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Mãos Solidárias | Negras em ação: educação, consciência e força coletiva
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Mãos Solidárias | Negras em ação: educação, consciência e força coletiva

39 views Publicado 24/11/2025 HD · 36:59

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No episódio de hoje do Mãos Solidárias, acompanhamos uma ação profundamente transformadora realizada pelo Instituto Negras em Ação na tradicional Escola Estadual Culto à Ciência, em Campinas. A iniciativa integra a trilha antirracista desenvolvida pela escola e reforça o compromisso do Instituto com a luta por equidade racial, educação e fortalecimento da autonomia das mulheres negras. A palestra, ministrada dentro da programação da Feira de Ciências da escola, acontece em um espaço que respira história. Autorizada pela Secretaria Estadual de Educação e pela Unidade Regional de Ensino (URE) Campinas Leste, com acompanhamento do diretor Glauber, a atividade recebeu estudantes, educadores e convidados para refletirem sobre o enfrentamento ao racismo, a importância da representatividade e os caminhos para ampliar a consciência social entre jovens. Nesta edição, conversamos com Laís Helena Cardoso (presidente do Instituto) e Miriam Cristina Alves (secretária), que compartilham experiências, desafios e conquistas da instituição que nasceu em dezembro de 2023, fundada por sete mulheres negras movidas pela urgência de ocupar espaços, criar oportunidades e romper barreiras históricas. O Instituto Negras em Ação atua em diversas frentes: rodas de conversa, formações, ações de empreendedorismo, projetos de educação e atividades culturais — todas voltadas para fortalecer mulheres negras, especialmente as mulheres periféricas que convivem com maiores desigualdades estruturais. A organização também integra o Comitê Impulsor Regional de Campinas para a Marcha Nacional das Mulheres Negras 2025, reafirmando seu compromisso com reparação e bem viver. A PALAVRA QUE EDUCA, TRANSFORMA E MOBILIZA Durante a palestra na Feira de Ciências, o Instituto abordou temas como racismo estrutural, identidade, pertencimento, autoestima e direitos sociais. A ação faz parte de um processo pedagógico aprofundado que começou no segundo semestre, quando a escola implantou a “trilha antirracista”, com atividades interdisciplinares em todas as áreas do conhecimento. Professores e estudantes desenvolveram atividades conectando matemática, sociologia, geopolítica, história e artes, utilizando gráficos do IBGE, leitura crítica de dados e pesquisas sobre desigualdade racial no Brasil. Também foram formadas comissões temáticas com professores e alunos, e uma disciplina eletiva especial foi criada para ampliar os debates sobre identidade racial e diversidade cultural. A escola realizou ainda um censo interno, identificando como os estudantes se autodeclaram em relação a raça/cor, destacando a importância da autorrepresentação e do debate franco. Professores como Victor Mavassi e Sheiquellann Dias foram fundamentais na condução desse processo pedagógico inovador e comprometido com a justiça racial. O PAPEL DO INSTITUTO NEGRAS EM AÇÃO A presença do Instituto reforça a potência da união entre comunidade, escola e movimentos sociais. A história da instituição é marcada por conquistas, afetos e coragem. Em apenas um ano, o Instituto promoveu rodas de conversa, formações, atividades de empreendedorismo e eventos culturais que se tornaram referência para mulheres negras da região. Em dezembro de 2024, comemoraram o primeiro ano de existência com um almoço que reuniu fundadoras e parceiros, celebrando uma trajetória que já inspira e transforma vidas. Para Laís e Miriam, cada projeto, cada encontro e cada diálogo mostram que o fortalecimento da mulher negra é um movimento necessário, urgente e coletivo. O Instituto existe pela força ancestral que sustenta as lutas negras do Brasil, mas também pelo amor que constrói caminhos mais humanos e igualitários. NO MÃOS SOLIDÁRIAS VOCÊ ACOMPANHA: ✔ bastidores da palestra na EE Culto à Ciência ✔ depoimentos das lideranças do Instituto ✔ imagens exclusivas do VT da feira ✔ detalhes da trilha antirracista ✔ reflexões potentes sobre educação, equidade racial e protagonismo negro Este episódio é um convite para enxergar, ouvir e aprender com quem transforma territórios com coragem, consciência e ação. Compartilhe, comente e ajude a amplificar a voz das mulheres negras que constroem, todos os dias, um Brasil mais justo. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, o Mão Solidárias de hoje vai mostrar o trabalho do Instituto Negras em Ação, fundado por sete mulheres. Nós vamos entender essa história. qual é o trabalho, qual o objetivo e tudo mais. Com duas delas, nós estamos aqui com a Laí, que é a presidente, e a Miriam, que é a secretária. Meninas, sejam bem-vindas. Primeiro eu queria entender a história do Instituto Negras em Ação, Laí. Eu conheço a Laí, inclusive do conselho da comunidade negra aqui em Campinas, a Miriam também foi onde eu as conheci, mas não conheço a história do instituto. Me conta. Sim. Eh, o instituto, como você disse, nasceu do encontro de sete mulheres, né? Nós somos todas funcionárias públicas e dessas sete, cinco, né, são aposentados e eu e a Miriam que estamos ativa trabalhando. Mas como que era esse encontro? Vocês já eram amigas? Vocês eram colegas de trabalho? Vocês eram da mesma comunidade? Onde se unem essas sete mulheres? se unem da universidade da Unicamp, né, que nós fomos todas nós fomos mães e se encontrava e se encontrava na creche, né? Nossos filhos cresceram, já são adultos e resolvemos criar um instituto, fazer alguma coisa em benefício das mulheres negras, né, empreendedoras da periferia e marcamos uma reunião e aí saiu o instituto, saiu o nome, vários nomes e chegamos a a o nome Instituto Negras em Ação, porque nós gostaríamos de mostrar as a nossa vivência para essas mulheres, né, e a nossa experiência, mostrar para elas que elas são capazes e o que elas fazem não era só um bico, né? E sim elas, elas empreendem, né? Só que elas têm que saber disso. Então, a ideia do instituto é mostrar eh levar elas eh a um patamar onde que elas consigam eh ter eh saber que tem direito a benefícios, né, que o próprio governo dá, tem que tem CEBRAI, como que elas podem eh administrar o seu negócio como empreendedora e não como bico. E você sabe, né, Mirna, a gente tem hoje, nós estamos lá embaixo da pirâmide, as mulheres praticamente é ganha um salário mínimo e meio e fazem isso não, elas não conseguem ver isso como um recurso que vai beneficiar, né, e sim como uma necessidade. Então, a necessidade deixa elas assim incapazes de querer saber como que que por que elas de saber dos seus benefícios, né? E é isso que a gente quer passar para ela, o benefício que elas podem ter para elevar o seu empreendedor, a sua empresa, para elevar o seu negócio, para ajudar mais a família, seus filhos, ter melhores condições de vida. Miram, obrigada por você participar aqui com a gente. Me conta quando veio então essa ideia, naquele momento, qual era então a sua dor, a sua inquietação que você falou: "Ó, preciso estar nesse instituto, eu também vou dar minha contribuição". Como que tava a sua vida? Então, é justamente por isso que quando nós fizemos essa reunião entre nós, a gente decidiu que a gente queria cuidar das mulheres empreendedoras no seu e não só apenas na questão de do negócio, de formalização do negócio ou é porque tem uma questão de identidade que é mais embaixo antes do negócio. É partindo disso. Partindo disso. Então o instituto, inclusive no seu estatuto estat estatuto, consta que a gente quer cuidar nos aspectos físicos, emocionais, mental, né? Então no a mulher como um todo, porque nessa reunião a gente viu que a gente precisava e era essa a minha dor. Eu já empreendia isso foi em 202 dezembro quando a gente fundou, né? Gente, nós fizemos duas reuniões, então isso foi em novembro. Eu como empreendedora já há 20 anos, né, eu falava: "Não, é isso, aí as meninas não é aquilo, né?" É, então a gente viu que a gente precisava olhar pras mulheres negras no seu todo. E é essa a riqueza do grande do Instituto Negras em Ação. A partir de então, quando vocês se reúnem, fazem o estatuto e de certo se tornam CNPJ, qual foi naquele período a primeira ação? Como que vocês desenharam a ação de vocês? Foi muito legal que a gente imaginava, né? não sabia o que que era o instituto. A gente sabia que tinha o CNPJ. E aí foi justamente no mês da consciência negra, não foi? Não, não. Antes foi outubro rosa. Outubro rosa. E aí a gente queria fazer uma atividade, fomos procurar a prefeitura. Eh, e aí vamos fazer uma atividade no outubro rosa. Não tinha espaço, não tinha lugar, nós sabíamos o que era. E isso foi em Paulíia, viu? Porque o instituto, eu moro em Paulini e tá registrado lá, mas a nossa nós abrangemos a região metropolitana, tá? E aí a gente nós fomos numa num Cras que tem lá. E aí o o coordenador do CRAS, muito muito legal e também gostou da nossa ideia, falou que lá tinha todo domingo uma roda de conversa, todo domingo, a cada último domingo do mês, uma roda de conversa com as mulheres e nós somos e nos convidou para ir lá fazer uma atividade com elas. Foi maravilhoso, sabe? Porque nós conversamos, elas precisam de conversa, elas precisam falar e assim a partir daí o instituto desabrochou. Sim. É isso mesmo que nós houver. É isso mesmo que nós vamos fazer. E é muito rico fazer essas atividades. Então vocês fazem o qu então? É só só por isso que daí surgiram as rodas de conversa que que é a nossa marca dentro do instituto. A depois dessa roda de conversa tem vá diversas a gente deslanchamos. Nossa. E é sempre grupo de mulheres mais maduras. Quem que é quem é o público? alvo. Nosso público são as mulheres empreendedoras, tá? Mas normalmente é sempre eh esse nessa faixa assim, né? Eh, nós estamos mexendo com jovens a partir desse ano, mas até então eram as mulheres empreendedoras em grande maioria, de 30 a 60, né? É, sim. Hoje a gente fala com mulheres de até eh com menos idade, assim, 18, né? 16 anos el vi que vocês fizeram inclusive um trabalho interdisciplinar com outro coletivo de meninas jovens, né, de que que trata com questões culturais também, a pessoal da cacau. É isso. Como que foi essa experiência? Então, nós fizemos uma atividade no mês da consciência negra esse ano, não, o ano passado. E a gente é que chama As Pretas fazem o som. Foi na Unicamp, onde teve uma feira cultural também em março, né? Foi em março. Ah, desculpa, foi no dia do da mulher, né? E aí a gente queria levar eh as mulheres a cantarem de todo assim, cada um com a sua característica, né? Samba, hip hop. E a gente foi perguntando, chegamos na Cacau, né? E ela foi tocar pra gente, foi muito legal o show e aí nós conhecemos e a partir daí a gente se encaixou, né? É bom ter a gente ter contato com todos esses coletivos e que também são mulheres que estão aí. na batalha e esse olhar da juventude também. Ol da juventude. Por isso que a juventude veio com a gente. Veio com a gente. Depois nós fizemos também atividades no colégio Rio Branco para falar sobre o racismo recreativo. Foi a Miram e a Alice, uma outra fundadora. E recentemente a gente foi falar sobre o racismo recreativo também no Espro. é uma escola, né, de para jovens aprendiz e foi muito legal a participação deles. Sim, né? Aproveitando que vocês estão aqui, então para quem não conhece, explica rapidamente o que que é o racismo recreativo e qual que é a importância da gente ter essa consciência, que eu sempre falo, não basta não ser racista, também tem que ser antiracista. Antirracista. Então, o racismo recreativo, ele é quando você faz uma brincadeira, não só com na escola, mas com qualquer um, né, e que só você é o prejudicado, né? Você é a piada da vez. Sim. Então, foi isso que a gente levou para eles, que você falar de brincadeira sobre o meu cabelo e só tá prejudicando a mim já é um racismo recreativo. Você falar da minha pele, você falar do meu nariz, você falar da minha roupa, né? é um racismo recreativo. Então isso foi muito rico lá na escola e hoje também aqui no colégio foi muito rico a gente tá falando sobre isso, tá? Inclusive, daqui a pouco vocês vão acompanhar algumas imagens, alguns momentos desse encontro que a Miriam e a Laí tiveram com os alunos do colégio Culto a Ciência, que é onde nós estamos gravando, porque nós estamos em meio a um evento, gente. A escola eh hoje realiza o primeiro festival, né, relacionado aí à negritude. Um dia de intercâmbio com as novas gerações. Assim, o Instituto Negra em Ação participou do primeiro festival Negritude em Foco, que na semana da Consciência Negra encerrou a trilha antiracista, promovida de forma interdisciplinar entre os mais de 500 estudantes. O encontro com os alunos do ensino médio do colégio culto à Ciência ofereceu vivências para que todos entendessem as especificidades da população negra. a gente veio falar um pouquinho do nosso instituto, né, que a gente trabalha com as mulheres negras, empreendedoras da periferia. Quando a gente vai descobrindo os nossos caminhos, eh, enquanto profissão, enquanto aquilo que a gente quer fazer, eh, quando a gente toma aquilo pra gente, a gente toma aquilo como missão. Todos nós aqui temos que ter autoestima. Então o instituto quando ele faz esse acolhimento, ele também já motiva, né? O empreender é para poucos, né? E que quem escolhe que segue em frente, que vale a pena. Eu fico muito feliz porque hoje jovens, né, vocês querem empreender, né? Porque a maioria querem eh tem internet, tem um monte de recursos que vocês podem tá ganhando dinheiro. É um dinheiro que ganha, mas assim é com informação, né? Vocês eh t lá o cara de TI, tem as pessoas que querem que fazem, que estão lá no Instagram mostrando a sua cara, tendo seu conteúdo. E eu fico muito feliz porque vocês fazem isso, né? Eu acho muito legal porque é uma nova era, é uma nova oportunidade. Eu achei muito legal, principalmente por elas terem falado sobre experiências, porque é algo que realmente tá muito dentro da nossa sociedade e que muitas pessoas não vê isso como importância. E é muito importante ter, principalmente, duas mulheres estarem aqui representando isso pra gente, porque conscientiza e faz a gente entender que é algo que tem que ser realmente falado e mostrado para todo mundo. Eu acho bem legal. Gostei. Quais foram suas percepções diante de tudo que elas disseram aqui? Ah, eu acho que foi muito interessante eh trazer essas vivências paraa escola, principalmente para alunos são negros e pardos, porque é uma coisa que muitas escolas não faz. Então, achei muito interessante. Eu adorei cada minuto daqui, cada segundo, principalmente porque eu não fazia ideia da existência desse instituto e eu adoro saber sobre as coisas novas que vêm assim, que ajudam as pessoas que precisam de ajuda e também ajudam também coisas que permeiam em mim também, que eu já sofri algumas coisas e eu adorei ver pessoas à frente. para explicar sobre as coisas. E eu gosto quando a escola traz essas figuras, principalmente da Unicamp. que eu adoro Unicamp e dessas vivências eh sobre o que elas sofreram por coisas que perpetuam até hoje. É, e eu amei demais quando se trata do empoderamento da mulher, principalmente dessa questão da identidade e todos os desafios que, né, elas já passaram, que muitos de vocês ainda vão ter que passar, essa vivência já traz um melhor esclarecimento que olha como eu devo agir e e que caminhos eu devo seguir. Sim, demais. E principalmente quando elas falam das coisas que aconteceram no cotidiano delas, que elas viveram, isso é uma coisa que elas passam adiante e que para não acontecer de novo, porque pra gente criar um futuro, bom, a gente também tem que saber do passado. Essa é minha visão. Você faz parte do staff, do primeiro festival Negritude enfoco. me fala dessa construção desde que vocês começaram a pensar nesse evento. Bom, essa ideia surgiu entre dois professores, Shak e Víctor Mavas. Eles veio da ideia de construir um evento em que abordasse a educação antiracista, em que é algo muito falado, mas não discutido sobre ações impostos para resolver isso. E acho que é muito nítido dentro da sociedade que a gente vê, né, diversas situações, mas não pautas abordadas sobre isso, como a gente agir sobre determinada situação, como a gente combater determinada situação e não ficar constrangida. Então, tá sendo um dos primeiros eventos que eu estou participando. Eu tô muito feliz, inclusive, e eu espero que seja maravilhoso, como já foi com as palestras delas, né? Qual foi sua função nesse nessa organização? Eu faço parte do grupo da logística, então a gente ficou responsável por organizar o evento em separar as salas em que vai ficar as pessoas, as palestras, os eventos. E é isso, é um evento e que tem uma grande importância, eu vejo, pras pessoas pretas, indígenas. E é isso. E hoje você ficou em especial acompanhando aqui a palestra do Instituto Negras em Ação. Me fala um pouquinho dessa experiência, desse aprendizado, do que elas disseram aqui. Eu achei que foi muito importante o que elas falaram, eh, principalmente quando ela deu exemplos, né, de que acusaram ela sobre de tá pegando alguma coisa, se arroubando. Eu tenho muitos exemplos também, né? Então, acho que é uma vivência, um ponto que ela abordou bastante, que deve ser compartilhado, que acho que é uma coisa muito abafada, as pessoas não falam sobre isso e achei muito interessante ela ter trazido isso. Você tá no terceiro ano e se prepara aí, talvez para uma universidade, pro mundo do trabalho e tudo mais. O que que essas vivências trazem de importância para você quando você pensa que você vai, de certa forma enfrentar o mundo lá fora? Eu penso que eu tenho que acreditar na minha capacidade e que eu não tenho que entrar em comparação com as pessoas, que muito tempo atrás eu entrei em uma certa comparação, tipo, nossa, ela tem mais capacidade do que eu ou algo do tipo. E eu acho que a gente tem que olhar para dentro de nós mesmos e reconhecer o nosso eu, que eu faço a minha própria capacidade, eu tenho que olhar para dentro de mim e não me importar com as opiniões de fora e concentrar e focar no meu futuro. E é isso. Muito bem. Obrigada. Excelente palestra. Muito bem. E como foi para vocês então também chegar aqui? Eh, como foi esse convite ou vocês que souberam que ia ter oferecem esse trabalho paraas escolas? Me conta dessa experiência, Miram. Ah, sim. Eh, nós eh fomos convidados porque a gente também tem uma empreendedora que tem um filho aqui e que é uma das associadas do instituto. Inclusive, se você quer se tornar uma associada do instituto, eh, nos solicitem. A gente tem um formulário que está lá no nosso brio lá do Instagram, mas essa esse filho da associada nos nos indicou para que estivéssemos aqui. Ele falou: "Vocês precisam estar no nosso festival Negritude em Foco". E aí a Laí recebeu o convite e para nós foi uma grande alegria eh perceber como os jovens eh se interessam eh em olhar paraa realidade deles, né? A nossa estar aqui um evento desse é tá olhando pro que tá acontecendo. Sim. E eles já, como se diz, se vão se preparando para muitas coisas de vivências que eles vão passar e que precisam estar melhor estruturados para cada uma dessas, para, por exemplo, combater o racismo recreativo, para entender quando é vítima ou quando pode interceder por uma questão lá no mercado de trabalho e tudo mais, né? E você viu que a menina, uma das que estavam lá conosco, falou: "Para nós foi muito importante a gente ver o que elas viveram, né? O exemplo, é muito, muito bom ver isso, né? Elas passaram por isso e agora estão lutando, né? Estão aqui por uma causa maior. Então isso trouxe identificação, né? Isso foi muito bom. Eh, quando a gente pensa também, vocês falaram nessa questão do empreendedorismo, que além do empreendedorismo, vocês vão em busca também dessa identidade da mulher. Recentemente, inclusive fizeram no outubro rosa. Claro que o combate ao câncer de mama é algo muito muito sério e importante e que traz uma camada também que mexe muito com a autoestima da mulher. Sim. vocês trouxeram inclusive uma dessas atividades. Queria que vocês falassem também desse olhar. É, então é muito, a gente consegue lincar, né, todas esses esses movimentos, né, de de saúde eh dentro da nossa filosofia, dentro do instituto. Então, nós fizemos há pouco tempo, né, o o workshoping da do cabelo, né, da mulher, eh, da autoestima, né, e foi muito rico, né, e a gente acaba fazendo esses tipos de coisa. Nós fizemos também um ciclo de uma roda de conversa, um workshop também sobre a saúde mental, né? E foi e dentro do outubro rosa. E foi muito rico também, porque nesse dia, eu acho que foi um dia de desabafo mesmo, eh cada um contando a sua história, suas dores, teve choro, teve riso. Então, foi muito, é muito rico, gente, é muito rico a gente ouvir as pessoas. É aí que a gente vê esse work shopping que a gente fez foi lá no residencial Ouro Verde. E aí a gente vê a importância da casa negra, casa preta móvel e estar indo até as os lugares, né? É um projeto que a gente acabou de ganhar aí eh para 2026. Então isso é muito Casa Preta Móvel vai ser o quê? Um veículo que vocês vão comprar. Conta para nós. Já dá um lá já. Então vai ser um, nós vamos eh alugar ou comprar, nós não sabemos ainda, uma um microibus e vamos adaptá-los, né, para para levar esse ônibus nas periferias, nos lugares, porque para elas, se a gente faz um workshoping aqui no centro é complicado, às vezes elas não podem ir vir. Então nós vamos levar esse esse veículo com lá e com os profissionais, né, de todas as áreas. convido até você também. Obrigada. E vamos fazer esse trabalho com elas dessa maneira. Então nós aqui vamos a ela porque é muito importante. Sim. a partir inclusive dessa vivência que vocês disseram lá no Residencial Ouro Verde e que eh você disse teve muito abraço, teve muita coisa, carinho, muito choro. Existe um estigma de que a mulher afrodescendente ela acaba sendo um pouco às vezes ela não é tão amiga quanto as mulheres brancas são entre elas. Sim, eu acho que é preciso e essa ação de vocês derruba. Isso que eu acho que é um mito, não é uma verdade. Porque eu acredito que a mulher negra ela é até muitas vezes muito mais amiga entre si, até por conta das suas dores. Eu não sei se é uma impressão minha. É. E ai isso é uma coisa muito importante de falar porque a gente viveu isso nos cras, nos três cras que nós fomos, fizemos várias vezes atividades lá. Você vê, eh, eu passei por um câncer de mama também, então a gente também traz o depoimento, traz a vivência. E gente, nem parecia que ali aquelas 30 mulheres, quase 40 mulheres, não se conheciam, né? A gente literalmente é um acolhimento tão grande, tão forte, sabe? Então você tá super certa, vamos quebrar isso. Não, não existe isso. Não existe isso. O que acontece é que às vezes eu acho que a gente trabalha tanto, tem que cuidar de tanta coisa que a gente acaba não tendo tempo de estabelecer esses laços. Mas o instituto tá mostrando que dá para fazer esse caminho, esse caminho inverso, né? Fazer, dá para fazer e é muito gratificante. Nós só ganhamos, né? E esse estigma que nós não nos unimos, é realmente não é verdade, porque quando a gente precisa é só instalar o dedo, todo mundo se, sabe, se solidariza, se se acolhe, olha, eu posso eu não posso, sabe? É muito importante isso. Vou dar um exemplo do nosso da nossa feira afrocultural que aconteceu agora sábado lá no na Praça Carlos Gomes que aconteceu tipos em cima da hora porque a gente por conta de burocracia burocracias, né? E aí super certo, meninas, vamos, vamos lá. A gente precisa de ter essa feira que já eram as empreendedoras. que já eram as empreendedoras, mas assim, em cima da hora cada um tem seu compromisso. Mas vocês, vocês têm o quê? Um é um cadastro de empreendedoras do instituto. É isso? Sim. É um grupo. É um grupo porque nós lá no nas pretas fazem o som, nós montamos também lá na Unicamp essa feira e aí esse grupo foi só crescendo, certo, né? E aí vamos, meninas, vamos fazer o que que precisa, tal. Todas elas se uniram, vamos fazer e aconteceu. Foram 40 expositoras. A feira foi um sucesso. E assim, só tem que agradecer quando a gente precisa, coloca lá no grupos, nos grupos que a gente tem comum, olha, preciso de uma transista, olha, eu tô aqui, preciso de um uma advogada, preciso de uma psicóloga. E assim, a maioria e a gente tá tão acostumada em fazer tudo sem o retorno financeiro que é normal pra gente, porque a nossa vida é essa, né? Sim. E mas agora a gente, o instituto também procura eh valorizar essas mulheres, porque eu acho que não dá para fazer nada o tempo todo solidário. É isso que eu ia falar agora. a gente sempre acostumou aquela questão, vou ajudar isso. Mas inclusive quando a gente conversa, eu faço um outro programa sobre empreendedorismo, que às vezes as pessoas têm vergonha de precificar o seu trabalho, o seu serviço ou seu produto. E aí vem uma questão anterior que é identidade. Talvez eu não me sinto tão valorizada, não. Então ela precisa primeiro também se valorizar para valorizar aquilo que ela faz, né? Sim, e tem um preço e todas nós podemos pagar esse preço, né? Exatamente. Por isso que a nossa meta é ter projetos, é ter eh ajuda do poder público, porque eu acho que isso é importante e e tá e e tá assim valorizando essas mulheres, estar valorizando quem estar com a gente, está com a gente, sabe? Isso é muito importante, né? valorizar quem vai trabalhar com a gente. Eh, começamos com pouco, mas é pouco, mas é muito, né? Porque é uma valorização, tá? Vocês começaram inclusive com sete. Hoje vocês têm quantas associadas? É, a gente começou com sete fundadoras, né? E a gente, nós estamos em 23 associados. 23 associados, além das colaboradoras, tá, né? As colaboradoras são as nossas, todas voluntárias. São as nossas âncoras. A gente tem âncoras muito fortes. É. E como é para vocês essas sete fundadoras, né? Algumas vocês se distribuem em atividades, como que vocês se organizam? Sim. Olha, deixa das sete fundadoras. Hoje nós somos em cinco porque duas tiveram que sair, tá? OK, né? E as outras, nós cincos nos distribuímos, sabe? Precisa ir fazer uma atividade lá. em, sei lá, em Vinhedo, vamos, no Ode vamos. A gente, porque como nós trabalhamos nós duas, né, as outras também tm seus compromissos, então a gente se divide. Sim. E dá super certo. É, mas vocês já me contaram em off, vou dar outro spoiler aqui, que em breve devem se aposentar e aí se dedicar integralmente. Já estão se preparando para isso? Me contem, hein, sonho de consumo. Aí, vai lá, eu já posso me aposentar, né? E aí eu na pandemia eu fiquei em casa, eu falei assim: "Gente, eu vou fazer o quê? Vou, não vou me aposentar, vou continuar trabalhando." Aí veio o instituto e agora eu tô me preparando para me aposentar. A Miram não tem tempo ainda, mas falta muito pouco também tá se preparando. É, dois aninhos passados do aninhos rápido. É que eu tenho filho na faculdade ainda, né? É, então eu tenho que segurar um pouquinho. Então aí vai faz dois anos. É, aí vai ser dedicação exclusiva pro instituto. Vocês já falaram inclusive que 2026 vai ter aí a Casa Preta Móvel. Sim. O que que também está nos planos do Instituto para 2026? A gente tem, nós ganhamos um projeto pela Salique de incentivo, né, que esse daí é a Casa Preta. né? Nós ganhamos e aprovar a física. Ah, é? Inclusive, gente, hoje a gente tá gravando aqui no colégio cultociência, porque na verdade a sede é um pouquinho na casa de cada uma hoje. É isso, né? É. Então, nós ganhamos esse projeto, estamos atrás de de patrocinadores que nos que acreditem no nosso trabalho e que possa nos incentivar, né? porque é uma uma lei de incentivo. Eu acho que as empresas, se tiverem eh oportunidade de nos conhecer e nos ajudar, estamos aqui. E aí depois da aí nós vamos ter essa casa, nós vamos ter a casa preta, certo? Né? E nós vamos fazer várias atividades também lá nesse sentido, oficinas, eh já vai ser o QG de tudo. Então a gente tá aí, eu acho que estamos caminhando, sabe? Eh, temos eh pro ano de 2026 temos vários projetos assim de formação de de formação, como que a gente vai como que se a gente não conseguir, né, até então eh como que a gente vai trabalhar com essas mulheres, aonde que nós vamos, os as colaboradoras nossas que vão fazer os projetos pra gente. A gente tem aí tantos coletivos, tantas organizações que tratam da mulher. Como vocês se vem hoje com esse foco na mulher negra da nossa região? Qual que é a importância de fazer esse recorte, Miram? Tá? Eh, só completando que o ano que vem, 2026, a gente tem, né, o o a Casa Preta, eh, a Casa Preta Móvel, nós temos o projeto da feira afrocultural, que já tá solidificado, e também nós temos o festival As Pretas fazem o som. São grande quatro grandes atividades que estão já programadas pro para 202. As pretas fazem o som em março. É, as pretas fazem o som em março, tá? E respondendo a sua pergunta, eu tô lembrando que em março do ano passado, nós fizemos um projeto com as mulheres de maquiá-las, né? E foi um projeto muito lindo para depois em maio a gente distribuir essa foto, né? A gente tinha uma intenção de fazer uma exposição que não deu certo com essas fotos, mas elas receberam. E teve mulher que falou assim: "Eu nunca me olhei assim", né? Como foi que ela falou? Eu nunca me vi tão bonita assim. Então, respondendo a sua pergunta, a gente quer que mais mulheres, mais, mais e mais tenham coragem de se olhar, de se enxergarem. E se verem que elas além delas serem incapazes, elas são mulheres potentes, são mulheres bonitas. Então, existem muitos coletivos e existem muitas organizações, mas o instituto se diferencia porque ele quer essa construção na mulher, é essa construção que faz a diferença, porque é isso que faz com que as mulheres se empoderem e ganhem essa força, né? A Laí ali, olha a gente vê a Laí toda linda aí, bonita, né? É assim, é assim que a gente segue. E eu queria só falar também que a gente tem uns parceiros muito interessantes, assim que é a universidade que hoje a gente, a Universidade Estadual de Estadual de Campinas que nós temos inclusive um termo uma um termo de cooperação com a universidade. Sim, saiu, graças a Deus. Eh, quer dizer, tá super ali carimbada, carimbada. Nomada. E quando a gente tem de certa forma um instituto querendo ou não, 2023, vocês estão completando do anos. Anos são bebês, de dezembro, são bebês, digamos assim, e já tem esse carimbo da Unicamp. É algo muito importante. É. E as e associações também, né, que nos acolhe muito dentro da universidade, que é o sindicato STU, e a do Unicamp. Nossa, abre, abriram os braços pra gente. Fico muito feliz, viu? Quero muito agradecê-los. Tem mais alguma coisa que vocês aí para finalizar possam falar? Então, e também pro ano que vem, eh, nós fomos convidadas a fazer, a realizar um fórum sobre a saúde da população negra na Unicamp, eh, e que a gente tá muito feliz de acontecer. Estamos montando esse fórum ainda, faz parte, faz parte das comemorações de 60 anos da Unicamp. Olha, super importante, hein? O termo de cooperação saiu pelo PROEC, né, que é o a Pró-Ritoria de Pesquisa e Extensão. E esse convite que nós tivemos foi do pró-reitor, do vice-reitor, professor Fernando Coelho, da do fórum. E que a gente consiga aqui no Mão Solidárias mostrar tudo isso em 2026, mostrar a inaugura inauguração da Casa Preta e muito mais que tem aí por vivo. Meninas, quem quiser seguir vocês, conhecer o trabalho de vocês do Instituto Negrinha ação, como é que faz? Como é que faz? Nosso Instagram é @instituto.negras.acão. AC nos segue lá que lá você consegue eh eh eh ver a nossa agenda, né, o que tá acontecendo e pode também colaborar conosco. Você se unir ao instituto faz total diferença, porque ai somos, eu não quero falar, né, juntos somos mais forte porque é muito clichê, mas você junto com a gente faz total diferença. seja uma associada, venha com isso tudo. Não, eu só tenho agradecer e por essa oportunidade e que vocês nos apoiem, sabe? Eh, acredita na gente que nós acreditamos em vocês. Muito obrigada. Ó, e você viu aí que eles elas já são muito acreditadas. A gente parou um pouquinho a entrevista, você viu o momento que elas estavam justamente fazendo a palestra atenção dos jovens, das meninas. as perguntas, tudo que aconteceu. Olha, mãos solidárias fica por aqui. Muito obrigada a vocês. Agradeço. E se você quiser assistir outras edições do nosso programa, entra lá no youtube.com/tvcâmaracampinas, você coloca na playlist mãos solidárias e lá você vai acompanhar o trabalho que é feito por organizações da sociedade civil e também ações de pessoas que atuam com voluntariado e muito mais. Até o próximo, mãos solidárias. เฮ
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