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Mãos Solidárias | Fundação gerações
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Mãos Solidárias | Fundação gerações

108 views Publicado 07/04/2025 HD · 37:23

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E no M Solidárias de hoje, a gente vai contar a história da Fundação Gerações, que há 32 anos se dedica a garantir os direitos fundamentais das crianças e adolescentes e também presta um serviço social a jovens, adultos. e pessoas da terceira idade aqui no Parque Valença 2, na região do Campo Grande. E quem vai contar essa história pra gente é o Vill Zornic, que é o diretor, que é o presidente do conselho diretor da entidade. Muito obrigada por nos receber aqui na sede. Pelo convite. Obrigada, Ville. E assim, muito importante o trabalho, o trabalho que vocês prestam aqui, né? Sendo uma creche aqui na região que acho que talvez seja a única no Parque Valência 2. Como é que isso tudo começou? Bem, gente, a família tem uma história já antiga aqui com a região do Parque Valença 2, né, do Campo Grande, que é região noroeste de Campinas. Eh, a gente frequenta aqui a região desde 1973, 74, mais ou menos. Era completamente rural. E com o desenvolvimento da região, eh, minha família sempre teve negócios por aqui e foi decidido a fazer criar essa OSP, né, a Fundação Gerações. Começou em 1993, eh, através de uma ação do Dr. Oliveiros Valim. Ele na época ele era vereador aqui de Campinas, né? Daí ele criou a Fundação Gerações e a gente de fato começou a se envolver em 1995 com a doação do terreno aqui que hoje se encontra eh a entidade que são cerca de 20.000 m². Foi com daí com a parceria com o Rotary Clube de Campinas, foi feito um primeiro prédio com cerca de 750 m quad de área construída e se iniciou o atendimento às crianças, sempre crianças de 3 a 5 anos. Aqui é pré-escola, a gente não faz eh trabalho de alfabetização, é só pré-escola e creche. Eh, e começou as atividades em 96 com 60 crianças. Eh, daí foram feitas eh ampliações que hoje conta com essa área cerca de 2000 m² de área construída, incluindo a a quadra poliesportiva. E em 2010 a gente atendia já cerca de 200 crianças até chegar aos dias de hoje que são 240 crianças nessa área de da da educação. com a parceria que a gente tem e com a Secretaria Municipal de Assistência Social, a gente também atende cerca de 240 crianças, jovens, adultos, né, adolescentes e pessoas da terceira idade na área social. Aqui na na pré-escola, a gente tem a parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Muito legal. E tudo isso graças também à sua avó, né? Sim. A creche aqui ela leva o nome da minha avó, foi foi nomeado em homenagem a ela, que teve esse olhar já, né, eh, que da necessidade que isso seria e ainda é paraa região, né? É isso aí. A importância que seria e ainda tem. E eu queria que você falasse também da importância do Rotary, das parcerias. Sim, o Rotar ele sempre foi muito importante, sempre foi parceiro, né, de de logo de início com a construção. Primeiramente, eh, alguns rotarianos eh até hoje fazem parte do Conselho Curador, né? Então, tem essa, eh, por exemplo, eles promovem jantares, eh, algumas festas para de arrecadação de fundos, o Natal, eles que cuidam das crianças aqui também dos jovens adolescentes. É, é uma tarefa assim eucana, bem, é bem árdua, porque é bastante criança que que eles têm que organizar para para atender no final do ano, né? Fora o Rotre, eh, a gente tem parceiro principal nosso, sempre foi, tem que agradecer, Prefeitura Municipal de Campinas através da Secretaria Municipal de Educação e através da Secretaria Municipal de Assistência Social. São os principais parceiros da fundação. Sem a parceria com a prefeitura, provavelmente aqui não conseguiria eh existir. Sim. Fora isso, a gente desenvolveu trabalho já com Banco Santander, com Avivo. Eh, a gente tem contratos vigentes, eh, com a PUC Campinas, com a Unimep e também a gente não pode deixar de citar tão importante quanto a prefeitura. é a FEAC também que a gente é filiado e a gente tem uma parceria aí de longa data com a FEAC. Inclusive esses móveis bonitinhos que a gente tá vendo aqui é é uma parceria com a FEA que tem até os nomes, tem do do projeto eh em conjunto com a FEAC. E é muito importante, né, para as crianças se sentirem pertencentes e organizadas, né, logo que chegam. Eu queria que você falasse também, já que você conhece a história da região, como é que foi a vulnerabilidade. Claro que vocês já viram isso lá atrás, por isso da da criação da entidade. O vereador que teve essa visão também. Ville, e você que conheceu toda a história dessa região aqui do Valência 2, né, na região do Campo Grande, é curioso pra gente pensar que era tudo rural, deveríamos ser chácaras, né? Qual foi a vulnerabilidade que tinha naquela época e a que tem hoje? Mudou alguma coisa? Na verdade não mudou muito, né? A gente sabe que aqui essa região de Campinas que compreende que Campo Grande Ouro Verde talvez seja, apesar de ser talvez a mais populosa de Campinas, né? É também eh a região acho que mais carente da da nossa cidade, né? Lógico que já melhorou muito. Eu, por exemplo, quando eu comecei vir para cá, eh, o asfalto e até a linha de trem e lá perto do do da fábrica da Pirelli, né, de pneus ali, né? Daí depois com o tempo foi chegando asfalto, eu v a a John Boy do Lóp ser duplicada, né? E com isso vai melhorando condição de transporte público, né? Apareceram eh os primeiros comércios daí de uma vendinha virou-se um supermercado. Mas mesmo assim, acredito, eu posso estar enganado, mas foi a região eh que se desenvolveu mais tardiamente em Campinas. Então essa questão de infraestrutura, a gente sabe que que leva tempo, custa dinheiro, né? Não é pouco. Eu sei aqui como é que é a luta que a gente tem para manter a fundação de pé, né? Eh, mas melhorou, mas ainda falta muita coisa. Se eu te falar, se eu dobrar o atendimento, ah, atendemos 240 crianças hoje. Se eu passar para 480 crianças e 480, 500 jovens, adultos, adolescentes, terceira idade, ainda falta. Ainda falta. Ou seja, é um trabalho do terceiro setor que auxilie muito também o o poder executivo, né, podendo alcançar ali lugares onde ele não chegava, né? É. É necessário. Por isso que tem essa mão dupla, né? Eles ajudam com a parceria, mas também o que vocês fazem é algo que ainda não havia sido feito, né? É. E vem muita gente de fora que é uma característica do bairro ou não? Geralmente é um pessoal daqui mesmo. É mais eh pessoal da região da região que a gente atende até pela forma como a gente eh como é feita a seleção, por exemplo, das crianças. É tudo através do site da prefeitura. a gente não tem eh interferência nisso. Então vem a lista pronta, tem todo aquele processo que você faz o cadastro com as datas, tudo. Então para ser bem transparente, legal com com a população, porque você vai ser beneficiado. Sim. e essa família não. Então, eh, algumas coisas que daí a gente preza, que na na prefeitura cabe isso aí dentro do questionário, que é por pontuação, é que sejam pessoas da região. Uhum. Porque e deve ter lista de espera, né, pela tem sempre muito grande, né? Então, esse processo já auxilia um pouco, né? E você tem assim consciência do que o projeto da assistência pros jovens, a gente vai falar um pouco mais depois no segundo bloco, mas como é que impactou aqui a região e também a creche, né? Porque um pai e uma mãe que precisam trabalhar e sabem que o filho tá seguro com três refeições ao dia. É diferente, né? A região, acredito que a única cresce em período integral, né? que daí geralmente cresce meio período. A gente aqui oferece esse serviço, período integral e na parte do social diversas oficinas que passa por música, computação, língua, eh artesanato, corte, costura. Eh, então essas oficinas são muito procuradas, né, eh, pela população em geral. Daí a gente geralmente é pessoal aqui da região ou que tem algum vínculo com a região, né? Até pelo acesso um pouco mais difícil, porque aqui é longe, né? Sim. Se você comparar, né, para Campinas, é longe do centro, né? Long centro, então, até por causa disso também de privilegiar quem é de fato da região. Sim, faz sentido, né? E daí você me perguntou do impacto nas pessoas. Eh, uma coisa que eu posso te dizer com número, da data da fundação eh da entidade até hoje, provavelmente a gente atendeu um pouco mais de 4.000 crianças e mais ou menos a mesma quantidade de jovens, adolescentes, adultos. Aí se você multiplicar por três ou quatro, quantas famílias, né? Daí, por exemplo, aqui 240 crianças, mas cerca de 240 eh, vamos chamar de indivíduos, né? Eh, na área social por dia, a gente tá atendendo aí cerca de 400, 450 famílias diariamente. Então, são pessoas impactadas e que vão levar isso aí para frente, né? É isso aí. Legal. E você gostaria de falar eh vocês têm algum alguma parceria que ajude também na na eh como mantenedores desse serviço ou é apenas o convênio da prefeitura e do serviço social? é uma dificuldade aqui na um pouco na região eh você ter eh parceiros eh fixos fixos, né? Então muitas coisas são pontuais. Eh lógico a gente conta com algumas pessoas que tão estão há anos com a gente. Então parceiros fixos é realmente um desafio, né? É um desafio. Acho que até pela característica da região mesmo, né? Uhum. E o que vocês recebem então da prefeitura, tanto na questão da educação quanto no serviço social? Isso dá conta de abarcar toda a estrutura? Boa parte dela e daí a gente corre atrás daí do do restante, né? Do restante. Na parte das oficinas e tudo, vocês têm voluntários? Gostaria de fazer um convite? Tem, temos voluntários, mas voluntários sempre são bem-vindos, né? Legal. Para ajudar. Eh, então, como eu já tinha mencionado, assim, algumas pessoas estão com a gente aqui de longa data, eh, acreditam no trabalho e realmente aqui o trabalho é bem feito. Eu costumo brincar que eu só empresto meu CPF aqui pras meninas, porque eu tenho que elogiar, na verdade, quem tá aqui no dia a dia. A gente tem 47 funcionários, é bastante gente entre educadores, assistentes sociais, eh psicólogos, eh pessoal de cozinha, manutenção, limpeza. Hoje somos em 47, que atendem tanto a creche quanto o serviço da justiça. Sim, total da fundação, né? Legal. Vocês têm parceria também com Isa pra questão dos alimentos? Temos também parceria com pr pra questão de alimentos. Então é tudo balanceadinho. Sim. Super. E quem quiser conhecer mais, tem rede social? Tem rede social, tem Facebook, tem Instagram. Depois a gente passa certinho para vocês. Legal. Então vamos para um rápido intervalo. Daqui a pouco a gente vai falar então quais as atividades que vão acontecer aqui hoje e que acontecem todos os dias. A gente já volta. [Música] De volta pro segundo bloco aqui no Mão Solidárias, na Fundação Gerações hoje com Ville Zornegu a gente aqui. Ele que é o presidente do Conselho Diretor e já falou um pouco pra gente da história da entidade, né? A partir de um olhar sensível e atento pras necessidades do local. Aqui é o Parque Valência 2, na região do Campo Grande. E o Ville vai começar a falar pra gente um pouco mais então das oficinas que acontecem aqui agora pro serviço social, que tem a creche que atende 240 crianças, mas também tem esses outro serviço para quem já saiu da infância, mas também precisa de um olhar, né? É isso aí. Muitos dos nossos atendidos na parte social começaram como alunos nossos aqui, né? Que legal. E então é muito bacana acompanhar isso. Como a gente já falou, ao longo desses anos, 4.000 crianças, já tem criança que foi atendido aqui nos primórdios, que hoje os filhos estão sendo atendidos também, né, tanto aqui na na pré-escola como também na nas nossas oficinas, né? Não não tem um nome melhor, né? Fundação deções. Isso aí isso aí. É isso aí. Cade certinho, né? E então, quantas essas oficinas, foi também no início, eh, foi pensado só aqui na pré-escola, se falava muito creche. Até eu quando eu assumi aqui, eh, já mais de 10 anos, a gente ficava muito creche, creche creche. Falei, gente, a gente precisa consertar isso porque não é só isso que a gente, apesar de ser bastante, né, que a gente, mas não é só isso. A fundação, ela oferece outras coisas além da pré-escola, né? e foi desenvolvendo com o tempo também, que daí vou ser repetitivo, mas daí a gente começou com pré-escola, mas via a necessidade também da de de da carência aqui da da região. Então foi nisso que foi eh iniciado, foi pensado a parte da assistência social, então foi bolados as oficinas. Então, para jovens, por exemplo, eh, tem artes marciais, então tem um jitso ou tem capoeira. Às vezes, daí que você me perguntou também de de eh voluntários, né? Então, às vezes tem o voluntário do Gilgitso, mas por um motivo pro outro para, daí tem que voltar a capoeira. Então, atualmente, Gilgitso, eh, tem aulas de língua, aulas de música, tem bateria, tem violão, tem guitarra. Que legal pras crianças, né? Então é bem concorrido, né? Então, às vezes tem uma lista de espera, né? Eh, tem atendimento psicológico, tem uma psicóloga que tempo, né, quase integral com a gente, daí assistentes sociais que acompanha as famílias. Daí as oficinas também pro pessoal, para adultos e terceira idade, artesanato, corte costura. Então, sempre, às vezes, final do ano, eh, por exemplo, as as meninas do da do corte costura, elas fazem um bazarzinho para vender aquilo que produziram, que aprenderam produzir. Que legal. Então, pode ser para uso próprio, pode ser para de repente gerar uma renda extra, mesma coisa o artesanato. Então, a gente sempre tenta direcionar eh para esse lado paraa pessoa realmente além de vir passar um tempo de qualidade com a gente, né, num ambiente saudável, né, tudo também para as vezes, né, dar uma autonomia, uma autonomia. E a gente sabe que o jovem principalmente, claro que cada fase tem a sua especificidade, né? O o idoso, a pessoa da terceira idade precisa de companhia, né? Muito importante a socialização, porque fica muito em casa, mas o jovem, por outro lado, se socializa sempre e nem sempre com aquilo que é melhor para ele, né? Então, ter essas atividades é fundamental, né? Precisa ter cada vez mais. Pelo jeito também tem fila de espera aí na fica o recado, né? tem é para quem quiser de repente contribuir com uma atividade musical, dança, né? Bom, então vou agradecer o V já de bate pronto que agora a gente vai conhecer um pouco mais das oficinas. Muito obrigada. Obrigado vocês pela presença. E agora a gente vai conversar com a Ana Paula do Nascimento, que é a coordenadora técnica aqui do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculo Inclusivo e Intergeracional. Muito obrigada também por nos receber aqui. Obrigada, Ana Paula. A gente já tá vendo aqui que é já é uma outra sede que fica no mesmo terreno, né? Mas explica pra gente como é que funcionam as oficinas aqui que o Ville já deu uma um toquinho pra gente. Então nós temos a meta de 210 usuários. Aí nós atendemos dos 6 anos quando a criança ela vai pro primeiro ano do ensino fundamental. Adolescentes, jovens, adultos e idosos, tá? Então eles vêm para cá, como é o intergeracional, então a gente acolhe essas idades, né, diferenciadas, cada um dentro do seu grupo, cada um dentro da sua metodologia também que a gente separa e eles vêm pra instituição para fazer oficinas de música, artesanato, dança, luta, oficinas socioeducativas. Em torno a gente tem mais ou menos 15 atividades para eles, 15 grupos. E como é esse intergeracional, então eles vêm, fazem uma atividade e vão embora. Tem algumas crianças ou adultos que aí eles acabam uma atividade, termina e vai paraa outra oficina. Emenda. Emenda, mas não são todos, tá? Então tem usuários que fica conosco de segunda a sexta, tem usuários que só vem três vezes na semana. Aí depende dele, da busca que ele está tendo. Pra terceira idade, no caso, o que que vocês oferecem aqui? Nós temos a ginástica, que é muito importante, né? Sim, né? porque é o bem-estar, eh, trabalha também a saúde mental deles. Tem o artesanato, temos o corte costura, a costura criativa e oficina de música, que nem nós temos eh de segunda de manhã a gente tem duas termas de coral. Que legal. É, aí são adolescentes que fazem parte, eh, adultos e idosos juntos. Juntos. Que maravilhoso! O resultado deve ser bem interessante, né? Maravilhoso. Que legal! E é uma terapia, né? Porque muitos chegam aqui com dificuldades, problemas familiares, eh questões emocionais deles, depressão, o abandono, o idoso, né, principalmente. E chegam aqui na instituição, eles são acolhidos e aí é uma terapia para eles. Então, muito, a oficina é um meio. Hum. Então assim, o canto, um violão é um meio, porque o principal é o acolhimento, é receber eles e melhorar a qualidade de vida deles. Muitas vezes eles chegam aqui e o educador está ali, ele nem passa aquele conteúdo porque ele começa a conversar, traz alguma questão, o educador vê que ele não está muito bem e ali o grupo inteiro se envolve naquela roda de conversa que a gente estava fazendo. Só uma escuta ativa já é curativo, né? Sim, sim. Então assim, a gente escuta muitos relatos de usuários, né, que emocionam a gente porque eles falam, agradecem pelo trabalho, né? Pelo trabalho, pelo carinho, por eles serem acolhidos, por serem ouvidos, porque dentro da casa deles muitas vezes não tem quem escute, porque muitos também, tipo, idosos, moram sozinhos. Sim. ou a família não tem tempo. Vamos combinar que não tá fácil para ninguém, é muito corrido e existe essa demanda real, essa aquela rotina corrida e aqui eles são ouvintos. Que maravilhoso. E trocam também, né? Trocam sim. É troca de experiências, fortalecimento, um fortalece o outro dentro do grupo. E você já teve assim um depoimento de um jovem também por conviver com essas pessoas mais velhas que trazem a experiência e o acolhimento? A aprendizagem é muito grande, jovens que relatam pra gente, né? É porque a realidade do jovem é muito diferente do que eles viveram no passado deles também. Sim, né? Aí eles acabam até compreendendo os avós deles, os pais deles, porque hoje eles são sem essas questões. Através do outro aqui na instituição, eles acabam tendo essa compreensão e essa aprendizagem e acabam olhando, tem um olhar mais diferenciado para o outro, o respeito, né, o orgulho. Aí começa a construção de valores, né, nessa troca de experiências. E eles também, os adultos, idosos, que nem a gente faz algumas oficinas intergeracionais, eles saem muito felizes. Que legal, porque eles aprendem também com os mais novos. Eles mesmos falam: "Me ensina, me ensina, né? O que que vocês estão fazendo hoje?" Na minha época era assim, hoje já não é mais. Essa troca se coloca no lugar do outro também, né? É muito legal quando eles falam, eh, às vezes a pessoa de idade fala: "Ah, todo mundo não sai do celular e tal". Aí meu pai mesmo falando: "É, mas você chega no médico, todo mundo da minha idade também tá com celular". Então existe um momento em que todo mundo se harmoniza nesse presente, né? E como é que as pessoas chegam até aqui? É por demanda espontânea, por encaminhamento? Sim, encaminhamentos, né? Pelo CRAS, pela saúde, pela escola, que é educação, que também encaminha. Mas a gente tem muito assim a demanda espontânea também, né? que eles vêm porque ouve falar, né? Então assim, ah, eu tenho um vizinho meu, um familiar meu e eles buscam, né, o serviço. Então a gente tem assim tanto os encaminhamentos quanto a demanda espontânea também. Espontânea e até porque deve ter gente também que tem filhos, netos aqui, né? Sim, sim. Temos eh jovens nossos que foram crianças da educação e que sai de lá, vem para cá e aí os pais e avós, a família inteira conosco. Que legal. Ou seja, é um impacto incrível na comunidade, né? A gente até falou no primeiro bloco com Ville, mas é uma marca, uma digital que fica, né? Sim. Sempre para melhor, né? Com certeza para melhor. Então vamos ver um pouquinho dessas oficinas, como é que elas impactam e a gente já volta. Sim, vamos ver. O Éedder tá há três anos aqui no projeto e ele ensina vários instrumentos, né, Éder? E também iniciação musical. Conta pra gente que que o aluno que entra aqui. A gente viu um exemplo aí quase um virtuose, né? Mas nem todo mundo que chega aqui chega tocando alguma coisa, né? É. Eh, primeiramente, boa tarde para todos vocês. Eh, o aluno quando ele chega aqui na na fundação, muit das vezes eles vêm eles vêm com um entendimento zero mesmo dos instrumentos, né? a minha função aqui como educador, não só na parte de acolhimento, mas também orientar eles nesse nesse sentido musical. Às ve às vezes alguns deles têm mais aptidão, como a gente viu ali o Mateus, né, tem uma aptidão até é avantajada, né, tem pouca pouca idade, mas já tem bastante talento. E a gente descobre vários talentos aqui na fundação, né? E graças a Deus a gente tem a oportunidade de ajudar essas pessoas que vêm aqui também, que não só para parte musical, mas para se conhecer, socializar. E graças a Deus temos feito um trabalho bem bacana. É, a gente vê e a música é pra vida, né? Nem todo mundo vai ser profissional, né? Eu queria que você falasse dessa importância também, né? E também da aula de canto, que acho que é o primeiro instrumento que todo mundo toca, é a voz, né? Isso. Bom, como você mesmo disse, a voz pra gente também é um instrumento, né? E grande parte das vezes as pessoas já vêm aqui com uma intenção, com uma vontade de cantar. Mas o primeiro passo que a gente orientar é o cuidado com a voz, né? O cuidado, porque como eu falei para você, a voz ela é um instrumento, não é um instrumento de corda que a gente pode lá na loja substituir, trocar uma corda, se danificar a voz, a gente não consegue mais trabalhar com ela. Eh, então a gente trabalha com a parte de inicialização musical, com fazer as pessoas, faz com que as pessoas conheçam um pouquinho sobre o mundo teórico da música também. E aí partimos pra parte prática, né? Partimos paraa prática. Eh, além da da parte do contto, nós temos violão, também temos aí o teclado e como você pode ver a bateria, né? Uma das uma das um dos que mais faz mais belhaar os olhos das crianças aqui são esses instrumentos mais rítmicos, né? E você já viu assim meninos, meninas chegarem aqui e se transformarem ao longo do tempo por causa da música? Sim. Por exemplo, quando a gente fala sobre música e teoria musical, que é um dos pontos que a gente bate bastante, né? Eh, ela tem um sentido de disciplina, né? Eu até acho que um pouco antes de vocês chegarem aqui, eu tava conversando com o Mateus em relação a isso. Ele tem um pouco mais de habilidade, muito mais de técnica em relação aos outros instrumentos, em relação às outras pessoas, né? Mas ele tem aquela questão da aplicação mais forte, né? A batida mais forte. Então, acaba, a música acaba disciplinando a gente nesse sentido também. Eh, eu falo para ele muit das vezes, cara, você tem que continuar evoluindo, mas com um controle, né? Então, ah, eu preciso que você escute o seu colega do lado, eu preciso que você Então, esses pontozinhos a gente vai batendo junto e acaba agregando pra vida deles. Isso que eu ia perguntar. É pra vida, né? Vida. Obrigada. Nada. Eu que agradeço. [Música] Mateus vem aqui fazer as oficinas de música. Mas olha, já tá tudo aí dentro, hein, Mateus? Como a gente pôde ver, faz tempo que você toca bateria? Faz desde 3 anos de idade. São 7 anos tocando, né? O que que você mais gosta na bateria? Ah, gosto das viradas, as músicas que eu toco são muito legais e tô desde 3 anos tocando, né? Então, para mim é o instrumento mais legal que tem. Tem algum artista assim que você se inspira? Sim, eu me inspiro no Biel Sales. Caiu uma dica para quem gosta, né? E e você vem aqui pro projeto, como é que é? Você gosta do professor, dos amigos? Nossa, gosto. Professor são muito legais, são muito educados e tem bastante amigo da minha escola aqui também. Isso é muito legal para se divertir, né? Não ficar no TED em casa e vem para cá. Muito legal aqui. Daqui a pouco dá para fazer uma banda, né? Dá, dá sim. E você pretende seguir a música? Como é que é? Ah, pretendo, pretendo se formar um baterista profissional. Já tá meio caminho andado, hein? Já, já tá, já. Obrigada, Mateus. De nada. A Renata é quem capacita as meninas aqui na oficina de costura e modelagem, que também é uma coisa mais difícil, todo mundo fala, né? Tão difícil quanto costurar, é modelar as peças. Como é que tá acontecendo essa oficina, Renata? Então, as meninas vem, algumas vem já com algumas experiência, né? Já sabe costurar um pouco, já sabe consertar minha Juliana. Outras já vêm mais cruas, né? não sabe ainda nem colocar linha na máquina. Então eu vou ensinar o passo a passo, colocar linha, encher bobina, começar fazer a primeira peça que é uma saia reta. Todas elas já saem com a saia pronta, né? Assim, elas aprende desde colocar o zíper invisível, fazer barra e depois elas vão devagarzinho, cada uma no seu ritmo, fazer as peças, blusa, vestido, calça, casaco, blazer, né? Todas elas aprendem. Algumas já saíram daqui para trabalhar em firma, algumas já montaram o seu próprio negócio, fizeram conserto, né? Começaram a ganhar a renda. Então aqui a oficina ela ensina não só a pessoa ter uma renda, mas ela ensina também a pessoa eh a expandir a vida dela, né? Expandir a o horizonte dela, né? É uma terapia, né? Na verdade é uma terapia. Muitas vêm com eh problemas na casa, problemas com filhos. Então, a gente trabalha aqui um tudo, né? Amizade, desabafo e aí a gente tenta passar um o conhecimento para elas, né? Vai costurando as histórias também. Isso. Vai costurando as histórias. É muito bom, é muito gratificante chegar no final do ano e ver elas desfilando, que tem um desfile aqui, tem uma festa no final do ano de Natal e elas desfilam com as roupas e a inspiração pras outras que estão vendo o desfile para vir costurar também. Obrigada. Nada. A Juliana já costurava, mas aqui nas oficinas ela deu um upgrade, né? Deu um salto de qualidade. Com certeza. Eu em casa trabalho só apenas com conserto de roupas, né? E aqui eu tô aprendendo a modelagem, a tirar medidas, a colocar tudo no papel, fazer a minha própria roupa. Fiz essa saia, essa saia foi aqui, feita aqui, né? Então eu tô aprendendo o a modelagem, que isso eu não sabia. E dá uma autonomia aí para você criar muita coisa, até a sua própria grife. Sim, tô fazendo a roupas em casas, né, para minha pra minha filha, pro meu filho e para mim, né, tá aprendendo a cada dia, né? E além dessa coisa mais técnica que você tá se aperfeiçoando, é bom vir para cá, faz amigos, como é que é? Nossa, aqui você aprende de tudo. Você aprende a modelagem, você aprende os tecidos, né? Que às vezes você quer fazer uma blusinha, alguma coisa, você não sabe qual tecido utilizar. Então isso ela vai est ensinando aqui. Então assim, muito muito aprendizado mesmo. E fez amigos, tá? É uma terapia também ou é só aprendizado? Bastante terapia, né? Pra gente que fica em casa, né? O tempo todo fazer esse curso, tá? aqui em companhia das meninas, né, aprendendo. É, é muito bom, muito bom mesmo. Vale muito. Vale, vale muito. Pode vir fazer o curso que vocês não vão se arrepender. Maravilha. Obrigada. Nada. Ana Luí é um daqueles casos que frequentou aqui a creche, né, de pequenininha, já tinha um talento musical, está fazendo aula de música e também de costura. Como é que é seu vínculo aqui com a Fundação Gerações? Ah, é um vínculo bem emocional, assim, eu gosto bastante. Desde pequena eu já frequentava aqui desde a creche, então eu já sabia bastante dos cursos. É bem legal, eu gosto bastante, é um vínculo bem alegre, assim, eu gosto muito de ficar aqui, de conhecer todo mundo desde pequena. Você fez muita amizade nesses anos todos? Fiz, fiz muitas amizades, conheci muita gente, todos os professores, todas as oficinas. Foi bem legal, foi bem interessante. E eu ouvi dizer aqui que ela canta muito bem. Até pedi uma palhinha, mas não vai ser dessa vez, né, Ana? E agora como é que tá sendo a costura? Tá sendo legal esse novo aprendizado do zero? Você tá aprendendo? É do zero, mas a minha família sempre costurou, minha mãe, minha tia, minha avó. Então, hoje eu tive um leve, uma inspiração para mim começar a costurar, mas tem sido um pouquinho desafiador pegar na máquina, mas o mol de aprender a mexer na máquina é muito gratificante. Eu gosto bastante. É bem difícil no começo, mas você consegue ir no contempo porque a Renata é uma professora maravilhosa. E é legal porque você vai criando confiança, né, para fazer seu próprio molde. Como é que é mais uma perspectiva aí profissional? até, né? É mais uma perspectiva, mas a gente vai aprendendo com o tempo. Tô aprendendo agora um de saia, de camiseta, tô fazendo croped e uma saia longa agora no momento maravilhoso. Obrigada. Obrigada. Eu, Ana Paula. Então, é muito legal, né? A gente viu inclusive alunas que viraram também adolescentes e continuam aqui. É um lugar seguro, com uma referência mesmo de desenvolvimento e de acolhimento na cidade, né? Sim. Temos muitas pessoas eh não só aqui do Parque Valença do onde a instituição se localiza, mas de fora também. Toda a região do Campo do Campo Grande acaba vindo aqui, liga. Fiquei sabendo de uma oficina de vocês que eles não encontram, né? perto da casa dele, especialmente oficina de música. É muito difícil. É uma sala incrível que vocês têm aqui, um professor super qualificado, né? Sim. E tem fila de espera? Bastante. É, sim. A gente tem uma lista em torno de 200 pessoas esperando por vagas. Nossa, é quase o dobro dos atendidos hoje, né? Sim, sim. Eh, a demanda é bem reprimida assim, só que nós temos uma meta de 210, por isso que nós não conseguimos acolhê-las. Sim, tem espaço físico para crescer, mas pro futuro é possível com parcerias. Com certeza. Esse espaço que vocês podem estar vendo é grande, maravilhoso. Todo mundo chega aqui fica encantado, né? Em meio à natureza, arborizado. Temos sim. Então é só uma questão de e tem expertise também, né? Que vocês já estão funcionando tão bem, né? Sim, com certeza. é mirar no futuro. É evoluir. É, evoluindo. E para quem quiser conhecer mais, dá para acompanhar na rede social. Tem Instagram? Nós temos o Instagram, né, que pode estar indo lá na nossa página. Temos nosso site também da Fundação Gerações, onde você encontra, né, todas as nossas atividades. E no Instagram a gente costuma postar também algumas atividades que a gente tem aqui, né, com os nossos usuários. Vai lá para conhecer, né? Uma coisa tão interessante é acontecendo em Campinas, a gente precisa saber, né? Esse é o espírito do mão solidários. Muito obrigada então por compartilhar essa história com a gente. Nós agradecemos vocês pela visita, né? E também pela oportunidade de mostrar o nosso trabalho. Sim, muito importante. Muito obrigada. E para você que nos assiste, gostou desse programa, quiser compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas. Na Lupa você procura por mãos Solidárias. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado. [Música]
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