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Mãos Solidárias | PRODICA: Solidariedade que transforma vidas no Jardim Cidade Singer
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Mãos Solidárias | PRODICA: Solidariedade que transforma vidas no Jardim Cidade Singer

173 views Publicado 20/10/2025 HD · 47:01

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No Mãos Solidárias desta semana, a TV Câmara Campinas mostra como a solidariedade tem mudado vidas no Jardim Cidade Singer I, por meio do trabalho inspirador do PRODICA – Programa de Desenvolvimento Integrativo da Criança e Adulto. 🌱💛 Fundado em 2020, o PRODICA é uma organização social que acredita no poder da comunidade para transformar vulnerabilidade em força. Com ações voltadas à inclusão social, segurança alimentar, cultura e cidadania, o projeto atende mais de 1.100 pessoas por mês, tornando-se um verdadeiro ponto de esperança e reconstrução em Campinas/SP. 🍽️ Cozinha Solidária – Alimentando vidas e fortalecendo vínculos Todas as quintas-feiras, das 12h às 13h, a Cozinha Solidária distribui cerca de 474 refeições gratuitas para mais de 150 famílias. Com o apoio de uma nutricionista voluntária e 8 mulheres da comunidade, o projeto promove alimentação saudável, acolhimento e segurança alimentar, com doações de parceiros como o Instituto de Solidariedade Alimentar (Ceasa Campinas). 💬 “Aqui a gente alimenta o corpo e o coração. É sobre partilhar e cuidar de quem precisa”, contam as voluntárias da cozinha. 🎨 Oficinas Culturais – Expressão, identidade e pertencimento Realizadas quinzenalmente, as oficinas envolvem teatro, música e danças populares, com metodologias inspiradas no Teatro do Oprimido e na Cultura Popular Brasileira. Mais de 50 crianças participam das atividades que incentivam criatividade, autoestima e laços comunitários. 👩‍🏫 Responsável técnica: Valéria Santos (Grupo Savuru) 📚 Desenvolvimento Infantil e Alfabetização Lúdica O projeto Sementes do Amanhã acolhe 35 crianças de 5 a 12 anos por semana, oferecendo alimentação, recreação, oficinas educativas e cuidados básicos em um ambiente seguro e afetivo. Outro destaque é a Oficina de Fonoaudiologia e Alfabetização Lúdica, que atende 46 crianças com dificuldades de leitura e escrita, utilizando jogos e práticas interativas para promover aprendizado, autoestima e cidadania. 👩‍⚕️ Responsável técnica: Laís Solér | 📅 Segundas-feiras (manhã e tarde) 🌾 Horta Comunitária – Colhendo união e esperança Criada em parceria com a Cozinha Solidária do São Marcos, a horta do PRODICA é cuidada pelas próprias voluntárias da comunidade. O espaço fornece alimentos frescos para as refeições semanais e fortalece o espírito de colaboração e pertencimento entre os moradores do bairro. 💼 Emprego e qualificação – Caminhos para autonomia O projeto PRODICA Indica, em parceria com empresas locais, já recolocou 70 pessoas no mercado de trabalho, priorizando mulheres em situação de vulnerabilidade. Além disso, o Curso de Qualificação Profissional em Assistente Administrativo capacita 15 mulheres por turma, oferecendo formação gratuita e certificada — uma ponte real para renda e independência financeira. 🎪 Feiras solidárias e eventos comunitários As feiras solidárias e ações culturais, como a Feira Solidária Junina, são momentos de celebração, partilha e empoderamento. Esses eventos reúnem artistas, empreendedores e voluntários em atividades que integram cultura, renda e solidariedade, fortalecendo o sentimento de comunidade no território. 🤝 Parcerias: Grupo Savuru, Projeto Resgate Aliança e voluntários locais. 📊 Números que refletem impacto real 📦 6.543 refeições distribuídas nos últimos 6 meses 👨‍👩‍👧‍👦 1.234 pessoas impactadas por ações comunitárias 🎭 321 crianças atendidas com oficinas culturais e educativas 🏠 432 famílias atendidas diretamente em 2024 O PRODICA é mais do que um projeto social — é um movimento de amor, dignidade e transformação que mostra como a solidariedade pode reescrever histórias. 💫 💬 “Acreditamos no poder da comunidade para transformar vulnerabilidade em força. Cada gesto solidário é uma semente que germina em esperança.” 📺 Programa: Mãos Solidárias – TV Câmara Campinas 🎙️ Tema: PRODICA – Solidariedade que transforma vidas no Jardim Cidade Singer 🌍 Local: Campinas/SP Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, o Mãos Solidárias de hoje vai mostrar o trabalho do PR Dica, que é o programa de desenvolvimento integrativo da criança e do adulto que funciona na cidade Singer, que é um bairro da região do Jardim Campo Belo aqui em Campinas. Para quem não é aqui da cidade ou para quem é e não conhece, é na região do aeroporto de Viracopos. E nós vamos conversar agora com uma personagem muito especial que é a Luciane. Ela é moradora aqui do bairro e vai contar pra gente como surgiu essa iniciativa. Luciane, me fala o que que tava acontecendo na sua vida que você falou: "Olha, eu preciso arregaçar as mangas e fazer alguma coisa por essas pessoas que moram aqui. Como que surgiu essa ideia?" Então, o Project ele surgiu em 2020, bem no começo da pandemia, né? Eu tava, que eu sou diarista e eu tava fazendo uma faxina na Cajin Patroa Minha e eu vi uma reportagem na IPTV Campinas que eles estavam à procura de pessoas que tivessem um espaço e gostaria de fazer a distribuição de cesta básic fruta. Eu não tinha um espaço, mas tinha vontade. Corri atrás realmente de parceiros aqui na comunidade que iniciou numa igreja, né, é evangélica, que eles cederam para mim o CNPJ e eu cadastrei. Então, aí começou toda a história do Prodica, né? Sim. Começamos a distribuir mais de que 400 cesta básica bem no começo da pandemia, eh, a cada 15 dias, né? E depois disso eu vi a necessidade também, eu vi as crianças muito largada e fal que que pode fazer com essas crianças, né? E aí eu peguei e consegui uma parceria com a Fumec, né? Com a Joyce, que ela é diretora, né? Mas como assim? Você ia lá batia na porta e falava: "Ó, eu preciso de ajuda." Era isso? Eu fui lá. Isso aí. Eu fui lá nela lá realmente conversei, expliquei, falei o meu sonho, meu projeto que eu tinha e ela abraçou a causa também. E aí ela cedeu nessa época eh da pandemia uma sala de aula. Então as crianças tinha atividades recreativas no período da manhã e da tarde, né, na Fumec que fica aqui no Campo Belo. Isso lá no Cras. No CR no Cras. E aí eu consegui uma parceria também com o lanchinho paraas crianças, que é a Rede Supermercado Generoso, que sempre dá uma força para nós, né, aqui na região, com todos o a proteção, né, que pedia na época da pandemia, né, com nossos pequenos. E eu consegui um grupo de voluntários que foi total foi 10, 5 de manhã e 5 à tarde. Mas como que foi isso? As pessoas sabiam que você tava fazendo e falava: "Ai, você precisa de ajuda". E aí você falava: "Vem ser voluntário". que foi isso daí coloquei realmente no meu Instagram, no Facebook. Eh, aí tem um uma plataforma que chama Atados, fiz o cadastro do projeto e lá começou a aparecer, né? E um foi passando pro outro e aí consegui nessa época 10 professores, mas ainda não era pródica, era uma ação da era uma ação, chamava-se corrente do bem, esperança e fé, né? Aí a gente participou com rente fé de um edital, né? feito aqui mapeamento na região e a gente foi um dos projetos, os três projetos selecionado e contemplado. E daí eu vi realmente 2000 e quando começou a voltar à normalidade, em 2022 aí eu vi a necessidade de formalizar e ter o estatuto do corrente do bem. Fiz um convite para uma professora, né, que ó, gente, ó o barulho, o avião tá passando. Eu falei aqui na região do aeroporto de Viracopos, hein. E aí, eh, eu fiz um convite para essa professora que tinha o mesmo sonho, só que o sonho dela é mais na área da educação, né? E eu tinha mais na área da assistência, né? Mas mesmo assim ela topou, né? a gente montamos eh no dia 13/04 de 2022 a gente sentos o martelo. Aí ela junto comigo e ela a gente montamos, né, o o nome do Próica, né, que como você mesmo falou que é programa de desenvolvimento e cativo da criança e do adulto. E aí no final de 2022, né, eh nós ganhamos também um parceiro muito forte que só que ele tinha um tempo determinado em cada projeto, né? Então o tempo dele tinha acabado e a Ilineia, que o nome dela era Lineia, ela como não era muito que ela queria na área da assistência, aí ela falou: "Lu, eu vou me eu vou renunciar que eu quero abrir um outro projeto realmente educação, pra hora somente da educação." Beleza, tudo bem? Tanto que é um projeto muito bonito que ela tem aqui mesmo na comunidade voltada à educação para Ah, depois você fala pra gente, a gente mostra aqui no Mão Solidários também. E aí, eh, ela montou esse projeto onde acolhe as crianças da comunidade. Você entra lá, parece uma escolinha, eh, como que fala? Uma escola particular, sabe? De tão bonitinho. As crianças tem várias coisas, atividades, tal. E aí eu realmente montei novamente a diretoria com outras pessoas da comunidade. As pessoas foram tão chegando até você e começaram a participar. É isso. Isso. Isso aí. Aí a gente montando hoje tem um outro formato, né, para uma outra diretoria. Mas o Prodica ele hoje ele saiu um pouco, a gente atende crianças ainda, 46 crianças, é voltada às atividades recreativas, né, com as crianças, com coisa de oficina voltado a reaproprivamento de material, reciclagem, com arte e cultura, eh também com a fonodióloga Laí, né, que ela voltado à alfabetização. Temos um trabalho também com as mulheres da comunidade que é empreendedorismo, né, voltado a geração de renda para essas mulheres. Então, as oficinas são, é oficina de panificação na área da beleza que tá sendo realizado duas vezes por semana de trança para essas mulheres aqui da comunidade, né, que é de segundo quarta-feira, de panificação, artesanato, com reaproveitamento de material reciclagem, entre outros. O nosso objetivo é o quê? também conscientizar a comunidade o descarte indequado de lixo ou por quê acontece muitas coisas também do que eles coloca tudo junto orgânico com com descartável vidro dentro o que que acontece aqui o guari os catadores de reciclagem eles t muitos ferimentos porque eles vão mexer no lixo e acaba se cortando. Então, nosso objetivo, juntamente com uma das oficinas, já ligando com a horta, é que os atendidos realmente, além deles realmente fazer esse suporte, essa oficina da horta que eles podem ter na casa deles, que esse material reciclagem que eles jogam fora, eles podem fazer uma horta sustentável, suspensa para eles, que a gente dá mudinha para eles, eles levam para casa, entendeu? E com isso já dá aquela a aquela assim uma palestra ou conscientização que aquele material dá para eles fazer eh vários artesanatos para gerar renda para eles, além deles fazer o descarte inadequado de lixo também, né? Então, colocar tudo bonitinho, tal. Além dessas atividades que a gente tem, nós temos também eh o curso eh curso de comunicação profissional, tá? a gente faz alguns algumas parcerias, né, com alguma com algumas escolas, eles trazem curso para cá. O último a gente teve com eh Jovens do Futuro, né, que foi realmente o curso de auxiliar administrativos, que fez uma formação de umas 10 mulheres também, né? E fora isso, o o ano que vem, a gente tá previsto o cursinho preparatório para o Enem, voltado para jovens da periferia que deixaram de sonhar, porque nós sabemos que é uma necessidade muito, muitos jovens não estão conseguindo passar no Enem. Sim. Ah, não é para mim, é melhor eu nem tentar. Mais ou menos isso. E aí a gente vai vai levar esse sonho que tem essa oportunidade deles participarem com esse cursinho preparatório para o Enem, para jovens da periferia aqui da região. Luciene, quanta coisa, né? Coisa. É, daqui a pouquinho vocês vão ver a cozinha solidária aí nesse processo todo de integração, cidadania, qualificação profissional, onde nasce então a cozinha solidária, que é aquele início do seu trabalho que é matar a fome das pessoas. Como que voltou a sua raiz? Você inicialmente falou para mim: "Olha, eu comecei um trabalho a partir do momento que eu vi que tava distribuindo alimentos para as pessoas e eu queria distribuir na minha comunidade. Quando que você volta nessa raiz, menina? Olha, foi 2024 que eu fiz o, eu fui até a cozinha solidária de São Marcos. Como que fala que a cozinha solidária de São Marcos é a mãe da cozinha solidária do Prodica, que começou toda ali. E eu vi, sabe, no dia que fui fazer a visita, eu vi os dedos que eles trabalharam tanto que é tudo o tudo que acontece lá da maneira, por exemplo, que a gente as famílias trazem as marmitas, eh, a gente faz a oração, canto o hino de agradecimento, realmente aquela refeição com as famílias, não lá fazendo uma visita. na minha comunidade precisa disso, né? Porque é muito carente, realmente necessita, né? E aí foi quando eu trouxe a cozinha solidária do para cá, para o pró para a região do meu território, no caso, que a gente serve mais de 450 refeição por semana, né? Temos aí 150 famílias cadastradas, eh, que a gente tentou todos, eles são cadastrados, né, dentro do do Prodica. E hoje realmente a gente tem algumas limitações, mas voltado realmente a doações que a gente usa muito tudo, mas eh foi basicamente disso que veio para cá, entendeu? E esse móvel, você já me contou que mora aqui pertinho, como que foi a proposta de então formalizar, ter esse espaço físico que acolhe as pessoas? Você deve estar ouvindo até uns uns barulhos aí, mas que são pessoas que já estão aguardando, por exemplo, o horário de receber alimentação no Cozinha Solidária, que a gente vai mostrar aqui no programa ainda hoje. Como que foi essa questão de trazer, pensar nesse imóvel, pensar que tem que ter o fundo para pagar o aluguel desse móvel? Como foi isso? Certo. Então a gente o Prodica, a gente já tinha um espaço, mas ficava lá no Jardim Campo Belo, né, em frente do Cras, mas devido o asfalto ficou muito caro. E aí a gente não não tive como dar continuidade. Aí eu procurando realmente um outro espaço, escolhi aqui que aqui é alugado, né? Eh, para poder realmente montar aqui as atividades, né, da cozinha, além da das atividades, o que o projeto realmente eh tava precisando. E aqui é um local mais adequado, porque aqui eh tem apenas tem dois projetos aqui na aqui nesse lado. Tem a resgate de Aliança que trabalha com mais de 150 crianças, né? E tem um bom pastor também com crianças. Sim. E aí, eh, eu pensei assim, pô, só tem com criança, mas não tem com as famílias. Sim, né? E aí a gente distribuí a cesta básica. Mas o que que acontece? Cesta básica. Muitas vezes a pessoa realmente leva cesta básica, ela não tem como cozinhar, entende? Não tem um gás, não tem gás, às vezes acaba vendendo aquela cesta, né? E até para outros usos. Aí eu pensei, não, vamos realmente trazer a cozinha para cá. Em vez de nós entregar esses tabatados que a gente já entrega a limitação pronta, tá? E de onde vem essa alimentação? Você falou que tem alguns parceiros. Como que funciona isso? Então, tem alguns parceiros, né? Um paga o aluguel, que eu sou Sebastião, paga o aluguel, outro paga a conta de de água e luz. Eh, tem física, tem pessoas físicas e jurídica, tem a doicamp, sindicato dos professores, que nos ajuda semanalmente com R$ 500 para comprar proteína. Temos o sindicato dos petrolheiros, que nos ajuda com que a gente gasta dois gás por semana, né? Eh, muitas vezes o acampamento Marielle Vive traz as a traz as hortaliças, né? Ultimamente ele não tá trazendo porque assim, o capital que a gente que eu a gente recebe é mais para pagar água, luz, internet, né, e outras complementos, né? Eh, por exemplo, a gente gasta por semana 45 kg, eh, ou 35 kg de arroz, p de feijão, então a gente gasta muito. E a proteína é uma das barreiras muito grande que a gente tá. Tanto que antes, por exemplo, tem família que tem oito na casa e a gente teve que diminuir deos que entregar cinco refeição para essas famílias. Então, quer dizer, entre cinco refeições, eles tem que tercorar. Pode chorar, pode chorar, não tem problema nenhum. que vocês tiveram que diminuir de oito para cinco marmitas, apesar de saber que aquela família tem oito pessoas que precisam comer isso. Por falta de proteína. Eh, nós temos o parceiro que é o generoso, mas assim, os valores da proteína tá muito cara, né? Então assim, eu vou lá, eu falo: "Pô, quem eu costumo falar que o Prodica vive pela fé e Deus faz a própria multiplicação porque a gente já veio aqui com 60 kg de proteína e eu falei: "Jesus, não vai dar, meu Deus". Mas aí geralmente precisa de quanto? São 70, 75 kg, entendeu? E aí a gente também não tem ultimamente, mas dou graças a Deus, mas a gente tá oferecendo somente o quê? Só frango. É frango porque é o que dá realmente no momento para comprar. a gente não consegue oferecer uma alimentação, uma outra proteína, sabe? Ou fazer, dar o luxo de fazer uma um feijoada ou fazer uma carne moída, fazer uma macarronada com carne moída, porque não tem, gente, não tem recurso. Hoje vai servir um pouco de feijoada, porque lá na paróquia de São Marcos eles fizeram e sobrou, né? E aí eles trouxe para cá pra gente servir pras famílias. Mas assim, as famílias eh é arroz, feijão, a prutamina que é frango. É, graças a nós tem a parceria com Isa que nos ajuda com os frutes, né, que nos ajuda e e também a são esses parceiros. Eu costumo falar de mão amigas, sabe? Que nos ajuda com 150, 100, 150 e assim vai, entendeu? Olha, e a partir de agora, então, a gente vai para um breve intervalo. Você vai acompanhar no próximo bloco justamente esse trabalho dessas mãos amigas, pessoas que estão aqui dedicando o seu tempo na horta, na cozinha solidária e outras atividades também. A gente volta já já com mãos solidárias. Não saia daí. [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Na cozinha do Prodica, várias mãos semanalmente são responsáveis por um dos projetos que atinge diretamente as questões que passam pela vulnerabilidade de uma população, a fome. Quintas-feiras, as pessoas vão chegando com seus potes e vasilhas para levar a comida para casa. Aqui os alimentos são separados, lavados, cortados e sob o comando da Telma, o cheirinho de comida boa já vai se espalhando pelo ar. Um papel crucial de quem se dispõe a doar também parte do seu tempo e a exemplo da Luciane da comunidade para comunidade. Como que é a sua rotina como voluntária aqui? Minha rotina é aqui com 6 horas da manhã estou aqui fazendo o alimento. Aí até às meiodia começa a servir a refeição. E o que que você sente toda vez que você vem aqui por semana participar desse projeto? Ah, é gratificante, emocionante é fazer essas famílias feliz. Você mora aqui na região? Eu moro lá no Itaguaçu. E mesmo assim se dispõe a vir. Você vem uma vez por semana aqui ou você participa de outras atividades também? Outras parcip eu participo de outras outras coisas também aqui. Que que você faz aqui? Aqui eu tenho a oficina de de panificação também. Aí nós temos um coffee break que a gente faz com salgados, com um monte de coisas. Tem outras oficinas também. E dia de quarta-feira nós viemos para fazer a pré preparação e na quinta-feira o almoço. Quer dizer que hoje é o grande final, não começou de quinta-feira. Isso vem acontecendo. Eu vi que daqui a pouco eu vou mostrar inclusive que vai sair pãozinho do forno, salgadinho do forno. É lá da oficina de panificação. De panificação. Eu já tenho um ano aqui na cozinha solidária. Eh, e é muito gratificante, né, da gente tá aqui, arrumar amigos legais aqui, né? Então, que que você faz? Como que é a sua rotina aqui na cozinha solidária? Minha rotina é já começa de quarta-feira, porque quarta nós prepara tudo, a gente os alimentos, deixa tudo preparado para quinta-feira. Chegar a quinta, eu chego 6 horas da manhã aqui. Aí eu preparo a massa do pão, eh, preparo o café da manhã da galera e das visitas. E aí, aí a gente dá ajuda aqui na cozinha no que pode, né? E eu vi que tá saindo mais pãozinho lá. me conta um pouquinho sobre isso. Então, a gente prepara o pão e dali quando sai do forno a gente estende aqui pras visita o pessoal que vem, né, pegar a doação e a gente deixa tudo preparadinho para eles tomar o café da manhã, não só o almoço, como o café da manhã também. Como você se sente participando de tudo isso? Eu me sinto muito feliz, sabe? A gente ajuda, faz de tudo um pouco, né? Faz tempo que eu tô mal desde outro projeto lá. E nós ajuda, gosta de ajudar de coração. Nós pode fazer, nós faz, né? Ajudar o próximo não custa nada, né? Qual é o sentimento que fica sempre que você vê quando depois as pessoas vêm, pegam esse alimento, saem daqui com essa garantia de que vai ter comida? É, a gente fica feliz, né? E pede a Deus que Deus abençoa cada dia mais, né? Que nunca falta, né? Sempre tem para ajudar eles, né? conheci aqui que uma pessoa me indicou, falou para mim: "Por que você não vai trabalhar lá de voluntária? Você não tá fazendo nada, né? Tá desempregada mesmo, né?" E aí eu vim, porque eu gosto de trabalhar voluntário, sabe? Gosto de ajudar as pessoas e eu acho muito bom, né? Ajudar as pessoas necessitadas que tá necessitando, né, de ajuda. E aí eu tô aqui hoje por causa disso. Ah, é? E como tem sido a sua rotina aqui? A senhora já vem de quarta? Vem outros dias da semana? Como é? Venho, eu venho o dia de quarta e o dia de quinta. Tá valendo a pena. Tá valendo a pena. Muito bom. Quanto tempo que você trabalha aqui no projeto? Conta um pouquinho como que é seu dia a dia aqui. Ah, aqui eu tô, na verdade, aqui tem uns seis, se meses que eu tô aqui, mas o Prodica aqui tem um ano e faz bem, inclusive, faz bem no dia do meu aniversário, dia 13. E gratidão, muita gratidão aqui. Como que você chegou aqui, conheceu o projeto? Me conta sua história aqui no projeto. Eu cheguei num, eu cheguei para pegar marmita um dia, aí eu vi as meninas tudo precisando tipo de ajuda. Aí eu falei assim: "Vocês querem ajuda? Vocês querem ajuda?" Elas pegou e falou assim: "Preciso". Aí foi nisso que eu entrei no como voluntária. Aí vim, ajudei, comecei a ajudar a picar as coisas, a servir. Primeiro ajudei a servir, comecei a ajudar a servir, eu comecei a ajudar a picar aqui e tô aqui. E é uma gratidão. É, a gente, eu fico muito feliz de ver as pessoas vindo, principalmente as as pessoas que eu conheço, que eu vi, que eu seja, que eu sei que precisa, porque tem uns que você sabe que é só pela misericórdia, mas é gratidão demais. E como você se sente? Um dia você veio aqui para receber. Sim. E hoje você também está doando. Como que é isso para você? Ah, é uma felicidade enorme, principalmente quando a gente tá desde na quarta que a gente vem na quarta preparar, fazer o pré-preparo e hoje tá aqui, a gente chega até repear, a gente tá aqui fazendo, preparando e ver as pessoas indo pegar. Tem muitas pessoas que falam assim: "Obrigada, Deus abençoe". Nossa, uma gratidão enorme, muita felicidade, muito feliz mesmo. Na horta, o trabalho é feito pelo Juarez, que trouxe o projeto do Jardim São Marcos, que fica em outra região da cidade. O que é produzido aqui vai direto para a cozinha. Qual que é a importância dessa horta quando a gente pensa na cozinha solidária? esse trabalho de alimentar as pessoas. O objetivo principal da da horta é você produzir uma alimentação sem agrotóxico, então você combate a fome, né, e tem uma alimentação saudável. Então esse projeto nasceu na cozinha do São Marcos com a parceria inclusive com os vereadores que nos deram os kit horta. E aí nós nós construímos em São Marco, aqui em escolas, em postos de saúde, porque tem essa finalidade. A gente é possível e tem o programa municipal também que é importante, a gente construir essa parceria para produzir uma alimentação saudável, a gente diretamente da horta para para o prato, né? Então isso tem um significado e o mais importante é pedagógico, porque aqui nós faz ações com as crianças, com os frequentadores daqui. A ideia aqui é nós fazer o que já fazemos no São Marcos. A cada 15 dias tem uma oficina onde você faz a faziza o tema da da alimentação, mas também o que é possível a gente fazer do ponto de vista do meio ambiente. E hoje é um dia histórico, né, do desmatamento. Então a gente faz esse essa reflexão e muitas vezes as histórias são muito importantes porque a criança que não comia, não se não comia verdura, a partir do momento que ele vem aqui e plantou, depois colheu, ele começa a ter esse hábito. Então, realmente tem esse papel também da gente trabalhar com as escolas, fazer a questão da terapia. Então, a gente faz a relação também com os postos de saúde, porque a gente vai pensar realmente numa qualidade de vida e também serve como uma participação da população. É importante porque eles também é uma forma de você ter um outro ambiente, uma convivência, né, e uma troca de experiência. Ah, eu morava num sítio e muitas vezes eu também morei na na área rural e você se identifica com a avó, com a mãe que fazia um chá e que isso aí começa ele também trabalhar com os netos e com os bisnetos. Isso é muito fantástico. Agora você, Joês, como mencionou, o projeto começou lá no São Marcos e você tá aqui, ó, na região do Campo Belo, fazendo um trabalho voluntário aqui por essa população que tem também as suas especificidades. Como que é para você também exercer esse trabalho voluntário nessa outra região da cidade? Eu me identifiquei com a com a região e percebi uma necessidade maior. Então, a gente tem um público lá que tem uma também da periferia, mas as necessidades é que são maior, que precisa ter pessoas guerreiras como é a Luciana, essas pessoas que são voluntárias, que vem aqui, dedica seu tempo pra gente junto fazer o combate à fome, né, da uma alimentação saudável e da qualidade de vida. Aqui tem outras ações que vocês depois vão conhecer. O banho que foi uma inovação que a cozinha do São Marco fez com é um trailer com dois banheiros é que faz fila para tomar banho. Pessoas que levava 15 dias e não tomavam banho, tomam banho. A gente tem um bazar, a pessoa pega a roupa, um calçado. Então é humanizar e a gente percebe a necessidade dessa região e a importância dessa dessa reportagem pra gente ter mais voluntário, mais apoiadores para que para que possa atender essa demanda, porque não é apenas aqui na região, não é apenas no bairro Cidade Cinche, mas Campo Belo, toda essa região aqui vem pessoal que sai muitas vezes 2 3 km para vir pegar a refeição aqui. Então, realmente é um trabalho que nos nos orgulha muito de fazer o bem e recomendamos a ao pessoal a a participar e contribuir com essa ação que nós consideramos muito importante e humana, né? E quem faz a gestão dessa cozinha solidária para que esse projeto cada vez mais possa alimentar as pessoas aqui da região do Campo Belo, é a Viviane. E agora nós vamos bater um papo com ela. Viviane, fala um pouquinho desse modelo de gestão, né? Quando a gente pensa numa cozinha solidária, cozinhar o que tem e contar aí com as mãos dessas mulheres que toda semana se dispõe para vir aqui. É um desafio, né? É um desafio semanal. Eh, você eh a pergunta é: "Ai, você elabora cardápio dentro de uma cozinha solidária?" a gente é difícil elaborar cardápio por conta que a gente trabalha com aquilo que a gente recebe de doação. Então nós temos alguns parceiros, né, que fazem as doações de alimentos para nós. A cozinha do São Marcos é um grande parceiro. Nós temos o ISA, que também faz uma doação, né, semanal para nós. Eh, então existem algumas regras que eu coloco aqui. Eh, por exemplo, não servir salsicha, não utilizar nenhum tipo de tempero pronto, né? E dentro do daquela realidade do que a gente recebeu de doações, a gente vai pensando em pratos para fazer, mas sempre com bastante restrição financeira, né, que é um grande problema para nós. Então, por exemplo, a proteína, eh, geralmente a gente consegue trabalhar com frango, que é o que é o mais barato. É o ideal toda semana o frango não é o ideal, mas é aquilo que a gente consegue e pelo menos não é uma carne processada. Hoje nós estamos acompanhando um pouquinho da rotina de vocês. Tem bastante tomate, tem abóbora. É, é o que veio da doação dessa semana e a partir disso você já tem que ter aquela ideia de que então essa semana vai ser esse tipo de comida. É isso. Exatamente. É, eu conto bastante com a dona Telma, né, que é a nossa cozinheira aqui. Eh, e a gente vai definindo. Então, por exemplo, esses dias nós recebemos uma doação de farinha de milho. Daí eu falei, dona Telma, nós temos legumes, vamos fazer um cuscuz, né? E assim a gente vai inventando aí o que que dá para inventar dentro daquilo que vem de doação. As doações vem, né, como eu já disse, vem do ISA. Então a gente não tem muito o que escolher. Você chega lá e ver o que que tem. No seu caso, a gente já conversou um pouquinho antes, você é da do Unicamp. Qual que é o papel? Foi uma parceria que foi feito para que você atuasse aqui nessa cozinha solidária? me fala um pouquinho da sua trajetória dentro do projeto. Eh, eu já venho trabalhando, né, com as cozinhas. Eu sou nutricionista também da cozinha do São Marcos, a convite lá da equipe gestora e a do Unicamp também é um parceiro deles lá. E aí eu fui convidada, então, para fazer esse essa ponte de implementação, né, para implementar, ajudar a implementar mesmo aqui a cozinha. Então o meu papel aqui, eu falo que para além de um papel técnico, obviamente, né, que eu sou nutricionista, eu tenho um papel muito junto à Luciane, né, de captação de verba, de abertura de novas frentes, gestão financeira. Então, toda essa parte a gente tá junto aí fazendo acontecer, né? Já tem um ano a cozinha, mas ainda temos muitos desafios, né? O nosso, como eu já disse, o nosso principal desafio aqui é o desafio econômico, né? Então a gente fala que cada semana é um sufoco do tipo se vai dar, se não vai, mas sempre deu, graças a Deus, a gente consegue aí oferecer cerca de 400 refeições semanais. Ã, não é o ideal. Nós queremos, o nosso intuito pro próximo ano é aumentar um dia, né, um dia pelo menos da cozinha solidária. Aqui nós estamos na das regiões mais vulneráveis de Campinas, então faz uma diferença enorme essa cozinha aqui. Eh, eu tenho relatos, né, de usuários que falam: "Aqui é o único dia que eu consigo ter uma alimentação completa, né? É muito diferente. Eu acho que o papel da cozinha solidária é muito diferente, por exemplo, de você distribuir uma cesta básica, porque você distribuir um arroz, um saco de arroz, um saco de feijão cru, você pressupõe que as pessoas têm uma estrutura para cozinhar isso. Então, a pessoa tem que ter um fogão, ele tem que saber cozinhar, né? E tem que ter uma estrutura. Aqui não. Aqui a gente entrega a comida pronta. Então, eh, o risco disso se perder de alguma forma é muito menor, né? Eh, eles trazem os potes de casa, os usuários, né? Porque nós também partimos do do preceito da questão da sustentabilidade, então a gente não vai ficar trabalhando com um monte de coisa descartável. Ã, mas o quê? Nós tem uma coisa que eu já entrevistei as meninas e percebo que a maior parte delas eh veio, é da comunidade, conhece a vulnerabilidade. Outras inclusive me disseram: "Eu vim para receber". E hoje também sou voluntária. Como que é também para você coordenar essas meninas que têm esse outro olhar além do fazer a comida? É, é um desafio, né? Mas eu eu gosto muito, eu sou muito apaixonada pelo que eu faço, graças a Deus, né? Eh, aqui é diferente, né? Se a gente fizer uma comparação, por exemplo, com a cozinha do São Marcos, que os voluntários eles são pessoas de fora da comunidade. Aqui o projeto nasce de uma liderança da comunidade, né, que é a Luciane. E as meninas, as voluntárias também são daqui. Então, eu falo que o Prodica ele não é só um lugar, a cozinha solidária ela não é só um lugar de distribuição de refeição, mas é um lugar de criação de cidadania, né, de cidadania, de desenvolvimento das pessoas. Então eu sinto que as meninas elas vêm mesmo, porque elas se sentem bem, se sentem acolhidas e um dos nossos objetivos é sim a geração de renda para essas mulheres. Por isso que nós estamos começando a fazer feiras, né, começando a fazer os serviços de prestação de serviço, por exemplo, de bffet, de coffee break, porque nós queremos sim desenvolver elas também financeiramente, porque isso é muito importante. Então, já tem um projeto dentro do PRODICA nessa questão também. da de emprego e renda. É isso. Sim, sim. Nós temos um foco em desenvolvimento de projetos de geração de renda para as mulheres e a gente começa com as mulheres que tão, claro, da comunidade, mas também as mulheres que estão aqui junto com a gente. Algumas disseram inclusive que fazem a oficina de panificação. Já faz parte desse processo? Sim, com certeza. Inclusive, nós participamos agora na semana retrasada, né, da feira do MST, que teve na Estação Cultura e nós tivemos lá uma barraca fazendo venda dos nossos produtos. Nós estamos começando, obviamente, né, nada é fácil. Eh, mas é esse é o nosso objetivo de geração de renda e fortalecimento das mulheres, das mulheres aqui periféricas, né? Eu venho todas quinta-feira. E como que tem sido pra senhora pensar que toda quinta-feira vai ter esse alimento garantido? Faço almoço em casa e vem pegar. Meu marido fica bravo, mas fazer o qu, né? E fala um pouquinho para mim de ter essa oportunidade de ter esse trabalho aqui que as meninas fazem. Ah, eu acho, eu gosto daqui. Elas trabalham, tem vez que 6 horas da manhã elas já estão trabalhando aqui, sabe? Elas vêm de manhã. Eu gosto muito daqui. Sou bem recebida. Senhora mora aqui perto? Moro, moro na avenida ali descendo, moro pertinho. Qual que é a importância de ter um trabalho como esse aqui no bairro? Ah, não tenho como explicar, né? Muito bom para as pessoas que precisa, né? Fica essa turma de rua que não tem o que comer, né? Elas ajudam muito. A comida é muito boa. Toda semana o senhor vem aqui, o senhor mora aqui perto, mora longe. Fala para mim. Moro nessa rua aqui, 29 ali em cima. E como o senhor descobriu que tinha esse essa distribuição? Ah, o pessoal daqui falou comigo que toda quinta-feira tinha. Aí eu tava morando com a mulher, eu digo, eu vou apanhar e tô apanhando, mas a mulher tá doente, ela tá na casa da filha e eu tô sozinho em casa. Eu tô apanhando para mim, né? E como que o senhor vê que na comunidade toda semana o pessoal pode contar com essa comida? Ave Maria, que é uma coisa linda, é coisa boa, viu? muito boa. Além do alimento, tem quem aproveita também para garimpar roupas com as doações para o bazar. As peças já ficam disponíveis para quem precisa. É abençoado, é coisa e todo mundo é é suave e abençoado e enche a barriga da gente. É, é bom. Porque por que que é bom? Porque na que a gente precisa, né? Tem tem vezes que a gente não tem nada para para poder eh eh comer, né? Aí as pessoas dá e e agradecido de boa, mas é abençoado. E tem a roupa também. Amém. Ô besteira. A e já levou um bocadinho e e tô levando de novo. A gente viu todo o seu cuidado dobrando aí as roupas, mostrando, entregando para quem vem em busca de uma peça. Me fala para mim um pouquinho desse trabalho aqui no prodig. Ah, eu acho que esse trabalho é muito importante, porque a gente a gente arrecada as roupas e a gente traz pra cozinha para doar paraas pessoas que mais precisa, né? Então eu acho um trabalho muito interessante, muito importante e é o é é um trabalho assim gratificante, porque a gente sabe que tanto tem pessoas que traz a roupa como também leva a roupa. Então há uma troca, de certa forma é uma troca, né? Tanto as pessoas trazem como levam. Então eu acho que é isso. E como que as pessoas elas já vêm, já tem essa referência, olha, o dia que eu vou lá pra cozinha solidária, eu vou aproveitar e ver se tem alguma peça de roupa ou mesmo quem vem entregar já tem essa referência. Já tem essa referência. Claro que não é todos os dias que a gente faz isso, né? No dia do banho, por exemplo, quando eles vêm, a gente já traz a roupa, traz todo o aparato para para o banho. Mas hoje foi, a gente avisou antes e depois hoje ele já vem pegar as roupas, né? E como é para você ser voluntária lá no São Marcos e de repente vir aqui pro outro lado da cidade, tá cada dia mais envolvida em projetos sociais? O que que representa isso na sua vida? Nossa, isso para mim é tudo. Eu sempre quis fazer um serviço voluntário. E quando eu cheguei na cozinha São Marcos, isso ela estava ainda no CDHU, foi lá no início, há 4 anos atrás, então eu falei assim: "Aqui é meu lugar, aqui é meu lugar". Então eu fiquei tô até hoje. Para mim é muito gratificante. Eu acho que eu convido a todos que quiserem ser voluntários, sejam voluntários, façam serviço voluntário. Isso é muito gratificante. เฮ [Música] [Música] Tô sabendo que você tá com esse penteado depois que participou da oficina. Ah, então eu não conheço assim muito sobre o projeto da trança, mas né, do que tá tendo aqui, mas é muito bom. A minha filha participa, a minha prima também, aí eu vim de modelo e fiz os cabelinho. Ficou feliz? Ah, eu fiquei aí. Eu tô, tô me sentindo todo com esse cabelão comprido. Então, você foi modelo também na oficina de trança? Sim. Que que você achou do seu cabelo? Bonito. Ah, é? Mostra pra gente aí. Vira, dá uma viradinha. Uau, parabéns. Tá muito linda, viu? [Música] [Música] E você que viu aí um pouco do trabalho dessas pessoas, as mulheres da própria comunidade, umas inclusive que mencionaram, ó, eu fui um buscar alimento e depois eu vi que precisava de voluntário. Hoje é voluntária. As meninas que também que ficam aqui na organização, na separação, Juarez lá na horta. Como que é para você pensar que a partir do seu sonho que você viu lá atrás em uma reportagem, hoje você tem uma função tão importante na comunidade e é referência. Apesar de todas as coisas que você disse que ainda precisa evoluir, como que é isso para você, Luciane? Para mim é gratificante porque elas elas acreditam realmente na mesma coisa que eu acredito. E eu costumo falar que Prodica não é Luciane, Prodic são a comunidade. Então as os atendidos é Prodica, as voluntárias é prodica, eh porque eu não faço sozinho, né? Então assim, para mim é gratificante, é satisfatório essas mulheres estar aqui, dedicar o tempo delas, mães realmente que deveria estar na casa delas estão aqui para servir essas refeições, preparar essas refeições. A dona Telma, que é a coordenadora da cozinha solidária, ela tá comigo desde a fundação do Pradica, né? E a dona Regina também é bem antiga também. Então, quer dizer, para mim assim, eh, eu agradeço. Estão elas estão super felizes com a oficina de panificação. A gente mostrou aí uns panezinhos bem lindos. E me fala dessa parte, você falou no bloco anterior sobre a questão do empreendedorismo. Eu soube que inclusive vocês já tiveram uma primeira apresentação lá na feira, né, que mostrou aí a produção, como que foi essa experiência lá. Foi maravilhosa, né? Porque assim, eu eu tenho que eu teria que buscar alguma forma de pagar pelo menos uma ajuda de custo para essas mulheres que estão aqui. Tanto que a gente montou raízes e tempero, né, aonde a gente faz o qu? Coffee bake, faz eh eh evento para uma entrega de marmita, salgadinho, entre outros. Todo recurso captado vai para pagar ajuda de custo para essas meninas. E nesses três dias de feira foi maravilhoso, né? Foi assim um presente muito grande que a gente recebeu e deu o valor que a gente vendeu conseguir mandar dividir entre as meninas. Então assim, foi satisfatório. Então quem quiser, tá em casa, tem algum evento, pode contratar esse trabalho que chama Raízes e Raízes e Tempero, certo? E quão, onde você pretende, o que que você acha que hoje, apesar de ser uma um trabalho novo aqui na região, uma das das regiões mais vulneráveis de Campinas, o que que você acha que ainda precisa ainda mais para que você possa, enfim, primeiramente saber que vai ter a proteína e poder oferecer o alimento, a qualificação profissional. o atendimento desde a criança até o adulto, como diz o próprio nome do prod. Então, olha o que a gente precisa que a gente tá aqui até aumentar, né, mais um dia na cozinha solidária é ajuda, né? Nós precisamos muito de ajuda, de ajuda realmente financeira, de ajuda de alimento, né, pra gente poder dar sequência eh a a essas atividades, a entrega da refeição, atividade com os pequenos, atividade com as mulheres, né, entre outros. Então o que a gente precisa é de ajuda. Você disse lá no primeiro bloco que no início era: "Ai, vamos fazer um projeto com as crianças pra educação e assistência e depois você viu que precisa fortalecer a família". Isso. Como tem sido para você fortalecer a família e principalmente sobre o ponto de vista da mulher? Por você mesmo me disse: "Eu sou mãe solo". E a gente percebe que muitas mulheres aqui são a rimo de família. Como que é isso para você? Olha, eh, como que eu posso dizer? É, é desafiador. É muito, porque eu me coloco no lugar daquelas mulheres, entendeu? Coloco no lugar delas. Porque assim, se você foi algum outros, eu tem uma coisa que eu falo que é o seguinte, muitas pessoas gostam de ajudar mais projetos já concilidados, não que não precisem que precise, mas já está concilidado. E pessoas, eu vou dizer uma coisa para fal que eu sofro muito dentro desse contexto, que é o preconceito, entendeu? negra, periférica, à frente de um trabalho. Eu, na verdade, é muito mais difícil para mim conseguir ajuda do que uma mulher em frente do projeto sendo branca. Eu já senti muito isso na pele, muito preconceito. Então, que você acha que as pessoas tenham uma desconfiança quando você chega e explica sobre o projeto? Sim, ela ela olha a primeira aparência é a primeira coisa. entre uma mulher branca e uma mulher negra. É uma mulher branca que vai conseguir. Tanto que eu vou dizendo para você, a essa professora que é Ilineia, se você vê tem parceiros, é uma mulher branca que mora em condomínio fechado e assim eu não sou periférica, eu gosto de ser do jeito que eu sou. As pessoas estão acostumadas que eu sou diretora administrativa, tem que andar no salto, tem que dar toda maquiada, tem que est não sei o quê. E eu sou simples, eu sou a comunidade, eu sou a periferia, né? Então assim, eh, é um desconforto para mim. Muitas vezes eu tenho que ir no lugar, eu tenho que me maquiar todo, eu tenho que me me para mim poder ter um olhar mais pouquinho elevado para mim, entendeu? Primeiro que realmente eu tenho apenas ensino médio, tenho alguns cursos, né? Eu já fui muito preconceito porque achou que eu não poderia estar numa liderança por eu não ter uma formação superior. Já sofri muito preconceito demais, né? Hoje, graças a Deus, eu sou bolsista da FEAC, aonde é é de liderança, né, que ajuda realmente a com mentoria. Então, assim, através deles, eu eu sei hoje que eu sou uma educadora social. Isso que eu ia falar para você, você é da comunidade pra comunidade. Isso aí. Como que é isso para você? Maravilhoso. Você sabia que se eu realmente soubesse que eu era uma educadora social, eu tinha batido muito de frente com preconceito. Eu não tinha baixado a cabeça, mas depois desse programa, dessa participação dessa bolsa da FIAC, que muito bom junto por Cafomenta e Nova da quebrada com a casa hacker, eu saber que eu sou uma educadora social, hoje ninguém consegue me abater, por mais eu sei que a dificuldade quando eu vou e mais, por exemplo, eu sou educadora social. Luciane, quem tá em casa, quer ajudar o Prodica, quer ser parceiro, quer ser um consolidador para que esse projeto cresça cada vez mais, pode entrar em contato por onde? Pelo meu telefone 199801713. E você também tem aí, olha, a gente já mostrou durante o programa, as redes sociais do Prodica, você pode entrar em contato e fazer parte aí dessa importante corrente do bem. e começou lá como um projeto e hoje, gente, tá cada dia mais consolidado aqui na região do Campo Belo. Muito obrigada, viu? Agradeço, gratidão por vocês terem vindo aqui. E você acompanhe mãos solidárias lá nas redes sociais também, além da TV Câmara Campinas. E claro, olha, até um próximo programa, tem todos os contatos aí e a gente continua sempre mostrando trabalhos como este, importantes pro desenvolvimento de comunidades e segmentos. Até a próxima. เฮ [Música] เฮ [Música]
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