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Mãos Solidárias | SETA
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Mãos Solidárias | SETA

225 views Publicado 22/04/2025 HD · 39:20

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[Música] E no Mão Solidárias de hoje, a gente vai conhecer o trabalho da Seta, uma organização da sociedade civil organizada sem fins lucrativos, que trabalha em sete unidades há muitos anos já pela garantia dos direitos. pelo fortalecimento de vínculos e pela convivência. E quem vai contar a história dessa entidade pra gente é o Falco Fantanini, que inclusive é o filho da fundadora, né, Falco? Muito obrigada por receber a gente aqui na sede, em uma das sedes, né? Sim. Queria que você começasse explicando porqu desse nome e contando a história pra gente da fundação. OK. Agradeço a presença de vocês, a oportunidade, né, de ter estar participando desse programa também. Eh, a CTA completou 52 anos de fundação, né? Ela funcionou antes de ter a legalidade. Ela funcionou por uns do anos numa iniciativa da que minha mãe foi fundadora e familiares, né, e vizinhos, pessoal que colaborava ali na região Taquaral, no bairro Taquaral. E eles eh para necessidade da época, década de 70, né, 1973, eh pessoas iam batiam de casa em casa, pedindo algumas coisas e aí surgiu essa ideia de começar a ajudar. Então, no último domingo de cada mês, eh, esse grupo ia arrecadando comida, cesta básica, roupa, material escolar, brinquedo, o que tinha. E no último domingo fazia uma distribuição, começou com algumas pessoas e foi crescendo, crescendo, crescendo. Chegou uma distribuição de Natal, tinha mais de 200 pessoas no quintal da cada casa e aí parou a rua, né? Foi uma um movimento, foi um evento, uma coisa muito grande. Event e aí uma pessoa da época que já tinha falção FEAC em Campinas ficou sabendo, viu? Falou: "Gente, vocês precisam legalizar isso, é, já tá um movimento muito grande, precisa transformar isso numa instituição". E aí que então com essa orientação nasceu a seta que significa sociedade educativa de trabalho e assistência. Na época da fundação a Sociedade Espírita de Trabalho e Assistência. Então vem daí desse era um assistencialismo de cunho religioso, né, dessa época por esse grupo. Uhum. Enfim, hoje, né, depois de tantos anos, como que a gente tá? Teve até essa mudança também, inclusive de nome para ficar laico, né? Não ter essa relação de religiosidade com os usuários, né? Mas eh hoje são sete unidades, é a sede da seta que hoje só funciona a administração, toda a gestão e seis unidades executoras. Essa aqui do Guarçaí é uma mulher de serviço de convivência. Tem a do Santana que também é serviço de convivência. Aqui são 210 famílias do Santana 300 famílias. Um serviço bem semelhante a esse aqui, né? Daquele espaço. Tem uma unidade de medida socioeducativa liberdade assistida. Eh, são 120 jovens, garotos que alguns passaram pela Fundação Casa, alguns nem teve isso, mas a gente também acompanha esses esses jovens. Uhum. Tem alguns cursos também lá, cursos de barbearia, tivemos curso para escola do mecânico encaminhando pro mercado de trabalho quando foi possível, eh, e outras orientações todas da medida socioeducativa. E tem um serviço que chama CES, que são acompanhamentos de famílias que chegam através de algum processo eh de negligência contra o idoso, abuso sexual de crianças, eh violência doméstica. Então, as equipes recebem esses processos e vão a campo para trazer essas famílias pro atendimento. Na região norte, o CESP Norte atende 120 famílias, CESP Sul, 150 famílias e o CESP Sudoeste 360 famílias. Caramba, todos são quase 13 famílias por mês acompanhadas em todos todas as unidades, todas vinculadas com a secretaria da tên de Campinas, né, do município. Eh, através de edital que a secretaria divulga e a gente escreve o projeto, concorre e temos selecionados esses projetos que estão executivos. São 130 trabalhadores, a grande maioria de psicólogos, assistentes sociais e educadores, né? E daí o pessoal de apoio para que eu acho que nasceu com essa natureza da assistência e vocês se aperfeiçoaram muito, né? Acho que essa e eu queria até que você falasse a importância do terceiro setor, né? Porque vocês foram acompanhando as demandas, né? Que começou com um assistencialismo mais direto ali, né? Suprindo as necessidades, mas a sociedade fica mais complexa, né? As vulnerabilidades elas se mascaram às vezes e precisa desses instrumentos mais sensíveis para perceber isso, né, Paulo? Sim. Eh, nós temos formação continuada, temos supervisão técnica também que a gente contrata para dar apoio para as equipes. A, a própria secretaria ao longo do ano vai oferecendo treinamentos e oportunidades também para esse aperfeiçoamento, né? Eh, todo o trabalho da SETA é monitorado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. A gente tem auditoria também de toda a movimentação. Eh, a secretaria faz o monitoramento da execução dos serviços nas unidades também periodicamente. Então, é muito bem acompanhado, né, fiscalizado, na verdade, porque recurso público necessita de ter essa transparência. No nosso portal, no site nosso, tem o portal de transparência com toda a documentação, a movimentação financeira de tudo tá lá. Então isso é muito importante ter essa transparência e e essa história de 52 anos, a gente já atravessou muitas choque econômico, plano, isso e aquilo e vem vindo e a evolução da assistência, né? A gente acompanhou o suas que começou, né? que foi construído, agora o marco regulatório, eh, o Estatuto da Criança, a gente vivenciou cada uma dessas etapas e cada vez mais a equipe tem que estizada, aperfeiçoada para esse para esse atendimento, né, para ofertar pra população, pro usuário um serviço de qualidade, um espaço cada vez melhorado, com mais condições, com mais equipamento, enfim, é busca da qualidade incessantemente, não dá para aqui no no serviço de de garantia básica, vocês fazem muitas atividades sempre como um meio para chegar até o assistido, né? É como se fosse uma isca, né? Traz aí pode discutir. A gente até viu a oficina aqui de artesanato, mas que foi adaptada aí para falar dos direitos do idoso e tudo mais, né? De uma forma lúdica, né? Vamos mostrar um pouquinho, a gente já volta. A dona Iracia até falou um nome diferente que eu não conhecia. Alguma coisa com quebra quebra coco, será? Não lembro, mas essa era uma brincadeira que eu gostava muito, ficar soltando sacolinha na janela. Quem morava no terceiro andar, ela ia. A Ana Belizário é psicóloga aqui na seta e vai explicar pra gente da importância dessa roda de conversa com essa vivência, né, Ana? Bom, eh, nós temos esse grupo de artesanato que acontece todas as quartas e sextas-feiras e aí nessas duas primeiras semanas do mês de abril, nós estamos abordando a temática dos direitos da pessoa idosa. E aí nós estamos propondo atividades diferentes. Então, na semana passada nós tivemos uma roda de conversa comigo e uma educadora para pensar a infância. Na sexta-feira nós tivemos um bingo, né, da dos direitos e hoje nós estamos realizando uma atividade especial com um convidado que é o Víctor, psicólogo, também trabalhador da assistência social e ele vem para propor uma reflexão sobre o brincar na vida adulta. Então ele tá propondo pra gente com várias outras ferramentas que a gente reflita sobre quem nós somos, quem nós éramos quando criança e o que que a gente carrega, né, na vida adulta e agora na faixa etária da terceira idade, né? O que que a gente carrega dessa infância e o quanto que o brincar é importante também no envelhecer. Então, essas atividades são um meio para conseguir chegar no tema que vocês desejam, né, trabalhar com a turma? Exatamente. No mês de abril vai ser realizada aqui em Campinas a conferência da pessoa idosa. E aí a gente entende que o processo de conferência ele não é tão claro assim, né, para quem nunca participou. Então também é uma preparação. A gente tá aqui facilitando a temática dos direitos para as pessoas idosas para que elas consigam chegar no evento da Conferência Municipal da Pessoa Idosa já entendendo acerca dos direitos, das questões, né, de onde a gente reivindica, o que que a gente precisa pra cidade de Campinas, né? a gente tá na região leste, que é a região que mais tem pessoas idosas em Campinas. E a gente observa, né, e discute com eles que não tem espaços adequados como esse, mas demais, né, outros espaços que possam receber as pessoas idosas para que elas possam aí eh ter acesso aos seus direitos, né? Enfim, então esse é o nosso movimento aqui. E aí vocês convidam alguém para ser um representante ou todos podem participar? Vocês fazem essa intermediação também? As inscrições são abertas para qualquer pessoa do município, né? E aí nós convidamos quem tem o desejo de participar. E esse grupo é muito participativo, né? Então todo mundo manifestou interesse. Aí nós fizemos as inscrições e aí é aberta pro município, né? Nós vamos a partir dessa inscrição que nós fizemos no site da prefeitura. E agora então eles tiveram esse convite a descobrir o próprio personagem, né? Através da enciclopédia e tal. E vamos ver como é que eles sentiram essa experiência, né? Exatamente. Assim, é uma proposta, né, de fazer a gente olhar pra gente, né? Os livros geralmente trazem histórias muito bonitas, muito completas, né? E aí essa percepção de olhar para um espelho e lembrar que a gente também carrega uma história, né? E no caso das pessoas idosas, uma história bem longa, com muitas vivências, é pra gente começar essa reflexão mesmo de pensar que apesar do envelhecimento, né, que para algumas pessoas pode ser uma coisa muito difícil, ainda assim nós somos pessoas, estamos escrevendo as nossas histórias, né, e isso não tem fase para admirar o personagem que nós somos. O mais importante da nossa vida, né? Exatamente. Personagem principal. Obrigada. Imagina. Um prazer. A Isabel frequenta aqui as rodas de artesanato de quarta e sexta, né? Isso. E não falta. E vai falar pra gente como é que foi para ela descobrir a personagem mais importante da sua vida. Como é que foi descobrir essa personagem hoje? Ah, foi foi assim, foi bom. Uma coisa assim boa, né? Porque eu vi a minha própria imagem, né? Uma coisa que a gente costuma olhar no espelho mais assim quando a gente vai fechar um cabelo, se maquiar um pouquinho, né? E aqui eu vi uma personagem diferente, né? Assim, uma personagem, uma personagem alegre, sorrindo, né? Onde a gente assim entendeu que todos nós, né? Somos um personagem importante, né? Não só dentro de casa, quando a gente olha no espelho, né? Mas diante de de mais pessoas, né? Construindo sua própria história, né? Isso. Então é isso, né? O Ricardo vem aqui pra seta e hoje fez a atividade do artesanato, que é a atividade da vivência proposta. Como é que foi para você, Ricardo, abrir o livro e ver a sua imagem? Foi muito legal. Muito legal. Você acha que você tá escrevendo uma boa história da sua vida? Tô, tô uma boa história da minha vida. Que legal. E você vem para cá sempre fazer artesanato? Você faz coral e artesanato duas vezes na semana, quarta e sexta. E você gosta de cantar? Gosto. E artesanato, o que que você mais gostou de fazer? Pulseira. Pulseira. Depois você dá de presente ou fica para você comigo ou dou de presente. Depende, né? É, depende. Ricardo, você fez amigos aqui? Como é que é? Ah, todo mundo é meu amigo. É, todo mundo é meu amigo. Você gosta de vir para cá? Quê? Gosta de vir para cá? Gosto, gosto, gosto. Muito obrigada, Ricardo. De nada. Quer dar um tchauzinho? Tchauzinho. Então, e esse serviço é um serviço quase um serviço muito mais sutil do que aquele serviço mais pesado do da assistência ali primordial, que é a comida, que é a questão da garantia dos direitos, da violação dos direitos, né? Mas vocês têm esse olhar geral para todas essas necessidades, né? Como é que você avalia que a vulnerabilidade eh era em 70 e agora? Na verdade, acho que surgiram mais coisas. Elas continuam ainda existindo necessidade de alimentação, de qualidade, de oferta mesmo, né, de alimentos. A gente vê em algumas comunidades que isso é muito muito necessário. Então, quanto possível a gente conseguir ter arrecadação, a gente faz a distribuição com as famílias cadastradas. A equipe analisa e vê pra gente conseguir direcionar. Vocês recebem doação, então? Sim. A doação de empresa, doação de particulares, aasa Campinas, o Banco de Alimento, a gente recebe muito frut, a gente separa, monta cestas e distribui conforme a necessidade de as pessoas que a gente consegue, né, suprir um pouco disso. Eh, mas talvez por essa questão hoje da comunicação ser muito mais facilitada o celular e tantas outras coisas, como mudou a sociedade nesses 50 anos. Sim. Eh, então acho que muitas violências que estavam encobertas, elas vieram à tona. Hoje é muito mais fácil até de denunciar alguém que tá sendo vítima de abuso, de exploração, de negligência. Qualquer vizinho consegue detectar, ver, filmar, fazer uma denúncia, coisa que antigamente não tinha esses canais, não existiam, né? Ficava tudo oculto. Muita coisa ficava oculta. Eu acredito que muita coisa ficava oculta. Então, a equipe especializada nesses temas, com essa abordagem, eh, você vê paraa seta chegam já os processos que já foram identificados. Então, a equipe vai a domicílio para ver, para constatar, para disponibilizar o serviço paraa família, para chamar para atendimento individual, atendimento coletivo, para fazer parte de grupos. Nós temos grupos até de adultos que são eles os agressores também para essas pessoas que são sabidamente agressoras participar de um grupo e entender de tentar mudar alguma coisa nesse comportamento. Então, eh, o serviço social cresceu de uma forma, é isso que eu te perguntar e e evoluiu muito, né? Além de crescer, ele evoluiu no sentido de atender a complexidade, né? Exatamente. E nesse nesses anos todos, você sentiu que esse tipo de assistência, com certeza assim, não, esse você sente que essa assistência consegue abarcar, consegue reverter muitos quadros, porque de certa forma as pessoas também estão perdidas e sem formação muitas vezes, né? Sim. Não é para o número total de pessoas. Algumas pessoas eh tem uma resistência para o atendimento, né? se cheguei é uma denúncia que é daquela família, então ela tem uma certa resistência de que a receio do próprio agressor eh impedir o acesso da mulher ou da família para para o serviço. Mas eh de uma forma geral a gente vê um sucesso muito grande. É porque a gente imagina, a gente não consegue reverter todas as situações, mas se não fosse o serviço, como estaria o quadro para tantas famílias que tiveram acesso e conseguiram ressignificar a sua forma de vida, buscar um outro caminho, buscar uma formação profissional, continuar estudo, mudar de residência, as relações. Muitas vezes a relação que tava abalada, a relação familiar é estreitado, os vínculos são reconstruídos, então isso fortalecido é um sucesso muito grande quando a gente vê is são muitas histórias assim, muit nossas infinitas. Se a gente começar a contar causos, a gente fica um dia inteiro contando. É isso que faz querer continuar, né? Isso faz querer continuar, abastece. Hoje em dia, os próprios trabalhadores têm sentido um certo adoecimento psicossocial por conta de do peso da tarefa, né, das dessas questões, mas também quando tem os seus resultados positivos também é um motivador de falar: "Puxa, eu consegui fazer, deu certo, eu encontrei uma solução, eu fiz alguma coisa que significou para essa família". Isso é muito importante. Eu entendo que é uma realização pessoal até além de profissional. A seta também conta com um quadro que nasceu dos próprios educadores, dos profissionais, um quadro, perdão, uma capacitação que nós tivemos de combate ao racismo. Então tem uma comissão dentro da seta hoje de combate ao racismo que se chama Irã Telê. Então ela escuta os profissionais que foram envolvidos de alguma forma em algum em alguma questão racial dentro da instituição, usuários que passaram por essas situações, a gente acessa o Centro de Referência de Campinas, tem uma própria comissão que analisa isso. Temos uma parceria também com a eh um grupo que é coletiva Coringa e mais a Fundação FEAC que se chama Juventude e Diversidades. É pra temática LGBTQTI APN+. com formação para os profissionais e para adolescentes, para jovem, paraa comunidade sobre esses direitos, essas questões que envolvem gênero, envolvem sexualidade. Então são várias frentes de trabalho que além das unidades funcionando, tem outros temáticas que perpassam e aí em conjunto para todos. É, todo mundo cresce, inclusive vocês que estão por trás dos bastidores, né? Sim. E é quando a gente vem pra unidade, né? por exemplo, hoje que tá aí, tá acontecendo e ver, é diferente estar lá atrás do computador durante a semana fazendo questões de gestão e a gente vê e ouve música e vê poesia e vê o pessoal dançando. Isso é muito gostoso e vê a vida ali acontecendo, né? Acontecendo dentro da comunidade, liberdade que as pessoas têm de circular, vir espontaneamente no espaço, falar de coisas boas, alegres, brincar, isso é muito rico. Isso abastece a gente para ser valente. Com certeza. Como a gente viu na oficina, né? O protagonista da nossa vida somos nós, né? Então tem que cuidar desse indivíduo e desse coletivo, né? Falco, queria que você compartilhasse as redes sociais, o site para quem tiver interesse de conhecer esse trabalho tão bonito, tão fortificado já na cidade, né? Sim. O nosso site é www.acampinas.org.br. br. Eh, tem lá algumas informações das das unidades todas, endereço, contatos, né, portal de transparência e o nosso Instagram também, Facebook, a seta institucional. Convidados para participar, para conhecer, para conhecer um pouquinho mais o nosso trabalho. Tem alguns contatos também quiser acessar a seta para destinar alguma doação, parcerias também vocês fazem, n? parcerias também. Enfim, a gente eh está aberto para essa para esse canal, né, para que a sociedade toda de Campinas possa estar envolvida. A gente também faz eventos, né, eh, semana da pizza, feijoada, enfim, tem o bazar, tem várias ações que a gente trabalha que captando recursos da comunidade, de alguma forma as pessoas conseguem colaborar. Muito obrigada, Falco, por no receber. E no próximo bloco a gente vai falar com Criso sobre as atividades que acontecem aqui nessa unidade. A gente volta já [Música] já. De volta pro segundo bloco. Hoje mostrando o trabalho da Seta, uma organização da sociedade civil. Quem vai conversar com a gente agora é o Criso Martins, que é o coordenador técnico aqui do Jardim Guaraçaí. E muito obrigada por nos receber aqui nessa sede tão efervescente, né? Nós que agradecemos a presença e que que bom que vocês viam conhecer um pouco do nosso trabalho, o que que é esse serviço, né? Que é o nosso serviço de convivência, fortalecimento de vínculo, né? É um serviço que é tipificado pela prefeitura, né, de Campinas, né? Nós executamos esse serviço, né? Hoje a gente, esse serviço ele é oferecido pela proteção social básica, né? O serviço de convivência, ele tem como objetivo principal assim a formação de grupo, né? A proteção e a garantia de direitos, né? daqueles conviventes e conviventes que participam, né, das atividades. E os grupos eles são formados por algumas atividades que a gente costuma dizer que é a nossa ferramenta, né, de trabalho. Essa ferramenta de trabalho, eh seria as atividades artísticas, atividades socioeducativas, né? Atualmente elas são divididas por cunhos, né, que a gente chama de cunhos recreativos. esportivos, artísticos, artesanais e socioeducativo. Todos eles com esse objetivo de fortalecimento de vínculo, de eh fortalecer os vínculos familiares, os vínculos, os vínculos entre os grupos, né? E e sempre essa informação e trazendo para todos a garantia do direito, a informação do sobre o direito de cada convivente que participa, né? Atualmente a gente trabalha com um público intergeracional. Então temos o atendimento com crianças a partir de 6 anos, depois temos com adulto, com idosos e temos o objetivo também de atingir a faixa etária jovem. Legal. Estamos aqui localizado na região leste de Campinas, né? Essa região é uma região atualmente pelo senso, né? A gente vem percebendo que é uma é uma região que tem uma moradia maior para pessoas idosas. Então a gente também vem focando nesse público, mas também o grupo de jovens na faixa etária entre 25 e 35 anos que não aparece muito no serviço de convivência. É verdade. Sempre são jovens que estão na escola ainda no ensino médio, né? É isso. Tão tá nesse lugar do do estudo, do trabalho, né? E o serviço de convivência ele tá para todas essas faixetárias. E aí eh é engraçado que eles vem essa leitura de que tá mais para criança. Uhum. com mais para adulto idoso, né? E aí a gente vem aos poucos assim tentando na região do Flambanhã, né, que é a gente é divid a gente é referenciado pelo Cras e o nosso Cras é o microterritório do Flambanã. Uhum. Que hoje ele é contemplado pelos bairros Buraco do Sapo, Flambanhã, 31 de março, Jardim Lia, né? Então a gente quanto seta a gente faz a buscativa nesses outros bairros. Então, a gente hoje tá localizado aqui na Natividade da Serra, no Guaraça a gente vai fazendo parcerias com o posto de saúde, né? Fazendo atividades dentro do posto de saúde com as escolas, né? Hoje a gente tem uma atividade que a gente faz uma vez por mês dentro do EJA. Que legal, educação de jovem e adultos, né? E sempre nesse lugar da garantia do direito, né? De proteção, né? E aí dentro da política da assistência a gente tem algumas temáticas, né? Eh, tem a temática do 18 de maio, que é o dia nacional contra o abuso sexual da criança do adolescente. Então, a gente faz também no território palestras, atividades, brincadeiras, né? Eh, desde com as crianças da identificação do que que é isso, do que é o abuso, né? Público, né? Isso até o adulto na questão de proteção das crianças, né? A gente costuma dizer, né? E eu acho que tá na lei, na no estatuto, que é dever de todos a proteção de da criança, né? Dever do estado, da família, da comunidade, né? E aí a gente segue também a filosofia um pouco africana, né? que é preciso de uma aldeia para poder cuidar de uma criança. Então, todos são responsáveis por essa criança. Sim. Então, nessas temáticas, a gente também tenta levar para todas essas faixetárias no sentido da proteção, né? Uhum. Então, tem 18 de maio, trabalhamos também com a questão étno-racial, pensando na na própria autoidentificação, autodeclaração, né? pensando nesse público é atendido hoje majoritariamente negros e negras, né? E e por que esse público é, né? Então a gente faz essa reflexão também, né? Porque que eles estão na margem, não estão na dentro do lugar de de prioridade dentro das políticas, né? e que sim, a gente faz esse recorte racial, fazemos esse recorte de gênero, trabalhando também com gêneros, com os grupos, identificando o que que é gênero, aceitando esses novos tipos de gêneros que vê sendo eh debatidos aí na pauta, né? E a própria diversidade, né? diversidade que dentro de um próprio grupo mesmo, de um grupo de cinco pessoas já é diverso. Imagina num grupo aqui grande assim, uma população grande que a gente atende aqui, né? Eh, é um protagonismo em todas as camadas, né? A metodologia do serviço de convivência, ela é baseada por três eixos, né? Que é o eu comigo, eu com o outro e eu com a cidade. Legal. Então, tá nesse lugar também do eu, eh, identificação, autodeclaração, identificação de gênero, de sexualidade, né? E aí eu com outro do respeito, de entender a outra, o outro tipo de pessoa, né? E eu com a cidade, a circulação, o direito de estar nos espaços públicos, eh, frequentando lugar de cultura, de lazer, né? Então, eh, então essa metodologia do serviço de convivência e aí a gente trabalha com percursos que a gente chama, né, que são pequenos, eh, pequenos ou grandes, depende do grupo, porque a gente planeja tudo com os grupos. Então, isso é uma também uma metodologia muito importante que a gente ouve, tá o tempo todo escutando a comunidade, qual é o desejo da comunidade, o que que a comunidade está real necessitando, né? Tirando um pouco dessa política que tinha antigamente no lugar de que, ah, eu acho que você precisa disso, eu acho que você precisa daquilo, né? Não, vamos escutar o que real a comunidade quer. Escutativa, né? Tudo nasce daí. O tempo todo. Então, as oficinas também vem desse lugar. Também vem desse lugar. O que que vocês gostam? Eu gosto de desenho, eu gosto de artesanato, eu gosto de cantar. Então, é a partir daí que vem também a escrita do nosso plano, né? a gente escreve o nosso plano pensando, ah, ó, esse grupo gosta disso, esse grupo gosta daquilo. E aí pensa assim no percurso, nesse percurso que ele pode ser desviado, ele pode ser pausado e aí ele pode continuar um outro percurso, ele pode voltar para trás, né? Pensando nessa construção coletiva do que os grupos querem, né? É dinâmico, né? Isso. E e você é pedagogo, né? Também artista, né? ator, seu sapateador, cantor, né? Precisa ter esse olhar bem eh clínico para fazer esse essa percepção do que tá rolando. É muito vivo, pelo jeito, né? Hoje, atualmente dentro da nossa equipe, né? Aqui do Guaraçaí e no Jardim Santana, que são os dois serviços da seta que tem proteção social básica, né? Que são serviços de convivência. A gente tem na equipe uma coordenação, um pedagogo, né? Então, o pedagoga, temos o psicólogo, temos o assistente social e os dois educadores de referência e mais os educadores que das oficinas, que a gente chama os educadores de linguagem, né? Então, é uma equipe eh preparada, né, o tempo todo estudando sobre esse percurso, qual que é esse percurso, né? E essa equipe que eu falo primeiro da coordenação, psicólogo, ela tá tento nesse lugar de de que que as famílias estão precisando, né? Que às vezes tem demandas coletivas, mas tem demandas individuais. Às vezes precisa de alguma sessão de benefício, algum acompanhamento mais perto ou encaminhamento para outros serviços, né? Que hoje a seta também tem outros serviços, né? Mas a gente dentro da região leste a gente faz encaminhamento também para outros serviços, posto de saúde, educação, serviço da média complexidade, né? Então, ô Cris, quem assiste não tá nem imaginando, né? A gente passa na frente da entidade, vê as oficinas de canto, que a gente vai mostrar um pouquinho já, mas não imagina a complexidade de tudo que vocês estão por trás conseguindo abarcar, né? Sim. É, não imagino por conta disso, né? E eu acho que é e o serviço de convivência tá nesse lugar também de garantir o direito, fazer com que as proteções sejam seguidas, mas nesse lugar do lúdico, da atividade, onde a pessoa se sinta bem, onde ela se sinta acolhida, ouvida, ouvida, né? Então, onde ela consiga estar bem, né? E aí esse estar bem faz com que ele também eh reflita sobre os seus direitos. aqueles que não tão sendo eh garantidos, garantidos e aqueles que estão sendo violados. E como que a gente pode conseguir garantir que todos que frequente sejam eh tem a garantia de direito, né, e seja uma referência também para essas pessoas no caso de uma violação de direitos, né? E a gente tá aqui ouvindo uma música de fundinho porque o coral tá todo vapor lá embaixo, né? Vamos mostrar um pouquinho então e a gente já volta na [Música] crise de noite agirá. Vai o bem sem destino o dia novo encontrar. Soltou. correndo. Vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar. [Música] O coré, o educador social que ministra aqui as oficinas de coral e vai falar pra gente da importância de brincar e cantar, né, Coré? É, a minha aula, ela quase uma aula espetáculo, né? Claro que a gente vai tentando eh usar todos os conhecimentos do Paulo Freire, que é nosso educador mor e que trabalha com a educação popular e que nos ensinou como lidar com as pessoas, humanizando, né, e reconhecendo a a força da das nossa ancestralidade, tanto dos povos originários e africanos. Como é que é resgatar isso nas pessoas? Elas estão aqui tão felizes, entregues, né? Todo mundo tem um cantor dentro de si. Coré, é, é uma experiência de vida muito intensa, né? Então assim, eh, estando aqui na roda, a gente sente a confiança de poder falar de qualquer assunto. Então, a gente tá sempre conversando muito, contando nossas histórias pessoais, falando dos nossos desejos e abordando também os nossos direitos, né, como idosos, como crianças, como cidadãos, né, aqui. Então, o espetáculo é a vida de cada um, né? Exatamente. Cada um tem uma história linda para contar e compartilhar no grupo. Que que você sente nesses anos trabalhando com isso? Qual é o retorno que você tem das pessoas? Bom, eu sou educador social desde 1990, né? Hoje eu sou presidente da ESP, que é Associação dos Educadores Sociais do Estado de São Paulo. Então, a experiência da educação social, ela constrói a pessoa. Então, posso dizer que hoje eu sou o que sou por conta da educação social, né? já trabalhei com com educação formal e também tento dentro do espaço da educação formal, que é um espaço que vem de uma educação mais militarizada, mais eh controladora, vamos dizer assim, e transgredir e levar uma educação mais aberta, mais horizontal, mais da roda, mais forjada na ancestralidade. Exatamente. forjada na roda na experiência de poder cada um contar a sua história e ser ouvido, né? Ter voz nessa roda. Obrigada, Coré. Obrigado você. A Terezinha tá vindo aqui pras reuniões de artesanato faz dois meses, né, Teresinha? Tá gostando? Ah, eu tô amando, viu? Tô amando muito que aqui as pessoas é muito legal. Tô amando muito aqui. Fez algumas amizades já? Nossa, bastante. Por todo canto que eu vou, eu faço muita amizade. Sorrisão, né? E hoje é hoje eu tô gostando também, viu? A tudo legal, as meninas, todo mundo. E quando você abriu o livro e viu que o personagem mais importante era você, que que você achou? Achei muito lindo. Tá gostando de construir a sua história? Eu tô adorando de tudo que você vem para cá, que que você mais gosta de aprender? O que marcou mais assim nesses dois meses que é pouco, mas já marcou, né? Tô fazendo artesanat e faz com corel também. E cantar é legal também? É muito legal. Faz a diferença na sua vida, né? Foi muito bacana mesmo, viu? Obrigada. Nada. A Antônia já vem aqui há um ano e vocês viram que ela é uma cantora. muito entregue, né? Você gosta de vir para cá, Antônia? Eu amo vir para cá. Quando eu não posso fico assim de coração partido. Faz falta porque cantar faz bem. E esse grupo aqui é maravilhoso, né? A equipe da seta, eu vim a convite do amigo eh Criso e Guilherme, que eles foram lá na praça fazer o convite. Eu como já participo do grupo de canto da igreja, eu queria melhorar a minha voz, aí vim para cá e tá curtindo aqui, tá aproveitando, amando isso aqui. Além do coral, você faz outras atividades? Só mesmo lá na praça. Participo lá da das atividades. E aqui fez amigos? Ah, todos aqui a gente tem alguns que já participam lá também e aqui fez bastante, é uma família. E para quem tá em casa e tem vontade, não vem, que que você diria pra pessoa ir cantar? Diria, eu insisto muito e principalmente com a minha irmã, né? Insisto muito para ela vir, que eu falo aquilo é uma beleza, uma terapia pra gente cantar, soltar a voz, fazer amigos, trocar experiências, é tudo, tudo de bom, tudo de bom. A Ivania é toda artística e além do coral, ela dança. Conta pra gente o que que você gosta mais de fazer. Você além de cantar toca também, né, Ivani? Toco e e danço mais. Eu gosto mais de dançar e cantar. Essa daí é coisa que eu gosto de fazer e bordar, você sabe bordar em casa que eu faz tempo que eu tava parada, né? Então eu ficava aportada. Então eu ainda tô meio, sabe, meia coisada, mas como a médica falou para mim continuar, então continuando, né? Hoje é a primeira vez de novo que eu tô voltando para cá que eu não eu não tava vindo porque eu eu vinha sempre vinha, mas eu não agora eu tô continuando de novo que a médica falou para mim veio fazer que eu tô fazendo to na PUC. E você tá gostando de cantar e tocar? Eu gosto desde pequeno eu gosto de cantar, dançar. Eu dançava mais com meus amigos fora daqui, assim, na mesma rua que nós coisava, a gente ia lá pra casa do meus amigos, que a gente chamava de vó Zé, né? Tinha a Vô Rosa e tinha o V Zé. a gente brincava com os netos dela. Então aí eles, a gente dançava lá, dançava forró, dançava mesmo, você sabe. É o que a gente gostava de fazer. Quem gosta de dançar gosta de cantar também, né? É, gosto de dançar, cantar, fazer corrida também. Era tudo que eu fazia, né? Agora tá de volta. Aos pouquinhos voltando, né? Volta de novo pro grupo. E é isso aí. Bora cantar. É cantar, né, Cris? Então é isso. A gente vê uma das oficinas, né, que a gente viu também no primeiro bloco, agora o canto tão vivo, tão evescente, a diferença que faz na vida dessas pessoas, né? Para quem quiser conhecer o trabalho, é possível acessar vocês pelas redes sociais e tudo? Sim, a gente tem a nossa nosso Instagram @setainstitucional, né? e tem o nosso site www.seta.com.br. Bo, lá a gente consegue também ter, a gente posta normalmente diariamente as nossas atividades, atividades externas, internas, né, e tudo que tá acontecendo nas todas as unidades que a gente tem na seta. E para você que gostou desse programa e quiser rever ou compartilhar, acesse o YouTube da TV Câmara Campinas, mãos Solidárias Seta. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado. [Música] [Música]
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