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e no mãos solidárias de hoje a gente vai falar sobre o projeto dança e cidadania para mostrar que a dança Pode sim transformar vidas eu estou aqui com a Lúcia Teixeira mais carinhosamente conhecida como Tia Lúcia que é idealizadora desse projeto né tia Lúcia que começou lá atrás em 2001 e ela vai contar pra gente como é que começou tudo isso né e eh antes de 2001 ainda eu fiz dois projetos pilotos então eu fiz um porque como eu eh montei uma academia em eh 45 anos atrás né E essa academia eu percebia que tinha assim muitas crianças aqui pelo Barro que queriam fazer balé e mas que achavam que era uma coisa que não não daria para elas fazerem pelo custo né então eu achava que aquilo aquilo me incomodava então eu concedi uma bolsa de estudos aqui outra ali mas no fim eh eu resolvi fazer um projeto Piloto para ver como eu poderia trabalhar com isso fiz uma parceria com a Secretaria da Educação e ali nesse nessa parceria eu vi aquilo que eu não deveria fazer n fo foi mais fácil ver o que que que não era não era não era viável por exemplo então Eh trazer os alunos até a academia que são os alunos de e da mais da Periferia de Campinas de bairros que são mais distantes daqui ficava caro e a secretaria da educação eh no início ela concedia os passes de ônibus para as crianças virem só que a criança tem que vir se ela é pequena tem que vir um acompanhante Então não é um passe só não é um passe de Não não são duas passagens aí para vir para voltar então aquilo ia encarecendo e aquilo ficou na minha cabeça aí quando foi em 99 a o Vereador Luiz Carlos Rossini naquela época ele idealizou um projeto que tinha o nome de anha vida sem drogas e esse projeto foi eh feito em parceria com a feak a febract cmdca o geac que era o grupo de empresários os amigos da criança então eram vários órgãos que estavam colocando em prática essa esse projeto que ele idealizou e aí eu fui convidada para dar uma oficina de dança era dança bom quando eu cheguei para conversar sobre isso eu falei Ah tá então eu vou dar uma aula de balé clássico aí todo mundo ficou meio assim não Ai mas será eu acho que balé clássico não porque o pessoal mais da periferia não vai gostar de balé clássico que vai querer alguma outra coisa eu falei olha vamos ver deixa deixa eu tentar vamos ver se não é o balé clássico aí eles me disseram então onde que você gostaria de fazer esse projeto do a minha vida né eu falei bom Qual é o bairro que está catalogado dentro do am a vida que eu poderia ir assim mas aquele que não tem nenhuma condição realmente que não tenha saneamento básico não tem posto de saúde né porque precisaria ir onde não tivesse nada porque não adianta eu ir onde já ten alguma coisa né onde precisassem realmente de mim aí falaram ai mas tem o Satélite Iris mas acho que é melhor você a gente coloca então o nosso motorista tá ir junto você vai ver o bairro primeiro né Tem uma escola lá não tinha posto de saúde não tinha nenhum outro equipamento né Aí eu falei motorista me levar Não não quero eu falei eu quero ir sozinha quero olhar tudo sozinha eu quero sentir se é lá que eu tenho que estar né aí realmente era um bairro bastante problemático Ah não tinha O saneamento básico mesmo a erosão ali por todas aquelas vielas o meu carro eu tinha um Peugeot Zinho Coitadinho daquele carro para descer aquilo lá até chegar na escola deu um trabalhão né tive que aprender a pilotar realmente mas cheguei até a escola e a diretora ficou muito feliz porque ela falou primeira coisa que tá chegando aqui para me ajudar né o bairro precisaria ter alguma coisa E aí eu falei que era para dar dar aulas de balê clássico eu falei então tem uma sala ela falou ah então não tenho eu falei meu Deus agora não tem a sala Mas então onde que seria ela falou olha a gente tem dois contêiners aqui então estão sendo usados com carteiras quebradas coisas que não estão usando na escola mas eu desocupo eu falei bom então eu uso o contêiner e a escola naquela época não tinha concreto nem no pátio era tudo Terra isso é no satélite satélite um uhum né E aí ela falei para ela então vamos fazer o seguinte Vamos divulgar que vai ter aula de balé clássico aqui eu venho faço um rado de seleção Porque não daria para Pô mais que 25 dentro daquele contêiner já era muita coisa mas aí nó falei não eu seleciono 25 fui marcamos por um sábado cheguei 8:30 da manhã para começar a seleção eu fiquei selecionando até 5 horas da tarde porque apareceram mais de 700 crianças para o exame de seleção aí eu falei então eles não querem Bale clá Ou eles acham que eles não podem porque custa muito caro né então começamos a aula de balé clássico lá dessa forma eh só que 1 ano e meio depois acabou o dinheiro do projeto a minha vida sem drogas eu fiz assim Com muito sacrifício Eu juntei amigos todos para colocar uniforme em todas as crianças aí eles falavam ai dúcia mas uniforme acho que não é tão importante eu falei como não é importante o bombeiro não tem que usar capacete aquela roupa bolso bolso bota né então eu acho que para cada atividade existe uma roupa especial para aquilo e você tem que seguir e tem que ensinar o que é certo então foi Com muito sacrifício mas nós fizemos um ano e meio aí acabou o dinheiro minha vida e eu falei o que eu vou falar para essas crianças né Depois vou falar assim olha foi um prazer né E até logo e é um bom tempo para ela já assar E aí é um ano e meio depois a gente não estava mais só ali no satélite a gente tinha ido pro Jardim aulina também então já eram dois bairros mas no Jardim Olina era dentro de uma escola e a rua tinha asfalto só de falar que tinha asfalto para mim já era um uma promoção e tanto né e veja como são os parâmetros que a gente vai desenvolvendo né E aí e mas nessa época eu tinha feito um projeto de lei ran que precisava captar eu já estava captando era a última último ano que eu tinha para captar porque eu estava tentando já fazia do anos não conseguia Patrocínio eu já tinha ido a mais de 70 empresas e de todas essas empresas só duas que responderam porque você na naquela época não era e-mail não era celular nada disso você tinha que fazer um ofício e enviar PR emesa ou se você telefonasse né de um telefone fixo você parava na secretária Porque toda secretária era o PitBull se a não passava dali da secretária não conseguia chegar do Chefe né então eu não tinha como sensibilizar a pessoa tinha acesso não tinha acesso mas aí das duas empresas que retornaram foi assim olha sentimos muito a gente deseja felicidades Mas a gente não tem como ajudar nesse momento e encontrei inclusive empresa brasileira que achava que não devia Patrocinar esse tipo de lei porque podia não ser bom pra empresa pra imagem da empresa então existia uma visão muito preconceituosa né e naquele tempo ainda já ainda era uma coisa bem eh as pessoas não con bem desconhecidas mesmo né a leian era bem mais desconhecida em 98 99 hoje não hoje ela é mais conhecida e a que só as pessoas que realmente não conhecem como ela funciona quais são as exigências para você aprovar um projeto Quais são as exigências para você executar e quais são as grandes exigências na prestação de contas essas pessoas é que não sabem e não conhecem a lei e falam mal dela mas ela é muito bem empregada para mais de 9999% dos projetos Então eu acho que existe uma ignorância muito grande nesse sentido você important falar né É importantíssimo porque hoje quer dizer em 2025 a gente completa 25 anos atendendo mais de 5.000 crianças com lei ranet ou Lei do proac cms são leis de incentivo à cultura que são canalizadas realmente para fazer a promoção do da de uma criança de um adolescente ou de um artista e eu acho importantíssimas porque sem essas leis a gente não teria conseguido sim então quando chegou no na no final que eu não poderia mais eh ar projet arcar com o projeto aí eu tive o primeiro Patrocínio dentro da Lei Guê e esse patrocinador que começou lá em dezembro de 2000 para eu começar o projeto em 2001 ele patrocina até hoje todos os anos todos os anos quem é É o começou como grupo Mali hoje a gente coloca só como Mali né mas é um grupo que tem mais deve ter umas sete empresas no grupo e esse patrocinador realmente foi o que abriu as portas pra gente começar o trabalho e é uma empresa alemã e a gente eu percebo assim que quando eu busco um patrocínio as empresas eh que são multinacionais Elas têm uma sensibilidade maior quando é uma empresa nacional é um pouco mais existe um pouco mais de desconfi é cultural né é cultural até também pela pelo entendimento da importância de projetos como esse da arte porque eu eu sempre achei assim eh me me incomoda demais eh eu estar com tudo em ordem na minha casa eu tenho meu trabalho eu tenho e uma casa confortável eu viajo eu como corretamente eu posso me vestir e incomoda demais essa diferença né essa diferença social então isso me incomoda demais então ao mesmo tempo que eu tenho os meus filhos que todos puderam estudar todos puderam fazer um alguma atividade artística eh trabalham em boas empresas e tudo mais mas aí quando eu vejo quantas crianças a gente tem só só falando de Campinas né então isso me incomoda muito Eu não conseguiria dormir Se eu não estivesse fazendo alguma coisa para Nem que fosse é uma gotinha no oceano Mas alguma coisa a gente tem que fazer sim e esse ociano chegou a 5.000 crianças ou seja impacta toda a família não é só a criança né os pais na verdade é assim a criança Ela é apenas o centro de uma teia né porque a tanto que o slogam do projeto é projeto dança dança e cidadania crianças que transformam as suas comunidades por essa criança quando vai ao teatro para dançar Então vai a mãe vai o pai a madrinha a tia a avó o vizinho então todo mundo passa a ir ao teatro a frequentar um espaço cultural que já é um tabu né para muita gente exatamente então amplia esses horizontes eh eu eu até desenvolvo um trabalho lá no teatro eh no centro cultural mar Monteiro né na padr Tieta que todos os anos há mais de 10 anos eu faço espetáculo lá e mostro para eles que todos podem ir ao teatro como é que faz para frequentar o teatro então antes de começar o espetáculo eu explico como se vestir para ir ao teatro como pegar um programa e seguir aquele programa como é que a gente acompanha isso eh como é que se aplaude como é que você aplaude eh dentro de um teatro e dentro de um ginásio de esportes é uma diferença muito grande né Eh e assim que todos existem esses espaços e que nem sempre os ingressos são medidos Existem muitos muitos ingressos que são a A entrada é franca né que são gratuitos então que eles consumam isso que eles consumam cultura que é um direito de todos e sabe procurem ir veja se não tem alguma coisa acontecendo lá no Taquaral na concha curs alguma coisa cultura ah lá no no espaço cultural onde é Monteiro mesmo procurem sabe frequentar esses espaços porque é eh a a arte ela tem o poder de lapidar as pessoas porque ela trabalha a pessoa por dentro então é essa transformação que realmente vai fazer diferença sim né aqui a gente vê que muitos se profissionalizaram né sim até Tava me mostrando aqui que tem exemplos inúmeros mas antes disso existe uma transformação de ser humano Né verdade e é isso que acho que vocês trabalham muito forte também né É porque do projeto todo a parte mais fácil é ensinar a dança porque para você ensinar a dançar você tem que primeiro cativar essas pessoas você tem que trabalhar a concentração porque eles têm uma vida tão dura moram em lugares tão inóspitos que eh Eles são muito dispersos então para ver para trabalhar essa concentração para prestar atenção nesses primeiros quatro tempos de uma música O que eu vou fazer em quatro tempos então quando eu comecei o projeto eu fiquei assim assustada porque eu percebia que as crianças não decoravam quatro tempos quatro movimentos 1 2 3 4 não conseguiam decorar E aí então eu vi que é eu tinha eu teria que trabalhar a cognição muito mais teria que tinha que ir muito mais longe Então hoje eles decoram balê completos todas as coreografias uns sabem as coreografias dos outros então tudo ficou mais eh eles vão fic também eles apropriaram dis é e também tem uma coisa depois que você O duro foi o começo né porque depois que eles já estão fazendo aquilo então os que estão vendo que estão de fora eles começam a entrar e já entrar naquele formato que já está lá né que já existe agora eh quando eu comecei no projeto eu levei mais de um ano para ensinar em uma das zes onde a gente dava as aulas a ensinar a fazer coque então era e o coque da tia Lúcia não é qualquer coque tema dela é tem que ser perfeito tu não pode ter nenhum fio de cabelo fora do lugar é como se faz em qualquer escola do mundo por que que nós vamos fazer uma coisa menor Por que nós vamos fazer mais ou menos não não pode fazer mais ou menos tem que fazer o correto tem que fazer o perfeito Tem que buscar a perfeição é isso que a dança clássica faz e é possível né É É possível é possível hoje eu já não preciso mais naquela ONG falar como é que faz o c todo mundo a ver que já vem meio impecar né com cabelinho porque eu eu não gosto eu não gosto eu eu falo assim gente existe um uniforme eles recebem uniforme gratuitamente aliás dentro do projeto a gente só só recebe a criança ou o jovem tudo o que vai ser usado para que ele essa pessoa aprenda a dançar eles recebem gratuitamente então é uniforme é o figurino para dançar é os lanches a refeição durante as apresentações eh São dois ingressos para cada dia de apresentar pros familiares pro pai pra mãe pelo menos Então se a gente vai dançar fora tem o transporte para vir quem vem pra academia existe uma empresa que faz o transporte que passa em todos os bairros para trazê-los de casa até aqui depois leva de volta é uma logística é tem é uma logística grande e uma responsabilidade muito grande então diante de tudo isso e isso tudo custa caro eu acho que tem que ser muito bem investido esse dinheiro e ele tem que dar resultado Então já foram mais de quantos espetáculos Olha só Quebra Nozes nós já fizemos mais de 64 apresentações de 2003 que nós fizemos a primeira eh que nós começamos com a orquestra sinfônica de Campinas depois nós fizemos para Sinfônica da unican Então já só de quebra nooses mas eu tenho quase 300 espetáculos já encenados é muita coisa né E o projeto já foi para outras cidades inclusive sim H nós começamos em Campinas depois a pedido da Mali nós começamos em Mogiguaçu porque a sede da empresa é Mogiguaçu depois nós recebemos eh mais uma solicitação deles para já gente fazer Itajubá que eles TM uma outra unidade em Itajubá nós temos um outro patrocinador também que é muito parceiro que é stoller e agora está mudando para corteva corteva comprou a stoler Então esse se essa corteva nos pediu também para irmos para Cosmópolis e a gente também está Emiro então SOS simples cidades sempre nesse formato sempre nesse formato então para finalizar a dança transforma transforma já viu isso acontecer de vezes assim e vamos dizer assim a transformação vamos dizer é uma premiação para mim vamos dizer né então a gente vê que eles começam pequenos sem grandes né pretensões Mas aí o interessante do Balé é que a pessoa vai ficando né vai gostando cada vez mais cada vez mais e aquilo vai tomando conta da daquela pessoa né E quem é realmente talentoso e que começa a vislumbrar uma carreira começa a se dedicar muito muito porque precisa realmente muito esforço Bale clássico é diferente de dança moderna dança contemporân não dizendo que são danças menores mas é que quando você tem um grupo fazendo uma coreografia clássica esse grupo eh ele tem que tá Impecável Porque todo o público consegue enxergar quando uma pirueta não saiu a contento é exatamente todo mundo percebe né a uma dança moderna por exemplo a pirueta ela pode ser Fora do Eixo entendeu então o erro pode ser até um ganho isso é um pouco diferente mas a o clássico não ele é muito exigente mesmo e eu gosto porque eu gosto dessa disciplina entendeu porque você fala uma vez e eles têm que correr atrás daquilo e para fazer por exemplo no palco uma pirueta esse aluno essa aluna vai ter que estudar muito vai ficar o ano inteiro estudando vai treinar duas três quatro piruetas na sala de aula para sair uma no sim então sair Perfeito para sair perfeita por isso que funcionou o projeto né Lu você qu quiser Acompanhar até para saber das apresentações tem os canais de contato sim tem tá porque é assim o projeto dança em cidadania ele já existia desde 2001 e quando chegou em 2004 Nós criamos a compania de dança de Campinas que seria H esse braço do projeto dança e cidadania para transformar quem quiser caminhar pro uma profissionalização Então os nossos canais estão como companhia de dança de Campinas tanto no Instagram como no Facebook e por lá a gente consegue saber show inclusive vai ter um pro final do ano agora nós temos dias 2 e 3 de dezembro no Teatro Castro Mendes nós temos o quebr nozes que nós fazemos todos os anos depois nós vamos ter no dia 14 de dezembro na concha acústica do ginásio Taquaral eh a orquestra sinfônica vai fazer um concerto de natal e dentro desse concerto vai tocar músicas do quebr nozes e nós vamos participar com três coreografias lá na concha acústica muito obrigada tia Lúcia por nos receber aqui nesse lugar tão especial né que já transformou tantas vidas né E a tia Lúcia inclusive foi agraciada com um diploma Educacional pela câmara né É foi recentemente foi no dia 15 de outubro Dia do Professor eu recebi o diploma de mérito educacional que muito me honrou e eu acho que são coisas assim que nos fazem persistir porque eh eu acho que não adianta você começar uma coisa e parar pelo caminho você tem que ir e buscar a perfeição e ir até o fim então agora eu eu procuro fazer com que todos os nossos bailarinos se envolvam realmente dentro do projeto e que eles D também continuidade de várias formas né abrindo braços para isso certeza e no próximo bloco A gente vai mostrar justamente isso os alunos que hoje são professores e são profissionais muito obrigada tia Lu Obrigada a você e a gente volta já [Música] já de volta pro segundo bloco do mãos solidárias de hoje falando sobre o projeto dança e cidadania agora a gente vai conversar com uns alunos professores ex-alunos que também são bailarinos ainda depois de adultos eu tô aqui com o Carlos que é um desses casos ele é hoje bailarino do Quebra Nozes né Carlos professor e muito curioso que lá atrás quando ele era pequenininho a Dani que é uma professora aqui da escola ia buscar ele no campinho é isso isso ela ia me buscar no campinho de futebol era para eu est fazendo aula com ela né mas eu desviava um pouco o caminho e ia jogar bola jogar bola porque meu o meu meu sonho era ser jogador de futebol mas a minha mãe acabou escolhendo a arte né me colocar no balé e como é que foi eh com o tempo você foi se adaptando ele fazia até bico né ah ficava bravo ficava um pouco bravo mas com a persistência dos professores eu fui começando a criar uma paixão pela dança né mas foi muita persistência deles mesmo porque eu eu demorei mesmo para pegar essa paixão pela dança porque eu queria ser jogador de futebol de qualquer jeito a atividade física do Balé te ajudou Nisso porque é um condicionamento pesado puxado né não é uma coisa leve pode até parecer mas não é não é isso precisa de muito condicionamento físico muita resistência né E principalmente o o o o bailarino o o masculino tira um pouco o estereótipo de de que o a dança clássica é uma coisa só delicada só feminina precisa muito da da da força T força do torno da do Como que fala do tornos mesmo masculino até para isso para levantar as meninas a resistência dentro de uma postura né não é só levantar né ô Carlos e quando foi que virou essa chavinha que você falou opa parece que eu tô gostando mais do Balé do que do Campinho eu tinha exat ó eu comecei com 10 anos Demorou praticamente 5 anos para ligar essa chavinha eu tinha 15 anos e teve uma aula que a Essa professora Rosana ela me olhou diferente tipo me deu uma atenção diferente Ou ela já me olhava diferente e eu não percebia Mas ela me olhou diferente naquela aula e eu tive um um start assim tipo eu tenho que retribuir isso aí eu comecei a criar esse vínculo maior com a dança e e só foi crescendo Tecnicamente foi se expressando foi expressando melhor tud e onde o balé te levou assim que você nunca imaginou quem fosse te levar ah conhecer vários países diferentes várias culturas diferent Trabalhei 3 anos e meio em uma companhia na África do Sul só agregou na minha experiência como bailarino profissional conheci países na Arábia viajei paraa Alemanha Itália vários várias culturas diferentes né agregou Muito e aí então aqui além de você fazer esse projeto com um viés eh social você foi para profissionalização né isso e você vê isso também nos seus alunos você já começa com esse essa percepção né daqueles que começam a desenvolver um certo uma certa aptidão sim eu consigo passar um pouco do do que eu da minha da minha trajetória um pouco pelo projeto eu consigo olhar para eles de um jeito diferente por ter nascido aqui né Aí eu consigo meio que você acha que você já inspirou muitos já já bastante já já me falam já me falam bastante já joga essa responsabilidade em cima de mim então eu tenho que est sempre sempre no comando a do ex idade nesses anos todos que te marcaram assim dentro da dança curiosidade coisas que você viu transformações em mim em você ou nos seus alunos ou nos seus colegas Acho que em em todos todas as pessoas que praticam a dança Eu acho que a a responsabilidade ou a disciplina principalmente a disciplina se você tem a disciplina você tem um bailarino ali entendeu agora não tem a disciplina a disciplina é primordial para um bailarino clásico bailarina clássica eu acho que são essas duas essas duas palavras eu acho que a responsabilidade e a disciplina e você dáa para adolescentes sim eu acho que existe uma uma até uma cobrança hoje na sociedade por um eh por um para você ser de um jeito para você ter um certo corpo dentro do Balé você acha que os adolescentes que você trabalha né eles têm uma outra relação com o corpo de mais cuidado de autoconhecimento de de até empoderamento do próprio corpo não esse é o meu corpo é dele que eu vou cuidar e um respeito também né porque ele é um instrumento de trabalho né Sim sim eu vejo eu vejo que eles se cuidam bastante né sempre tão passando por por fisioterapias procurando meios outros meios sem ser só na sala de aula para manter o físico em dia tudo e eu acho que não é só uma educação física né É não é só uma educação física é um veículo de expressão né isso isso isso e você dança junto com a Natália que também é aqui do projeto né isso Ela é professora aqui do projeto também vocês formaram uma família essa a Velha Guarda ass do projeto que já tá aqui um pouquinho mais tempo vocês têm essa amizade Tem muita gente que já tá um bom tempo não tem sim sim Cri um uma grande amizade quando passa por momentos difíceis um se apoia no outro é bem é bem legal porque nós passamos mais tempos mais tempo aqui do que mais juntos aqui do que com a nossa própria família n é o Ofício né é o Ofício é então vamos mostrar um pouquinho a gente conversou com a Natália também mais cedo para falar como é que foi a trajetória dela e de outros alunos também a Karen que é professora né que a gente vai mostrar um pouquinho para eles e já volta a Natália foi aluna do projeto é bailarina professora e é a Clara atriz principal do quebr nozes e também a fada carada Natália conta pra gente um pouquinho da sua trajetória você imaginava que chegaria aqui onde chegou olha era o meu objetivo né chegar num num papel numa posição tão gostosa tão importante para mim então eu sempre batalhei por Então acho que imaginava assim quanto mais você sonha né você planeja você tem desejos Então acho que é alcançável assim e o projeto como é que ele foi para você ele te deu todo o suporte para você trilhar esse caminho do seu sonho sim ah transformou minha vida né porque eu entrei aqui muito menininha muito adolescente então aqui eu conheci muita coisa aprendi muito sobre disciplina entrei na linha então eu tive assim uma uma longa passagem aqui até chegar onde eu estou hoje mas muitos ensinamentos e o balé não é só dança né Ele tem muita coisa expande um mundo um universo de possibilidades Sim com toda a certeza né na verdade Você não pratica só o balé clássico você também tem aí a disciplina né a integridade aqui dentro e o aluno aprende a organizar a rotina dele né Tem uma uma sequência aí de coisas que contribuem né para um bom bailarino aqui dentro então valeu a pena até agora e tem um caminho longo ainda pela frente né certeza tenho a Keila está no projeto há 20 anos entrou com 10 anos e já foi aluna como essas garotas e hoje é professora Keila fala pra gente qual a importância do projeto na sua vida como é que ele chegou até você o projeto é muito importante na minha vida porque se tornou uma profissão para mim eu entrei assim como essas crianças com o sonho de ser uma bailarina profissional só que não deu certo então eu resolvi seguir a profissão é muito importante porque assim como essas crianças elas assim como eu essas crianças podem ter um futuro aqui também né você imaginava que ia chegar da aula eu tinha um sonho assim quando eu entrei quando eu era muito pequena a Lúcia já foi introduzindo isso não só comigo mas com muitas bailarinas que também já passaram por aqui sendo professoras então eu eu resolvi seguir essa carreira e você acha que o balé transforma vidas transforma transforma demais não só como uma carreira mas trazendo educação trazendo disciplina então muita gente já passou aqui e todo mundo fala o quanto o balé transformou a vida transformador a dança cidadania então mudou a vida de você e de todas essas pessoas né sim vai continuar mudando né se Deus quiser Obrigada quer Luna você tinha ideia de fazer balé como é que era é que me irmã fazia balé Eu tinha muita vontade só que eu ainda não tinha idade mas foi tipo um presente aniversário para mim fazer balé e eu fiquei muito feliz dá para ver aí nesses olhos brilhando né E você já apresentou já como é que foi foi uma realização uma primeira realização foi foi muito legal e eu não esperava que ão tão legal assim e o que mais que o balé te ensina assim no seu dia a dia te ajuda em concentração em tranquilidade em controlar o nervosismo que é uma coisa que a gente sempre sente quando vai apresentar né sim me ajuda o nervosismo né né me ajuda a me acalmar é como se fosse uma terapia e você fez amigas aqui amigos fiz já faz parte da sua vida então o projeto né já pretende seguir pretendo legal obrigada Carlos Henrique é um aluno aqui do projeto eu queria saber quanto tempo você tá aqui e o que que você acha do Balé na sua vida né Eu tô aqui do anos e o balé é bem legal ele já faz parte assim da minha vi da minha rotina aí já tô acostumado ja com aqui aqui a gente sempre faz exercício todo dia e apresentações sempre e dá um preparo físico muito bom não dá Uhum é puxado né muito você imaginava que ia fazer balé um dia é antes de vir Eu já imaginava já mas não assim há muito tempo atrás e agora você pretende seguir carreira ou por enquanto só tá vivendo esse momento por enquanto só tô vivendo o momento já apresentou já que que você achou muito legal apresentar é hora que você tem essa troca com o público né Uhum PR a gente mostrar o que que a gente aprendeu durante o ano e você leva pra sua vida também essa disciplina os amigos que você fez aqui Isso já faz parte da sua vida sim recomenda o balé pros meninos sim muito obrigada a Daniela é professora e coreógrafa dos alunos que já estão mais desenvolvidos na técnica né Daniela como é que você trabalha eles chegam para cá já mais velhos né E já com o tempo de casa dentro do projeto isso exato Eles começam normalmente nos bairros né quando eles atingem um certo desenvolvimento técnico e e é observado que eles têm um maior interesse e tudo mais eles vêm aqui pra academia e aqui na academia a gente divide as turmas os mais novos e os os que são um pouquinho mais velhos e trabalha mais a parte o desenvolvimento da parte técnica mesmo para eles poder ter a chance de se profissionalizar e de várias formas né aqueles que não querem seguir a carreira como bailarinos eles têm oportunidade de seguir a carreira também como professores e coreógrafos e para fazer os testes do Roy os testes concorridos aqui também tem um não um cursinho mas tem um preparo olhando para isso para aqueles que querem tem tem sim a eu fui formada pelo Royal a Rosana que é a nossa diretora artística é examinadora então a a gente encaminha eles para essa programação também a gente vê o nível né na na aula que eu dou tem vários níveis então a gente seleciona também de acordo com a idade de acordo com o nível para poder também atender essa formação do Royal que é bem bacana como é que é para eles eles se preparam uma vida toda vocês também dão um suporte emocional sim aqui a gente fica muito Atento àquilo que eles trazem também né da casa deles e a gente procura dar esse suporte também e com isso já tiveram excelentes resultados né sim temos bailarinos aí ao longo dos anos que dançam fora né dançam no exterior e agora a gente tem aqui a Natália o Carlos enfim alguns exemplos também de professores e coreógrafos então é um sinal que chegou aqui já tá meio caminho andado né eu acito que sim eu eu eu gosto muito desse trabalho e a gente vê resultado Obrigada Dani Eu que agradeço eu sou bailarino aqui comecei no ano de 2011 quando eu tinha mais ou menos 12 anos se eu não me engano e estou nessa vida de artista desde então você imaginava seu sonho era fazer balé ou balé chegou na sua vida e te conquistou Foi algo inesperado Eu não esperava que eu me tornaria bailarino porque eu era quando eu comecei eu era bem criança então sempre teve aquele preconceito de menino fazer balé e tudo mais mas aí depois me acostumei tô até hoje a gente vê que o condicionamento físico por exemplo não é uma coisa delicada uma coisa muito rígida e a gente tem que ter muito preparo muita persistência não é sim é bem puxado eh São aulas bem pesadas condicionamento físico também porque tudo Exige uma é tudo uma responsabilidade muito grande tipo desde algo pequeno que você faça desde algo grande é sempre uma responsabilidade muito grande é você falou de uma coisa até dessa questão de fazer o parte de um coletivo né E mesmo que seja uma pontinha no festival na apresentação você tem que dar o seu melhor né sim tem que dar o melhor e porque não é só com a gente existem professores por trás de todo o trabalho nosso então tipo é uma coisa que é dedicação define dedicação e persistência nesses 20 anos né que você falou é você fez muitos amigos tem muita gente aqui também que já tá um bom tempo né Vocês criaram uma família dentro do projeto sim criamos é uma família isso aqui né praticamente a segunda família porque a gente acaba criando amigos novos pessoas novas também entram na nossa vida é mais são mais contatos com pessoas diferent Valeu muito a pena então vale Vale a pena vale a pena toda a dedicação Então como a gente viu né Carlos o balé transforma mesmo né e a importância do projeto eu queria que você falasse né pra sua vida para toda essa transformação que você já viu aqui é um núcleo né que acabou ficando se solidificou né com toda a a presença a postura da tia Lúcia né que leva isso com muita seriedade com muita propriedade e a importância de ter outros núcleos assim não só de balé mas de arte né Para que as pessoas possam experimentar isso em qualquer e condição de idade de faixa etário social né e a gente vê pelo dança e cidadania que realmente essa oportunidade Às vezes o poder público não consegue dar eh essa oportunidade né e o terceiro setor vem e propicia isso que a gente viu aqui né tantas histórias né começa ali despretencioso com a criança né A Mãe traz para não ficar na rua de repente vai indo vai indo aí a gente vê profissionais assim né pelo mundo todo e no brasil fazendo acontecer né ân do projeto social queria que você falasse D um testemunho aí do seu da sua história dentro do dança e cidadania para que inspire outros projetos tanto na dança quanto na música né o projeto social dança cidadania foi primordial na minha vida na minha educação na minha formação como homem né que eu comecei com 10 anos participou de toda a minha formação eu ia pra escola escola como nós sabemos uma escola pública não tem um um uma educação Completa Minha educação ficava completa quando eu chegava aqui no projeto social com com a Lúcia com a Rosana elas me me eh completava a minha educação e a convivência com todas outras as crianças saber conviver saber ter empatia um pelo outro ajudar e e é basicamente isso o o projeto social é foi muito importante na minha vida fez toda mudança fez to o que que o seu bailarino diria para aquele jogador de bola lá de 10 anos do Campinho que ou ele tá dentro de você ainda né Isso que eu ia falar dá para ser tudo não dá tudo dá para ser tudo dá pr ser tudo tem um pouco do do jogador de futebol porque principalmente o jogador de futebol brasileiro eu levo um pouco dessa desenvoltura no palco entendeu então eu acho que tem um pouco do meu jogador de futebol ainda porque é uma paixão minha mas que o a paixão pelo balé supriu bastante o aquele jogador de futebol Mas ainda tem ainda tem eu uso na minha dança aquele jogador de futebol que lindo ou seja dá para ser tudo o que a gente quer né E misturar fica melhor ainda né Muito obrigada tá Carlos pela sua compartilhar com a gente a sua experiência a sua história tão bonita né E quem quiser aí acompanhar né o seu trabalho pelas redes sociais do dança cidadania é possível né sim te assistir que agora a gente tá curioso para ver se jogador bailarino né esse bailarino jogador dia 2 e 3 de dezembro fic o convite no Castro Mendes fica o convite legal aí a gente vai Ok muito obrigada obrigado você e para você que gostou desse programa e que quiser reassistir ou compartilhar é só entrar no YouTube da TV Câmara Campinas no na lupa da busca mão solidárias dança e cidadania muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado [Música] k [Música] [Música] [Música]