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Mãos Solidárias | União cristã feminina: 52 anos transformando vidas em Campinas
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Mãos Solidárias | União cristã feminina: 52 anos transformando vidas em Campinas

281 views Publicado 21/07/2025 HD · 50:51

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No episódio do Mãos Solidárias você vai conhecer de perto a história, as ações e o impacto da União Cristã Feminina, uma entidade que há 52 anos atua com dedicação e afeto no Jardim Santa Mônica, região norte de Campinas. Fundada por um grupo de senhoras cristãs em outubro de 1972, a organização nasceu com a missão de combater a desnutrição infantil e, hoje, é referência em proteção social, formação cidadã e prevenção de riscos sociais. Localizada na região dos Amarais, a União Cristã Feminina atende diariamente 210 crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social. Também acolhe 150 famílias com intervenções educativas, culturais, esportivas e recreativas fundamentadas na educação não formal, estimulando o desenvolvimento integral, a autonomia e a cidadania. Neste episódio, você acompanha entrevistas com: Marciane Lima, assistente social da instituição, que fala sobre os desafios e conquistas no dia a dia do atendimento; Auda Melo, coordenadora técnica, que apresenta as estratégias adotadas para garantir a proteção social e o fortalecimento de vínculos; Além de depoimentos emocionantes de pessoas assistidas, responsáveis pelas oficinas e participantes das atividades, mostrando a importância do acolhimento e do trabalho em rede. A entidade é filiada à Fundação FEAC (Fundação Odila e Lafayette Álvaro), o que garante articulação com políticas públicas e potencializa ações junto à comunidade. Por meio de experiências lúdicas, esportivas, culturais e artísticas, a organização constrói diariamente um espaço de convívio saudável, que favorece o desempenho escolar, a autoestima e o protagonismo de seus usuários. Com sede no Jardim Santa Mônica, a União Cristã Feminina se tornou um símbolo de transformação social na região dos Amarais (Santa Mônica, São Marcos, Jardim Campineiro, Recanto da Fortuna e bairros adjacentes). Sua trajetória de mais de cinco décadas é marcada por um compromisso inabalável com a inclusão e o cuidado com o outro, independentemente de cor, raça, credo religioso ou político. 🌟 Missão da União Cristã Feminina: Ser uma associação de assistência social, sem fins lucrativos, que presta serviços continuados, planejados e articulados à rede socioassistencial, promovendo a cidadania e protegendo indivíduos e famílias em situação de risco pessoal e social. 📦 Ação Solidária em Destaque: A instituição também é ponto de arrecadação e distribuição do Programa Viva Leite. A entrega ocorre hoje às 8h, beneficiando dezenas de famílias com acesso à nutrição básica. Para conhecer mais sobre os projetos, oficinas e formas de contribuir com essa importante iniciativa, acesse o site oficial: 🔗 https://www.uniaocristafeminina.org.br/ 📺 Não perca este episódio emocionante do Mãos Solidárias, que mostra como a união, a solidariedade e o amor ao próximo podem transformar realidades e inspirar novos caminhos de esperança. Assista, compartilhe e ajude a divulgar esse trabalho que faz a diferença! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] hoje mãos solidárias está no Jardim Santa Mônica. Nós viemos aqui conhecer o trabalho da União Cristã Feminina. A gente vai conversar com a Cristina Podolsk, que é filha da Norma Podolsk, uma das fundadoras desta entidade que existe aqui há 52 anos. Cristina, seja bem-vinda. Você tava me contando antes da nossa gravação que você cresceu aqui quando a sua mãe e as amigas dela fundaram a entidade. Me conta dessa história. Então, essa história, eh, como você mesmo disse, eh, há 52 anos, eh, um grupo de mulheres, amigas, eh, resolveram fazer um trabalho solidário no bairro, porque o, o Jardim Santam Mônico era muito pobre, muito as crianças aqui eh muito muito vulneráveis, morriam de fome. Então elas resolveram oferecer alimentação pr as crianças de zero a 6 anos de idade. Alto índice de desnutrição. Alto índice de desnutrição, o que atrapalhava depois e a escola, criança subnutrida, como a gente já sabe o que que acontece. E esse grupo de mulheres lutaram, conseguiram um terreno doado pela prefeitura, conseguiram fazer o Esse prédio é prédio próprio, sim, eh, feito com recursos que elas conseguiram arrecadar e começaram a atender de zero a 6 anos e e as mães das crianças também participavam desse programa. Mas como era isso? Então elas achavam que trazendo as mães que eram muito eram muito pobres e bastante vulneráveis e era de um tempo também que mulher não ia trabalhar fora. Muito difícil, né? Trabal. Sim. Então elas vinham e participavam dessa distribuição de como fazer a sopa, de então elas conseguiam ver como era feito e conseguiam levar para casa e com e fazer igual pros outros filhos. Entendeu? Então elas achavam que era uma coisa que elas poderiam se desenvolver melhor assim. Lá na década de 70 hoje a gente sabe que existe o banco de alimentos, tem o ISA que fica aqui na Seas, a gente tem essa esse esse programa de alimentação, mas naquela época não tinha. Como que você como que a União Cristã conseguia esses alimentos? tudo doação. Naquela época, era uma época que a gente não tinha esses programas que distribuíam, não tinham um apoio nem de outras entidades que nem da prefeitura, nada, era por conta própria. Então elas tinham que arrecadar, elas tinham que fazer bazares de bolo. Então eu lembro que desde criança a gente ajudava minha mãe, tinha uma vez, duas vezes por ano, tinha as aqueles bazares de bolo, a gente fazia um monte de bolo e e era assim, era com recursos ou próprios ou pedindo. Então era bem diferente de hoje em dia, né? No seu caso, Cristina, quando foi que você falou já eu cresci aqui, né? Quando foi que você começou a atuar aqui também? Eu comecei a atuar. Elas eram um grupo, era um grupo de mulheres, elas foram se revesando na diretoria, porque a diretoria de uma entidade é voluntária. Ah, então assim, é difícil você formar uma diretoria quando tod assim não é muito fácil. Então é o grupo mesmo entre elas, uma uma vez era uma presidente, outra vez era outra, mas era sempre aquele grupo. E elas foram ficando mais velhas, né? E eu sempre falava, o dia que vocês quiserem eu assumo, né? Então isso já fazem 18 anos que eu tô como presidente. Sim. Então elas estavam mais eh já estavam cansadas, tal. E daí eu assumi, eu juntei um grupo de amigas também e consegui formar uma diretoria, mas tô até hoje como presidente aqui, mas com muito carinho. Nessa história, o início era lá a sopa, alimentação, ensinar essa mãe a replicar isso lá na casa dela, na comunidade dela. Quando então passa a ser outros serviços também. A gente vai mostrar aqui no decorrer do programa várias oficinas. Vocês fazem parte como distribuidores do programa Viva Leite. Em que momento então vocês perceberam que tinha que mudar, oferecer outras coisas para esse povo? Então foi muito interessante porque o bairro a gente anda conforme a comunidade, o bairro. Então essas crianças que eram atendidas de zero a seis, quando chegavam com seis, as mães não queriam que elas fossem embora. as mães eh ia para ia pra escola, mas elas queriam que a entidade continuasse atendendo elas. E aí começou esse programa que depois de 6 a 14, então contra turno escolar, porque as crianças e estavam tão bem assistidas aqui que as as mães falavam: "Não, elas querem ficar". Então a gente foi adaptando os programas para a para essas próprias crianças que a gente atendia continuarem, entendeu? E foi assim, e o bairro e a gente sempre pensando no bairro, qual era a necessidade da comunidade e e os programas foram se adaptando que nem hoje. Hoje a gente já tem um um programa de fortalecimento de vínculos e e que é que atende adolescente e até a terceira idade. Por quê? Porque nós estamos num momento que a terceira idade tá muito vulnerável, então ele é intergeracional. interacional. Isso aí. Então, o que que acontece? Isso a gente foi pensando, conversando eh eh com a coordenadora, com tudo, com o bairro, porque a necessidade hoje da população, eu acho assim, a criança sim é muito importante, mas já tem muitos programas, tem a escola daqui a pouco integral, então vai ser voltada mais pela essa terceira idade, entendeu? Então a gente já começou a atender também. A gente tá aqui no Jardim Santa Mônica, na região dos Amarais, mas apesar de ter começado aqui, não atende só as crianças do Santa Mônica, não. A gente atende, temos uma lista e a um tanto de matrículas e a gente pode atender crianças de outros bairros, basta tá tá dentro daquele quadro vulnerável. É aqui da região, é aqui da região, é no microterritório dos Amarais, entendeu? assim em volta aqui. É, a gente tem Jardim São Marcos, Campineiro, Recanto da Fortuna, né? O jardim acho que é Esperança, que Vila Esperança. Então, todas essas pessoas e essa lista, você falou, a gente tem uma lista, tem lista de espera? Tem alguns programas que tem, né? Tem sim, lista de espera, porque nossa entidade, querendo ou não, é muito bem aceita no bairro. Nós temos um histórico muito bonito aqui, com muito amor, com muito carinho. Eu tinha tem senhoras que moram no bairro, quando eu venho aqui, elas falam assim: "Nossa, eu lembro tanto da sua mãe, os meus filhos vieram aqui, agora meus netos estão aqui, entendeu? Então tem essa relação muito amorosa aqui no bairro com a gente essa referência. O que que a gente pode dizer, Cristina, dessas 52, né, digamos que esses 52 anos de história, essa construção, você lembrando, vamos tentar reivar essa memória, você pequena aqui, quando ainda devia ser um pouco menor do que é hoje, muito assim, era precário, um terreno com um balpãozinho, vinha com aqueles fogãozinhos e hoje a gente vê a entidade dessa dessa forma, atendendo tanta Gente, ai é muito gratificante. É muito gratificante. E eu acho que com profissionais também, profissionais muito, então isso que eu falo, nossos profissionais também são muito voltados, muito queridos e assim a gente tem um grupo de que trabalha muito bem aqui. Sim. E eu fico muito feliz e fico contente de vocês poderem divulgar nosso trabalho. Sim. O que que a gente pode dizer sobre, né, quem sabe a médio e longo prazo, qual que é o desejo da União Cristã? Então, o desejo da União Cristã é continuar firme e forte, atendendo o que a gente pode nessa comunidade toda. E eu tenho a impressão que daqui paraa frente, quanto que a gente vai se empenhar mais para esses programas da terceira idade, que eu acho que é o que é o que nós vamos precisar nesse mundo aí, tá certo? Então, muito obrigada. Muito obrigada, viu, querida? Eu que agradeço. [Música] E como a Cristina falou, os cuidados com a pessoa idosa aqui aparece em muitos momentos em cada atividade oferecida pela entidade. Nesta sala, entre fios e linhas, as agulhas e a máquina de costura em oficinas para as mulheres. Como que é para você uma vez por semana vir aqui e passar um pouco do seu saber para essas pessoas? É muito gratificante saber que eu estou passando o que eu aprendi com a minha mãe, passando essa arte para essas mulheres maravilhosas. Aqui a gente troca ideias, experiências, a gente junta o que eu sei, com que ela sabe e a gente faz um pacotinho ali e acaba saindo peças incríveis aqui. Ah, é muito gratificante porque a gente fica em casa, fica só pensando coisa que não deve e aqui a gente tá aprendendo e colaborando com tudo, com conversa, com tudo. A senhora já tinha mexido com essas linhas, com agulhas antes, já tinha essa experiência ou tá aprendendo tudo agora? Não, é assim com lã. É agora, mas eu frequentei aqui o clube de mãe 20 anos aqui e eu já sei, já sabia fazer o crochê. Ajuda então até as colegas, né? Ajudo. Se for preciso, eu ajudo. Costumo dizer que eu sou uma facilitadora, né? Eu facilito para elas e elas também cada uma traz o seu conhecimento, né? Porque tem várias que já têm uma uma caminhada na costura e então é muito legal. E sem contar o lazer, né? a troca de experiência, a convivência mesmo, né? Que eu acho que E o que você tem aprendido então com essas mulheres que se dispõe a vir aqui e estar esse tempo, como você disse, é mais do que costura? É, então a gente aprende muita coisa. Eu aprendi muita coisa que eu vou levar pra minha vida inteira, né? Não só da profissão, da costura, mas também da vivência mesmo, né? E como é para você participar dessa oficina? É algo muito gratificante, como já foi dito aqui, porque além da vivência que cada um de nós trazemos para cá, a gente leva um pouco de conhecimento, um pouco mais de tranquilidade, de paz, porque muitas chegam até aqui com muitos problemas externos. Quando a gente chega aqui, a gente se distrai, a gente aprende algo novo e também a gente pode dar, como nesse momento aqui da entrevista e que isso vai à frente para outras mulheres também ou pessoas que se sintam à vontade para fazer algo, não achar que ela não consegue, seja o que for, só de participar já é importante. Aqui o que é diferente é que a gente tem a oportunidade de vir gratuitamente, né? a gente recebe, mas a gente aprende com outras amigas que estão aqui, né? Com a professora também, com a facilitadora, como ela disse. [Música] Horta e agricultura urbana, um projeto financiado pela FEAC, que passa por todas as fases do cultivo, do trabalhar com a terra e que une os mais novos com os mais velhos. O projeto Cultivando os Amaris começou em junho do ano passado, então a gente completou um ano. Eh, em agosto e o pé de feijão vai se retirar, que é o executor, mas a ideia é que a união continue com a horta, né? Como tem sido a participação das pessoas, a gente percebe que tanto os mais velhos quanto os mais novos ficam muito empolgados com essa atividade. Me conta um pouquinho desse feedback que você tem deles. Uhum. Toda quarta-feira a gente tem uma atividade aqui, ou é um mutirão ou é uma oficina e a gente sempre tem a participação muito ativa, né? Tanto das crianças que ficam muito interessadas e elas são muito curiosas, né? Especialmente com os bichinhos da horta, minhoca, a gente tem um minhocário aqui, mas também com a comunidade mais adulta, que para eles é o momento de lazer e de interação, então acaba sendo um espaço de convivência, né? E também é um resgate de eh de ideias, né? e atividades que eles faziam já muito antes. Então não é nada muito novo assim o manejo da horta para eles, né? É um resgate. É um resgate. Exatamente. O resgate de coisas que eles viram com os pais, com os avós e eles mesmos colocavam muito a mão na terra. Então colocar a mão na terra é muito terapêutico para eles. No começo vinha todo tudo de assim, de não molhar quando fizemos os canteiros. Depois quando primeiro preparar a terra, né? tinha que vir molhar os depois no plantil e já fizemos várias colhetas e tô aqui o dente desde o início. E além da horta, o que que a senhora mais participa aqui na União Cristã? Participo da ginástica e participo da culinária. E pra senhora, como que é vir aqui toda semana ter essas atividades? Quase todo dia? Já virou minha casa porque toda vez que eu passo eu entro para ver as meninas. Então eu conheço e há anos eu conheço aqui a entidade que é ótima, né? E meus sobrinhos cresceram aqui e tudo. Então é é é é é minha casa. E a gente vai mostrar a partir de agora as atividades que são realizadas aqui na União Cristã. Uma delas, aliás, não só uma, nós vamos mostrar a movimentação do corpo com Leonardo, tanto para o pessoal mais velho quanto para as crianças. Cada um no seu ritmo, cada um no seu tempo. Leonardo, conta para mim dessa proposta, né, intergeracional. É, essa proposta é é justamente para integrar, né, essa o pessoal de várias idades, várias gerações diferentes, numa movimentação que eu acho que que atinge a todos, né? Uma um movimento que todos é a dança ela é não tem uma idade definida, né? Então essa oficina é pr isso mesmo, para juntar a galera de diversas gerações numa no mesmo propósito, para se divertir, para sentir esse bem-estar que a dança proporciona. Tem essa escolha. Ah, eu quero ouvir essa música, eu gosto mais desse ritmo. Existe isso? Existe isso. A gente tem que estar bem atento, né? Tem que ter essa sensibilidade, entender o que que cada geração gosta de ouvir e o que que une as gerações, né? que sempre tem alguma coisa ali que vai desde a criança a à melhor idade, que tem essa essa conexão com a mesma música. Então, é um é um trabalhinho, mas é gostoso de fazer. [Música] E por que não dar os primeiros passos para a informática? Algo que não encanta apenas as novas gerações. Tô achando muito legal, viu? Até então todo mundo falava: "Ah, não, é muito difícil, mas dá para aprender um pouquinho aqui. Dá para fazer sim. Tá gostando? Tô gostando. A experiência sempre é transformadora, né? a gente quebra algumas barreiras onde que eh a gente acaba atendendo o o público mais idoso e faz com que eles tenham acesso à tecnologia também, eh, desmistificando um pouco essa questão de que o idoso não tem mais acesso à tecnologia e ficou ultrapassado. Para você, como fica essa missão? Ah, para mim é muito divertido e importante, né? É, eu acho que eles se divertem também com as atividades mais lúdicas que a gente passa aqui na sala e acaba sendo algo transformador, tanto para mim quanto para quem participa. E essa transformação também passa pelos mais jovens, que muitas vezes não tem os equipamentos em casa. Que que você tá aprendendo aqui? Essa questão do computador é muito legal. Afinal, já tenho teclado e mouse em casa, só falta o monitor mesmo, porque é muito caro comprar um notebook, comprar um monitor, PC e tudo, mas eu já jogo assim, eu conecto ele no videogame, fico jogando lá pelo teclado e mouse e essa experiência é bem legal, afinal porque é muito sobre a tecnologia, é muito elevado e também é muito tempo atual, que é como dizem, aprendendo muita coisa aqui que depois quando você tiver o computador vai fazer em casa. Isso mesmo. E a gente mostrou que também a partir dos 15 anos tem muito trabalho aqui na União Cristã. E quem faz esse atendimento é assistente social Jan. Me conta um pouquinho dessa experiência de como é atender esse público. Jan. Olá, Mirna. É sempre muito gostoso a gente atender o público adulto, o público adolescente, o público idoso. Esse é um perfil do centro de convivência. eh essa intergeracionalidade e a gente prima pela alegria, porque é proteção básica, é onde a gente evita uma série de agravamentos sociais e as pessoas vêm aqui e conhecem outras pessoas, principalmente as pessoas idosas, Mirna, elas gostam muito de frequentar e muitas vezes elas vêm aqui, elas participam da culinária, elas participam eh da dança, Elas participam do violão, da informática, elas fazem muitas coisas. Algumas focam, né, e vão numa atividade só, mas também temos, né, a principalmente as pessoas idosas que participam de várias oficinas e aqui elas convivem, né? É isso que eu ia dizer. nesse testemunhal que a gente conseguiu e acompanhando essa manhã aqui na União Cristã, um dos pontos mais do que aprender uma atividade, a costura ou a fazer alguma peça, eles falaram dessa troca, né, tanto com as educadoras, as oficineiras, quanto com as outras colegas, né? E você percebe muito isso. Ah, percebo. A gente a gente percebe principalmente as pessoas idosas quando elas chegam aqui, muitas vezes elas estão entristecidas, elas estão sozinhas, muitas vezes os filhos já casaram e elas passam a construir novas amizades, a ter uma convivência prazerosa e trocar saberes. Inclusive quando você fala, né, da troca de saberes, nós temos uma atividade, aliás, duas atividades aqui no Centro de Convivência Intergeracional, né, que um é o Semeando Saberes, onde a gente troca saberes e traz coisas que são muito interessantes para as pessoas idosas, como, por exemplo, o envelhecimento com qualidade de vida. Eh, a gente tem um um uma outra atividade que é a formação e informação. É formação e informação, onde a gente informa, mas traz também uma possibilidade de ampliar o conhecimento, principalmente na garantia do direito. Porque hoje quando a gente fala em serviço social, Mirna, a gente tá falando disso. A gente tá falando de garantir direito. E isso aqui, um centro de convivência, que é um espaço, um equipamento da assistência social, é um lugar onde a gente prima pela qualidade do serviço no acesso ao direito. Eh, e quando a gente percebe aqui, apesar de muitas atividades serem separadas das crianças, dos adultos, eles têm vários momentos que eles se reencontram e esses saberes e essa energia das crianças também alimentam os mais velhos, pelo menos essa sensação que eu tive. E é mesmo. E eles gostam, viu? quando a gente faz atividades intergeracionais, como a muitas vezes acontece na culinária, na horta e em outras atividades também, como no corpo em movimento, né, na dança, eh existe assim um uma troca afetiva muito importante e significativa, principalmente na vida das pessoas idosas. Então, olha, para você que tá há quase um ano aqui, como que é essa sensação de fazer parte desse trabalho? Menina, como é difícil a gente dizer uma coisa que toca tanto o nosso coração. Eh, a gente ressignifica histórias, a gente recebe pessoas aqui muitas vezes bastante entristecidas, eh muitas vezes com uma história eh muito complexa. E quando elas vêm para cá, a gente trabalha essa questão da autoestima, do valor humano e da construção eh da de uma nova história. Então isso é é muito é muito prazeroso, é muito gente, a gente aprende também, a gente aprende muito com eles, assim como eles aprendem com a gente. É muito emocionante. A gente a gente é tocado dia a dia por todas essas pessoas de uma forma muito especial. No próximo bloco, atendimento às crianças e adolescentes na União Cristã Feminina, a distribuição do programa Viva Leite e como as atividades são organizadas pela equipe técnica. [Música] Um trabalho que atua comunidade do entorno. Toda semana, logo cedo, essas famílias retiram o leite que recebem do programa Viva Leite do governo estadual e que a União Cristã feminina é um ponto de distribuição. Eles entregam toda terça-feira 4 L de leite, né? E como eu tenho uma menina de 1 ano e 6 meses, né? É muito difícil eu comprar leite porque o leite dá praticamente a semana toda. Só se eu fizer uma coisa diferente que o leite não dá, mas geralmente dá, entendeu? E eu não compro mais leite de mercado porque é o suficiente, dá tranquilo. E tem facilitado bastante a sua vida? Ô, ajuda muito demais. Minha menina tá com 4 anos que ela participa. Eu vim pegar para ela, né, pro meu netinho. Sim. E qual que é a importância de pegar o esse leite toda terça-feira? É, ela não compra leite, né? Porque ela pega aqui, ela não compra o leite, é ajuda muito que ela tem duas crianças, economiza bastante, economiza sóirinho para pagar as contas. Minhas filhas agora se dão muito bem com o leite, tem uma neném de quatro aninhos, né? Tá muito bem de saúde agora com esse leite. Muito bom. O leite. Só tem agradecer. Há até quem aproveita e pega o leite para quem não pôde buscar. E quando sobra é feita uma nova divisão do produto para que o leite não estrague. Toda semana vem buscar que é para minha netinha, né? Eu sou vô, né? Aí vem buscar que é muito importante e ela se dá muito bem com esse leite, tá? Economiza bastante, né? Que a minha filha trabalha, né? E já não precisa comprar o leite. Uns 5 meses que eu pego e é sempre bom, ajuda muito, sabe? Toda semana eu venho. Como você ficou sabendo? É por uma vizinha minha. Ela me falou que toda semana dava o leite aqui. Aí ela disse pediu para eu vir, né, no na União Cristã para me escrever, procurar saber, me inscrevi e depois fui contemplada. Desde quando você pega o leite? É desde os dois aninhos dele. E qual que é a importância de toda semana saber que pode contar com o leite? Ah, é maravilhoso, né? Na economia da gente também. por ter duas crianças. Aí ajuda bastante. Você pega toda semana? Toda semana. Tô aqui. Representa uma economia importante no seu orçamento. Ah, bastante. Bastante. E você gosta do leite daqui? Sim. E você gosta? Gosto. Para os pequenos, o acesso ao mundo dos contos, das histórias. Nesta oficina, toda a atenção para cada palavra, cada gesto, cada entonação. É muito bom ficar ouvindo história. É muito legal que nós aprende ler. Então, muito legal. O que que você gosta além da contação de história aqui da União Cristã? Física. Educação física. Você joga bola? O que que você faz? E nós joga junto um time, aí do outro lado tem três cone e do outro lado tem três cor. Tem que tentar acertar. Daí se acertar ou derrubar ou encostar é um ponto, mas se derrubar é três pontos ou dois pontos. E você joga bem, faz ponto. Sim, muito. É muito gostoso também. É ouvir a tia falar tudo. É muito legal. E o que que você gosta mais? É educação física. Você também é do time do Guilherme? Sim. Você gosta de lenda? Sim, gosto. Já tinha ouvido essa história do Sassi? Já. E gosta sempre quando a tia conta? Sim. E além de ouvir histórias, o que que você também gosta de fazer aqui? É brincar e estudar. É fazer atividade também. Que que você mais gostou dessa história? Eu gostei do sassi. Você já conhecia a história do sassi? Sim. E você sempre gosta quando a tia conta essa história? Sim. E além de ouvir histórias, que momento que você também ama estar aqui? Me conta. O momento. Eu gosto de de fazer atividade. Qual atividade? De pintar. Você sempre participa da contação de histórias? Sim. Qual o tipo de história que você mais gosta? De terror. De terror? Você não fica com medo? Oh. E além de ouvir histórias, que outras coisas você gosta de fazer aqui na União Cristã? Educação Física. Jogar o quê? Basquete. E quando a tia conta, que que você sente? Felicidade. E além da contação, o que que você gosta de fazer aqui na União Cristã? Hum, jogar basquete. Basquete também é bom jogador, mais ou menos. Faz muito tempo, né, que eu já tô nessa profissão. Gosto muito, tenho uma paixão pelas crianças, né? A gente tem que fazer quando a gente gosta, quando a gente tem amor. São os meus amores. Eu amo contar história, amo fazer todos os tipos de atividade. Eu me empenho muito para que eles fiquem felizes. E esse essa questão desse momento que eles têm aqui, você acredita que tá semeando algo diferente na vida deles? Ah, sim, com certeza. A gente planta uma sementinha porque a gente quer ver florar no futuro. E os talentos aqui são múltiplos. A Érica que nós já mostramos na contação de história, agora tá aqui, ó, chefe de cozinha. Como que é isso? Trabalhar com as crianças e também com os adultos. Ai, é um prazer, muito gostoso, porque eu sou formada em gastronomia, né? Então eu eu uno útil agradável, né? Então eu gosto muito. Qual é a diferença quando você tá ali na com a mão na massa, né? De que forma é preciso lidar com as crianças na cozinha e também com os adultos? Então, com as crianças tem que ter um pouquinho mais de cuidado com a faca, né? O preparo com as mulheres já tão ápice, né? Já estão na cozinha o tempo todo, já vem de casa, né? Então é só para aprimorar mais os dotes, né? Mais uma experiência super importante para você, então. Muito importante. Muito importante. A gente conversa bastante, mas troca receita, troca. É muito bom. Eu gosto. E como é para a senhora vir toda semana e participar desse momento com as mulheres? É bom porque a gente distrai um pouco, né? Sair de casa, vem dar um um passeio. Eu gosto muito. Faz tempo que a senhora participa? Não faz muito tempo, não. Foi esse ano que eu entrei. Como que a senhora descobriu aquele trabalho? Aí eu já sabia, né? Mas nunca me interessei. Então foi agora, esse ano que eu comecei a participar. Vale a pena. Vale muito. Os jogos lúdicos fazem parte dessa construção do reaproveitar, fazer e o brincar. Os participantes constróem os brinquedos a partir de material reciclável. Eu fiz a mancala, mas teve gente que fez o resta um e a dama. Como que é? Você imaginava que era possível mexer com todos esses materiais, caixa de ovo, eh, papel, papelão e fazer brinquedo? Eu achava que não era possível, mas é. E é legal depois brincar também com eles. É muito legal. Fiz esse jogo aqui, eu pintei, eu fiz a papetagem, que é passar o a cola no papel, aí colar por cima para deixar mais resistente. Aí eu pintei e a mancala é um jogo que você precisa muito de é pensar, fazer estratégia. Quais foram os materiais, os brinquedos que você fez e o que que você gosta de fazer aqui nessa oficina? Não, eu fiz do labirinto. Jogo do labirinto. E o que que você gosta de brincar com todos esses brinquedos? Qual que você mais gosta? A mancala, a dama e o e o jogo da senha. O que que você fez de jogo já aqui? Que que você aprendeu a confeccionar e depois qual que você mais gosta de jogar? O o resto é um que eu fiz e eu gosto muito de brincar de mancala. E cada um jogo que a gente fez tem lá no YouTube. Ah, então vocês vem o tutorial e replica aqui. Sim, a gente faz e depois a gente posta no YouTube. Brian, que que você já ajudou a fazer aqui nessa oficina? Me conta. O mancala. E o que você mais gosta de jogar? Mancala. O próprio mancala. Por que que você gosta mais dele? Cao que ele é um jogo fácil de aprender e é divertido. E além da oficina de confeccionar os brinquedos e também depois fazer participar dos jogos, o que que você gosta aqui da União Cristã? Da educação física. Que jogo lá? O rouba bandeira. Rouba bandeira. Você é bom no rouba bandeira? Bom mesmo. Pode me provar depois? Sim. [Música] Gente, a Arlete é responsável por essa oficina e ela vai explicar pra gente, pra gente entender por então a mancala é a brincadeira preferida aqui. O que que é a mancala, Arl? Na verdade, a mancala é um jogo africano, né, que ele simula uma semeadura, né, um plantil, onde aqui é o calá, né, que eles falam que onde você tem que depositar suas sementes. Então, ganhe o jogo quem conseguir recolher o maior número de sementes. E é um jogo que trabalha a agilidade, desenvolve o raciocínio, né, e eles amam. Tipo assim, se não tiver a mancala, o dia que não tem a mancala, eles ficam muito bravos. Então, a mancala tem que ter todos os dias, porque eles amam esse jogo. E esse processo de construir o brinquedo, como que é para eles? Olha, eu vou fazer a mancala. Sim, a mancala dá para ser feita de várias formas, com vários materiais. Tem criança aqui que já ficou de férias em casa e falou que jogou mancala no chão, no piso da casa. Basta ter esses potinhos, esses recipientes e dá para brincar. Então, pode brincar com tampinha, né? Pode pegar tampinhas, garrafa pet, cortar a garrafa pet, você já consegue fazer uma mancala. E tem crianças que brinca também com ovo, né? com a cartela de ovo, você corta e coloca sementinhas, pedrinhas. Então é um jogo, né, que a gente fala para eles que lá na África as crianças elas jogam no chão, elas fazem essas cavidades no chão e jogam com sementes. Então é um jogo fácil de confeccionar, né, e fácil de jogar. Então eles amam brincar de mancala. Para você como que é ensinar para essa molecada tudo isso? Porque nessa brincadeira lúdica tem uma mensagem também, né? Sim, com certeza. Aqui a gente valoriza muito essa questão do meio ambiente, né? Do reciclar, de você construir o seu próprio brinquedo, né? É muito bom você ter um brinquedo ali que você comprou, mas eu acho que melhor ainda você conseguir construir o seu próprio brinquedo, né? E conseguir se divertir com o brinquedo que você fez. Então aqui a gente valoriza muito essa questão do meio ambiente e é legal que a própria comunidade nos ajuda, né, trazendo tampinha, né? Tem vira e mexe passa alguém aí com uma sacola de tampinha. Ah, eu recolhi tampinha porque eu vi que vocês constróem jogos. E no nosso YouTube, né, nós temos muitos jogos que nós construímos e nós ensinamos a confeccionar e tudo utilizando material reaproveitável. O meu preferido é a mancala. E como que é para você participar de fazer esse brinquedo que depois você pode até falar pros seus amigos lá em casa da sua rua para fazer também e brincar? Claro. É muito legal fazer esses brinquedos. Eu amo muito participar porque a tiaete ensina a gente fazer muitos jogos e jogar. Jogar é muito legal, porque às vezes você perde, às vezes você brinca, mas só que o perder é também é bom, porque é um jogo, você brinca, se diverte. Que eu mais gosto de jogar aqui é a mancala. Por quê? Por causa que eu achei ela muito legal e a gente pode se divertir bastante. Você também tem como a mancala como o melhor jogo que tem aqui? Sim. Por quê? Porque ele é muito fácil de aprender e é muito legal. Então você vai ter que me ensinar. Aham. Você me ensina? Você me ensina? Uhum. Eu nunca tinha ouvido falar dessa brincadeira mancala. E agora o Caio vai me ensinar, hein? Vamos lá. Me explica. É tipo assim, ter que ter quatro bolinhas em cada casa. Aí você tem que pegar uma uma casinha e jogar em cada umas assim até chegar aqui dentro desse pote. Aí quando chegar aqui uma peça, você pode ir de novo. Então a minha vez agora, por exemplo, eu pego essa aqui. Aqui. Ai, já chegou uma. Que que eu faço? Ah, eu tenho que fazer a voltinha. É isso. Mas se você fazer a volta completa, você não pode colocar a bolinha no na minha casinha aqui, porque isso não pode. Quem ganha, quem ganha quem tiver a a maior casinha cheia aqui, ó. Tá certo? Então vamos lá, né, gente? Nós vamos jogar um pouquinho de mancala, viu? Daqui a pouco eu volto. [Música] E a gente que mostrou agora a pouco todo esse funcionamento, várias oficinas, nós vamos conversar com a Marciane, que é assistente social e que é a responsável pelas atividades dos atendidos de 6 a 14 anos. me fala dessa proposta deles participarem de várias atividades, desde contação de histórias, cozinha, atividade física, a gente mostrou jogos lúdicos e tudo mais. Como que é preparar todo esse ambiente para essa molecada? Olha, Mirna, isso é bem gratificante, né? Porque a gente eh vê a diferença, né? quando chega de uma forma e aí eles vão construindo, vão fazendo a história deles, eles vão eh se inter e a o acalento, o trazer deles é bem gratificante. Eles conseguem levar isso além do serviço de convivência. Sim, a gente percebe que inclusive nesse bate-papo com eles, eles contam com o dia, com o horário que vem aqui agora. Inclusive a gravação desse programa no período de férias escolares, que eles estão super entusiasmados. Ó, não tô indo na escola, mas tô indo na União Cristã. Me conta um pouquinho desse desse acolhimento a eles. Isso mesmo. Esse convívio, né, que a gente chama de conviver, né, de trazer, de acolher. Eh, é justamente isso. E agora no período de férias, nossa, eles se sentem mais ainda acolhidos, né? Eles não conseguem eh ficar em casa, além de pensar na na contação de história, além de pensar na culinária que eles adoram também, sem contar nos jogos, né, que são fabricados por eles, né, que eles mesmo produzem aqui dentro com todo o material reciclado. E aí eles aproveitam principalmente no período de férias, que é onde brinca mais, que é onde consegue construir mais. para eles é bem gratificante também. E como funciona então esse atendimento no período escolar e no período de férias? Vocês t que intensificar alguma coisa? Como é oferecer essas atividades para eles? Bom, como nós oferecemos também a da alimentação às atividades, né, que também é muito importante, eh, no período normal do curso, do ano normal, a gente oferece também tanto no período da manhã quanto no período da tarde, né? É, no contraturno escolar. Isso. Eh, então, quem vai paraa escola no período da manhã, vem paraa gente no período da tarde e assim vice-versa, né? E e nas férias a gente também continua atendendo do mesmo jeito, porque eh as escolas estão de férias, porém os pais ainda estão trabalhando, as crianças não podem ficar em casa e a gente continua fazendo o mesmo trabalho, né? Então a gente intensifica mais com mais brincadeira, com alimentação diferente, que eles também adoram, né? principalmente na parte de de fazer da produção. Então a gente intensifica no nas férias mais por conta disso, né? A quanto tempo você tá aqui? Eu estou aqui há bem recente, são exatos dois meses, né? Você já trabalhou em outro serviço? Sim, sim. Eu sou assistente social há algum tempo. Eu já trabalhei em outro serviço também com serviço de convivência. E aí eu chego aqui e tô começando a construir a nossa a minha história aqui junto com as meninas, né? E quem você espera desse trabalho? Nossa, sabe assim que não é esperar, é se encontrar. E eu me encontrei no serviço social, né? Eu eu venho da área da enfermagem e aí eu também trabalhar com o outro é você ver todos os dias que tem pessoas diferente, que tem pessoas que têm outros outros modos, outros jeitos, outras culturas, né? E aí elas vão chegando e com isso a gente vai se encaixando, né? Com isso a gente vai conhecendo. Antigamente se falava que assistência social era um outro conceito. Hoje é mais que só assistir, é também transformar. Como você se sente fazendo parte disso? É transformar. Eu com essa história que a gente tá construindo, né, eu me sinto assim gratificada, sabe? E e acredito assim que a gente tem que chegar, né? E não deixar que o outro saia do mesmo jeito que chegou. Ele tem que sair bem melhor. E agora a gente vai conversar com a Alda, que é a coordenadora técnica da União Cristã. Ela vai contar pra gente como é o desafio de coordenar essa equipe técnica que oferece tantas atividades e também nessa questão dessa de ser um ponto de referência para a distribuição do viva leite aqui na região do Jardim Santa Mônica. A gente acompanhou a Alda logo cedinho, né, as mulheres, homens, famílias aguardando essa distribuição do Vivaleite. Me fala qual é essa missão da União Cristã quando pega esse trabalho que a gente sabe que o Viva Leite é um programa estadual. conta para nós. É, na verdade, nós só somos, né, como você disse, um ponto de distribuição. Eh, o programa ele é estadual, porém ele não tem lugares fixos para que essa entrega seja feita. Eh, então, eh, o município acaba procurando outros espaços, os ou às vezes igreja para que disponibilize esse espaço. Quantas famílias são atendidas? 58. Tá. Eu conversei inclusive com uma pessoa que ela falou: "Ah, a minha vizinha me falou, eu já recebo um benefício do governo". Eu fui lá, a inscrição é feita aqui mesmo, não é no site do governo, não. Na verdade, as pessoas procuram aqui e solicitam, né, o ingresso no programa. Então, nós anotamos todos os dados e mandamos pro programa e eles incluem a família no programa. Sim, né? Então nós só nós só passamos a informação, mas quem faz a inscrição, então depois é o próprio governo que diz se essa pessoa tem o direito ou não. É isso. Isso. Exatamente. A partir do momento que ela tem o direito, vocês avisam as famílias. Isso. Certo. A gente também percebeu que algumas pessoas disseram: "Olha, eu vim buscar hoje para mim, pra minha vizinha, que ela não pôde vir". Então também tem essa questão que vocês organizam dela pegar também para para alguém que não possa vir mais que tá inscrito no programa naquele dia. Sim, até mesmo porque a dinâmica das famílias, né, são bastante complexas, né? E e quando a gente tem uma família que se disponibiliza a ajudar outra, a gente entende isso também como fortalecimento de vínculo comunitário. Eh, então a gente enxerga isso como um cuidado, um cuidado com outro, um cuidado com o vizinho, um cuidado, né, com com o seu bairro mesmo, com a sua comunidade. Convivência comunitária. Exatamente. Falando em convivência, como é para você lidar com todo esse trabalho, ter essa equipe técnica fortalecida para oferecer esses serviços aqui na União Cristã? Olha, é um grande desafio. A princípio, eh, eu tô na coordenação também há pouco tempo, né? Ela eu assumo esse papel há pouco tempo e você lidar com toda essa com essa estrutura, né? Porque quando eh para que tudo isso aconteça, a gente precisa de um plano de trabalho, né? Então, todas essas atividades que vocês viram acontecendo, eles estão dentro de um plano de trabalho onde é mandado para pra secretaria de assistência para ela aprovar para ser executado. Então, eh, hoje vocês são cofinanciados da prefeitura. Isso. Somos sim. Então, para que esse plano de trabalho tenha uma efetividade, eh, precisa ser feito um diagnóstico do território, onde a gente vai entender quais são as demandas e as vulnerabilidades específicas dessa região para que nós possamos ofertar atividades que venham realmente de encontro com a necessidade, né, desse público para que nós eh consigamos ter um um resultado. Nós olhamos para isso como não só uma garantia de direitos, mas como uma forma de autonomia, desenvolver autonomia, de desenvolver criticidade, né, para que esse indivíduo, essa pessoa, ela eh exerça a sua cidadania plenamente. Sim. E esse exercer a cidadania eh aqui quando uma criança participa de uma oficina, de uma contação de história, sendo aquele levando lúdico ou mesmo participando de uma atividade na cozinha também pensando que ela pode depois levar aquilo pra comunidade dela, a horta, o conhecimento que ela aprendeu levar lá pra casa dela. Como que é pensado isso? É, através de tudo isso, né, dessa dessas propostas do plano de trabalho, das atividades e também do que eles trazem da necessidade, do desejo e da demanda. São 210 crianças e e ou atendidos geral? São 210 atendidos geral, 120 crianças. 120 crianças de 6 a 14. Isso. E 90 adolescentes, adultos e idosos. Sim. Inclusive, eu conversei com a Cristina e ela fala que a União Cristã tem também uma das missões, que é se preparar para atender mais os idosos, até porque a gente tem aí uma expectativa de vida brasileira que tá aumentando e que hoje tá aparecendo cada vez mais o público vulnerável, um público que não tem com quem ficar em casa. Eu acho, que que você acha? Acho que é o futuro mesmo da gente pensar nesse olhar para a terceira idade, para oferecer uma qualidade de vida melhor também para esse público. Sim. É, e uma das nossas propostas também é a prevenção desse isolamento social, né? Eh, como você mesma disse, a população idosa em Campinas vem crescendo consideravelmente, mas eh não é só o público idoso que tá nessa vulnerabilidade, que está eh nesse isolamento social, né? O público adulto também hoje enfrenta muito isso. Então, quando nós eh desenvolvemos o centro de convivência, eh pensando que esse espaço é um um novo espaço, né, de socialização, de convivência e de se reencontrar, né, se reencontrar em como enquanto um coletivo, né, deixar de ser indivíduo para ser um coletivo e aí mais uma vez fortalecer esses íntos comunitários. [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Música]
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