Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Oi gente tudo bom mais um mão solidárias no ar aqui na TV Câmara Campinas hoje a gente veio direto para Barão Geraldo eu espero aqui com esse lindo painel aqui atrás você já consigam pensar aí o tipo de lugar que a gente veio conhecer hoje a gente veio conhecer a fundação síndrome de Down é uma instituição que existe já desde a década de 80 tem muita história para contar e hoje quem vai contar essa história explicar um pouco de todo o trabalho que é desenvolvido aqui é a vice-presidente Marta van sim Marta obrigada do seu tempo tirou um tempo aí para conversar com a gente imagina eu que agradeço é um prazer tá aqui né contar a nossa história apresentar a nossa instituição para vocês a gente já deu um passeio por aqui tô encantada com local muito é amplo vocês vão ver as imagens Espero que fiquem Encantados enquanto eu mas Marta falando assim um pouco da história eu falei que lá dos anos 80 mas até cada de 80 tem 10 anos então vamos vamos contar um pouquinho de como surgiu isso lá bom a fundação ela surgiu em 1985 né e a origem dela é justamente a partir da união de um grupo de pais e mães que tinham filhos com síndrome de down bebês crianças Muito pequenas e aí eles se uniram para criar essa instituição porque né a gente tem que lembrar que naquela época a ideia da presença das pessoas com deficiência principalmente da com deficiência intelectual na sociedade circulando nas ruas trabalhando frequentando escolas não era uma coisa muito comum né e existia todo um movimento das próprias pessoas com deficiência no Brasil e no mundo buscando a buscando essa inclusão né Essa presença essa participação na sociedade e então esses pais se uniram criaram a fundação para enfim dar as condições para essas pessoas para esses filhos para essas crianças se desenvolverem da melhor maneira possível né Sempre tendo em vista a participação a inclusão dessas pessoas na sociedade é uma história longa né que já tem aí seus 30 40 anos e aí ao longo desse tempo a fundação foi mudando né a fundação ela muito pequenininha ela já funcionou como escola por exemplo né E aí na década de 90 houve toda uma mudança dessa perspectiva porque se percebeu que o importante não era ter uma escola para garantir a melhor formação possível para aquelas crianças que estavam sendo atendidas mas assim colocar essas crianças na escola comum né então é mais um pouquinho para frente a fundação se engajou no processo de colocar as pessoas com síndrome de Down e deficiência da qual no mercado de trabalho né tudo isso quer dizer isso tem a ver um pouco com o crescimento dessas pessoas as pessoas vão passando a gente vai beber para criança adolescente jovem vida adulta né então a trajetória da fundação ela meio que acompanha um pouco esse crescimento essa evolução dessas pessoas e pelas necessidades que foram se colocando né a etapa da vida e também pelo próprio movimento da inclusão quer dizer o debate sobre a inclusão na sociedade a existência de políticas públicas para essas pessoas as reivindicações elas também foram evoluindo ao longo do tempo né a fundação foi crescendo junto com as necessidades que foram surgindo e mudando os seus conceitos as formas a forma de lidar com a deficiência no caso aqui a síndrome de Down é porque assim o que que acontece a gente tem todo um processo que aconteceu aí ao longo do tempo né de a gente tem então por exemplo o movimento pela inclusão das crianças com deficiência dos Estudantes com deficiência começou de uma maneira muito mais forte no Brasil e talvez eu arriscaria dizer até em outros países no final dos anos 90 né porque isso tá associado a um movimento mundial da educação para todos né Por exemplo que é um movimento da Unesco essa coisa E aí isso foi gerando uma pressão social para criar condições para que essas crianças esse adolescentes frequentassem escola comum então nos anos 2000 em 2008 surgiu a política nacional de Educação Especial na Perspectiva da educação inclusiva o nome é longo mas ele é importante né porque a gente não tá falando da Educação Especial a educação que vai assegurar ali condições para que aquela pessoa que tem uma deficiência intelectual ou outra qualquer se desenvolva e aprenda né mas é na Perspectiva da Educação inclusive Então é isso fortalece todo o movimento né tanto que se a gente observar ao longo do tempo é a partir de 2008 a gente tem um aumento grande da matrícula das pessoas com deficiência das crianças dos jovens com deficiência e a maior parte ainda é deficiência intelectual nas escola comuns né então quer dizer tem uma articulação da atuação da instituição da fundação com todo esse movimento maior dos profissionais né Não só a criança tem a dificuldade X ah então vamos trabalhar essa dificuldade x um lugar externo para quando ela for para dentro da escola regular ela poder acompanhar os coleguinhas e tudo então esse é um paradigma que a gente chama de paradigma da Integração né que você não então nós vamos preparar essa pessoa deixar essa pessoa o mais né preparada possível para ela entrar só que assim a gente sabe como a vida é a gente nunca tá pronto e a vida tá sempre exigindo da gente então a fundação ela tem como característica de instituição tá sempre atuando nessas duas pontas a gente atende as pessoas hoje em dia a gente tem mais ou menos se eu não tô enganada mais ou menos 200 pessoas que a gente atende em todas as faixas etárias nós temos pessoas que estão aqui desde que a fundação foi criada né que eram crianças na primeira infância e hoje são adultos que estão no mercado de trabalho estão fazendo as suas atividades ou não também né e a gente busca tá sempre atuando nessas duas pontas né porque é aí que a gente vai conseguindo levar o recado da inclusão porque a inclusão gente ela não é só uma coisa assim ai não eu aceito essa pessoa quer dizer a gente tem barreiras né que são Barreiras sociais Barreiras culturais barreiras atitudinais e com a deficiência intelectual acontece muitas assim você já a síndrome de Down é típico né porque já tem toda aquela Aquele Olhar aquela pessoa você olha essa pessoa você sabe que a pessoa tem síndrome de Down Então já vem toda aquela carga de Ai não é uma pessoa que não consegue Ah é uma pessoa que não é capaz Ah é uma pessoa né E a gente tem aquela tendência infantilizar a tratar com um adulto como criança fala ai que bonitinho você consegue é colocar umas compra não no saquinho no mercado Olha que lindos Então a gente tem que ter uma atuação para mudar esse olhar né então preparar obviamente essas pessoas dá condições e mais assim empurrar e fazer e a coisa acontecer na sociedade porque as pessoas enxergam diferente a gente quer muito isso a gente trabalha muito por isso inclusive vocês trabalham antes mesmo mesmo dessa criança virar o mundo que vocês têm a parte do acompanhamento das mães que recebe o diagnóstico né sim essa coisa do diagnóstico ela é um X né e ela é muito importante porque gente nós estamos ainda nós estamos né No ano 2023 e as mães geralmente são as mães que recebem o diagnóstico ou suspeita de Diagnóstico ainda escuta coisas né eu escuto aqui dentro da Fundação as mães falando Ah é porque o médico falou que o meu filho não vai andar que o meu filho não vai não sei o que quer dizer gente é inacreditável né Falando Sério que a gente em 2023 ainda acredite que uma pessoa com síndrome de Down não vai andar que ela não vai falar que ela não vai aprender mais médicos que dão esse esse discurso para mãe que já tá naquele momento a gravidez já é um momento de fragilidade às vezes várias coisas ainda foi um diagnóstico que tem todo um peso de lado dos anos 80 porque a gente sabe que né ah Síndrome de Down tudo isso que você falou é e ainda vem o profissional que devia apoiar né acompanhar e tudo não não vai andar vai falar e tudo mais é muita falta de informação né assim eu acho que a gente ainda tem um olhar muito medicalizante e isso é uma bandeira fortíssima da fundação tanto que a gente tem publicações recomendo que Leiam venham conheçam a nossa biblioteca a nossa Livraria na verdade né no nosso site a gente tem vários livros que falam sobre a inclusão numa perspectiva muito quebra muito essa ideia da incapacidade né E são livros a gente tem vários livros de um autor italiano que eu particularmente gosto e que sempre me ajuda muito que eu quero né a gente trouxe vários livros dele e traduziu esses livros né porque ele fala justamente sobre essa questão da pessoa com deficiência intelectual com síndrome de down na Perspectiva da Autonomia né e do quanto a sociedade ela ela impede essas pessoas de serem quem elas são né Por Barreiras mesmo né a gente a ideia de barreira é uma é um conceito né A gente entra nesse mundo da do debate da concentração da teoria sobre a deficiência e a gente percebe que é enfim tem muita questão Tem muito ainda se discutir muito então eu acho que uma coisa que eu acho que é importante a gente chamar atenção que a fundação ela tem uma atuação forte na produção de informação e de conhecimento sobre a deficiência intelectual e aí a gente tem os livros que a gente lança e a gente também tem os fórums né Pode ficar à vontade de falar site Qualquer coisa que você precisar vai estar sempre passando aqui durante programa os contatos números emails pode ficar vontade de falar também é o site é www.fsw.org.br né Vocês podem acessar o site e lá a gente tem essa produção mas a gente tem também os fóruns e a gente o ano passado a gente fez o quinto fórum internacional Síndrome de Down que foi um fórum que a gente fez em novembro foi uma semana praticamente de eventos de palestras e de mesas de rodas de conversa online né e a gente fez isso fez com inscrição agora a gente abriu esse conteúdo em março para comemorar o Dia Internacional da síndrome de Down que é o 21 de Março a gente abriu esse conteúdo todo ele tá aberto no nosso YouTube vocês podem ir lá consultar ver isso é tem muita palestra sobre várias questões relacionadas a síndrome de Down na vida adulta Mas a gente não pode falar da vida adulta sem falar do que vem antes né porque principalmente no caso da deficiência intelectual é muito muito importante você construir essa trajetória da Autonomia esse é o nosso grande objetivo é autonomia né então a gente tem lá discussões sobre inserção no mercado de trabalho sobre educação sobre envelhecimento essa é uma frente forte nossa tanto de reflexão quanto de atuação a gente tem a gente já fez um trabalho no ano passado encerrou um projeto importante sobre essa questão do Alzheimer Porque existe toda uma literatura médica na área da saúde que mostra que existe uma questão do envelhecimento precoce das pessoas com síndrome de down então a gente está olhando para isso a gente também tem pensando na vida adulta todo um projeto de moradia independente né Isso é uma bandeira antiga da fundação e a gente lançou esse ano um projeto de moradia independente que é o que que são pessoas com síndrome de down com deficiência intelectual adultas tratadas como adultos né Isso não significa que talvez não precisa de apoio certo mas é sempre essa perspectiva é o protagonismo da pessoa ela vai ter a sua casa né vai morar sozinha isso tudo é articulado com a família tudo e aí a gente entra com o suporte com o apoio necessário para que essa pessoa é tem a sua vida autônoma né porque não porque uma pessoa com síndrome de Down não pode andar sozinha na rua tomar um ônibus fazer a compra do seu supermercado decidiu o que ela quer fazer né é isso muito a nossa luta a nossa bandeira né pela autonomia pela autodeterminação das pessoas com deficiência intelectual né E então a gente tem tem mercado de trabalho que desde o fim dos anos 90 né a fundação tem uma atuação muito forte muito próxima com empresas né para colocar essas pessoas no mercado de trabalho e ao mesmo tempo fazer todo um trabalho um acompanhamento monitoramento com as empresas para abrir essa esse campo né essa possibilidade de receber essas pessoas né então é nisso que a gente vai trabalhando a gente tem aqui tá aqui em Barão Geraldo né é o nosso trabalho aqui e a gente tá tá fazendo isso mas como eu já disse a gente é para chegar no mercado de trabalho você tem que ter todo um trabalho né uma atuação anterior então você tem na primeira infância No começo é muito importante a estimulação a fisioterapia a fonoaudiologia né que são terapias bem específicas muitas vezes e focadas ali na necessidade daquela criança para ela se desenvolver né para ela ficar em pé para ela andar para ela fazer né a gente tem todo um acompanhamento escolar a gente faz um trabalho de ae que é o atendimento educacional especializado em parceria com as escolas em conjunto com as escolas porque porque o que que a gente quer a gente quer que esses a gente não quer que as crianças venham para casa os adolescentes venham para cá fiquem aqui é aprendendo sendo alfabetizados não isso é um papel da escola a escola que tem que alfabetizar né a gente apoia A gente ajuda a gente dá os recursos a gente sugere a gente se articula com o professor com a professora né normalmente é e a gente procura fazer essa roda girar né mas não temos essa pretensão né a gente não é uma escola a gente não tá aqui para alfabetizar para ensinar geografia matemática não é o nosso papel né a gente tem grupos a gente tem grupos de jovens a gente tem grupos de adolescentes a gente tem um programa de lazer com os adultos os jovens os jovens adultos e os adultos que eles saem eles escolhem onde eles querem sair e eles vão em grupo né com isso o que que a gente quer obviamente propiciar aí uma vida social porque Isso é uma verdade as pessoas com deficiência elas vivem numa situação de isolamento na nossa sociedade então é um trabalho assim deles irem escolher onde querer não então queremos comer uma pizza Queremos ir para aquele barzinho aí eles vão se reúnem fazem né enfim e as coisas vão acontecendo e a gente vai tentando e quebrando as barreiras que muitas vezes está na família também né existe essa proximidade também do que é desenvolvido aqui com a família integração da família né para garantir também que eles acompanham o que tá acontecendo aqui também existe essa proposta assim existe sim existem grupos de família a gente procura fazer com que as famílias é acompanham participem discutam porque assim a gente precisa falar a gente precisa trazer as nossas pessoas porque são muitas dúvidas né então não é assim a deficiência intelectual ela não é um problema né mas ela muda a nossa perspectiva ela é muito disruptiva eu sou mãe de uma adolescente com síndrome de Down e assim e o tempo todo eu tenho que rever os meus conceitos né então é muito importante essa interação essa troca com outras famílias essa troca com profissionais essa coisa de você se informar quando acha que chegou num ponto nós Cheguei no ponto máximo do Nirvana da desconstrução daquilo aí vem a criança ou adolescente com um outro elemento você é esse aqui eu não sei como lidar vamos embora eu vou trazer uma experiência pessoal minha tá uma coisa que foi muito marcante para mim porque assim eu tô nessa luta desde que minha filha nasceu com 16 anos né E aí eu acho não que eu sei de inclusão eu tô aqui mãe né não sei que é super engajada aí minha filha chegou com uma notícia que ela tava namorando só que o namorado não tinha Síndrome de não aí eu falei meu Deus como que tá acontecendo isso aqui eu falei quer dizer eu falei não tinha passado pela minha cabeça que a minha filha podia namorar um garoto que não tem síndrome de Down você percebe então isso eu acho que mostra um pouco o quanto esse capacitismo essa visão ela tá entranhada dentro da gente né E naquela sutilezas e tudo aí Lógico eu tive foi todo um processo para eu me reposicionar e aceitar e me relacionar com isso e ver Quer dizer então isso é muito rico né Isso é uma abertura muito grande para gente o tempo todo então eu deixo o convite né convivam com pessoas com deficiência abram-se para elas né é Não Param da do pressuposto de que ah não ela não vai entender o que eu tô falando ou a gente só ganha nessa troca né e eu acho que é esse o movimento né também que a gente tá e a gente tá se engajando também a gente tem capoeira a gente tá se engajando com um time de futebol de futebol de salão do Guarani quer dizer então essa articulação para a gente fazer essa circulação e levar essas pessoas para o máximo de espaços possível né E aí nós temos nosso Ateliê que é assim né gente o atelier mora no meu coração O atelier ele tem uma proposta que eu acho maravilhosa né isso eu acho que a gente tem eu tenho até que dar o crédito que a Leni Santos que é uma diretora fundadora ela é vice-presidente hoje mas ela fundou a fundação E a neném brigava muito pela atelier nós temos que ter uma TV que foi uma experiência que ela viu no Canadá e ela trouxe para trouxe aqui para Fundação só que assim a ideia eu acho que quando a gente fala de deficiência ou de crianças Ah não porque a arte é um meio de expressar um meio de tudo bem é um meio de expressar Mas a gente não quer usar arte como meio cura de tratamento não é essa nossa proposta com atelier tanto que a gente só tem artista trabalhando a gente não tem arte Educadora no ateli nós temos três artistas plásticos que estão lá para trabalhar com quem vier trabalhar arte trabalhar técnica trabalhar a expressão né e é um processo é um projeto que tá em evolução né a gente hoje a gente já tá num giro é um material aberto Então as pessoas que frequentam a fundação podem chegar é só chegar você chegar lá não tem que marcar hora não tem vai ter material vai ter uma proposta e o atelier ele funciona para o projeto O atelier é apenas um dos vamos dizer serviços que são ofertados aqui a gente vai conversar com um dos artistas que como a Marta falou que que estão aqui coordenando vamos usar essa palavra e eles vão explicar um pouco do que que se trata dá os detalhes e vocês vão ver se vai ter a gente volta em um instante [Música] [Música] [Música] [Música] é massa e Miss vocês são de certa forma responsáveis aqui pelo atelier é assim um dos serviços que são ofertados aqui na Fundação conta pra gente um pouquinho como funciona como é desenvolvido essa proposta aqui que a Marta já adiantou para a gente que é um pouco diferente do que a gente acaba encontrando em outras instituições quando trata de arte e Terapia então aqui no Ateliê Thomaz Perina a gente desenvolve atividades artísticas o que que isso é aqui é um atelier um atelier é um espaço de pesquisa de pesquisa artística de pesquisa visual Então as pessoas que vêm para o atelier os frequentadores do atelier eles podem usar diversos materiais eles podem pensar o que eles querem fazer e fazer aquilo que eles imaginam fazer e nós essa equipe de artistas que tem aqui que sou eu o mize também tem a Vera que hoje não tá presente mas faz parte a gente media esse momento de construção dessa linguagem visual que eles desenvolvem aqui O atelier fica aberto no período da manhã no período da tarde então eles podem frequentar nos horários possíveis para eles às vezes vindo até mais de uma vez na semana para que eles possam desenvolver esse trabalho artístico a gente tem alguns artistas aqui que frequentam atelier que já tem um trabalho consolidado que já tem uma pesquisa que desenvolve muito tempo no Atelier E com isso eles vão construindo essa identidade também artística que cada um compõe E assim a cada ano ou semestre vocês desenvolvem uma prática ou um projeto específico como é aí a construção desse dia a dia com eles a partir de uma temática a gente vai construindo estimulando né dentro dessa temática e no final desse desse semestre a gente faz uma exposição então atualmente a gente está com uma exposição aberta ao né todos estão convidados e a partir de agora a gente já começa a planejar junto com as pessoas que frequentam aqui é como vai se desenrolar e desenvolver para o próximo semestre também e como essa conversa aí para garantir que todos estejam envolvidos vocês separam o momento para receber essa troca como funciona dentro do atelier por exemplo né agora a gente fez essa a gente trouxe esse tema o nome da exposição né Por exemplo é olhar é diferente de ver então a gente construiu uma proposta Aonde eles além de se observarem eles também possam se observar uns aos outros se conhecerem se conhecerem através da produção deles então a gente pensa não só em propostas que são individuais mas também respostas coletivas dentro disso a gente quer muito expandir isso para comunidade que eles também possam receber as pessoas que estão em torno da fundação que estão em Campinas para que eles possam falar daquilo que eles estão fazendo aqui dentro então a troca entre eles acontecem e também a gente quer expandir essa troca com a comunidade para que as pessoas conheçam o que eles fazem aqui qual seria que vocês diriam que eu diferencial do que vocês fazem aqui além do estímulo é a própria pesquisa de cada um o que cada um já começa a desenvolver e aí a gente vai dando ferramentas para que ele tenha novos horizontes novas experiências materiais esses estímulos faz com que ele desenvolva uma pesquisa longa né que não seja algo uma atividade pontual mas assim para um semestre dentro das temáticas que a gente vem trazendo então é a pesquisa individual mais essa pesquisa coletiva sobre o trabalho desenvolvido aqui tem mais alguma coisa interessante de falar que eu não abordei que vocês acham que seria legal falar assim primeiro que é uma é um diferencial de fato a fundação ter esse espaço ter um atelier de arte com uma estrutura como essa né A gente eu mesmo assim não sei se tem muitos atelies de arte desses abertos né atelies que são abertos para que as pessoas possam passar o tempo delas produzindo e ser um espaço de voz isso é algo que eu acho muito importante que é um diferencial também né A partir do momento que você possibilita que você oferece um espaço onde as pessoas possam se expressar essas pessoas começam a ter mais voz começam a ter mais visibilidade né todos nós precisamos de um lugar né para dizer quem somos como somos Então essa é a beleza né de poder traduzir o que eles têm para dizer através daquilo que eles produzem alguma coisa é que a gente está muito acostumado com oficinas né com técnicas e aqui é o inverso disso a gente apresenta materiais e vai dando esse esses estímulos vai deixando um pouco mais livre né que uma oficina é algo muito pontual de uma técnica e aí aqui a ideia é diferente disso [Música] [Aplausos] [Música] Simone tem várias Artes ali no fundo atrás de você tudo produção sua de produzir a tela primeiro desenho e você falou que você gosta de misturar as cores né que eu gosto de misturar várias coisas bem coloridos quentes e suave eu tô vendo que tem muitas linhas muitos formatos gosta de trabalhar com formas geométricas é bom eu também estou pesquisando no Google também no eu copio aqui que ele nasceu onde repõe reposição as Exposições né E quanto tem quanto tempo que você faz arte aqui no Atelier muito tempo né eu conhecia Ana Márcia águida e o Rodrigo é muito tempo aqui agora eu estou amacia ou com a Vera e o assistente dele também você me falou aí que na hora de pintar de usar as cores te dar autoestima foi isso que você me contou autoestima Alegre precisa sorrir para aparecer é e essa alegria você coloca nas suas telas alegria coloco a minha tela de lute Cristal a tela Lua de Cristal quem mais que você gosta de mexer além das cores além de tinta tem outro material que você gosta também gosta de bigode de pintar essa eu gosto de pintar papelão eu gosto tipo de papel de te dizer também e que mais que você quer falar para mim aqui sobre a instituição aqui da fundação ajuda a assinar e como como fazer melhor pensar pensamento positivo para fazer para fazer as suas artes e as coisas do dia a dia também dia a dia também [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Música] vocês viram o trabalho desenvolvido no Atelier todo explicado tudo o que é desenvolvido é nessa parte aí que apenas como eu falei apenas uma das dos serviços ofertados aqui aqui vocês também vocês contam com uma equipe multiprofissional né como é como é que funciona esses atendimentos é hora marcada todo dia é um grupo como é que funciona um pouquinho desse cronograma e do dia a dia então os atendimentos a gente tem sim uma equipe multidisciplinar Porque a vida é multidisciplinar né gente vamos combinar que a vida é muito disciplinar então a gente essa multiplicidade de olhares e tem a ver também eu tô brincando um pouco aqui mas tem a ver um pouco também com com as necessidades típicas vamos dizer assim né que acontece então a gente sabe que uma criança com síndrome de down precisa de fisioterapia ela é porque faz muita diferença entendeu ela ter essa fisioterapia no começo isso vai interferir muito na vida dela lá na frente ela ter um acompanhamento fornaldiológico me desculpem aqui a confusão vai vai afetar lá na frente né então é muito importante a gente garantir essa base nós temos isso é geralmente a gente trabalha com atendimento sem grupo né porque não é a proposta você pegar criança ai vem aqui eu vou olhar para o seu joelho para esse detalhezinho aqui aprofundar Às vezes precisa às vezes é necessário mas a gente sempre procura trabalhar em grupo porque aí você tem uma outra dinâmica né é uma equipe grande é uma equipe que que troca muito eu acho que isso é uma prática Eu acho que isso muito bacana aqui dentro da Fundação é uma equipe que está sempre trocando tem reuniões periódicas e tudo e a gente trabalha nessa perspectiva É multidisciplinar mesmo né e entre as áreas e procurando também eu acho que tem uma coisa importante também que corre paralelo aí que a gente tem um atendimento psicológico né a gente sempre a gente frequentemente tem projetos de atendimento de psicoterapia mesmo às vezes né psicoterapia curta as pessoas vêm fazem o seu trabalho né tratam Às vezes tem uma necessidade pontual Então a gente tem esse suporte a gente tem os grupos de famílias a gente a gente tem muita coisa a gente acha que eu tô certamente eu tô esquecendo alguma coisa porque são muitas frentes e são projetos que vão se intercalando entendeu a gente vai ter um projeto e a gente está procurando muito fortalecer essa dinâmica né a gente olhar para nossa necessidades e correr atrás de um projeto então agora por exemplo projetos na área de esportes projetos na área de Cultura né a gente quer muito essa abertura né tanto que o atelier a nossa meta o nosso objetivo com atender é abrir o atelier para a comunidade né então de repente a gente tá aqui em Barão tem uma pessoa que mora aqui gosta quer aprender Venha vem para telha ainda não tá acontecendo em breve em breve a gente a gente a gente avisa vocês quando tiver aberto para voltar e já os outros mostras até ele é certeza com certeza porque a cada semestre a gente tem uma amostra né e falando assim quem tá acompanhando uma solidárias deve tá ficando Encantado aí com toda essa com toda essa estrutura Mas quem ficou interessado que tem um familiar uma criança e tudo Qual é a porta de entrada para cá como é que funciona bate na portinha Faz um cadastro como é isso então geralmente a São várias portas de entrada né quer dizer as crianças normalmente é pelo SUS né porque a gente tem uma um convênio com um SUS geralmente a porta de entrada é pelo SUS mas qualquer pessoa que quiser pode procurar a fundação né telefona vem até aqui e a gente dá essa orientação Porque como também às vezes são projetos tem os projetos da vida adulta tem por exemplo a gente tem cursos para formação para o mercado de trabalho isso não é pelo SUS é por outro caminho quer dizer eu não vou saber detalhar todos esses caminhos para vocês gente não tem problema os contatos passam que a galera entra em contato entre em contato que a gente orientação todo suporte toda né o caminho aí e ajuda no que for necessário porque a gente quer é que as pessoas venham para cá né não é às vezes as pessoas ficam ah não porque não é possível porque não tem como entrar não tem sim venha fale com a gente procura a gente que a gente orienta e abre os caminhos porque a gente quer isso aqui a gente tem muita condição de atender muita gente aqui Que bom saber disso depois do monsolidárias eu espero que as pessoas também conheçam mais aqui o trabalho da fundação Mas uma coisa que é sempre um ponto em questão ao terceiro setor as hósqueis ONGs Fundação é a questão do financiamento a fundação tem uma estrutura física muito grande tem uma quantidade muito grande de pessoas atendidas pelo que você falou como que ela se mantém hoje em dia ela precisa de doação ela precisa de parceria como é que a gente faz para garantir aí a continuidade do serviço aqui seria bem-vinda gente doação também a gente tem eu vou começar por aí depois eu chego na parte mais institucional a gente tem no nosso site tem um projeto que chama Mix Down né pelo site é possível você acessar é uma página que tá junto lá que tem a gente pega doação né as pessoas podem fazer uma doação pontual ou podem fazer doação recorrente tá a gente também tem a questão da nota fiscal tá então muito fácil eu mesma fiz isso eu achava que era uma coisa complicada você pode vincular o seu CPF ao cpnj da fundação E aí automaticamente cada vez que você vai na farmácia no supermercado enfim faz uma comprinha aí você põe lá o seu CPF automaticamente é vai para o CNPJ da fundação isso é muito bem-vindo a gente agradece todo mundo que fizesse tipo de doação nós temos alguns eventos por exemplo a gente tem o trilhão solidário solidária acontece sempre no primeiro semestre esse ano foi no mês passado foi em maio o trilhão é um negócio muito bacana é uma parceria que a gente tem com a Brow que é um pessoal de bicicleta né de bike que desse mundo da bike aí das trilhas E aí a gente fez um evento que foi muito legal que foi no parque ecológico que tinha um pessoal que comprou os kits para fazer de bicicleta e o pessoal que fez caminhada é a segunda vez a primeira vez só tinha bicicleta esse ano já teve a caminhada e a gente tá botando bastante energia nesse nesse evento porque é um evento importante da visibilidade junta as pessoas nessa perspectiva que eu tava sinalizando juntar pessoas com deficiências sem deficiências gente adulta criança quer dizer isso que a gente quer né A vida é essa E então a gente tem o trilhão o trilhão também a gente aceita parcerias aceita Quem se interessar pode nos procurar que a gente informa como é que isso pode ser articulado a gente tem também um outro evento que é no segundo semestre que é o leilão de artes tá a gente já fez dois leilões a gente vai ter um próximo leilão em outubro e aí a gente também aceita parcerias articulação a parceria de divulgação pode ser troca de serviço pode ser engenheiro também que é bem-vindo que é um leilão de artes a gente não fez não era um obras de artistas com síndrome de down a gente tá caminhando para isso tá eu acredito que em breve a gente vai conseguir ter um leilão de obras né do pessoal que tá aqui no Atelier mas também esse é um projeto bem bacana que de arrecadação de recursos e de fundos e a gente tem os convênios né a gente tem um convênio com SUS como eu já mencionei a gente tem convênio com a educação a secretaria municipal a gente tem um convênio com assistência e a gente também tem convênios aí às vezes com o Ministério da Saúde a gente consegue enfim por poltronas a gente consegue uma verba específica para desenvolver um determinado projeto estratégico né pensando aí nos direitos e na melhoria da qualidade de vida e na autonomia das pessoas com síndrome de Down e deficiência intelectual Dá para perceber que o projeto daqui o discurso de você é bem forte é bem firme em relação o que vocês querem para essas pessoas que autonomia que possam viver sua vida não que o assistencialismo e sim ou a necessidade X Y não seja válida também com todas as outras instituições que existem mas vocês querem que eles corra e o mundo né é isso tá no nosso DNA né a fundação surgiu com essa perspectiva e a fundação historicamente tem uma atuação muito importante também através da Federação né da Federação Síndrome de Down que reúne instituições do Brasil inteiro que ligadas a pauta da síndrome de Down Então a gente tem muito essa coisa da inclusão a gente é bem devia até bem sei lá bem a gente é muito firme nessa pauta né Eu acho que é porque é esse o mundo que a gente acredita é isso que a gente quer e é por isso que a gente tá aqui Marta é falamos da fundação dos serviços Tem mais alguma coisa que você quer acrescentar algo que você quer deixar mais aí para gente não eu gostaria de convidar vocês que estão nos assistindo venham conhecer a fundação procurem a gente falem com a gente né Às vezes tem uma ideia tem uma vontade tem um desejo ter uma curiosidade a gente também tem voluntariado né então se você tem interesse se você gosta se você quer conhecer melhor venha com a gente né entre na nossa livraria Venha conhecer as nossas publicações fórum eu acho que é uma coisa que com certeza vai enriquecer você Agradeço Marta van sim vice-presidente aqui da fundação Síndrome de Down muito obrigada pelo seu tempo por dividir a história as portas da TV Câmara fica aberta para vocês voltarem Em outro momento falar da exposição do leilão do que foram Com certeza a gente vai usar essa porta pode ter certeza pode entrar em contato pode ter certeza muito obrigada viu novamente uma solidária de hoje fica por aqui eu espero que vocês tenham gostado do programa de hoje convido vocês a irem no YouTube da TV Câmara Campinas ver os outros quadros e programas da nossa grade e eu espero vocês na próxima edição tchau tchau [Música]