TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Mãos Solidárias | Instituto Anelo: 25 anos transformando vidas através da música
Em destaque · HD Vídeo · MÃOS SOLIDÁRIAS

Mãos Solidárias | Instituto Anelo: 25 anos transformando vidas através da música

40 views Publicado 16/09/2025 HD · 50:48

Descrição do vídeo

No programa Mãos Solidárias de hoje, você vai conhecer a história inspiradora do Instituto Anelo, um projeto social que nasceu em 1996 no Jardim Florence I, em Campinas (SP), quando o jovem Luccas Soares decidiu transformar sua paixão pela música em um caminho de oportunidades. Oficializado em 2000, o Instituto completa 25 anos de atuação, impactando milhares de crianças, adolescentes e jovens com aulas gratuitas de música e projetos que unem talento, disciplina e cidadania. 🎤 Convidados desta edição: Regina Cela – presidente voluntária do Instituto Anelo Otávio Brito Cândido – estudante do Instituto e músico ✨ Uma conversa emocionante que mostra como a música pode mudar destinos e abrir portas para o futuro. 📲 Saiba mais e apoie: 🔗 anelo.org.br 📸 Instagram: @institutianelo 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas e acompanhe mais histórias de solidariedade no quadro Mãos Solidárias. 🌎 Redes sociais da TV Câmara Campinas: 📸 Instagram: @tvcamaracampinas 📘 Facebook: TV Câmara Campinas 🎙️ Spotify: Podcast TV Câmara Campinas

Transcrição completa do vídeo

38 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, pessoal. Mãos solidárias de hoje começa de uma forma bem especial e diferente com o Lucas do Instituto Anelo, que este ano completa 25 anos de trabalho e de transformação de vidas através da música. Você é bonita, sabe que é por dentro e por fora da cabeça aos pés. Você é bonita, assim como é a natureza de toda a mulher. Nasceu com sorriso, [Música] com seu jeito de ser. [Música] Parece engraçada, mas não brinca ao dizer. venceu a si mesma, dançando com a dor, mostrando no peito a força do amor. O amor vem formando essa nascente de mulheres tão potentes que tem tanto a ensinar. O amor da mulher é diferente. Não desiste facilmente de se amar, amar e amar. Mulher de coragem é muito mulher, mulher. Vai a luta. Se cai, cai de pé. Mulher faz de tudo [Música] e faz muito bem. Mulher é bonita e sabe que é [Música] o amor vem formando essa nascente de mulheres tão potentes que tem tanto a ensinar. O amor da mulher é diferente. Não desiste facilmente de se amar, amar e amar. Você é bonita. Olha que emoção. Eu estou muito emocionada porque a gente ouviu aqui em primeira mão uma música em homenagem às mulheres que vai ser lançada ainda no outubro rosa, mas confesso que me senti muito contemplada com aquilo que faz parte, né, da dor e do amor de todas as mulheres. Quem conversa com a com a gente agora no Mão Solidárias é o Lucas, que vocês já sentiram aí um pouquinho da dessa palinha, dessa canção. Lucas, antes da gente falar então da história do Instituto Anelo, fala um pouquinho só dessa história dessa canção, dessa homenagem e de como vocês, de certa forma, eu não tive câncer e não passo por isso, mas pensar nessa dor dessa mulher, nessa empatia com as mulheres, principalmente quando você fala, né, aí do câncer de mão, eu acho que falar da mulher e no anelo Eh, não existiria anelo, né? O anelo, o pessoal fala o anelo, fala a anelo, então já faz parte da essência. Mas o projeto em si, ele começou com um grupo de meninos e só amadureceu com a chegada das mulheres. A primeira presidente aqui no anelo foi uma mulher, Carol Vivalde. Depois nós tivemos outras mulheres, a nossa atual presidente, né? E então a história do anelo, nós nesses 25 anos sempre foi liderado, né? eh, por mulheres muito dedicadas, né, e que contribuíram com as suas essências aqui no no anelo. E a gente tem muito muito muita sorte, né, de de contar com toda essa esse olhar, profissionalismo, garra, eh, eh, talento, musicalidade. Nós temos um um timaço aqui, é muita gente boa envolvido, né? E falando dessa canção, ela acaba surgindo de uma forma muito natural, porque já existe na essência essa admiração pela mulher. Agora temos os desafios, não dá para romantizar e entender o quanto nós podemos melhorar do nosso comportamento, nós homens. E e aí a ideia de oferecer essa música a essa mulher que já superou esse momento, né, do câncer de mama e eh as mulheres que estão passando por esse momento. Até porque eu acho que você tem bem essa sensibilidade quando a gente vai contar a história do Instituto Anelo, quando a gente fala da história do menino Lucas que ajudar que veio de uma mãe que teve que dar também esse suporte, teve o suporte também de uma mulher que foi sua mãe. É, e são muitas mulheres. Minha mãe, a minha irmã mais velha que me convidou para assistir uma apresentação, né, que depois dessa apresentação me apaixono pela música. e vem, né, eh, escrevendo essa história do anelo. Sim, sempre, sempre tivemos ali ainda temos essas mulheres que inspiradoras, né, que vem vem ajudando e contribuindo diretamente nessa construção do projeto. Mão solidária tá aqui justamente porque o anelo completa 25 anos oficialmente, mas o Lucas começou lá ainda na década, no final da década de 90 e fala um pouquinho da daquela ideia do jovem a partir dessa de ser apresentado à música, né, por sua irmã. Fala: "Poxa, é isso que eu vou fazer. Como foi isso?" Eh, bom, era vendedor ambulante, né? ali até os 16 anos, quando é a minha irmã, inclusive minha irmã que tá fazendo aniversário hoje, a data de hoje, minha irmã Silvana, ela me convida para assistir uma apresentação musical que eu não tinha noção que mudaria a minha vida, porque eu sempre fui um menino muito tímido, um problema de autoestima, vulnerabilidade familiar, né? Então, os os pais separados, eh, desestabilizou toda a família e minha mãe, eh, foi uma super guerreira, assim, que com um salário mínimo eh manteve a casa. Claro que, eh, a gente a partir do momento que que vai tendo consciência daquilo, todo mundo foi trabalhar para poder, né, contribuir também. E mas isso impactava bastante o fato de, né, uma criança, eu tinha 8, 9 anos quando comecei trabalhar e isso prejudicou meus estudos, consequentemente eh atinge diretamente na autoestima que uma criança, um adolescente fora da escola, eh, vai ter muitos problemas em relação à sua autoestima, né? Quantos adultos hoje têm que correr atrás da alfabetização? Sim, né? Graças a Deus a gente tem aí algumas oportunidades, né, de de na rede, né? Aqui no anelo mesmo a gente tem um projeto junto a Fumec, Eja. Tem aqui, tem o Eja aqui, tem o Eja, né, oferecendo eh eh essa essa aula para esses adultos, né, essa alfabetização. Então, sempre foi um sonho, porque eu eu até me considero um embaixador da Fumec. Eu fui aluno da Fumec. Você também fez Eja? Eu fiz, eu fiz para poder terminar os estudos, porque com 14 anos eu só tinha a quinta série. Desculpa, tô tô tô subindo. Só tinha a terceira série. Terceira série do ensino fundamental. Do ensino fundamental. E aí foi fazer o era na minha época era só Fumec. E aí fiz para poder ter a quinta série, que já era quase um diploma na minha família. Mas ainda não tinha despertado pra música nesse momento ou já tinha? Não, foi em seguida. foi em seguida. Então o o poder que a educação tem, né, de abrir sim novos olhares, novas possibilidades, porque ali começou uma restauração assim da autoestima. Então foi foi bem especial. E a partir de que momento então que você através da educação se empodera, né, de si mesmo e tem depois esse despertar a até então não era nenhum projeto, não era nada do ponto de vista social ainda, né? Em que momento você fala: "Eu quero ser músico". Como que foi esse trabalho? Então, depois dessa apresentação, despertou e foi imediato, né? E eu sempre fui uma pessoa muito impulsiva também. Mas você já tocava alguma coisa ou não tocava nada? Não, não. Eu acho que é uma é uma qualidade ou defeito de pessoas impulsivas de experimentar aquilo que toca o seu coração, aquilo que desperta um desejo, né? Quando vai ver, a pessoa já fez. Sim. E comigo não foi diferente. E então, tendo ali esse despertar, eu já tinha decidido, vou comprar um teclado. E acabei comprando até o instrumento da pessoa que tava tocando no dia. Mas aí você já foi procurar por essa pessoa? Já terminou a apresentação, já conversei. Ele falou: "Olha, eu tenho um teclado disponível que tá aqui precisando de alguém para assumir uns carnês." Uhum. É um assumir um carnê de de prestação. Você topa. Tá aqui o carnê pago, o instrumento é seu. E foi assim, foi foi tudo muito rápido. Depois ele me deu algumas aulas ainda. Eh, o Jonatas é um grande amigo até hoje. Sim. E e aí eu cheguei com esse teclado na viela de casa, onde morava. Minhas irmãs acharam loucura assim, né? Porque nem a minha irmã mais velha para fazer uma dívida com isso. Isso. Porque natural é que um menino de periferia traga cesta básica pra casa. são as necessidades mais primitivas assim, né, e básico, né? Mas eu decidi focar na música. Como eu tinha essa paixão e andava com esse instrumento para todo canto que eu ia, outros meninos vendo aquilo também despertaram o interesse e a gente decidiu formar uma banda que é a banda Anelo. Foi, foi o embrião do Instituto Anelo. Então, e por que a escolha desse nome? que nós tocávamos uma música, banda, que a música falava o anelo do meu coração e a gente achava bonito. Falava: "Bom, se é o anelo do meu coração, significa que é algo bonito". Mas não sabíamos, não tinha internet naquela época, não sabíamos o significado da da palavra anelo. Fui saber anos depois que anelo significa desejo, vontade, aspiração, né? tem um certo anseio também, algo que você realmente quer sim, que aconteça. E eu acho que não teria nome mais perfeito, né, que fizesse sentido para toda essa história dos 25 anos do anelo. E a partir de que momento vocês eh montam a banda e que a coisa começa a tomar um volume que você pensa, vocês na época pensaram na hora da gente trazer outros jovens, outras crianças, outros adolescentes, como que isso vai se formatando? Então, essa primeira formação, ela teve o o fim em 1999, por eh, esses colegas, a gente era tudo da mesma idade, somos da mesma idade e com 19 para 20 anos, momento das decisões. Eu, homem, tem o exército que tudo mais, aquela coisa. Eu só tinha música e os meus outros colegas tinham outras opções. Então eles foram eh um foi trabalhar numa multinacional, trabalha até hoje, outro foi trabalhar em condomínio, outro com computação e eu fiquei solo, né? Só que eu tinha ali o teclado, já dava aula na viela de casa e a viela se tornou pequena ao ponto que minha própria irmã falou: "Olha, porque você não loca um salão, algum espaço, um centro comunitário para dar essas aulas? Porque nossa casa é muito pequena para tanta gente que tá frequentando ultimamente. Sim. E assim aconteceu. Tinha um salãozinho disponível pra locação. Falei com a dona do imóvel, até ela desacreditou assim porque eu era muito jovem. Ah, você vai locar aqui, você vai ficar uns três meses. Não acreditou, mãe. E eu fui entregar a chave para ela no dia 10 de março de 2020. Ficou 20 anos nesse móvel. No jardim Florence mesmo, rua de trás aqui praticamente. Mas aí quando você loca esse móvel, de que forma você começa a mobilizar a própria comunidade para participar, visto que também muitos eh pais ou até mesmo jovem fala: "Música não é para mim, isso é coisa ilusória, isso é para quem tem dinheiro". Como que você começa a mudar essa mentalidade dentro da comunidade? Eu eu penso que todo esses jovens eles se viam também através de mim, porque a minha realidade não era diferente. Então serviu ali como se ele pode, a gente também pode. Sim. E assim foi. Começaram a chegar alunos, músicos, autodidatas, pessoas que tocavam nas suas igrejas, estudantes de música da Unicamp, sempre tiveram presentes aqui no anelo. Mas você que foi até a Unicamp ou eles souberam, vieram conhecer o projeto? logo no primeiro ano, até um papel fundamental da imprensa da nossa cidade, que sempre noticiaram e essa a existência, essa iniciativa do anelo. Então, ó, tá acontecendo uma coisa ali no Florente, gente. Vamos olhar isso, porque até então as notícias aqui eram mais com o cenário da violência, né? Um cenário de vulnerabilidade, uma problemática. O Florence era tipo um problema, mas aí começou a mostrar também que existiam soluções aqui a serem copiadas eh em toda parte do mundo. Por que não? Sim. Sim. E a partir daí você começa a ter esse apoio de estudantes da Unicamp, de outras pessoas e como que isso começa a tomar um corpo no sentido de que poxa, a gente precisa ter um CNPJ como instituto, como uma associação que seja. Como foi isso? Com esses voluntários que foram chegando, eh, não vieram só pessoas com o foco na prática musical. Eh, uma pessoa que cursava jornalismo na época na PUC Campinas, Gabriela Aguiar, ela chega como voluntária para atuar na área administrativa, para potencializar essa parte do administrativo. E nessas conversas com Gabriela, Guilherme Ribeiro, a gente começou a sonhar aí com a formalização de ter um CNPJ, depois disso ter o Estatuto do Anelo. E essa formalização ela foi foi acontecendo até e nos trazer aqui hoje o anelo com inscrição no Conselho da Criança do Adolescente, uma instituição com projetos incentivados através de leis incentivo, né? Sim. E mas vocês têm hoje, por exemplo, algum aporte público ou não? Vocês participam de editais? Como funciona isso? Olha, o anelo, hoje todo o trabalho mantido aqui, ele é através das leis incentivo, tá? Então, o PRONAC, que é a lei Ranê, e o ProAC, que é a lei de cultura do estado, tá? Possibilita o quê? a gente captar recursos de empresas que se interessem por projetos como esse e que possibilitam eh um atendimento hoje de 1200 alunos mês, né, na aula de diversos instrumentos de camp. Tem só essa unidade ou vocês têm filiais por Campinas? Como hoje está constituído o anelo? Olha, o anelo é até engraçado porque nós dentro da nossa essência não tem como objetivo ter filiais, tá? Nós queremos que o anelo exista eh se surgir em algum outro lugar que seja de uma forma orgânica, não como uma franquia, nada assim, porque se fizesse isso aqui no Florence, talvez não teria dado certo, assim como não deram certo várias iniciativas que já vieram pro bairro em outros momentos. E o anelo surge aqui de uma forma orgânica e a gente a fim de manter essa essência, o que nós queremos? Queremos levar o anelo para o mundo. A gente acredita num mundo que é muito carente, não é só na periferia, não. A gente acredita mundo carente dentro das suas da sua dos seus dos condomínios de luxo. tem carência, tem carência de eh eh de eu penso eh inclusão, diversidade, eh cultural, sim, né? Então nas periferias é comprovado o quanto a cultura rica, né? A cultura, essa essência cultural nasce nas periferias. Sim, né? O samba, da onde nasceu o samba, né? A bossa nova é é uma coisa nova, bossa nova, né? O samba que nasce nos morros, o samba que nasce na periferia, que hoje é um patrimônio cultural. Quando nós vamos pra Itália, como Anelo tem parceria já há 10 anos eh consecutivos, eh acabei de chegar recentemente da China, né? A a música brasileira, ela é conhecida nesses lugares. Já que você deu esse spoiler, Lucas, como que foi então partir daquele salão que você alugava até 2020? Hoje a gente tá numa estrutura que ainda eu creio que vai crescer muito, mas já é uma estrutura eh a um lugar do anelo mesmo, que é a sede. Mas aí entra essa questão. O anelo passa a ser reconhecido não só como um instituto da periferia de Campinas, mas leva isso, esse reconhecimento pra Itália e mais recente pra China. Inclusive a TV Câmara Campinas eh acompanhou, fez uma reportagem sobre isso. Eu queria que você falasse dessa trajetória também. Eh, até algumas pessoas perguntam se eu imaginava, eu acho que nem algo parecido, porque quando comecei o projeto era o objetivo simplesmente de existir, porque eu não era diferente de tantos meninos preto, invisível, esquecidos nas periferias, que são vistos como problemas, né? E quando não são invisíveis, é tido como é um problema. Eh, então meu objetivo era sair desse cenário isso, da invisibilidade e de tantos preconceitos. Eh, mas a motivação e os propósitos eles vão eles vão se modificando, mas nós somos muito gratos que não perdemos a essência em nenhum momento, mas que era uma necessidade de existência, acabou se tornando uma resistência. Sim. E e isso, né, eh nos empoderou de acreditar, sim, que o menino de periferia, meninos e meninas possam sonhar, por que não, e levar sua arte para outro, para qualquer parte do mundo. E mas a China foi uma grande surpresa, que em 2015 começou a parceria do anelo com Archévia Jzfist na Itália, na província de Ancona, no centro da Itália, assim. E depois nós fomos em 2019 paraa África do Sul. Eu tive uma vivência muito interessante na Alemanha em 2016, né? tive oportunidade de ir para para outros países, mas a China que essa viagem recente e e eu não fui o primeiro, eu tenho muito orgulho de dizer porque o ano passado nós tivemos eh alunos do anelo dedicados aqui no canto em Mandarim e uma aluna do satélite íris, ela ganhou o concurso nacional, ganhou até dos chineses. Sim, ao ponto que depois ela ganhou da América Latina e foi presenteada aí com uma bolsa, uma viagem para cantar em Pequim. Então, a Maria Eduarda eh teve essa primeira experiência na China e depois surgiu um convite através de um amigo eh Stin, um descedente de chinês e que mora em Nova York tendo conhecimento com a Juliard, que é uma das dos maiores conservatórios, dos melhores do mundo. É, e a Juli inaugurou uma unidade recente, há uns 5 anos, em Tianjin, na China. E nós recebemos o convite para ter essa vivência, conhecer minimamente, porque a China é todo tão grande que a gente precisaria ter eh muito muito mais tempo, tempo eh possibilidades. Eu acho que a gente dá um pontapé inicial porque a Juliard de Tianjin e tão gostando muito dessa relação. até então uma instituição assim muito elitizada, mais fechada, mas que se abre para essa possibilidade de uma parceria com uma instituição chamado anelo, do outro lado do mundo. E literalmente, né, e agora a gente projeta os próximos passos para essa aventura na China. Quando você chega aqui no anelo com essas crianças e jovens, com notícias como essa, olha, a gente agora tá com uma parceria com a Itália, agora a gente tá com a parceria com uma com um lugar muito importante da China, os olhos deles devem brilhar muito, falar: "Uau, ó, como que é isso para você quando você conversa com ele sobre isso?" Eh, eh, chamou muita atenção na a primeira viagem do anelo pro exterior. Eu lembro dos moradores passando em frente à sede, buzinando, desejando boa sorte. Ali eu percebi que nós não estaríamos indo sozinhos. Então, que você leva no coração toda uma comunidade e traz de volta também eh essa potência, a potência do pertencimento, de entender que é possível sim doméstica, pessoas de todas as raças, mas é sabido que as pessoas negras, pardas, né, estão mais presentes, né, em cenários de vulnerabilidade. Mas que é possível sim, acreditando na cultura, na arte, na educação, a violência jamais será o espetáculo, né? E e o que faz a diferença na vida de alguém é você oportunizar mesmo, dar oportunidade, acreditar e a gente vem fazendo isso. Então, essas crianças, esses adolescentes, eles continuam se vendo por aqui. Sim, né? de entender que um colega teve a oportunidade esse ano, que que o próximo pode ser, né, a aquele adolescente que se dedica, que entende que a música pode ser uma das suas possibilidades. Porque por que eu digo isso? Nem todos vão ser músicos profissionais, mas é sabido que o o quanto a música eh contribui com desenvolvimento cognitivo, né, cientificamente comprovado. Fora tudo isso, toda essa beleza que a música propicia, a música é bela por si só, né? Então, a música é boa, porque a música é boa, sim. Não é só porque ela vai ajudar nisso ou naquilo, porque elas, a música nos conecta com algo a mais, que cada um chama de do que quiser, de fé, de Deus, de sobrenatural, eh, das suas energias todas serem respeitadas, mas que a música faz algo e que a arte faz, né, de provocar essa sensibilidade, de deixar a gente mais humana. Lucas, você em um momento da nossa entrevista disse justamente sobre esse papel importante da imprensa que divulgou a Nelo e também dessa mudança de paradigma de sair de uma página inteira de jornal, às vezes e muitas vezes no caderno de polícia. E hoje a gente vê no mural aqui do anelo uma página inteira em jornais da cidade, até fora da cidade, com notícia boa falando do trabalho de vocês, de várias ações. E como que é isso para você pensar que hoje não, nós temos uma página inteira, temos minutos e minutos num programa de televisão, nos telejornais, levando notícia boa da periferia. Como que é isso para você? Eh, é um motivo de agradecer, é um motivo de de gratidão, porque nesses 25 anos a gente conheceu tanta gente bacana e na imprensa da cidade, eh, eu sempre falo assim, eu nunca fui uma pessoa influente, eu eu cresci aqui, então, teoricamente, eu não tinha nada a oferecer, que não fosse a minha música, que não fosse a arte e o jornalistas como você, né, né, o os programas da nossa cidade, as emissoras, enxergar que o valor que a arte, que a cultura tem, então ter esse olhar, nossa, nós vamos naturalmente, precisa se mostrar as problemáticas para que a gente possa sim eh cobrar, lutar por políticas públicas, mas mostrar também que existe movimentos contribuindo para essa evolução, para essa mudança. Então, eh, eu aprendi, eh, eu aprendi e aprendo muito, né, com com vocês, com jornalistas, com amigos, gente que durante os anos assim encontrei em tantas emissoras e depois eu tenho o prazer de estar trabalhando junto. Sim, você disse que não é um influencer, mas você já teve a consciência de quantas pessoas nessa trajetória do anela de 25 anos, você, o seu grupo, os voluntários, quem também trabalha aqui, influenciou, assim, influenciaram de forma positiva, mesmo que essas pessoas, como você disse, nem todo mundo se transforma em músico, mas de certa forma essas pessoas são tocadas pelo que pelo que a Nelo faz, pelo que vocês transformam. Olha, até me enquanto você tava falando me passou eh pensamento assim, a gente eh dificilmente a gente eh se lembra das pessoas que a gente influenciou, porque eu influenciei, eu a gente não tem muito essa dimensão, mas uma coisa que a gente nunca esquece é as pessoas que nos influenciam. Então assim, eh, cada aluno assim que eu tive contato vê se superando, eh, professores, né, eh, músicos que vêm aqui no anelo, eh, jornalistas. Tem aquela história que inclusive depois te levou até a um programa do Luciano Hul, que é a questão de você ir até a casa de uma das alunas e falar: "Poxa, você vai desistir de da música". E ela passava por um problema pessoal, como que também, né? Olha, você não, talvez nesse momento não lembrava, mas isso é muito pontual, mas pode ser a história de muita gente. É, foi foi uma grande surpresa, né? E o mais mas mais que isso foi muito bonito um pai com essa disposição em agradecer e ter a gratidão como essência. Eu acho que o o mais bonito de toda essa história é a gratidão, até mais do que tudo e os vínculos que foram construídos através desse ato, né? Então, a a Alissa, que é uma querida, inclusive a gente tava gravando juntos há dois dias atrás no estúdio e é uma mulher hoje, né? Tem a sua filha, então, eh, construindo a sua família. Eu acho que é uma coisa assim que eh sem dúvida isso inspira a todos nós. Sim. Né? É um inspirando o outro. E eu acho que é uma coisa eh bonita de contar, bonita de sentir, né? Sim. Agora, ô Lucas, nosso tempo, infelizmente, tá acabando, mas eu vou dizer o seguinte, a gente não sabe, claro, a gente não sabe o que tem pro futuro, o que virá no futuro, mas eu queria que você dissesse o que você deseja para o futuro do anelo. Olha, eu eu vou falar para o anelo, mas eh do anelo pro mundo, assim, tá? Eu desejo uma cultura de paz. né? Uma cultura de paz para que a gente para que possamos conviver, eh deixar de lado aquilo que nos separa, né? E focar naquilo que nos une para que a gente possa conviver com as nossas diferenças e ao ponto de perceber que não somos tão diferentes assim. Até até uma música que a gente tem no anelo que fala eh diferentes tão iguais. Tá certo? Então, obrigada, Lucas. E no próximo bloco a gente vai conversar com duas pessoas que representam essas milhares de vidas transformadas durante esses 25 anos, atual presidente voluntária e também um dos alunos. Então, daqui a pouquinho não saia daí que o Mão Solidárias volta já já. [Música] [Música] E você que acompanhou aí esse primeiro bloco que nós trouxemos a história do anelo, que mistura um pouco com essa história pessoal do Lucas. Agora a gente tem duas pessoas que no meio desse caminho passaram, estão aqui e representam tantas outras histórias que foram tocadas pelo Instituto Anelo. A Regina, que hoje é voluntária presidente, e o Otávio, que há 3 anos é aluno aqui também do instituto. Regina, conta para mim, a gente já conversou um pouquinho nos bastidores, viu? como a sua história encontra o Instituto Anelo? O que que aconteceu para você estar hoje aqui? Eh, eu encontro o Instituto Anelo quando meu filho tem por volta de 8 anos. Eh, então a gente já ouvia a fama do anelo, a gente conhecia, né? Você é aqui do Florência ou não? Eh, não, eu sou da região do Jardim São José e vim para cá quando me casei. Então, chegando aqui, eu já ouvia, né? E aí, eh, achava que era pago, escola paga, como muita gente ainda acha. E foi uma surpresa achar, saber que não, né, que eu poderia inscrever o meu filho para ele começar a fazer aulas de música. E foi um momento muito bom. Ele ficou muito feliz com isso, né? Ele, você me disse que tem dois filhos hoje, mas como foi essa chegada do primeiro filho? Os dois vieram ao mesmo tempo? Não, é, o meu filho mais velho hoje tá com 19 anos. Eh, então eu nem eu tinha assim já a minha a minha segunda filha, mas ela era muito pequena para fazer. Eh, então a gente focou na oportunidade dele fazer a aula de música, né, que meu marido é aqui da região, já conhece e a gente pensou nessa possibilidade dele mesmo estar aqui, de ter outra atividade além da escola. Em que momento, Regina, você deixou de ser apenas a mãe de um dos alunos para se envolver com o trabalho? Olha, foi pouquíssimo tempo depois, então eu tenho lembrança de que as aulas do Instituto Anela aconteciam numa escola e no pátio da escola o pessoal, a organização do anelo mesmo já começou um movimento de arrecadação, né? E nesses momentos de arrecadação a gente se unia para poder oferecer um bolo, um refrigerante para fazer venda e já nessas ações eu já me envolvia de alguma forma. E a gente também tem aqui o Otávio, como eu disse, há 3 anos ele está no anelo. Otávio, conta para nós, você já gostava de música? Como que surgiu esse interesse? Foi você que quis vir por anelo, alguém falou para você, algum amigo? Foram seus pais, a sua família? Me fala dessa história. Eh, eu sempre gostei de música. Eh, eu já tinha um amigo que ele já fazia anela, já conhecia de de nome, por ouvido assim. Mas eu comecei a me interessar em estudar e praticar música com um projeto que eu tenho de eh um projeto artístico de escrever uma história junto com músicas, basicamente um musical. Então para isso eu precisava estudar a música e aprender e ter conhecimento sobre. Então por isso que comecei pelo violão. Sim. E tem Hoje você toca violão e mais algum outro instrumento? Ah, eu já toquei baixo em uma em uma eh em uma apresentação, umação, uma apresentação, eh, o que são os mesmos mesmos acordes, são as mesmas teorias, mesmas coisas. Ah, e foi bem legal, tem sido uma experiência bem gratificante. Música é muito legal, principalmente quando você faz prática de banda, que você toca com mais gente, você tá fazendo música com mais gente, é uma coisa colaborativa com outras pessoas, né? Então, é, tem sido muito gratificante. Você é aqui da região? Sim. De que bairro? Sou do Cosmos. Do Cosmos. Que é bem gente para quem é de Campinas, é aqui no distrito do Campo Grande, bem atrás aqui da sede do Instituto Anelo. Regina, quando a gente pensa nesse envolvimento, você foi uma das mães que, como você disse, olha, vamos a vender o lanche, vamos ajudar. Em que momento você passa a ter essa atuação bem efetiva? E aí você hoje é diretora, presidente, voluntária? O que que você faz com todas essas atribuições? Como que foi assim pensar, ó, vou lá ajudar o instituto que faz tão bem pro pra minha família, pros meus filhos? E hoje você tem uma responsabilidade bem grande, né? Muito grande. A responsabilidade, ela chega a assustar em primeiro momento, né? Tá. Nossa, o anelo, ele tem essa responsabilidade e e pela pelo trabalho que ele faz aqui, né? Pelo benefício que ele traz para uma região inteira. Então, quando se fala em famílias, as famílias são beneficiadas. Eh, eu faço esse trabalho mais eh próximo há 3 anos, tá? Isso. E aí a gente sempre pensa conversando com outras pessoas e também do meu ponto de vista de que forma a gente pode retribuir ao anelo aquilo que a gente recebe deles, né? Você faz mais o quê? A parte social desse trabalho, a conversa com as famílias também parte social, conversa com algumas famílias assim mais nesse sentido de de conhecer pessoas que querem contribuir com o anelo, com o tempo que tem, né? ofertar o seu tempo. Eh, e a gente trabalha muito movimentos de arrecadação com cantinas, eh, quando a gente tem eventos aqui no anelo, aniversário do anelo mesmo, que a gente promove algumas vendas, ah, bem focado nessa coisa de juntar as famílias para que as famílias possam contribuir com o seu tempo e ajudar também na forma de arrecadação. Sim, é uma espécie de agradecimento ao anel. É isso. É, é, é. Não é muita coisa, né? Mas quando você pensa no tempo que você doa o seu tempo, e às vezes você tem muito trabalho e você deixa um pouco o seu trabalho para vir se voluntariar. Então você, o que você ganha nisso é satisfação. Sim, né? Agora, Otávio, você me contou que inclusive já participou de apresentações. Eh, quando você chega lá com esse seu projeto pessoal, né, de um musical e tudo mais, o que que o anelo tem ajudado a você cada vez mais desenvolver o seu processo criativo e ao mesmo tempo pensar, olha, eu tô aprendendo um instrumento, eu já sei um, preciso melhorar. Como que é isso para você? Eh, eu já tô bem ligado à arte no geral. Eu eu tenho o costume de escrever bastante e também eu desenho. Então, a o eu tenho deixado a música sendo uma experiência bem mais tranquila. Eu vou todas as sextas aqui, eu estudo durante a semana, então não é algo que eu pego para fic tipo tão ferrenho assim pr para ser tão bom assim. Já terminou o ensino médio ou não? Não, estou no terceiro. No terceiro, tá? Então, a música tem sido um hobby e uma coisa que eu deixo só aprender com com tempo, assim. Então, eh, eu venho aprendendo de uma forma mais eh mais prazerosa, sabe? Você tem essa noção quando você conversa com seus amigos ou na escola ou mesmo aqui no bairro de que você tá tendo uma oportunidade que às vezes os outros colegas seus não t essa visão até que tem, mas precisa dessa dessa participação também do jovem aqui da região. Claro, com certeza. Com certeza. A música ela é muito importante. Eu gostaria muito que esse projeto existisse em outros lugares do Brasil ou até mesmo em eh dentro mesmo do da grade escolar, porque é muito importante, tem muita coisa que você vê na escola, que tá aqui na música também. Eh, eu não sou bom de matemática, mas você aprende a ter que usar matemática nesses casos. Então, quer dizer, ajudaria até na educação para quem também tem problema com matemática, né? Claro, com certeza. com matemática, com vários outros tipos de de matérias. Sim, você disse que fez uma apresentação. Que apresentação foi essa? Foi esse ano? Faz tempo? Foi esse ano. Acho que foi eh mês passado. Foi a apresentação do Transforma. Eu também já fez e a gente normalmente faz apresentações aqui aqui na Nelo, final de ano, o final de bimestre para para apresentar eh paraas pessoas, pros familiares, o que a gente tem aprendendo. E só que essa apresentação do do Transforma é para é para práticas de banda. As práticas de banda são eh pessoas que são um pouquinho eh mais evoluídas e que elas conseguem já praticar em banda. Já é como se você tivesse num, você não tá mais num básico ou num iniciante. É, eu no caso eu est, eu estou no básico. Eu fui, fui col básico. Eu fui, fui colocado lá, fui jogado pelo pelo professor Levi lá no meio, mas mas deu certo. Então quer dizer que não é tão básico assim, né, Otávio? Ele acredita no seu potencial. É, acho que sim. E você também, né? Aham. Ah, daqui a pouco a gente bate mais um papo com ele. Regina, eh, hoje além de você, quem são essas pessoas que também dedicam o tempo ao anel? A gente tem um grupo de da na presidência, né, que tem secretária, vice-presidente, a gente também tem o conselho fiscal que tá sempre reunido. Além da gente ter alguns pais que estão sempre, quando a gente pede uma ajuda pessoal, a gente tá precisando de voluntários aqui para determinada ação e alguém sempre se coloca para poder vir e poder ajudar. Então pode ser qualquer ação, entendeu? Eh, na história do anelo, inclusive tem uma intervenção do Lucas eh com uma aluna que queria sair porque tava depressiva e tudo mais. E a gente sabe que aqui é um um distrito, apesar de não ser só pessoas aqui do distrito que estudam no anelo, mas é uma realidade social que tem questões de vulnerabilidade. Vocês já tiveram que inclusive fazer essa intervenção como voluntários. uma família que tá passando por uma questão muito importante e que envolve um aluno, que tem aí esse respaldo do anelo, que às vezes sai um pouquinho desse âmbito de ser só música ou não foi necessário? Olha, a administração do anela, ela tem muito cuidado com exposição das pessoas e mas a gente tem um trabalho muito bacana que é exercido pela Mirian, que é o serviço social aqui do anelo, e ela tá sempre atenta a orientações de qualquer tipo. Então, qualquer coisa que seja mais delicada e que talvez o anelo não alcance, nós temos o serviço social que cabe fazer esse encaminhamento. Ah, cabe um psicólogo ou cabe alguma outra medida. Então, eh, não se torna público algumas dessas situações pelo caso da gente poder preservar as famílias, né? Mas a gente tem esse atendimento que é muito bom, que é muito responsável e cuidadoso. Sim. A gente sempre pensa que a solidariedade, claro, que passa pela questão principal quando a gente pensa lá atrás em ações sociais, pela fome. Uhum. Mas hoje como que é para você trabalhar que vai além disso? A música também mata a fome de cultura, a mata a fome de conhecimento de muita gente. Como que é isso para você? Olha, eh, primeiro é uma coisa muito importante você ter esse acesso. Aqui nós temos poucos, então tem alguma atividade de dança para as mulheres, tem alguma atividade de balé para crianças e no sentido da arte, cultura, música, eu só conheço o anelo aqui na nossa região. Eu imagino se eu tivesse na minha infância um instituto anelo, lá onde eu cresci, talvez a minha trajetória teria sido diferente. E mas a gente pensa muito nos filhos da gente hoje. Ontem eu estava conversando com a minha filha, você tem oportunidade de ter uma outra atividade além de só a escola, porque hoje a gente tá muito fechado e a gente perde muita oportunidade de ver de ver a a rua, de ver as outras coisas. E a gente me perdendo num num mundo inclusive que crianças e adolescentes só pensam nisso aqui, ó, tempo todo. Esquecem de brincar, não vem oportunidades em outras coisas. O anelo, ele vem justamente e de forma que ele atravessa isso e mostra uma outra realidade. Só só a tela, realmente. Eh, e essa criança que você tá falando da sua filha oportunidade, ela tem essa consciência? Ela tem e ela vai ganhando cada vez mais, porque aqui dentro tem esse ambiente de se falar e de se pensar o que você estaria fazendo se você não tivesse estudando uma música, sabe? E tendo convivência com outras pessoas que falam de música, que falam de projeto, que falam de oportunidades na vida. Sim. É, a gente pensa que muitos desses adolescentes, principalmente, às vezes quando a gente fala de oportunidade, a gente conversa com alguns que não tem sonhos, o que não deve ser o caso do Otávio, que já mostrou aqui pra gente que tem sonhos. E fala um pouquinho daqui pra frente, o que que você pretende com o anelo, com a música para você, tal? Pretendo continuar, sem sombra de dúvidas. tem eh com caminhar lado a lado com os meus projetos, né? Tentar eh apresentar eles de alguma forma pro mundo, né? Mas anelo, sinto que eu preciso de um pouquinho mais de tempo até conseguir me eh me garantir na música assim, sabe? Então, sim. E o projeto lá atrás que você disse: "Olha, eu já trabalhava, já pensava em musical". Isso ainda tá latente em você? Tá. Com certeza. Com certeza. Ah, é. Agora terminando o ensino médio, qual é o próximo passo que você pensa? Eh, penso ir pra faculdade. É uma faculdade de animação, a Melz, se eu não me engano, o nome dela, ela vou conseguir, tem várias, dá para aprender e storyboard, roteiro, eh, várias dessas coisas que eu já gosto já. E também, né, o mercado, o mercado de animação tá crescendo bastante no Brasil. Boa parte das animações que você vê na TV de comercial é feito por brasileiros. Então, é bem legal dar uma estudada sobre isso. Então, e essa esse é o caminho que eu tô querendo seguir. Sim. E Regina, você que começou lá atrás quando colocou o filho aqui, hoje seu filho mais velho tá com 19, sua menina tá com quanto? 12. 12, né? um adolescente e já um jovem jovem, né? Que transformação eh o anelo trouxe na sua casa, por exemplo? A gente fala muito dessa questão da da a ansiedade nos jovens e na gente também, né? Mas nos jovens ela pega de uma forma muito diferente, tem muito a ver com a imagem que ela quer passar e essas coisas. E o anelo traz, além da da dessa segurança na criança, dela tá participando de um projeto de música, onde ela sabe que ela consegue aprender, aprender notas diferentes, músicas diferentes e tá sempre trabalhando isso. Isso traz mais segurança pras crianças também nesse sentido, sabe? E de se ver pertencente a uma comunidade também, um projeto que faz diferença. Hoje o meu filho com 19 anos já tá se arriscando como professor de música. Então isso traz um orgulho imenso pra gente, sabe? Com certeza. Olha, e se você quiser aí também conhecer melhor o trabalho do anelo, a gente tá mostrando aí todas os meios de comunicação, redes sociais e tudo mais, para que você possa também conhecer um pouco melhor esse trabalho. E a gente vai finalizar o programa de hoje. Olha só, pode dar mais uma palinha, otário, né? Pode ser. É, vamos lá, gente. Muito obrigada e até um próximo mão solidárias. A gente vai ficar aqui, olha, com aí a o dedilhar do otário. Vamos lá. [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do MÃOS SOLIDÁRIAS

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
34:16

Mãos Solidárias | Casa de Jesus Núcleo Mãe Maria 30/02/2026

43:22

Mãos Solidárias | Núcleo de ação social - nas

34:53

Mãos Solidárias | Projeto turma do Bem

34:05

Mãos Solidárias | Projeto Alfa e Ômega: jiu-jitsu que transforma vidas em Hortolândia

30:37

Mãos Solidárias | Associação uma vida 10 anos transformando Vila olímpia

29:51

Mãos Solidárias | Projeto bom amigo leva inclusão à Vila aurocã

40:23

Mãos Solidárias | Projeto Bunekas leva acolhimento, proteção e voluntariado

44:49

Mãos Solidárias | Coração Curumim: apoio, acolhimento e cuidado com crianças cardiopatas

33:59

Mãos Solidárias | Ip Amarelo: triathlon transforma vidas de crianças

30:20

Mãos Solidárias | Espro Campinas: 1º emprego jovens vulneráveis gratuito!

30:12

Mãos Solidárias | Bem te quero: autoestima contra o câncer

36:00

Mãos Solidárias | Núcleo ADRA Bonsucesso transforma a vida de 90 crianças

37:47

Mãos Solidárias | Associação Alecrim em Flor transforma vidas em Campínas

37:04

Mãos Solidárias | Associação Cornélia promove inclusão e renda na saúde mental

46:03

Mãos Solidárias | Rosa e amor apoia vítimas de câncer

39:44

Mãos Solidárias | Fundo haja combate déficit habitacional no Centro de Campinas

44:49

Mãos Solidárias | Instituto CIDAS transforma vidas com oficinas e apoio social

49:35

Mãos Solidárias | Direito de ser: projeto que muda vidas

41:50

Mãos Solidárias | Instituto Som e Arte transforma vidas com música no Campo Grande

30:21

Mãos Solidárias | Responsabilidade social: como empresas transformam vidas em Campinas

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:05:42

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia