Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
E no M Solidárias de hoje, a gente vai falar do projeto Grupo Primavera, que há 44 anos está aqui na região São Marcos, recebendo as crianças no contraturno escolar e promovendo assim uma infinidade de atividades para as crianças para que elas se desenvolvam em segurança. Quem vai falar pra gente dessa história de sucesso é a Rute Maria de Oliveira, que é gestora executiva aqui do grupo Primavera. Muito obrigada por receber a gente aqui nessa sede tão bonita. Eu que agradeço por mais uma vez vocês estarem aqui, eh, dando visibilidade ao trabalho tão importante que a gente desenvolve aqui na comunidade. É um trabalho consolidado já, né, super conhecido, mas que a gente ainda se surpreende com a quantidade de coisas que acontecem aqui dentro, né? Ah, sim. Porque os desafios continuam sendo enormes, né? E e eu sempre falo que aqui dentro precisa ser muito legal para que as crianças, os adolescentes queiram estar aqui depois de terem ido pra escola. Então a gente tem uma equipe técnica muito eficiente que é e junto com as crianças a gente pensa nessas atividades, o que que eles gostariam de fazer para que seja um lugar que eles queiram estar. Com certeza, né? É um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, né? Mas começou lá atrás praticamente só com meninas, né? Como é que foi essa história, Rud? É uma história muito interessante. O grupo Primavera esse ano tem 44 anos, completa 44 anos. Ele começou aqui com seis meninas e três voluntárias. Eh, aqui na frente no era um posto de saúde e tinha uma árvore. Então, embaixo dessa árvore, a dona Jane si com mais duas amigas começaram um trabalho com meninas. E a ideia era oferecer para essas meninas uma perspectiva de vida diferente para que elas conseguissem se desenvolver e serem as mulheres do amanhã. Durante muito tempo, o slogan do grupo Primavera foi Grupo Primavera, formando as mulheres do amanhã. E aí e era tinha uma única atividade que era o bordado o ponto cruz, bordado de fios contados. E através dessa atividade de bordados, então trabalhava a disciplina, a higiene, a criatividade, o trabalho em equipe, a pontualidade, porque tinha prazo para entregar. Então, ou seja, todos os valores que podiam contribuir para que essa menina se desenvolvesse, se tornasse uma mulher do amanhã, estavam embutidos nessa atividade de de trabalhos manuais que perdura até hoje, que é o carro chefe da das nossas atividades, porque é através dele que a gente trabalha todos esses valores, principalmente. É, até hoje, né, eu vi que os valores ainda são passados através das atividades. Sim, todas as nossas atividades pedagógicas e e de arte e cultura e de trabalhos manuais, tudo que é desenvolvido aqui, o que norteia essa essa essa cada atividade são os valores, né? Eh, a gente tem sempre que pensar que a gente tá recebendo essa criança, esse adolescente aqui e a gente quer contribuir para o desenvolvimento de cada um, né? Então eu sempre falo, quando eu recebo as crianças de 6, 7 anos, eu olho para essa criança, eu já tô pensando no mercado de trabalho, em qual empresa que ela pode trabalhar, como é que ela vai chegar nesse primeiro emprego. Então, todo o nosso trabalho, a partir da entrada dessa criança é pensando nisso, que essa criança vai crescer, vai se tornar um adolescente, vai pro mercado de trabalho, vai ser um adulto. Então, que adulto que eu quero que essa criança seja, né? Não que a gente consiga transformar 100%, não, mas o nosso trabalho é contribuir para esse desenvolvimento. Então, os valores humanos, os valores éticos são passados através de cada atividade desenvolvida aqui dentro. E hoje são, começou lá com seis meninas e hoje são 500, cerca de 500 crianças e adolescentes. Entre crianças e adolescentes. E quando é que os meninos também puderam ocupar esse espaço? durante 33 anos, eh, na no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos do 6 a 14, que é o serviço que é cofinanciado pela Secretaria da Assistência Municipal, nós só tivemos meninas, né? Eh, a fundadora, ela ela preza muito, sempre prezou muito pelo desenvolvimento da mulher, né, por oferecer oportunidades para as mulheres. Só que chega uma hora, até porque o próprio ECA diz, né, você não pode fazer distinção, você tem que ter todo mundo aqui. Então, chegou uma hora que eh eu meio que fui colocada na parede assim, né? Precisa, vocês precisam, não precisam atender os meninos, vocês precisam abrir vagas para os meninos. vocês precisam dizer pra comunidade, olha, temos vagas para os meninos e aí a gente falou assim, mas eu acho que nenhum menino vai querer vir pro primavera. Primavera era é uma organização muito feminina, né? A gente tinha os meninos em outros projetos, em outras ações sociais do grupo Primavera, mas não nesse serviço. E aí numa reunião de família a gente falou: "Olha, temos seis vagas para meninos". Já deu lista de espera? Hum. Então eu não precisei nem colocar cartaz no portão, eu não precisei mandar bilhete, eu não precisei colocar folder imposto de saúde, eu não precisei fazer uma divulgação aberta porque na reunião de família já deu lista de espera e aí eh a gente nós começamos a atender os meninos. E eu vou falar para você hoje, né? Hoje o primavera esse ano, completa 44 anos, 33 só meninas e a partir daí com meninas e meninos. tem sido um grande aprendizado, um aprendizado para nós enquanto equipe técnica do grupo Primavera e aprendizado para as crianças, para os educadores e para as famílias, né? Eu acho que eu sempre falo, eh, com certeza no futuro, daqui 15, 20 anos, teremos famílias mais estruturadas, porque nós estamos trabalhando com esses meninos para que eles entendam qual é o papel dele dentro de casa, dentro da família e na sociedade. Então, com certeza nós colheremos o resultado disso lá na frente. Que maravilhoso, né? É muito bom. Em 10 anos também, eh, mudou muita coisa, né? Hoje tem a oficina de digital, de arte digital, de informática. Será que os fundadores pensaram nisso lá atrás? Com certeza nem imaginavam que chegaria onde chegou, né? É, eu eu acredito que pensar eles pensaram, eles eles eh tinham uma visão muito assim vanguarda. Nossa, é impressionante. Nunca conheci pessoas iguais. Eh, o que eu fico pensando é que talvez eles não imaginavam que chegaria tão rápido esse momento dentro do grupo Primavera, né? E e graças a Deus que esse momento chegou, porque hoje a gente vê tudo aí fora a tecnologia. Então, imagina se a gente continuasse só ali no bordado, naquela coisa, não teria 500 crianças aqui dentro, porque chega uma hora que ah, isso é legal de fazer, mas não é o mais legal, né? E a gente precisa olhar para essa criança, para esse adolescente, o que é que aí fora estão fazendo, o que o que que a sociedade tá oferecendo, que é tão atrativo para eles e que eu posso trazer aqui para dentro, eh, vincular a a a essência do grupo primavera e transformar isso numa coisa que realmente vai agregar valor para ele, né? Então, hoje a gente tem aí as atividades de tecnologia que elas estão vinculadas a um projeto maior que é o projeto de arte cultura de lei ronê, que é a sustentabilidade do grupo primavera, que faz parte dessa sustentabilidade do grupo primavera, né? Então veja, todas as nossas atividades aqui dentro, elas de alguma maneira são pensadas em como contribuir para manter a a sustentabilidade da organização. São pensadas para o desenvolvimento dessa criança, do adolescente, de suas famílias, mas também como é que essa atividade colabora, contribui para a sustentabilidade da organização. Então, a equipe senta para pensar em cada uma e aí não é uma decisão minha, não é uma decisão da diretoria, mas de fato é é compartilhado com toda essa equipe pedagógica para que a gente consiga pensar, porque eu tenho que ter a sustentabilidade, né? Eu recebo recurso do poder público, mas a a o maior valor de recurso vem de projetos que nós desenvolvemos através das leis de incentivos. Então, eu tenho que pensar, nós temos que pensar nisso também, né? tem um horário muito ativo, muito dinâmico, né, pro que tá pras demandas reais, né, porque o São Marcos de 44 anos atrás o mundo era diferente, né? Muito. Eu eu digo que já era muito diferente. Eu tô aqui, eu vou completar 21 anos. Há 20 anos atrás era muito diferente. Hoje eu olho, eu falo: "Gente, nós estamos na Nova Campinas, não quero ninguém reclamando daqui." Aliás, aqui para mim, eu sempre falo pra minha equipe, aqui é a minha comunidade. Eu conheço muito mais aqui, eu participo muito mais aqui do que do lugar onde eu moro. E e nesses 21 anos já mudou muito, já melhorou muito, já cresceu muito, já se desenvolveu muito, mas temos muito ainda que desenvolver, né? E e pensando nesse desenvolvimento, a gente hoje tem uma parceria com a FEAC, por exemplo, que o o São Marcos foi escolhido para para que eles eh implantassem um projeto piloto do desenvolvimento territorial. E o grupo Primavera faz parte, é uma é é fundamental nesse processo que a FEAC eh tá desenvolvendo. Então eu acredito que daqui a 10, 15, 20 anos a eh talvez eu não esteja aqui, com certeza não, mas alguém vai estar aqui e vai falar assim: "Olha, 20 anos atrás, olha o quanto nós já mudamos". E porque é isso, os projetos sociais existem no território para transformar. Bom, seria, e eu falo sempre assim, isso é um sonho, mas é uma utopia, que em algum momento a gente falasse assim, primavera não precisa mais estar no São Marcos, as outras organizações sociais também não precisam estar mais, porque olha, agora já desenvolvemos, podemos migrar para outro lugar, para outro território no município. A gente sabe que isso não vai acontecer, mas quando, como você bem falou, quando a gente olha 44 anos atrás e olha hoje, meu Deus, a mudança é gritante, né? E aí isso faz a gente acreditar que estamos no caminho certo e que daqui a 20 anos estaremos num território melhor ainda do que hoje ele é. E você já viu, inclusive nesses 21 anos estando aqui, eh, pessoas, crianças e jovens que passaram por aqui e qual é o retorno que eles trazem para vocês? Nossa, isso é é esse e essa pauta, essa fala, essa pergunta sua eh enche o meu coração assim de emoção. É. Eh, sábado nós tivemos uma reunião aqui de conselhos e diretoria e conselhos e eu trouxe uma ex-menina para falar, né? E lógico que eu debulhei, né? Porque ela contando de toda a história dela, eu digo assim que temos temos famílias estruturadas, mas a grande parte de famílias são famílias que de vulnerabilidade social muito alta. Então, quando a gente olha para uma criança que tá aqui e pensa que daqui a 10, 15, 20 anos ela vai voltar e vai falar assim: "Olha, porque eu morei na Irlanda, porque eu eu depois eu fui para um trabalho e eu tive a oportunidade de ir pra Índia através desse trabalho e você olha, você fala: "Meu Deus!" E a gente faz parte dessa história de de transformação, né? E e como a essa menina, a Michele, nós temos várias outras histórias, né? Eh, e eles voltam para contar, eles voltam para dar o depoimento, seja para nós enquanto equipe, seja para os adolescentes que estão sendo atendidos. Eles voltam para falar: "Olha, um dia eu estive sentado nessa cadeira que você está hoje e hoje eu estou ali, eu estou lá, eu estou fazendo isso, estou fazendo aquilo, eu cursei universidade pública, hoje eu estou no mercado de trabalho nessa posição, nessa função, porque isso é o que faz com que o nosso adolescente, é a referência que o nosso adolescente, o nosso jovem precisa. Porque às vezes e e eu já ouvi muito isso, né? Quando quando eu comecei aqui, que eu falava de faculdade, eu comecei aqui dando aula no projeto da noite, que é o preparatório para colégio técnico, pacto. E eu falava de de ele é preparatório para vestibulinho, colégio técnico, mas eu falava: "Mas vocês tm que sonhar mais, vocês têm que sonhar com a universidade". Aí dona, isso não é pra gente, não é? Sim. Então, eh, o nosso, o o nosso público, muitas vezes eles não acreditam que o, que esse mundo que existe do outro lado da ponte é um mundo acessível para eles. Hoje, graças a Deus, já temos um número maior de adolescentes e de famílias que acreditam nisso. Mas 20 anos atrás, quando eu comecei, eles falava: "E, dona, isso não é pra gente não". Eu falava: "Gente, é, tem um mundo maravilhoso lá, mas que é de vocês também." Ah, tá. exige um pouco mais de dedicação, exige um pouco mais de estudo, de disciplina, mas vocês podem chegar lá. E aí eu conto a minha, contava a minha história, eu fui empregada doméstica de pais analfabetos, né? E aí eu falei, se eu não acreditasse que um dia eu podia ser professor, eu não teria ido estudar. Se a minha mãe não acreditasse que eu podia ser, a minha mãe não teria me incentivado. Então é esse incentivo. De repente a família não consegue tá, mas é por isso que nós estamos aqui, para incentivar vocês a acreditarem que vocês podem. Então, nós temos muitos retornos, graças a Deus, de crianças que passaram por aqui, que hoje são adultos, que estão no mercado muito bem colocado. Nós temos ex-atendidos no nosso conselho consultivo, né? Que legal, que são empresários ou que estão numa boa empresa, né? Então isso pra gente é o melhor resultado que a gente pode ver. É quando eles votam aqui para contarem para os que estão o processo do desenvolvimento deles e o quanto valeu a pena. É porque eles têm ídolos no futebol, na música, mas esse exemplo pertinho deles a gente nem pode imaginar o efeito que causa, né? É. E e isso eu sempre falo, o recurso financeiro dentro de uma organização, de qualquer organização, ele é fundamental, precisa, né? Eh, se eu fosse, se fosse para eu ter aqui só voluntários, com certeza não teria o resultado que a gente tem hoje. Os voluntários são muito importantes, mas é, não garante a continuidade, porque é é a vida de cada um muda a todo instante, né? Então, o recurso financeiro é muito importante, mas o recurso humano para se tornar referência paraas nossas crianças e os nossos adolescentes é fundamental e não tem preço. Então, quando um ex-atendido vem aqui e conta para eles a sua história de superação, é alguém que saiu daqui do território, que que foi vizinho e que ele olha e fala: "Nossa, ele chegou, eu posso chegar também", né? Eh, para além disso, eu falo muito e para quem tiver nos ouvindo, isso é muito importante, é pessoas que venham aqui só para ser referência. Ai, mas se eu for voluntário, eu tenho que doar dinheiro, não. Vem aqui almoçar com as nossas crianças. As nossas crianças, os nossos adolescentes precisam de referências positivas. Eles precisam olhar para você e falar: "Olha, um dia será que eu consigo chegar onde ela chegou? O que que eu preciso fazer para isso?" E aí você contar, olha, você precisa estudar isso, você precisa se dedicar nisso, você precisa ter disciplina nisso e despertar nesse adolescente o desejo de um dia estar lá. É isso que as nossas crianças precisam. Então, seja eh um depoimento de alguém que já passou por aqui, seja um depoimento externo, é fundamental para que seja sempre primavera, né? Para que seja sempre primavera, para que eles floresam, sim, né? São sementinhas e a gente continua, vai cultivando essa sementinha. Eles precisam florescer. De que maneira? É, cada um vai achar seu caminho, mas vai florescer, né? Mas vai florescer. Eu não posso deixar de perguntar das bonecas. Quando é que as bonecas entram pro grupo Primavera? Então, pela visão da dona Jane, sim, que é fundadora, né? Que é fundadora. Dona Jane, que fundou aqui com três amigas e um dia e e sempre com trabalhos manuais, porque através dos trabalhos manuais e parábolas bíblicas, sem falar de religião, ela trabalhava toda essa questão dos valores e e do desenvolvimento de cada um. E ela conheceu uma empresa americana que fazia essas bonecas lá. E aí, sempre pensando na sustentabilidade da organização, ela trouxe a o responsável dessa empresa para cá para conhecer o trabalho que era desenvolvido aqui. E essa empresa então doou a patente pro grupo Primavera. E aí pensa, porque pr além da boneca que é linda, que encanta, pensa que daí essa empresa pegou uma menina que era daqui, que nunca imaginou que um dia iria pro outro lado do mundo, pra América, e levou essa menina para ser capacitada. E essa menina foi pros Estados Unidos, foi para dentro da fábrica, aprendeu toda a tecnologia social dessa dessa boneca e trouxe para cá. E essa menina continua com a gente até hoje. Hoje uma mulher hoje fala meu braço direito e agora a pouco ainda falei: "Nossa, que falta que ela faz aqui". Mas ela tá de férias. Qual o nome dela? É Josiane. Josiane. A Josiane. Eu eu eu falo, eu eu brinco com ela. Se eu falo: "Eu cuido muito bem de você, amiga, porque você é o patrimônio histórico do grupo Primavera. É a mais antiga do grupo Primavera. Mas ela foi para lá e aprendeu a arte dessa boneca e trouxe para cá. Claro que como bom brasileira que ela é, boa brasileira que ela é, ela colocou ali, né, os o tempero brasileiro. Mas aí a gente começou a vender essas bonecas e durante muito tempo nós vendemos inclusive para fora, né? E essa e essas bonecas hoje ela não garante a sustentabilidade do grupo primavera, mas é o nosso carro chefe. Muitas pessoas quando fala: "Ai, você conhece o grupo primavera?" Ai, a ondas das bonequinhas, né? E aí eu aproveito até a oportunidade para falar para quem tá nos ouvindo que não são as crianças atendidas que fazem as bonecas, porque muitos já se confundiu sobre isso. Ai as crianças são atendidas e fazem as bonecas que são vendidas. Não, não são as crianças atendidas. Nós temos hoje, nós temos três funcionárias, funcionárias do grupo Primavera e nós temos um projeto que vai para além das funcionárias, que é o projeto de geração de renda com a comunidade. Então, quando a gente fala assim, ai nós atendemos e desenvolvemos as crianças, os adolescentes e as famílias, eu preciso que as famílias estejam aqui dentro, é uma forma de acompanhar mais. Então nós oferecemos várias oficinas famílias, né, costura, trabalhos manuais, informática, tal, mas quem se destaca no trabalho manual e na costura, a Jose vai lá e capacita para que elas façam as bonecas. Então assim, passamos todo o material, levamos todo o material, cortamos, orientamos, elas são capacitadas e elas recebem por peça produzida. é o nosso projeto de geração de renda com a comunidade. Então, a boneca, então veja, teve lá atrás a empresa americana que doou a patente e que daí veio aqui pro pro grupo Primavera, eh, contribuiu e continua contribuindo muito com a sustentabilidade financeira do grupo Primavera, mas também contribui com a sustentabilidade de famílias através do projeto de geração de renda, né? E aí a gente amplia essa mão de obra para que a gente dê conta de fazer não só as bonecas, mas outras o outros artesanatos também. E aí eu pego um gancho porque daí das bonecas eh surgiram os fantoches. Hum. Que eu acho que você viu lá na produção, né? Então, das eh das bonecas surgiram os fantoches, porque tá, as bonecas elas vão para uma determinada camada da sociedade. E como é que eu me aproximo das escolas? Como é que eu faço com que a escola entenda que o grupo primavera existe para somar e não para competir? Uhum. Né? Eu não vou competir com a escola. Eu preciso da escola aqui dentro. Eu preciso desse relacionamento com a escola. Eu preciso do olhar da escola com cada criança. E aí foi criado o projeto Teatro de Fantoches, que é um projeto pela lei Ronê, que a gente vai para onde o patrocinador quer me mandar e já fomos para diversos diversas cidades e estados, Manaus, Recife, BH, eh, Rio Grande do Sul, com esse projeto capacitar professores da rede municipal de ensino para utilizar o Fantocha como ferramenta pedagógica em sala de aula. E aí o fantoche ele é um ele ele é um um imitação da boneca, né? É é uma boneca, é um bonequinho diferenciado, mas que tem um poder de transformação muito grande quando utilizado dentro de sala de aula. Ele acessa as crianças muito mais fácil, muito mais fácil de forma lúdica. E vai um kit, né, que a gente viu, uma bolsinha com o palquinho e os personagens. E aí tem até um livro para ajudar. Então pode também contratar vocês para isso, né? Sim. Eh, pode contratar o projeto eh fora da da lei Ronê, mas também pode através da lei Ronê, porque aí tem o abatimento do imposto de renda, né? E hoje nós estamos em cinco municípios desenvolvendo o o o projeto com os professores e os depoimentos também são assim emocionantes do resultado que a gente consegue com o personagem, porque a partir do momento que eu tô com fantocha aqui manipulando, quem tá me assistindo não não me enxerga mais, porque esse personagem ganha vida e aí a gente atinge muito mais essa criança. Não tem esse filtro, né? Aliás, existe um diferencial ali, né? É, e vocês também já mediram esse sucesso, né? Sim. Maravilhoso. Rut, eu quero agradecer demais você compartilhar toda essa história com a gente, né? E inspiradora, porque já tem 44 anos e só cresce, só aumenta. E no segundo bloco a gente vai falar com a Sandra sobre as atividades pontuais que acontecem aqui, escutar um pouco das crianças. Ah, tá. OK. Eu quero agradecer mais uma vez, né, essa parceria de vocês com o grupo Primavera, eh, é tão importante quanto recurso humano e financeiro. Eh, ter um canal que dá essa visibilidade pro nosso trabalho e que mostre coisas positivas, né? Porque às vezes a gente liga a televisão só que é coisa ruim, né? E aí vocês estão aqui para mostrar coisas boas que acontecem no nosso município. Muito obrigada. É, e esse programa tem essa alma, porque mãos solidárias é sempre mostrando todo sábado tanta coisa maravilhosa acontecendo na nossa cidade. Que bom que não precisassem algumas acontecerem, mas ainda precisa, né? Enquanto precisar que existam pessoas como vocês para desenvolver esse trabalho, né? Muito obrigada. Obrigada você. A gente volta já já. [Música] De volta pro segundo bloco, hoje no Grupo Primavera aqui no São Marcos. Agora a gente vai falar com a Sandra Ruda, que é coordenadora pedagógica aqui do grupo Primavera sobre as atividades pontualmente que acontecem aqui, né? Muito obrigada por nos receber também, Sandra. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês hoje. Sandra, a gente já falou um pouquinho da história, como é que aconteceu tudo isso lá atrás, né? E veio e acompanhando as demandas da sociedade. Eu queria que você contasse pra gente agora as atividades que acontecem aqui. Eu sei que é muita coisa, né, mas é separado por idade e também por foco. Como é que é? Sim. Eh, o primavera ele funciona dia e noite, então, no período de urno, eh, da manhã até o final da tarde, nós recebemos crianças e adolescentes aqui com idade entre 6 e 14 anos. Eh, esse público compõe o serviço de convivência e fortalecimento de vínculos que é financiado pela municipalidade. Mas nós temos também o programa Jovem Aprendiz e à noite o Pacto, que é o nosso cursinho pré-vestibulinho. E tem outras atividades, né, robótica, manicure, que envolvem a comunidade como um todo. Mas focando nas crianças e adolescentes, eh, a nossa rotina ela é muito dinâmica. Então, nós temos atividades de cunho cultural, nós temos oficinas eh de musicalização, de teatro, dança contemporânea, hip hop, fotografia, artes plásticas. Nós temos os chamados percursos, que são as oficinas que estão previstas na no serviço de convivência, que trabalham temas mais específicos com as crianças, como violência doméstica, eh racismo estrutural, o direito ao brincar, o direito a ter um projeto de vida. Então, nós temos assim uma mescla aqui de atividades. A linha pedagógica que sustenta o o desenvolvimento das nossas oficinas é a educação social. Então, é um complemento à educação escolar. Nós não trabalhamos conteúdos escolares aqui, mas os conteúdos que nós trabalhamos, eh, todos levam em conta muito a individualidade e a situação de vulnerabilidade social que as crianças e os adolescentes possuem. Então, a gente trabalha muito com o afeto aqui, né? Nós somos pessoas muito afetivas porque a gente sabe da carência que essas crianças têm. Muitas vem de famílias, né, que não são estruturadas, muitas são vítimas de violência doméstica. Então, a gente entende que é assim que a gente vai formar os cidadãos, eh, que sejam pessoas melhores para esse país. Então, são pessoas mais afetivas, que tenham mais que consigam, que a gente consiga transmitir os valores que são importantes para que que eles cresçam, né? A gente sempre se pergunta que tipo de homem, que tipo de mulher eu quero formar. Então isso é muito trabalhado com eles e o vínculo que essas crianças e esses adolescentes têm com os nossos educadores é fantástico. O vínculo é a base do trabalho que a gente tem, né? Essa confiança, os nossos educadores acabam sendo modelos para que para essas crianças são referências. Referências, como a Rute falou, né? É, a gente acaba sendo referência para todos eles. Então, a gente tem que ser muito cuidadoso no trato que a gente tem, tem que ser uma capacitação à parte também, né? Isso. E eu sempre digo que nós somos muito felizes com a equipe que nós temos aqui. Nós temos pessoas que são muito comprometidas eh com o desenvolvimento das crianças, com a causa. Eh, isso vai desde a nossa gestora até o pessoal da cozinha, da limpeza, a gente consegue trabalhar muito em harmonia em relação a isso. Isso é muito importante. As crianças se sentem muito seguras aqui e são felizes. existe essa troca, né, sempre no contraturno escolar, né, que vocês já falaram que vocês não ministram conteúdos eh escolar, mas sempre trabalhando o repertório de vida deles e ampliando as possibilidades, né, como a gente falou no primeiro bloco, sempre considerando o que eles trazem da vida pessoal, o que acontece na comunidade, sempre tentando envolver essas famílias nas atividades que a gente realiza aqui dentro, que a gente entende que é muito importante. É, muitas vezes a gente tem uma mãe que precisa ser ouvida também, então essa mãe vem, porque muitas coisas que acontecem de comportamento de criança e adolescente é reflexo do que acontece dentro de casa. Então a gente sempre tem que estar nessa sintonia muito grande. A escuta ativa no nível mais Sim. E a busca ativa também, porque quando essa criança some a gente vai atrás, né? Os nossos assistentes sociais e a psicóloga eles vão até a casa, a gente tem esse cuidado. Uhum. de de saber, olha, não tá vindo, né? Por será se aconteceu alguma coisa? Então, a gente sempre tem esse cuidado com as nossas crianças e adolescentes. E Sandra, vocês conseguem dar conta de toda a demanda? Existe alguma lista de espera? Infelizmente sim. ainda existe. Ainda existe, principalmente na faixa etária de se a 8 anos, que a gente tem uma procura muito grande, mas infelizmente a gente não tem condições de atender a todos que nos procuram, né? O Primavera é uma uma das instituições mais antigas aqui e é uma referência. Então, não que as outras também não tenham lista de espera, mas a nossa lista de espera para essa faixa etária é grande. É grande, né? principalmente no contratolar que essas crianças precisam, né? E não é só estar aqui, mas é estar com qualidade, né? Mais cedo a gente ouviu então algumas oficinas, alguns oficineiros e também alunos. A gente vai ver como é que funciona e já volta, tá joia? O Natã é o professor de informática aqui da oficina de informática, vai falar pra gente o que que eles aprendem aqui, como é que funciona o tempo de duração, né? Então aqui a gente tem as as oficinas de informática. Eu dou oficina de informática para todas as turmas, né? Tanto o pessoal agora da da manhã como pessoal da tarde, que são os menores. E o intuito aqui é literalmente ensinar eles esse mundo digital, né? Porque eles são muito travados ainda, principalmente na questão do celular e tudo mais, e que a tecnologia só serve para literalmente para para jogar, para assistir vídeo e tudo mais. E aí aqui a gente tenta passar outras outros conteúdos, né, que possam ser interessantes para eles aí, principalmente pro futuro, né, sejam úteis e tal, né? E vocês começam com os pequenininhos, deve ser uma coisa mais lúdica, né? E aqui com eles já é uma coisa mais um pacote office, alguma coisa assim. Isso aí com os pequenininhos não tem jeito, né? A gente tem que fazer mais lúdico mesmo. Agora com o pessoal da manhã que já são um pouquinho mais velhos, a gente faz eh vai vendo como que tá o nível. No caso dessa turma, hoje a gente já tá fazendo, ele já tem noção de informática básica, assim, então é o pacote office, é alguma coisa por ali por aquele meio, né, no caso. E aí a gente já tá também, no caso dessa turma, eu já tô implementando também conhecimentos na parte de IA, que é uma tecnologia do do hoje, né? E aí eles estão fazendo atividades, usando esses essas plataformas, essas eh essas tecnologias para realizar as atividades que a gente tá passando para eles. É, hoje em dia é uma inclusão digital, não tem como ficar sem, né? É, hoje em dia não tem como ficar sem, né? E aí a gente vai passando um pouquinho pouquinho para eles entender também e usar toda essa essa tecnologia que eles têm disponível, né, para melhorar. O Caio Lourenço é aluno aqui da oficina de informática, vai falar pra gente o que que ele tá achando, o que que ele aprendeu de legal aqui, de diferente. Ah, eu aprendi muita coisa. Comecei comecei a mexer no computador melhor, aprendi também a socializar com os amigos. Muito legal aqui. E agora vocês estão tendo uma noção aí de inteligência artificial? Você já usava ou tá aprendendo mais aqui mesmo? Eu já usava, mas aprendi mais coisas aqui agora usando os computadores. Agora já vai fazer uns trabalhos pra escola mais elaborados e tal. O que que você acha? Ah, mais elaborado, né? Daí fica melhor pra escola também, tanto aqui, tanto na escola fazer. E também dá para tirar umas dúvidas, né? Que às vezes a gente não sabe usar um aplicativo, uma plataforma. Aqui também professoria tira suas dúvidas aqui. Sim. Toda hora eu tô perguntando coisa pro professor, todo momento sempre eu tô perguntando. Obrigada. De nada. Miguel Soares também é aluno aqui, vai falar pra gente da experiência dele. Você já mexia no computador, você já tinha um conhecimento do pacote Office, Word, Excel, essas coisas ou foi aprender aqui? Ah, aprender aqui, né? O professor ensinou nós como usar o Sorte GPT, o PNI, essas coisas, né? Eu não aprendi, eu aprendi aqui mesmo no Mavera. Tá te ajudando assim a estudar melhor, a formar mais textos legais pros projetos da escola? Tá te ajudando? Está muito. O primavera ensina toda inteligência artificial, né? Eh, nós já aprendeu Word, o PNA e chat GPT, né? E dá até para ajudar os colegas, né? Que não vem para cá, os pais, né? Como é que você faz? O pessoal pergunta para você como é que usa informática, você ajuda? Ah, eu ajudo e também, né? Agora esqueci aquilo que você sabe você ajuda, né? Sim. E fez amigos aqui? Fiz muitos amigos aqui. O Gabriel Pisan é o oficineiro de fotografia, que é uma oficina que começou recentemente, né? E ele vai falar pra gente como é que acontece aqui com as crianças. É, tudo bem. É, a gente tem um encontro semanal então da do núcleo de fotografia e a gente tá construindo junto, né, o nosso percurso. A gente começou a fazer um brinquedo ótico, que é uma câmera escura. Então, é uma câmera bem rústica mesmo, com papelão, com papel vegetal, com uma lente de uma lupa dessas baratinhas. E dá pra gente fazer esse experimento de entender como que se propagam os raios da luz, como que se forma uma imagem para eles terem esse primeiro conhecimento, né, esse primeiro contato com a técnica da fotografia, pra gente entender o básico assim, né, as leis da física para depois a gente explorando outros universos, né, a gente vai construir junto esse percurso. Eu tô aí até o o ano que vem, então tô bem animado porque tá por vir também. Então são vários encontros. Isso. A ideia é fazer é um encontro por semana, né, de 2 3 horas. Então a ideia aí a gente vai fazer um percurso de meses, né? Passar também por colagem, por técnicas artesanais de fotografia também, entender o digital, a luz. A ideia é a gente ir brincando e aprendendo juntos. Que delícia. Tô quase vindo para cá também. Ah, pode ver, pode ver. Então vamos ver como é que eles estão recebendo essa atividade, né? Bora, bora. Obrigada. O Enzo Porfírio tem 11 anos, também é aluno aqui da oficina de fotografia, vai falar pra gente o que que ele tá achando, que que você tá achando disso tudo. Eu tô achando muito legal. Eu sempre quis fazer algumas fotos especiais assim. Essa fotografia é meio que tá ajudando isso. Eu tô conseguindo tirar algumas fotos bem mais melhores do que eu gostaria. E tá sendo muito legal. E você imaginava como é que tinha sido inventada a fotografia lá atrás? Hoje a gente tem um celular, né? A gente faz fotos, muitas fotos, muitas fotos. Repete se não deu certo. Imagina quando só tinha um rolo de filmes com 12 opções. Aí você tinha que pensar muito para tirar uma foto. É, eu ia tirar só foto importante, na minha opinião, só já ia gerenciar, né? É só foto da família, de quem que eu gosto, quem que eu amo. Imagina quem era jornalista e tava lá no meio do fevo de uma ação super importante e você tinha que imaginar quais eram os cliques importantes. Já pensou nisso? Nossa. E a dato trabalho para pensar isso. Imagina, acaba o seu rolo de filme, você fala: "Ai, perdi a foto do século". Já pensou? Nossa, seria muito triste para mim. E essa oficina tá abrindo essa esses horizontes, né? Porque era um trabalhão tirar uma foto, não era? Eu demorava demais para tirar uma foto. Eu ficava fazendo os ângulos, tudo, mas não saía bom. Não, não. Agora vai ajudar bastante. Ajudando. Ajudando muito bem. E você vem faz tempo aqui no grupo Primavera? Eu venho há pouco tempo, mas eu tô gostando muito daqui. Que bom, né? Fez amigos? Ah, eu conheço a maioria daqui, mas eu já fiz vários por aqui. Legal. Obrigada. De nada. O João Pedro Araújo também faz a oficina de fotografia e vai falar pra gente da experiência dele. Que que você tá achando? Ah, muito legal. Acho muito bom. É, tirar algumas fotos. Acho que é bom para mim. Você já sabia como é que funcionava essa questão da câmera escura, como é que a luz chega? como é que ela se forma lá nos olhos. Você já sabia um pouquinho disso ou tá aprendendo aqui? Tô aprendendo um pouquinho, né? E deu uma uma ideia maior assim de como é o processo da fotografia? É. Uhum. E você acha que vai tirar fotos mais legais a partir de agora? Acho que sim. Vou tentar, né? Acho que dá para respeitar mais a fotografia agora, sabendo de todo o trabalhão que deu para chegar até hoje no celular, né? Uhum. De tanto tempo que existe, né? E você já tira muitas fotos? Uhum. Gosta? Gosta. Eu tiro às vezes um pouquinho. Um pouquinho. Vai tirar mais agora. É. Uhum. Legal. Obrigada. Tá. De quê? Maria Sofia Souza é uma das alunas aqui da oficina de fotografia e vai falar pra gente o que que ela tá achando disso tudo, né? Tá curtindo? Eu tô gostando. É bem legal. Você imaginava que, imagina hoje a gente pega um celular, faz milhões de fotos, mas para chegar nisso foi todo um percurso, né? tem uma outra visão de fotografia já. Nossa, é uma história muito longa. Tipo, alguém pensou lá atrás um negócio que veio virar um celular e tá tá tá tá e agora você tá ansiosa para aprender a revelar também ou tá vivendo cada dia um dia? Ah, eu tô ansiosa que é uma atividade bem legal também. É, você entende a história um pouco da fotografia. E você acha que, por exemplo, aprender como é que surgiu a fotografia ajuda a gente ter um olhar também fotográfico pras coisas? Você começa a olhar uns detalhes que você não via antes ou ainda não chegou nesse ponto? Ah, ainda não chegou. Ainda não. Não, mas tá curtindo, né? Tô muito. Eu gosto oficina. E você tá fazendo amigos aqui ou você já conheceu o pessoal aqui do grupo Primavera? Conhecia, que eu tô aqui há bastante tempo. E você gosta do grupo Primavera? Eu gosto muito. Que mais que você já aprendeu aqui assim que te marcou? Bordado, ã, dança, teatro, arte, artes visuais, entre outras coisas. Muita coisa que eu aprendi aqui. Então, já tá imersa aí no mundo da arte, né? E agora vem mais fotografias. Ainda bem. Começou esse ano. Eu gostei. Obrigada. Nada. A Elane Mata é oficineira de costura aqui, tem a Mara também, né? vai falar pra gente como é que acontece essa oficina aqui para as meninas. E acho que é aberto para meninos também, não sei. Sim. Eh, mas os meninos a gente tem numa turma maior. A oficina de bordados ela acontece uma vez por semana e por turmas. Por exemplo, hoje segunda-feira a gente tem a turma do Laços Um e Laços dois, que são meninas de 11 a 13 anos. E na terça-feira a gente tem o Laços três e laços 4, que já são dos 13 aos 14. E na quinta-feira uma oficina de pedrarias onde onde entram os garotos trabalhando com miçangas, né, lanterjolas e o bordado em si. Que legal. E as oficinas elas são um meio, apesar de ser uma oficina de muita capacitação, né? Eh, é um meio para trabalhar valores também, convivência e fortalecimento de vínculos. Exatamente. Nesse momento a gente tem a roda de conversa, a gente sempre traz um tema pra gente debater ou elas trazem questões que chamam a atenção delas. Então a gente entra com essa roda de conversa, não tem o certo e o errado, né? porque na verdade é uma troca de conhecimento entre os pares. A gente trabalha também muitos valores, né, morais, responsabilidade, colaboração, organização. Então, a gente traz tudo isso nesse momento. Elas trabalhando em grupo, elas estão falando entre si, estão aprendendo e estão trocando também, trocando ideias. E depois, no final da oficina, que acho que é de um ano, né, vocês apresentam algum material, algum produto para marcar essa passagem, né? Eh, no caminhar a gente tem assim, no primeiro semestre a gente trabalha com a aquisição do conhecimento nos panos de amostras e no meio do caminho a gente tem oficinas. Então, a gente não fica só no bordado, aprende fuxico, aprende eh macramê, outras formas de trabalhos manuais. No segundo semestre, a gente começa a trabalhar peças que são expostas no fim do ano numa feira que a gente tem aqui mesmo no grupo. E aí elas todo aquilo que elas aprenderam no primeiro semestre, elas já começam a aplicar no segundo para isso. Maravilha. Então vamos ver o que que elas estão achando dessa oficina, né? Ah, gostam porque a aula passa na hora que a gente fala: "Tá na hora de recolher o material", não quer. Isso é um ótimo sinal. Ah, é bom, é satisfatório pra gente ver, né? que a gente traz uma coisa diferente, porque o bordado no dia a dia das crianças hoje não é coisa que você vê com muita facilidade e que esse bordado transforma mesmo, né? Traz um aprendizado de transformação para elas, descendo vidas. Amém. Maria Eduarda é aluna aqui da oficina de bordado, vai falar pra gente o que que ela tá achando e o que que ela já fez até agora, né, Maria Eduarda? Eu acho super legal e divertido. É uma coisa que a gente aprende, a gente vai conseguir receber alguma coisa em troca com essa coisa. É, a gente já fez bolsinha, boneca, a gente tá fazendo pano de amostra e principalmente pano pra pra oficina do teatro lá. Então, ou seja, você vai levar tudo que você tá aprendendo aqui pra sua vida e aí você pode fazer um milhão de coisas. Isso. A gente aprende várias coisas legais aqui no bordado, principalmente vários, eh, são vários pontos assim que a gente aprende. Eu acho super legal, eu gosto muito. E eu vi aqui que vocês estão tudo entre amigas também, né? Como é que é? Vocês se tricotando, conversando enquanto aprende. A gente ri, conversa ao mesmo tempo, borda, faz um monte de coisa legal e é sempre bom bordar do lado de quem você gosta. Que legal. E você vem sempre aqui pro grupo Primavera já faz tempo, já fez outras oficinas também? Uhum. Já já fiz dança pro teatro, já fiz coral, já fiz várias coisas. Ah, então é toda artística, né? Uhum. Agora vai ter mais esse esse essa caixinha, mais essa ferramenta na sua caixinha de arte, né? Verdade. Eu gosto muito de bordado. A Stephanie Perz já fez a oficina um de bordado aqui, né? tá fazendo a segunda. E aí, ampliou os horizontes? Ah, é um pouquinho difícil, mas é muito legal, muito gostosinho de aprender. Tem que ter paciência, né? Um passo de cada vez. Sim, tem que ter paciência, calma, não ficar muito ansiosa para fazer as coisas. Mas é, mas é legal, é um desafio pra gente que tá sempre assim muito acelerado, as coisas estão ao clique da nossa vida, né, nas nossas mãos. É, é um desafio fazer uma coisa mais assim pausada, que precisa esperar o tempo dela e tudo mais. É um pouquinho difícil porque tudo agora é tudo só no clique e aí você tem que esperar um pouco para fazer, ter paciência, ajuda, esperar ajuda e é um pouco difícil até para colocar a linha na agulha não é tão simples, até pegar prática não é, não é tão simples. Eu demorei bastante para phar a linha na agulha, mas agora já estamos avançando, né? E o que que você fez de legal assim até agora, desde da oficina um e nessa dois, o que que você fez que você lembra que marcou que foi bem legal? Na oficina um eu não fiz muita coisa, né, que eu fiz, aí eu perdi meu bordado, mas tô prendendo ainda algumas coisas, mas é muito bom. E na dois você já tá fazendo o quê? Na dois a gente tá fazendo um um paninho de amostra que que leva ponto acho, ponto cruz, um monte de pontos. Stephanie, você vem aqui pro grupo Primavera faz tempo? Faz um pouquinho. Vai fazer um ano ou já fez um ano? Tá gostando? Sim. Muito legal. Além do bordado, você faz outra oficina? Eu fazia dança, núcleo de dança, mas agora eu não faço mais. Só bordado. Mas tá bom, né? Tá ótimo. Obrigada. Obrigada. Eu, Diego Araújo é o oficineiro aqui de artes digitais e vai falar pra gente como é que funciona essa oficina, né, que dura também um ano, não é, Diego? Isso. A oficina ela dura o ano todo. Eh, são turmas que vão intercalando, né, dependendo da idade, e eles vão aprendendo linguagens de artes digitais, desde pixel artéd, impressão 3D também, que nós temos uma impressora, é animação em várias linguagens também, stop motion, é o próprio pixel art, animação com o corpo deles também. Então essa essa oficina dura o ano todo, eles vão conhecendo as linguagens e no final do ano a linguagem que eles gostarem mais, eles fazem um projeto final, um trabalho aí com a utilizando a criatividade deles. E você tinha me falado antes que sai até jogos também, né? Pecinhas também que de repente podem servir para consertar alguma coisa em casa. A criatividade é ilimitada. É, o as artes digitais elas não se limitam só à parte digital, aquele ambiente, ela a gente consegue trazer para analógico também. Então, uma das primeiras atividades é criar um jogo de cartas que eles fazem o design, o nome, criam os personagens, depois a gente imprime aqui no grupo primavera mesmo e eles testam, eles jogam. Então eles criam no digital, mas trazem para analógico para jogar. na impressão 3D. A impressão 3D aí é muito, as possibilidades são muito vastas, né? Tem muita coisa que dá para fazer, desde utensílios domésticos, até peças de jogos mesmo, né? E tem muita coisa gratuita também. O importante que aqui na nossa oficina de digitais tudo é gratuito. Todos os softwares que nós usamos são softwares open source que a gente fala, né? Que são softwares gratuitos online, de fácil acesso. E também a as os designs que a gente pega muitas vezes são designs gratuitos também, que é uma comunidade digital, né, que se fortalece para aprender e criar e ajudar o próximo. Legal. E agora vamos ver o que que eles estão achando disso tudo, né? Vamos sim. O Cristiano Oliveira também faz oficina aqui de artes digitais. Vai falar pra gente como é que tá sendo e o que que ele escolheu fazer. E eu escolhi fazer o Neymar porque ele é meu ídolo. Futebol já vi, né? Já é chegado no futebol. Você pegou uma foto de referência, uma inspiração? Peguei. Aí depois tá fazendo com pixels. Sim. E que que você vai fazer depois? Vai imprimir ou não? Vai só testar mesmo. Ah, eu vou imprimir depois, se der. Guardar de guardar de recordação. Aham. Vou. Que que você tá achando dessa oficina? Tá aprendendo muita coisa? Já mexi um pouco no no computador? Já fazia algumas artes ou tá aprendendo do zero aqui? Ah, aprendi do zero e aprendi muita coisa. Que legal. Então, vai avançar muito ainda até o ano que vem, né? Sim. Quer mostrar pra gente um pouquinho o seu trabalho? Sim. E aqui foi o nome que eu coloquei, NRJ, foi aqui do Neymar e aqui do Mbappé, que os dois é meu ídolo. Aí eu peguei a referência, aí fiz aqui, ó, o desenho. Aí já tô terminando. Muito bom, parabéns. Muito obrigado. O Samuel de Araújo faz a oficina aqui de artes digitais, vai falar pra gente como é que tá sendo para ele e o que que ele tá fazendo hoje especialmente. Que que você tá achando dessa oficina? A oficina é muito boa, que você vai aprendendo várias coisas que você vai poder fazer, preço da 3D até pixel, o que nós tá fazendo. Você tá fazendo um trator? É um trator de agricultura. Que legal. Você gosta de agricultura? Gosto bastante. Que legal. Aí vai trazer aqui pro seu universo, né? É. E vocês já fizeram até uns joguinhos de carta, tudo. Como é que foi testar esse jogo que vocês que criaram? Ah, foi bom porque dá para você pensar muito e foi bem legal. Dá para criar outros inclusive, né? Dá para criar bastante. Abriu a mente já. Legal. Mostra pra gente então o que que você tá fazendo. Posso? Eu tô fazendo um trator de agricultura de pixels e você vai pegando, você pode fazer do zero, pode pegar a imagem do Google ou de outras imagens ou até que você quiser. E demora para fazer? Não, mais ou menos. Se tiver a manha, você já tá com a manha? Ah, mais ou menos. Tô pegando ainda. Então, v, vai lá pra gente ver, então, pra gente ver um pouquinho você trabalhando. Obrigada, hein? [Música] Sandro, então a gente viu é que realmente é um leque muito grande, né? Vocês trabalham muito forte com a arte. Eu sei que tem os espetáculos que todo mundo fica esperando todo ano, né? Queria que você falasse dos espetáculos e também da loja colaborativa para quem quiser conhecer lá no Galeria. Sim, nós temos também um projeto grande aqui financiado por leis de incentivo fiscal, que é o arte e cultura e ele envolve as linguagens artísticas variadas e que acabam culminando na num espetáculo teatral, musical que a gente apresenta sempre no segundo semestre. Então, envolvem as crianças, os adolescentes e é assim, é um espetáculo mesmo, é uma coisa muito linda. Eu sou até suspeita de falar, mas é muito bonito, envolve todo mundo, as crianças gostam de participar, as famílias ficam encantadas e pros pais eh assistirem seus filhos num palco de um teatro, né, grande, é uma emoção muito, né, indescritível. É, isso faz uma diferença muito grande. Então, o arte cultura ele traz vida paraas nossas atividades. Sim. É muito importante. E retomando a questão das bonecas, na nós temos também uma loja no Galeria que comercializa o que é produzido aqui. Além das bonecas, tem outras coisas e que é também um braço muito forte de financiamento das nossas ações aqui. Então fica a dica para quem quiser adquirir as bonecas, pode vir aqui também, né, conhecer o projeto. Tem as redes sociais, gostaria de passar. É Grupo Primavera Campinas. no Instagram e no Facebook e tem um site também. Então, quem gostaria, quem quiser conhecer ou se voluntariar, pode entrar em contato com vocês. Pode. Legal. E e qual a mensagem que você deixaria então para pras pessoas que estão assistindo sobre essa experiência desse convívio, né? Eu acho que não tem como descrever a importância do trabalho que a gente realiza com essas crianças. É muito importante que que a gente consiga ter colaboração, que as pessoas eh compreendam, é, abracem essa causa, porque ela faz uma diferença imensa na vida dessas crianças. Eh, é uma oportunidade que muitos acabam não tendo, mas que faz diferença, que ajuda que essas crianças façam escolhas diferentes das escolhas que muitos outros fazem por aqui. Eu sempre digo pras nossas meninas e meninos que o mundo vai muito além da ponte da Dom Pedro, que eles podem estar onde eles quiserem estar e que eles podem ser o que eles quiserem ser, né? Basta eles confiarem, basta eles acreditarem. E aqui é um espaço em que eles podem se fortalecer, vai criar essa ponte para além, né? E se eles ficarem por aqui, que fiquem por escolha e com muita qualidade também, né? Isso mesmo, Sandra. Quero agradecer demais a sua participação por receber a gente aqui e compartilhar essa experiência com a gente. Eu que agradeço. E para você que gostou desse programa, do grupo Primavera, quiser rever ou compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e procurar ali pelo programa Mãos Solidárias. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado. เฮ [Música] [Música] [Música] เฮ [Música] [Risadas] [Música] [Risadas] เฮ [Música]