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Mãos Solidárias | Projeto aquarela transforma vidas no parque oziel
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Mãos Solidárias | Projeto aquarela transforma vidas no parque oziel

255 views Publicado 04/08/2025 HD · 42:18

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No coração do Parque Oziel, em Campinas, nasceu um projeto que leva cor, movimento e esperança a uma das regiões mais populosas da cidade. O Mãos Solidárias deste sábado, 03 de agosto, às 15h, apresenta o inspirador Projeto Aquarela, uma iniciativa que há nove anos transforma realidades por meio do esporte, da arte, da tecnologia e da capacitação profissional. O que começou como um gesto coletivo de solidariedade entre amigos se tornou uma ONG estruturada e atuante, com oficinas que atendem crianças, adolescentes e mulheres da comunidade. Hoje, o Projeto Aquarela é sinônimo de inclusão, desenvolvimento humano e cidadania. 📌 Destaques desta edição: Oficinas de futebol, balé, robótica e hapkido para crianças e jovens; Curso de costura criativa para mulheres, como ferramenta de geração de renda e empoderamento; A importância do trabalho voluntário, do apoio comunitário e da presença constante de educadores e assistentes sociais no dia a dia das famílias atendidas. 🎙️ Entrevistados do episódio: Rodrigo Oliveira – Vice-presidente do Projeto Aquarela e mecatrônico, que compartilha os desafios e conquistas da ONG; Aparecida Takeuti – Coordenadora do Projeto M.M., parceira da iniciativa; Kátia Novaes – Assistente social que atua no acolhimento e orientação das famílias; Estefano Oliveira – Educador físico que comanda as atividades esportivas; Luiza Rodrigues – Aluna da oficina de costura, que relata como o curso impactou sua vida; E os jovens Carlos, Clarisse, Nathan, Nayane, Isaque e Sylmara, que representam as novas gerações moldadas pelo Aquarela. Acompanhe histórias reais de superação, pertencimento e crescimento. Entenda como o acesso a oficinas culturais e esportivas pode mudar trajetórias e construir futuros mais justos e humanos. 💬 Quer fazer parte dessa transformação? Conheça mais: 🌐 www.projetoaquarela.org 📱 Instagram: @projetoaquarelaong 📱 Instagram parceiro: @m.m.projeto 📺 Assista ao programa Mãos Solidárias e inspire-se com quem transforma o mundo com as próprias mãos. 📌 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] E no Mão Solidárias dessa semana, a gente vai conhecer o projeto Aquarela, que há 9 anos impacta a região do Parque Oziel, promovendo atividades educativas de esporte também para adulto, mas pras crianças. crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. E quem vai contar pra gente como tudo começou, que foi das mãos solidárias de alguns amigos, né, Rodrigo, é o Rodrigo Oliveira, que é vice-presidente da entidade. Muito obrigada por receber a gente aqui. Eu que agradeço a presença de vocês aqui. O projeto começou, na verdade, há 14 anos atrás. Nós com um grupo de amigos, um monte de jovens, eu era o mais velho da turma, nós começamos a fazer viagens pelo Brasil. Então nós começamos ir para pro Pará, começamos Amazonas, fomos pro Nordeste e ali começamos a desenvolver alguns pequenos projetos, cobertura de postortesianos, levamos roupas, levamos chinelos para alguns locais onde as crianças não tinham. E no passar dos anos a gente começou a olhar como que a gente poderia ajudar a nossa cidade. Nós estávamos aqui todos os moradores de Campinas e nós falamos: "Vamos procurar um local onde nós possamos estar ajudando também". E um amigo nosso veio ser pastor aqui no bairro do Oziel e na igreja do Nazareno Canaã. E nós começamos ali uma parceria que estamos até hoje aqui. Eh, já se mudou o pastor, mas continuamos aqui. Estamos com praticamente várias oficinas, oficinas de esporte, oficina na área de robótica e também para as pessoas profissionalizantes, cursos profissionalizantes. Isso tem desenvolvido um projeto que tem sido muito, nós temos sendo muito grato pela oportunidade de estarmos aqui que Deus tem nos dado. Que legal, Rodrigo. Você falou aí de poços artesianos. Levar os chinelos. Esse espírito é cada um ajudar com aquilo que tem. Sim. A gente coloca como a procurar as necessidades que as pessoas estão passando. Deus nos abençoou com algumas o intelecto nos abençoou financeiramente e a gente só se coloca à disposição. El vai procurar pessoas que estão precisando de um empurrão na vida. E nós encontramos isso nas crianças aqui do Osiel também. Então nós percebemos que faltava um pouco de uma ajuda para eles, para eles olharem um mundo diferente, um estímulo no mundo do esporte para eles comportamento, de uma forma comportamental que o esporte leva para eles, com a robótica de uma forma cognitiva e com o profissional pra gente levar a renda para essas famílias que estão sendo apoiadas pelo projeto. É, precisa eh trabalhar esse solo para que essas sementes de potência possam florescer aí livremente, né? E achei muito interessante também você falar levar chinelos, né? A gente tá em Campinas, uma cidade que até para quem tem uma certa vulnerabilidade é mais fácil conseguir as coisas do que em alguns lugares do Brasil, né? Isso. E a gente tem esse problema eh de saneamento básico, que é um problema mundial ainda, né? Que a gente tem a meta de de sanar esse problema, mas é um desafio. E às vezes o simples fato de uma criança ter um chinelo faz com que ela já não tenha verminose e já reduz a mortalidade infantil, né? E a gente não tem noção às vezes como uma pequena atitude pode transformar tanto a vida de pessoas, né? Sim. Ah, tem alguns fatos interessantes você falando, a gente entregou os chinelos aqui no Oziel, mas já aconteceu de nós pegarmos uma blusa de frio e entregar para uma criança e ela começar a chorar e a falar que ela não dormiu à noite porque ela não tinha uma blusa de frio para dormir dentro de uma cidade como Campinas, bem próximo do centro que nós estamos, isso aconteceu aqui. Então, eh, são atitudes simples que a gente pode fazer, mas que pode mudar toda uma questão de um de uma criança, desenvolvimento de uma criança. É chocante, né? E a gente tá vivendo também episódios de mudanças climáticas que a gente não viveu isso na nossa infância tão abruptamente, né? Aí teve o exemplo de Porto Alegre, essa questão da chuva e a gente fala: "Caramba, a vulnerabilidade conecta porque todo mundo sabe, né? Não adianta você ter dinheiro, se um dia você adoecer, você vai ter que se tratar". Então acho que essa vulnerabilidade ela faz com que a gente veja o mundo de outra de outra forma, né? Eu acredito que nessas andanças de vocês vocês tenham visto coisas fora de Campinas que no fundo era muito parecido com aqui, que foi justamente essa essa esse espírito que trouxe vocês pro Oziel. Sim, sim. É, a gente foi de eu já a gente viajou do Rio Grande do Sul ao Amazonas, né? Então a gente viu algumas diferenças até por questão do clima e a gente pegar no Rio Grande do Sul, onde as pessoas com um frio extremo e aonde as enchentes, nós passamos por lá e ajudamos nesse processo como nós tivemos lá. E também enchente no Nordeste, que em alguns momentos por causa dessa mudança climática, pegamos enchentes do Nordeste também. Nós tivemos o prazer de poder ajudar as pessoas ali naquele naquele local. Então, realmente a mudança climática tem mexido e em todos os estados do Brasil. E a gente vê que eh a humanidade é igual para todo lugar, né? Sim. Sim. E aí, como é que a população daqui recebeu vocês? Como é que vocês sentiram essas transformações? Em 9 anos já dá para ter uma noção, né? Deve ter crianças que passaram por aqui e já são jovenzinhos, né? Agora, ah, o que a gente no começo, quando nós chegamos aqui, nós não éramos o bairro, não tinha nenhum jovem do bairro. Então, em alguns momentos, as próprias crianças questionavam a gente: "Ah, que que vocês vão querer que a gente venha pra igreja? Vocês vão querer que a gente participe de alguma coisa?" E nós falávamos: "Não, é vocês, até hoje nós somos, somos oficinas onde eles são livres. Eles podem vir e o dia que eles não querem vir mais, eles não venham". Mas hoje a gente tem a confiança deles ao ponto de quando tem um feriado, eles mandam mensagam aula. Vamos ter aula. A gente fala: "Na semana que vem nós estamos aí novamente." Mas é um carinho. E dentro desse ciclo que você falou que nós passamos aqui, a gente já encontra crianças ontem a gente começou um futebol. do futebol, nós passamos ele pela robótica, da robótica a gente conseguiu um emprego para ele. E do emprego, ah, já temos quatro crianças que passaram, já não são mais crianças hoje e já concluíram uma faculdade que passaram pela ONG e a faculdade foi paga pela ONG Projeto Aquarela. Então o que nós pensamos é esse ciclo mesmo na vida dele, não só um acompanhamento momentâneo, mas que a gente possa acompanhar ele em todo esse trajeto da vida dele. Enquanto criança, a gente dá para ele uma forma de brincadeira, estímulos esportivos, depois ele se desenvolver na forma de robótica cognitiva. Da cognitiva, quando melhor aprendiz, a gente conseguir arranjar um emprego para eles. do emprego, a gente linca com a família, com as mães ou parente que possam desenvolver algum projeto artesanal para receber um recurso. E aquelas crianças que querem estudar e e vão vem falar com a gente, a gente financia esse estudo deles. Hoje tem jovens que passou pela gente, que a pessoa que esses essas crianças é o primeiro jovem da família que tem uma faculdade através de todo esse projeto. Porque o que para nós o importante é que ela se sinta capaz de fazer isso. Em muitos momentos quando você conversa com as crianças, elas não se sentem capazes de estudar, não se sprintem capazes de ser diferente do vio, convívio que elas estão. Então, a gente estimular ela. E quando uma dessas de crianças que passou por nós virou adolescente, virou jovem, terminou uma faculdade, eu falo isso que é um vírus do bem, que ele vai impactando toda a sociedade em volta e eles se sentindo capazes de fazer uma faculdade também. E o que a gente quer gerar nessas crianças é que no futuro elas têm escolha no que elas querem ser como profissional, que não fiquem presos simplesmente num nível mais baixo profissionalizante, mas que ela tenha um desenvolvimento cognitivo motor e uma introdução dentro da sociedade seja muito mais sad quando você isola elas dentro de um processo de um bairro mais afastado e vulnerável. É um efeito multiplicador, né? Exatamente. E tem essa história de quando a gente completa um ciclo, seja um curso, por isso que é importante começar e acabar, mesmo quando não gosta muito, porque isso causa uma explosão dentro da gente, até cerebral falando a sinapses, né, que a gente entende que a gente é capaz de concluir coisas, né, e isso é maravilhoso, vai causando esse efeito multiplicador que você falou. Eu fiquei curiosa pelo nome. Por que Aquarela? Aquarela. A gente foi tudo muito rápido dentro do nosso projeto. Nós era um grupo de jovens e a gente começou a fazer as coisas e nós nunca tivemos a intenção de ter uma ONG, mas chegou um certo momento que nós precisávamos porque causa dos fatores jurídicos, nós começamos a receber algumas doações e não tínhamos como movimentar esses valores financeiros. Então nós falamos, ó, vamos precisar abrir um CNPJ e o Estado pede para nós que a gente tenha uma razão social. Então, dentro da mesa, uma amiga minha nossa falou assim: "Ah, meu namorado, ele tinha feito um nome para uma instituição, já que a gente não poderia usar, já tá o nome e o logo pronto." A gente falou: "Ó, tudo certo, vamos usar o projeto aquarela". Então, não tem nenhum romantismo em cima do nome projeto Aquarela, mas foi a forma que nós estava fazendo, desenvolvendo o projeto. Ele sempre foi muito orgânico, entende? fazer todo mundo, ninguém vive da ONG, todos nós somos eh temos nossos empregos, nossas empresas, mas a nossa dedicação em alguns momentos são maior na ONG do que nas nossas empresas, mas é algo que a gente nunca sonhou, mas a cada dia tem pegado o corpo, a cada dia tem crescendo e isso pra gente tem sido um estímulo muito grande. Hoje no Parque do Oziel, nós estamos com 134 crianças, então isso pra gente a gente nunca imaginou. e você poder caminhar com ela em todo esse processo e em pequenos atos a gente ir desenvolvendo com ela. É o que você falou, né, da gente trazer transformação e mudança, quando a gente leva eles para jogar um campeonato de futebol, quando a gente leva eles para fazer um um desenvolver um projeto de robótica. Então, tudo isso tem sido muito orgânico desde o começo. Eh, não temos nenhum nada, não foi romântico o nome, mas algo que tá acontecendo. E a gente gostou. Depois com o tempo a gente fala, vamos colorir vidas. Ah, que legal! Então, a gente com o tempo a gente olhou e falou assim: "Nós não vamos deixar a vida daquelas crianças no preto e branco, mas vamos colorir aquelas o bairro, colorir aquelas crianças". Não podia ser melhor, hein? Acho que primeiro veio o nome, depois já tava o nome pronto, depois veio tudo, né? Tudo aconteceu. Sim, exatamente. E também vocês abraçam, como você falou, a parte adulta da família também, né? concursos capacit de capacitação profissional, como a costura, por exemplo. A gente tá vendo umas coisas lindas aqui, daqui a pouco a gente vai mostrar mais. Também tem esse esse viés, então, de abraçar a família. Sim, a gente entende que é um processo, é é um ciclo no todo. Quando a gente aproximou, a gente tem também eh palestra de saúde da mulher. Então, nós começamos com a palestra de saúde das mulheres, da mulher. Quando a gente percebeu que a gente trouxe a família para mais próxima, até as crianças mudaram no contato com a ONG. Então a gente começou a perceber que é um todo que a gente tinha cuidar, não só das crianças isoladamente, mas a gente se aproximar das famílias. E a gente percebeu também que algumas mães começaram a vir e fazer muito bem para ela também esse contato com ela de ter outras pessoas para conversar, outras pessoas se desenvolvendo. E não só isso, começou a gerar um fator de renda para elas elas aprenderem a fazer os seus produtos e venderem também. Então isso nos aproximou da família, nós percebemos mudança nas mães e na família e nas crianças também. Então ele dentro do desse nosso projeto com as crianças entrou os cursos profissionalizantes que agora a gente tá com a costura e o mês que vem começa a manicure. Ah, que maravilhoso. Vamos ver como é que funciona então a oficina de costura. A gente já volta. Vai ser um prazer. Aparecida Taqueut, é fundadora do projeto MM, vai explicar pra gente o que é o projeto MM, né, Aparecida? Sim, projeto MM surgiu na pandemia, final da pandemia, com objetivo de levar dignidade menstrual para mulheres e meninas. o nome Mulheres e Meninas, projeto MM a bairros em Campinas, aqui como Parque Oziel, onde meninas deixam de ir pra escola no período menstrual. Então esse foi o objetivo da fundação do projeto MM, apoiado pelo Instituto Renovo. A gente começou com essa distribuição de absorvente e o compromisso, como a Cátia falou, é 2 anos em cada instituição. No final desses dois anos, o objetivo de empoderar as mulheres para que elas mesmas possam comprar o seu próprio absorvente, a gente iniciou a oficina de costura criativa. Aqui o Parque Eusel foi a segunda oficina de costura. Nós já temos no Jardim Campo Belo, Morial, Hortolândia e na oficina no Instituto Trilho Certo. Então, com a oficina de costura, elas têm uma dignidade para comprar o seu absorvente e gerar uma renda familiar. Então, a oficina de costura surgiu do projeto MM maravilhoso. De uma necessidade, então gerou uma solução para muito mais coisas, né? Sim, sim. Porque a a no final no final a costura criativa, ela não é só o momento de de gerar renda, costurar e vender. É o momento onde as mulheres se reúnem para conversar, assuntos às vezes que elas não conversariam em outros espaços. E como é só mulheres, tiação. Assistente social Cátia tá sempre aqui, de maneira que elas podem colocar aqui também suas questões emocionais e é um momento de tranquilidade, onde elas vem sem as crianças, é o momento delas e isso faz com muito bem-ester para elas. Então, além de gerar renda, gera um bem-estar emocional para as mulheres. Vai costurando uma concha de retalhos da vida de cada uma, né? Sim, sim. Nós já estamos aqui na na Aquarela, já é a segunda turma. A Luía vai poder contar melhor. A gente fez até absorventes para mandar pra África, que é uma parceira, um outro projeto onde elas lá nem tomo ter absorvente. Então a gente mandou absorventes de pano feito aqui pela oficina Aquarela e as outras oficinas eh assistidas pelo projeto MM. Muito obrigada. Então vamos ver com a Luía, né? Sim. Aí Luía, arrasa, hein? Aparecida falou e a Luía é uma costureira que começou aqui no projeto e deslanchou, né, Luía? Vai contar pra gente como é que tá sendo a sua trajetória. Tá sendo muito boa. Eu comecei fazendo pano de prato, batemão. Hoje eu faço necessé, já estou fazendo mochila infantil, é porta celular, porta panetone, porta pão, tudo a gente já faz. Aí a cabeça viaja, né? Cabeça viaja. E as peças que eu faço aqui fica aqui no projeto. E em casa eu faço individual e vendo as minhas, vendo boca a boca. Eu já não tenho máquina ainda, costuro na casa da minha filha. Então o meu sonho é comprar a minha máquina. Então vai alcançar esse sonho, né? Vocês vendem também feiras, né? Da mulher empreendedora. Então nós mesmos nós não fomos vender, mas as meninas já levaram, as professoras já levaram para vender, porque nós nós fomos apresentada ainda nas feiras, né? Mas o meu sonho é trabalhar numa feira. Então tá trabalhando firme nisso? Trabalhando firme. E o que mais que você sente vindo pra oficina aqui? Porque qual é um ganho também que você tem além de aprender a costura? Ah, o ano passado a gente ganhou que a gente começou no mês de maio, quando foi pelo mês de setembro, outubro, a gente fez umas peças para ir pra África e a gente ganhou um dinheirinho bom mesmo, sabe? E ainda ajudou, né? mais e ganhamos o nosso dinheiro. A gente incentivou mais o trabalho e eu amo costurar. Eu amo quando eu bato numa máquina, eu não sinto fome, eu não sinto sede. Às vezes eu começo a costurar na cara da minha filha 2 horas da tarde, paro 9 horas da noite. Aí meu fala: "Vxe, minha sogra hoje não vai jantar". É o que chama de dom, né? Então eu gosto, gosto muito de costurar. Quando eu não costurava, quando eu não vinha para cá, que eu não tinha máquina, eu costurava na mão. A roupa da minha cria, eu fazia tudo na mão. Aí depois eu comecei a costurar. Minha menina comprou uma máquinazinha e eu comecei a costurar na casa dela. E você fez amigas aqui? Ah, bastante. A Cátia, é, a Cláudia, a Luca, a nossa professora, as duas professoras, as nossas amigas mesmo também, as meninas que costura também, as alunas. A gente conversa, às vezes a gente tá com problemazinha pessoal, a gente conta uma pra outra, principalmente pra Cátia, a gente conversa bastante com ela, desabafa muito. Ela é uma psicóloga, é só ganho, então a costura só ganho, é só ganho. A gente quando eu chego aqui, eu esqueço de problema, não lembro de problema nenhum. Coisa boa, né? E para mim, se eu fosse para ficar o dia inteiro aqui, eu ficava o dia inteiro. Às vezes as meninas vão embora, ainda fico, mas a cá te arrumando alguma coisa, comando tecido que fica pela aí, nós guarda. É assim, é carinho, né? O que você recebe, você também quer compartilhar, né? Gosto muito, principalmente fazer serviço voluntário. Rodrigo, acho que do ser humano essa essa necessidade de pertencer, né? Quando a família vem, então, aí a criança sente mais segura, mais confiança, né, no projeto e nela mesma, né? Uhum. Porque acho que até a relação entre as pessoas da família acabam melhorando, porque eles têm um ponto comum aí que é o projeto Aquarela, né? Sim. Como que as pessoas podem seguir o que vocês fazem, o trabalho de vocês? Tem rede social? Temos rede social. Nós temos o Instagram, projeto e nós temos o site também, projeto maravilha. Então, quem tiver interesse e também de chegar junto de repente, né, somar umas mãos solidárias. Sim, exatamente. Quanto mais mãos, mais longe nós conseguimos alcançar. Com certeza. E olha que vocês já foram para longe, né? E é isso. Então, no próximo bloco a gente vai mostrar um pouco mais das atividades que acontecem aqui para vocês saberem a dimensão do projeto, como é que ele tem crescido cada vez mais esparramando o cor por aí, né? Sim. A gente já volta. Obrigada, Rodrigo. Eu que agradeço. [Música] [Música] De volta pro segundo bloco hoje do mão Solidárias no projeto Aquarela aqui na região do Parque Oziel. Agora a gente vai conversar com a Kátia Novais, que é assistente social aqui da entidade. Muito obrigada também por receber a gente, Ktia. Nós que agradecemos. Muito obrigada, Ktia. Conta pra gente. A gente já sabe um pouco da história no primeiro bloco, como vocês juntaram aí várias mãos solidárias para fazer o projeto que já tá maduro, né? Com 9 anos. Ele já é uma criança alimentada. E a gente quer saber como é que você faz para acessar essas famílias. É uma demanda espontânea? vocês promovem algum tipo de evento ou visita? Então, eh, é uma demanda espontânea e aí, como o projeto já tem 9 anos daqui no território, um vai passando de boca de boca a boca e a gente tá sendo cada vez mais conhecido aqui no território. Então, hoje nós temos várias oficinas, né? Iniciamos com futebol e era mais assim voltado para meninas. tinha um uma menina ou outra, mas a gente pensava em algo mais específico para as meninas, né? E aí nós acabamos desenvolvendo outros projetos como robótica, nós temos artes marciais que as meninas também participam e agora e esse ano nós conseguimos balé e veio uma voluntária, né, que gostaria muito de trabalhar com meninas, com balé, nos procurou e aí iniciamos um projeto que nós pensávamos que seria 20 meninas e vieram 80. Só meninas. Isso é para meninos também. A gente tem um projeto pro pro futuro de não ficar só no balé, mas uma dança contemporânea, né? Algo mais assim ou hip hop, né? E é isso. 80 meninas. Eu ia te perguntar se tem lista de espera ou se vocês conseguem dar conta dessa demanda toda. Então, como assim? A demanda foi a foi uma procura muito grande, nós tivemos que abrir uma nova turma. Nossa turma é no sábado, tivemos que abrir na segunda-feira. E nós já temos 20 meninas pra segunda-feira. Então assim, tem crescido a cada dia mais. Se você dá a oportunidade, tudo acontece, né? Exatamente. Exatamente. Isso pr as crianças, né? Pro jovem especificamente tem alguma coisa? Nós trabalhamos com criança e adolescente de seis a de 6 a 14 anos. Pro jovem no momento não. Nós temos e eh nós abrimos uma oportunidade agora para mulheres que como já foi falado, né? A gente nosso nós nós temos um parceiro e o parceiro tinha um projeto para mulheres para falar sobre para mulheres específico. Então eles traziam um tema e durante dois anos eles tiveram conosco caminhando com os encontros que aí falavam, abordavam vários temas como saúde da mulher, atividade física que você pode fazer em casa com instrumentos que você tem dentro da sua casa, com se com os objetos. E daí el falava sobre dignidade menstrual e traziam absorvente para essas mulheres. E aí a o nosso objetivo também era um grupo pequeno e a gente já chegou a receber 100 mulheres nesse nesses grupos. É, daí nasceu um projeto de costura, né, como vocês estão vendo aqui, porque a gente entendeu que existem muitas mulheres do nosso território que são mãe solo, que querem estar presente eh na educação do filho, mas por conta do trabalho, às vezes por muitas vezes não não tem como ela estar presente. E aí nós pensamos em por não e capacitar essa mulher, empoderar essa mulher para que ela possa ter uma profissão para cuidar de perto do seu filho, para estar mais perto da sua família. Foi daí que nasceu eh no ano passado o projeto de costura, já tem 2 anos e nós estamos capacitando essas mulheres. Hoje nós temos 10 mulheres que está no projeto e a partir do mês que vem, né, a gente tá com outro projeto que é também capacitar as mulheres para um curso de manicure para que essa mulher ela tenha traga uma renda pra sua família, né, para que ela possa manter essa família. Então vocês têm muito também essa questão de ouvir uma escutativa para saber qual é a demanda. Exatamente. Porque é uma coisa que a gente conversa muito em equipe, porque às vezes a gente pensa num projeto próprio pro território, só que a gente não escuta o usuário para entender qual é a demanda, qual é a necessidade dele, né? Entender o que que tá pensando essa mulher, o que tá pensando essa família. Então, o nosso objetivo é alcançar a demanda que tá no coração dessa pessoa, né? É ouvi-la, é entender qual o propósito que ela tem. Então assim, eh, da, a gente não imaginou que a costura fosse crescer tanto. A gente tem lista de espera, pessoas que que passam aqui e falam: "Sa vocês fazem curso de costura, eh, oficina de costura, vocês têm vaga? A gente tem, nós temos lista de espera, né? Então para essa porque ela porque essa mulher ela tá entendendo que ela quer estar mais perto dessa família e às vezes por conta de um trabalho que demanda dela a semana inteira, né, num horário comercial que ela tem que ficar o tempo todo fora de casa e aí a essa capacitação vai poder com vai fazer com que ela possa estar mais presente na sua família, na sua casa e gerar renda e eventualmente até ensinar, né, para familiares, né, que é um saber ancestral, né, que é maravilhoso. E também as mulheres têm esse contato umas com as outras. É muito rico, né? Muito. Eh, eu me lembro muito de um de uma fala de uma delas. A gente faz uma formatura, né? No final. E na formatura é uma das alunas é a gente oportunidade dela falar e ela falou para mim, ela falou assim: "Ah, todo mundo falava que eu era muito desastrada, mas quando eu cheguei aqui, a Kátia falou para mim assim: "Não, você não é desastrada. Você é capaz. Você tem potencial. Isso nós assim, olhando esse nosso trabalho de de formiguinha, como a gente pode, né, despertar nessa mulher esse potencial que tá lá dentro guardado. E quantas vezes a gente já não ouviu isso de alguém, consegue, mas você mesmo acreditar. Exatamente. Exatamente. Por isso que a gente precisa do outro para sobreviver nesse mundo, né? Para espelhar, aprender e avançar, né? Exatamente. E hoje vocês têm estrutura física para dar conta de todas essas atividades? Não, ainda não, né? Nós estamos num processo de compra de de um terreno para construir a nossa sede. Mas a Igreja do Nazareno Canaã, né, que eh gentilmente cede o espaço da igreja. Nós estamos aqui utilizando esse espaço há 9 anos e ainda não, mas nós teremos um espaço, né? E aí a gente vai poder eh ampliar o nosso projeto e atender também assim toda a família, né? não só essa mulher, não essa criança, sua adolescente, mas também o idoso, eh, que também precisa muito desse olhar, né? Hodas de conversas, atividades. Então, hoje funciona na igreja, nas dependências, as classes de costura, de robótica, até artes marciais, né? Isso, até artes marciais. E o futebol é ali na quadra. E tem é e o espaço que nós vamos eh adquirir tem uma quadra que nós utilizamos para o futebol, que é a o carro chefe, né? Carro chefe, nosso nosso primeiro projeto, né? É o futebol onde ele chega, ele encanta, não tem jeito, né? Então vamos ver um pouquinho como é que funciona as oficinas e a gente já volta. Então vamos é professor de futebol e também auxilia aqui nas aulas de rapid. Stefano, como é que é fazer esse trabalho voluntário e ver essas feras aí, né? Tá, faz tempo que você tá aqui no projeto. Eh, boa tarde, né? É, é muito gratificante, né? Já fazem dois anos que eu tô aqui no projeto. A gente começou com futebol, né? Que que é a minha praia, que é a minha área na qual eu trabalho. E aqui na ONG eu tenho ajudado agora o Rodrigo também nesse projeto aí com RC Pidô, que é o que as artes marciais aí que foi introduzido esse ano aí na ONG. E através das artes marciais vocês conseguem trabalhar valores, eh, compartilhamento de ideias, troca de, né, tipo uma roda de conversa. É feito isso também? Sim, toda aula tem isso aí no no final, né? A gente conversa, explica algumas situações, não só da arte marcial também, mas do dia a dia, né? Das situações de do social mesmo, né? e também aí inserindo aí o esporte em si em geral, que tudo que que é benéfico aí pra saúde, pro físico, para procional, pro mental, né? Então isso é muito importante. O futebol a gente sabe que a procura é grande, não precisa nem falar, né? No Brasil, em qualquer quadra tem procura por futebol. E as artes marciais também tem procura, o pessoal aderiu bem? Sim, a gente tem começado eh ter um aumento nos alunos agora, né? Eh, porque um vai fazendo, começa a fazer, começa a mostrar, começa a aparecer, daí o outro vão se empolgando, vão vendo e vão vão chegando aí. Mas o futebol sempre é o carro chefe aí em qualquer situação, né? E as meninas também vêm pra arte marcial? Sim, temos algumas meninas que fazem já também, algumas com bastante talento, né? E assim, no futebol também temos algumas meninas tem feito também. Então vamos ver o que que eles acham também da arte marcial e depois a gente vai lá pra quadra, né? Combinado. O Carlos Ferreira é aluno do Rapid aqui, vai falar pra gente o que que ele tá achando. Já faz um tempo que você treina, né, Carlos? É. O que que você tá achando do treino? Assim, você sente que você se desenvolveu nesse tempo que você tá fazendo? Sim. Conta pra gente assim o que que você e sentiu que melhorou? Tá com mais fôlego, você faz futebol também? Sim. Tá com mais fôlego para treinar futebol? É sim. E você conhecia esse esporte? Não. Que que você achou quando você conheceu assim, você o que que te mais te agradou no rapid? Ah, me proteger e tirou de casa. Ah, que legal. E você fez amigos aqui, Carlos? Sim. E você vem é quantas vezes por semana treinar? Duas. duas vezes. E na escola você acha que te ajudou assim na educação física? Tá com mais pique? Como é que é? É, tá da hora também. Me ajudou a fazer os negócios que o professor passa. Tá se sentindo mais seguro nas aulas de educação física também? Sim. E você dá um chute alto? Não tanto. Clar, que que você tá achando do rap kid? Você já faz há um bom tempo, né? Que que você achou que melhorou assim na sua vida? Achei legal. Achou legal? Você tem amigas que treinam com você também? Sim. E você se sente assim mais tranquila, aprendendo uma uma defesa pessoal e tudo ou é mais pelo esporte mesmo, pela brincadeira? Mais pela brincadeira. E na educação física da escola também te ajudou? Te deu mais fôlego, mais disposição? Sim, né? Que que você sentiu que melhorou mais assim depois que você começou a praticar o rapidô? Aula. Calma. Nossa, agora sim, pegou a essência da arte marcial, né? Acho que é isso mesmo. Arte marcial, o maior desafio nosso é brigar com a gente mesmo, é vencer os nossos próprios desafios internos, não é? Sim. Muito obrigada, Clarice. De nada. Eu tô aqui com Natã e com a Naiane. O futebol acabou. Eles ganharam medalha. Vão contar pra gente se eles gostam do futebol. Eu acho que eu já sei a resposta, né? Gosta do futebol? Sim. Vem sempre aqui treinar. Sim. E hoje aqui aconteceu, foi o final de um campeonato? Sim. Tá feliz com a medalha? Sim. E a Naiane representando as meninas, como é que é? Ah, é bom, mas só que às vezes tem gente que que fala que menina tem que jogar boneca e futebol não é pra menina. Vixe, ainda tem isso. Então, tem bastante. Ah, mas tudo bem. A gente já tem um monte de atleta aí mostrando que mulher pode fazer qualquer esporte que quiser, não é? Sim. Você gosta do futebol? Gosto. Como é que foi esse campeonato? Ah, foi bom, mas só que algumas vezes eu errei, deixei escapar. Faz parte da vida, não faz? Faz, né? Então tem que vir mais meninas jogar aqui para também compor esse time, né, Natan? Só Naane representando. Que responsabilidade, né? É, é responsabilidade demais que às vezes alguns meninos e não toca pra gente achando que nós é incapaz de jogar. Vixe, Maria. Então você tem que mostrar que é boa o tempo todo, né? Sim. Mas vai continuar treinando firme e forte. Eu vou pr provar isso, né? E chama aí as meninas para virem treinar também. É, meninas, vem treinar com a gente. Você gosta de treinar com as meninas? Aham, sim. Ah, dá para trocar ideia, né? Sim. Aí cada um vai ensinando o que sabe e todo mundo aprende. Correto. Correto. Então, beleza. Parabéns para vocês, tá? Obrigada. Parabéns, Natan. Obrigada. O Rodrigo vai explicar pra gente sobre a oficina de robótica. Por que a ideia da oficina de robótica, Rodrigo? Aí nós estamos um ano com a oficina de robótica e foi um projeto que a gente iniciou por uma demanda que a gente viu. Nós, quando as crianças e adolescentes chegam na fase de 16, 17 anos, nós encaminhamos eles para alguns empregos de menor aprendiza e com o tempo vinha a devolutiva e nenhum dessas crianças ou adolescente pá ficavam no emprego e nós íamos conversar com os diretores das empresas para entender o porquê. E eles falavam que as crianças não tinham o mínimo de desenvolvimento cognitivo para continuar no emprego, como rosão de problema, pensamento lógico e criatividade. Junto com uma banca pedagógica, nós pensamos de que forma nós poderíamos transformar essas crianças desde pequeno num incentivo a eles ter um pensamento mais criativo, pensamento lógico, que não seja algo mçante para eles. E aí com o tempo, a gente foi pesquisando, nós percebemos que a robótica seria um dos caminhos. E como que iniciou esse processo? Nós trouxemos as crianças para cá e nós iniciamos eles com quebra-cabeça. E para nosso susto, crianças com 12 anos, 11 anos não conseguiam montar quebra-cabeça de 40 peças. Então hoje nós percebemos essas mesmas crianças que não conseguiam desenvolver um quebra-cabeça de 40 peças por falta de incentivo, por falta de estímulos, eles não tinham essa capacidade. Hoje eles conseguem montar quebra-cabeças até de 1000 peças. Então isso a gente já percebe num pequeno tempo que a gente tem a robótica de um ano, essa evolução que eles têm dentro do projeto de robótica. Então hoje o projeto robótico para nós é o nosso xodó por esse desenvolvimento cognitivo que a gente acaba trazendo para eles, que isso no futuro vai trazer para eles muitos benefícios. Ou seja, é possível, né? É uma questão só de dar oportunidade de trabalhar e acompanhar, né? E também porque as crianças têm uma uma demanda de estímulos absurda, né? Nós também, né? Adultos. E aí eles precisam treinar a concentração. Eu tô vendo aqui, tá todo mundo concentrado mesmo antes da gente começar a gravar. Isso é fantástico, né? Sim, exatamente. Treina a concentração. Eh, no começo eles têm dificuldade, eles querem pular para um outro brinquedo antes de terminar. Então você pega essa parte também que eles têm que terminar algo que eles estão começando. Então pra gente é uma das ferramentas mais importantes que a gente tem do projeto. Não é todas as crianças que vêm. Nós temos o número de grande de crianças no esporte, mas as que vêm e a gente vem trazendo aos poucos cada vez mais, mas a gente percebe uma mudança cognitiva e gigantesca. Então fica essa dica, né? Começando de repente pelo quebra-cabeça com as crianças que estão iniciando e depois pulando para um Lego, quem sabe até automação, né? Exatamente. E aí depois do Lego, de uma quantidade de peças, de 800 peças a 1000 peças que a gente trabalha com eles, nós começamos a desenvolver com eles o processo de eletrônica. Então eu sou formado em mecatrônica também e a gente vem desenvolvendo com ele solda, circuito, todas essas partes para que eles tenham interação com isso também. E no último passo que a gente tem desenvolvimento com eles, a gente tem a programação. Então a gente consegue trabalhar com Lego com eles, com programação e programação básica de computador também. E pra nossa alegria, o que que é? Antigamente a gente perguntava para eles: "O que que você quer ser?" Eles falaram: "Queria ser um jogador de futebol e hoje a gente pergunta para eles: "O que que vocês querem ser?" Eles falam: "Quero ser engenheiro". Então, para isso, pra gente já é um algo fantástico para que a gente tem gratificante. Expandiu esse horizonte. Exatamente. Tem crianças aqui que no final de semana pega itens da casa deles e monta alguns itens na casa dele e manda foto pra gente. Então eles pegam eh produtos que eles tm na casa deles, papel higiênico, rolos de papelão e começam a montar seus próprios carrinhos. Então isso já é um estímulo que a gente já começou a desenvolver neles. Sensacional. Obrigado, Rodrigo. Eu que agradeço. Isaac, você que tá aqui fazendo aula de robótica, já tá num período aí de começar a fazer automação. Que que você acha? Você gosta? Eh, eu gosto de montar esses robozinhos complexos de e difícis de fazer. Eu acho de legal de fazer porque é cada coisa legal da das partes que se movem. Quando você vê assim a peça solta, você nem imagina quanta coisa dá para sair dessas peças, né? É. Tem alguma assim que você montou que te marcou mais? Não, essa daqui é foi até agora a mais difícil de fazer. Você tá demorando alguns dias para fazer? Como é que é? Porque pra gente que tá olhando, não imagina o trabalho que dá, né? Hum. Eh, já tô alguns dias tentando fazer isso. Até agora não consegui ainda fazer a carcaça do carro. Mas vai conseguir, né? Só persistir, né? É. E você tem um guia aqui para te orientar, né? Você vai seguindo e quando você tá montando é gostoso assim, você não pensa em mais nada? Que que você sente? Eu sinto um alívio na minha mente. Eu gosto de montando, dá um um peso e dá um alívio na mente. Antes desse robô, você já tinha montado quebra-cabeça também e outros Legos? Não, na quebra-cabeça eu sou ruim, só sou bom em Legos mesmo. Já pulou direto pro Lego? Uhum. Legal. Então, parabéns e sucesso aí no seu robô. Obrigado. A Silmara Nascimento também é aluna aqui da oficina de robótica e vai contar pra gente o que que ela acha da oficina, né, Silmara? Sim, eu acho muito legal. Eu gosto muito de montar de montar Lego. E você me contou antes que você montou um robozão. É isso? Sim. Eu e Ariel a gente montou um robô muito grande de muitas peças. Como é que foi ver ele pronto? Foi muito lindo, maravilhoso. No processo assim, você achava que ia dar conta de montar um robô enorme? Não, a gente não a gente não achou que ia dar que ia dar certo. Qual que é a dica para quem tá assistindo assim para conseguir concluir um quebra-cabeça, um Lego? Ah, ter foco, né? Ter muito foco e persistência, né? É persistência. Se desistir, não vai viver essa experiência, né? É. E agora, o que que você tá montando? Conta pra gente. Eu tô montando, eu tô montando um flamingo. É assim, né? Aí, aí eu tô na preparação do corpo dele. Aí depois a gente, depois a gente vai pra cabeça. Aí ele fica assim. E aqui no guia ele dá um passo a passo do que começa. Sim, sim. Do começo, meio fim. Que legal. Então, boa sorte, né? Obrigada. Então, Ktia, a gente já viu que já tá funcionando a pleno vapor, né? 9 anos é um bom tempo, né? As pessoas já abraçaram o projeto Aquarela, né? E qual é a perspectiva assim pro futuro? Vocês têm perspectiva de ampliar mais o número de oficinas além da questão física que vocês já estão se movimentando, né? Sim, nós temos, nosso objetivo é ser um serviço de convivência e fortalecimento de vínculo, né, pra gente alcançar toda essa família e ampliar os mais projetos, como eu disse, né, assim, eh, não só o balé, mas também um outro tipo de dança, uma dança contemporânea, eh, mais cursos profissionalizantes para essa para essas famílias, para essas mulheres, por não os homens também do nosso território e assim que a gente tiver com a nossa sede estabelecer Eh, nós temos sim e o objetivo de ampliar, sabe? Não sabe bem como começou, mas onde vai parar muito menos, né? Então vai crescendo, né? Examente. Se a gente olhar para trás, a gente vê assim, começou com futebol e da onde que a gente já nós estamos, né? A gente vai para sete sete oficinas no projeto. Começou de um, né? E a gente tá crescendo, vai sozinho, né? Parece que a engrenagem anda, né? que ótimo. E para quem tiver interesse de ser um voluntário ou de vir conhecer, às vezes a pessoa nem tem tempo para doar, mas tem outras coisas que ela pode intermediar, pode entrar em contato conosco pelo pelo WhatsApp e também tem o tem as redes sociais também pode estar conhecendo o projeto que é eh projeto aquarela ONG e tem também o nosso site que é projeto maravilhoso. Então, quem tiver com esse bichinho aí ativo, né, com essa vontade, não passe vontade, entre em contato com a Cátia, com o Rodrigo, né, e venha fazer parte, então, né? Obrigada, muito obrigada por receber a gente, compartilhar essa história e vida longa pro projeto Aquarela. Obrigada. E para você que assistiu esse programa e gostou, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas na playlist das do Mão Solidárias. Aí você pode rever esse projeto e também compartilhar com outras pessoas para que mais pessoas conheçam tudo de bom que a nossa cidade tem feito, né? Sim. A gente se vê na próxima semana. [Música] [Música]
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