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Mãos Solidárias | Tecnologia que transforma vidas: responsabilidade social em ação
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Mãos Solidárias | Tecnologia que transforma vidas: responsabilidade social em ação

110 views Publicado 20/12/2025 HD · 43:15

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No Mãos Solidárias, a TV Câmara Campinas mostra como a tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão social quando aliada à responsabilidade e ao compromisso com a comunidade 🌱✨. Nesta edição, você conhece de perto a parceria entre a Programmers e o Progen – Projeto Gente Nova, uma iniciativa que vem transformando a vida de crianças, adolescentes e jovens em Campinas. 👨‍💻 A entrevista é com Marcelo McFadden, co-fundador da Programmers e COO, empresa de tecnologia com mais de 36 anos de atuação, nascida como spin-off da Unicamp e hoje presente no Brasil e nos Estados Unidos. Mais do que desenvolver soluções tecnológicas, a Programmers decidiu investir em pessoas, apostando na educação como caminho para o futuro. 📚 Desde 2019, a empresa mantém um projeto social estruturado dentro do Progen, oferecendo formação em informática, lógica e programação para jovens em situação de vulnerabilidade social. A proposta vai além da capacitação técnica: busca desenvolver autonomia, raciocínio lógico, autoestima e perspectiva de carreira. 🧠💙 O programa também mostra o trabalho do Progen – Projeto Gente Nova, organização da sociedade civil com mais de 40 anos de atuação em Campinas, que oferece acompanhamento psicossocial, fortalecimento de vínculos familiares e suporte integral aos participantes. 👨‍🏫 Rodrigo Dias, professor da Programmers, fala sobre a experiência em sala de aula, os desafios do ensino de tecnologia para jovens e os resultados obtidos ao longo do projeto — inclusive durante o período da pandemia, quando as atividades foram adaptadas para o formato online, garantindo continuidade no aprendizado. 🎓 Um dos momentos mais marcantes é a formatura dos alunos, que representa não apenas a conclusão de um curso, mas o início de novas possibilidades. Muitos jovens passam a enxergar a tecnologia como porta de entrada para o mercado de trabalho e para a construção de um projeto de vida mais sólido. ⚖️ O episódio reforça que cuidar do futuro de crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada entre sociedade, empresas e poder público. Iniciativas como essa mostram que parcerias bem estruturadas geram impacto real e duradouro. 👉 Assista ao Mãos Solidárias, inspire-se e descubra como a tecnologia pode mudar histórias e abrir caminhos. 💬 Curta, compartilhe e deixe seu comentário! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, o mãos solidárias de hoje vai falar sobre responsabilidade social [música] a partir do segundo setor. É isso mesmo. E para isso nós devemos conhecer o trabalho da programmers. que tem um projeto muito lindo no Proem, projeto Gente Nova que tem aí uma história grandiosa e desde 2019 eles chegaram para fazer parte [música] desse projeto. Quem conversa agora comigo é o Marcelo Mcfaden, que é o cofundador da Programmers e CEO. Marcelo, seja bem-vindo aqui ao mão Solidárias. Primeiro, antes da gente falar especificamente do projeto, o que é a programmers? Legal. Bom, obrigado. Eh, programmers é uma empresa de tecnologia, desenvolvimento de sistemas, [música] com 36 anos de mercado, hoje presente no Brasil, Estados Unidos. E a gente costuma dizer que é uma empresa formada por pessoas, [música] que tem tudo a ver com isso que você acabou de falar, de promover e criar um ambiente para que as pessoas possam [música] eh colaborar, atuar e enfim, participar da iniciativa. Vocês têm quantos colaboradores hoje? São quase 300 colaboradores. A gente tem colaboradores espalhados pelo Brasil e são pessoas que muitas delas querem de alguma forma participar da sociedade, colaborar de alguma forma e nem sempre sabe como dar o primeiro passo. A sede é em Campinas. Nós temos em Campinas Matão, interior do estado de São Paulo, São Paulo, Araraquara e Chicago, nos Estados Unidos. [música] Sim, eu já conversei um pouquinho com o Marcelo antes, já soube que ela é uma empresa filha [música] da Unicamp. Qual é então quando a gente já fez inclusive outros programas com a Inova Unicamp, que é agência de fomento de [música] da universidade, toda empresa filha é alguém oriundo da Unicamp. Quem é oriundo nesse caso? Perfeito. Bom, a empresa foi fundada em 1989, ã, pelo meu irmão e comigo meu irmão, ele vem da Unicamp e ali vem então a a questão de ser filha da Unicamp, né, da Inova, etc. Então, estamos estamos nesse DNA aí também, tá certo? que quando vocês fundaram a empresa, Marcelo já me disse também que tinha 14 anos na fundação e desde então faz parte. Eh, em que momento dessa história de mais de 30 anos vocês tiveram esse olhar paraa responsabilidade social? [música] E a partir desse olhar, qual foi o pensamento? Poxa, a gente vai ensinar as pessoas a programar, a gente vai ensinar as pessoas a mexerem num computador. Qual foi essa primeira ideia, Marcelo? Bom, de fato eu tinha 14 anos, mas meu irmão era muito mais velho, né? Ele tinha 16, então foi fácil a gente poder criar essa essa [música] empresa. No começo a gente só pensava em ter a empresa, pagar as contas, criar clientes e por aí. Jovens empreendedores. É isso aí. É isso aí. Mas com o tempo a gente foi vendo essa preocupação tanto em nós sócios, vale lembrar que hoje nós somos em quatro sócios, tá? Então tem [música] o Luiz Mário e o José Carlos e já existiam algumas iniciativas isoladas, seja de cada um dos sócios ou até mesmo de colaboradores, mas eram ações em que você fazia ã com alguma iniciativa. E chegou um [música] momento em que o Luiz, que é um dos sócios, ele falou: "Poxa, a gente pode estruturar uma uma iniciativa, [música] né?" E aí vem a ideia da gente eh buscar alguma eh ONG, alguém que já tenha uma estrutura, porque o que a gente no momento achava que tinha para oferecer uma formação, era uma ideia ou algo do tipo. [música] E foi quando a gente junto com a Patrícia também, que é do RH, ela vem procurar algumas ã ONGs pra gente poder ver qual que tem maior fit com a Programers. Sim, mas aí foi a Patrícia que recebeu essa missão de procurar, dentre tantas organizações em Campinas, qual encaixaria nesse propósito de vocês? Isso, a Patrícia e a Gisele, tá? Eu posso até dar exemplo. O que que eh por mais que a gente queira colaborar, eh você precisa de uma estrutura para poder eh dar uma aula, um curso ou algo do tipo, desde estrutura física, a gente tá numa sala aqui com ar condicionado, cadeiras, etc. Eh, até mesmo e acho que muito mais importante, você ter equipe de psicólogos, assistentes sociais e coisas do tipo. E isso veio como uma luva pra gente, porque a gente praticamente falou: "Poxa, vamos começar a capacitar". Sim. E a partir disso, como vocês encontram o Projem? Como foi esse esse namoro, esse casamento com Progem? que o projeto passa a ser então nessa nessa organização. Então nós tomamos a iniciativa de contratar um professor, né, que seja eh capacitado para ensinar e que tenha, obviamente, o conteúdo tecnológico que nós queríamos passar. E essa para mim foi a decisão mais correta que nós tomamos no início. [música] Sim. Por quê? Porque mas por a a o progen que que foi? Eles eles apresentaram alguma coisa para vocês? Alguém falou do Progem para vocês, como que vocês chegaram ao Projem? Nesse sentido, ah, existe lá um projeto, nós fomos buscar algumas opções, né? E lembrando, nós não tínhamos nenhum conhecimento, tá? Tá? E o que eu acho que mais deu fit ali foi a abertura pra gente poder formular o programa, a forma de fazer e ter um ar condicionado na sala. Quer dizer, tudo foi discutido em conjunto, não era uma um programa que você tinha que se encaixar dentro daquilo, que vocês já tinham pensado que era para esse público a partir dos 11 anos de idade ou não? Isso foi formatando conforme vocês conheceram o projeto. Foi dica da do próprio projé. O que a gente sabia é o seguinte, nós vamos formar jovens. Ponto. Tá. que tipo de jovem, com qual tipo de formação, em que momento, qual a grade, qual o tempo, tudo isso. Eh, o o Projem foi dando dicas, como, por exemplo, idade, mas a gente foi aprendendo também depois com o andar da carruagem, né? Um detalhe, a gente foi aprender depois de alguns meses que a gente precisaria da aula de reforço de português e matemática, que é uma coisa que a gente nem imaginava. Sep assim, vamos, vamos dar aula de desenvolvimento, vamos formar programadores. Exato. E formar programadores é outro outro princípio que a gente achava que era o máximo, né? Ou seja, vão sair desenvolvedores para irem pro mercado. Não, a gente viu depois [música] pessoas que se formaram e que seguiram outra outra carreira, outra forma de se recolocar no mercado. E tá tudo ótimo, porque você tem um letramento de tecnologia que esse jovem não tinha antes, que pode hoje trabalhar na área de vendas, pode trabalhar na área financeira, na área de RH, onde ele quiser, mas com um letramento de tecnologia que pode chegar até lógica de programação. Você disse que o primeiro passo a partir do conhecemos o projet, vamos contratar um professor que é um colaborador pago. Sim. Mas como vocês conseguem envolver os colaboradores da Programmers nesse projeto? Bom, então lembrando, né, a inici quando a gente começou a a ideação, era assim, nós temos quase 300 pessoas, vão ter pessoas que querem ensinar, então eles vão vir aqui da aula. Ainda bem que a gente não seguiu esse caminho, porque nem sempre a gente vai ter disponibilidade [música] desses profissionais e não dá pra gente considerar os jovens virem para uma sala de aula e não ter alguém para dar aula. Ah, ele não veio. Aí os programas tava estaria morto. Então, eh, todo dia vai ter aula com esse professor e a gente acaba fomentando ou eh provocando esses colaboradores para que eles venham passar algum conteúdo para esses jovens, uma oficina. Então, dá para vir falar de mercado de trabalho, vem falar de educação financeira, vem falar de eh experiência de usuário, pré-design de telas de computadores. Então, assim, você tem uma série de conteúdos que esses colaboradores podem vir passar pros jovens. Tem colaborador até semana passada falou assim para mim: "Poxa, Marcelo, eu tô louco para ir lá passar alguma, mas eu não tenho ideia do que fazer". A resposta é muito simples, não precisa ver, não precisa ver. venha assistir depois, certamente ela vai sair daqui com alguma ideia para poder passar esse tipo de conteúdo. Sim. Então hoje dentro desse propósito de responsabilidade social [música] e aos poucos quando a programmers vem pro território e começa a conhecer a realidade desses adolescentes e jovens, [música] como que o projeto passa a amadurecer? Bom, eu acho que assim, já dei exemplos de amadurecimento que a gente fez junto com o próprio projeto, tá? Dei exemplo também que esse amadurecimento veio de feedback dos próprios alunos, como, por exemplo, a gente precisa reforçar a questão de português e matemática, tá? Não sei como que eu vou programar se eu não consigo, se eu não sei fazer uma conta de mais ou de menos ou uma equação ou algo do tipo, tá? Então, esse andar da carruagem, ele vai criando esse amadurecimento [música] e e a gente vai colhendo feedback. Vou dar um spoiler aqui, mas o Rodrigo vai comentar. A partir de 2026, a gente passa a incluir e a inteligência artificial na grade dos alunos. Então, eh conforme a gente vai vendo o andamento do mercado, feedback do aluno, críticas e e coisas do tipo, a gente vai amadurecendo para que isso, ã, seja o melhor possível. Eu tenho comigo um desafio que eu ainda não alcancei. Qual? Eh, é como é que a gente consegue de fato ajudar esses jovens a a entrarem no mercado de trabalho. Eu acho que já existem boas iniciativas funcionando, mas dá pra gente melhorar isso mais. Eh, isso vai depender da sociedade, isso vai depender eh de outros empresários, vai depender de outras pessoas que consigam de alguma forma criar um mecanismo para que isso eh funcione de forma mais sistemática [música] e sem que seja subemprego. Sem dúvida, sem dúvida. Eh, eu quero acreditar que o fato de você passar esse letramento, por mais básico que seja, e, e digo por que, eh, eu costumo dizer que é básico, e eu falo isso muito na na formatura dos jovens, porque tem muito para se correr ainda e sempre vai ter, né? Tudo muda. Ninguém falava em Generativa há 3 anos atrás, de repente isso tá dominando o mundo. Esses jovens têm que ter esse tipo de conhecimento e também conseguir empregos que sejam compatível com o conhecimento que eles começaram a ter e que certamente eles vão continuar pouco. Você falou, Marcelo, que toda a sociedade deve ter esse olhar, as empresas, como hoje você é um desses quatro sócios, que está mais diretamente aí no dia a dia do projeto, como que você analisa isso dentro do da programas, fazendo a sua parte? Eu vou olhar pro Marcelo se anos atrás, que a gente sempre tem aquele olhar do tipo, essa responsabilidade é do governo, essa responsabilidade é da outra empresa ou da outra pessoa. E nós, todos nós que estamos aqui nesse momento, cada um tem a sua responsabilidade, talvez num momento diferente, talvez numa intensidade de uma forma diferente, mas essa responsabilidade é de todos. Sinceramente, a Programa não tá fazendo nada que seja alguma coisa eh que deveria ser só dela. Isso deveria ser de todo mundo. Eu acho que por menor que seja semente, é é uma responsabilidade de cada um. Talvez vai demorar para cada um assimilar isso, mas é a forma. Tá certo? Então, muito obrigado, viu? Obrigado. Você vai ver aí agora um clipe com um pouquinho das aulas. Nós já estamos, inclusive no período de férias, tivemos a formatura de três turmas da programmers. E daqui a pouquinho vamos conversar com o professor como foi colocar tudo isso, ó, na prática, na sala de aula. [música] [música] E o Rodrigo é o professor contratado que o Marcelo comentou na entrevista e que põe a mão na massa nesse projeto nas unidades Onde acontece o projeto da Programmers? Rodrigo, me conta, inicialmente já foi assim nas três unidades, começou por uma unidade, como que foi assim construir esse projeto junto com eles e trazer pro projeto? Como que aconteceu? Mandei um currículo em 2018, até que um certo dia o RH da Programmers me ligou, falou: "Tô com seu currículo na mão, gostei de bater um papo, tem ideia de contratar um professor e eu já dou aula mais de 25 anos. Eu sempre trabalhei com TI e nos meus horários da noite eu dava aula, tá? Tá. Então já trabalhei tecnicamente como desenvolvedor também na parte na parte de TI. Mas e as aulas eu sempre dei à noite, eu sempre tive um sonho de dar aula, só de trabalhar só com aulas. E daí eu mandei esse currículo lá para programas e a Patrícia entrou em contato comigo e me e me convidou. Aí eu estive, passei pelo processo seletivo e fui contratar. Mas você sabia desde o começo que era esse projeto ou não? depois que foi contratado, que falaram: "Ó, a gente vai desenvolver um projeto numa organização da sociedade civil e precisamos de você". Isso. Eles me falaram desde o início, a gente veio até o projem também, eu conheci, eu aceitei o desafio. Eh, e realmente tá sendo algo muito muito legal. Inicialmente a gente, né, começou lá na unidade Vila dela trabalhando especificamente com o curso de lógica e programação. Foi o primeiro curso. Foi o primeiro curso. A ideia inicial era a gente formar programadores mesmo, né? Mas e aí? Chegou lá, vou fazer tod esses jovens, esses adolescentes, eles vão virar programadores. Qual era a realidade que você encontrou? Na primeira turma, a gente a gente já sentiu que muitos alunos, né, tinham tinham dificuldades na questão de matemática, né, na questão até do próprio português. Então, a gente sentiu que a gente tinha que dar um reforço para eles nessas disciplinas, né, antes. Até por conta, eu vou aqui fazer um adendo, porque a gente tem geralmente quando pensa no jovem e quando pensa em todas essas dificuldades, eles falarem: "Ah, não, foi embora, isso não é para mim, era justamente para não, isso é para você". Exatamente, porque muitos muitos deles eles vêm totalmente crudo da parte de computador. Os os adolescentes de hoje eles usam bastante o celular, né? Mas computador poucos poucos têm conhecimento. Então eles chegam cruz, eles chegam com muitas dificuldades, né? Não consegue digitar, não consegue digitar corretamente. E esse foi um outro desafio que a gente encontrou. A gente pegava os alunos e ao invés de ensinar programação, a gente tinha que ensinar a parte básica primeiro, né? E daí que veio a ideia da gente montar um outro curso, né, que é o curso de informática essencial, que a gente passou e a ensinar a informática básica, a como usar o computador, a como digitar com os 10 dedos, né, a parte de fazer planilha de cálculos, a parte de eh mexer com o sistema operacional, que é uma parte que já deu uma base para esses alunos, para quando entrarem no curso de lógica e programação já chegar voando, já já chega arrebentando e a a partir dessa base, como que foi então desenvolver? Porque hoje vocês têm e três formações. É isso. Isso. Isso. Nós temos três cursos atualmente, que é esse de [música] informática essencial, que a gente ensina informática básica, que a gente colocou para alunos dos 11 aos 13 anos, né? Nós temos o curso de lógica e programação, que é onde tudo começou, que ele é um curso que a gente eh ensina para adolescentes de 14 a 16 anos. a [música] insistes criarem programas, a criar páginas para internet, a criar jogos, que é uma coisa que chama bem a atenção deles [música] também. E nós temos o curso de especialização em lógica e programação. Esse curso ele é formado por alunos, né, que fizeram o curso de lógica e programação e se se destacaram e foram melhor. A gente pega oito alunos para poder montar, né, essa turma. E esse curso a gente ensina mais linguagens técnicas, [música] né, como o caso do Python, da linguagem C#ARP, Java, né? Então aí eles já ficam bem mais preparados tecnicamente pra programação mesmo. Sim. E esse curso ele começa em 2019, é isso? Isso. O primeiro ano começamos em 2019. Então a gente teve em 2025 a sexta formatura. Exatamente. Cada ano é uma formatura. Não necessariamente o que que aconteceu em 2019 foi a primeira turma. Aí teve 2020, a gente começou a turma, aí chegou junho, aconteceu a Covid-19 e aí a gente teve que parar o curso. Falou: "Mass vamos parar, não vamos tentar fazer". Aí foi um grande desafio pra gente também. Fizeram online. Fizemos online. O que que aconteceu? Muitos alunos não tinham celular. A programas adquiriu o celular para aqueles que não tinham e a gente seguiu o curso online. [música] Sim. Tá. Então, a gente seguiu durante a pandemia de forma online. A gente tá aqui inclusive na sala de uma das unidades, aqui é a unidade da do Satelites em Campinas que acontece o curso. Todo esse material aqui, ele foi dado pela programa. pela programa. Exatamente. Tudo, as mesas, o notebook, [música] o ar, tudo. A sala que ela foi montada pela programas. E aí naquele período da pandemia era no celular de cada aluno. É, de cada aluno. Só que tinham vários alunos que não tinham o celular. E aí, como que nós vamos fazer, né, para continuar o curso se eles não têm celular? A programou celular para quem não tinha e a gente disponibilizou pros alunos e continuamos a aula de casa. E como foi para você esse desafio de entrar no EAD? Realmente foi foi uma experiência única mesmo, né? Uma experiência inesquecível que me trouxe uma bagagem enorme, acho que para mim, por próprios alunos também, que eles passaram a fazer atividade da escola também online, né? O próprio estado tinha lá o sistema próprio deles e eles passavam a fazer. Mas foi uma atividade bem legal, funcionou bem, os alunos não faltavam, entravam na aula online, ligavam as câmeras, participavam e foi real e fluiu realmente a atividade fluiu [música] com o celular e deu tudo certo. E quando voltou presencial, como foi isso aí? Para essa para essa turma não voltou presencial, né? para essa turma. A gente manteve o online que ainda tava em situação de risco com relação à pandemia, a gente manteve [música] ainda a parte a parte online dele e só para outra turma que acabou voltando pra parte presencial, mas daí já não tinha mais nenhum risco da COVID, já tava bem controlado e voltou bem legal. Mas aquela turma ele teve poucas aulas presenciais, o restante foi tudo foi tudo online. Inclusive a formatura foi feita online. Olha que interessante. Depois a gente vai mostrar umas imagens aí. E para você, eh, você é o professor das três unidades? Isso, professor. Isso tem, eh, como que é trabalhar com cada unidade? É um público específico? Eh, porque cada um é um território, como você se adapta a cada turma? Como é que funciona? Essa essa sala é a maior sala que a gente tem. Ela cabe 15, [música] ela ela ela tem 15 computadores, é para 15 alunos. E a gente dá aula aqui, que é nessa daqui, que é do satélite e a da Vila Bela, né, que é aquela outra unidade que tem oito computadores. No Bassoli, a gente não dá aula lá. O que que a gente faz? [música] Eh, a programma van, a van traz os alunos do Bassoli até até aqui e eles fazem aula aqui comigo, com o pessoal do satélite, com o pessoal do satélite. E quando lá na e e quando o curso é lá, tem alguns alunos também do Bassoli que vai lá pra Vila Bela para poder fazer os cursos. [música] E a participação é é grande. É grande. Inclusive, a gente teve o processo seletivo pro ano que vem. A gente começou eh nessa semana, né, fazer o primeiro processo seletivo. A gente tem 78 vagas e nós já tivemos mais de 100 entrevistas pro processo seletivo. Ah, é entrevista. Entrevista. Eles batem o papo, a gente fica conversa com cada aluno, porque como tem um número de inscrições maior do que do que as vagas, bem maior, a gente faz uma seleção, te bate um papo e acaba fazendo uma seleção desses alunos. Eu mesmo, eu mesmo que faço. Faz. O que que é levado em consideração, por exemplo, nesse processo, quando você conversa com o adolescente, com o jovem, até porque eles também eh, principalmente os mais novos, estão naquela fase da experimentação. Quando eles estão numa organização da sociedade civil, isso a gente já viu em outros momentos, eles querem experimentar atividade, não sei se vai ficar, mas nesse caso é importante que ele tenha esse compromisso, estabeleça isso. que é para você pensar, ó, esse tem um perfil que eu tenho e eh eu acho que ele vai até o final. Como é para vocês? [música] Eh, como eu falei, o nosso curso é um pouco longo, né? O nosso curso ele começa em fevereiro e vai até novembro. Então ele é um [música] curso extenso, né? E às vezes os alunos, os adolescentes falam: "Nossa, que tempo, que tempo grande", né? Acaba dando e aquela desanimada. Apesar que o nosso a gente tem a gente tem pouco nível de desistência mais é mais quando o aluno muda de cidade. É, até onde eu sei, eles ficam, ó, hoje é o dia que tem cursos a programas, não posso faltar do prazer. É por aí, viu? Já soube que é assim. Exatamente. E a gente bate um papo com o aluno, conversa e ali naquele naquele bate-papo dá para sentir aquele que tá bem empolgado, mas não quer dizer que ele vai chegar até o final. ele pode estar empolgado naquele momento e depois acontecer alguma coisa dele não chegar, né? Aí vai eh daquela escolha, né? Eu já com com os anos você vai pegando um filho, você já consegue identificar aqueles alunos, né? Que vai chegar realmente até o final. Dá para dá dá para perceber aqueles que estão mais interessados, que estão bem afim, que fica toda hora perguntando do processo seletivo, quando vai começar e quem já se informou, [música] já teve algum feedback, as pessoas já vieram aqui, falam: "Olha, eu tô trabalhando com aquilo que eu aprendi no programa, me conta". A gente tem bastante aluno que já tá trabalhando no mercado, tecnicamente [música] aí na área na área de ITI mesmo, eh, tem cinco alunos nossos, né, dos cursos anteriores que estão trabalhando com tecnologia mesmo. E nós temos vários outros que trabalham na área administra, já já vieram para cá e tem mais alguns que vai ser uma surpresa pro ano, pro ano de 2026, que vão vir novos também contar aí. Esse testemunho é bem importante para quem tá aqui. Exatamente. É muito, porque daí eles vêm, né, o que o o que o curso foi capaz, né, de proporcionar para aquele outro aluno, né, aonde ele conseguiu chegar e ajudou bastante mesmo. E para você como profissional, como professor, como tem [música] sido participar desse projeto e ser uma referência para esses adolescentes? Olha, para mim realmente no início [música] foi um desafio muito grande, mas eu entrei com tanta vontade, tá? E hoje eu continuo com a mesma, com a mesma vontade, com a mesma determinação de continuar nesse projeto. Eu gosto muito. É algo que eu sempre quis fazer, era só da aula, trabalhar com aula mesmo, né? E realmente hoje eu tive esse sonho. Eu eu eu tive uma infância muito parecida com o pessoal do Progen, [música] né? Então eu entendo bem aqui, né? O eh o que o pessoal passa, eu entendo bem o linguajar deles, eu consigo conversar legal com eles e isso me ajudou muito, né? E eu me simpatizo muito, então tá sendo uma realização de um sonho mesmo. Tá certo? Muito obrigado e parabéns pelo trabalho. Obrigado. Valeu, amigo. E daqui a pouquinho a gente vai saber como para o Prog é esse projeto, no que ele agrega na formação e nesse serviço de fortalecimento de vínculos de cada um que participa. [música] E como você viu aí, o projeto da Programmers acontece no Progen, que é uma organização da sociedade civil que tem várias unidades em Campinas. E o Cláudio é quem vai falar para nós como então o Pro recebe essa proposta, vê que faz aí esse importante casamento com a o objetivo do trabalho deles, que tem outras atividades que inclusive nós temos já um programa Monsolidárias que foi gravado falando de como é o Progem e como a Programers vem mudando a vida desses adolescentes e desses jovens que participam. Cláudio, você tá desde o começo no projeto aí viabilizando essa essa atividade junto com a Programers. Quando eles chegaram, me conta qual foi assim esse esse essa primeira aproximação, como que vocês Olha, veio alguém quer fazer alguma coisa aqui, como foi isso? Perfeito, Mirna. Antes de mais nada, eh, obrigado, né, pela oportunidade, pela TV Câmara, via mãos Solidárias, ter feito esse convite ao Progen, que muito nos honra essa parceria com a Programmers. E para chegar na sua pergunta, eu vou fazer uma breve eh contextualização do nascimento do Projem, porque eu acho que tem tudo a ver com a vinda desta parceria conosco. O Progen, uma organização da sociedade civil, né? Portanto, é uma OSC de fins não econômicos, existe já há 41 anos, sempre atendendo nessa região noroeste de Campinas. E ela te, o projeto teve seu início com as irmãs salesianas há 41 anos atrás. Na ocasião, um grupo de crianças bateram na porta das irmãs pedindo pão. E essas irmãs, né, num primeiro momento acolheram essas crianças, mas ao desenvolver atividade com eles, que depois viria a ser o progé, elas identificaram ali não somente uma fome de pão material, mas uma fome de pão de cidadania. E aí nasce o progem, não apenas para dar a o pão material que sacia a fome naquele momento, era uma fome que ia além e isso elas pegaram de imediato. E aí vai nascendo o Progém e muito mais nessa lógica realmente de trabalhar direitos humanos. Proje nasceu na Vila Bela. Nasceu na Vila Bela. As irmãs moravam ali no Jardim Garcia. Sim. [música] Então, quando as crianças batem ali na porta, elas iniciam o trabalho primeiramente na casa delas, no quintal da casa, e depois começa a construção ali da sede, né? E eu entendo que a program entra justamente aí dando continuidade neste trabalho das irmãs salesianas, [música] porque o que a program hoje dentro do progen é trazer cidadania, que é esse pão que é exatamente da vidência da oportunidade. Exato, Mirna. Exato. Numa palavra assim, eu resumo este trabalho que é de extrema relevância progené. Eh, como eh e aí muito aproveitando, né, como o Marcelo disse anteriormente, o Rodrigo depois reforçou também, isso nasce uma uma parcela da ajuda da sociedade, que portanto o segundo setor, em sintonia com o terceiro setor. E aí é como foi dito anteriormente, e aí eu resgato o artigo 227 da Constituição Federal e do artigo 4º do ECA. Vou resgatar aqui pra gente se recordar. É um artigo lindo. Eu, se eu pudesse, eu colocaria ele estampado em no horário nobre da da das programações do Brasil. diz assim: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a criança, ao adolescente e ao jovem com absoluta prioridade os direitos à vida, à saúde, a educação, [música] a alimentação, enfim". E aí vai todos os principais direitos fundamentais e essenciais da criança, do adolescente e do jovem. Então esta parceria do segundo setor, empresa programmers com o Progen, terceiro setor, é onde a gente consegue qualificar os nossos trabalhos. Porque na política da assistência, Mirna, e aí falando aí no pouco do Progen, né, nós hoje somos quatro unidades, três da proteção social básica, que é aqui, satélite, é que as crianças, a gente tá inclusive gravando num período de férias. que eles têm algumas eh atividades lúdicas, digamos assim. Então você vai poder ver aí inclusive a imagens deles brincando, mas geralmente sempre tem além dessas brincadeiras lúdicas oficinas de de várias coisas, né? De tem artesanato, dificuldades artesanais ligados ao cunho artístico, cultural, informática, esporte, cultura, lazer. Esporte. Sim. Então, é por todas essas atividades que que as atividades do Projem perpassam, né? Mas até então nunca tinha tido alguma iniciativa relacionada à informática ou vocês já tinham feito algumas tentativas? De maneira muito incipiente, Mirna, a gente sempre teve, até porque essa é uma demanda. E aí eu acredito que a outra grande contribuição da Programmers na compondo o quadro de atividades do Projem é justamente essa questão de qualificar essa oferta daquilo que hoje a gente chama de tecnologias da informação e comunicação, as TICs, né? Então o Progênio o que ofertava antes disso eram de maneira muito incipiente, né? Eh, sem ter um professor qualificado, né? Eh, formado na área como é hoje o professor Rodrigo, né? Então, embora a gente sempre eh ofertou essas atividades, mas com a vinda do projeto eh curso de lógica e programação, isso sem dúvida qualificou, porque nós entendemos que hoje a inclusão social ela passa necessariamente pela inclusão digital. Sim, obrigatoriamente. Obrigatoriamente. Hoje na nossa realidade, eh, então um dos objetivos do Progem é justamente esse, promover proteção social, promover cidadania, garantia de direitos. Só que hoje, se você não fizer esta oferta das linguagens tecnológicas para esta população que vive em situação de vulnerabilidade e risco social, nós não conseguimos eh fazer aquele trabalho que a gente chama dentro do mundo do trabalho. Eh, e este é um objetivo fundamental do projeto, preparar os nossos participantes pro mundo do trabalho. E o mundo do trabalho vai além do mercado de trabalho. O mercado de trabalho é basicamente o acesso a uma vaga de emprego. Sim. Pro nosso público que vive essa situação de vulnerabilidade e risco social, a gente precisa muito mais do que oferecer uma vaga de emprego. É também favorecer que ele permaneça, não só o acesso, mas a permanência nesse mundo do trabalho. Então, uma outra coisa que eu inclusive falei com o Marcelo sobre isso que a gente vê às vezes é que não seja um subemprego também. Exato. Pensar que quem vem de uma situação de vulnerabilidade social, não, claro, descredenciando qualquer tipo de trabalho, mas você pode trabalhar só no almoxarifado, você pode trabalhar só na limpeza, você pode trabalhar só como empacotador ou como algum alguma pessoa que trabalha só, sem pensar que ele tem também acesso à inteligência artificial, a como você disse, a tecnologia e ele pode concorrer também a outras vagas caso ele queira. Eu acho que é isso que passa essa oportunidade. É bem por aí. Com certeza, Mirna. Eu acho que a essência desse trabalho eh vem muito a casar com a o objetivo do projé. Então, quando a gente prepara os nossos adolescentes, sobretudo jovens, né, pro mundo do trabalho, nós estamos com isso, é, preparando eles para não apenas conseguir uma vaga de emprego, que já é muito, hein? Sim. nessa era de desemprego que que a nossa sociedade vive já é muita coisa. Mas devido a todas as fragilidades que essas eh famílias enfrentam na política da assistência social, a gente entendeu que se a gente não trabalhar um conjunto de direitos, de situações, de empoderamento, então é aquilo que a gente chama de resultados tangíveis e intangíveis. Tangíveis é aqueles que a gente consegue ver. Então, por exemplo, o Rodrigo aqui até mencionou alguns resultados que é que se colhe nesse curso, né? As linguagens de programação, né? Então isso são resultados que a gente consegue enxergar concreto, mas além desses a gente trabalha uma série de de resultados que a gente não enxerga num primeiro momento, que é justamente o fortalecimento de vínculos social e comunitário, tanto do participante quanto da família dele. A gente trabalha a família como um todo. Isso que eu ia falar. A G Eu acompanhei inclusive a formatura do ano de 2025, o orgulho das famílias, a participação, a emoção dos familiares [música] vendo seus filhos ali naquela formatura e depois tão dignamente também a festa da formatura, né, que talvez seja algo que nem todos teriam acesso no dia a dia. as pessoas vestiram as suas melhores roupas para estar ali. Eh, vieram, tiveram inclusive quem não pôde estar de de certa forma não poderia estar, teve o transporte. Então, de toda forma esse atendimento ele passa muito mais daquele dia da aula que que acontece aqui ou na outra unidade. Como que vocês também pensaram nessa questão de trazer toda a família para esse? Exato, Mirna. E aí eu faço um resgate aqui que é fundamental. Aquele momento da formatura é a coroação da obra, né? Mas é como o Rodrigo disse aqui anteriormente, é um projeto extenso e ao longo de todos esses meses [música] é nesse caminhar que se dá o trabalhar de todos esses valores e resultados, né? Então são muitos resultados. muita, muitas crianças e adolescentes entram com as suas, aquilo que a gente chama de habilidade socioemocional muito assim para ser lapidada mesmo. Então, muita timidez, muitos não conseguem nem se expressar no início do curso, eh, aquela autoestima baixa, né? Eh, problemas, situações diversas na família. E aí, por isso que é um um trabalho articulado. Enquanto o professor Rodrigo tá desenvolvendo atividade aqui neste espaço, a equipe técnica do Progen, formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, os coordenadores, estão trabalhando esse conjunto, tanto o participante como as famílias. Então é um trabalho articulado e integrado. É um trabalho em rede quando a gente identifica alguma demanda que vai para além do progem. E aí é um princípio na assistência que a gente chama de incompletude da instituição, né? Nenhuma instituição por si só se basta. A gente necessariamente precisa articular uma rede de serviços. Então a gente encaminha pro pra política da habitação, a política da saúde, a política do esporte, da cultura, do lazer, [música] ao passo que ao longo de um ano ela vai se fortalecendo. E a formatura é a coroação de tudo isso. É onde a gente vê esses resultados, onde eles vencem a timidez, vencem a autoestima [música] baixa, né? E aquela sensação, eu conseguia, eu consegui. Exato. Então, a formatura tá muito nesse sentido e eh por sorte nossa, a programa estopou isso, né, o tempo todo, Mirna, foi um processo de cocriação e cogestão. [música] O Marcelo disse isso aqui muito bem anteriormente. O ProJ não impôs nada para e nem o contrário. Foi realmente o tempo todo nesse projeto. Vamos pensar juntos, vamos fazer com, né? [música] e ouvindo muito os próprios participantes. Que que vocês gostariam de ter, né, na na no de conteúdo nesse curso? Então, assim, o tempo todo no processo criativo em conjunto e também fazendo a gestão em conjunto, porque a gente também não interfere naquilo que eles entendem que é o conteúdo da programação e eles também, né? Então, no âmbito do projeto, eu posso dizer sim, sem nenhuma falsa demagogia, é uma parceria que vem dando muito certo, muito certo ao respeito de ambas as partes. E eu acredito que é aquilo que o Marcelo comentou, eh, há essa conscientização por parte de todos na execução desse projeto. Então, é a parcela que nos cabe, volta ao artigo 227 e o artigo quº do ECA, é dever da família, sociedade e estado. [música] O estado, embora tem um papel prioritário, mas aonde ele não chega e às vezes não dá conta, nós, sociedade civil e terceiro setor, a gente chega e nós temos a nossa tecnologia social muito bem definida para poder fazer a nossa oferta aí com muita qualidade para esses nossos públicos que participa, né, conosco. E dentro dessa missão do projeto, ter aí a parceria com uma empresa, né, uma instituição do segundo setor, como que você vê hoje, do ponto de vista da cidadania, do social, tantas organizações em Campinas que também eh pensam, o que que você diria para outras empresas do segundo setor que também tem um no fala: "Poxa, como que eu consigo implantar isso na na numa instituição? num bairro onde às vezes ela está localizada num bairro que tem aí uma vizinhança que precisa, que tem uma demanda. O que que você diria? Eu incentivo [música] ao máximo. Eh, eu acho que o setor das grandes empresas, né, do segundo setor, essa área de responsabilidade social, eu acredito que elas precisam se abrir mesmo para essa iniciativa, né? E tem tantas formas também, inclusive, eh, onde nem honera tanto o caixa dessas empresas, por exemplo, a destinação do imposto de renda. Sim, pra iniciativa do CMDCA, né, o FMDCA, né, o Fundo Municipal dos Direitos da Crença do Adolescente, o próprio fundo do do idoso. Então, é a destinação do imposto de renda, pessoa física e jurídica, por exemplo, que elas podem destinar, isso vai apoiar projetos nas OSCs [música] ou uma parceria direta, como a Program, sim, né? Eles sentiram esse desejo eh na diretoria, né, deles, nos procuraram, iniciamos um diálogo, falou: "Não, sim, tem um campo muito fértil aqui que vocês conseguem muito contribuir, porque é expertise de vocês, né? O Progen, embora nós tenhamos um quadro de profissionais extremamente qualificados, mas a gente não tem profissionais com esse nível de de aprimoramento, com essas linguagens, né, de de programação. Então, esse é o grande ganho e quem sempre ganha, Mirna, são os nossos usuários da política, são os nossos participantes, as nossas famílias. Então, o Projem não mede esforços realmente em fazer essas parcerias com a iniciativa privada, Mirna. [música] Porque o ganho é muito grande, é muito grande e a gente reconhece. E são as parcelas de conhecimento que a gente vai agregando, né? É sempre nesse trabalho articulado e integrado e em rede. E essa cultura eh do voluntariado e essa cultura da filantropia, a gente precisa desenvolver cada vez mais. E programas como esse, com certeza ajuda a ampliar essa consciência na sociedade. E é uma cultura que vai muito além do do simples assistencialismo. Não é só dar o pão de comer que você falou lá. Com pão da cidadania, é o pão da garantia de direitos. Muito obrigada. Então, Cláudio. Lembrando que você pode, além da TV Câmara Campinas assistir o Mãos Solidárias no nosso canal no youtube.com/tvcâmaracampinas. Você vai lá na playlist, digita mãos solidárias e você encontra todas as entrevistas que nós fazemos nas organizações da sociedade civil, também agora conversando com empresas que acreditam também na responsabilidade social. Até um próximo mão solidária. เฮ [música] [música] [música] [música]
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