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e no mãos solidárias de hoje a gente vai mostrar o trabalho da provisão A Entidade responsável por habilitação e reabilitação de deficientes visuais há muitos anos já em Campinas aqui no bairro do Proença e para contar um pouco dessa história de como tudo começou eu tô aqui com a Margaret yoshioka que é coordenadora pedagógica da entidade e vai contar um pouquinho disso tudo pra gente muito obrigada margret por nos receber aqui na sede da provisão sejam sempre bem-vindos muito obrigada é uma entidade muito conhecida né Muito respeitada aqui na cidade como começou tudo isso Margaret conta pra gente é a provisão começou de um sonho eh a Campinas não tinha nenhum lugar que atendesse bebê deficientes visuais e a gente preza por essa importância de quanto antes a gente começar a estimulação melhor pro desenvolvimento dessas pessoas desses serzinhos né então a gente começou atendendo bebês e daí as crianças foram crescendo a gente não tinha para onde encaminhar porque os outros dois institutos de Campinas atendem adultos e elas foram ficando foram ficando E hoje nós estendemos o nosso atend de bebês até idosos então atendemos todas as idades como é que as crianças ou as pessoas que vem que são indicadas para vir para cá chegam até aqui quais são os canais geralmente são eh os postos de saúde são assistências sociais da própria prefeitura assistentes sociais da própria prefeitura é na verdade são várias vários canais pode ser por Demanda espontânea que é a pessoa viu a provisão ou ouviu falar da provisão a gente acolhe as escolas nos encaminham Às vezes as professoras detectam alguma alguma deficiência da criança algum atraso no desenvolvimento escolar da criança por conta de uma deficiência visual eles podem nos encaminhar eh nós já já recebemos encaminhamento da própria maternidade que a o médico já sabia que a criança ia nascer com alguma deficiência então já sabíamos antes da criança nascer que essa criança viria para nós e assim qualquer posto de saúde oftalmologista qualquer canal todo mundo pode ligar aqui na instituição E agendar uma triagem aí a gente já conversa com as famílias e a partir daí a gente vai fazer avaliação vai saber quais os atendimentos que essa pessoa necessita E aí a gente agenda o horário para atendimento efetivo da pessoa a pessoa tem que vir já com o diagnóstico fechado então sim porque nós não temos oftalmologistas aqui dentro da instituição então nós precisamos dos laudos né E aí a partir do laudo é que a gente vai determinar eh Que tipo de de atendimento que essa pessoa vai precisar e a importância do estímulo desde cedo ou tão logo a pessoa tenha essa perda de visão detectada ele faz toda a diferença né Toda a diferença toda a diferença a gente percebe já de anos já de de atividade a a diferença gritante que é uma criança que foi estimulada desde pequenininha assim que foi detectada a deficiência e uma criança que chegou aqui no momento mais tardio existe Progresso sim mesmo que a criança tenha vindo um pouco mais tarde mas a gente percebe que a criança que chegou aqui novinha ela tem muito mais ganho porque ela já entra na vida escolar adaptada a determinadas coisas que ela vai necessitar durante toda a vida acadêmica dela E falando em adaptação Margaret a gente tem uma uma dúvida porque adaptação e inclusão social ela não é só pra pessoa que tem a deficiência é pro ambiente que ela vai ser inserida também né Uhum como funciona hoje a gente avançou né mas ainda falta bastante falta falta porque assim e tem muitas pessoas que acham que a partir do momento que a gente acolheu aquela pessoa com deficiência Isso já é uma inclusão e na verdade principalmente quando a gente for pensar no ambiente acadêmico ou num ambiente de trabalho as adaptações são muito necessárias principalmente na parte da leitura da escrita né Tem gente que também confunde Ah eu preciso de adaptações arquitetônicas e não o cego sobe escada não precisa de rampa o cego sabe pegar elevador não precisa né não precisa ter essa preocupação basta ter as indicações então por exemplo um piso tátil pra pessoa poder se localizar até o lugar por exemplo até a porta de um elevador né nos nos nos Bancos até o cacho eletrônico ou até o balcão de informações assim também como em hospitais em pontos de ônibus né Eu eu tenho a capacidade de orientar um deficiente visual a chegar num ponto de ônibus e buscar a linha que ele procura a linha de ônibus que ele procura basta estar escrito lá o número em Braile e o nome da linha em Braile e a indicação do piso táo para ele conseguir chegar até essa informação né então isso são coisas bastante importantes dentro da escola a mesma coisa então o aluno chega na escola e ele precisa pra de um material adaptado que é ou a o material transcrito em brailey né ou com o tipo ampliado porque nós temos tanto deficiente visual totalmente cego quanto deficiente visual com baixa visão então às vezes um tipo ampliado já resolve a situação desse deficiente visual mas aí precisa ter essa disponibilidade da dos professores da escola para preparar esse material pro aluno para esse aluno poder receber esse material há tempo de poder usá-lo junto com os outros colegas de sala de aula sim então é uma construção de uma sociedade inclusiva né exatamente exat que a gente vai caminhando já melhorou bastante né já já melhorou bastante hoje eh essas adaptações esses recursos eles já estão mais conhecidos a gente tem algumas obrigatoriedades em lei por exemplo cardápio nos restaurantes que esteja em briley a nossa gráfica faz o cardapio em briley né eles imprimem é eles imprimem cardapio em briley então assim eh o o deficiente visual ele tem o direito de ter um cardápio e ele próprio escolheu o que ele quer comer dele ele próprio descobrir qual é o valor daquele daquilo que ele vai comer né ele não precisa sempre passar pelo constrangimento de ter que encontrar alguém do lado disposto a ler o cardápio para ele sim é então isso é isso é muito importante né Isso é a real inclusão sim né É E por exemplo uma pessoa que tem uma deficiência visual Total ela consegue através dos estímulos corretos ter uma autonomia 100% na vida dela sim sim nós já tivemos várias pessoas que passaram por aqui que hoje já nem frequentam mais a instituição Porque tem uma vida normal vamos dizer assim né é uma vida tranquila com autonomia que pode ir e vir a todos os lugares Nós também temos uma prática de não institucionalizar as pessoas então por exemplo um aluno ele conseguiu dar conta da vida acadêmica dele até uma um uma série avançada por exemplo ensino médio conseguiu ou terminou o ensino médio vai pra faculdade conseguiu entrar na faculdade não precisa mais daquele atendimento eh semanal né que a gente faz esse acompanhamento mais de perto ele precisa de alguns esclarecimentos algumas dúvidas algumas lacunas que ficaram dentro do desenvolvimento dele ele pode retornar nós temos uma aluna que Ela estudou aqui pequena bem pequena ela fez toda a parte de Ensino Fundamental frequentando a instituição hoje ela é adulta ela trabalha e ela retornou buscando orientação eil ade Porque até então ela não tinha dado essa importância do da Autonomia para caminhar sozinha por exemplo Então ela sempre teve os pais ao lado que a levavam para todos os lugares que ela precisava ir e hoje os pais também já estão numa idade avançada já não conseguem mais levá-la para todos os lugares e ela quer continuar tendo essa autonomia Então ela voltou só para fazer orientação e mobilidade perfeito muito legal e a gente não fala muito também Margaret da perda visual que pode vir ao longo da vida né Porque infelizmente a gente tá sujeito todo mundo né sim o provisão a provisão também tá preparada para receber essas pessoas sim as pessoas geralmente quando aparece a perda elas já tem uma idade já já são adultas né Tem uma idade um pouco mais avançada muitas vezes catarata glaucoma glaucoma geralmente aparece mais cedo mas a catarata eh e outras outras eh doenças por exemplo uma uma diabetes diabetes traz a cegueira também né então uma retinopatia por diabetes então a pessoa vai perder a visão infelizmente e aí a gente faz o trabalho então da reabilitação porque ela já estava acostumada a conviver sem a deficiência e aí a gente faz essa reabilitação por isso habilitação e reabilitação né Porque daí a gente volta a ensiná-la a lidar com todas as coisas que ela tem já pré-estabelecidas na vida dela com a deficiência visual adaptar a vida eh aos novos os hábitos antigos a nova realidade né inclusive cozinhar tem Senhoras que chegam aqui poxa hoje eu não consigo mais bordar Então vamos fazer adaptação do recurso vamos voltar a abordar e tá tudo bem E a gente faz é possível claro que é possível aprender o brile também com uma uma idade mais avançada tendo aprendido a alfabetização Normal também é possível sim é possível é um pouco mais difícil porque o brille exige muito a a percepção tátil que não foi desenvolvida desde cedo mas é possível é possível nós temos adultos que estão aprendendo brile e estão indo muito bem Obrigada Ai que legal então é um suporte que é dado emocional também psicológico Sim nós temos uma psicóloga nós não oferecemos atendimento Clínico eh assim para cada um dos nossos atendidos nós geralmente o atendimento psicológico é feito em grupo isso nos dá um ganho muito grande porque dentro deste grupo eh cada um traz a sua angústia e um vai sanando a angústia do outro olha eu também passei por isso mas olha eu já resolvi assim assim assim então assim é um apoio que é bem legal e eles têm um uma convivência Eles saem de dentro daquele cantinho deles que muitas vezes a família trabalha então não tem tempo de ficar levando para outros espaços a gente proporciona isso para eles também algumas vezes passeios algumas vezes espetáculos algumas vezes eh oportunidades deles continuarem tendo uma vida social bem agitadinha vamos pensar assim né agitadinho e com segurança com segurança segurança e num lugar onde eles criaram vínculos né exatamente ex a gente viu aqui eh não é a primeira vez que a gente vem que se formam vínculos muito fortes aqui né sim é até complicado porque nós temos pessoas idosas que eles falam ai mas o único lugar que eu tenho para ir é a provisão então não me desliga não e tudo bem a gente continua e a a gente faz o trabalho de convivência mesmo né então eles vêm eles já estão reabilitados já conseguem se virar já tem autonomia já resgataram de volta a autonomia porque perderam a visão então tiveram que resgatar de volta essa autonomia já estão super bem e mas não querem largar não continuam vindo e é muito gostoso é um reconhecimento né sim com certeza maravilhoso né de um trabalho que tá dando frutos cza muitos frutos muitos FR Ô magret e tem alguma profissão alguma atividade que absorva com mais frequência pessoas com deficiência visual nós temos procuras por conta da da das cotas né a lei de cotas então nós temos algumas procuras aí nós temos um um dificultador que é por exemplo a pessoa quando ela começa trabalhar ela perde o BPC que é um um benefício que ela tem é um é um salário que ela recebe por conta da deficiência sim e aí algumas pessoas elas não querem voltar a trabalhar porque vão perder o BPC E aí vai que vai perder o emprego depois e aí já perdeu o BPC então algumas pessoas ainda não conseguiram entender direito como é que funciona essa questão do BPC né porque ele po ela pode conseguir o BPC de volta depois ah uma informação importante né então assim eh mas existem colocações em trabal em em em trabalhos em empresas que que funcionam bem aqui no nosso telemarketing inclusive já tivemos atendidos nossos que trabalharam no telemarketing conosco nós temos atendidos nossos que foram trabalhar na IP e assim quando as pessoas procuram É lógico geralmente são atividades mais administrativas ou numa linha de de produção eh com segur sim então a gente também procura saber qual é a função que a pessoa vai ter que exercer Uhum mas geralmente são funções administrativas sim e vocês podem fornecer esse apoio quando a pessoa vai ingressar numa atividade e quer fazer uma adaptação vocês podem fazer esse tipo de ponte sim fazemos sim fazemos sim inclusive a gente tem uma uma uma demanda grande de adolescentes agora que estão terminando já eh o ensino médio E aí Alguns querem partir pro mercado de trabalho né daí a gente a gente tenta fazer essa inserção deles dando todo todo o apoio né Toda a orientação tudo tanto pra empresa quanto pro adolescente que tá indo pro mercado muito legal uma informação muito valiosa né o ma você falou da gráfica a gráfica é um dos pontos de de arrecadação de recursos pra entidade né Quais são as fontes de recursos para que a entidade se mantenha eh atendendo quantas são são quantas pessoas por ano que vocês atendem Então na verdade hoje nós estamos com 85 atendidos 85 e para manter tudo isso funcionando eh os profissionais como é que vocês trabalham é com com doação com telemarketing conta pra gente é na nós temos arrecadação através da gráfica quando precisa de algum trabalho de impressão em Braile nós temos o telemarketing que aí as meninas lá do telemarketing elas ligam para para pedir essas essas doações né Nós temos também convênios com secretaria de educação e Secretaria de Assistência Secretaria de Educação conseguimos firmar convênios também com Valinhos Itatiba e Santo Antônio de Posse que legal nós tínhamos uma época muitos alunos aqui que eram da da região metropolitana né inclusive fugia Até nós chegamos a atender alunos de Minas Nossa só que daí eh foi foi eliminado um pouquinho essa essa demanda primeiro porque eram pessoas que vinham de muito longe e assim bem cansativo segundo que é de responsabilidade do próprio município né cuidar dos seus munícipes E aí então nós tivemos que desligar muitas crianças que eram de outros municípios e a gente começou a buscar essas parcerias com as outras prefeituras né e estamos abertos as prefeituras que quiserem firmar convênio conosco elas podem vir nos procurar precisa ser aqui da da do estado de São Paulo da região é mais interessante que seja porque PR própria criança nós temos nós estamos eh com procura de de cidad mais longínquas mas assim pra criança por exemplo chegar aqui num atendimento 8 horas da manhã se ela mora muito longe é bem complicado ela chega aqui já cansado e nós trabalhamos sempre com as crianças no contraturno da escola então a criança não pode faltar na escola porque veio pro atendimento E aí se sai daqui por exemplo 11 horas meio-dia como é que vai pra escola no período da tarde ou estudou até meio-dia meio-dia e30 como é que vem para cá pro período da tarde ter atendimento né de um outro estado fica realmente fica complicado é muito cansativo bem cansativo n sim é precisa haver essa essa multiplicação de provisões aí pelo mundo afora né é precisaria então uma informação importante as pessoas também podem doar espontaneamente podem Podem sim é possível a gente vai colocar o os canais Mas se você quiser falar tá é nosso nosso contato nosso telefone principal 3254 4648 certo né cai no pbx E aí é direcionado pro setor de telemarketing o o setor de assist da Assistência Social né que daí no caso das pessoas também quiserem procurar o serviço para poder ingressar no serviço também pode né então e para quem quiser imprimir o cardápio em Braile que é lei aqui em Campinas né também pode entrar por esse mesmo telef por esse mesmo telefone E aí tem lá o o o ramal da gráfica fala direto com a Denise que é responsável pela gráfica Ah sim e também e a gente sabe que às vezes o aluno precisa imprimir ou uma pessoa precisa imprimir um material também pode usar o serviço da gráfica né Pode pode sim pode S só entrar em contato né Isso é agendando previamente é é possível ser feito Sim sim E agora voltando um pouquinho lá no começo que eu esqueci de perguntar mas existiu uma estrutura familiar por conta da do começo da prov foi alguém que passou por essa necessidade de você falou dos bebês né que não existia esse cuidado com a primeira infância e tal não existi um lugar para levar mas foi de alguém que teve também um deficiente visual na família que precisou criar o Instituto instituição a Dona Terezinha Von Zuben ela junto com a Dona Vilma Machado elas é que idealizaram a provisão né Elas que sentiram essa necessidade a dona a Dona Terezinha trabalhava inclusive na sala antigamente era sala especial hoje sala de recursos n na escola no no Carlos Gomes então a provisão ela ela foi fundada por essas duas pessoas a princípio inclusive dentro de uma sala do Colégio Batista Ah nós não tínhamos o prédio o prédio veio depois e dentro da família avão Zem tinha realmente pessoas com deficiência visual né então assim isso veio já eh idealizado a Dona Terezinha trabalhava já com as crianças dentro do Carlos Gomes né na sala especial já trabalhava com isso e dentro da família também tinha e e a gente a gente foi agregando agregando hoje a gente tenta manter tudo toda essa idealização que essas duas pessoas que que quiseram dar esse essa chance né pras pra população de Campinas que na época não tinha para onde encaminhar as crianças pequenas e aí E então a gente começou a Dona Terezinha faleceu já depois quem assumiu a parte da direção foi a a Maria Cristina que é a filha da Dona Terezinha mas também já faleceu hoje a nossa presidente é a Maria Ângela também filha da Dona Terezinha então a Maria Ângela Hoje é a nossa presidente né Maria Ângela Von Zuben e mantém esse espírito de acolhimento embora seja muito profissional né sim o atendimento todo a gente acabou de acompanhar algumas oficinas tem esse no CNE essa questão do acolhimento né sim sim não tem como ser diferente não não é uma coisa assim é muito Eu sou suspeita né Eu sou suspeita eu amo eu amo o que eu faço aqui então assim até eu falo Nossa eu gosto muito de lidar com as crianças né hoje estou no cargo de coordenação Porque é necessário que exista alguém ocupando esse cargo mas é eu estou o tempo todo com eles brincando e fazendo e acontecendo com eles iso é muito gostoso e eu acho que é uma coisa que a gente consegue transmitir para todos os funcionários da instituição né que é muito bom é muito gostoso você poder ver o a evolução depois de uma estimulação a evolução Qual é o resultado disso tudo né é muito bom é muito gratificante é nas crianças e nos pais também S um maroso né poder sentir que o seu filho tá deslanchando E podendo ter autonomia né é as famílias nos buscam bastante assim para dizer não que legal tá dando tá dando certo eu não não acreditava que isso pudesse acontecer e está acontecendo porque muitos vê né com aquela coisa assim ah não eu ainda vou vou encontrar a cura Infelizmente nem sempre a gente tem a cura né sim mas eh é possível mesmo com a deficiência visual eles se tornarem adultos capacitados né sim é e esse é o objetivo né sim sim autonomia felicidade realização nossa é esse é o nosso objetivo esse é nosso objetivo lá que eles cheguem lá fora realizados mesmo né Que ótimo muito obrigada por nos receber aqui Margaret nada masina vocês são sempre bem-vindos muito obrigada a gente encerra Então esse primeiro bloco com a história da entidade e na volta pro segundo bloco A gente vai conhecer Quais são as atividades os estímulos que os alunos recebem aqui e você fica com a gente que a gente já [Música] volta e agora no segundo bloco A gente volta aqui pra prisão para mostrar para você como funciona atividades de estímulo visual pras pessoas com deficiência visual ou com perda de visão e para falar sobre isso eu tô com a Cristian mío que é pedagoga aqui da entidade muito obrigada por nos receber aqui Cristian prazer é todo meu também de est podendo contribuir você muito obrigada E então fala pra gente Quais são as atividades que a provisão oferece aqui pras pessoas que frequentam a entidade nós temos atendimento aqui com bebês desde bebês crianças adolescentes e idosos adultos e idosos né Nós atendemos todas as fach etárias e nós temos o início com a estimulação global que são com os bebês e os pais sempre estão acompanhando o nosso atendimento né para que eles possam dar continuidade em casa então eles ficam em torno de uma hora com a pedagoga que né é a parte da reabilitação Global comigo depois tem a parte da fisioterapia também e os pais vão acompanhando né E aí depois nós temos também a parte da Educação Física todo o trabalho é um trabalho em conjunto para que a criança consiga ter um bom desempenho fora né E aí a educação física faz a psicomotricidade com eles junto tudo a gente trabalha com a estimulação visual quem tem a baixa visão aí faz a estimulação visual tem o atendimento na piscina também tanto piscina quanto solo né então é todo um conjunto de atividades que vai facilitar para ele fora na escola num passeio que ele for um social dele ele tem que sentir autonomia e segurança para para se mover para desenvolver as atividades né como seria esse estímulo Global pra gente ter uma ideia global é estimulação essencial assim eh do engatinhar do se movimentar do pegar né então quando a gente tá trabalhando Às vezes a gente fala ah pega aqui né a criança com a baixa visão ela não tem esse essa referência Então você tem que mostrar aquele movimento a gente trabalha sempre por trás com eles para mostrar como é aquele movimento né então isso todos os pais também vão vendo e aí iso se facilita né É como se ele fosse enxergar pel com as mãos com o próprio o movimento do outro né com ajuda do movimento do outro é uma percepção de movimento né É E aí a estimulação auditiva tátil né sonora a gente coloca por exemplo com o bebê a gente coloca os brinquedos num arco e coloca aqui para ele em volta ele tem que fazer essa busca né então ele tá sendo controlado dentro de um espaço e aí ele tem essa essa segurança de que aqui eu posso me movimentar ele sente essa segurança né sente essa segurança até para levantar para sentar né então é bem gostoso o trabalho na estimulação Global com os bebês e aí os pais reproduzem esses estímulos em casa e os professores também fazem essa ponte com os pais e vão aprendendo como lidar nesse caso isso a gente faz também o contato com a escola né então todas as Crianças todos os atendidos daqui eles têm que estar inserido na escola regular né E aí nós temos aqui toda essa equipe que trabalha equipe psicologia a educação física fís o pedagogo a coordenação Nós nos reunimos com os professores da da escola regular tanto com a escola quanto com os pais para mostrar isso para eles então o retorno é é é bem assim é o mesmo objetivo com aquela criança né Que legal é uma via de de mupa mupa que legal e Eles te dão também o feedback do impacto que esse estímulo tá exercendo sobre as crianças isso E aí a gente consegue ver que tá sendo realizado pela atividade que ele vem desenvolvendo aqui né então tipo rolar eu rolei rolou em casa então você vê que rola agora ela criança pega e rola então você vê que deu continuidade em casa é como se fosse uma linguagem pro corpo ir ir se adaptando né O que se espera daquela pessoa e o que ela vai aprendendo a desempenhar né para quem tá assistindo a gente vai falar com uma pessoa que é deficiente visual é bacana que a gente Coloque a mão ou que a gente sempre avise tem alguma coisa Alguma ética nesse sentido a gente Avisa a gente sempre avisa Olha eu vou né aqui do seu lado direito para virar a gente fala olha ou a gente só pode falar não precisa tocar às vezes a gente só pode se comunicar né então falou olha vira pra direita vira pra esquerda a do seu lado esquerdo tem um determinado tem um armário preste atenção então ele com as condições dele que a gente desenvolve na técnica de orientação e mobilidade orientação e mobilidade ele consegue perceber isso né então não necessariamente você toda hora tem que ficar falando para ele pondo a mão né Você pode oralmente mesmo já vai falando sim e se for o caso de alguém te pedir uma ajuda por exemplo um auxílio para atravessar a rua porque geralmente eles têm autonomia né mas eu já vi também casos de uma pessoa conduzindo a outra sempre com a mão não precisa ficar ah gente conduz gente ou ele segura no ombro ou ele segura aqui no no braço então ele que vai falar o que ele pode mas a técnica é essa ou você segura aqui no ombro ou aqui ou no cotovelo no cotovelo né Aí você ele sempre você sempre um passo à frente Dele para que ele consiga perceber igual o bebê que eu te falei então eu faço o movimento e depois ele vai perceber para essa locomoção é a mesma coisa então eu sempre tô um passo à frente para ele saber ou você pisou na escada ele também vai então ele percebe seu movimento antecipadamente perfeito dele fazer e São coisas que seriam legais Até que a escola promovesse né esse tipo de informação né que é uma informação simples mas que faz toda a diferença né a gente tem feito bastante trabalho também nas escolas então quando a o adolescente começa a tá utilizando a Bengala na área externa já né porque a gente faz o trabalho na área interna tanto aqui quanto em casa os os pais também vão estar auxiliando e o que que acontece quando começa a sair na área externa aqui ao redor né aí depois nós vamos pra escola e aí a técnica de orientação e mobilidade a Carolina vai junto com a técnica né de pedagógica e vai e faz todo esse trabalho na escola então faz a locomoção dentro dentro da do intervalo dentro da sala de aula corredor os amigos também às vezes tem a oportunidade de estar usando a Bengala aprendendo essas técnicas Fantástico né muito bom isso é só quando tem um um aluno quando tem um aluno PR as escolas assim se capacitarem para receber não existe ainda esse tipo de de trabalho a gente tá aberto sim paraas escolas estarem porque sempre a gente tá divulgando porque eh e se chegar alguma criança né que seja cega e que precisa dessa desse auxílio Então a gente tem as portas abertas para est orientando quem precisar até mesmo para que a criança seja direcionada para uma escola que já tem essa exp né Isso legal e para e o estímulo assim para as pessoas que TM baixa visão que não necessariamente né Eh tem a perda por de nascença mas que tiveram a perda ao longo da vida é feito um outro tipo de trabalho nós fizemos nós fazemos Sim nós fazemos a reabilitação visual né utilizando o exercício que a gente fala que é uma fisioterapia visual né E aí eh ele vai usando primeiro a gente trabalha com ele sem utilizar nada depois a gente vem com o nosso recurso que é um recurso que se chama telel UPA né que é um óculos monocular que a gente tem a oportunidade de estar trocando de olho né então a pessoa chega aqui e ela fala tô cega não consigo mais e ler não consigo mais fazer nada então eu dependo muito do outro para eu estar fazendo isso e eu gostava muito então a gente começa a fazer esse trabalho com a reabilitação aí coloca esse recurso que é a telel UPA a pessoa começa sim a ver que esse olho tem resposta então assim a a satisfação dela né de tá de tá enxergando aquilo que ela achava que não é é muito gostoso para ambas as partes né E aí a família também começa a sair mais então eles começam a sair no mercado não vai mais porque eu não enxergo Não vou mais no banco eu dependo muito das pessoas então quando ele começa a ver e enxergar é muito gostoso e aí ele começa a enxergar coisas menores a uma coisa também que é muito interessante na baixa visão o que que eles fazem amplia muito então um campo visual da pessoa ele acaba perdendo aquele campo e acaba falando que não tá enxergando então a gente diminui né até apresenta um pouquinho maior Mas não tão grande então diminui ele vai voltando até a gente chegar na fonte 12 vamos dizer assim numa leitura normal que é o padrão né E eles conseguem estar indo no de novo no mercado olhar preço né e as emb que ele compra Então ela fala eu quero aquele produto não hoje eu vou lá no mercado e vou pegar o meu produto né então a independência é muito bom nessa parte também da baixa visão é é basicamente uma fisioterapia ocular mesmo direcionada is e tem a ver com aquela aquela atividade que a gente acompanhou mais cedo foi dos meninos né dos meninos dos meninos Então vamos vamos acompanhar Então como é que foi a atividade dos meninos mais cedo com a kubota né que é justamente essa essa atividade de estimulação visual o Wesley frequenta a provisão desde pequeno e o Bruno há um ano ambos reconhecem o impacto positivo das estimulações visuais bom eu aprendi a compartilhar mais com os amigos conversar mais fazer as atividades as atividades te ajudam a a ter um melhor desempenho na escola por exemplo Sim ajuda bastante você tá com um óculos muito legal na sua mão explica pra gente como ele funciona e mostra pra gente tá e basicamente esse óculos aqui ele tem dois lados tem um lado que você coloca o lado direito o lado esquerdo aí ele tem uma lente que você coloca para poder enxergar mais perto ou dependendo da situação mais longe são dois tipos de lente E aí você tava fazendo essa essa kubota que é muito legal né O que que você trabalha nessa atividade da kubota bom Trabalha bastante a mente a dança motora a forma de pensar a identificação das formas das cores parece um cumon né Uhum E aqui na no prisão nesses anos todos que você vem você fez bastante amigos tem bastante tem a kevelin tem o Lucas a Gabi Emily e vários outros e você tá fazendo educação física também né vão dançar na festa Janina uhum tecnologia é um dos assuntos de maior relevância para o Wesley Eu gosto bastante de tecnologia porque o que eu mais faço no dia a dia Ah eu gosto de jogar jogos normalmente de quebra-cabeça jogos de exploração terror e etc O Bruno também faz a kubota entre outras atividades na provisão a gente aprendi estimulação visual e muitas coisas já fez muitos amigos como é que é sim já fiz bastante amigo aqui já os benefícios dos estímulos são percebidos ajuda bastante tanto aqui tanto na escola e fora da escola também quando tem festa e as atividades também o empenho escolar do Bruno Visa o ingresso na carreira militar carreira militar paraquedista em um ano já deu para fazer muitos amigos já Já fiz bastantes amigos já nesse um ano que eu tô aqui e tenho mais contato com a Kev como Wesley mesmo falou Wesley o Lucas a a Gabi todo mundo e como bom festeiro pergunto se o Bruno para a festa junina e a resposta é certa sim a coreografia está mais que [Música] ensaiada então muito legal essa estimulação visual né O Wesley explicou pra gente como é que funciona um pouquinho pra gente ter essa ideia né na prática e o que mais que a gente pode eh esperar da provisão com relação à capacitação dos Pais por exemplo eles também passam por essa capacitação mais específica os pais participam quanto eles ficam esperando aqui os atendidos né os atendimentos o que que eles fazem tem grupos de pais então que é falado sobre toda a todas as atividades as angústias que eles têm né então é um grupo que conversa entre si e que vai se fortalecendo né Eh assistente social tá tá junto a psicóloga né então semanalmente eles têm encontros e aí eles trazem Olha meu filho tem alguma dificuldade na escola o meu filho ganhou isso na escola eh por quê Porque a gente tá seguindo as orientações que a gente tem feito na reabilitação visual né então assim você vê que o trabalho é um conjunto de ações que vai beneficiar o deficiente visual nas ações sociais que ele faz é aí o estímulo faz sentido né porque se ele só for estimulado aqui aqui é um ambiente Seguro aí chega em casa é totalmente diferente Não O aprendizado não se não se forma né não se fortalece né e não se forma e os pais a cada dia vão tendo Vontade de tá hoje conseguiu isso hoje eu consegui sair para ele num parquinho Hoje eu consegui com ele num shopping realmente tá dando resultado isso daí vai Ou seja é um aprendizado eh que precisa ser cada vez mais amadurecido até na própria sociedade né porque aqui a gente tá falando da baixa visão mas tem a questão da auditiva tem a questão das deficiências físicas é de mobilidade né então a gente precisa ampliar esse leque cada vez mais no sentido da inclusão né Cris isso e assim conforme mais Eles saem a Bengala também nós temos cores de bengala então a Bengala branca é pro cego Bengala verde é para baixa visão então eles estão mostrando pra sociedade Qual é essa diferença porque a baixa visão as pessoas não percebem a deficiência física não dá para aparentar o que dá para aparentar se eu tiver andando e eu vou esbarrar em você então eu posso ter alguma coisa por trás disso e alguém né não gostar daa situação eu fora mas eu com a Bengala eu já tenho uma outra visão então eu tenho uma uma maior segurança de não bater nas coisas né e de respeito também é uma uma troca né uma via né de mão Dupa cada vez mas as campanhas também tem falado tem mostrado os C os cordões né E claro que a gente tá tão reativo né que se alguém esbarra a gente já fica esperto né à medida que a gente vai aprendendo a lidar porque todo mundo tem algum tipo de deficiência né na verdade não é Eu por exemplo uso óculos e cada um tem a sua particularidade né e assim a gente vai construindo essa Essa sociedade mais inclusiva né Uhum e mais cedo a gente falou também com a mãe da Eloá e da Isabele elas falaram pra gente justamente isso né que esse acompanhamento da provisão junto aos pais tem permitido que elas façam os devidos estímulos né E a gente vai mostrar um pouquinho também agora como é que é essa experiência paraas mães das meninas a provisão capacita os pais a darem os estímulos corretos também em casa todo o suporte que a gente precisa a gente tem aqui na provisão desde o começo eh desde a parte da triagem eles deram Total suporte qualquer dúvida eles responde e qualquer coisa que a gente precisa eles estão sempre aqui de braços abertos para ajudar tem assistente social que nos ajuda muito então essa questão de parte da parte do suporte tanto para ela quanto PR mim então tipo assim é excelente o tempo para as crianças atípicas é sempre um tempo próprio faz um ano que a gente tá fazendo atendimento aqui na provisão e eu sinto que deu uma evolução fantástica tanto pra gente para ensinar ela é em casa a se adaptar tanto para ela a questão de sentar de rolar essa evolução a gente não foi uma evolução rápida né Por causa da condição dela mas é uma evolução significativa Então hoje em dia ela já rola sozinha já pega os objetos já começou a tentar falar já então tipo assim é uma evolução que a gente tem que ir no tempo dela mas também qualquer evolução Zinha pequenininha já é bem significativa a Eloá não tem a visão então será estimulado por especialistas outras habilidades que garantam mais autonomia e pra questão visual a gente ainda não tem uma solução né que no caso dela é o a deficiência dela é no ner ótico então a gente não tem uma evolução para questão visual a gente tá ensinando ela a ser independente a direita esquerda como que vai ser para ela andar sozinha para ela se virar sozinha ela perder o medo porque querendo ou não ela tem ainda muito medo de pegar objetos novos de fazer movimentos novos então a gente tá trabalhando toda essa parte aqui a Flávia teve que reaprender a ser mãe eu tenho um filho ele vai fazer 4 anos então quando a Elô nasceu que a gente recebeu o diagnóstico dela a gente tem que teve que aprender tudo novamente Então teve que aprender a a fase da alimentação foi diferente a fase dos envolvimento foi diferente então a gente teve que reaprender toda essa parte tudo que a gente já já tinha aprendido sobre a maternidade a gente teve que começar do zero novamente né querendo ou não quando a gente tem o segundo filho a gente tem outras muitas dificuldades mas quando a gente tem o filho que a gente tem que viver a maternidade atípica as dificuldades são bem maiores então a questão da evolução dela foi um pouco mais demorada a evolução da a questão da fala a questão de andar a questão é tudo mais demorado tudo mais ali no tempinho dela mas é não é nada que a gente não consiga reaprender né então essa parte eu tô tipo reaprendendo tudo junto com ela como se eu tivesse aprender ensinando ela e aprendendo com ela a estimulação Global habilita o assistido em capacidades que nem sempre utilizariam a visão que eles estão eh ajudando muito as professoras aqui são ótimas as meninas são ótimas estão ajudando muito eh a Isabela ela eh tanto no falar no andar no comer eh nas palavras tá ajudando demais eh completamente outra realidade que a gente tá vivendo depois que a gente entrou aqui a provisão vai direcionar o acompanhamento multidisciplinar a partir do diagnóstico médico a Isabela tem perda de visão ela tem fotofobia com discriminação de cores e genético porém não acredito que não tenha cura né pelo menos não nos exames tá mostrando que não e e os estímulos tá sendo muito bom muito aproveitosa no crescimento dela no geral tá sensacional com esse suporte as crianças jovens e adultos podem usufruir ir dos espaços em geral com mais autonomia frequenta a Escola Normal ela tem ela só é meio período né E lá também é normal a ponte entre provisão pais e escola é fundamental e as meninas aqui elas sempre passam para mim e o que foi falar feito com a Isabela O que foi falado e ensina algumas técnicas técnicas também para fazer de movimento em casa então assim chega na escola eu sempre passo pras meninas lá pras professoras O que ela tá fazendo aqui para lá eles dar um seguimento eh sempre tô eh tendo essa parte de eh Tá fazendo o que eles me ensinam em casa e também passando pra escola para que a escola continue fazendo o trabalho que eles começam aqui e a Isabela tá ótima tá ótima tá ótima e é isso né crise então tem várias coisas que podem ser feitas para estimulação quanto antes melhor né mas mas pras pessoas que estão passando por alguma dificuldade nesse sentido estão sentindo que o que o familiar Ou conhecido tá passando por essa perda de visão e tem alguma dúvida pode entrar em contato com a provisão já para pegar algumas dicas Sim nós temos Instagram com todas as atividades a gente vem postando as atividades que nós temos feito diariamente eh tem também o Facebook e pode entrar pelo contato também 3254 4648 e conversa com a assistente social para est vindo aqui conhecer a instituição ou para alguma necessidade tirar uma dúvida vocês respondem também pelo Instagram então né então maravilha então a gente encerra por aqui eu agradeço muito a a receptividade de vocês né o acolhimento dá para sentir isso aqui na provisão e você que nos assiste então se tiver alguma dúvida pode entrar pelos canais de contato que tá todo mundo aqui de mãos e braços abertos né mãos solidárias estendidas né Muito Obrigada Cris obrigada a vocês então mãos solidárias fica por aqui mostrando esse trabalho lindo da provisão se você tiver qualquer dúvida nesse sentido é só entrar então em contato com os canais da provisão que eles vão te retornar te responder e te ajudar no seu desafio para você que gostou desse programa acesse o YouTube da TV Câmara Campinas na playlist mãos solidárias para reassistir as nossas edições anteriores muito obrigada pela sua companhia e até o próximo programa [Música]