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MÃOS SOLIDÁRIAS - SOBRAPAR
Em destaque · HD Vídeo · MÃOS SOLIDÁRIAS

MÃOS SOLIDÁRIAS - SOBRAPAR

55 views Publicado 14/10/2024 HD · 52:13

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[Música] e no mão solidárias de hoje a gente vai compartilhar com vocês A história desse hospital o Hospital sobrapar que esse ano completa 45 anos de um trabalho sensacional não tem quem não conheça o hospital aqui ou pelo menos ten ouvido falar aqui em Campinas e na região e para falar sobre a história dessa entidade eu estou com a Vera Lúcia Raposo Amaral que é psicóloga e também presidente da entidade e a vida dela tá totalmente ligada à Vida do hospital muito obrigada por nos receber aqui na sede no hospital Vera Eu é que agradeço muito É uma honra ter vocês aqui conosco e é sempre um prazer receber pessoas para conhecer mais do nosso hospital e da nossa história já ouviu falar o bazar é muito famoso também e o trabalho que vocês desenvolvem né na nas cirurgias crânio facial mas o hospital ele virou uma fonte e multidisciplinar né nessa área do crânio da face né eu queria que você Contasse pra gente como é que começou isso lá atrás a gente tá aqui com também a figura do fundador né e tem tudo a ver história de vocês com a história do hospital né Sim esse hospital foi fundado pelo meu marido Cássio menees Raposo do Amaral e ele foi fez Medicina né e fomos aí fomos estudar no exterior e quando nós voltamos ele foi convidado pelo o Professor Zeferino Vaz que estava iniciando a Unicamp para fazer a para organizar a área de cirurgia plástica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp então Nós voltamos para Campinas porque na verdade o Cácio é da primeira turma foi da primeira turma de medicina da Unicamp quando o Cácio foi pros Estados Unidos e depois pra França para se desenvolver Esta área de tratamento das anomalias craniofaciais ele já pensava em trazer essa tecnologia pro Brasil porque era uma tecnologia inovadora tava começando com um francês chamado do porto C que desenvolveu essa técnica de cirurgia intracraniana durante a Segunda grande Guerra Mundial e como o Cássio viu que seria um avanço de gigante na área de cirurgia plástica e na área uma esperança eh de vida para as crianças que nasceram com grandes anomalias faciais Nós voltamos e ele pensou a necessidade de um hospital especializado para isso porque por quê Porque essas cirurgias são extremamente caras e e precisava de uma de um hospital que atendesse essa população usuária do SUS e assim começamos começamos na na verdade na na na nos fundos da primeira Clínica privada do Cácio depois fomos para um hospital Pediátrico chamado Álvaro Ribeiro Depois acabamos construindo esse hospital através de uma doação do terreno e também da ajuda de muitas entidades eh indústrias pessoas físicas e jurídicas e esse hospital foi construído e já uma ideia de interdisciplinaridade o Cácio e eu já tínhamos uma ideia de que não bastava operar essas crianças era necessário que um conjunto completo de profissionais desse condições para que essa criança se recuperasse totalmente e realmente aí elas teriam uma esperança de vida e uma realmente uma inserção na sociedade porque nós sabemos que já não é fácil a inserção social para uma pessoa com uma Face típica imagine uma criança que nasceu com uma Face que não é típica que é uma Face atípica então a nossa preocupação sempre foi dar um atendimento completo por isso o nosso hospital já foi iniciado com uma visão de interdisciplinaridade e filantrópico né É É um hospital privado né particular filantrópico que atende precipuamente a população usuária do SUS né são aquelas crianças que realmente não teriam condições cujas famílias não teriam condições de arcar com um tratamento completo e tão especializado porque afinal de contas nós precisamos da Mão Que Balança o Berço que é a mão do cirurgião E para isso nós temos nós tivemos dois filhos o Dr Cássio Eduardo Raposo do Amaral e Dr César capos do Amaral que hoje estão aqui né E que trabalham também como cirurgiões aqui além de outros cirurgiões que muitos deles foram alunos do Cácio se perpetuou se perpetuou e e alcançou eh fora atravessou as fronteiras né porque hoje é uma referência internacional né sim eh hoje através dos trabalhos publicados da apresentação em congresso e de que a Comunidade Internacional reconhece de alguma forma forma a importância e o impacto das cirurgias que são feitas aqui dos tratamentos interdisciplinares que são feitos aqui que estão na verdade no na na no topo do conhecimento e muitos deles vê aqui de fora do país inclusive para beber na nossa fonte o que nos traz uma felicidade muito grande e uma honra também muito grande poder de alguma forma transmitir esse conhecimento que é um conhecimento tão particular vamos dizer com uma curva de aprendizagem muito longa Porque é necessário uma especialização e na verdade também a vontade do cirurgião de querer se dedicar a esse tipo a essa área do conhecimento que é a cirurgia plástica crânio facial e hoje vocês T um destaque também no diagnóstico né temos é em todo o tratamento toda a cadeia de tratamento do diagnóstico até as cirurgias o pós-operatório as múltiplas cirurgias que são realizadas Porque não são realizadas apenas um procedimento cirúrgico às vezes são necessários vários procedimentos cirúrgicos para dar condição h de normalidade para essa criança dependendo do do diagnóstico né é dependendo da anomalia dependendo da condição que a criança nasceu apesar do que o hospital sobrapar não trabal tralha somente com as crianças que nasceram com as anomalias craniofaciais que a gente chama de anomalias congênitas Nós também trabalhamos com aquelas pessoas e mesmo adultos que por sofreram traumas que eh foram vítimas de queimadura perderam uma orelha sofreram algum alguma injúria ou acidente de automóvel enfim e também aquelas que sofreram alguma mutação na na face por conta de algum tumor então nós trabalhamos com congênitas e adquiridas e dentre as adquiridas nós temos os traumas e os tumores e vem gente do Brasil inteiro né É nós temos pacientes que vemm do Brasil e do exterior agora né Nós temos muitos pacientes da América Latina nós temos até crianças que foram de alguma forma vítima de guerras né que foram V is isso e de aluma forma acabam vindo para o Brasil e nós também operamos crianças que foram vítimas infelizmente da guerra e e para manter essa estrutura toda funcionando como um hospital particular Quais são as fontes de renda é tranquilo não é Um Desafio diário viu é Um Desafio diário nós estamos temos uma administração muito controlada muito enxuta a nossa área administrativa é pequena em relação ao tamanho e o que o hospital faz e nós temos várias ações né Nós temos desde nós temos o SUS nós somos conveniados com o SUS nós temos as emendas parlamentares nós temos doadores pessoas físicas e jurídicas eh temos a nota fiscal paulista nós temos também o ir o imposto de renda eh que as empresas destinam para o o a o município né e e e e a e o município Repassa 80% para nós do valor que nós arrecadamos e assim e nós temos também o bazar Ah que é algo muito interessante as pessoas doam o que elas não querem mais não podem mais não precisam mais nós temos uma oficina de reparos eh de móveis que é algo interessantíssimo e a venda dessas desses objetos e desses bens vem diretamente para o hospital e representa 17% do nosso orçamento então é muita coisa é muita coisa e é maravilhoso porque realmente parece que o bazar é uma metáfora do hospital as pessoas doam aquilo que não serve an mais para elas nós arrumamos e vendemos para alguém que vai dar valor que vai gostar que vai querer nas suas casas ou para si mesmo e todo esse dinheiro vem para o hospital para que a gente possa compor o nosso orçamento e assim favorecer as crianças que vem de norte a sul do país que estamos aqui para atender com muito amor e carinho maravilhoso Adorei a metáfora é uma metáfora Interessante não é sim é está dentro dessa economia circular do ganha ganha né e é muito bonito né porque vai ser revertido em mais transformações né de e de alguma forma eh em em última análise você cuida do ambiente também né porque aquilo que Poderia virar lixo se transforma em algo eh diferente e que vai trazer um bem para uma outra pessoa que vai usar vai gostar e vai ser útil vai cuidar é ser útil e é interessante não vai pro lixo né E aí nós estamos realmente cuidando do nosso ambiente que é uma forma de ressignificar n ressignificar e além de tudo eu acho que hoje em dia nós estamos tão preocupados com essa mudança climática né com as as questões ambientais eu acho que também a gente faz a nossa parte que ir trazendo aquilo que você falou o bem né O bom o correto e um uma uma situação de ganha ganha vamos de ganha ganha vamos ver como é que funciona um pouquinho então o bazar a gente já volta vamos lá vamos lá será um grande prazer receber vocês aqui no hospital em todas as nossas áreas muito obrigada a gente vai ver um pouquinho então do Bazar se você não conhece essa é a oportunidade e a gente já volta como a gente já falou o bazar do hospital sobrapar é super importante e quem vai contar essa história desse bazar enorme incrível é o Adalberto Bale que é o responsável aqui pelo bazar né Adalberto isso Conta pra gente então a história do Bazar que começou lá atrás né é o Dr Cásio que é o idealizador do hospital sobra par ele queria criar sustentabilidade para o hospital aí ele abriu uma portinha na entrada e esse foi um sucesso aí o bazar foi crescendo quando o Dr castos faleceu em 2005 a Dra Vera pediu para profissionalizar o bazar aí nós quos separamos espaço um só para roupa para eletrônico e criamos esse bazar de móveis restaurado que foi um sucesso hoje o bazar da sobrapar já tem 34 anos e ele corresponde a 16% da receita do hospital e as pessoas e o nosso maior público é aquele de boca em boca vai lá no bazar da sobra Parque você tem isso as redes sociais é importante mas ainda o nosso maior público é divulgação de boca em boca e graças a Deus nós temos essa esse sucesso que tá tendo todos esses anos que itens que as pessoas podem encontrar ó que desafiador vocês vão entender por é nós encontramos desde bons quadros nós encontramos tapete camas tudo para casa mas o nosso maior sucesso é o bazar de pulas onde tem disco coisas para casa uma faca um talher que às vezes a pessoa quer passear ela compra um copo ela compra uma colher algumas coisas pra casa dela Isso é muito bom e o de roupas que o de roupas é o nosso carro chefe nós chegamos a vender 200 peças de roupa num dia isso é um sucesso porque o que acontece com de roupas a a pessoa já escolhe vê então a chance de troca é muito pouca isso e cada 10 peças de roupa que nós recebíamos nós est aproveitando só quatro Agora nós estamos aproveitando em torno de seis peças de roupa Isso já é uma melhora que as pessoas estão mais consciente em doar roupas em bom estado isso tem nos ajudado muito também doar aquilo que você gosta mas não usa mais né o nosso lema é doi para o bazar da sobrapar que não tem mais utilidade para você isso virou uma grife porque as pessoas ah eu vou doar para sobrapar que às vezes tem coisa na sua casa os apartamentos estão cada vez menores As casas estão cada vez menores Então as pessoas acabam aproveitando para descartar uma coisa acaba lembrando da gente isso é uma coisa boa isso isso é muito importante o que tá acontecendo e mesmo no imóvel pequeno quer dar um Tchan dá uma decoração uma mudança aqui tem muita coisa nesse sentido né um abajur é um vasinho é um é um móvel de apoio é uma mesa diferente e a gente sempre tem a forma e nós temos a condição de devd tem 10 vezes no cartão então fixo então isso acaba ajudando as pessoas também ajuda muito né E vocês TM a Marcenaria também que dão um um é a Marcenaria ela tinha um curo operacional muito alto nós reduzimos o tamanho da marcenaria para para tirar o custo elevado e nós temos agora um bazar de móveis no estado também que as pessoas podem comprar e restaurar Ah então tem para todo gosto quem quer fazer uma bricolagem também tem um móvel bonito ali precisa de um carinho exatamente a pessoa pega o móvel e dá o seu toque pessoal isso tem agradado muito gente tapeceiro essas coisas também vem para quem quiser acompanhar o que tem no bazar tem rede social tem a nossa rede social tá ligada ao hospital então a pessoa entra entra no Instagram do hospital sobra parar e pode ter o que acontece o nosso Facebook havia muita demanda e doações distante então nós centralizamos tudo no hospital a pessoa quer doar ela procura no Google a gente tem nosso telefone próprio divulgado E essas pessoas doam e a gente vai fazer a coleta na casa da pess ou pode trazer pessoalmente aqui ah é possível então também Sim Sim nós somos fortte a pessoa vem nós ajudamos descarregar e a gente já põe para triagem muito obrigada Dalberto obrigado e obrigado pelo apoio de vocês mais uma vez ao bazar da sobra par a Paula Reis É uma consumidora aqui do Bazar e também uma doadora né Paula isso aí galera muitas doações a gente faz aqui sempre direto eu tô vindo aqui tem muita coisa boa tem roupa tem brinquedo pras crianças gente gente é sempre bom desapegar tudo aquilo que você estiver em casa do assim faz sua parte e é aquele ditado abraço solidário você sempre vai precisar a pessoa sempre vai e abraçar receber com coração né então eu sempre tô comprando aqui além das doações né a gente compra também e você já achou até um item interessante ali no na parte de móveis né sim sim uma sapateira maravilhosa eu achei uma sapateira é de madeira e mas eu gosto vir de vir aqui com as crianças hoje eu não pode vir estão na escola né eles adoram faz a farra comas roupas e brinquedos e tem um nenezinho Então você também vem buscar roupa porque perde muito rápido né Sim eu já tô procurando sapatinhos aqui como é muita doação o espaço é pequeno mas tem muita coisa vale a pena tem que garimpar Obrigada Paula Então você viu aí o bazar com muitos itens móveis roupas é só vi com um tempinho né para poder aferir aí ver o que que vai servir para você né e eu esqueci de perguntar Doutora o nome sobrapar a gente a gente sabe o que é o sobrapar o hospital a importância dele mas a gente não sabe o que significa essa sigla é é uma sigla sabe que quem na verdade eh criou essa sigla foi a mãe do meu marido a minha sogra ela que criou isso ela ela foi o falando e e a IDE realizou esse nome é Sociedade Brasileira de pesquisa e assistência para reabilitação crânio facial quer dizer um nome grandão que significa tudo aquilo que nós fazemos aqui porque realmente o o o foco da nossa do nosso Hospital ele é a cirurgia mas é a reabilitação nós queremos deixar essa criança que vem nos procurar apta a enfrentar o mundo porque o mundo eh cada vez nós vemos mais essa questão do bullying né a gente vai falar e que realmente eh nós queremos que as nossas que a a criança que nos procura que essa família que nos procura nos procura essa mãe que vem com tanta esperança nos entregar o seu filho que a gente possa responder de alguma forma a esses desejos e essa expectativa porque também é uma questão de cidadania ter uma criança que vá se desenvolver se adaptar e de alguma forma defender a sua própria felicidade a sua vida e se inserir na sociedade Como um cidadão comum na sua máxima potencialidade na sua máxima potencialidade muito bom e quem quiser acompanhar mais o trabalho de vocês tem um site com certeza né nós temos o www.sobrapar.org.br e nós temos as nossas redes sociais Facebook YouTube Instagram quer dizer hoje em dia nós as estamos em todas as mídias porque também é importante que o hospital que a missão do hospital seja divulgada que é o que vocês estão colaborando hoje aqui e que é muito bom porque nós queremos que as pessoas venham nos visitar porque muitas pessoas não fazem ideia a gente fala em anomalia crano facial mas as pessoas não têm ideia de como a natureza pode de vez em quando fazer algumas é um leque né É É um leque muito grande de possibilidades de síndromes né sendo que a mais comum é a fissura la palatina que acomete um uma em cada 650 crianças nascidas vivas então é muito comum é muito comum se dizia lábio leporino se chamava lábio leporino é que as pessoas conhecem mais por esse nome Talvez né Doutora muito obrigada E a gente falou das doações Então é só entrar no site vai ter tudo certinho para quem tiver interesse né tá tudo explicadinho interesse no site tem como doar tem todas as formas de doar quer dizer você querendo fazer parte da nossa família e da nossa missão Você será sempre bem-vindo e de várias formas no bazar doando tem muitas formas né muitas formas nós estamos aqui para ajudar e ser ajudado muito obrigada por compartilhar essa história incrível com a gente né No segundo bloco A gente volta falando mais sobre essa questão do Bullying como vencer isso também tem esse trabalho aqui no hospital e a gente vai falar também da escola no hospital que é um projeto incrível para manter essas crianças ativas que você vai conhecer mais um pouquinho também no segundo [Música] bloco de volta pro segundo bloco agora a gente vai falar sobre um tema muito importante pra sociedade como um todo mas aqui especificamente no sobrapar no hospital sobrapar eles têm um olhar muito aferido paraa questão do bullying e quem vai falar mais sobre isso pra gente dessa campanha permanente aqui no hospital é a psicopedagoga Rosa Paladino que tem essa atuação Direta com a questão do bullying Rosa muito obrigada por compartilhar esse conhecimento com a gente eu queria saber como é que vocês trabalham esse olhar do bullying né de forma multidisciplinar e também pros atendidos né sim eh os nossos pacientes infelizmente eles são vítimas né de bullying em diversos contextos principalmente ente na escola eh que ocorre com muita frequência então esses pacientes eles chegam no hospital eh com essa queixa de muita dificuldade de muito sofrimento em relação a esse né a essa essa condição que eles são submetidos dentro da escola de violência e de muita falta de respeito de empatia né porque eh a condição eh da da deformidade facial como no caso das das fissuras né das anomalias craniofaciais elas eh acometem Justamente a face que é a nossa é assim simbólico da nossa identidade né E também a fala então que é uma segunda uma segunda forma da gente se apresentar né A Face a fala então eles são vítimas em função dessas alterações não eram para ser né mas acontece e a gente nota assim eh é uma dificuldade infelizmente muito grande eh por parte das escolas de poder dar conta disso a gente sabe que o bul é um fenômeno que acontece no mundo todo né infelizmente mas eh a gente nota que há uma dificuldade muito grande eh inclusive eh dos nossos pacientes deles eh buscarem ajuda dentro da escola né muitas vezes pela falta e de uma relação que seja uma relação mais mais segura que eles se sintam mais seguros dentro da escola eh que tenham uma relação mais de confiança com um professor ou com o coordenador com o diretor então a gente nota que há uma dificuldade eh nessa relação com a equipe da escola né pelo menos o que chega pra gente e aí o que acontece muitas vezes a gente faz essa articulação com a escola né Depois que a gente acolhe esse paciente que a gente entende o que tá acontecendo eh que a gente o paciente a gente também faz uma rede faz essa articulação que a gente chama articulação intersetorial né com a escola para poder eh auxiliar também nessa relação com o aluno trabalhar essa relação com o aluno para que ele também consiga se sentir seguro dentro da escola e possa se sentir amparado diante dessas situações né é uma oportunidade também que a escola tem para poder tratar o outro lado não só né quem sofre o bullying a vítima mas Também quem pratica que ambos os lados necessitam desse cuidado né Por motivos eh às vezes similares às vezes diferentes mas ambos os lados precisam desse olhar atento desse cuidado é para formar uma sociedade né esse olhar tem que ser geral né tem que ser geral e vocês trabalham com algum tipo de campanha na prática alguma atividade específica ou é mais com a questão da escuta e da fala a gente tem a escuta né que ocorre por meio dos atendimentos psicológicos dentro do hospital a gente tem uma campanha também que é feita anualmente dentro da equipe né no contexto assim do coletivo todos os profissionais estão muit atentos em relação à fala do paciente que pode est sinalizando um episódios de bullying no início por exemplo equipe encaminha pra gente então a gente tem esse esse cuidado É interdisciplinar mesmo né no Dia a Dia constantemente e também tem as palestras que a gente faz com os pais com os pacientes falando sobre o bullying falando sobre formas de enfrentamento né de como pedir ajuda eh de todos esses aspectos e já aconteceu por exemplo de pacientes que tiveram evasão escolar assim que deixaram de ir pra escola por conta de bullying sim sim é isso infelizmente é É frequente assim de de eh eh ter de fato a evasão de ter rendimento eh queda de rendimento escolar eh baixa eh necessidade assim vontade de ir pra escola né acaba interferindo nessa relação com o aprender de ir pra escola eh e eu acho que isso eh tem um impacto muito grande Diante da autoestima do paciente né porque o segundo lugar que a criança e que o adolescente mais convive além da própria família é a escola então é na escola que ele tem eles têm a rede de amigos né que vive esse lado social que é super importante pro desenvolvimento como um todo então quando esse lado ele fica comprometido ele torna-se um ambiente ameaçador eh essa autoestima ela fica inteiramente comprometida né porque ele não consegue se ver eh eh na relação com o outro porque isso fica tão marcado né diante da identidade do paciente que fica difícil de estabelecer até novas relações porque o que vem são as falas né as a a os tipos de violência que ele vai sofrendo dentro desse fenômeno do bullying então isso infelizmente acontece Sim né e eventualmente aquilo passa a ser uma verdade para aquela pessoa que tá repetidamente vivenciando uma experiência traumática né exato É muito traumático né A gente trabalha muito isso no sentido de tentar fortalecer essa a a estima eh fazendo com que esse paciente descubra a própria verdade né Eh que ele consiga entender eh que aquilo não é uma verdade sobre ele né mas que tem uma outra forma que é é um tipo de comunicação do outro eh que tá comunicando um problema também com ele mas não é uma comunicação saudável uma comunicação que destrói né cada vez mais então a gente eh nessa relação com o paciente a gente auxilia o paciente a encontrar a sua verdade maravilhoso e o hospital sobrapar com essa multidisciplinaridade vai criando Então esse olhar sensível porque muitas vezes eu acho que nemum paciente pode se dar conta do que tá acontecendo né Eh eu já lidei com casos de Bin onde a própria pessoa não estressava e muitas vezes nem percebe principalmente a criança né ela não sabe aí esse olhar atento Então vai percebendo a questão do rendimento do vício mesmo da disponibilidade né é de de eh promover esse autoconhecimento né de eh de fazer com que o paciente possa se eh se desenvolver de uma forma saudável né Eh e seguro diante de de todos os contextos né diante do contexto social familiar com o hospital porque é uma condição que que marca né Eh o episódio o o diagnóstico da deformidade ele é traumático então eh e causa um trauma na família e esse trauma ele pode repercutir nessa Constituição do sujeito né como que a família vai lidar com isso vai interferir na forma como ela vai auxiliar essa criança nesse desenvolvimento Então se é um desenvolvimento que é que tem esse cuidado né em relação a esses esses aspectos ele ocorre de uma maneira mais segura né mais harmônica eh e esse trauma ele vai dando lugar a uma um outro significado né que precisa né acontecer acontecer até porque é um diagnóstico que ele ele vem mas o processo na maioria das vezes ele é longo né são muitas cirurgias e a pessoa tem que passar por isso sabendo quem ela é né porque se você ficar apenas refendo a sua própria imagem você vai falar mas eu eu vou mudar daqui um pouquinho né eu não vou ser mas eu sou a mesma pessoa né então esse esse contexto tem que ser muito bem organizado né de dentro né é o é o é o interno mesmo porque como você disse as cirurgias elas elas podem provocar alterações nessa facee então e isso vai mudando além do desenvolvimento obviamente que vai alterando né mas as cirurgias também TM um impacto nessa nessa identidade Então o que a gente busca promover é que seja uma identidade eh segura pelas questões mais íntimas mesmo né para que eles seja sejam fortalecidos mesmo diante dessas mudanças é E aí o bullying continua sendo uma coisa terrível porém ele acaba ficando mais pro emissor do que para quem recebe né quando você tá mais fortalecido é claro que não é simples né exo não é muito simples não é fácil mas eh é uma forma que a gente tem de de engajar o paciente eh nessa nessa busca né de quem ele é eh de como ele está se desenvolvendo e para ele se posicionar diante do outro independente da circunstância sim né então como é que ele vai se posicionar vai depender muito bem de como que ele está se constituindo enquanto sujeito que é uma luta de todo mundo na verdade né que se agrava eventualmente por uma mudança de condição né e a sociedade precisa est mais atenta para isso né Muito mais atenta né a gente conversou mais cedo com duas Mães e dois PA do hosp e a gente vai compartilhar PR vocês então a importância desse processo desse acompanhamento né que foi o Miguel e o Hugo e a gente volta já já então muito obrigada D ros aer é a mãe do Miguel e eles VM aqui a 10 anos ela vai contar um pouquinho como é que foi essa história né como é que você trouxe o Miguel foi logo cedinho tive alta né do da Santa Casa de Valinhos foi cesárea aí já vim para cá porque ele no amament não mamava né E que ele é lábio e fend da palatina Total cheguei aqui nossa com o coração falei meu Deus se bebê não não vai viver não tão fraquinho tão pequenininho e gente aqui é é uma esperança Desde da recepção a forma que eles acolha a gente cada profissional falo são anjos porque vai abrindo sua mente aquele cuidado aquele carinho com o bebê e com as mães cada mãe gente a gente chega aqui de um jeito e volta de outro é muito mais que uma cirurgia né Muito mais a daqui a gente estende pra casa muda tudo e eles acompanha tudo isso e Miguel como é que foi para você esses 10 anos você já tá é quase que em casa aqui né Sim foi no começo era uma luta né de diário basicamente mas agora eu me sinto melhor eu venho aqui mais tranquilo eh relativamente eu sou eu eu gosto mais daqui você faz um projeto também de escola aqui no hospital para te ajudar nos estudos isso também fez a diferença na sua escola sim muito eh eu não consegui estudar não prestava atenção Agora consigo estudo bem notas boas muito bom o projeto de escola que legal e o que que você faz também além da escola aqui que você já me contou antes que você falou que passou por várias coisas multidisciplinares né hum psicóloga é fono dentista naso só isso clínicos projeto social também é social Miguel e para quem tá assistindo assim que também tem uma uma coisa no lábio alguma dificuldade para falar no caso você tinha até para amamentar né então foi toda uma transformação e hoje você fala maravilhosamente bem tem essa cara linda que que você falaria para quem precisa encarar uma cirurgia um tratamento O que que você falaria Não desista né Não desista que um dia se um dia você vai conseguir você vai ficar perfeito né e agora você tem ideia o que que você quer fazer Esporte tá com 10 anos tá cedo ainda pra profissão né Miguel Mas que que você gosta de fazer hoje em dia lutar lar o quê hum capoeira muito bom né e aqui você aprendeu também ou aprendeu na escola eu aprendi na escola eu ia com com e falando com com os psicólogas pedindo dica aí eu aprendi na escola mesmo e agora já tá no é agora já tô no esporte Obrigada Miguel a Geralda é mãe do Hugo e vem aqui no hospital sobrapar há muito tempo também vai contar pra gente como é que foi essa Odisseia até chegar aqui né Geralda para mim chegar aqui foi um pouco luta batalha mas depois que eu cheguei eu me senti bastante acolhida e pelas psicólogas fon torrino o cirurgião plástico todo mundo me acolheu me abraçou tirou todas as minhas dúvida e cheguei numa época muito chorona porque não sabia de nada mas fui aprendendo eles me ensinando e me senti muito muito acolhida como Hugo fala eu me senti na minha casa e só vitórias daqui pra frente e além desse acolhimento né o fato da da especialização fez diferença né porque você tava buscando uma solução um diagnóstico e aqui você encontrou o diagnóstico correto e toda a equipe disciplinar de forma que você só precisa vir para um único lugar né Sim sim eu acolhi tudo isso aqui porque eu ia em vários lugares vários hospitais Hoje eu preciso vir só no hospital aqui quer dizer tem toda a equipe que o Hugo precisa que tá aí apoiando nós e tá aqui e era uma síndrome um pouco diferente que ele tinha por isso foi difícil diagnóstico fora daqui quando eu recebi o diagnóstico para mim eu não vi tanta diferença eu vi um pouco de dific D dos outros médicos paraar para mim mas quando eu cheguei aqui que eu fiquei sabendo o o diagnóstico dele que eu recebi foi mais fácil eu acho assim o dificuldade foi onde eu estava depois que eu cheguei aqui eu senti mais fácil aí fluiu né evoluiu B Hugo e você vindo para cá você tem já seus amigos tem já tem um setor que você prefere que você contou pra gente né que é o odonto conta pra gente por que que você prefere ir lá você vai sempre vai com frequência faz cência é oena eu gosto Hospital sobre AP a minha segunda casa e aqui eu gosto de tudo tem médico bom tem tudo bom e Cantina bazar tudo você se sente seguro para vir aqui e passar os dias e fazer os tratamentos necessários né exatamente é Hospital sobre minha segunda casaa também é psicagogia é é meu favorito que é a Raquel e gosto de vir aqui que novos amigos amigas e é isso e a escola no hospital também ajudou a continuar os estudos a ir melhor na escola te ajudou melhor na escola Sim gosto de ir pra escola lá tem computador tem tablet tem quadra para jogar bola tem tudo e aí quando você vem para cá você conversa com a psicóloga faz as atividades e aí você sai daqui Se sentindo mais feliz mais leve como é que é isso me sente mais leve e acordo para vir para cá é chega em casa só vou dormir fica cansado de tanta atividade exatamente muito bom obrigada oo e agora a gente vai conversar com a psicopedagoga Raquel ivanja que é responsável pelo projeto escola no hospital que eu não preciso nem dizer da importância disso para quem passa por esse tratamento longo né Doutora exatamente eh muitos dos nossos pacientes logo no início da alfabetização já apresenta alguma dificuldade escolar né então assim que é percebido isso nos atendimentos Eles já são encaminhados pro setor da psicopedagogia para ser eh trabalhado e levantado as principais dificuldades e para acompanhar aí por um bom tempo ainda esses pacientes é a gente fala pensando né na nas anomalias craniofaciais elas envolvem a fala envolvem de repente a a própria condição eh da da fisiologia mesmo Da aparência isso tem realmente um impacto né E vocês trabalham de forma multidisciplinar também com fono como é que é isso isso exatamente eh os pacientes passam por todos toda toda a equipe né Eh E conforme vai sendo avaliado vai aparecendo as necessidades eles são acompanhados por exemplo a fono tem a terapia fonoaudiológica eh comigo eles fazem sessões pra gente acompanhar as atividades escolares atividades acadêmicas e também quais são as necessidades daquele daquele paciente então muitos por exemplo apresentam dificuldades escolares por estar afastado da escola eh por algum motivo seja pelo tratamento seja pela pela pelo Bullying como já foi falado eh seja pelo uma organização da família então é necessário também fazer orientações à família para que eles sejam inserido na escola da melhor maneira e eventualmente eh passando por uma cirurgia da boca por exemplo aí você vai trabalhar com outros estímulos de repente da leitura e aí os pais têm que continuar isso em casa é um é um ciclo sim exatamente né Eh como eles têm muito problemas na fala reflete muito na escrita né e ou até não entender o que ele tá falando quando ele tá na escola então a gente trabalha essa parte aqui eu faço orientações muitos até levam atividades em casa porque às vezes eles demoram para retornar né nos atendimentos então eu encaminho atividades para eles fazerem em casa para fazer um reforço mesmo dessa leitura dessa escrita desse desenvolvimento cognitivo que é extremamente importante para eles estimula tudo né tudo 100% né e eu e eu até é legal porque também oriento as famílias a fazer um jogo da memória a fazer um quebra-cabeça a trabalhar alguma atividade até tirar da tela um pouco porque acaba caindo em celular em tablet né Então até para fazer esse esse movimento né então eu eu sempre oriento as famílias Vamos fazer um jogo vamos fazer uma atividade Eh vamos correr vamos brincar no quintal vamos porque tudo isso influencia no desenvolvimento escolar né Então essa orientação paraa família também eh faz parte D esse processo do atendimento psicopedagógico o engajamento da família é fundamental e tudo é pedagogia então brincar inclusive com certeza a gente precisa treinar isso também né tudo é aprendizado né a criança tá igual uma esponja né tudo para ela é um é um estímulo Exatamente é isso mesmo então quanto mais rico for o ambiente dela que ela tá inserida né mais mais fácil mais vantajoso vai ser o desenvolvimento dela acadêmico cognitivo social né o pensamento então às vezes eles têm até essa dificuldade eles estão tão às vezes no automático que até a organização do pensar é difícil então eu trabalho muito também isso no começo meio e fim quando vai fazer uma escrita por exemplo né Então tudo isso é extremamente importante no ambiente que ele tá inserido que as telas elas são universais né E aí a gente não começa e termina nada né aí tem que voltar lá paraele mais analógico né É exatamente é isso mes para poder chimar e sempre de acordo com a idade claro também né Ah sim é por exemplo eh quando eles têm por volta de 6 7 8 anos que é o início da alfabetização Eu tenho aquele objetivo que é o conhecimento das letras do alfabeto Formar frases palavras trabalhar a matemática esse abstrato para eles que é muito difícil E conforme eles vão vão chegando um pouco mais velhos ou ou tem pacientes que começa com oito e já tá com 15 comigo né 15 16 anos então já vai Mudando o foco Hum então eles já começam a pensar numa escrita até para uma redação no ENEM por exemplo tá eu tenho bastante pacientes eh adolescentes que passam por essa fase né de querer de sonhar do vestibular então eles vêm querendo ser preparados para fazer o Enem então eles focam muito na redação então cada fase é um objetivo a ser trabalhado com eles e nada em impossível então assim eles sonham muito e eu carrego junto vamos lá que muitos têm esse desejo sim de de até prestar um vestibular eles falam que quer ser médicos a maioria Ai que legal olha só incrível n eu acho que se inspiram muito né No que eles vivenciam aqui no poder dessa transformação né É exatamente e você geralmente trabalha individualmente então ah sim ass os atendimentos psicopedagógicos são individuais então é é uma relação muito profunda que se forma muito próxima então eles trazem questões na realidade de diversos assuntos não só as dificuldades escolares né então problemas familiares dificuldades nas relações sociais o bullying então eles trazem questões assim diversas pra gente trabalhar e aí quando foge um pouco da psicopedagogia quando eu percebo que não é muito da mais da minha aí eu a gente vai com a psicologia porque tem a gente tem essa articulação né pede ajuda e a gente pode fazer até atendimento junto como acontece Para apoiar também não só a parte escolar mas a parte também emocional é eu acho que para você vem muita informação nesse sentido né aí chama Rosa exatamente um socorro né Exatamente isso e esse projeto ele é um projeto do hospital sobra parar da escola da escola no hospital é uma iniciativa do próprio hospital que sentiu essa necessidade isso Exatamente é um projeto eh o que acontece aqui dentro né é apoiado pela Fundação Prada n e acontece eh já 10 anos então já tem frutos colhidos disso sim Exatamente é a gente até ouviu na fala do Miguel né fala da mãe do Miguel também falando sobre a importância como ele se sentiam melhor mais seguro para ir pra escola né E esse contato com a escola é tranquilo eles recebem a orientação que vocês orientação ou ou praticamente assim um diagnóstico do que tá acontecendo que tá sendo trabalhado né é tranquilo pras escolas é mais ou menos é a gente tem algumas dificuldades para chegar né no coordenador na direção Eu Acredito que até uma resistência Talvez né então por mais que eles tenham direitos muitos dos nossos pacientes têm outros comorbidades como um déficit de atenção o autismo dislexia e tantos outros e aí a partir desse laudo eh eu sempre falo assim que o laudo às vezes até muda os direitos da criança isso é verídico Então a partir desse laudo a gente busca e o que que se paciente tem direito ele tem direito a um atendimento especializado ele tem direito a aula de reforço então eu falo que essa é uma briga minha constante com as escolas tá porque por mais que eles saibam que esse paciente ou esse aluno lá na escola Tem os direitos já adquiridos por lei não acontece uh não as escolas de uma forma geral ainda não estão Preparadas para receber esse nível de diferença por exemplo então quando eu ligo quando eu tento uma reunião quando eu tento cobrar alguma coisa que é por direito aí já crio uma burocracia gigante por trás né então acontece é é tranquilo esse contato é mas a gente tem umas Barreiras aí a ser enfrentadas a ser enfrentadas é um processo né É exatamente mas que bom que eles tem tem esse projeto para poder se desenvolver né o melhor possível e vocês já tiveram crianças que entraram no vestibular que passaram por aqui e tudo então que eu saiba assim não porque H muitos quando chegam por volta de 17 18 anos que tá nessa fase acaba ou abandonando ou não passando mais comigo então que eu sei que tá firme forte aqui já uns do anos são dois pacientes firme e forte tentando com esse objetivo né legal é claro que a gente quer que as pessoas sejam felizes né independente da profissão que escolherem Mas é uma maneira de manter o sonhos ativos é isso é muito importante né Vocês trabalham com essa questão dos sonhos você falou né que carrega junto Exatamente é exatamente eu acho que é essencial esse apoio né Não importa a gente sabe por exemplo quando eles vê falar quero fazer medicina então eu coloco todas os as as facilidades e dificuldades de se fazer um curso de Medicina né então a gente sonha junto mas tenta ser real com eles né Então tá você quer fazer medicina Então vamos estudar Vamos ler né vamos escrever tem que tem que ter uma rotina de estudos então quando eles começam a perceber né e eh tudo tudo que envolve isso muitos falam Ah então acho que eu vou fazer administração por exemplo é um processo mesmo eles também estão se descobrindo né eles também o que eu gosto realmente que eu quero realmente né então eles também estão se descobrindo Então muitos vem inspirado na medicina isso é real acho que por tudo que eles vivenciam aqui no hospital né eles disseram que é a segunda casa né então não é à toa também que eles se sentem familiarizados n inspirados né de fazer o melhor de ser o melhor né de ser melhor pro outro né então eles vêm mesmo com esse sonho mas aí às vezes vai acontecendo alguma coisa no meio do cam mas assim o sonho de fazer vestibular é muito intenso é muito intenso muito bom né então eu diria que esse projeto é a prova de que estimulados por mais difícil que seja o processo o momento de vida eles se desenvolvem sim né sim com certeza desenvolve e eu acho que e pode acontecer e faz acontecer Entendeu desde o início da alfabetização né que é extremamente importante porque se você não não tiver esse esse apoio essa alfabetização correta nesse início né correto você vai carregar pro resto da vida né as falhas é aquelas lacunas né É exatamente então desde o início da alfabetização até o fim da adolescência aí 17 18 anos e é gratificante para você ai maravilhoso não me vejo sem fazer isso né é um eu acho que aqui é um também é um aprendizado constante pra gente né Cada um vem com as suas dificuldades né com suas questões né e é sempre a gente tem que est buscando ser melhor para eles então é muito gratificante é muito honroso fazer esse esse trabalho aqui no hospital marcar a vida de quem passou por aqui né exatamente Rael muito obrigada por compartilhar essa história do projeto escola no hospital que inspire outras entidades né porque a gente sabe o quanto é importante né estímulos muito obrigada E para você que gostou desse programa que reassistir ou compartilhar é só entrar no YouTube da TV Câmara Campinas mãos solidárias hospital sobrapar e você pode reassistir ou compartilhar muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado [Música] r [Música]
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