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[Música] Olá, [Música] no mão solidárias de hoje nós vamos falar sobre incentivo ao esporte por meio de uma associação sem fins lucrativos, que é a Ginástica Olímpica Campinas, voltada a modalidade feminina da ginástica artística. Quem vai conversar com a gente é a coordenadora técnica desse projeto, dessa associação, que é a Gabriela. Gabriela, seja bem-vinda aqui ao Mão Solidárias. Conta pra gente como que surgiu o projeto lá atrás. Eu já dei uma lida, vi que foi por meio de pais que queriam fomentar e dar oportunidade às suas filhas de, enfim, conseguir aí promover essa atividade física. me fala em que momento que você entra e conta um pouquinho para quem tá lá em casa saber o que é. É bom. É, obrigada pelo convite. Ah, a GOK, que é a Ginástica Olímpica de Campinas, ela surgiu lá em 2006. Eh, a gente tinha um trabalho já com outros professores, eh, com a ginástica artística, porém é um esporte que tem toda uma estrutura muito cara, a participação de competições também não é barata e para que houvesse eh a oportunidade de de da gente se inscrever em projetos sociais que da prefeitura que que forneciam verbas, foi fundada essa associação e aí foi escrito o projeto de do que que era a GOC. Então, os pais conseguiram eh desenvolver junto com os técnicos a o projeto da GOC, que é proporcionar o treinamento de qualidade, eh, profissionais capacitados e, principalmente o nosso objetivo é a participação em competições regionais, estaduais, nacionais, onde o talento das próprias crianças nos permitir que elas permitirem que elas vão. Então, hoje eu, aliás, eu entrei aqui na GOC em 2008 como estagiária, tá? E eu era ginasta das antigas professoras que trabalhavam aqui, então já tinha esse contato e fui crescendo aqui dentro, né? Então, há mais de 15 anos fui de estagiária para professora. Professora foi ficando as a mais experiente e aí quando essas professoras tiveram que sair, me ofereceram esse esse cargo aí de poder continuar o trabalho delas, que eu faço com com muito orgulho, como gratidão e e por acreditar realmente que o projeto é especial para todas essas crianças que passam por aqui. Entendi. Olha que história legal. Você que foi aluna, hoje tá aqui à frente ao do projeto. E hoje qual a gente falou assim, você olha os pais que fundaram hoje, qual que é a participação dos pais quando a gente pensa na organização da GOC? Ela é extremamente importante porque os pais hoje eles ajudam a manter a GOC funcionando em termos financeiros, né? Então, através dos pais e de ações beneficentes, como vendas de rifa, venda em bazar, eh vaquinha ou qualquer ação que a gente precisa do envolvimento deles, eles que organizam e fazem essa ação acontecer para que entre dinheiro pra gente e a gente possa continuar levando os próprios filhos, as filhas deles para as competições. Então, a gente fala que eles ajuntam assim, mas é tudo de volta pra filha deles, né? Então, eh, é um trabalho que é em conjunto e a gente precisa muito do envolvimento e da participação desses pais que trazem as filhas aqui, tanto na parte de se envolver no comprometimento mesmo, acreditar no trabalho, porque eles têm que a logística da família ela é extremamente presente, tem que todo mundo eh tem criança que tem vir aqui todos os dias, a tarde inteira, aos sábados. Então assim, eh, tem esse envolvimento da família no sonho dessa criança. Sim. E também ajudar a associação a prosperar para que a gente possa proporcionar cada vez mais experiências diferentes para elas e não ter que, por exemplo, escolher entre uma competição e outra porque a gente não tem verba, entendeu? Então assim, importantíssimo. Agora quando você pensa, Gabriela, nessa competição e você falou, olha, dessa associação que hoje tem essa participação dos pais, quando pensa, nós vamos um campeonato, o que que vai precisar? Precisa de um ônibus, precisa de alguma outra coisa. Mas vocês têm algum tipo de financiamento público? Sim, a gente tem eh a GO foi formada justamente para poder pleitear esses esse financiamento público, tá? Então, a gente tem o FIEC, que é o Fundo de Investimento Esportivo de Campinas, que ele é a base da nossa resistência, mas o projeto mesmo, ele é ele e o FIEC mesmo sabe que ele não é suficiente para que um projeto seja somente financiado por ele. Então a gente, eles eh pedem que a gente vá atrás de patrocínio, de empresa ou de ações de outras formas de de sustento, porque eles entendem que é uma verba inicial para que haja a existência do projeto, porém um pontapé. Isso, exatamente. É, a gente existe por causa do FIEC, mas todas as coisas que a gente quer fazer a partir da nossa existência, os nossos objetivos, as nossas competições, as nossas viagens, a gente vai para campeonatos fora do estado, a gente vai para Nordeste, a gente vai pro Sul, tudo isso é financiado pela associação e aí esse dinheiro é depois do FIEC, entendeu? Então, graças a Deus, a gente existe pelo FIEC, mas aí a partir daí a gente precisa da colaboração dos pais e de quem puder ajudar e quem tiver eh esse interesse ou essa vontade de colaborar porque acredita no projeto, a gente aceita a ajuda de todo de todo mundo. É muito bem-vinda. Sim, nós estamos inclusive aqui num parceiro da GOC, que é uma escola particular aqui em Campinas. Ele, como que funciona? Eles cedem esse espaço? Vocês pagam algum aluguel com quente? É, a gente não paga um aluguel porque por ser uma escola inclusive católica não pode ter esse tipo de de negociação, mas a gente paga uma como se fosse uma ajuda de custo pelo uso do espaço, parte de energia, água, banheiro, os funcionários que vem fazer a limpeza. Sim. Então a gente tem um custo mensal sim que não, para nós como associação que não tem um uma renda fixa, né? É, acaba sendo pesado, mas que graças a Deus a gente tem conseguido pagar porque apesar de é um espaço muito bom, né, que não tem uma estrutura parecida em Campinas sem ser em nenhum lugar particular, clube grande, essas coisas, mas também maioria do material que tá aqui é nosso. Então, o material que a gente foi conquistando durante os anos e vocês foram trazendo esse material, colocando aqui trazendo isso. É, tem coisa da escola e tem coisa, a maioria são nossas, mas o espaço, toda essa estrutura que que é de segurança para as crianças, que é de facilidade, que é bem localizado, é da escola. E aí o o material é nosso e a gente paga aí uma um valor para poder continuar usando aqui e ter direito de usar esse espaço que é nosso todos os dias das duas às seis. Ginástica olímpica sempre foi conhecida por ser um esporte muito caro de se praticar. Aí você tá falando que na prática é caro mesmo, inclusive para participar de uma competição. Quem são essas meninas que estudam aqui? São meninas de todas as classes sociais? São meninas que têm melhor acesso à escola? o que que é feito eh com esse olhar social ou naquele momento, como vocês são uma associação voltada à questão da atividade física, da ginástica em si, é visto a questão olímpica, essa questão desse esporte olímpico que está cada vez mais em atenção. tá super em alta o esporte, então a nossa procura, ela é imensa inclusive, mas a gente procura talento porque assim, por mais que até hoje a gente não tenha levado ninguém para uma Olimpíadas, a gente tem condições de desenvolver crianças a níveis incríveis, né? E e então assim, a gente não busca a classe social distância, a gente busca o que a pessoa tenha o talento, o comprometimento que tem criança que mora longe e ainda assim se compromete a a vir e a treinar e chegar no horário. E a vontade da dos da criança e da família de que a criança desenvolva dentro da ginástica, dentro dos seus limites, dentro do que é capaz, do que ela é capaz de fazer. E a gente sempre buscando competições, o nosso objetivo é chegar o mais longe possível também. Então, eh, depende do talento delas, depende da do esforço que elas fazem e do trabalho em conjunto da equipe com a com as famílias de de fazer o trabalho da melhor maneira possível. Falando em chegar mais longe, a última participação antes da gravação desse mão solidárias foi na COP estadual com Júlia, terceiro lugar nas paralelas, é isso? E segundo na trave. Isso. Isso. Dentre mais de 120 crianças, ela conseg até 13 anos, né, ela conseguiu fazer eh ter trazer esse resultado pra gente. A Isabel também que ficou em sétimo lugar no individual geral, que é a soma dos quatro aparelhos. E a Júlia também ficou em em quarto no individual geral, na soma dos quatro aparelhos. E a gente como equipe, eh, na categoria até 10 anos, tinha 27 equipes, a gente ficou em sétimo e na de 10 a 13 anos também ficamos em sétimo em 33 equipes. Então, pra gente eh foi uma experiência nova, a gente nunca tinha participado dessa competição. A gente vai, no caso, representando a cidade de Campinas, uma competição muito legal, porque são muitas crianças do estado inteiro, mais de 500 crianças e a gente conseguiu ótimos resultados e vamos continuar participando e usando pros próximos os nossos próximos objetivos, que são os nossos objetivos principais do ano, que é o torneio nacional, tá? Torneio nacional. Eu tô aqui inclusive no site do Ginástico Olímpica Campinas, que é ginásticocampinas.com. br. Tem aqui um histórico, né, da das medalhas de vocês. Vocês abrem em 2006, se vão se estruturando em 2010 em esse primeiro reconhecimento naquela época que foi torneio nacional Troféu São Paulo de ginástica artística nível B. Nós tivemos aqui, ó, oito ginastas entre as 10 melhores. Como que é para vocês sempre tá entre os melhores? Desde que vocês vão cada vez mais? Eu tô falando aqui de 2010, mas se você for aí, esse é de 2010. Quando a gente já vai passando de ano a ano, que eles têm aqui os ah todas as participações e os títulos, a gente percebe que cada vez tem mais campeonatos, né? É, tem mais campeonatos, tem mais meninas se destacando. O trabalho da ginástica, ele ele sempre é médio e longo prazo. Então a gente fala que tem que ter essa paciência de entender que não vai conseguir tudo da hora do dia pra noite, porque é um esporte muito difícil. As ginastas vão elas vão melhorando com o tempo, vão entendendo, vão dominando o corpo delas. Elas vêm aqui quantas vezes por por semana? Elas começam de duas vezes e terminam treinando seis vezes por semana. seis vezes de segunda a sábado. É, hoje a gente, nossa equipe principal treina de segunda a sexta, das 2 às 6 e de sábado das 8 às 11. Então elas treinam seis vezes por semana e é puxado. Exatamente. Por isso que não é para qualquer uma, né? Sim, exatamente. Hoje quando a gente mostrou aqui logo no comecinho do mão solidárias, elas estavam todas treinando aqui no fundo e depois você vai ver outras imagens desse treinamento. Esse esse primeiro momento elas estão todas juntas, que é um aquecimento. É isso. Exatamente. aquecimento todas juntas, porque a gente eh tem fases, né, que elas fazem separadas para aprender como que é a dinâmica, mas depois a gente põe as mais velhas junto com as mais novas até como forma de puxar as mais novas e elas entenderem que elas têm esse exemplo e elas vão seguir, vão vão chegar num no dia no nível das mais velhas, né? Ter uma inspiração para elas. E aí depois a gente separa e aí vai eh cada grupinho assim, cada nível vai fazendo as tarefas que precisam ser feitas para conseguir cada grupinho tem o seu objetivo ali das idades. E a seletiva, elas acontecem de que tempo em tempo? Olha, elas acontecem pelo menos uma vez por ano. Já aconteceram duas vezes por ano, depende da Esse ano já foi, esse ano a gente já fez uma em fevereiro e a gente tá fazendo eh junto com a parceria que eu comentei com você. Então assim, a gente faz uma vez por ano e sempre de se crianças de 6, 7 anos eh começa um processo que é por vídeo, depois vem presencial, depois é por uma fase de tempo e depois ela é contínua. a gente fala que é uma que o nosso nossa avaliação é sempre contínua. Então, por exemplo, se tem uma boa ginasta, uma menina que tem uma idade de 6 anos e ela quer, ela pode entrar em contato pelo site de vocês, mandar primeiro um vídeo, alguma coisa nesse sentido. É, a gente elas, a gente normalmente sabe bastante pelo Instagram, né, da que é ginástica artística Campinas, então elas entram em contato, a gente pede vídeo e aí se a gente se interessar pelo vídeo, a gente marca uma avaliação presencial. Isso se fora de época assim que não é não tem alguma eh seletiva marcava isso que também nas redes sociais que vocês anunciam tudo a gente faz pelo Instagram, pelas nossas redes sociais. Então assim, se tiver uma seletiva marcada, a gente também é um processo de vídeo, depois eh, por e-mail a gente retorna para quem vai ver presencial, faz um dia com todo mundo. Passaram algumas ginastas, vem para fazer algumas aulas de teste, depois passa, fica um período para ver se é isso que a família quer, se é isso que a criança quer, se ela gosta do tipo de aula. Porque às vezes a criança espera que seja uma coisa de brincadeira, de diversão, e no fim é nosso objetivo aqui não é esse. Nosso objetivo é competitivo. Então a gente precisa de cobrança, disciplina, de entendimento do que elas estão fazendo aqui e são crianças muito novinhas. Então, eh, a gente até estende esse processo antigo por um período para que haja entendimento de todas as partes delas se adaptarem aqui com a gente, pra gente se adaptar com elas. Agora, do ponto de vista, por exemplo, que você falou da disciplina e de todo esse compromisso que o esporte pede para seres tão novinhos, como que é trabalhar também essa questão pedagógica, digamos assim? É, essa questão ela é presente o tempo todo, né, na nossa no nosso dia a dia, porque eh as crianças estão aprendendo ainda a tudo, né? Tô aprendendo tudo. E aí a gente participa de uma maneira ou de outra bem eh profundamente até na no desenvolvimento dessas crianças. Então elas aprendem a serem responsáveis, a entender que elas têm que fazer isso para conseguir o objetivo que também é delas. Se elas querem melhorar na ginástica, tem que entender que não vai poder brincar, tem que abrir mão de alguma coisa na questão de não faltar nas aulas. os pais têm que entender, ah, eu quero que ela faça alguma outra atividade, porém no horário eh que não seja da da ginástica para não atrapalhar os treinos. Então, assim, ela vai se desenvolvendo essa essa autorresponsabilidade de ser uma criança mais independente também. A gente tem relatos de pais que falam: "Nossa, depois que a minha filha começou a treinar, ela começou a conseguir arrumar a própria bolsinha, porque a gente ensina isso a elas aqui, ó". Ai, mas é porque eu esqueci meu uniforme. Eu falei: "Mas quem que vai vir fazer sua?" Minha mãe não prender meu cabelo, mas quem que vai vir treinar? Você ou a sua mãe? Então você tem que lembrar que é o seu cabelo que você tem que prender ou que de pedir pra sua mãe prender o seu cabelo, porque é você que tá aqui, né? Sua mãe tem outras coisas para fazer e a gente vai tentando ensiná-las, né, essa responsabilidade. E a partir dos 9 anos ela, a gente já começa a viajar para fora, tem que dormir fora de casa. Então, tem crianças que que nunca tinham dormido fora de casa e foram dormir primeira vez com a gente, a gente tem que cuidar delas, né? É uma responsabilidade enorme, mas a gente faz isso com todo o carinho, né? todo amor e e elas vão aprendendo. Aí vamos viajar. Olha, tem que arrumar sua mala, tem que deixar isso aqui arrumado, tem que preparar a roupa do treino, a roupa da competição e assim elas vão se desenvolvendo. E assim, eu posso dizer por mim que como ginasta que fui, eh, eu devo muito da de tudo que eu aprendi na minha vida a aos tempos 10, 15 anos, 10, 11 anos que eu fiz ginástica. E e eu acredito que muitas eh continuam levando os ensinamentos para da de quando saem daqui pro resto das coisas que aplica na vida. E pra gente é muito gratificante, porque pelo menos a gente tá no caminho certo. Não, não foram ah, ginastas olímpicas, mas se tornaram ótimos seres humanos e crianças que vão aí poder desenvolver qualquer atividade daqui pra frente. E para você como profissional, apesar de ter toda essa, digamos que você praticamente nasceu aqui profissionalmente, mas qual foi o maior desafio desde que se desde que você se tornou professora e hoje coordenadora desse projeto? Eu acho que eu tive dois duas fases assim importantes aqui dentro. A primeira foi quando eu tive que começar a trabalhar com as crianças mais novas, então entender esse equilíbrio entre a cobrança e que elas são crianças novas, entender que eu não posso ficar só cobrando. Então é foi um aprendizado para mim ali naquela fase também, porque a gente tem que brincar, mas também tem que cobrar e não pode deixar virar uma bagunça. Na época eu deixava ou virar tudo bagunça ou só tudo bravo. Então, acho que esse equilíbrio eu fui aprendendo com o tempo e com os ensinamentos dos outros técnicos que passaram por aqui, que foram me ensinando. E agora como coordenador é uma outra é uma outra experiência também que eu não tinha, que é de gerenciar pessoas, que é bem difícil. E aqui as os trabalhos burocráticos que foram passados, né, que a gente acabou tendo que abraçar tudo porque senão a gente ia perder a nossa associação na época. Foi logo no ano da pandemia, então a gente ficou dando aula online e ter que conseguir. Teve competição online aquele ano? não teve competição online, mas a gente trabalhou muito. Eh, a gente teve que conseguir conquistar as crianças de fora, né, de longe. Então, assim, todo esse trabalho que a gente faz aqui, que é de brincadeira, que é de socialização, que é de pato, que é de fazer coisas, que é um dos atrativos do esporte, a gente não tinha na na pandemia. Então, a gente teve que se reinventar o tempo todo e conseguir mantê-las interessadas online. E foi uma tarefa bem difícil, mas graças a Deus deu certo. A gente conseguiu voltar com a equipe e e depois, graças a Deus, a gente teve aí, né, despontamento das da seleção brasileira, que hoje o que não falta pelo menos a criança interessada em fazer ginástica. É. E além de vocês como profissionais aqui que atuam diretamente no ensino da ginástica artística, né, da do aperfeiçoamento de de cada processo de cada uma das meninas, vocês contam com outros profissionais também? Sim, hoje a gente tem eh nossa psicóloga que é Gabriela Finat. Ela vem a cada 15 dias e conversa com as crianças e tem a gente tem esse respaldo dela que é muito importante, né? Porque eh é um esporte que é individual. Mas o treino é coletivo tem uma comparação, elas são crianças, tem a questão do medo porque são elementos difíceis, elas voam, elas pulam de um lugar pro outro, sobem na trave que é alto, tem que correr e virar um mortal. Então essa esse bloqueio que algumas crianças podem chegar a ter, tem a questão de socialização, elas têm que conversar, tem que saber eh se comunicar com os professores, enfim. Então, a gente tem o apoio dela e, claro que quando a gente precisa dela fora desses 15 dias, ela tá sempre acessível pra gente. E recentemente a gente tem também a parceria, né, com uma nutricionista que é a Natália Fazon e um a corculturista que é o Paulo Coli, que eles também vêm a naturcina vem uma vez por mês e orienta as crianças. As mais velhas faz um plano alimentar porque elas participam de mais competições. Treinamento é muito intenso. Todos os dias elas passam à tarde aqui orientar sobre essa alimentação pré-pós durante o treino. Sim. E também quando vai viajar. E as pequenininhas, elas vão ensinando a comer, né? Porque não adianta muito fazer um cardápio ainda para elas. A gente pediu um trabalho de orientação, de entendimento do que é bom e do que é ruim, enfim, pra a gente até ajuda os pais, né? porque tão aprendendo ainda a comer. E o nosso fisioterapeuta, ele vem uma vez por semana e trabalha com as as meninas que treinam todos os dias também. A princípio, eh, elas têm uma carga de treino muito alta, né? Então, eh, o corpo às vezes dá uma cobrada lá e elas podem se machucar. Fora os, eh, se aconteceu algum trauma, alguma coisa, ah, bateu, eh, torceu, alguma coisa assim, também trata. E a gente vai fazendo um trabalho preventivo aqui com elas para que elas estejam o mais saudáveis máximo de tempo possível para que o treino renda o máximo possível também. A gente tem que precaver aí também. Certo. Tá certo? Então, olha, nós vamos para um breve intervalo. Já já o Mão Solidárias está de volta. Vamos mostrar o treino das meninas, conversar um pouquinho com elas. Não saia daí, a gente volta já já. [Música] [Música] E neste segundo bloco do Mãos Solidárias, a gente vai conversar com o Silas, que desde 2010 é o professor responsável pelas atividades com as meninas aqui do Ginástica Olímpica Campinas Silas. Mudou muito de 2010 para cá ou continua a mesma receita? Ah, mudou bastante coisa, né? Eh, tem várias atualizações em relação às meninas, né? que hoje é um pouco mais difícil por conta desse pós-pandemia, são características diferente das meninas. Então, a gente teve um pouquinho de dificuldade em relação a isso, mas a gente conseguiu se adaptar bem. Eh, a metodologia vai mudando um pouquinho, a gente vai se adaptando conforme a gente precisa. E como é para você eh de certa forma orientar não só eh do ponto de vista corporal, mas também dar um direcionamento a elas que acima de tudo são crianças, né? Exatamente. O que a gente sempre estimula aqui é que elas precisam se divertir, né? Estimular o dia a dia para elas conseguirem vir bem. Eh, treinar que não é não é fácil. Elas treinam seis vezes por dia, 4 horas, né? Eh, e então a gente tem que buscar uma forma que que estimule ela, né? E o principal que a gente fala é tenta se divertir. É claro que tem muita cobrança por conta do do risco que tem o esporte, né? E a gente precisa que que elas estejam bastante concentradas para conseguir otimizar a maior parte do tempo do treino. Quando a gente vê, por exemplo, em época de Olimpíadas e grandes campeonatos, as profissionais, é, naquele momento que antecede cada um desses campeonatos, elas ficam muito nervosas, mais concentradas. Aqui é a mesma coisa? Sim, é, é um pouco disso, sim. a gente costuma, né, a época de competição, trazer o mais próximo do que é a realidade na competição. Então, esses dias são mais concentrados, sim, mas no dia a dia não, é mais relaxado, a gente vai descontraindo, é claro que tem uns momentos que tem que ficar ali mais concentradas, mas no geral a gente tenta eh colocar esse lado de diversão, de brincadeira o tempo todo pra gente conseguir ter um um ambiente leve, saudável, que a gente gosta de ressaltar bastante, né, a em relação à saúde mental delas. Falando em saúde mental, como fica a questão dos pais, né? A gente percebe que recentemente, inclusive no futebol, a Federação Paulista de Futebol e proibiu os pais de participarem, por exemplo, do campeonato de base 12 anos, justamente pelo mau comportamento dos pais. Na ginástica, eles se comportam na hora da torcida. Como que é isso? Ou eles cobram muito? Fala um pouquinho. A gente manda uma instrução pro pros pais, né? para as crianças conseguirem ficar concentradas, né? A gente tem a psicóloga aqui, então a gente instrui através do da psicóloga nossa. Então a gente pede com que as mães tentam ficar o mais calma possível. Sim. Torcer, claro que é sempre bem-vindo, né? Porque isso é importante pras meninas na hora de se apresentar. E e o que a gente ressalta é para para eles se divertirem e tentar eh na hora da competição ter o mínimo contato visual possível. Aí depois que terminou a competição, relaxou, vai lá dar um abraço e só alegria. Então na ginástica artística, nada de ficar gritando o nome da criança enquanto ela tá competindo. Ah, eu acho que que pode sim, não tem problema. A gente pede que que grite bastante sim. eh, com exceção da trave, que é um pouquinho mais difícil, né? Aliás, são 10 cm, né? E então acaba ficando um pouco mais nervoso do que eu que geralmente. Então, a gente pede que que pelo menos na trave tome esse cuidado de não ficar eh gritando muito, enfim, respeito o atleta que tá lá. Tô aprendendo, pô, tô aprendendo demais. essa área que eu nunca tive no meio e vai fazer praticamente um ano que eu tô aqui. Então, pô, eu eu cheguei sem saber nada, praticamente. Era mais um apoio para ajudar a professora. E nesse meio eu fui aprendendo a ajudar as pequenininhas, pegando básico de e de estrela, cambalhota e daí pra frente foi evoluindo, pegando o ritmo. Praticamente eu fico com as pequenas sozinhos, dando aula completa para elas e vou passando para eles, né, que tem o professor Silas, que já foi apresentado e a Gabi. Então, meio que eles começam em mim, vou vou ensinando até evoluir no nível que que o Silas pega e depois a Gabi pega e vai aperfeiçoando. Que significa a ginástica olímpica para você? A ginástica significa, tipo assim uma família, né? Porque a gente constrói uma família na ginástica. É muito da hora, porque a gente aprende várias coisas divertidas e legais. Aí a gente brinca aqui basicamente. Você faz ginástica desde quando? Faço desde os 4 anos. Aí vai fazer 5 4 anos que eu tô aqui. E o que para você é mais fácil e o que é mais difícil? É, é mais fácil para mim fazer solo e mais difícil fazer trave. Já participou de competição e como foi? Deu aquele frio na barriga? Sim, é muito difícil, mas tem umas que é mais fácil assim, mas é bem complicado. Quem você se inspira? Na Rebeca. Rebeca Andrade. Ah, é? O que você gostaria se um dia você tivesse a oportunidade de conhecê-la, inclusive até um dia na mesma seleção que ela? Quem sabe o que você diria? Ah, eu falaria que eu me inspiro muito nela, que eu acho muito legal o que ela faz. E que significa a ginástica olímpica na sua vida? Ah, é muita, muito esforço, muita dedicação, né? Para que aí quando mesmo quando a gente for mais velha, a gente já vai ter, tipo, aprend aprendido esses movimentos muito legais. Soube que você inclusive já participou de competições, como foi para você? Muito legal. Na ginástica, quem você admira? A Rebeca Andrade. Você não tem medo de fazer esses movimentos? Me conta. Não, não tenho medo. Faz tempo que você entrou na ginástica ou faz pouco tempo? Mais ou menos tempo, mas eu tô eu tô treinando e vou ganhar. Ah, é. Você já participou de algum campeonato ou ainda vai participar? Eu já participei. Como que você descobriu que você gostava de ginástica olímpica? Como que foi isso? me conta essa história. É quando eu comecei a fazer mortal de costas, aí aí eu comecei a fazer ginástica. Aí sua mãe ou seu pai viu que você, ah, preciso colocar essa menina na ginástica porque ela tá fazendo muito mortal, foi isso? Uhum. É. E como seus pais hoje ele eles trazem você, eles te incentivam a vir? Sim. E o que que você mais gosta de solo, de trave? Qual que você mais gosta de fazer? Solo. [Música] [Música] E você que viu aí um pouco da empolgação das meninas, desse treino, a fala delas, as expectativas um pouco também, né, o que as inspiram para quem tá em casa, então, Gabriela, e queira eh não só participar como, né, eu tenho um filho, eu tenho um parente, mas também no incentivo, eh, pode entrar em contato com vocês, empresas podem ser parceiras de vocês. Conta um pouquinho para nós. Pode sim. Nossa, essa até agradeço esse espaço. Essa é a nossa, é a nossa maior vontade, né? Que além das crianças que queiram participar, a gente tenha parceiros que possam viabilizar o projeto crescer ainda mais. Hoje, se a gente pudesse, a gente receberia mais crianças. Hoje são quantas? Nós temos hoje 28 crianças. E se a gente tiver verba para ter mais professor e verba para que mais crianças possam ser atendidas, a gente tem vontade de que isso aconteça. Então as empresas podem procurar as pessoas parceiras também que quiserem colaborar. A gente tem no nosso Instagram o nosso Pix, a nossa campanha eh permanente de doação e também as empresas podem procurar. a gente tem eh elas podem patrocinar, por exemplo, projetos nesse sentido de prepara preparar aquele aquele profissional, não, as atletas, no caso, para as competições. Pode é elas, o que a gente, por exemplo, ah, eu quero vai ter o a Copa São Paulo, vamos supor, ah, eu quero patrocinar a ida das meninas à Copa São Paulo. Sim, por exemplo, na Copa São Paulo vai ser no dia primeiro de novembro, vai ser em São Bernardo do Campo. A gente tem que alugar uma van. Uhum. Ai custa R$ 2000 para ir. Tem como ajudar a gente? Porque senão esse dinheiro vai ter que sair da associação e se não tiver sair dos pais. Então assim, eh pode patrocinar eventos específicos, pode patrocinar ginastas eh com uniforme, com alguma coisa que a gente precise e também a associação em si, né? Ah, eu quero patrocinar mensalmente com valor, porque eu acredito no projeto, eu acho legal. E aí a gente consegue retornar pras crianças um trabalho cada vez melhor e cada e poder abraçar cada vez mais crianças junto com a gente, tá certo? Então muito obrigada, viu, Gabriel? Muito obrigada. Que agradeço a oportunidade de poder falar do nosso trabalho e de mostrar aí o atleto dessas crianças que são a nossa razão aqui de de todo esse trabalho que a gente faz, tá certo? Então olha, Ginástica Olímpica, Campinas, redes sociais aparecem aí também. tem contato no site e o Mão Solidárias fica por aqui. Você pode assistir a outras entrevistas, outras organizações que nós sempre conversamos aqui lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Até um próximo programa. เฮ [Música] [Música] [Música]