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Olá, [música] o Mão Solidárias de hoje fala sobre uma ação de cidadania, um projeto que começou com base em uma comunidade do distrito do Campo Grande em Campinas. é o quebrada em movimento que surgiu em 2020. Hoje, pra gente entender um pouquinho dessa história e como ele vem mudado e articulado ações principalmente aqui no distrito, nós vamos conversar com a Carla Alexandra. Carla, me conta um pouquinho sobre esse início do Quebrada. Eu sei que você acompanha o trabalho desde o começo e hoje tá agregando também com a sua força, com sua, com a seu com a sua expertise nesse trabalho. Mas fala um pouquinho de como foi que surge então aqui especificamente no Parque Itajaí, no Florense, a gente tem satélite, toda essa comunidade aqui aparece então esse trabalho do do quebrado. O que que tava acontecendo, Mirna? O quebrado em movimento, ele surge ali na região do Itajaí, lá no centro de cultura do Itajaí, com projeto pela comunidade mesmo de fortalecer algumas coisas que já estavam acontecendo de cultura, esporte, meio ambiente. E aí em 2020 começa toda essa trajetória e aí depois a Casa RCK ela faz esse apoio e os meninos mudam ali pra casa de Nazaré que fica ali na casa dos anjos. Então, a gente tem o escritório sediado lá hoje, que dá todo esse suporte paraa comunidade. E a trajetória ela é bem interessante porque começa com um grupo, né, da comunidade que vai se juntando, vai discutindo os problemas que a comunidade tem e como encontra solução, né, quando com a entrada da casa hack, né, contando esse suporte financeiro, facilita mais para começar a incentivar alguns projetos, né, viabilizar financeiramente através do edital que acontece para que todos a comunidade tenha a possibilidade de participar. é um hub um hub com participativo. Então a comunidade ela tem livre acesso ao hub, todas as lideranças têm acesso. Lá no escritório a gente tem computadores à disposição para que as pessoas possam fazer reuniões. Tem uma espécie de cwork que funciona lá também. Além dos cursos de formação, a quebrada em movimento hoje, ela não só dá aporte financeiro pros projetos edital, como trabalha também o processo de formação. Tem alguns projetos de formação que estão foras do edital, a gestão de lideranças, a as metodologias para você gerir um negócio, principalmente focar nos negócios de impacto. Então, hoje o foco do quebrado em movimento é gerir negócios de impacto socioambiental, que é o que fortalece a região, né? Muitas pessoas na comunidade tm um negócio e não não encontra isso como negócio de impacto. Então, através das formações que acontecem, ela começa a entender. Ã, em até 2025, de 2023 a 2025, foram liberados mais de 70.000 em aporte via edital para que esses empreendimentos [música] pudessem seguir. Então, o quebrado ele começa a partir então de uma demanda. Eu lembro que naquele primeiro momento, não sei se ainda é assim, eh eu que acompanho inclusive [música] as redes sociais do Quebrada, muitos jovens começam a fazer parte desse movimento, lideranças [música] jovens parte desse movimento. Eh, eu lembro que teve uma questão aí [música] fez assim, eles fizeram uma ação inclusive em relação à segurança, né? Olha, a gente tá aqui, a gente quer paz, a gente não quer preconceito. Por exemplo, na hora também da da questão do policiamento, tiveram demandas sociais importantes, ações com crianças e quando eles chegam lá na casa Maria de Nazaré, né, na casa dos anjos, né, naquela instituição que tem ali um espaço, começa a fomentar inclusive essa mulher, fazer algumas atividades. Lembro que teve maquiagem, automaquiagem para mulheres, trabalhar autoestima. Como que começa então esse passo a passo de fazer esse trabalho com vários públicos, jovem, adulto, criança, não sei se hoje também tem um olhar paraa terceira idade. Como que é isso? Assim, a liderança ela procura a quebrada em movimento, fala assim: "Olha, eu tenho uma ideia". Às vezes não tem um projeto assim, tenho uma ideia. Então, junto com a gestão, né? a gente tem uma assessora de impacto que é o Celso. Então, junto com o Celso, a gente começa a entender qual que é o negócio, qual que é a ideia e qual que é o projeto. No, por exemplo, no projeto de automaquiagem foi uma das lideranças formadas, né, dentro desses programas que já tinham acontecido de fortalecimento de liderança. Então, ela tem um projeto de desenvolver pessoas pretas. Então, aí o curso de automaquiagem tinha um para mulher preta, então precisava de um espaço. Então, a quebrada de movimento ela cede o escritório para que essas ações aconteçam. Então tem os meninos, por exemplo, na Viela, é um coletivo produtor de jovens, são jovens produtores que começam também a entender como que é o negócio deles. Então tudo começa às vezes da procura espontânea. As pessoas sabem que ali existe, a gente divulga muito nas redes sociais quando tem o edital aberto, quando tem informação aberta para que as pessoas venham conhecer. Então você que tá em casa querer conhecer o hub, a gente tá ali na casa dos anjos. Então é super bem-vindo. Se você não tem um projeto, você tem só uma ideia de projeto, a gente consegue te ajudar, coloc tirar do papel ou às vezes até colocar no papel primeiro, né? Então esse é um dos trabalhos que o Hubby vem fazendo. Eu lembro que inclusive eu já conversei [música] eh com aquele grupo de poetizas também que entrou e assim mulheres que às vezes as pessoas pensam tão simples e que escreveram poemas que inclusive se veio, se tornou um livro que na época nós tínhamos inclusive a participação da Marquesa que é do Parque Itajaí que já faleceu. Mas como que é também fomentar? Olha, a gente tem e a gente pode transformar. No caso, eu lembro que esse projeto da [música] poesia funcionava em um dos cras aqui da região. Como que é também fazer essa intersecção com até os serviços públicos que já existem no [música] território? Então, o Quebrado, ele tem essa relação muito forte com a comunidade, eh, tá presente em alguns conselhos que acontecem aqui na região do Campo Grande. O quebrado ele tá muito atuante e vem dessa demanda. Então, por exemplo, as meninas da oficina que teve de poetis estão agora fazendo teatro, então elas estão com um grupo aí já desenvolvendo o teatro e são mulheres maduras, mulheres mais velhas que não tinham perspectiva. A gente uma das meninas, não vou citar o nome para depois não quer autorização dela, que ela fala que ela foi salva da depressão por conta do projeto de de poesia, de escrever o livro e depois começar a fazer teatro. Isso depois dos 40 anos. Então é muito significativo quando a comunidade vem e traz esse respaldo de que realmente a gente tem dados que a gente fala imensuráveis, não dá para gente colocar no papel, mas esse dado que a gente vê o resultado acontecendo, a gente vê a transformação da comunidade através desses projetos. Quando a casa hacker chega e começa a fomentar, né, claro que financeiramente, mas também com toda uma consultoria especializada e e direcionar no sentido de que alapida aquela ideia que a liderança da comunidade chega. Como que é esse esse casamento, esse namoro? Olha, você trouxe uma ideia legal. Se chegou pela comunidade é porque tem aí um público para trabalhar isso. Mas e a gente e a Casa Hacker abraça também como um projeto dela. Sim, a gente tem a gente fala que nenhum projeto é devolvido. Qualquer ideia que chega, mesmo aquelas ideias que parecem meio que absurdas, a gente acolhe, ajuda essa pessoa a ajustar todo esse projeto dela. a gente ajuda ela a reescrever, a entender o que ela quer de fato, a dar as ferramentas de gestão, a fazer uma ferramenta que é um 5W2H, que assim são ferramentas de entender o seu negócio. Então a gente pega na mão literalmente dessa pessoa para fazer. E a Casa Rack, ela tem outros projetos fora que também tem o suporte do quebrado em movimento, né? A gente tem o perifer de impacto, que é um projeto da Casa Hacker, que faz é grandativo. A gente tem algumas lideranças aqui do Campo, ele é em toda a região de Campinas, mas a gente tem algumas lideranças do Campo Grande que fazem parte desse projeto e a gente dá esse suporte também, tanto nas mentorias, ajudando essas pessoas a fazerem parte. O quebrado em Movimento, ele é um hubífico do Campo Grande. Ele é um hubífico do Campo Grande. E agora em do segundo semestre de 2025, ele começa a se integrar como hub cidadania ativa, que ele passa a fazer parte com os outros três hubs, que é o do Jardim Montecris e Parque Oziel, que é o a USIPA Criativa, ido pelo jardim primavera. Então esses três quilombo, que é o quilombo dos Amaris. Tá? Então a gente esses três hubs para fazer o hub da Dan ativa. Então a gente tá mais integrado, vai ter mais recurso pro pessoal querer fazer projeto aí vai ter mais recurso pra gente incentivar. Então, com o apoio da Casa Rack e da FEAC, a gente consegue ampliar agora esse recurso para esses três hubs. Então, o hub da quebrada em movimento, ele continua existindo, só que agora com guarda-chuva maior. Agora a gente unido com mais dois hubs aqui em Campinas para conseguir trazer mais não só recurso financeiro, mas mais mentoria, mais desenvolvimento, que a gente acha importante não só dar um recurso financeiro, mas como que eu faço a gestão desse recurso financeiro e como eu me mantenho depois esse recurso, que acho que o grande desafio desses pequenos projetos, dessas iniciativas da comunidade é se manter depois. Então hoje a gente tem, espera em novidades aí agora nos próximos meses, porque vai ser bem significativo, tá? a união desses três hubs. Então, tudo que tiver acontecendo lá nos Amarais, no Oziel e no Campo Grande vão ser ações conjuntas, mas cada uma mantém na especificidade de cada território, porque a gente tem isso, Mirna, é importante relatar que mesmo nas periferias a gente tá todo mundo no mesmo nível ali, cada uma tem suas particularidades. Então, os projetos eles estão também adequados para cada região. A gente percebe que, principalmente aqui na região do Campo Grande, eh, sempre vão surgindo novos coletivos com seus propósitos e nisso o Quebrado em Movimento, ele também vai atuando junto com esses coletivos. Como que é essa recepção? Como é essa procura desse desses coletivos que chegam até o Quebrada? A gente tem duas ações. Tem a ação do coletivo que procura e às vezes a gente ficou na rede social. A gente tem uma pessoa que fica pesquando nas redes sociais, por exemplo, com a Ung Gabriel. Foi assim, viram uma postagem da UNG Gabriel, então a própria quebrada entrou em contato. Então a gente fica mapeando o que é que tá acontecendo na região. Joga hashtag lá Campo Grande, a gente vê o que que tá acontecendo, quais são os coletivos que estão surgindo e a gente se aproxima para entender como que funciona esse projeto, qual que é a ideia deles e traz para perto, né, para aquilo que a quebrada tem para oferecer. Mesmo que ela não esteja em nenhum edital, ela pode para dar trilhas de conhecimento, que a gente tem várias trilhas de formação e essas pessoas elas podem se inscrever nessas trilhas. E como é essa questão de desenvolver esse esse território? A gente sabe que, por exemplo, o distrito do Campo Grande, ele é o mais populoso de Campinas e ele traz uma vertente de uma realidade de vulnerabilidade social muito [música] importante e que muitas vezes o quebrada, né, e a casa hacker, eu tenho certeza que tem esse [música] olhar que a gente já conversou com a Casa Hacker em outros projetos, inclusive de estar nessa lacuna onde o estado não chega, onde muitas vezes as oportunidades não chegariam. Ah, o hub da quebrada, ele não é assistencialista. As pessoas precisam entender que não é um processo, um projeto assistencialista que você lá vai conseguir alguma coisa, você vai para se desenvolver. E o desenvolvimento ele tá atrelado àquilo que eu quero. E não só a coletivos, as pessoas também. Às vezes uma pessoa ela só tá querendo aprender uma coisa nova. A gente teve [música] recentemente que o Celson coordenou uma recuperação de computadores, um monte de sucata de computador. [música] Eles conseguiram fazer uma oficina com adolescentes da região para recuperar esses computadores e serem doados paraas gente, pros coletivos. Então é um trabalho que a gente faz, a gente faz três coisas, recicla o lixo, dá funcionalidade para esses computadores, dando doando ele para as instituições da região e fomenta os jovens, né, da outra perspectiva para esses adolescentes que talvez não teriam essa oportunidade. Então o desenvolvimento tá nisso. A gente não dispensa ninguém. A pessoa se ela chega quebrada, às vezes fazem algum direcionamento para algum outro órgão e a gente tem esse cuidado também de fazer esses direcionamentos, mas se a pessoa ela tá disposta a aprender, é uma via de mão dupla. Sim, mas por exemplo, a pessoa chega às vezes com uma vulnerabilidade. Olha, vamos falar do básico, gente. Hoje eu não tenho comida para colocar pra minha família. Não é o Quebrada que resolve isso, não. Não é o Quebrada que resolve isso. A gente consegue direcionar isso pra social. Lá na Casa dos Anjos a gente tem uma assinte social que quando é necessário a gente encaminha. Para você chegar lá para comer, conforme a a Casa dos Anjos tem refeição na hora do almoço, se chegar nessa hora. Mas a a quebrada ela não faz isso porque a gente não tem essa autonomia, né? de fazer, só que daí faz esse direcionamento de tá bom, você não tem hoje, você vai comer, mas a gente tem alternativas para que você comece a pescar. Sim, sim. É mais ou menos. A gente consegue fazer esse direcionamento para ver ali quem que pode ajudar, quem que tá mais à linha de frente. Esse relacionamento com a comunidade também é muito importante, justamente por isso, a gente saber onde direcionar essa pessoa. Então a gente consegue hoje fazer esses direcionamentos. [música] Sim. Dur do outro ponto de vista, quando a gente pensa nessas organizações e nessa perspectiva para 2026, [música] quebrada chegou 5 anos, né? Sim, 5 anos que agora a gente vai iniciar 2026. Quais são então além do cidadania ativa, os grandes desafios que o Quebrada encontra juntamente com aí com o apoio da casa hacker, que devem ser aí superados em 2026 quando a gente pensa nesse território, Carla, alcançar o número de beneficiários, alcançar o número de pessoas atendidas, que não necessariamente ela vai ser um beneficiário. Então, ampliar isso para que as pessoas saibam. É importante o programa hoje para que as pessoas saibam que existe um um centro que ela pode ter apoio pro desenvolvimento dela. A gente sabe que a população do Campo Grande ela é muito grande ainda, mas o rumbo da quebrada ele é pouco conhecido pelo tamanho que é o Campo Grande, então tá mais ligado pros jovens que estão ali ligados nas redes sociais, né, pros meninos que são ligados à cultura de alguma forma. Então, o desafio que a gente tem agora para 2026 é ampliar o atendimento para outras pessoas, para outros coletivos [música] que estão atuando na região. Agora você mencionou, por exemplo, o coletivo na Viela, que ganhou um edital e teve aí o fomento do Quebrada. Sim. E a gente vai mostrar daqui a pouquinho também no nosso programa um outro fomento que é de uma coisa totalmente diferente, que é na horta do Itajaí. O que que o que que foi feito? Quais são os critérios, por exemplo, que a gente vê que são coisas totalmente diferentes? Então, é, às vezes assim, você vai ser sair de uma produtora cultural para uma horta, né? Qual que é a relação disso? sustentabilidade, porque os meninos a gente primeiro, os projetos que são apoiados pelo hub tem que ser da região do Campo Grande, tá? Então qualquer ação que aconteça, a pessoa às vezes ela nem mora no Campo Grande, mas a ação dela precisa ser desenvolvida aqui dentro do Campo Grande. Isso é muito importante. Então de uma produtora para uma horta. Na horta a gente tinha uma dificuldade muito grande com a nascente que tava ali sendo esquecida, degradada, muito lixo sendo jogado lá e precisava cercar para proteger, porque a nascente é que garante água ali pra horta. Então o quebrado ele também tem essa questão do sócio ambiental. Então a horta ela faz parte do ambiente, porque se a gente não cuidar do meio ambiente, né, se a gente tem muito empreendimento aqui ainda dentro do Campo Grande, tá crescendo muito. Então assim, ela a parte ambiental que a gente tem tá cada vez menor dentro das regiões, né? E a gente vem com especulação imobiliária. Então trazer hoje esse resgate da nascente para proteger essa nascente, ela é muito importante. Então faz parte dos eixos sim do dos hubs essa questão do ambiental, da gente cuidar do meio ambiente também, porque a horta ela acaba beneficiando outras pessoas. você não produzindo no supermercado, você vai na horta e ag e fazendo menção que é agroecologia. Então toda a horta ela produzida sem agrotóxico, então você tem ainda esse fomento. Então a água ela precisa estar limpa. Carla, muito obrigada. Lembrando que daqui a pouco você vai acompanhar no próximo bloco então dois projetos. A gente vai falar com o pessoal que produz cultura aqui no distrito do Campo Grande e que teve o fomento do quebrada e também a horta, essa proteção a nascente que fica bem ali na cabeceira da horta. A gente volta já já com mãos solidárias. [música] [música] E a gente abre esse segundo bloco com uma das organizações que foram fomentadas pelo Quebrado em Movimento. Eu tô falando do coletivo Naviela. Ao meu lado o Wesley, que é justamente que quem fez essa gestão de um dos projetos elaborados pelo Giovani, que é o seguinte, [música] gente, sair aqui do estúdio de tatuagem, ir para um outro local, ensinar e dar a oportunidade para quem queria aprender a ser tatuador ou tatuadora. Wesley, como que foi essa construção desse projeto quando o Geovani chegou e disse que tinha essa ideia e o Naviela abraçou e foi até o quebrado em movimento? Então, essa ideia, os meninos sempre tiveram essa ideia com o espaço de poder diversificar, trazer cultura, trazer outros públicos para dentro. E aí quando surgiu a ideia do desse projeto de dar aula, um dos sócios, um dos meninos que tatuam aqui junto com o Giovani estava participando da mentoria no Quebrado em Movimento. Então eles ficou sabendo do fundo e aí eles vieram conversar comigo de como estruturar esse projeto, como a gente poderia montar um orçamento que caberia para eles fazerem isso para gravar, para poder distribuir isso gratuitamente também, né, internet para outras pessoas poderem acessá-la. Então, além do curso que teve no dia para quem foi pessoalmente, tem inclusive esse curso online à disposição da comunidade também. Exatamente. Para além de tudo que foi passado aqui ao vivo, a gente tem todo esse material gravado, disponível online para as pessoas poderem acessar também gratuitamente. E como foi então a parte do Naviela justamente digerir esse projeto depois que ele foi construído e aprovado pelo Quebrada? É, então o Navela entra na pré já na pré-produção já pensando no orçamento e cronograma para execução desse projeto e toda a gestão do projeto foi feita pelo Naviela. F. Os meninos não têm essa experiência de projetos, né? Eles têm a experiência prática de estar trabalhando, de fazer a tatuagem, de operar. Mas a gestão de projetos todas toda foi feita por nós, todos os pagamentos, todo o direcionamento do cronograma, gestão do tempo para que a gente pudesse fazer essas entregas. E além dessa questão do projeto da tatuagem, qual é hoje o trabalho que o coletivo Naviela faz aqui no distrito [música] do Campo Grande? Naviela é um coletivo que produz eventos, que desenvolve a arte e cultura que já existe na periferia, né? Então a gente não vem para inventar nada, a gente vem para dar espaço e dar vazão a essa arte cultura. A gente tem um projeto de formação que começou esse esse mês, que é o projeto tecnologia para empreendedores periféricos, entender como usar IA no dia a dia, como conseguir colocar isso dentro do seu negócio e assim melhorar o seu dia a dia e desenvolver cada vez mais. O na tem um evento que acontece nesse espaço que a gente está agora todos os meses, que é o ritmo tinta, que é um evento que visa dar espaço para artistas periféricos que não tem espaços para tocar. Então a gente abre espaço para eles virem e tocar, poder se apresentar todos os ritmos. A gente já fez evento de tudo quanto é ritmo, inclusive o samba da horta que vai acontecer no mês que vem é em parceria com CG, em parceria com o ritmo tinta. Estamos na horta lá na horta que eu ainda vou mostrar daqui a pouquinho, gente. Daqui a pouquinho vou mostrar a horta. Exatamente. E a partir do hub inclusive a gente tem essa parceria com a horta que a gente desenvolve ações lá e esse samba é justamente para tentar trazer a juventude para perto da horta. Agora eu queria que você falasse como cidadão. Você se imaginou um dia, né, aqui vivendo aqui no Campo Grande, no distrito. Você é de que [música] bairro especificamente? Sou do Jardim Rossim. Do Rossim, né? logo depois ali do Florense para quem tá vindo do centro ou antes do Florense para quem tá indo pro centro. Você imaginou que um dia você teria tanta voz assim [música] sem precisar sair do seu território? Sinceramente não. A gente sempre sonhou, a gente começou tudo isso querendo ter um espaço para tocar, né? a gente tinha uma banda e hoje conseguir ser ouvido e conseguir desenvolver tanta coisa dentro do território é muito importante. Assim, a gente nunca imaginou chegar onde a gente está e hoje que a gente tá onde a gente tá, a gente se imagina chegando muito mais longe e conseguindo afetar muitos outros territórios além do nosso e dando espaço para muita gente daqui. Com certeza sempre gerando espaço para quem veio da onde a gente vem e quem tá com o foco de poder se desenvolver assim como a gente conseguiu fazer. Agora, Geovani, eu vou pedir pro Geovani tirar a máscara porque ele tá usando justamente porque tá fazendo aqui a tatuagem, na verdade tá retocando uma tatuagem do Wley [música] que tá trata justamente do do nome do coletivo Naviela. Giovan e seus sócios tiveram essa ideia e pensaram: "Poxa, é uma ideia super legal ensinar quem queira ser tatuador, tatuadora, [música] mas a gente não sabe por onde começar? Como que foi chegar? Apesar de vocês serem aqui todos da mesma comunidade e pensar e formatar isso do jeito que deve ser, porque tem todo, né? Olha, o edital tem que ser de certa forma. Como que foi esse respaldo do coletivo para vocês? Então essa ideia de tipo ensinar sempre veio muito do que a gente recebeu também, tipo a gente aprendeu de graça vindo da comunidade. Então tinha um tatuador que era mais experiente, [música] que ensinou o Luan, que é o mais velho da casa, que por sua vez ensinou, me ensinou, que ensinou o Gustavo e aí tipo isso veio de graça, veio num coletivo. Então é meio que uma forma que a gente tem também de tentar retribuir isso um pouco do que a gente recebeu. Só que a gente não tinha base de como fazer isso. Realmente a nossa coisa é tipo, a gente sabe fazer, se a pessoa perguntar, a gente consegue explicar, mas como que a gente vai atingir esse pessoal que tem interesse? Porque na região do Campo Grande tem uma demanda muito grande de tatuadores autônomos, pessoas que têm interesse, que estão começando, que por sua vez atendem em casa ou então pagam o aluguel de um estúdio de um espaço maior para poder atender. E aí, como os meninos do Naviela eles já são mais comentados nisso, já trabalham com esse negócio de editais há muito tempo, já tem uma grande experiência, casou perfeitamente. Pel além do fato da gente ser amigos há muito tempo, tipo vingalgando as carreiras diferentemente, mas ao mesmo tempo a gente acabou se encontrando nesse momento que eles podiam e tinham eh o conhecimento a oferecer, agregar pra gente, conseguir entregar também o que a gente tinha oferecer para essa galera. É porque a gente não pode esquecer que vocês são empreendedores, sim. E que também tem que fomentar o financeiro, que é aquilo que a Carla falou no primeiro bloco, de cada vez mais desenvolver dentro da comunidade também a questão financeira do desenvolvimento também do negócio de cada um. Exatamente. Exatamente. E esse é tipo um dos grandes focos do estúdio também. a gente conseguiu esse primeiro edital ministrando essa aula e aí depois disso a gente veio galgando, tipo conhecer mais, ter mais experiência, ter mais conhecimento sobre o empreendedorismo mesmo. Hoje a gente tem um um edital que a gente ganhou também um projeto no pessoal de São Paulo e o CGN que é considerado uma NIP, né, que é um negócio de impacto periférico hoje em dia dados a todos esses movimentos que a gente tem feito junto com o pessoal do Naviela, pessoal da Casa Hacker, do Quebrada em Movimento, a galera que vem, tipo, fomentando mesmo a quebrada, fazendo com que as coisas aconteçam. É uma sensação de que eu não estou sozinha. Sim, é uma sensação de que tem uma rede de pessoas que pensam da mesma forma, que estão interessadas em tipo oferecer cultura, oferecer ajuda, oferecer o que a galera precisa, mesmo de uma forma gratuita e acessível assim. Então, acho que o espaço ele é um pouco voltado para isso. A gente não é só um estúdio de tatuagem, a gente é uma galeria de arte pros artistas da comunidade deixarem sua arte, exporem. A gente é uma um espaço com uma festa aberta paraa comunidade, para DJs independentes, para bandas independentes virem se apresentarem, artistas visuais virem se apresentarem isso de forma gratuita. Então, tipo, a gente tem histórias de DJs que tocaram aqui pela primeira vez, primeira casa que eles tocaram fora foi aqui. E hoje eles tocam em festas na Barão Geraldo, na Unicamp, em do outro lado da cidade. Então o estúdio ele se voltou para esse lado cultural, não é só tatuagem, pra geração de renda também, pra geração de renda a gente precisa sobreviver também. E isso tipo faz parte do processo, faz parte do processo. 2026 a gente tem muitos planos, muitos planos chegando, tem projetos incríveis aí. com naviela. Com na viela o projeto do ritm tinta que o Wesley mencionou, vai vir num formato totalmente absurdo ano que vem, então tem muita coisa chegando aí, tá certo? [música] Então, e daqui a pouquinho a gente vai mostrar então de que forma essa iniciativa socioambiental também, olha, faz o resgate de uma nascente aqui no distrito do Campo Grande. [música] [música] [música] [música] E eu estou aqui justamente no ponto onde começa a nascente com a Fátima, que é da horta comunitária do Itajaí. Ao meu fundo, nós temos inclusive uma identificação escrito aqui, ó, área de proteção permanente, [música] nascente Cachoeirinha do Itajaí. Fátima, me explica esse nome, Cachoeirinha do Itajaí. É como que surgiu essa ideia? Já era essa nascente? Como é? Hoje me conta um pouquinho da história da nascente e em que momento vocês que tem a horta descendo um pouco esse espaço que daqui a pouco a gente vai mostrar também, pensaram: "A gente precisa eh proteger essa nascente". Olá. Olha, essa [música] nascente, a população de que tava aqui no bairro há mais de 20, 30 anos, já conhecia ela como cachoeirinha do Itajaí, porque ela parecia uma cachoeirinha. O pessoal inclusive assim [música] ficava nadando aqui que ela fazia uma uma bacia, né? E aí assim a gente não sabia o nome. Então a gente começou a pesquisar, [música] nossa, mas como que é o nome dessa nascente? Porque se ela era tão importante, né, pro bairro? Como que é o nome? Aí até que a gente chegou, né, essa informação de que ela se chamava Cachoeirinha do Itajaí. Como ela não é catalogada, então a gente resolveu fazer, né, a placa e colocar o nome dela, né, quando ela for catalogada, então ela já tem o nome, né? Mas em que momento veio a preocupação? [música] Então, a preocupação veio que assim, em 2011, que o Incra fez o convênio aqui com a prefeitura do assentamento urbano, que é o assentamento urbano da horta, a prefeitura mais os agricultores fizeram essa cerca, né? cercou toda essa parte aqui da nascente. Só que há uns 5 anos atrás foi roubado essa foi roubado essa cerca, né? E desde então a gente assim, eu sou uma pessoa que muito me preocupa com a natureza, porque assim, eu gosto muito da natureza. Eu entendo que [música] assim, a horta não existe, não existe se não tivesse a app, porque a apport água, ela também é importante pela por tudo que tem aqui, pelas árvores, pelos animais que contém, que ajudam a gente na horta, [música] né? A água que vocês usam na horta é dessa nascente? A gente usa um pouco de água da nascente. [música] A gente usa água da sanasa em sua maior parte, mas assim, a a nascente em si, a app em si, ela é muito importante, né, pra agroecologia, porque quando você fala em agroecologia, você tá pensando assim, não é uma agricultura convencional, né? É uma agricultura que tem que ter planta próxima, tem que ter os animais, né, da floresta. Então aqui a gente tem essa área como uma área de preservação [música] e também ajuda na nossa agricultura orgânica, né, nossa agricultura agroecológica. A partir dessa preocupação, em que momento entra quebrada em movimento nessa história para que vocês conseguissem então pensar em como proteger a nascente? Em 2023 eu conhecia a quebra de movimento, né, através de um CAD que recebi no WhatsApp, né, de um curso que a gente estava fazendo no território da agricultura. E mandei uma mensagem para eles, achei super interessante que eu falei: "Nossa, aqui do lado da horta, né, como que a gente não conhece, né? Porque aí falava que eles tinham edital, né, que eles tinham um fundo para investir na região do Campo Grande. E aí eu que me veio na cabeça a cerca da nascente, né? Aí liguei, passei mensagem, conversei com o Celso, com o Marcelo, fomos e o Daniel, fomos até a quebrada, conversamos, trouxemos eles na horta, fizemos uma reunião com seu Orlando, seu João, o pessoal mais antigo aqui da horta. E aí a gente ficou naquela espera, né? Só olha, por enquanto assim, o edital que a gente tem esse ano é pouco, não dá para fazer a cerca, mas uma hora que tiver um edital maior, a gente avisa vocês. Mas desde então a gente não deixou mais de se falar, a gente tava sempre se falando. A gente ia lá de vez em quando, eles vinham aqui na horta. E no início desse ano, em fevereiro, o Celso me passou um uma mensagem falando que ia sair um edital de R$ 10.000, se a gente gostaria de fazer a cerca da nascente, né? Eu falei: "Nossa, mas com certeza". Aí a gente começou, fomos lá assim, conversamos a respeito do editário e começamos a pensar em formar um grupo, né, para fazer esse esse cercamento. Então a gente convidou o Gilson da Associação de Bairros aqui do Parque Itajaí. Convidamos também o professor José Antônio, que é ele é vice-presidente do Condema, mas ele era professor aqui no bairro, né? Trabalhou aqui no bairro eh durante 20 anos. A gente também tem contato com o Instituto Federal, com convidei também o professor João Víor do Instituto Federal, que também assim aceitou na hora, né, participar junto com a gente. Aí o pessoal da Terra Orgânica que é da compostagem também veio apoiar a gente. A AP Apa Viva também deu esse um trabalho em várias mãos. Isso. Então assim, a gente acabou formando um grupo que a gente chamou de ecoresistência, né? Então, a gente fez o edital, a gente recebeu a verba e a gente fez dois multirões. Em maio, a gente fez um multirão de limpeza porque não tinha saído ainda a verba, então [música] a gente limpou, vieram pelo menos umas 50 pessoas, né? Pessoas da comunidade, ambientalistas aqui da região do Campo Grande. Tinha bastante descarte de entulho, lixo, qualquer tipo de resíduo tinha muito. [música] Olha, tinha até sofá. [risadas] Tinha sofá, tinha sacolinha, tinha [música] pneu, tinha roupa, muita roupa, né? Então assim, a gente tirou tudo e colocamos ali do outro lado da rua. E foi interessante porque a gente conseguiu assim tirar realmente todo o lixo e deixar limpinho. Só o concreto que o pessoal jogou ali na nascente, a gente não conseguiu tirar. [música] Isso a gente não conseguiu porque o pessoal tava fazendo descarte entulho aqui também, né? Esse a gente conseguiu tirar só o que tava em cima. O que foi jogado na nascente a gente não conseguiu. Mas quando veio [música] essa atuação a várias mãos, protegendo a nascente também com esse olhar de que o distrito do Campo Grande, quem mora aqui e quem tem essa ideia da importância de uma nascente para uma área participar desse projeto, qual é o sentimento que fica para você? Então, o sentimento assim que eu fico é de realização. Nossa, [música] a gente conseguiu realizar aquilo que assim muito me preocupava e acredito que h muitas pessoas também, não era só a mim, né? [música] E essa assim, essa situação de vir várias pessoas da comunidade ajudar, várias pessoas que estão preocupadas com o meio ambiente, muitas pessoas de longe também vieram, então isso foi muito importante. [música] E a gente fez novamente um outro mutirão no dia 27 de julho. Aí a gente fez o cercamento. Vocês compraram material e fizeram cercamento, vocês mesmos? Sim, a gente fez com o motirão. A gente me conta. Então, aí primeiro a gente fez esse mutirão de limpeza e aí depois quando saiu o edital a gente falou: "Bom, então agora a gente vai convocar o novo mutirão". E interessante que foram outras pessoas que vieram no segundo mutirão, né? Vieram também pessoas que tinham vindo no primeiro, mas vieram muitas pessoas que não tinham vindo e vieram no segundo mutirão. A gente fez outro mutirão de limpeza. Aí uma semana antes a gente alugou um aquele perfurador de solo, colocamos os morões. Aí no dia 27 a gente fez só o puxar o arame. É só não, que foi muito difícil. [risadas] E foram os R$ 10.000 que essenciais para essa ação. Exatamente. Foram os R$ 10.000 R$ 1000 que a gente usou nessa ação. A gente finalizou com uma confraternização, né, tanto na primeira vez quanto na segunda, né, a gente fez uma confraternização no final. E assim, eu vejo hoje que você pode verificar aqui, não tem lixo mais, né? Você pode até ver uma sacolinha, mas é que saiu voando lá da rua, mas o pessoal tá respeitando, não levaram mais o arame, né? Tá tudo tudo funcionando muito bem. Qual que é a importância da nascente de hoje? Ela tá preservada quando o senhor pensa aqui na sua horta, na sua plantação, no que o senhor cuida aqui na horta. A nascente é muito importante porque nós trabalhar com agrofloresta, nós aprendemos na Unicamprofloresta e sem a água natural, sem o cloro, a água é outra coisa. A água natural é outra coisa, né? Então pra nossa produção é o principal. Quando o pessoal veio com essa ideia de, ó, vamos cercar lá, vamos proteger a nascente, qual que qual foi o seu sentimento? O que que o senhor pensou? Nossa, o meu coração bateu mais forte. Foi uma alegria quando nós começamos esse projeto aí para cercar que eu vim, eu sou o primeiro aqui da horta. Então, quando cheguei aqui, foi a nascente que me ajudou a criar essa horta. No começo tinha mais água. A o a fluência esse fluente diminuiu muito. Cada cada dia tava tava diminuindo. Essa parte de plantação de árvore que você viu lá de cima aqui foi um entidade lá da do Barão Geral Trocas Verde que um parceiro nosso Unicampra arrumou muda. Nós reflorestamos isso aqui. Não não tinha essa mata ciliar. Então nós formamos a mata ciliar. E a nascente é muito importante para manutenção de tudo isso. A nascente é o coração, é o coração da horta. Como foi para você pensar nessa proteção à nascente e de que forma hoje ela é importante para que tudo [música] isso aconteça, para que essa horta possa subsistir? Eh, a preocupação com a água, né, que a gente tem com essa nascente é justamente pela necessidade que a gente tem de utilizar essa água para nossas culturas, né? E é importante que ela seja limpa, que ela seja abundante, assim como foi um dia quando a gente começou aqui. E a luta é essa, é fazer com que a natureza volte a ter a forma original dela, pelo menos bem próximo disso, né? E como é para você também mobilizar os outros agricultores que estão aqui? Eu soube que inclusive vocês fizeram há um tempo atrás o replantil de árvores nativas também para pensar aqui na na questão da mata ciliar. Como que é para vocês pensar em preservar tudo que circunda a horta também com com esse compromisso socioambiental? Olha, as pessoas da horta e do entorno têm uma certa dificuldade assim para entender qual que é a importância de manter a natureza. E a gente precisa trazer a conscientização pr as pessoas, elas não têm isso naturalmente. E a gente leva na forma de conversas, traz a universidades para cá. Além daqueles que participaram das duas, dos dois mutirões, a comunidade também passou a ver esse espaço de uma outra forma? Eu acredito que sim, que teve pessoas que vieram agradecer, não participaram, mas assim, vieram agradecer, falar: "Nossa, é muito importante, a gente sempre quis que estivesse cercado essa área". [música] Então assim, para mim foi muito bom e pra horta também tá sendo [música] muito gratificante. E tem também uma coisa assim que eu gostaria de falar, é que [música] toda essa esse movimento aqui na horta assim nos inspirou a criar uma peça de teatro. É, conta para nós sobre essa peça de teatro. Então, é uma peça de teatro que chama Tudo que vai para nascente volta pra gente. Ela foi inspirada no primeiro mutirão que teve a ciranda camponesa feita com as crianças, né? pela [música] a gente do MPA, que é a Vívia, ela faz uma uma ação lúdica com as crianças, né? Então, as crianças mesmo desenvolveram essa frase [música] e ela criou uma música em cima dessa frase. E quando eu ouvi aquela música, eu falei: "Nossa, isso a gente consegue fazer uma peça de teatro". E aí foi uma construção coletiva, porque a gente foi contando e um foi falando: "Nossa, é verdade, a gente pode fazer assim, vamos fazer assim". [música] A gente, então a gente construiu, a gente tá ensaiando, a gente vai apresentar, se tudo der certo, agora no dia 18 de janeiro no Samba da Horta. Ah, eu tô sabendo que tem evento aqui no dia 18 de janeiro. O nosso programa tá indo pro arquinho antes, mas depois eu quero que você conte pra gente e com certeza que a gente tem a oportunidade também de mostrar essa apresentação de teatro. Ai, que legal. Assim, eu fiquei muito feliz porque assim, eu nunca na minha vida imaginei participar de uma peça de teatro, né? [música] E mas é tudo em função da natureza, porque é uma peça de conscientização ambiental, né? A gente vai mostrar pras pessoas que assim não é não é legal jogar lixo na natureza, tá certo? Então, olha, e a gente encerra o mãos solidárias aqui com a Fátima, que é uma dessas pessoas e como ela mesma contou, não é só ela, são muitas pessoas preocupadas e que encontram em hubs como quebrado em movimento, a oportunidade de fazer diferente, a oportunidade de mudar o seu território. Então, mãos solidárias fica por aqui. Até um próximo programa. [música] [música] [música] เ