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Ponto de Vista | A romantização do álcool: quando beber deixa de ser normal
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Ponto de Vista | A romantização do álcool: quando beber deixa de ser normal

51 views Publicado 20/12/2025 HD · 36:01

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Beber socialmente é algo comum no Brasil 🇧🇷🍻. Está presente em festas, comemorações, encontros familiares, eventos esportivos e até no dia a dia. Mas quando esse hábito passa a ser romantizado e normalizado, ele pode esconder riscos sérios à saúde física, emocional e social. No Ponto de Vista, a TV Câmara Campinas promove uma reflexão profunda sobre a romantização do abuso de álcool, recebendo o psicólogo André Granjeiro para uma conversa necessária, direta e baseada em dados científicos. 🧠 Durante o programa, o especialista explica como o álcool está fortemente ligado à cultura brasileira, desde a infância até a vida adulta, e como esse contato precoce influencia comportamentos futuros. Dados recentes mostram um aumento significativo do consumo entre jovens, com destaque para o crescimento do uso entre meninas, um dado que preocupa especialistas da área da saúde. 📊 Segundo estudos citados no programa, o consumo de álcool está associado a 12 mortes por hora no Brasil, além de impactos diretos em quadros de ansiedade, depressão, violência doméstica, acidentes de trânsito e afastamentos do trabalho. 🎬🎶 O debate também aborda o papel da mídia, da música, do cinema e das redes sociais na glamorização do consumo, criando a falsa ideia de que beber é sinônimo de diversão, pertencimento, sucesso ou alívio emocional. Essa exposição constante influencia crianças e adolescentes, muitas vezes sem que pais e responsáveis percebam. 👨‍👩‍👧 Família e exemplo O programa destaca que o comportamento dentro de casa tem grande peso na formação dos jovens. Mais do que proibir, é fundamental dialogar, informar e dar exemplo, criando um ambiente de escuta e orientação. ⚠️ Outro ponto importante é o chamado Beber Pesado Episódico, caracterizado pelo consumo excessivo em curto período de tempo, prática comum em festas, open bar e fins de semana, que aumenta drasticamente os riscos à saúde. 💬 Ao final, o psicólogo reforça uma mensagem clara: curtir a vida é importante, mas perceber limites, reconhecer exageros e buscar ajuda também é um ato de cuidado e responsabilidade consigo mesmo. 👉 Assista ao Ponto de Vista, reflita sobre seus hábitos e participe dessa conversa tão necessária. 💬 Curta, compartilhe e deixe seu comentário: você acha que o consumo de álcool é romantizado na nossa sociedade? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] sejam bem-vindos a mais um Ponto de Vista. No programa de hoje, nós vamos falar sobre a romantização do abuso de álcool. O nosso convidado é o psicólogo André Grangeiro. Muito obrigada por aceitar o nosso convite. Obrigado. É um tema extremamente relevante, né? Porque a gente sabe, principalmente em país tropical, como é o caso do Brasil, aquela cervejinha, aquele vinhozinho, é sempre uma boa pedida, só que essas coisas, esse esses produtos tm eles têm alcançado cada vez mais jovens. E é uma preocupação. Exatamente. Eu acho que podemos começar assim. O país Brasil ele é cultural na no álcool. Por quê? É muito simples de entender e perceber. Basta você ver um batizado, álcool, mês de aniversário, álcool, um ano, álcool e assim por diante. Completou 18, ah, vou tirar CNH, não vou beber. E cada vez mais precoce, né? Nós temos o lenar de terceiro que saiu agora. 2025, não quer levantamento nacional que coloca o jovem como risco. Por quê? Aumentou mais de 10% esse aumento no nos jovens. A fiscalização não tá adequada, né? E uma um dado novo e muito interessante, as meninas bebem mais do que os homens. Caramba, assustador esse. Exatamente. Exatamente. É o Lenade agora desse ano, nós estamos já no terceiro, então esse levantamento é crucial, né? para poder trazer isso. Por que essa romantização? Nós podemos começar partindo de quê? De mías, cinema, eh eh música, porque tudo isso tá engajado no quê? No acesso a esses jovens, né? Que acaba o quê? Romantizando esse processo. Uhum. Né? Porque assim, independente se é calor ou não, ou no inverno você tem lá no no outro hemisfério, ah, tem a vódiga, tal, mas a questão não seria isso, mas como eu vou lidar com isso e qual o acesso que eu tenho nisso? É, e aqui no Brasil o agravante é que nós temos todos os tipos de bebidas para o verão e para o inverno, né? [roncando] Sim, porque é um país que é praticamente 365, né? Agora teve a questão do da adulteração de de metanol, não é de agora. sempre existiu, que acho que agora deu-se uma mídia maior nisso. E aí ainda por cima, Campinas é uma das regiões que mais produz isso, não só de de bebida, mas também de tabaco. É porque começaram a trazer as máquinas de produção de tabaco pra região, no lugar de trazer do Paraguai, que lembra os, né, o paralelo, na verdade estão produzindo aqui. Tem um dado, um estudo, na verdade, realizado pela Fio Cruz. O consumo de álcool causa 12 mortes por hora no Brasil e ainda assim o seu consumo segue sendo incentivado em casa, na programação televisiva, nas redes sociais. E isso é uma preocupação, porque o que acontece hoje em dia, nós falávamos aqui antes de começar o programa que o filho começa a dar trabalho, começa a perturbar ali o pai e a mãe no final de semana, o que que eles fazem? Entrega o tablet pra criança ou o celular e a criança fica focada ali. E é exatamente aqui que estão os acessos. Os acessos. Sim. Então assim, de repente ele vê ali uma personalidade que ele gosta, ele vê essa pessoa brindando com uma cerveja, ele vai se interessar por essa cerveja. Sim. Ou pelo cigarro. Enfim, eu acho que é um acaba sendo um atrativo, né? É. Vamos pensar no seguinte. Qual é o símbolo do ano novo? Duas taças, uma champanhe. Não poderia ser um abraço, porque toda forma de comemoração, eu preciso beber. Onde que tá a cultura? Percebe? Sou eu que crio e quem faz isso? A indústria. Por quê? Porque eu msifico. Eu tô lá. Se você for ver todos os esportes, tem o quê? Champanhe para blindar. Se você for ver nas Olimpíadas, não tem. Se você perceber mais ainda na Fórmula Ind, se não me engano, na de Indianápolis, não se comemora com champanhe. Eh, se não me engano, é um copo de leite, porque é procedência o leite lá ser mais rico. Percebe? É uma questão de cultura. Aí você fala assim: "Ah, o tablet, mas o pai que fala assim: "Filho, pega uma cerveja, olha, tá, pega a caipirinha, eu já tô mudando". O jovem, a criança, na verdade, ele ele cresce e desenvolve como modelagem. É uma das técnicas. Modelagem é o quê? Eu tô vendo. Uhum. Então, nesses nesse caso, eu tenho uma família disfuncional ou não? Parece que não, mas pega lá, acende o cigarro, pega o cigarro, compra, eu já tô estimulando. Como que eu posso exigir algo se eu tô dentro de casa? Então, às vezes não é nem o tablet, o tablet tem a informação, né? É o tablet hoje em dia, né? Mas se a gente pensar, por exemplo, eh, eu vou ser muito sincera em falar, eu sou dos anos 80 e eu venho de uma época daquele almoço em família que tinha o vinho, o churrasquinho que tinha a caipirinha tinha cerveja. E é muito comum aqui no Brasil a criança ver o pai, a mãe provando, sei lá, o responsável e pede um golinho ou com papai pode a espuminha que não sei o quê. Dependendo da região, se coloca bebida para quê? Para adormecer. Jesus, é profundo. Tem um termo agora, eh, BPE, beber pesado episódico. É um termo definido pela OMS como o consumo de 60 g ou mais de álcool puro em pelo menos uma ocasião. Este comportamento pode levar a quais riscos? que é justamente o que nós estávamos falando, né? O almoço de domingo, churrasquinho em família, o sentido do álcool, porque ele é o quê? Na verdade, ele é uma bebida lícita, começa por aí, livre, né? Então ele tem as pessoas têm uma noção de que o álcool ele é estimulante, não, ele é depressor. Então, se eu já tenho um quadro depressivo, eu potencializo. Uhum. Percebe? As pessoas não entendem, porque assim, ele sozinho é uma coisa, mas o que eu não sei o que eu tenho, eu posso potencializar. Então o álcool ele traz muita decorrência porque você não sente como você tem, vamos dizer, o uso de uma cocaína frequente que você vê magro, tal. O álcool ele leva alguns anos, de 5 a 10 anos para começar a se instalar, né? Porque no na fase final dele é a falência múltipla dos órgãos, né? cirrose e coisas desse tipo. Então, quer dizer, eh, é muito preocupante porque a bebida é milenar, não é de agora. Sempre tem, sempre tem, até mesmo se você tá na na carceragem, tem bebida, eles fazem do quê? De arroz, daquela coisa, eles produzem em qualquer lugar, as pessoas produzem a bebida. Então, a questão eh no sentido de que o que que eu começo a entender que tá dificultando o meu cotidiano, meu dia a dia, não acordar, não ir pro trabalho ou, né, a sonolência no sentido, né, do do processo da bebida, né, o tipo de bebida, a quantidade, né, a forma que não por nada. Seestou é o quê? Exatamente. Cestou é o quê? É literalmente, é tipo, opa, é hoje, começa, hoje termina domingo, quando ouve a musiquinha do Fantástico, fala: "Poxa, amanhã tem que ver tudo de novo." Segunda-feira é o índice que mais tem o quê? Pedido de sid de afastamento. É mesmo? Ué. Ou sexta ou segunda. Segunda é mais. Vamos fazer uma lógica aqui para entender. Olha só que interessante que como que é é complexo, mas falar assim: "Nossa, você tava falando que é conspiração. Quando é que tem os jogos, né, de futebol na TV? Quarta-feira. O álcool mais ou menos leva no corpo uma média de até 72 horas para ficar. Então, se eu termino domingo, segunda e terça eu tô mais ou menos. Quarta-feira tem o quê? Futebol. Opa, dou só um golinho. Para quê? para manter paraa sexta-feira de novo. É tudo um ciclo. Quem patrocina, quem tá lá. Exatamente. É tudo casado. As coisas parece que não, mas precisa investigar essas coisas. Aí tem jogo de terça que é a série B. Eu tô falando isso porque parece estranho, mas se você começar a alinhar, você começa a ver que tem muita frequência da questão da bebida. É, porque também não adianta só a gente pensar assim: "Ah, talvez seja uma falha na educação, né, no comportamento dos pais." Não é só isso. Como o senhor disse, a questão do futebol, eh, as festas, né? Todo feriado que tem aí sempre tem essa questão, né? O sextou ou ah, amanhã é feriado, é uma nova sexta, né? Um final de semana antecipado. Para jovem, ainda mais é o rito de passagem. Uhum. que vou completar 18. Não, eu vou beber. Porque você vê isso na nas músicas, você vê isso no cinema, a glamorização, né? O beber, o porre é legal. O porre traz isso na música. Ai, sofrência, corno, bebê, ao fundo do copo, estimula, né? Então eu só trago isso. Se você for ver as letras, elas só falam disso. Sempre tem bebida. E parece sutil, mas aquilo vai influenciando cada vez mais. Agora tem uma questão que as pessoas falam o seguinte: conforme a pessoa ali iniciou a começou a beber muito jovem, a maioria das pessoas falam que o corpo vai criando uma resistência. Por isso que em alguns casos a pessoa conforme vai passando os anos, ela consegue beber um pouco mais porque o corpo criou uma resistência. Esse também é um risco muito grande, né? Na verdade, nós chamamos de tolerância. Por quê? Que eu vou Quando quando você começa a treinar, você fica mais resistente. Então, na verdade eu bebo, bebo, quer dizer, aquela quantidade que eu precisava não faz mais efeito, eu preciso demais. Então, eu vou criando. Na verdade, nós precisamos pensar o seguinte, nós somos bio, psicosocial, espiritual. Que que é bio? biológico, nós herdamos, né, dos nossos pais, né, a questão hereditária. Então, nós podemos ter aí uma predisposição de uso, seja lá de qualquer coisa. Se eu vou ter ou não, é uma outra história. Você pode ser, né, de ter ali uma uma predisposição e não desenvolver na sua vida, como você pode ter uma predisposição e desenvolver. Então, a questão do álcool, ela vem muito em qualquer tipo de substância ou doenças. Não é toa que você vai no médico e pergunta, tem alguém na família? Por quê? Porque nós vamos ver essa histórico, né? Porque de novo, não é porque o meu pai é, eu vou ser, mas tem uma grande chance de ser, né? Tem pesquisas que mostram até mesmo meninas, mulheres, né? quando vão se relacionar você e os pais, um pai que alcoolista tal, você vai relacionar com homens no meio de ali, vamos dizer um exemplo de 50, você pinça aquele que é o mal ou curva de rio. Por quê? Porque a tendência, porque você sabe lidar com esse tipo de coisa. Você não escolhe mais ou menos assim uma, vamos dizer, pessoas mais saudáveis, porque já vem dentro da linhagem. Você vive dentro de casa aquele conflito, talvez os relacionamentos, violência doméstica vem disso, porque aí a pessoa sabe liar, então gente é mais preparada. Exatamente. Não tô dizendo que é todos, mas existe já pesquisas que apontam isso. Por quê? Porque eu tenho uma familiaridade com aquilo. Eu sei lidar, eu escolho às vezes, tipo, não estamos aqui discriminando, tô só falando é a forma de aproximação. Uhum. Por quê? Porque aquilo já é me familiar. Então eu sei do que o novo. Agora falando em aproximação, a gente tem uma questão que assim as pessoas eh têm no álcool uma forma de socialização. Para algumas pessoas é mais fácil socializar a partir do álcool. Então, ah, eu sou um pouco, é, eu sou um pouco eu vou ter, eu vou precisar falar com aquela moça, com aquele rapaz, eu tomo. Lembrando, qual é o efeito do álcool? Ele vem vem paraar o córtex frontal que é aqui à frente que é o chamado tomada de decisão. Preciso falar mais alguma coisa? Que é a primeira reação, só que depois ele deprime, não é isso? Assim, essa tomada de decisão é a questão crítica. Eu já não tenho um ascenso crítico, eu já baixo. Até mesmo no sentido de quando a pessoa tá bêbada e fala, as pessoas falam assim: "Ah, ele abre uma caixa de Pandora." Por quê? Se ele tivesse são, ele não falaria. O álcool abre. Então, às vezes, o que ele fala, um bêbado é a verdade. E aí não é um até usado antigamente nas questões de quando você pegava prisioneiro, você alcoolizava para poder tirar informação. Você usava isso na guerra. Por quê? Porque você baixa a guarda. E aí assim, quando a gente olha para para esse caso, a pessoa que ela só se sente confortável em se relacionar, em em ter ali um momento social a partir da bebida, pode ser que ela tenha algum caso familiar, alguma predisposição ao alcoolismo ou não. Não tem essa relação. Você fala que é de um de um relacionamento, não? uma pessoa que ela assim uma pessoa muito reservada, muito tímida, mas ela consegue se soltar a partir de um gole de cerveja. Pode ser que na genética dela tem alguma questão, alguma predisposição ao álcool ou não tem uma relação com Então tudo precisa ver, é uma linha do tempo que se investiga, né? Porque assim, pode ser uma questão genética, né? Uma predisposição, pode ser uma a pessoa que realmente não tem nada na família e aí ela se adquire, né? vem tomando forma, porque o álcool começa, começa na hora que você vê, você já tá. Ela é difícil você perceber, é, né? Você tomou hoje, tomou amanhã, não deu nada. Na hora que você vê, já passou anos e tá por as boates, você tem lá o o open bar, porque assim, nós temos o bind. O que que é o bind? É tomar em um maior quantidade em menor espaço de tempo. Uhum. Né? O brasileiro é campeão. Pode ver. Você tem um open bar, deu 1 hora da manhã, acabou. Parece que todo mundo tá vai acabar. Pega um monte. Por quê? É aquela incidência. Eu tô treinando cada vez mais. Se eu começo de manhã, principalmente na pandemia que todo mundo foi para casa e começou a fazer, começaram-se fazer os trabalhos home office. Quantas pessoas que eu atendi que a pessoa tava naquela xícara achando que tava tomando chá ou café, pendurado com aquela coisinha, que que tinha dentro? Álcool. Álcool. Quantas pessoas eu atendi que caía nas reuniões ao vivo. Por quê? Porque é uma coisa, é um processo e depois começa a interferir aonde? No trabalho, no relacionamento. E o índice aumentou, né, durante a pandemia, né? Sim. Muitos que estavam bem ficou ficaram ruim e muitos que estavam ruim ficaram bem. Porque aquela questão, né, a pandemia trouxe muito para nós no sentido, tá, se eu não tô em casa, eu tô sempre fora e aí a pandemia me fez ficar em casa, quem eu encontrei em casa? Eu eu me aturo, eu me vejo. Exatamente. Entendeu? E isso foi a própria música, né, de como chama? Do R Seixas, né? Um dia que a a terra parou. É idêntica nisso. Por quê? Porque eu deparei com quem? Comigo. Será que eu me aceito? Será que eu me complemento? Será que eu tenho essa visão de mim? E a pandemia trouxe essa realidade. Por quê? Porque ali você não precisava sair, você não não precisava se maquiar, usar ou usar roupa, aquelas coisas tod. Então você começou a ver o quê? você é real e muito que a incidência casais principalmente muitos se fortaleceram e muitos se separaram. Por quê? Quando você casa, tá lá na doença, na alegria, tal, mas não falava assim na pandemia. Por quê? Ir trabalhar e voltar é uma relação. Muitos que estão junto começaram, começaram a ver problemas. Eu não digo em todos, mas agora, doutor, quando a gente se depara com essa situação dentro de casa e percebe que os jovens estão usando qualquer tipo de bebida alcoólica cada vez mais cedo, como os pais precisam se preparar para que o pior não aconteça, porque hoje nós temos a informação em todos os cantos. É muito fácil saber aonde vende, eh, conhecer novas bebidas, porque tem propaganda o tempo todo. Como é que essa família precisa se proteger e proteger esse jovem? Eu sempre digo uma coisa, a informação é a primordial, porque a partir eu já dei a noção, quem vai decidir é ele. Se naquele momento aquele jovem tá de com raiva, ódio da família, a incidência de tomar é Se informação, não, gente, eu não bebo, não quero. Percebe? A decisão é no momento. Eu falo que é o momento mágico, porque a informação tem que vir da onde? dos pais ou dos cuidadores. Por quê? Porque a incidência é muito alta. Às vezes você tá numa um grupo porque o jovem sempre busca o quê? Uma identidade, um grupo. E para fazer parte eu preciso estar. E isso que dificulta. Se você não bebe, você não é da turma, né? Se você não fuma, você não é da turma. Principalmente hoje é muito difícil até mesmo a questão do vaper, né? Porque tem formatos de pen drive que é vape. Uhum. Que é até material escolar, né? Para poder, né? eh dificultar a família em analisar e ver isso. Então é constantemente o que eu falo, informação, clareza, né? Porque não adianta nada eu começar dar ordem, informação, se eu faço, aí dificulta. Não adianta nada eu falar se no final de semana eu tô bêbado. Como primeira regra, seria ideal que os pais ou cuidadores não consumisse álcool na frente dos filhos? Eu acho que a questão não é consumir, né? Eu acho que é é difícil essa relação, porque assim, o que que eu consumir? Como eu estou consumindo? Ah, tô festejando, tô bebendo, que que eu acho, assim? Então, se é festa, eu bebo. Uhum. É difícil ter essa relação, né? Eh, porque assim, nós vamos acabar com todas as bebidas do mundo. Não existe. Isso não existe. Exatamente. Porque assim, nós vamos penalizar quem toma um copo para ou que vai ali, toma uma taça e para. Eu tenho pacientes, né, que que são mulheres, principalmente empresárias, que estão viajando o Brasil todo nesse sentido e trabalham, né, aquele trabalho durante o dia, né, se eh oferta pro trabalho e deixa assim, ah, no final da à noite no, vamos dizer no hotel eu faço um relatório. Opa, já é o problema. Aí esse relatório vai ser feito com quê? Com uma taça de vinho. Taça de vinho, meu. Eu já começo a ter relação. Vai um mês, dois, que é pouco, eu t o quê? Uma garrafa. E aí virou o quê? Um romance. Então o problema não tá aqui. Então eu preciso fazer o relatório no período do relatório de horário comercial, não à noite. Ah, eu vou só trabalhar à noite porque mais calmo, tal. Tudo bem, mas eu preciso associar o quê? Muitos que trabalham à noite usam outras substâncias, cocaína, que seja álcool. Para quê? Para poder lidar com isso. Sim. Porque é muito sutil, é difícil essa relação, principalmente com os pais. O que que se se preserva? É a o informação, é o clássico, é conversar. Eu tô vindo agora recente de um congresso internacional em Brasília da da do Freemide, né? E foi até falado, até apresentado que talvez certas campanhas já não tem mais efeito. Não tem mais. Por quê? Porque passa batido. Você mostra alguma coisa e fala assim: "Ó, mas eu não tô vendo isso, não tem mais sentido." Então, tá faltando o quê? Tá faltando mais união, mais informação em de todas as Não é só na família, é nas escolas, é no trabalho, porque assim, nós estamos agora a final de ano, que que nós temos? Os eventos de final de ano. Que que tem nos eventos? Bebidas. Eu conversei com várias empresas que não tem a bebida, te estão tirando a bebida. Por quê? É só a confraternização. Porque você começa a perceber, tem gente que espera o final do ano só para ter a confratora. Meu, aí você vê tudo, né? Até ontem eu tava conversando com um paciente e ele comentou de um supervisor dele que foi desligado semana passada, retrasada de um evento que teve, bebeu, fiou o pé na jaca. É, às vezes não é tipo um abraço a mais, um falar a mais, um, né, uma, porque você tem aquele perfil que fica amoroso, choroso e o que fica agressivo. É, é verdade. Então, são perfis diferentes, né? O corpo ele ele pega cada um de um jeito, né? Examente. Exatamente. Aí aquilo que tá dentro, né? O que que vai aflorar? O quem é qual cachorro que você vaiar o pitbull? Manso ou bravo, né? Porque você só descobre isso quando você tá com efeito do substância. Porque assim, é legal que até até empresas que utilizam o álcool como o brastorm, né? Toma um gole para se abrir e fazer ali ideias, né? Tá, mas isso é interessante. E se você tá com pessoas que têm problema com mal? Uhum. né? você tá estimulando. Há evidências científicas de que a exposição a conteúdos relacionados ao álcool pode predispor os jovens a padrões de consumo. Na psicologia, isso é visto de que forma? E mais importante, de que forma vocês tratam isso? Porque é o que nós estamos falando, a informação está a todo momento eh eh bombardeando, né? Seja no celular, no tablet, as crianças, os jovens já começam a ter uma uma vidinha mais social. E a gente tem também os amiguinhos. Sim. Em casa a gente cuida de um jeito, mas e e os amigos? na casa do outro ou na até mesmo teve, se vocês entenderem um pouco do da construção das campanhas publicitárias, antigamente nós tínhamos lá, lembra? Era as mulheres de biquíni, o corpo de mulher, né, e cerveja. Aí aparecia algumas vezes alguns caranguejos, tipo eletrônico, divertido. Aquilo já era para as crianças. Uhum. Hum. Não é para triar a atrair o consumidor, porque o consumidor ele já tem, ele precisa fazer o quê? Eu preciso fomentar isso, trazer a criança. Então eu começo a fazer eh campanhas de forma eh alusiva de desenhos animados para atrair. Então vai evoluindo hoje. Você não vê tanta, você não tem mais propaganda, você vê mais e aché essas coisas de música do que da própria mulher em si. Sim, né? mulher milanesa que não sei o quê, porque caracterizava, porque no Brasil, como diz que cultural, carnaval, bunda, peito, né? Uhum. E aí o álcool, então quer dizer, todo esse cenário era hoje, o futebol que tem tudo isso, o futebol que tem tudo isso. Então, começa, né, num processo no sentido de que como lidar é a questão do a frustração. Eu sei lidar com frustração. O jovem tem essa dificuldade hoje, cada vez mais, né? Não me toque, não me relo. A família não sabe lidar com emoções. Aí ele vai buscar onde? Se ele tá na rua ou tá em algum lugar, alguém vai acolher ou até mesmo nas mídias. Então ter um um canal aberto de comunicação é fundamental. Até mesmo na psicologia você vai atender esse processo da evolução do do jovem, porque ele precisa, ele busca uma uma identificação. Para entender um pouco neurologicamente falando, né, vamos dizer assim. H, o o o ser humano para se desenvolver completo, a última fase é o a parte neurológica, que é o o a parte do cérebro. Como que isso se forma? Com 25, 26 anos, que essa parte do córtex frontal. Então, quer dizer, nessa fase toda, tudo que eu coloque de substância pode prejudicar até mesmo medicamento. Que que se você me diz das relações que tem hoje uma briga da central, não sei o quê, para as crianças tal ficar tudo criança é criança, aí você vai para pediatra, nada contra os amigos pediatra, tal, mas no sentido de que vamos colocar remédio para tudo, porque é mais fácil uma professora ter todo mundo igual do que todo mundo se brincando. É, percebe isso? Sim. Então, a glamorização ou só do álcool, nós temos também na medicação, na na no veio, porque hoje não falamos mais de tabagismo, falamos de de cigarros eletrônicos, cigarros eletrônicos e medicamentos, né, como o senhor bem disse, entendeu? Porque é o que tá sendo usado. Até mesmo bebida com questão de de remédio é junto. Nós temos a questão da ansiedade e depressão, que é uma o o hoje na Organização Mundial da Saúde fala-se ansiedade em primeiro lugar e depressão. E aí, pensando nisso, assim, situações traumáticas, por exemplo, abuso sexual, violência dentro de casa, são situações que podem incentivar a pessoa a beber para de repente fugir, né, pensar em outras coisas, a fumar, seja o tabaco ou o próprio vaper. Pode ser um, eu acho que nós chamamos de trauma. Qualquer trauma pode trazer acarretar. Vamos pensar no seguinte, nós precisamos de de liberação de dopamina. O que que me traz a dopamina? Vamos lá. Quais são as questões? Droga, comida, que é a o consumo de exceção alimentar, né? Eu tenho o sexo, dentro do sexo eu tenho a pornografia, masturbação e o sexo em si. Aí depois eu tenho ali e as academias. Então, quer dizer, tudo em excesso, trabalho, compras, amor, né? Nós temos até o grupo de muito ajuda que é uma, que é um dos mais antigos, mulheres que amos demais. Uhum. Então, quer dizer, toda qualquer questão de frustração, trauma, vai gerar o quê? Eu preciso de uma válvula de escape. Aonde eu tô indo, eu preciso me autoconhecer. Por isso que buscar um profissional psicólogo, profissionais da área da saúde para poder você entender você e minimizar esses sofrimentos. Porque qualquer coisa vai ser o quê? Liberação de dopamina. Fazer uma caloria é normal, excesso é demais. Porque às vezes as pessoas não nada contra, né? O pessoal, mas fica lá, né? Ele é ele faz 10 levantamento e hum passa o amigo, aperta, aperta. Hum. meu, é umas coisas que assim é tudo aquilo, às vezes esquece da questão do relacionamento, eh é tudo em excesso. Nós falamos hoje que a questão é eh dependências de comportamento, vivendo em excesso. Tem até um livro já que a Beade, né, lançou junto com alguns profissionais e colegas que fala sobre isso. entra jogos, entra eh a essas questões de colocar eh curtida ou não, né? Redes sociais, eh tudo relacionado ao quê? é comportamento. E aí quando a gente pensa em comportamento, eh, falando desses traumas, né, que até porque hoje em dia é muito comum, né, a gente tem visto crianças, adolescentes ali já enfrentando uma certa depressão, uma certa ansiedade. Como é que os pais podem identificar que esses jovens, nesse momento de ansiedade ou depressão, estão buscando refúgio, ajuda no álcool? Como é que esses pais têm que se atentar a isso? Na verdade que assim, é que essa geração tá mais na tecnologia, eles estão mais nas redes, né? E na verdade isso aparece quando vai em eventos, né? Casa de amigos. né, que fala festinha de família. Quem que é a família? Quem que conhece a família, sabe quem que vai estar lá? Porque geralmente tem aquele, né, a família, ah, aqui é liberado ali. Então, quer dizer, é difícil ter esse controle porque, de novo, eu falo, a informação é básica, é fundamental, quem vai decidir é o próprio adolescente. Mas como você percebe isso? é no tratamento na questão moderação de humor, né, a questão da ansiedade exacerbada, né, todo esse processo você começa a perceber, né, do próprio jovem, né, não fazer as as tarefas de casa, rebeldia, que faz parte, mas eu pergunto, por que que não entra? Por que que não participa? Agora, essa romantização acontece mais eh por parte dos jovens ou dos adultos. do que você fala no sentido a romantização do do abuso de álcool, achar que o uso tá sendo equilibrado, porque às vezes a pessoa usa todo todos os dias, bebe todos os dias, precisa beber e não percebe ou não percebe acredita que aquilo seja um abuso. É porque assim, a como nós no início nós falamos, né, da questão do cinema, das músicas e eu tenho ali e eu nascio, eu tô nascendo, desenvolvendo no meio dessa família, é difícil entender que é errado. Você vai falar: "Ó, você tá abusado". Não, eu não vejo porque é natural, é difícil. Se você tá no meio, como que se você vai enxergar o outro lado? É só quando você realmente começa a perceber as perdas no seu cot no seu dia a dia. É difícil isso falar se é do adulto, se é do jovem, porque hoje a informação tá cada vez, como eu falei, antigamente as bebidas tinham uma cor, hoje são coloridas. Por quê? Pelo fato das mulheres descobriram que nós temos mais mulheres do que homem. E que que nós temos fazer? Cores. Aí começou a surgir as cores das bebidas e bebidas mais adocicadas, né? Exatamente. Por isso, não é não é à toa. Quando eu falei daqui do terceiro Lenade, né, eh, aí pela Dra. Clarice, né, que a pesquisadora, então a colega também e que fala porque que agora a incidência. Antes era 70 homem por homem, 30 mulheres. Hoje na fase adulta nós temos aí quase meio a meio já empatado e já estão identificando nos jovens a mulher, as meninas passaram na frente dos homens. Agora, talvez eu até fuja um pouco do tema, mas é interessante o senhor falar isso. Antigamente os homens bebiam mais que as mulheres. Hoje é o contrário. Talvez as mulheres tenham procurado beber mais por uma questão de provação, de se provar. Olha, eu posso. Porque a sociedade também começou a colocar isso paraa mulher, né? empoderamento. Olha, você pode beber, você pode eh falar palavrão. Isso. A questão do empoderamento tem a ver no sentido porque dá essa liberdade. Acho que o direito, né, de que assim se para beber bebe todo mundo, né? Porque antes nós tinha o quê? O machismo. Homem no balcão, mulher na mesa. É. Entendeu? Era sempre, gente, não é questão de ah, isso é isso, são fases da vida, não dá para questionar, ô que não sei o que passado, todo evolução é uma coisa, nós estamos evoluindo. Então, as mulheres começaram a ter essa procura e essa questão da independência, essa autonomia também faz com que elas quê se coloca mais à disposição. Se eu coloco mais à disposição, então ela fica mais vulnerável também. E isso é muito importante porque nós tivemos a novela agora da Globo que tocou nesse assunto que por sinal foi belíssima neste ponto porque a novela já teve quantas versões de Helena? Várias. Exato. Neste caso específico, nas outras, qual era o final? Ela sempre derrotada, não sei o quê. Este ano fizeram diferente, como contrataram o pessoal, até foi uma colega minha, ah, para poder fazer o laboratório, que ainda trouxeram o pessoal do AA, introduziram o AA dentro da novela, fizeram o cenário e ela e por acaso, né, eh, passando em casa, né, em casa alguém assistindo e eu vi uma cena e me chamou atenção porque ela estava brigando com a mãe, ela falou assim: "Agora eu parei". fou assim, a mãe falando, parou como? Você só fala, você não para nunca, agora dessa vez é diferente. Eu falei assim, olha o enfrentamento, isso é importante porque não adianta falar, eu preciso manter Uhum. E aí ela foi em busca, como foi a finalização dela, ela em tratamento. Por quê? A mulher tem isso já em estatística, tá? A mulher é a última que se cuida. Ela cuida do mundo inteiro, mas não se cuida. ela se deixa por último. E aí eu pergunto, quando nós temos esse tipo de problema, aonde se trata da mulher? Nós não temos tantos locais. Exatamente. Então, foi muito importante essa colocação dessa vez nesta novela, falando sobre isso, né, e colocando o papel da mulher, porque se isso tá começando a aparecer, eu pergunto, como tá se buscando esse tratamento? Como tá sendo o tratamento feminino? E como se trata isso? Professor, muito obrigada, professor e doutor André Grangeiro, psicólogo, esteve aqui comigo falando sobre a romantização do abuso de álcool. Eu agradeço sua participação e peço uma mensagem final para quem está em casa nos acompanhando. Obrigado. Não pelo doutor, porque vou deixar isso para os doutorandos, né? É uma brincadeira nesse sentido, mas eu acho que a mensagem é viva, né? Curta, sabe aproveitar, mas cuidado com os exageros, se perceba. Acho que buscar um amor próprio e a si mesmo e saber buscar ajuda, você vai ter resultados melhores. Muito obrigada mais uma vez. Obrigada a você também que nos acompanhou aqui pelas telas TV Câmara. Fique com a gente acompanhando a nossa programação. Até o próximo. Tchau. [música]
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