TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Mãos Solidárias | Instituto redenção: história, oficinas e transformação social
Em destaque · HD Vídeo · MÃOS SOLIDÁRIAS

Mãos Solidárias | Instituto redenção: história, oficinas e transformação social

96 views Publicado 04/10/2025 HD · 30:27

Descrição do vídeo

No programa Mãos Solidárias, conheça de perto o trabalho do Instituto Redenção, uma ONG que há mais de 10 anos transforma vidas em Campinas através de projetos sociais, culturais e educativos. 👉 Nossos entrevistados contam essa trajetória inspiradora: Wellington Martinelli de Barros Júnior, presidente – fala sobre a história e missão do Instituto. Jocasta de Oliveira Dionízio Matias, coordenadora – apresenta as oficinas e projetos em andamento. Elisana Lemes de Oliveira Passos, responsável pela oficina de artes visuais/desenho – compartilha como a arte abre caminhos para crianças e adolescentes. 🌟 Destaques do Instituto Redenção: Oficinas de cultura, esporte, artesanato e informática. Projetos de combate à fome em parceria com a Benassi Social. Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes. Festival Cultural Holofote, que valoriza talentos da comunidade. 👏 Reconhecido pela Câmara Municipal com Diploma de Honra ao Mérito, o Instituto segue firme em sua missão de levar educação, cultura, alimento e dignidade para centenas de famílias. 🔗 Saiba mais no site oficial: institutoredencao.ong.br 👉 Acompanhe a TV Câmara Campinas nas redes sociais: 📺 YouTube: youtube.com/tvcamaracampinas 📸 Instagram: instagram.com/tvcamaracampinas 👍 Facebook: facebook.com/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

22 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, o Mãos Solidárias de hoje está no Jardim Irmão Sigristi, em Campinas, onde atua o Instituto Redenção. Ele tem uma história bem grande, que não começou aqui no bairro, mas hoje é um importante serviço de fortalecimento de vínculo aqui na comunidade. Pra contar essa história pra gente, eu vou conversar agora com a Jocasta, que é a coordenadora do serviço, e ela que vai falar desde o início dessa história que começou em 2012. Jocasta, me conta, seja bem-vinda, me fala um pouquinho dessa ideia que parece que nasceu de um grupo de voluntários, é isso? Isso, na época foi um grupo de voluntários da Igreja Batista. Eles começaram a atender as demandas da população, emitindo o currículo, com a parte de cesta básica. Posteriormente, em 2017, passa a ser atendido nessa associação, que é nesse local onde foi cedido o espaço, e aí se torna a associação Instituto Redenção. Naquela época começa a atender oficinas tanto para crianças quanto para adultos Ainda só com os voluntários ou não? Isso, nesse modelo Posteriormente, na pandemia, começa a ser um ponto de apoio para a prefeitura Atendendo 500 famílias com entrega de cesta básica Que foi um período em que a fome era, além da doença, a fome era uma das principais preocupações Muita gente que era diarista, que fazia bico e muita gente perdeu o emprego naquele período, né? E aí vocês se tornaram um ponto de apoio da prefeitura naquele momento. Isso, correto. Do banco de alimentos, é isso ou não? Naquela época, eles fizeram um programa, né? Fizeram inscrição atendendo essas famílias que eram cadastradas, mas era uma média de 500 famílias atendidas. Para além disso, também eram ofertadas as oficinas, tanto atendendo as crianças quanto aos adultos. E aí, em 2021, se torna o serviço de convivência e fortalecimento de vínculo, ofertando no contrato transescolar, atendendo as crianças e os adolescentes. Me fala, então, de como é coordenar esse serviço de fortalecimento de vínculos, como vocês foram formatando cada uma das oficinas para oferecer esse atendimento. Olha, Mirna, antes de iniciar falando como que é coordenar, já existia um trabalho aqui com pessoas que já tinha no coração ardendo servir e também já estava estruturado com a oficina, porque nós recebemos um termo de fomento da Secretaria da Cultura, que iniciou em janeiro. Então, a modalidade, nós ofertamos terça, quarta e quinta, o dia inteiro, num contraturno escolar. Hoje, nós temos infraestrutura para atender até 120 crianças. E as nossas ofertas, que somos teatro, hip hop, balé, arte visual, desenho, também temos uma professora voluntária de inglês, professora de educação física, temos jiu-jitsu também. E nós estamos buscando cada vez mais, né? Tantos parceiros empresários que também acreditam na causa social, tanto também desenvolver outras modalidades de escrever projetos. Essas crianças, você disse, a capacidade para 120, elas são todas aqui do bairro dos Irmãos Segriste ou tem um entorno também? Hoje nós atendemos prioritariamente a população que está no Jardim Irmão Segriste. Não quer dizer que nós não podemos também atender a população que procura vaga, né? Nós não temos essa restrição, mas o público prioritário é do Jardim Os Irmãos Segriste. Sim, como que você tem percebido que a comunidade hoje vê o Instituto Redenção como uma referência quando se fala nesse acolhimento pra essa mãe que precisa trabalhar e que seu filho tem meio período na escola e o outro meio período ela sabe que essa criança está aqui fazendo uma atividade. Como que você analisa isso? Olha, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo, ele está na proteção básica e ele vai atender as crianças e os adolescentes, para evitar que haja violação de direitos. Então, além das ofertas que nós ofertamos às oficinas, nós vamos trabalhar também a questão da cidadania, a parte de valores. Então, além das oficinas sendo diariamente ministradas, hoje pelos colaboradores oficineiros, a gente sempre vai estar orientando eles a trabalhar essa parte, essa reflexão com as crianças e os adolescentes. Sempre a questão de valores, de como que seria para eles lá fora e lógico, para a mãe que trabalha fora. E aquelas que estão no lar tem outras questões. O Instituto Redenção é como se fosse um parceiro, porque o nosso intuito é tirar as crianças da rua, ofertar oficinas que possam estimular a criatividade, estimular as habilidades que tem muitas por sinal. Sim, agora você disse que tem essa parceria, tem o fomento da cultura No entanto, quem quiser conhecer o trabalho de vocês Quem quiser entender melhor como funciona Pode dar aí os contatos com quais são as linhas Você também que acredita na importância do trabalho social No impacto que isso pode gerar em outras vidas Venha fazer parte também Nosso Instagram é instituto.redencão Também temos o Facebook, redencão.instituto Você também pode nos chamar no WhatsApp também, 1999495771 Você, parceiro, também pode vir somar com a gente E você que age no coração de servir como voluntário, estamos esperando por você também Hoje vocês têm quantos voluntários? Hoje nós temos, como professor oficineiro, nós temos uma professora, Janaína, de inglês e temos também o professor Bruno, de educação física. Olha, então, às vezes as pessoas pensam que, ai, não sei o que eu faço, eu tenho um horário, eu tenho um tempo e procuro com quem trabalhar, algo para fazer voluntário. Aqui é uma porta, então. Sim, e também temos uma aula muito importante, que é o professor de hip hop, Roger, que é um parceiro, que teve apresentações lindas neste sábado também, foi muito interessante. Tá certo, então, inclusive, falando dessas apresentações, na abertura do próximo bloco, você vai acompanhar, a gente já chegou aqui antes, a gente pegou um pouquinho dessa aula de hip hop com a professora Monique, que eles fizeram, inclusive, essa apresentação no Festival Olofote na comunidade. Bloco que vem, então, aula com as crianças, a professora Monique, você vai ver as crianças todas querendo dar entrevista, foi o máximo, e um bate-papo com o assistente social do Instituto Redenção. Bom, solidárias, volta já já. Música E neste segundo bloco do Mãos Solidárias, a Jocasta mostrou um cantinho muito especial, que faz parte da arrecadação também, porque, aliás, além da doação que ela falou, de como as pessoas podem doar, aqui é uma importante fonte de renda, que é o bazar do Instituto Redenção. Me fala um pouquinho desse cantinho, Jocasta. Mirna, como eu comentei com vocês, nós temos o Projeto Lofote na comunidade acontecendo, Para além disso, nós também temos esse cantinho especial, que é o nosso bazar, onde nós recebemos doações, tanto da população, da comunidade, dos empresários, para que a gente possa somar na arrecadação e custear os custos do Instituto Redenção, para que continue acontecendo as outras oficinas que acontecem além desse projeto. Nós também temos uma ação muito importante, que é a feijoada mensal, no segundo sábado, que também contribui para a arrecadação de valores, que temos o apoio fundamental de vários voluntários somando conosco. Então lá nas redes sociais tem a data da feijoada, tem como comprar o ingresso, o convite, ou como levar a feijoada para casa, tem tudo isso lá? Tem tudo isso, e acontece, lembrando, no segundo sábado do mês. Agora aqui, como é o funcionamento? É todo dia, final de semana, quais são os horários? Pra quem quer pechinchar, garimpar Gente, tem gente que ama garimpar E aqui é um lugar ideal Você garimpa também? Sim, com certeza, com preço justo É de segunda a sexta-feira Funciona das oito às quatro horas da tarde E no dia da feijoada também Estamos abertos atendendo a população Agora sim, então Você continua com a gente que nós vamos mostrar A criançada Agora sim, muito hip hop e oficina aqui no Instituto Redenção. Artes visuais como forma de promover a cidadania e que também faz parte do trabalho, o que rendeu uma linda exposição no Festival Olofote para a Comunidade. Como é o seu trabalho aqui no Instituto? Eu sou oficineira de artes, então meu trabalho aqui é trabalhar com as crianças essa parte de desenho, de pintura, de criação também, explorar várias técnicas de colagem. então trabalhar toda essa parte criativa mesmo com as crianças. Vocês, inclusive, apresentaram esses trabalhos no festival. Como foi essa experiência? Foi muito legal, porque a hora que as crianças chegaram, que elas reconheceram o próprio trabalhinho ali exposto, foi muito gratificante saber que elas que criaram, elas que fizeram, e foi um momento de expor para a população, para a comunidade, o que a gente tem trabalhado aqui. Então, assim, tanto para mim, quanto oficineira, professora, quanto para as crianças, foi muito legal, muito gratificante. Agora, no dia a dia, como é trabalhar com essas crianças através das artes visuais? Tanta coisa, porque elas têm muita energia. Como que você consegue, no dia a dia, fazer com que elas desenvolvam também essa criatividade? Então, primeiramente, o Instituto Redenção é um espaço acolhedor, Onde elas chegam, elas são acolhidas Elas tomam o cafezinho da manhã Então tem aquele momento de oração, de recepção E ao longo do dia a gente vai trabalhando a metodologia, a proposta Eu passo pra eles o que tem que ser feito E assim, é uma idade que eles produzem muito Eles são uma esponjinha, então eles gostam de trabalhar Igual formiguinha E eles são maravilhosos Eles fazem tudo o que a gente propõe com muita alegria. Então essa oficina de arte, ela trabalha a criatividade, a imaginação e também a autonomia. Eles são vistos assim como protagonistas mesmo, criando, dando ideias, colocando a imaginação no papel. Então assim, é muito lindo de ver, não é uma coisa engessada, onde eu só trago o que eles têm que fazer e eles fazem aquela coisa de forma mecânica, mas... É uma troca. É uma troca, eles também conseguem imprimir nas atividades um pouco deles. E assim a gente trabalha, trabalha em equipe, também a parte social, né, de interação, que o Instituto Redenção é isso também, é esse acolhimento deles se enturmar, deles terem essa vivência. Nas aulas de hip hop, a energia dos pequenos que se dedicam em cada movimento. O que rendeu também apresentações no festival, que uniu todas as atividades realizadas no Instituto. Estar com as crianças é algo que foi um dom adquirido ao longo dos anos, foi uma paixão. Hoje, além de oficineira, também tenho feito faculdade de serviço social, porque foi realmente avassalador na minha vida. Aqui eu faço o hip hop, faço grafite também e faço aula de teatro, de tudo um pouquinho. Então tem... tá do bastante tempo com essa galerinha aqui. A gente percebe que eles estão bem animados, eles se esforçam bastante, soube que teve uma apresentação muito legal. Me fala dessa experiência. Foi muito, muito, muito legal. Inclusive a gente já chegou aqui falando sobre isso, né? Eles têm muita energia, eles são super dedicados. Quem quer participar do hip hop, das atividades aqui do Instituto Redenção? Ah, é muito bom a gente fazer aula de hip hop porque a gente fica treinando coisas sobre Deus. E aí a gente agradece eles sobre as coisas de hip hop, sobre as danças. Eu comecei a vir aqui para o hip hop esse ano, só que eu estou aqui no Instituto desde 2023. E o que você mais gosta hoje aqui? Ah, eu gosto do hip hop, porque a gente dança, a gente faz apresentações Eu gosto muito do hip hop, do teatro, da arte, de tudo É difícil escolher várias matérias, né? Mas a minha favorita é hip hop, porque eu me esforço muito Porque a gente agradece a Deus pelo que ele faz Pela mudança que ele fez aqui no Instituto, a evolução Quais as atividades que você faz, como que é fazer hip hop pra você? Ah, é muito legal, a gente faz um monte de coisa, a gente faz aula de arte, aula de inglês Mas a principal mesmo é hip hop Ama fazer o hip hop? Amo, é muito legal É muito legal, tem danças dos grandes, dos pequenos A professora Monique, ela é muito legal, até com o professor Roger E quais atividades que você faz além do hip hop? Balé, artes e inglês. É muito legal aqui porque a Monique se esforçou também para fazer o hip hop, mas o professor Roger. E aí a gente veio aqui para se alegrar, para a gente ficar feliz. E eu gosto muito do que tem aqui, da aula de artes. E você que viu aí um pouco da emoção dessa criançada que ama fazer as oficinas aqui do Instituto Redenção, em especial as aulas de hip hop, nós vamos conversar agora com a assistente social Aline, que também atua aqui, ela que já participou de outros Mãos, outro programa em fevereiro aqui, em mãos solidárias, em outro trabalho. Fala um pouquinho para mim do que foi esse festival, o Holofote, que as crianças estão respirando o festival até hoje, Aline. Primeiramente, mais uma vez, agradecendo pela presença de vocês, porque a gente entende que esse tipo de divulgação, de publicidade, torna o nosso trabalho mais visível, traz luz para os trabalhos já executados aqui. Então nós agradecemos em nome do Instituto, em nome da Gil Casta, que é a nossa coordenadora E sobre o holofote, o holofote foi um desejo que estava no coração das crianças Que eles mesmo não sabiam que tinham Então com a possibilidade desse fomento, como a Gil já colocou, vindo da Secretaria de Cultura Foi possível viabilizar as ações que hoje a gente executa aqui No serviço de convivência e fortalecimento de vínculos O holofote, o festival aconteceu agora no sábado, teve uma duração mais ou menos de umas duas horas e meia, em torno de dez apresentações, teatro, dança, excitação de poema. Ah, gente, aqui no fundo, eu não falei no primeiro bloco, todos esses desenhos aqui, que inclusive vocês viram que eu conversei com a Elisana, tudo foi apresentado nesse festival. Imagine o orgulho, hein? Muito, porque isso eles produziram ao longo da semana, foram incentivados pelas professoras de artes, né? E também teve o nosso grafite, que eles fizeram a muitas mãos, junto com um profissional que estava ali coordenando as ações. E você via o quanto que eles realmente gostam disso. Eu acredito que a cultura, como uma ajuda, um fomento mesmo, na própria criação do ser humano cidadão, ela tem toda essa vantagem. Por quê? Porque ela permite, seja com o seu corpo, seja na dança, seja falando, seja desenhando, permite alargar essas estacas para fazer mais, como é que eu posso dizer? Ampliar mesmo o seu conceito de cidadão e de vivência em comunidade. A idade aqui é de quanto a quanto? Nós atendemos crianças e adolescentes de 6 a 15 e adolescentes e jovens de 16 a 18. Hoje de manhã aconteceu a gravação. A gente pegou os menores, é isso? Os jovens, eles vêm um pouquinho mais tarde? Eles fazem as atividades nas oficinas no período da tarde. Sim. Que é de acordo com a possibilidade da escola também. Ah, sim, tem agora aquela escola integral e aí eles saem e vêm pra cá. Alguns sim, outros, a grande maioria não. É porque ainda consegue estudar no horário que permita estar aqui. Sim. E como foi para você pensar no que diz respeito até a sua profissão como assistente social, você que tem experiência em outras organizações da sociedade civil, nessa participação da comunidade, envolver familiares, responsáveis, em toda... Porque a gente sabe que esse dia de festa é um dia muito importante para cada um deles. Sim. Ações festivas, claro que elas demandam um pouco mais de energia, tanto de quem está organizando, quanto da participação dos pais. Porque o nosso termômetro do quanto aquilo é julgado como importante para a família, é justamente quando tem essa contrapartida dos pais participarem das ações. Porque também é verdade, não aqui, não foi observado ainda Mas também às vezes é verdade que você faz um esforço enorme Você faz o convite e às vezes por não entender o propósito real de serviços como o que nós oferecemos Às vezes os pais não dão muita importância E também é verdade afirmar que também há situações em que os pais Muitas vezes, por exemplo, se é um sábado, às vezes a mãe trabalha fora, faz escala 6 por 1 Então, olha o quanto que o social, fora das nossas paredes, implica no resultado geral ou final daquilo que nós produzimos aqui dentro. É importante os pais saberem que serviços como o do Redenção ou demais hostes que vocês já visitaram, não são depósitos de criança, não são um alívio para, de repente, aquela dificuldade que você tem no manejo da criança em casa. E eu vou mandar pra lá porque pelo menos eu vou ter um tempo de paz Não, não é isso, não é assim que funciona É uma construção, né? É uma construção, porque nós trabalhamos Nosso conceito e a nossa razão de existir, vamos dizer assim É forjar nessa criança, construir dentro dela, do adolescente Valores como respeito, amizade, solidariedade, verdade E quando que esses conceitos vão sendo impressos no coração, na formação da identidade da criança? É justamente quando o quê? Quando a gente tem a oportunidade de mostrar esses trabalhos. Então não é perda de tempo, não é porque não tem outra coisa para fazer, não. Há muita verdade em cada traço que as crianças desenham num cartaz como esse. Há muita verdade quando a criança se esforça para tentar decorar do coração, decorar um poema. Inclusive a professora Elisana, ela falou sobre a questão cognitiva, o quanto o que é feito aqui, que pode reverberar, por exemplo, lá no ambiente escolar, porque ele se sente mais seguro na apresentação de um trabalho escolar, por exemplo. Aprendeu aqui a decorar um poema para a apresentação. já vai desinibindo um pouco mais, apresentou a dança, também consegue, também se desenvolveu um pouco mais, é uma coisa vai puxando a outra. E é tão interessante porque às vezes você observa uma criança, ela pode ter um comportamento mais tímido. Aí ela foi lançada para esse desafio de estar dançando, aí você se surpreende porque fala, nossa, entregou tudo isso? Eu nem imaginava. Então é para além. O serviço social, ele entra nessa perspectiva quando? Porque é um trabalho com a criança e com a família. Então, os educadores vêm, tratam da parte da educação não formal, nós acreditamos nos valores em que a gente submete as crianças às nossas atividades, tem toda essa engenharia por trás. A assistente social, num espaço como o nosso, ela está ali para o quê? Para acolher e para acompanhar a criança e a família. E as demandas que elas trazem de casa, muitas vezes, da escola. Então, é tão importante esse, como é que se diz? Esse laço tá bem fixo. Sabe o que eu aprendi, inclusive? Porque eu tenho uma filha que ela vai num serviço de acolhimento no contratório escolar. E uma coisa que eu aprendi, que eu levei pra casa. Os benditos combinados. Exatamente. Porque antes ficava, ah, eu disse pra você fazer isso. Então eu percebi que quando se faz o combinado, a criança se compromete também, né? É uma coisa que vocês já também ensinam nesse sentido dela ter o comprometimento a partir do que ela combinou com o oficineiro, com vocês e tudo mais. E aí entra a questão dos valores que você implica naquilo que você está fazendo. Então se nós combinamos, você tem que honrar a sua decisão em estar ali. Então, para você ver que é uma construção bastante importante, vão aparecer sim situações, porque nós trabalhamos tanto na situação de famílias vulneráveis e vão chegar alguns casos em que o vínculo foi rompido ou está em vias de. Então, o nosso trabalho é o que? Articular com a rede, com os pais, com a própria criança, uma forma de proteger essa criança de ataques, vamos dizer assim, externos, né? Seja expresso em violência doméstica, verbal, seja expresso na própria condição de, muitas vezes, de vulnerabilidade, de ausências de recursos. Tudo isso faz com que a criança, meu Deus, para onde eu vou, qual é o meu escape? Então, ele tem que saber que aqui dentro tem uma equipe que está debruçada sobre o problema dela e que vai procurar articular com a escola, com o centro de saúde, com o próprio conselho tutelar, para que essa situação seja resolvida. É o acolhimento, a empatia e ela saber que tem um lugar que ela pode contar. A Jocasta está, inclusive, falando aqui sobre a questão de um lugar seguro. E como a Aline disse, não é só um lugar em que as crianças ficam enquanto os pais estão fazendo outra coisa, existe uma construção, existe um propósito. O resultado que inclusive você está vendo aí em casa do festival, eles mandaram as imagens desse encontro que foi lindo para a gente, é o resultado justamente desse plantar, dessa semente que vocês cada dia, em cada atividade, vão mostrando que essas crianças podem ir além, é isso? Sim, e para a gente é uma alegria acima de tudo, porque você estar em uma instituição que pode ofertar essa transformação para a criança é algo difícil, não é fácil, tem as suas complexidades, mas também é uma oportunidade de você viver a experiência de transformação, Que não é algo que fica só nas palavras, que não é algo utópico, não. Quando você vê que uma criança, um adolescente, estava indo por causa das suas dificuldades, por uma situação difícil, e que ele se descobre um grafiteiro. Olha, grafiteiro, ele pode ser grafiteiro, mas daqui a pouco ele pode se interessar para fazer uma faculdade de arte. Até porque essa idade é a idade de que geralmente criança e adolescente falam Eu quero aprender isso, eu quero aprender aquilo Não significa que ele vai... Mas ele tem que ter bons experimentos, digamos assim Isso, e boas... Um pouquinho de variedade, né? Oportunidades Ele pode chegar aqui e não gostar de hip hop Mas ele vê os outros amigos desenvolvendo e fala Vou tentar, por que não? Não, eu já tenho, vou atrás do meu sim Nossa, eu não sabia que eu conseguia decorar um poema Opa, hoje eu já escrevo um poema Isso é tão forte, tão presente E as estruturas muitas vezes Querem nos convencer de que isso não é válido Mas isso é uma besteira Não é verdade, gente O ser humano, quando ele é bem Desenvolvido, quando ele é criado Dentro de valores, ele vai contribuir Muito pra família dele, primeiramente Porque é o núcleo de amor primeiro Que ele tem, e depois socialmente Tá certo, então Muito obrigada, viu Aline Parabéns pelo trabalho Muito obrigada por esses anos estando aqui. E lembrando que você pode lá no youtube.com.br, TV Câmara Campinas, acessar a playlist do Mãos Solidárias. Lá nós trazemos o trabalho de várias organizações sociais, seja no fortalecimento de vínculos e também em outros segmentos. E você vai ver como é possível transformar a vida de pessoas, muitas vezes bem pertinho da gente, à nossa volta, ou mesmo de pessoas que a gente nem imagina conhecer. Vai lá e até um próximo Mãos Solidárias. Tchau, gente. Aplausos Amém.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do MÃOS SOLIDÁRIAS

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
34:16

Mãos Solidárias | Casa de Jesus Núcleo Mãe Maria 30/02/2026

43:22

Mãos Solidárias | Núcleo de ação social - nas

34:53

Mãos Solidárias | Projeto turma do Bem

34:05

Mãos Solidárias | Projeto Alfa e Ômega: jiu-jitsu que transforma vidas em Hortolândia

30:37

Mãos Solidárias | Associação uma vida 10 anos transformando Vila olímpia

29:51

Mãos Solidárias | Projeto bom amigo leva inclusão à Vila aurocã

40:23

Mãos Solidárias | Projeto Bunekas leva acolhimento, proteção e voluntariado

44:49

Mãos Solidárias | Coração Curumim: apoio, acolhimento e cuidado com crianças cardiopatas

33:59

Mãos Solidárias | Ip Amarelo: triathlon transforma vidas de crianças

30:20

Mãos Solidárias | Espro Campinas: 1º emprego jovens vulneráveis gratuito!

30:12

Mãos Solidárias | Bem te quero: autoestima contra o câncer

36:00

Mãos Solidárias | Núcleo ADRA Bonsucesso transforma a vida de 90 crianças

37:47

Mãos Solidárias | Associação Alecrim em Flor transforma vidas em Campínas

37:04

Mãos Solidárias | Associação Cornélia promove inclusão e renda na saúde mental

46:03

Mãos Solidárias | Rosa e amor apoia vítimas de câncer

39:44

Mãos Solidárias | Fundo haja combate déficit habitacional no Centro de Campinas

44:49

Mãos Solidárias | Instituto CIDAS transforma vidas com oficinas e apoio social

49:35

Mãos Solidárias | Direito de ser: projeto que muda vidas

41:50

Mãos Solidárias | Instituto Som e Arte transforma vidas com música no Campo Grande

30:21

Mãos Solidárias | Responsabilidade social: como empresas transformam vidas em Campinas

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:05:42

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia