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[Música] E no M Solidárias de hoje, a gente vai conhecer o trabalho do movimento assistencial Maria Rosa, que funciona desde 67 aqui na região do Taquaral e também depois com uns anos abriu uma filial lá no Jardim. em Campineiro e começou lá atrás focado em combater a desnutrição e a fome e foi acompanhando as demandas sociais e hoje trabalha como serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. E quem vai contar um pouco pra gente de como tudo começou é a Regina, que tá aqui a 17 anos, né, Regina? Isso. Você é coordenadora do espaço, né? Sim. Das duas das duas entidades. Das duas entidades, né? As duas são Maria Rosa, né? E eu queria que você contasse essa história, como começou lá atrás, um bairro que era totalmente diferente, né? Era. Eh, a nossa fundadora, dona Vandir Dias, ela começou a servir sopa na garagem da casa dela para algumas crianças que estavam eh com dificuldades eh de nutrição eh alimentar, né? E eu acho que os vizinhos começaram a se incomodar com tanto de gente que foi chegando depois que ela começou a ajudar essas crianças. E e aí eles vieram para esse prédio. Então, uma casa se chamava é é muito conhecida como casa da Sulpa. E nós começamos aqui, exatamente aqui, onde está esse vidro do café, ali era a nossa cozinha. Eh, com emancipação da lagoa, eh as pessoas que vinham daqui dessa região para tomar sopa, elas acabaram indo para o Jardim São Marcos. Eh, mesmo essas famílias, mesmo tendo as famílias da daqui da lagoa que chamava Grameiro, aqui bairro do Grameiro, antes da emancipação, já vinha gente lá do Jardim São Marcos e na região dos Amarais para tomar sopa aqui. E aí, que que eles fizeram? Eles começaram a ir para o Jardim São Marcos, eh, levava sopa numa perua, chamava ahã Batuíra. Eles levavam a sopa para lá, servia lá na praça, até que eles conseguiram uma doação de um terreno e construíram prédio lá, que é a nossa segunda, a nossa primeira filial. Hum. Né? Nesse momento, todo mundo foi para o Jardim Campineiro e se estabeleceu lá a Casa da Sopa. E aqui ficou um prédio mais para a parte religiosa e outras ações que aconteceu aqui neste prédio no Taquaral. Eh, depois teve algumas mudanças no meio do caminho e a gente começou a atender as pessoas como serviço social. Deixamos de ser somente casa da sopa. Já teve um momento que a gente teve que mudar, até por conta da vegetação, tudo, né? E a gente começou a atender as famílias, eh começamos a trabalhar com eh serviço de fortalecimento de vínculo, que é esse que foi financiado pela prefeitura. eh atendendo eh terceira idade e crianças, menos do que a gente tem atendemos hoje, né? E hã e foi aumentando a nossa demanda e a gente acabou se estabelecendo lá, atendendo hoje no total de quase 400 pessoas entre crianças e adultos e idosos. Lá nós temos várias oficinas, como já foi dito anteriormente, eh, ficou lá então a filial e aqui ficou a matriz. E as crianças e jovens ficam no período no contrator escolar. Contrator escolar. Eh, eles, os que vão de manhã, nós recebemos com café da manhã, oferecemos o almoço. Isso tudo proporcionado pelo termo de parceria da Prefeitura de Campinas, eh, o almoço da das crianças, que são somente eles que têm a refeição. E aí as crianças que vêm da escola, no período que estudaram de manhã, que estão voltando pra casa, que aí elas voltam para Maria Rosa, elas almoçam, ficam lá até o final do dia, tomam um café e depois vão para casa. Ou seja, é um serviço fundamental para os pais poderem trabalhar com tranquilidade para muitas famílias é fundamental. E acho que a própria região foi direcionando, né? Acho que aqui talvez a vulnerabilidade tenha mudado, né, o perfil. Mas lá ainda precisa desse desse serviço de escola integral, né, que é o contraturno, na verdade, não uma escola, mas funciona como, né? É, eh, a gente não usa o termo escola, eh, nem as atividades são parecidas com a escola que a gente não usa o ensino sistematizado, é tudo eh lúdico, é artistural, esportivo, mas é isso mesmo. Então, a mãe pode ficar tranquila porque ela sabe que a criança dela vai sair da escola, vai passar pelo Maria Rosa e vai paraa casa no final do dia. Sim. Então, e as que estão no perío da manhã estão lá fazendo atividades super legais, almoçam e vão pra escola. E Regina, você imaginou há 17 anos atrás que ia tomar essa dimensão o projeto? Não, não. A cada vez que que tem um projeto, eu fico bem preocupada porque já vai aumentando. E tem uma pessoa que busca o projeto, falar com ela e aí a gente fica, mas a gente dá conta, dá conta. A gente tem eh conseguido atender eh as pessoas que precisam de fato, né? Esse é o objetivo do mãe Maria Rosa. Sim. E claro que tem vulnerabilidades múltiplas, né? Antigamente era muita questão da fome, embora ainda exista muito, né? Mas existem outras vulnerabilidades que a gente também precisa olhar, né? Que essa questão da convivência e tudo mais, né? Como é que vocês conseguem manter toda essa estrutura? Olha, nós temos aqui na na nossa matriz, que hoje é uma matriz de duas filiais, nós temos o brechó e o café que dá um suporte pra gente. E nós temos algumas doações e físicas e doações e de empresas e a gente faz alguns eventos, a gente faz pizza, h, nós participamos de bazares, parceiros, por exemplo, a gente tem alguns bazares como a USA Flex, ã, a Feijó do Giovanete, que também tem uma parceria que a gente faz esse evento e um pouco do do recul da instituição. Então a gente corre atrás, tem parcerias, tem nós temos parcerias e a maior parte é da Fundação FIAC também que nos ajuda e uma parte da prefeitura. Ah, legal. A gente viu um pouquinho mais cedo o brechó, né, que a Regina mostrou pra gente. A gente vai mostrar para vocês como funciona e a gente já volta. Regina, e conta pra gente então o que que a pessoa pode encontrar aqui no brechó. São só roupas? Tem sapato também? Tem acessórios? Sim, nós temos roupas, temos acessórios. temos calçados. Eh, uma vez por mês, eh, no segundo sábado do mês, nós fazemos um grande bazar. E aí, nesse grande bazar nós colocamos todos os os as nossas doações, as roupas, os sapatos, ã, roupa de criança, é fantasia. Então, toda a doação, ela é bem-vinda e é aproveitada. Eh, no dia a dia a gente deixa as roupas que saem com mais frequência, mas nesse bazar grande eh vem ele é mais divulgado e como ele é no sábado e as pessoas estão mais disponíveis, a gente coloca eh mais utensílios, mais roupas, incluimos os calçados. E conta pra gente como é que a pessoa faz para doar. Tem um horário certo, dia? Eh, geralmente a responsável pelo bazar, ela está aqui de segunda a sexta, das 14 às 17 horas. É o melhor horário, mesmo que ele fique um dia da semana mais estendido. As doações podem ser feitas na sexta-feira de manhã ou nesse horário do bazar mesmo, das 2 às 17 horas, não tem nenhum problema. Lembrando, tá? Lembrando que são sempre roupas que você gostaria de usar, né? Exatamente. É o que serve para mim. E às vezes eu enjoei, eu não gostei, não quero mais usar aquela cor. É sempre o que serve para mim. Uhum. O que pode servir para você ou para uma outra pessoa. E brinquedo? Brinquedo também recebe brinquedo, sim. Geralmente os brinquedos, como a gente tem os dois projetos e eles têm crianças, a gente faz uma seleção e a gente deixa um pouco para cá. E às vezes a gente utiliza alguns das nossas atividades com as crianças, que é muito bem-vindo esses brinquedos. Perfeito. Então, só vi, só doar, só é só do ar, é só vi. E no Instagram a gente consegue acompanhar o dia dos bazares? Então, sim, consegue acompanhar o dia do do bazar, é dia de promoção, às vezes, eh, até as roupas que a gente recebe novas, a gente expõe no bazar. Perfeito. Obrigada. Gila. Então é esse brechol bonito, né? Que a sede é muito bonita, bem moderna, bem bem linda. E também tem um café para quem quiser vir, né? Isso. Eh, o nosso brechó, ele tá a ele é um brechó novo, né? Nós tínhamos antes desse brechó um modelo de bazar e com essa mudança que a gente teve no espaço, nós resolvemos colocar o café e o brechó para ter uma harmonia, né? ficou mais elegante, mais atrativo. Eh, eles estão abertos da a partir das 2 horas da tarde, das 14. Na terça-feira ele se estende até às 18, um pouquinho mais tarde. O restante dos dias é às 17:30. E aí as atividades também dos estudos espíritas acontecem aqui no prédio ao lado, né? Isso. Isso. E a pessoa que vem tomar um café, então tem uma multiplicidade de opções aqui, né? Com certeza. Com certeza. É só vi, né, só vi. Legal. Será bem recebido. Muito obrigada por contar essa história pra gente, né, que é uma história antiga que vem se transformando cada vez mais, se firmando aqui nesse território. Com certeza, né? Então a Kelly agora vai contar pra gente. A Kelly é aquela pessoa que fica inventando projetos legais. Exatamente. Ela fica inventando projetos legais pra gente ficar de cabelos brancos. O bom é que dá certo, né? Então vamos saber um pouquinho mais com Kelly, como é que funcionam os projetos sociais aqui no Maria Rosa. [Música] E a Kelly Parro é a coordenadora de projetos aqui do Maria Rosa e vai explicar pra gente como que funcionam esses serviços de convivência, de fortalecimento de vínculos, né Kelly? Muito obrigada por nos receber aqui nessa sede linda. Imagina, é um prazer enorme receber vocês, poder contar um pouquinho mais da nossa história, né? Eu atualmente estou como coordenadora de projetos sociais e relacionamento institucional e fico responsável por toda a parte da escrita dos projetos, por toda a gestão, por todo o desenvolvimento e os resultados também junto à população e junto aos oficineiros aí que fazem as oficinas. Então, é, foi se transformando, né, no começo lá atrás, muito focado em combate à fome, à desnutrição, o próprio bairro mudou muito, né? E aí, como é que você vislumbra isso? Porque a gente já viu uma umas oficinas, daqui a pouco a gente vai mostrar para vocês como é que você pensa nos projetos, né, a partir da demanda, como é que é? A gente pensa sempre a partir da necessidade. Acho que o dia a dia no contato com as pessoas vai refletindo sobre possibilidades que tragam autonomia, que tragam habilidades, que tragam desenvolvimento. Hoje a gente tem atuado bastante na área de inclusão produtiva e olhar pros projetos hoje, os dois projetos que nós temos, que são eh financiados pela Fundação FEAC, são projetos de inclusão produtiva. Então, nós temos o projeto Jovem Chefe na área da gastronomia. A cada 4 meses nós formamos 20 jovens. é um curso básico, né, mas com o objetivo de encaminhá-los ao mundo do trabalho e fomentar o empreendedorismo. E nessa perspectiva, a gente vem eh de reflexos mesmo do projeto, as pessoas têm muito mais habilidades para empreenderem do que a o desejo de atuarem no mercado de trabalho, principalmente na área da gastronomia. Acho que temos algumas nuances ainda serem eh rompidas e vencidas, né, dentro do desse universo da cronomes. Sim. E o Senhora Bonita do Laço de Fita dois, nós estamos na segunda versão. Então é um projeto que tem como objetivo formar artesãs para oferirem renda complementar. Então nós fornecemos todo o material para as oficinas. São de bordado, de biojoias, de costura criativa e arte sustentável. Qual a arte sustentável? Nós focamos no público masculino para que eles também possam resgatar ouvir a desenvolver habilidades e dali também oferirem renda complementar. Que legal. Esse projeto ele é executado nas duas unidades, tanto aqui no Taquaral como na unidade do campineiro. Lá com as oficinas de bordado e arte sustentável. aqui com a produção de biojoias, bordado e costura criativa, que tem sido um avanço assim, o quanto contribui e é isso, não só pro desenvolvimento de habilidade das mulheres ou das pessoas, mas também para essa convivência, para para essa transformação de entender que o que eu tenho de causa, o outro também tem de causa e nisso eles vão se fortalecendo. Então, tem sido muito rico trabalhar com senhora bonita, além de tudo que elas vêm produzindo ser sensacional, né? Muito, muito habilidosas. Tem sido um prazer enorme pra gente poder potencializar essas pessoas, né, para dentro desse projeto. Então, hoje as oficinas são um meio para que haja essa esse condivência, esse fortalecimento de vínculos. A oficina sempre vai ser um meio dos projetos de inclusão produtiva. É, a gente desenvolve as habilidades, né, com com os participantes para que eles possam oferir renda, para que eles possam empreender, ou para que eles possam entrar no mundo eh do mercado de trabalho, como o curso, o projeto de jovem Chefe, né, o de gastronomia. Nós temos nas duas unidades do Maria Rosa o Serviço de Convivência e Fortalecimento de vínculos. Então, lá no Jardim Campineiro, nós atendemos 120 crianças e adolescentes no programa de 6 a 14 anos e 11 meses e uma média de 300 pessoas, mais ou menos no centro de convivência, inclusive intergeracional. Aqui na unidade do Taquaral, desde julho do ano passado, nós implantamos o centro de convivência, né, inclusive intergeracional, que é o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, com atendimento de 60 pessoas. Hum. Então, a gente vem fortalecendo o trabalho aqui, que olhando pra assistência social, olhando pro desenvolvimento do potencial humano, ele perpassa pelo pela questão do vínculo. Este fortalecimento do vínculo, essa união, essa troca que elas fazem a partir da oficina, que é um meio e e na inclusão produtiva, ela se transforma num fim, é potencializando essa convivência. Eh, é nesta convivência que a gente fortalece e a gente consegue fazer cada um na sua perspectiva, cada um no seu território quando voltam paraas suas casas se fortalecerem e aí os laços comunitários e sociais também. E nessa experiência, desde que vocês começaram com esse serviço, você tem alguma que marcou assim um caso, um retorno, um feedback das pessoas? Ah, tem muitos muitos, né? Né? Mas o o acalanto assim é da escuta de entender que ali é um espaço que elas podem trocar, que o problema que eu tenho em casa também é seu, mas que ali a gente tem muito mais liberdade para falar e construir do que dentro de casa. Maravilhoso, né? É, centro de casa não faz milagre às vezes. Vamos ver um pouquinho então como é que funciona as oficinas e a gente já volta? Então a gente já volta. A Clara Aidar é a que tá ministrando a oficina aqui de Bias e vai explicar pra gente como é que funciona, né? Que é uma oficina diferenciada de Clara, tanto você com a pesquisa do Sim. É, é diferenciado porque a gente tá trabalhando com arte e sustentabilidade ao mesmo tempo. Então eu acredito que seja uma forma de trendo educação ambiental, socioambiental, né? Tá falando dos nossos idiomas. e as pessoas terem um contato real, né? Porque elas estão manejando esses materiais, estão compondo p com esses materiais que vêm de vários lugares da Amazônia, né? Então eu trago de Rondônia, de Berlém, trago também coisas de Goiânia e e também tem algumas lojas que a gente acaba também adquirindo porque trabalhem com materiais e nessa nuva. Mas para mim o mais importante é desenvolver um estilo, sabe? Que cada um, se você reparar bem, cada um eh das artesãs tem o artesão também na turma, né? e desenvolve um estilo, porque cada um tem um olhar para esse material, né? Então a gente fala: "Ah, aquela peça tá me chamando, aquela semente tá me chamando". E você começa a elaborar a partir do estímulo que vem daquela daquele material, né? Porque cada um tem uma característica. Então a gente tem semente, tem casca, tem fibras, né? Tem algumas fibras também vegetais. Aqui não estamos trabalhando ainda, mas ainda vamos trabalhar com as fíbras vegetais da Amazônia. Então tem assim, tem vários componentes que você vai manejando para formar o seu produto e e nisso cada um vai desenvolver o seu estilo. Então, tem pessoas que gostam de um estilo mais, desenvolvem, né, um estilo mais sóbrio, né, mais eh não digo ele é um um estilo mais discreto, né, trabalha com as sementes mais amarrzadas, as sementes mais tons neutros, né, e tem outras pessoas que gostam de colorido vibrante, né? Nós temos uma artesã aqui que desenvolve trabalho pros que é porque ela é uma artesa negra, então e ela já tem essa linha eh africana, né, afobrasileira. Então ela ela trabalha com os elementos da eh digamos assim dessa matriz africana, né? Os búzios, eh a as guias, né? As guias não tem essa linhagem. Depois a gente tem uma linha esotérica também. que eu gosto de trabalhar, gosto de trazer para eles, que são os cristais, né, ametista, quartes, quartz rosa, que também tem um valor terapêutico. Então, quem gosta dessa linha acaba também desenvolvendo eh trabalhos com esse teor, né, teor mais terapêutico, mais místico. E tem a linha mais indígena, que eu particularmente a que eu que eu gosto mais até pela minha pela minha pesquisa com grafismo indígena, né, que você trabalha mais a o tom ter, né, sabe? o o o vermelho, o vermelho duricom, a gente, né, acaba seguindo uma uma linhagem mais eh voltada pro indígena, né, pro indígena brasileiro. Então, dentro de tudo isso, tem várias opções que as pessoas naturalmente vão seguindo. Eu não chego e imponho, olha, você vai fazer isso, você vai fazer aquilo, não. Cada é como se fosse um cardápio. tem o cardápio e vão escolher e vão fazer eh desenvolver a criatividade e o estilo. Porque assim, para minha avaliação, que eu já tô há muito tempo também trabalhando com projetos, é, eu, a minha ideia não é que o aluno se torne só um artesano, eu quero que seja um designer, que também não deixa de ser uma a bio, a biojoia é também uma prática ancestral, não é? Com certeza, porque todos os povos têm seus adereços. Todos, todos os africanos, os indígenas, os aboríos australianos, né, os mexicanos, os incas, todos eles têm essa marca de identidade mesmo, né, dos adereços e e e e que geralmente é feito também uma função virtual, né, porque tá ligado àela cultura, aqueles rituais, tá ligado àquele meio ambiente que são os materiais daquela localidade, né? Então, por exemplo, aqui no Brasil, os indígenas trabalham com azul porque não é uma matériapra deles, né? Você olha assim uma peça indígena, nunca vai encontrar o azul, porque não faz parte do repertório deles. Agora, se você pegar o indígena norte-americano, tem muito, porque a pedra turquesa é do território deles. Então, além de fazer parte de dos adereços, também tem um valor simbólico, né? É uma descoberta de si e do território, né? Sim, do território. Então, né, que o Brasil na verdade é é um país continental multifacetado, é um país que tem muitos países, né, cinco biomas, cinco biomas, não é? Quantas etnias indígenas que a gente nem sabe mais calcular, porque tem algumas tão extintas, outras são eh os indígenas isolados, né, que optaram por isso. E tem os descendentes dos dos africanos que estão entre nós e trouxeram também as suas influências, né, dos países de onde eles vieram. Então isso tudo tá mesclado, né? E quando a gente começa a trabalhar com esse material, você consegue meio que identificar algumas influências, né? Alguns materiais, né? Por exemplo, o africano, ele tem muito manejo com metal, né? Eles têm manejo espetacular com metal. Agora o indígena não, porque não faz parte, né, do repertório. O manejo é com a fibra, sabe? com a fípic com a semente, né? Então tem essas nuances aí, por isso que eu gosto de trazer várias perspectivas para que eh o aluno, como eu te falei, não se torne só o artesão. Ele não alguém que vai repetir, que vai reproduzir aquil. É alguém que tá se formando como designer, como o estilista, né? Ele pode depois e na formação dele, ele pode só paraa moda, para decoração, ele pode criar o estilo para ele mesmo. É mil possibilidades. 1 possibilidades. A ideia é essa, né? E agora eu quero ver o que que essas meninas estão descobrindo com tudo isso. Agora que você falou, a cabeça expande, né? É, a cabeça expande com a CP. Obrigada, F. Ai, eu quero desse. A Marisa tá confeccionando uma peça linda que ela vai mostrar pra gente aqui e vai falar como é que tá sendo essa experiência, né? Marisa que é dentista, já tem uma habilidade manual nata e que sei. Fala pra gente como é que tá sendo essa experiência aqui no projeto de jovens. Olha, eh, é uma uma forma da gente se expressar, da gente socializar e, principalmente da gente colocar a criatividade a toda a prova, porque são muitas, é uma um material maravilhoso, né, que cores e fios, texturas. Então, a hora que você pega, às vezes não tem nada pronto, mas você junta uma pecinha com a outra ali, já sai uma sobrinha de um fio, já sai uma franjinha, enfim. E eu acho que isso é é um exercício pra vida, né? Porque a gente pode fazer isso em todos os momentos, com roupa, comida, enfim. Eu acho que não é só, eu diria assim que não é só uma confecção de uma peça, é uma filosofia de vida. Pcendo histórias, né? Exato. Com a Biojoia em si, você acabou de me mostrar as cores dessa semente. Saberia dizer um pouquinho desses materiais que você tá escondendo os anos com sua festa? Para dizer verdade, eu não sei não. Assim, eu não sei os nomes, né? Onde que é uma coisa muito é muita coisa. Eh, não sei realmente, mas assim, as cores eu sempre sou dos alegres, dos vivos, dos tons. Eu acho que dar cor paraa vida quando a gente pode é muito bom, porque às vezes a vida nos apresenta cores que nem sempre são tão bonitas. Então se a gente pode fazer isso, então eu escolho assim, eu sei que esse aqui é o açaí, né, mas eu não sei das outras. Mas aí você tá fazendo uma peça pra decoração, né? A gente olha assim, fala: "Nossa, mas é um colonizante sim, só que não é para usar no pescoço". Explica para juntos. Ah, é, é uma peça decorativa e ela tem também como, né, aí a proposta milhões de possibilidades, né? Então você pode colocar na mesa, pode colocar a peça em vasinho para compor, pode colocar na parede, né? Enfim, só são milhões, né? De sobre um livro sobre um livro, né? Imagina uma peça dessas sobre um livro que conta a história das sementes de plantas. Então, acho que ali já conta uma historinha, né? E você quando tá confeccionando, você pensa que mulheres também faziam isso, mulheres da nossa anestranidade, que a gente nem imagina como é que era vida delas, né? Dá para fazer essa ponte? Muito, muito, porque eh qualquer coisa que te vê de uma civilização antiga, eh, um documentário, alguma coisas, eh, as mulheres são enfeitadas, né? Homens também, né? os un chenas, né? A gente tem essa cultura hoje eh nossa, né? Mais moderna. Os homens não se enfeitam tanto, mas em algumas na cultura indígena, é, os homens são mais enfeipados, né? E então dá dá para fazer muito, porque existe toda uma história isso, né? Coletar esse material, saber o para onde ele vai, como que ele vai ficar, né? no corpo, na, enfim, de alguma maneira. Então, dá sim para fazer uma ponte maravilhosa, comprida. É, eu que agradeço, viu? A Ana foi aluna do jovem Chefe, que é a oficina ministrada aqui no Maria Rosa e agora foi contratada. conta pra gente como é que foi essa experiência, já cozinhava, como é que foi. Então, eh, eu terminei meu técnico de enfermagem e aí logo comecei o jorem chefe. A princípio nunca foi muito afim de doce, essas coisas, sempre foi mais pros salgados, fiz o curso, aí eu tento ir embora pra outra cidade, só que aí não deu certo. Aí a Kell um dia mandou mensagem para mim perguntando se eu ainda tava aqui em Campinas. Eu falei que sim. Aí no outro dia ela falou que a gente que tinha uma uma vaga aberta como atendente do café. Aí a gente fez uma entrevista online. Aí elas perguntaram é como que era as minhas cozinhas, né? Que eu ainda que eu faço pão, essas coisas. Perguntaram se eu fazer bolo. Eu não gosto muito de bolo, não sou muito fã. Aí foi um desafio para mim. Aí no primeiro dia eu fiz bolo, fiz um bolo. Meu bolo ficou desse tamanho não apareceu. E aí eu fui aprimorando, fui fazendo em casa, fui fazendo em casa. E aí hoje em dia eu faço bolo que o pessoal ama o bolo aqui. É, a gente tem até um cinegrafista aqui que experimentou seu bolo e deu um feedback muito positiva. Eu fico muito contente porque eu sempre nunca fui muito afim. Então como eu não gostava então também não fazia. Mas agora eu faço e agora eu gosto também. A experiência do curso cão foi legal. Abrir horizontes. Sim, foi muito bom porque eu sempre gostei dessa área, mas eu ainda tava em dúvida. Então é por isso que eu fiz técnico de enfermagem, só que tipo não foi não foi não foi muito comigo. Aí eu fiz o jovem chefe e assim foi abrindo coisas assim e foi maravilhoso para mim. Tá gostando de trabalhar aqui? Ah, com certeza. Gosto bastante porque eu tenho experiências, né? E eu ainda tô na cozinha, então para mim é muito gratificante. Obrigada. Obrigada a vocês, Kelly. Então, e os projetos são maravilhosos, né? E funciona também outras oficinas além dos projetos do de biojoias e de jovem chefe. Isso mesmo. Nós temos diversas oficinas tanto aqui na unidade de Taquaral quanto na unidade de Campineiro, que são as oficinas do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, que a maioria eh todas são voltadas para atividades de cultura, lazer, esporte, recreação. As atividades eh acontecem a cada 50 minutos no no na unidade do campir do campineiro com as crianças e adolescentes. Com os idosos o percurso que nós temos é em média de 1 hora30. E aqui no Taquaral nós temos também oficinas de arte em transformação, de pintura artística, show de talentos e atividades que estão dentro da perspectiva da convivência, deste fortalecimento aí sempre pensando em recreação, esporte, lazer, cultura, que é um serviço que foi eh se aprimorando aqui em Campinas, né, principalmente pra população que se aposenta e fica ociosa sem aquela aquele convívio diário com outro. para as pessoas. E esse serviço faz toda a diferença, né? Também o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, ele é cofinanciado pela prefeitura de Campinas. Então, nós temos termos de colaboração pra gente poder suprir a necessidade dessas vulnerabilidades. O idoso que tá ali em isolamento, aquele que acha que não é mais produtivo, então ele encontra nos espaços, além de ser um espaço de garantia de direitos, ele encontra a socialização e a relação com o outro. desse fortalecer que é fundamental, né? E eu queria saber como é que as pessoas chegam até aqui, se é por demanda espontânea, se por ser uma casa espírita tem alguma restrição ou se é larga as atividades para todo mundo. Maria Rosa, ele é uma instituição que os fundadores são da denominação espírita, né? Mas o serviço, os projetos, o estado ele é laico. Então quando nós oferecemos, ofertamos os serviços e os projetos, eles são laicos. Então, não temos nenhuma distinção de de credo, de cor, de religião. Então, são para as pessoas que querem ter esse acesso e elas chegam eh por meio de encaminhamentos do DAS, do Cras, de busca ativa ou de demanda espontânea. Muitas vezes o que acontece é que um vem, participa e vai falando pro outro e aí um vai trazendo outro. O famoso boca a boca nunca falha, né? Exatamente. Nunca sai de moda, mesmo com as redes sociais, né? Ô, Kelly, então as pessoas que tiverem interesse, quiserem conhecer, é só aparecer, né? Qual é o horário de funcionamento aqui? O horário de funcionamento na unidade Campineiro, geralmente é das 8 às 16. Na unidade Taquaral, das 8 às 16 também. Em alguns horários, no período da tarde ou só no período da manhã, entre 8:30 e 11:30 e entre 13 e 16 horas. Nós vamos deixar aí para vocês o nosso link para acesso ao site, mas é só procurar a gente nas redes sociais, no Instagram como Ma Maria Rosa. Perfeito. Dá para vir tomar um café, conhecer o bazar e tudo mais. Isso mesmo. Desde dezembro nós temos aqui o café social, temos o brechó e eles estão abertos sempre a partir das 14 horas, às vezes num horário um pouquinho mais estendido. E vai ser um prazer tanto poder recebê-los para tomar um café, para fazer uma compra no brechó, como também poder receber a doação. Quem puder, quem quiser doar as peças, a gente, nosso brechó, ele é 100% de doação. Ele, o café e o brechó, eles estão aí para trazer sustentabilidade, para que a gente possa fortalecer o nosso ecossistema e o investimento nos projetos sociais. Então, toda ajuda é muito bem-vinda. É um café diferenciado, né? Diferenciado. É um café social que potencializa e traz eh mais para que a gente possa investir nos projetos sociais e atender mais pessoas na cidade de Campinas. Maravilhoso. Muito obrigada, Kelly. Eu que agradeço. E para você que gostou desse programa, quiser rever ou compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas. Na playlist você procura por mãos solidárias. Muito obrigada pela sua companhia e até sábado que vem. [Música] [Música]