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E no M Solidárias de hoje a gente vai conhecer o trabalho da instituição assistencial Dias da Cruz que funciona há mais de 50 anos aqui no Jardim Eulina, impactando muito positivamente. esse território e tudo começou lá atrás por iniciativa de um médico e quem vai contar essa história pra gente é a Valéria Bilharim, que é diretora aqui da instituição e tá aqui um tempo bom já vai compartilhar com a gente essa história. Muito obrigada por nos receber aqui na sede, Valéria. Nós que agradecemos a oportunidade da divulgação do nosso trabalho, da nossa casa, que já é bem antiga, é longeva, né? A instituição tá completando este ano 54 anos de existência e como você disse ela foi fundada por um médico psiquiatra, Dr. Wilson Ferreira de Melo, nos anos em 1971, na verdade. E aí nós consegui, nós, eu digo, eu não era da, eu não sou das fundadoras, mas eles conseguiram, né, essa, essa área aqui no Jardim Eulina, que na época era bastante bastante dependente, né, de de ajuda mesmo. Era bem ruim essa região, vulnerável, né? Muito vulnerável, muito. E aí se construiu essa casa e começou seus atendimentos. Ele era uma pessoa à frente do tempo dele, que naqueles naquela época dos anos 70 ele preconizava já as terapias complementares. Então isso aqui começou como uma farmácia homeopática e também como assistência, né? Assistência de alimentos, tinha sopa, tinha o atendimento psiquiátrico que ele fazia gratuitamente aqui para os os necessitados que buscavam a casa. E aí a casa foi evoluindo, crescendo, os prédios foram também sendo ampliados e o serviço também foi crescendo, né, a prestação de serviço. E hoje nós temos aqui toda uma parte de assistência social, temos uma parte da saúde que nunca foi descontinuado nestes 54 anos, né? E temos todo um atendimento, né, beneficente a aos que necessitam, a toda essa comunidade aqui do Jardim Eulina e de outros comunidades que nos buscam por ajuda. Vocês chegaram até ter uma creche, né? Tivemos uma creche por 25 anos, mas infelizmente após a pandemia foi necessário descontinuar este trabalho. Com muita tristeza no coração a gente conta isso. Mas a creche funcionou aqui por 25 anos. A gente continua atendendo crianças, né? Através do nosso centro de convivência, nós temos o atendimento a crianças, jovens, adultos e idosos. É intergeracional. intergeracional, é um centro de convivência intergeracional. Então assim, a nossa população atendida, digamos assim, é bem variada e a gente continua prestando todo o atendimento. Nós, depois você vai conversar com o Carlos, que é o coordenador do ambulatório, concomitantemente com assistência, a gente dá também um atendimento à saúde, que é que são essas terapias complementares, mas temos geriatra, temos pediatra, temos fisioterapeuta, temos várias formas de atendimento que ele vai explicar melhor depois. Então assim, o Dias da Cruz é uma entidade beneficente, né, ou seja, sem fins lucrativos, mas nós precisamos de ajuda para sobreviver, não é? Como todas as entidades, a gente não é autossuficiente, né? Nós temos uma parceria com a Secretaria de Assistência Social que nos permite manter o centro de convivência, mas toda a outra parte ela é autogestão, né? Nós fazemos os nossos próprios recursos e daí a gente tem que gerar renda, tem que gerar exatamente recursos para poder continuar prestando este serviço, a manutenção do espaço, tudo isso. Sim, a manutenção. Nós trabalhamos muito com voluntários, mas temos também funcionários contratados. Sim, para poder manter os serviços do centro de convivência, entendeu? Mas nosso trabal nosso trabalho voluntário, aliás, hoje é dia do voluntariado, então olha que legal, podia ser um dia melhor, né? O dia nacional do voluntariado. A minha homenagem a todos os voluntários, especialmente os voluntários aqui do Dias da Cruz. Sim, inclusive eu sou uma voluntária há 40 anos. Há 40 anos. Como é que você chegou aqui? Olha, eu cheguei aqui por amigos que trabalhavam aqui, né? E eu vim conhecer a casa aqui. À noite a gente tem um centro espírita que funciona aqui. E eu vim para conhecer esse Centro Espírita e fiquei só 40 anos. Só 40 anos. É, os meus filhos eram bem pequenininhos nessa época e também frequentaram, frequentam ainda, né, aqui e assim e daí a gente foi desenvolvendo outras coisas, né, os trabalhos assistenciais, o trabalho de ajuda, tem aqui tem costura, aqui tem bordado, aqui tem culinária, tem aulas de culinária, tem um monte de outras atividades que a gente pode se integrar. É até uma um dos pilares inclusive do espiritismo, né? Sim. A caridade é usar as mãos, claro, mãos ocupadas, né? A cabeça fica livre, né? É sempre bom. Um bom laboratório, né? É muito. Faz muita diferença, assim, principalmente para quem tem depressão, para quem tem crises de ansiedade. O trabalho manual ele é muito importante. Sim. E a gente oferece essa oportunidade para quem tiver, né, o dom e a habilidade, quiser doar tempo, talento, né, fica essa dica. Amor, lógico, aqui sempre precisamos de voluntários, né, em várias áreas, várias áreas, porque a vulnerabilidade material ela ainda existe, né, por mais que tenha mudado muito e principalmente depois da pandemia, todos os lugares que a gente vai com mãos solidárias, a gente ouve a mesma história. Bem difícil, viu, Alessandra? Tá bem difícil, mas tem a questão do alimento da alma também, que também tá difícil para muita gente e poder fornecer esse serviço de psiquiatria até pelo fundador, né, psiquiatria, psicanálise, psicatra, que não é tão fácil de você acessar, né, e pediatra, né, e homeopata, nós temos tratamentos homeopáticos. É, a vida inteira aqui tá sendo assistida, né? Para não ter tudo isso, então é só o recurso da prefeitura e os eventos que vocês promovem. Nós temos a prefeitura com a secretaria de assistência, ela mantém o centro de convivência. Sim. As atividades convivência, tem as atividades do centro de convivência, os funcionários. Uhum. E assim, algumas oficinas que não são com voluntários, né? Nós temos voluntários que dão aula, que trabalham de graça, vamos dizer assim, né? Pelo amor, realmente. E a gente precisa de renda porque olha como é essa casa, né? Sim. É uma grande estrutura que vocês estão vendo aí. É. É. Então assim, a gente precisa, Quais as, quais são as nossas fontes de recurso? doações, associados, pessoas que se associam à casa e contribuem mensalmente para a manutenção da casa com valores aleatórios, cada um com o que pode. Nós temos a nossa culinária, nós temos uma culinária artesanal que é tudo feito aqui, tudo caseiro, tudo realmente artesanal, que sustenta uma parte do nosso trabalho. E a gente vende esses produtos, né, externamente e internamente para quem quer também. E esses produtos eles trazem um recurso, não total, que não é suficiente para manter, mas que nos ajudam bastante a levar adiante essa obra, né, que essa obra não é minha, eu estou de passagem, mas é uma grande obra. Além disso, nós também contamos com alguma ajuda da nota fiscal paulista. Ah, legal. Então, quem puder doar, quem puder trazer notinhas, quem puder se cadastrar e fazer a doação automática, é perfeito para nós. Se tiver dúvida, vocês ensinam como a gente ensina a cadastrar, não tem problema, não tem. Ou quem preferir só pegar a notinha e trazer aqui, a gente cadastra diretamente pelo site também. É, também e tem o bazar, né? Temos o bazar, que é um bazar de usados e novos, não só usados, que é aquela aquela moda circular que agora tá em voga, né? Você reaproveitar as coisas e são coisas de de ótima qualidade. É tudo feito uma triagem, é tudo lavado, é tudo passado, é tudo higienizado antes de ir pro bazar. E são preços extremamente atrativos, né? E funciona só durante a semana? A gente tem funcionado todos os dias das 9 às 16 e de terça-feira a gente que como a gente tem atividade noturna aqui na casa, funciona das 7:30, das 19:30 às 21:30. Legal. Para quem não pode vir de dia, tem esse dia à noite. E as Ah, estamos aí considerando a possibilidade de abrir aos fins de semana, nos finais de semana, principalmente no sábado pela manhã. Ainda não está ativo, mas deve ficar em breve. Legal. O bazar também funciona só com voluntários. Só com voluntários. Se tiver alguém querendo fazer aí um volar. Exatamente. Quem é bom em vendas, quem gosta de lidar com o público, né? O nosso bazar é muito bem instalado, tá novinho, ref foi foi feita uma reforma e tem muita coisa boa. Legal. Então, quem tá assistindo é só vir conhecer, né? vi conhecer ou ligar aqui ou mandar o nosso pelo nosso WhatsApp que eu vou te passar e entrar em contato e vir aqui a gente, né, conversa e explica todas as como é que funciona na verdade. E vocês fazem uma capacitação pro voluntário que vem para entender como é que é a casa? Sim, a gente faz toda uma integração, né? Quem vem novo que não conhece tudo, normalmente as pessoas vêm como? Começando a participar das atividades. Sim. A gente tem uma atividade do do Centro de Convivência às terças-feiras à tarde, que é das 15 às 16:30, que se chama Viver Bem mais. Esse grupo é bem grande, nós não é, digamos, tem muita gente da terceira idade, mas não é exclusivo para terceira idade. Então, muitas pessoas começam a frequentar este grupo que ele é bem variado em termos de assunto, em termos de atividade, tem várias várias atividades que acontecem e começam a se integrar com o trabalho da casa. Que legal. E daí várias voluntárias do bazar saíram deste grupo. Ah, então vem por amor, acaba diferente. Vem, é, vem por amor, vem para conhecer o trabalho, vem para inclusive conhecer as pessoas da casa e aí ficam. Mas óbvio que quem quiser participar, a casa tá aberta e tá sempre à disposição para, né, abrir as portas, abrir ainda mais as portas para que mais pessoas participem, né? E você falou da culinária, nessa nesses produtos que vocês produzem, é onde acontece as oficinas também? Não, as oficinas, as oficinas são de quem produz não são os alunos, tá? Os alunos eles têm aulas até para geração de renda para eles. Uhum. Tá. Hoje nós temos uma chefe que dá as aulas. Nós temos aulas de segunda, terça, quarta e quinta. Ah, que legal. À tarde e início da noite. Uhum. para jovens, para crianças e para adultos. Então não tem um limite. Obviamente são grupos separados, né? Tem as aulas para as crianças, pros adultos, que não são focos diferentes. É, é. E até a forma de lidar também é um pouco diferente, mas os esse pessoal que faz a oficina, eles aprendem. Legal. E e depois levam paraas suas casas ou até produzem para vender, porque a professora é muito qualificada. Então é uma capacitação. É uma capacitação. Então vamos dar uma olhadinha como funciona. A gente já volta. Sim. E é outra coisa, é gratuito, né? Ah, tudo aqui é gratuito. Ninguém gasta um tstão com as coisas aqui. Perfeito. Então a gente vai ver um pouquinho como é que funciona e já volto, tá bom? A Maissa Rastell, é chefe de cozinha aqui, que dá as aulas de culinária, vai contar pra gente como é que acontece, como é que ela faz esse processo de escolher os pratos, e para quem que ela dá essas aulas, para criança, para adulto, como é que acontece essas aulas aqui, Maisa? Então, aqui além de ensinar é um espaço de criatividade, eh, de aprendizado, de convivência. Os pratos, assim, a gente estuda o que que eles estão querendo, algumas receitas que estão no momento a gente faz também, pratos mais elaborados, mas pratos pro dia a dia também. E eu dou aula para crianças, adolescentes, idosos, adultos. E é muito bacana esse trabalho. É muito prazeroso estar aqui com eles todos os dias. É muito gratificante, porque trabalhar no restaurante você tá tá fazendo para outras pessoas que você nem sabe. Aqui não tem um propósito, sabe? É muito bom. A cozinha é um grande laboratório mesmo de emoções, de vida, de encontro, sabores, cores. É muito bom. E aqui vocês dão também uma uma um caderninho de receitas para cada um e permite que a pessoa de repente eh faça para ter uma renda extra como uma coisa, um algo a mais na renda e na profissão. Sim, tem alunos que eles já estão fazendo pães assim, que eles aprenderam na aula de panificação, com as aulas que foi ministrada aqui e estão vendendo. Dá para tirar uma grana extra assim, fazer como também profissão. É, ninguém fica sem o pãozinho, né? E as aulas funcionam todos os dias? Como é que é? Sim, é de segunda a quinta pr as crianças todos os dias, adultos também e para adolescentes na quarta de manhã. Quem tiver interesse, então, só entrar no site, no Instagram que vai saber como é que funciona para se inscrever. Vai saber. Isso mesmo. Obrigada. Muito obrigada. O meu nome é Aiko. Eu tenho 84 anos. Sou a mais idosa da turma aqui, né, da culinária no Dia da Cruz. E eu convido o pessoal, se vocês quiserem, né, para participarem, que é tão maravilhoso aqui as aulas. A gente sai daqui, olha, tão levinhos assim, sabe? Estou adorando. E principalmente a professora também maravilhosa. Eu me chamo Rosâela. Eu venho aqui na aula de culinária. Eu aproveito muito essa aula que a professora é maravilhosa, eu tenho uma certa idade e ela dá muitas dicas pra gente que a gente vai levar pro resto da vida e é muito bom. E ela imprime as receitas pra gente, a gente faz aula aqui, a gente come aqui, é tudo muito gostoso e a gente tem uns amigos maravilhosos que a gente interage com os amigos. É tudo de bom. Meu nome é Júlia, eu faço oficina de culinária aqui nos dias da Cruz. A gente faz receitas muito legais e a minha receita favorita foi de pizza. Meu nome é Lívia, eu faço oficina de culinária aqui de Jesus Cruz. O que eu mais gosto é de fazer receita e a minha comida preferida que eu fiz aqui foi Morango do Amor. Então, Valéria, a gente viu a oficina de culinária, é uma das coisas, das centenas de coisas que acontecem aqui. E como é que as pessoas chegam aqui? É por encaminhamento do Cras, do postinho, é demanda espontânea? Temos várias formas. Nós temos contato com CRAS, o Costinho de Saúde é um parceiro muito grande que nós temos e também tem a demanda espontânea, porque a gente divulga nos grupos aqui do bairro, nos grupos de alunos, né? Todas as nós temos 38 oficinas em funcionamento hoje. Então assim, e temos também a a buscar. Hum. Tem algumas vezes que é preciso ir atrás das pessoas que, né, que não aparecem ou que que a gente sabe que estão precisando de atividade, mas que não vem. Daí assistente social vai em busca. Uhum. Né? O que se chama de busca ativa, né? Sim. Então, nós temos várias formas de de acesso ao Dias da Cruz. Uhum. Mas a demanda espontânea, eu diria para você que é a maior forma de aproximação, que 50 anos no mesmo território todo mundo já conhece, né? É. É. E a gente tem uma uma gama de oficinas bastante grande. A gente tem, além da culinária, nós temos a a manicure, temos crochê, temos bordado. Agora nós vamos iniciar o bordado com fita. Que legal. Na semana que vem temos também as oficinas de de físicas, né? De atividade física. Sim. Tem Pilates, tem defesa pessoal, tem judô, tem a parte do Liancum. Tem gente que tá aqui a muito tempo frequentando. Tem, tem tem tem gente bem antiga, viu? A assistência social começou aqui no Dias da Cruz, o Centro de Convivência em 2005, ou seja, já estamos aqui há 20 anos desenvolvendo este trabalho, né, que é muito compensador, né, porque você vê às vezes a evolução. Uma coisa bem interessante que nós estamos tendo agora é alfabetização de adultos, das senhorinhas daqui do da comunidade que estão aprendendo a ler, que nunca não conseguiam escrever nenhum nome. Então assim, são coisas que te recompensam, já tão lendo mesmo o livrinho, sabe? Nossa, é uma coisa que a gente imagina que nem exista mais, mas existe e é a parceria com a Fumec. Não, este não. Este é voluntário mesmo. Fantástico. Muito legal. Esse é voluntário. É uma uma voluntária que se dedica a ajudar as Deve ser incrível, né? Isso realmente é transformador, né? É maior é a felicidade delas quando escrevem o nome pela primeira vez. É assim, é uma graça, é sempre tempo, né, de se reinventar. Sempre, sempre, né? Então, assim, a nossa nosso nossa nossa gama de atendimentos é muito amplo, né? É, tô tô entendendo. Quando a gente vai ler, né, a gente dá uma pincelada assim e faz uma ideia, mas realmente o dia a dia aqui do Dias da Cruz, ele é desafiador, né? Porque assim, é muita gente que circula, né? E é muita coisa diferente que acontece, entendeu? Então nós temos vários oficineiros, temos educadores, né? E os voluntários, claro, que dão, né, essas aulas gratuitamente, assim, por amor, realmente, que se dedicam, né, muito diretamente. Hoje é o dia deles, né? Hoje é o dia nacional do voluntariado. Então, Valéria, quem quiser saber, se interessou ou em ser voluntário ou quer saber quais atividades acontecem, tem no site, temos o site, temos o nosso Instagram. O nosso site é www.diasdacruz.org, certo? Sem.org. O nosso Instagram é e instituição_line dias da Cruz. Institui cão, né? É institui cão, não tenho o Sedília, nem o underline Dias da Cruz. Perfeito. Então não tem como não conhecer, tá todo mundo convidado, né? Isso. Tá. Então a gente vai pro intervalo agora. Na volta a gente vai conversar com o Carlos, né, sobre as atividades que acontecem no ambulatório, que são extensas e vale um bloco só para isso, né, Valéria, muito obrigada por compartilhar essa história. Parabéns pelo trabalho e que você siga firme e forte aí à frente de tantas coisas. Nós nós agradecemos a oportunidade de estar divulgando o nosso trabalho, a nossa casa principalmente, que precisa muito para continuar fazendo este trabalho aí que vem a 50 e tantos anos já. Com certeza. Obrigada pela presença de vocês aqui nesse dia, viu? A gente que agradece. Obrigada. E a gente já volta. [Música] De volta pro segundo bloco hoje da instituição assistencial Dias da Cruz. Agora a gente vai conversar com Carlos Bilharinho Júnior, que tem muito a ver com essa história toda também, né? Filho de dois voluntários aqui na casa há muito tempo, a Valério e o pai também era, né? ele vai contar pra gente como é que funciona esse serviço do ambulatório. Ele que é o coordenador do ambulatório, que é um serviço muito importante, acredito, e a comunidade deve abraçar isso muito forte, né? Com certeza. desde a fundação, né, com o Dr. Wilson, sempre teve atendimentos aqui na área da saúde. Então, eh, inicialmente desenvolvia atendimentos de homeopatia, psiquiatria e também alguns atendimentos na área odontológica inicialmente, né? E aí, eh, posteriormente o trabalho foi ampliando, né, em 2005 e sempre com e atuação de voluntários. E em 2005 é através de uma parceria que foi possível eh através do consulado japonês que financia algumas iniciativas eh públicas e e do terceiro setor também. E é que o Dias da Cruz foi contemplado e aí foi construído aquela a estrutura que tem mais ou menos 320 m² que a gente desenvolve as atividades, né? Então a gente desenvolve atividades, continua desenvolvendo ainda, né, na área de prática integrativa, na homeopatia, na acupuntura, a gente bastante forte também. A gente tem também uma parceria com uma escola de pós-graduação de acupultura. A gente tem atuação na área de fisioterapia. Dentro das práticas integrativas também a gente tem eh florais, eh heik, a gente tem atendimentos na área de psicoterapia, psicanálise. Então são todos atendimentos eh gratuitos, né? a gente recebe encaminhamento, tem uma parceria muito grande com o centro de saúde aqui do Jardim Olina e e de outros também. A gente recebe encaminhamento, a gente tem eh demanda espontânea. No ano passado a gente realizou 6700 atendimentos ao longo do ano de 2024, né? Então a gente conseguiu recuperar o que a gente tinha perdido por causa da pandemia. A gente tá quase aumentando o índice assim pré pandemia. Então a gente é uma referência assim, né? Inclusive, posso dizer até em Campinas assim de desse serviço de prática integrativa que a gente desenvolve muito bem, que tem um reconhecimento, né? A gente tem uma demanda espontânea também muito grande, que as pessoas nos procuram em busca desses atendimentos para eh aliviar os mais diversos problemas de saúde, né? eh, independente se já desenvolve ou não um outro tratamento dentro assim da alopatia, né? A gente tem também umas práticas corporais que a gente faz no ambulatório, né? Tem yoga, a gente tem dentro também da medicina chinesa, que é a linha da acupultura, a gente tem o liancum, que é uma prática corporal de exercícios para prevenção, tratamento de problemas ortopédicos, problemas eh ósteomusculares, problemas respiratórios. Então, a gente tem essa prática também que desenvolve eh dependendo do clima, né, ao ar livre, né, sempre que possível, senão a gente também desenvolve dentro ou desse salão ou do salão lá do ambulatório, né? Mas a gente eh também tem essa essa linha de trabalhos na linha de promoção da saúde e prevenção de problemas eh relacionados à saúde. A gente tem uma adesão bastante grande assim dos pacientes, né? os pacientes eles eh são adeptos a esses tratamentos, vem resultado. Então a gente fica bem eh contente assim de poder tá eh coordenando todos esses atendimentos que são desenvolvidos pelos voluntários. também queria agradecer, né, todos eles, né, no dia do voluntariado e eh falar que quem que quem quiser também desenvolver esse trabalho, né, e e não sabe aonde desenvolver, a gente tá aberto. Eh, a gente é bem recepível assim para as pessoas que queiram desenvolver esse trabalho. A gente deixa a pessoa bem flexível assim com relação à agenda, com relação aos atendimentos também, né? a gente faz com que em todas as áreas aqui dos dias da Cruz, né, inclusive na área da saúde, o voluntário se sinta em casa, mesmo que ele se sinta bem, então ele desenvolve a sua atividade da melhor e maneira possível. A gente também agora tem um médico que é clínico e geriatra, então a gente tem bastante eh atendimentos assim eh que proporcionam uma melhoria assim na qualidade de vida das pessoas, né? Eh, e também atendimento na área de fisioterapia, né? Eh, esse ano também tá um pouco mais limitado, mas a gente também tem feito alguns atendimentos na área de fisioterapia. Eu tô imaginando aqui um dias da cruz em cada bairro, como seria a cidade, acho que ela seria muito diferente, né? Porque realmente é uma visão política de saúde, né? Integrativa e é uma pena que só tenha um, né? Já tô começando a deixar, tô com pena. tinha que ter mais. É, quem sabe a gente pode ajudar, inspirar e também nos ajudar e a gente ajudar outras pessoas que queiram fazer esse trabalho, porque é é bastante eh importante, né? E as pessoas gostam mesmo assim e a gente percebe que a gente contribui bastante, né? Tem sempre o feedback positivo assim das pessoas que frequentam aqui, eh, com relação aos tratamentos, com relação à receptividade, né? as pessoas eh se sentem muito bem. Eh, com certeza. Acho que através do trabalho de vocês assim da imprensa pode instigar um pouco, estimular mais projetos, né? Mais expertize vocês têm, de repente dá para compartilhar, com certeza, porque a saúde preventiva é um investimento assim fantástico, né? Porque a pessoa não precisa chegar ao ponto de desenvolver qualquer doença, qualquer problema mais sério. E as integrativas e complementares trabalham muito nesse campo, né? Sim. a gente trabalha sempre eh pessoa como um todo, né? Você olhando pro indivíduo seu aspecto físico, mental, né, emocional. E essas práticas resgatam um pouco isso, né, e tratam a pessoa como um todo, independente do problema que ela tenha, você faz uma anamnese, uma avaliação dela como um todo e os tratamentos também são efetivos nessa direção para tratar a pessoa como um todo, né? Então, eh, por isso tem aumentado bastante, né? Inclusive existe uma política nacional de prática integrativa e complementar desde 2006, né, do governo federal. E aí várias iniciativas têm sido desenvolvidas, né, eh, precisam ser ampliadas também para que mais pessoas tenham acesso. Você faça um uso mais racional da medic da da dos medicamentos, né, da medicalização mesmo, né, que eh produzem também às vezes alguns efeitos colaterais e essas práticas contribuem para que a pessoa eh se ela precisar ela faça o uso menor do tempo e e minimize os efeitos. os os efeitos colaterais e proporcionam uma cura mais rápida assim também dos seus problemas. Passa mais eh suave por aquele momento às vezes de um tratamento, né? Isso tá muito no C do fundador, né? E eu fiquei pensando, conversando com a Valéria, que é a mãe do Carlos, fiquei pensando porque que era o nome dias da Cruz. Eu eu associei da minha cabeça que fosse uma questão religiosa de Jesus. E não é porque é um patrono, ele é isso, ele é o patrono, é em homenagem, né? E por ser um médico homeopata e também na questão religiosa da instituição de ser também espírita e desenvolver esse trabalho eh em detrimento do próximo, né? Foi uma inspiração aí que surgiu dos fundadores aí homenagear esse médico que eh também seguiu esse exemplo assim da ajuda ao próximo, né? E da e da homeopatia, né? Wilson era um adepto, né? Isso, ele era adepto e ele era psiquiatra. E nos primórdios aqui até vi até um uma eh uma farmácia de manipulação mesmo homeopática, né? Tem até alguns objetos que foram guardados aí de eh uma farmácia de homeopatia assim que era distribuído para as pessoas e com objetos de como objetos de memória, né? De memória, exatamente. Sentimentais, né? Sim. E contando um pouco também das outras eh atividades que acontecem aqui e lá no prédio do ambulatório, vocês têm também o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, né, em parceria assistência. E o que que acontece lá que a gente viu uma sala lá? A gente tem atividades, é corporais, pilates, dança, judô, eh, yoga. Então são atividades que são desenvolvidas lá e eh tem alguns equipamentos também próprios lá, um salã mais adequado para esses esses trabalhos, né? Então, apesar de chamar ambulatório, isso aqui tudo combina muito mais com saúde do que com qualquer doença, né? Com certeza. Eh, a gente tem sempre focar na saúde, né? Eh, e também essas práticas focam um pouco isso também, né? uma visão um pouco contrária do que a gente vê hoje, assim, deh, focar na doença, né? Eh, a gente ex de medicação. Isso. É, eu tinha uma professora, né, que foi a minha professora também de umas práticas da medicina chinesa, né, que falava que a saúde é contagiosa. E é verdade quando você vê pessoas praticando atividade física e e não só a doença, mas a saúde, né? Então, estimular esse esse essa mudança de hábito, de percepção, né? Então, de mentalidade é uma mudança de mentalidade, né? Eu vi que você perguntou anteriormente se as pessoas tem pessoas que frequentam aqui mais de 15 anos, assim, que legal. E dá para ver que as pessoas estão se sentem muito bem, é, e e continuam fazendo as atividades porque se sentem bem, né? Então, esse que esse que é o objetivo, né? fazer a pessoa eh fazer algo por si mesma também e ter essa percepção assim de bem-estar, né, e melhoria da qualidade de vida, né? É uma visão espiritualista prática, né? Sim, com certeza. Então, vamos ver um pouquinho da oficina e a gente já volta. Vamos lá. A Laí Ribeiro é profissional da dança, professora de pilartes aqui no projeto e vai contar pra gente como é que ela trabalha com essas alunas fazendo pilartes. Todas aqui aplicadria, mas já estão aquecidas fazendo, né, aula. Como é que trabalha a mobilidade? Como é que você trabalha individualmente ou é coletivo? Olá, boa tarde. Aqui a gente trabalha com Pilates solo e a gente utiliza acessórios como as bolas e elásticos e trabalha bastante mobilidade de coluna, eh fortalecimento, alongamento. É uma prática coletiva, mas eu também dou as orientações individuais para cada aluno, né? vou passando pelas meninas e vou dando alguns toques, fazendo condução verbal também e através do toque. Então, às vezes a pessoa chega com alguma limitação física, por exemplo, dá para fazer esse trabalho individual, mesmo sendo esse grupo grandão aqui que a gente tá vendo, cada um se desenvolve a partir do seu limite, das suas potencialidades? Sim, eu vou orientando conforme as necessidades de cada aluno e o feedback delas a gente vai ver como é que é, então, né? Tá certo? A Lauríia participa aqui das atividades da instituição há 40 anos e vai falar pra gente a diferença que faz na vida dela, né, Laurízia? Faz muita diferença. Moro aqui perto, estou sempre aqui, sou voluntária bazar há 40 anos também. Gosto muito est sempre aqui, me ajuda bastante, porque eu sou viúva, tal, e não gosto de ficar muito em casa. Esse projeto me ajuda bastante. Então, além de trabalhar o corpo, trabalha também lá no bazar, doando o seu tempo e aí faz amizades também? Muitas amizades. A gente gosta muito das nossas amizades e a gente distrai bastante. É muito bom porque senão a gente fica em casa só fica pensando em doença e tal. Para mim me ajuda bastante o projeto deles aqui. 40 anos é uma vida, então você já nem sabe viver sem eles, né? É uma vida. É uma vida. Desde quando iniciou a construção aqui eu mudei e e já ficamos de voluntário até hoje. Recomenda, então. Recomendo para todos que quiserem vir. Seria uma ótima para todos nós, pra casa e pra pessoa também, que quem doa também sempre tem retorno também. Obrigada. Tá. Tá. Obrigada. Eu a Nan também. aluna aqui do projeto vai contar pra gente da experiência dela. Você só faz pilates como se já não fosse muita coisa, né? Ou você faz mais alguma coisa aqui na casa? Não, eu faço a cuptura, né? E o pilates também, mas tem pouco tempo que eu tô aqui, foram poucas aulas, mas é maravilhoso. Nossa, acho que eu não abandono, mas isso aqui, exercício físico é muito bom, né? Não tem idade, né? Cada vez melhor, né? Quanto mais fizer, chega melhor lá na frente, né? E você fez amizades aqui também. Como é que é? Pra cabeça também além do corpo, né? Ah, sim. Eu fiz amizades, mas ainda, como eu disse, poucas, né? Mas quem me indicou aqui já é minha amiga, né? E tô fazendo as amizades cada vez que eu venho, uma pessoa mais que a gente vai procurando conversar, aumentar o a conversa assim pra gente saber realmente como funciona, né? E a amizade vem através disso, né? Que amiga boa. Trazer pro Pilates é uma amizade boa, né? Com certeza. E eu estava precisando muito mesmo. O Pilates faz milagre na vida do no corpo humano, na vida da gente. A cabeça é outra, o corpo muda muito. É muito bom. Faz bem para tudo, né? Para tudo. Faz bem para tudo. Muscular, até o dia a dia, seu é outro. Tá muito bom. Obrigada. De nada, Carlos. E para as pessoas acessarem o ambulatório especial, tem algum caminho ou é tudo pela pelo site, pelos canais de comp? A gente tem a gente tem os telefones, né, que é posso passar para você também, né, e o WhatsApp também. Então, os os agendamentos, dependendo do caso, né, na área da saúde a gente tem eh também uma um acolhimento e avaliação de alguns casos mais urgentes, assim, né? Então assim, por exemplo, dentro da área da fisioterapia, se o paciente tem algum quadro assim pós-operatório, fratura, assim, se a gente tem disponibilidade, a gente prioriza. E também dependendo do quadro do paciente, né, a gente faz esse acolhimento e avalia, mas a gente também tem uma lista de espera que é fazer com que as pessoas também sigam uma ordem, né? Uhum. Mas através desses telefones, né, a gente eh pode fazer esse agendamento e conversar com as pessoas e e avaliar. Nem todos os atendimentos precisam de encaminhamento, tá? Eh, tá? Eh, a gente tem demanda espontânea em vários casos, né, para também atender essa demanda que que nos procuram, né? Então, é feita essa triagem. feita essa triagem, sim, mas pode ser feito através dos telefones também, rede social, se a pessoa tiver, né? E aí a gente tá aberto também, podemos deixar todos os canais de contato, e-mail também, que às vezes a gente recebe, mas eh a gente tá aberto aí a esses canais de comunicação para receber essas pessoas que que se interessarem em nos procurar. Legal. E para quem tá assistindo, sentiu vontade de vir aqui conhecer, mas não é do Jardim Eolina, também tem essa possibilidade. Sim, sim. Eh, a gente, obviamente, a gente atende esse público por est na nessa nessa localidade, né? É maior a nossa demanda, mas a gente atende também outras pessoas de outras eh regiões, seguindo essas eh normas que a gente estabeleceu assim, mas pode sim. É, são bem-vindos, inclusive também reforçar também voluntários, né, de qualquer região. A gente tem voluntários que vem inclusive de outras cidades, assim, além de Campinas, moram aqui na região Valinhos, Paulí e que e que vem aqui regularmente, né? Que legal. E a escola de medicina chinesa também acontece aqui. É, atrás isso, a gente tem essa colaboração, né? eles ajudam a instituição financeiramente, a gente cuida de toda a parte de agendamento, de de estrutura física, né? E aí através dos professores da pós-graduação que supervisionam os alunos, né? E aí eles fazem os atendimentos e a gente tem essa parceria também com a escola de pós-graduação. Legal. Então, quem tiver assistindo também quiser fazer pós-graduação em medicina chinesa, também pode entrar em contato. Pode entrar em contato. Aí a gente encaminha para essa escola que é parceira. Maravilha. Ou seja, um universo de possibilidades, né? Com certeza. Carlos, queria agradecer demais vocês terem recebido a gente aqui e queria que você passasse então novamente o site, o Instagram para quem tiver assistindo e quiser entrar em contato. Eu que agradeço, um prazer sempre receber vocês. É, então nosso Instagram é é instituião_line Dias da Cruz. A gente tem e o site também www.diasdacruz.org. Os telefones principais, né, é 1932419393. Da parte aqui administrativa e do ambulatório 19 321 2 1 12 24. Maravilha. Já tem bastante forma de encontrar vocês, né? Com certeza. Obrigada, Carlos, mais uma vez. Obrigada. E para você que assistiu esse programa, gostou, quer rever ou compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e buscar pelo programa Mãos Solidárias. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado. เฮ [Música] [Música]