciência né na na pesquisa a pesquisa em arte é sempre uma pesquisa muito peculiar ela acaba antecipando muita coisa eh quando eu concluo meu doutorado H cerca de de 12 13 anos atrás a gente via um mundo e falava de coisas que hoje tão acontecendo no dia a dia eh das pessoas e há 15 anos atrás a gente mexia com processos artísticos envolvendo isso e mas não não era uma coisa que ainda tava na na discussão da sociedade eh então a gente uma coisa que a gente via lá H 15 anos atrás é que a tecnologia tende a desaparecer o equipamento tende a desaparecer ele vai ficando cada vez menor se a gente olhar pro estúdio aqui eh a quantidade de equipamentos que a gente precisa é cada vez menor e ela cada vez desaparece na frente da gente se a gente pensar num comunicador antigo um Silvio Santos da Vidas né ele usava um microfone aqui né daquele de mão pendurado nele o microfone que a gente usa hoje não aparece quanto menos aparecer melhor a tecnologia toda sem fio antigamente um estúdio desse a gente tinha que tinha um lugar para você pisar porque de tanto cabo que precisava então a eh em tese o uso do equipamento ele vai ficando mais fácil e a ideia do do engenheiro quando prepara é preparar uma interface que seja eles chamam de intuitiva Uhum que eu possa me relacionar sem precisar ler um manual sem precisar não seja intuitiva como você vê uma cadeira vai lá e senta e apoia o braço ninguém precisa te explicar apoia o braço aqui a ideia é que a tecnologia digital caminhe para isso por isso ela vai desaparecendo é é um conceito que a gente usava lá atá chama de tecnologia embarcada ela tá nos objetos um conceito que que hoje é muito forte na na na engenharia da computação mais do que até na ciência que eh eh internet das coisas né ah as coisas T internet as coisas são inteligentes Então você entra no carro conversa com o seu carro você senta no lugar eh essa é uma intenção da tecnologia né de de de diminuir a imagem de ser mais transparente para que para que as pessoas vivam e elas estejam ali né as tecnologias Isso é bom porque diminui a necessidade da instrução pro uso mas isso é perigoso também porque a pessoa não sabe que tá lidando com aquilo exatamente Então acho que esse é um é um dos grandes problemas que a gente precisa se atentar o perigo e aí por isso vem a discussão do analfabetismo porque se torna um perigo aí esse essa primeiro vamos falar dos perigos então fake News né que é um termo que a gente ouve muito golpes isso pro dia a dia que ultrapassa o mundo digital e chega na nossa vida pessoa vai lá recebe acompanha numa rede um colega eh posta algo Ah se colocar tanto de dinheiro aqui Você ganha tanto aqui e as pessoas estão caindo nisso isso tá virando um problemão pra sociedade a gente já vai entrar nesse assunto perigoso mas que é muito importante a gente falar né Professor sobre esses perigos do mundo virtual mas primeiro a gente vai tomar uma água daqui a pouco a gente volta [Música] [Música] estamos de volta com mais um ponto de vista olha cerca de 76% dos brasileiros sofrem de analfabetismo digital e não possuem habilidades básicas sobre o assunto esse levantamento foi realizado pela Natel agência de Telecomunicações mas conversando aqui a gente consegue identificar né professor que a gente não pode considerar que todas as pessoas que tem dificuldade com algumas plataformas ou com algumas ferramentas deste universo digital quer dizer que seja uma um analfabeto digital né É É que é a sequência do que a gente vinha falando antes o conhecimento sobre o mundo digital é um é um é um uma existe eh de um tempo para cá porque o mundo digital tem se expandido de um tempo para cá então as pessoas têm conhecimento sobre a vida toda eh São alfabetizadas ou letradas sobre a vida toda os sistemas digitais são uma pequena parte que tem crescido exponencialmente eh mas eles também acho que é outra coisa que a gente não tocou e que é importante lembrar eles o mundo digital Depende de uma certa de um de um certo conjunto de suportes de camadas de outros mundos Então vamos pensar existem sistemas digitais sem eletricidade então Quantos por cento dos brasileiros acessam eletricidade né Eh esse esse é um dado importante eh da onde vem essa eletricidade porque também para acessar tem que tá disponível para aquela região aquela região tá sendo atendida por que tipo de produção de energia e essa energia vai ser produzida como numa terma elétrica numa hidra elétrica eu vou represar um rio antigamente se fala Ava da hidroelétrica como energia limpa sim hidroelétrica eh cria lagos e eh artificiais que acabam por vezes com cidades com vilas eu venho do Paraná onde tem por muito tempo foi a maior hidroelétrica do mundo que é de Taipu que foi um problema ambiental gigantesco então o avanço tecnológico a gente pode dizer hoje sem sem isso é um acordo acho que entre todos os pesquisadores dessa área até os mais otimistas eu não estou dentro deles mas eh até os mais otimistas entendem que há um custo ambiental enorme para para se manter a tecnologia no nível que a gente tem hoje então para existir esse mundo digital que nós temos estamos querendo aumentar o acesso tem um um um custo ambiental e social aí ambiental no sentido posso dar um exemplo muito rápido eh eh tem a gente por conta dessa polêmica das inteligências iis da Inteligência Artificial chinesa a gente tem visto dados assustadores por exemplo que a cada pergunta ou cada 20 perguntas entre entre 20 e 50 dependendo da complexidade da pergunta feita a uma inteligência artificial e são necessários cerca de 1,5 l de água para resfriar o equipamento que vai processar esse sinal para te dar a pergunta rápida no seu tablet no seu celular Então imagina cada 20 perguntas uma pessoa que usa isso o dia inteiro faz o quê 200 500 perguntas quantos litros de água estão envolvidos para cada pessoa uhum e aí a gente faz uma campanha ambiental falando que precisa reduzir o banho que tem que dar meia descarga quanto um banco não processa de informação quanto para garantir um capital de sei lá de criptomoeda quanto de de recurso natural e não é necessário e com o capitalismo isso fica tudo muito mais complicado e e olha eh não é porque eu não tô defendendo um sistema econômico ou outro eu tô dizendo que esse sistema econômico que é um sistema baseado no lucro como meta final esse sistema econômico gera um problemão quando encontrar esse tipo de equipamento então Eh Por que um problemão porque em algum momento fala ó para eu conseguir o lucro Eu tenho esse gasto de recurso ambiental o o o cara que Analisa essa planilha o capitalista o a pessoa preocupada em ampliar o capital vai dizer não usa esse recurso o importante é que o lucro apareça no final da tabela então é por isso que a gente vive uma crise ambiental essas coisas não estão desligadas né sim e e bom aí com o resto das coisas para que isso funcione eh da maneira que se quer será que é de fato importante a gente aumentar a quantidade de usuários de sistemas digitais a custa de quais recursos sociais e naturais essa é uma pergunta mais importante de fazer do que falar olha você tem % são analfabetos digitais sim o que que isso significa de fato no país né quantas pessoas têm energia elétrica para usar tem telefonia suficiente tem cabo para usar e a partir daí tem o equipamento aí então ainda saber usar o equipamento exatamente E falando em lucros a gente pode voltar naquele tema da questão do perigo né perfeito porque tudo bem que esse Universo para algumas pessoas Tem sim gerado lucro para outras não outras pessoas principalmente essas que não t tanta informação tanta facilidade com o tablet com o celular elas acabam se perdendo e é aí que entram os golpes né fraudes enfim tantas coisas que T acontecido que é aquela história que nós comentamos né O Malandro ele vai se atualizar para ele poder continuar a profissão dele é aplicar golpes então ele precisa se atualizar aquele que não está tão atualizado acaba caindo porque recebe um link vai clicar no link Ah mas tal colega diz que ganhou Tanto Em tal jogo vou tentar também E aí vira uma bola de neve né porque começa a Gerar lucros para um outro lado que não deveria né Pois é isso isso eh faz com que a gente na pesquisa vá identificando alguns aspectos como hoje talvez uma das hipóteses que a gente trabalha então assim parece que o problema não é exatamente esta ou aquela tecnologia em si parece que o problema é a quem interessa que esta ou aquela tecnologia seja unanimidade seja utilizada eh por todo mundo né a quem interessa então a ao grande capitalismo ao grande acumulador ao grande capital de fato interessa que haja uma confusão de informações num nível de determinado E aí você tem desde o golpe eh do bilhete premiado tava falando antes né a pessoa ia na praça hoje ela vai numa rede social que é o substituto da praça se você quiser eh vai lá e oferece alguém conhecido fala ganhei aqui né às vezes tá até hackeado já não é nem a pessoa mais mas às vezes é até a pessoa né que que que ganhou que de alguma forma e e esse engano passa adiante isso acontecia antes do mundo de ital virtual tá acontecendo aqui até a a fake News por exemplo que é que é um desvio de informação num nível enorme que move que move a população inteira muitas vezes muda opinião pública bom isso havia também eh com o jornal impresso quando a gente lê um pouco a história né da comunicação a história da Imprensa vai identificar lá atrás donos de redes de transmissão de televisão ou de rádio ou de jornal impresso que diziam eh tem bicho em tal produto ia lá vendia propaganda pro pro empresário o empresário pagava era quase refém né e eu tô falando aí do do saudoso assa atrian né num livro muito importante que conta a história da comunicação vai vai mostrar como ele manipulava a informação por ser por operar como dono e como alguém que que pode botar informação lá e circular essa informação e como ele movimenta opinião pública com isso a partir do movimento da opinião pública a própria política eh o sistema eleitoral o sistema legislativo todo ele fica comprometido E isso não é por conta do celular ou ou do do algoritmo isso é por conta de uma comunicação feita eh eh em massa eh E e essa massa não tendo suportes eh mínimamente educacionais para lidar com essa quantidade de informação que tem que operar né Professor quando a gente fala nessa nessa grande massa a gente precisa considerar que assim muitos estão na escola e tem outros que não né que tiveram ali o acesso básico à educação apenas para aprender a escrever o nome ler pequenas eh frases mas a gente tem hoje nos dias de hoje já escolas que T aulas de digitação de informá de uma coisa e outra então assim com a tecnologia é claro vem mudando né os processos vem acrescentando mais coisa na educação e a gente pode colocar essa parcela na conta da Educação do sistema educacional do Brasil que ainda falta digitalizar mais deixar o aluno mais informatizado o que que que culpa talvez ou que que Como que eu posso dizer qual seria a a bagagem da educação no Brasil diante desses casos que a gente vê aquela pessoa que acaba caindo em golpe Porque não são só os idosos a gente tem pessoas letradas né formadas Que acabam caindo em golpe ou seja não é um analfabeto digital exato acho que você tá perguntando um tanto sobre a responsabilidade ou o papel exatamente que a educação pode ter Nesse contexto Porque de fato há que se olhar ex pra educação ainda mais né num país que que quer valorizar ou que pelo menos uma parte da da população quer valorizar a educação pública gratuita de acesso a todas as pessoas né Para para que a vida dessas pessoas possa ser melhor uhum eh a educação tem um papel eh muito importante mas há que se lembrar como nosso patrono Paulo Freire eh diz assim que não é a educação exatamente que muda o mundo a educação muda as pessoas as pessoas vão mudar o mundo né a educação a educação é uma área que a sociedade eh moderna designa né uma área de fazer de ação que a sociedade designa mas que ela limita também e circunscreve muito especificamente eh a educação não faz leis né a a câmara faz leis e o Executivo deve executar né o judiciário então a sociedade é organizada eh em em em em instituições que vão ter ações possíveis e impossíveis de executar dentro desse escopo a gente tem pensado na pesquisa em educação e tecnologias em educação digital que sim é educação digital é um tema muito muito importante eh acho que posso posso comentar que na Unicamp a faculdade de educação eh conjuntamente com a informação de bastidor hein Carla vou dar um furo aqui ah que ótimo eh nós estamos trabalhando com as outras universidades públicas do Estado de São Paulo eh já há algum tempo numa pós-graduação eh profissionalizante em educação digital que deve sair aí nos próximos anos a gente tá é um trabalho difícil que leva muitas vezes uma década para se colocar em pé não é mas nós vimos trabalhando trabalhando há algum tempo com colegas da das outras públicas do Estado de São Paulo na construção de um programa de pós--graduação emem educação digital que é bastante relevante né então a educação tem olhado para isso e tem se preocupado com o que fazer eh o que a gente tem visto hoje o que eu tenho com os as pesquisadoras e pesquisadores que eu oriento a gente tem tentado tirar da frente algumas coisas que são um senso comum e que tão Ali pela vontade de alguns entes de algumas entidades que estão mais de novo preocupadas com o lucro do que com qualquer outra coisa então dentro essas coisas que a gente tenta tirar da frente é isso o foco talvez não esteja no aplicativo no no que os os engenheiros chamam de gadget né no no equipamento então por exemplo eh eh saídas como proibir celular como Ah não então tem que ter uma sala virtual tanto o o um extremo quanto o outro Eles parecem não não ser muito bons Nesse sentido porque não se trata de ter o equipamento x ou de não ter o equipamento x se trata do que fazer com esse equipamento e quando a pergunta é essa essa pergunta pode ser feita sobre o quadro negro que é um equipamento não existiu sempre a educação existia sem quadro negro eh o quadro negro Tem uma função específica tem intenções por trás dele a intenção do ensino em massa de colocar muita gente ao mesmo tempo e escrever coisa e todo mundo consegue ver ao mesmo tempo não é eh já já tem uma intenção ali e ele pode ser usado para uma para um uma coisa ou para outra ou para outra ainda a gente tem olhado na história desse país das pessoas que aqui vivem que essas ferramentas têm sido utilizadas para controlar para dominar uhum para para fazer isso para que por um lado eu consiga ter um lucro maior aqui E esse tem sido da história do país ela vem com o ensino técnico e de trabalho para que as pessoas trabalhem para que outros enriqueçam infelizmente não são as que trabalham que enriquecem com o fruto do trabalho porque o capitalismo lida com isso também não é só aqui então muitas vezes esses sistemas digitais eles são super aperfeiçoamentos de sistemas de controle eh é interessante Carla lembrar que a palavra cibernética que é a palavra Cyber né tudo é um termo muito muito cada vez mais em voga a palavra cibernética quer dizer ciência da comunicação e controle Então ela direciona exatamente a comunicação para controlar para controlar de um jeito muito específico quando o nosso técnico ali movimenta um botão ele quer aquele botão naquela a quantidade quanto mais precisa é o equipamento mais a quantidade adequada ele dá tem um marcador digital tem marcadores de vários tipos às vezes tridimensionais eh que você consegue exatidão no parâmetro que você circunscreveu então o controle é um elemento muito forte na tecnologia e a gente tem visto os sistemas capitalistas as as intenções capitalistas que são intenções de acúmulo por pouca gente usar esses sistemas para controlar e dominar muita gente muita vontade muita intenção então quando a gente diz deixa o celular na sala ou tira o celular olha precisa ensinar a usar o celular mais importante se tirar atrapalhar ensinar a usar é melhor deixar se ficar atrapalhar ensinar a usar porque às vezes atrapalha também é melhor tirar Mas o importante a questão me parece que não é tirar ou colocar tô tô trazendo para um exemplo um caso muito pequeno né mas do celular na sala mas é um caso atual e que envolve né E essa questão do digital né porque tudo bem na sala de aula Pode ser que em alguns casos atrapalhe só que fora da sala de aula eles usam constantemente inclusive as crianças têm usado o celular justamente para pesquisar coisas a respeito de uma prova de um trabalho que né que a própria escola orientou é hoje felizmente a educação tá olhando para isso a gente tem uma quantidade de produção científica já grande no país são muitos núcleos de pesquisa em educação e tecnologias né esses núcleos têm produzido textos em revistas científicas então Eh isso tá Tá bastante disponível né Eh paraas pessoas que se interessam eh e e o que se tem eu acho que o que a gente tem visto sobretudo na parcela mais crítica da pesquisa crítica no sentido de não não aceitar como premissa de que a tecnologia é boa em todos os casos e nem que ela é má em todos os casos mas de olhar com cuidado para cada aplicação para cada uso da tecnologia e ver o no que ela pode ser boa no que ela pode ser ruim eh eu acho que a existe aí então entre esses mais críticos a ideia de que é fundamental e é uma palavra que a educação tem usado cada vez mais eu na minha pesquisa ela tem Aparecido cada vez mais é importante a gente descolonizar as tecnologias o que que seria descolonizar nós nós vivemos num mundo n o que a gente chama de moderno a modernidade as o avanço tecnológico os botõezinhos piscando né o o os múltiplos das múltiplas telas ao mesmo tempo Elas são fruto de uma lógica moderna capitalista e Colonial eh a minha pesquisa em especial tem olhado para esses três conceitos como irmãos são conceitos que eles sempre vem juntos não tem algo moderno que esteja desligado do capitalismo e do colonialismo não tem algo capitalista que esteja desligado da modernidade e da colonialidade não tem algo que Colonial que esteja desligado da modernidade do capitalismo são três conceitos que se imbricam numa coisa só e que é o mundo que tá na nossa frente que se aparece aqui hoje o mundo digital o mundo real esse mundo é fruto do do capitalismo nasce há 400 anos atrás que vem se formando aí da modernidade que é a idade moderna né a gente fica o mundo que começa lá atrás com com a imprensa inclusive com a prensa de tipos móveis né com o livro com Isso muda o mundo completamente e e e com a colonialidade a Europa cria colônias no mundo inteiro eh e opera com essas colônias nós estamos nos comunicando aqui com uma língua europeia as pessoas que viviam nesse lugar usavam muito muitas outras línguas depois do genocídio cometido aqui ainda tem centenas de línguas e a gente não sabe delas e continua se comunicando com a língua europeia é um instrumento do dominador né Eh o problema não é mas a gente pode comunicar outras coisas além da vontade do dominador com o próprio instrumento do dominador nós ficamos Independentes da Europa em vários aspectos em outros ainda somos dependentes Então essa dependência a educação e as Ciências Sociais de maneira geral tem chamado de colonialidade que é a dependência do Colono do seu colonizador que é a vontade do Colono de parecer o colonizador então a gente compra equipamento estrangeiro tudo que vem de fora é melhor a gente não valoriza a inventividade a criatividade a força da do conhecimento que existe aqui no lugar né então por isso descolonizar as mídias eh as mídias são fundamentais a gente precisa usá-las mas como né a a parte mais crítica da pesquisa em educação felizmente tem olhado e falado Olha é preciso trabalhar de uma forma que isso traga mais Liberdade do que obrigação traga mais possibilidade de inventar do que de obedecer por exemplo não é com que intenções um professor leva um equipamento seja ele um livro didático seja ele um brinquedo sim seja ele um um brinquedo eletrônico ou não eletrônico de madeira com que intenção e isso tá lá acho que isso é mais forte do que o equipamento x ou equipamento y o quadro negro ou aplicativo tanto um quanto o outro pode servir para obrigar para controlar para dominar ou para libertar para resistir A Dominação para emancipar Professor trazendo um pouco pra sociedade comum a partir da sua pesquisa o que qual o seu ponto de vista e e talvez a sua a sua orientação para grupos eh de idosos aqueles que tentaram utilizar uma ou outra ferramenta Vamos pensar eh nós temos as redes sociais que ali você reencontra amigos você compartilha de de ideais semelhantes ou não né tem aquela aquela parte mais social né a própria rede já diz rede social e nós temos também a outra parte da tecnologia que é pro uso financeiro Então aplicativo de banco o pics você envia dinheiro recebe dinheiro e eu percebo que tem alguns idosos que já se colocaram na seguinte opinião bom eu consigo usar até aqui nas redes sociais eu comento uma foto eu comento uma situação ou outra publico tal posso assistir um filme mas para movimentar o lado já não me sinto seguro acho que a gente pode dar essa liberdade para esses idosos para esses grupos que entende que assim eu não sou 100% analfabeto digital mas eu vou caminhar até aqui com a tecnologia é válido É acho que pensando em Ação Educacional tem uma coisa que talvez Mude mude tudo aí que é a ideia de que o aprendizado cidade de aprender de conhecer coisas novas ela não acaba ela nem nem diminui conforme a gente aumenta de idade como outras capacidades diminuem como a audição diminui a visão diminui a capacidade de aprender não diminui com a idade às vezes ela aumenta com a idade depende um pouco de como você tá operando na vida eh então primeiro é entender que um idoso pode aprender tudo que ele quiser e a questão é essa o que ele quer como tá a Vontade dessa pessoa naquele momento da vida porque a vontade de uma pessoa de de 10 anos tá envolvida num num campo de possibilidades x a vontade de uma pessoa de 30 anos tá envolvida num outro campo de possibilidades e a vontade de uma pessoa de 70 80 anos eu não vou classificar 60 como idoso ainda tô saindo da Lei aqui tô colocando um pouco mais pra frente a Vontade dessa pessoa tá colocada em num outro campo de possibilidades eu acho que passa um pouco por por entender por valorizar essa faixa etária por pensar que essa faixa etária pode fazer coisas pode aprender novas coisas e e oferecer possibilidade de aprender essa oferta de possibilidade de aprendizagem precisa acontecer para todas as faixas etárias para todas as classes sociais para todos os gêneros para todas as etnias a oferta uma oferta que descolonize isso que faça entender e poder usar segundo as vontades que ele vai tendo né a rede social É a coisa talvez mais rápida e mais encantadora porque eu não não preciso enfrentar o trânsito para encontrar um grupo de amigos eu abro um aplicativo e mando um oi para todo mundo eh isso encanta muita gente o isolamento que a gente viveu na pandemia né as redes salvaram em muita coisa mas elas viram um instrumento também assim como o aquele grupo que que a pessoa frequenta e que é um grupo fechado hermeticamente às vezes se torna perigoso também porque circulam ideias fechadas circulam ideias que podem ser completamente enganosas a gente tem visto isso acontecer as fake News né se desvirtua completamente uma informação e a pessoa simplesmente não acredita mais em outras informações né O que a gente viu acontecendo nos últimos anos né nas ruas no país as pessoas né operando com mentiras em larga escala eh no celular e de forma sistemática esse é um grande problema então olhando especificamente pros idosos eh olha eu eu não pesquiso exatamente com isso mas desdobrando as coisas que eu venho pesquisando eu penso que é oferecer Educação de qualidade também para essas pessoas oferecer a possibilidade dessas pessoas fazerem cursos e e mais do que cursos eh acessarem esse mundo né E por vezes não é dar um celular pra pessoa que faz a pessoa acessar mas é conversar então essa conversa intergeracional é outra coisa fundamental a escola tem uma tem uma forma que muita gente ainda ainda ou começa a criticar tem grupos mais antigos mas que é esse recorte essa fixação geracional ou etária quer dizer gente de 8 anos só convive com gente de 8 anos gente de 10 anos e a vida não é bem assim na vida às vezes você tá num ambiente tem criança e tem adulto e tem adolescente então fechar essas faixas as etárias diminui muito a possibilidade de aprendizagem das pessoas encontrar por outro lado encontrar formas de fazer conviver bem diferentes faixas etárias aumenta esse campo de possibilidades de aprendizagem então Eh quanto e olha olha que isso é uma coisa que não é da tecnologia mas o campo das relações sociais conviver bem com faixas etárias diferentes ia mudar tudo ex inclusive Tem empresas hoje lidando exatamente com isso né E aí eh eu mesma já tive a oportunidade de fazer entrevista em uma empresa que tinha ali o mais velho de casa de carreira de tempo de serviço que ele tinha ali alguns hábitos que ele falou Olha eu não abro mão por outro lado tem o meu colega mais jovem que vem para aprimorar o meu trabalho e aí acontece a troca né aí que surge o relacionamento então isso também é saudável né E isso evita muitas vezes esses esses gatilhos de de pegadinha que a tecnologia digital facilita muito por conta da rapidez do fluxo de de informação e de comunicação quer dizer eh um um garoto aprende a manipular de alguma maneira o equipamento porque porque a meninada é mais rápida no sentido ela eles têm menos menos preocupações outras com a vida muitas vezes e tá dedicada àquilo por horas do dia por vezes então desenvolve rápido e circula aquilo rápido Eh quem tá ligado àquele grupo e a gente como professor profess como formador de professor tá sempre muito ligado às gerações mais novas Então quando você olha que nossa isso tem uma e por isso eu disse da arte também a arte usa essa tecnologia com pouco compromisso fechado com o lucro por exemplo usa às vezes para desvirtuar para brincar para levar para outros lugares e às vezes você fala olha o lugar que a gente pode chegar com isso então a arte o a juventude as infâncias são lugares criativos ampliar a criatividade pode ser uma ferramenta para usar de uma forma eh menos perigosa em certo sentido né eh e aí os idosos também tem muita criatividade para isso tá ótimo Professor eu agradeço sua participação foi muito bom compartilhar aí o seu ponto de vista com informações relevantes paraa nossa sociedade muito obrigada mais uma vez Eu que agradeço Carla Obrigado a você espectadores equipe toda nós encerramos o ponto de vista de hoje e você continua com a nossa programação tchau [Música] [Música]
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