TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Mãos Solidárias | Esperança e Vida: Acolhimento e recuperação em Campinas desde 1990
Em destaque · HD Vídeo · MÃOS SOLIDÁRIAS

Mãos Solidárias | Esperança e Vida: Acolhimento e recuperação em Campinas desde 1990

832 views Publicado 31/05/2025 HD · 47:54

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

Transcrição completa do vídeo

38 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] E no ma solidárias de hoje, a gente vai conhecer o trabalho do grupo Esperança e Vida, que foi fundado pelo Roberto Geraldo da Silva, muito mais conhecido como Robertinho, por toda a cidade de Campinas, por esse trabalho maravilhoso. que ele realiza há 35 anos, mas tudo isso tem uma história, não começou assim da noite pro dia, né, Robertinho, muito obrigada por receber a gente aqui nessa sede tão bonita, tão viva, né, e cheia de esperança. Queria que você começasse contando a sua história pra gente, como é que tudo isso começou. Então, nossa gratidão também à TV Câmara, né, que há anos fazem parte da nossa história, né, eh, gravando, eh, tornando conhecido essa linda missão, mim confiada. Então, fevereiro de 1990, dia 11, dia mundial do enfermo. Eu nem me dava conta dessa data, né, quando fui visitar um casal doente num barraco de favela. E eu não conhecia a doença até aquele momento. Quando me deparo então com aquele jovem na fase terminal, pesando 30 kg, eu tive uma experiência sobrenatural. Eu, primeiramente impactado, eu disse: "Deus, faz o milagre por ele". Sofrimento era muito grande. A esposa do lado chorando, né? Eu vi uma resposta interior. Eu já fiz o milagre. Eu disse: "Mas cadê o milagre? Você saí para chorar aquela hora. Meu amigo que me levava naquela visita me abraçou e disse que havia uma missão para mim preparada. Não podia acreditar porque a minha vida, a minha agenda naquela ocasião não não me permitia, né? Mas eu fui abrindo mão de tudo, renunciando a tudo e comecei a cuidar daquele filho, primeiro filho com aides, faleceu nos meus braços 13 de julho daquele ano, né? E a esposa muito jovenzinha me disse: "Eu queria gritar pro mundo inteiro que a para que ninguém mais se contaminasse e ajudar pessoas como eu, né?" Então, já não tinha mais dúvida que se tratava de um chamado e ao mesmo tempo de uma missão, né? E assim, passado esses 35 anos, mais de 2000 filhos nós já cuidamos aqui, acolhemos e cuidamos. Pouco mais da metade desses já estão junto de Deus, com certeza intercedendo em nosso favor, pedindo em nosso favor, né? E continuamos aqui. Aides ainda é uma doença sem cura e fatal, com todo o avanço que houve, né, no tratamento. Hoje dá para ter uma sobrevida longa com qualidade, né? Mas ainda é um grande desafio para todos nós, Robertinho, a gente eh como você mesmo disse, é um é um uma sentença, parecia uma sentença assim como câncer, embora sejam coisas diferentes, eh, falando biologicamente, mas é uma coisa que remete a um estado de sofrimento. As pessoas têm um certo medo de pensar sobre isso. E conhecendo você, eu acho que tudo fica mais leve. Isso é muito incrível. Eu diria que aqui é um lugar de cura, porque antes de tudo adoecer na carne, acho que adoece no espírito, né? Com certeza. Eu queria que você falasse desse Roberto que tá por trás disso. O que que te alimenta a trazer tanta alegria, leveza para tudo isso? Então, creio que as três virtudes eh capitais, as três virtudes teologais é o que nos mantém de pé a cada dia, né? A fé. que é mais do que um sentimento, né, mas é uma entrega, é uma aceitação, é uma obediência à vontade, o plano de Deus, a fé que é, antes de tudo, dom, mas eh a fé que opera pela caridade, né? A fé que que é provada pelas boas obras praticadas, porque sem as boas obras ela é morta em si mesma, né? e a esperança. Então, o nome esperança e vida nasce daí. É porque o desespero é uma marca de todo o portador do HIV desde o momento do resultado do exame, quando ele às vezes não consegue nem fazer a distinção entre HIV e Aides, né, e recebe ainda como uma sentença de morte e já começa ali contar o seu tempo, contar os seus dias e o desespero tomou conta de muitos e muitos acabaram até atentando contra a própria vida, né? Então, ser esse sinal de esperança para quem está em desespero, né? E o amor, que é mais que um sentimento, mais do que uma boa intenção, mas que é provado em gestos concretos de acolhimento e de cuidados. O que fazemos aqui, né? O valor daquilo que fazemos, Alexandra, não está bem naquilo que fazemos, por mais admiração que possa causar, né? Eh, mas as coisas passam, né? Aqui em casa, as seis refeições preparadas e servidas passam, a dieta interal, a dietoterapia passa, o curativo, o banho, tudo passa. O que fica então é o amor empregado em cada palavra dita, em cada gesto realizado, né? Quem descobriu isso encontrou o céu, né? Que acho que é mais ou menos o a mensagem. Não tem como eh separar a questão da fé, que eu diria que é além da religião, para além que a gente chega aqui já é recebido com músicas, louvores, Nossa Senhora de braços abertos, né? E acho que Jesus é um pouco isso também, né? Porque ele morreu na cruz, mas ele viveu o amor, né? Com certeza. O sofrimento foi o última, a última gota ali. É com ele que a gente aprende amar. Ninguém nasceu sabendo amar como ele amou. Então, quando a gente entra pra escola dele, cada dia a gente aprende um detalhe deste exercício de amor misericordioso. Amor que acolhe, amor que serve, amor que perdoa, amor que dá a vida, né? Eh, é maravilhoso, né? Eh, a vida deve ser muito chata quando vivida para si, né? Deve ser muito chata, né? Uhum. Mas quando ela é vivida a serviço do outro, não tem alegria. Por isso que o próprio mestre diz, a maior alegria, a maior felicidade em dar queem receber, né? Eu tenho o bom costume de todo o meu aniversário fazer uma doação de sangue logo no primeiro horário, né? Então, na última doação, eu disse: "Gente, é verdade, a maior alegria em dá que receber". É muito melhor você doar sangue do que precisar receber sangue, né? Então o mestre tinha razão quando disse isso. Pra gente aqui também é uma alegria. Uma alegria poder trabalhar, servir, colocar as mãos, colocar o coração, né? E eh em tudo aquilo que a gente faz, né? Mas o valor está realmente no amor empregado, né? Porque as coisas passam, né? O que fica mesmo é é o amor com que fazemos cada coisa. E acho que essa lição também de viver cada dia com seus próprios desafios e acho que finalizar um dia agradecendo por ter vivido ele, eu acho que a vida tá tão agitada e corrida, porque e fora de um ambiente eh mais clínico, de saúde, onde as pessoas têm que pensar naquele dia como se fosse único, a gente acaba esquecendo de viver o momento, né? E aqui é muito interessante e a gente sabe quem já passou por algum desafio nesse sentido de saúde ou teve alguém, a gente sabe que cada dia é um dia, né? Como nossa, você disse algo extraordinário que é nosso dia a dia. Quantas pessoas perdi a conta que eu acolhi no momento difícil do resultado do exame, né? Ou outros até já com a doença bem avançada. já com prognóstico sem retorno, escrito em letras garrafais no relatório médico, né? Fase terminal. E uma pergunta muito comum que a gente ouve é esta: quanto tempo que eu tenho de vida, né? Eu digo sempre o mesmo tempo que eu tenho de vida. Verdade. Eu falei: "Verdade, mas quanto tempo que é hoje?" Só tem hoje, meu filho. O dia de ontem já não existe mais. O dia amanhã nem sei se vai existir. Tem o dia de hoje. Vamos viver um momento de cada vez desse dia de hoje. Assim vale a pena a gente viver. E quantos depois de passado, né, anos tão bem aí até hoje, né, dando testemunho e recorda esse momento difícil e desafiante. Olha, não me esqueço quando eu te perguntei quanto tempo me resta de vida. Olha, resta hoje só, eu só tenho hoje. Vamos viver esse dia da seguinte maneira. Hoje é o primeiro dia da minha vida. Hoje é o único dia da minha vida e hoje é o último dia da minha vida. É o último dia. Então assim a gente vai viver bem, pode ter certeza. E assim muitos estão com a gente até hoje aí porque acreditaram e até naquela palavra do mestre, né? Não vos preocupeis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã terá suas preocupações próprias, não é? A cada dia basta o seu cuidado, não é? É. É maravilhoso. É maravilhoso. Então são esses valores e princípios cristãos que norteiam, né, nossos pensamentos, nossos sentimentos, palavras e sobretudo as nossas ações. E agora, vindo mais para uma realidade mais dura, também vivendo cada dia, você consegue encarar os desafios tamanhos, que é manter esse local funcionando com esse nível de excelência, né? Com certeza. um verdadeiro milagre, manter a esperança e vida neste momento sem nenhum centavo, né, do do poder público, apenas com doações e aquilo que nós produzimos aqui. temos uma padaria, né, e produzimos por consumo interno dos nossos 80 filhos internados e também para venda, a fim de manter os nossos serviços. Por exemplo, no segundo semestre de cada ano, nós realizamos a campanha dos panetones. O resultado desta campanha garante então o pagamento do 13º dos nossos profissionais, né? eh, da fachineira até o médico. Então isso é é um verdadeiro desafio mesmo, super importante, né, pessoal? Eh, fala como você expressa como você, nossa, como você consegue manter tudo isso só com doações, sem um convênio, sem um, né, um recurso público, né? Estamos batalhando, estamos trabalhando aí para tentar conseguir um convênio ao poder público e continuar fazendo o que a gente faz e quem sabe até um pouco mais do que aquilo que a gente faz com ajuda do poder público, né? Sim. Hoje eh existe essa sede aqui no Campus Elísios. Queria que você explicasse melhor a outra sede lá em Valinhos. O que que o que que funciona? A esperança e vida não é só uma coisa e nem só outra. É tudo isso, né? Isso. Então, nós temos essas duas frentes, né, de missão. A primeira é o acolhimento, cuidado das pessoas que vivem com HVIT, desde o momento do resultado do exame até a fase terminal da doença mesmo, né? Aqui na nossa sede, aqui na sede também nós temos uma casa de passagem para pessoas em situação de rua, que acolhe a nossa ajuda para tratamento de alcoolismo e dependência química. Então eles ficam aqui na sede conosco para desintoxicar, tratar a crise de abstinência, né, que é muito forte os sintomas da crise. E uma vez estabilizar, aqueles que querem fazer um tratamento, né, de alcoolismo e dependência química, segue para outra unidade nossa que fica na zona rural, no sítio Esperança e Vida, lá no bairro Reforma Agrária, bem divisa ali com uma coca em Valinhos, né? Uhum. E lá então oferecemos um tratamento de 9 meses, né? Então aqui na na nossa sede funciona essas esses dois serviços em relação aos acolhistas a aos portadores e do HVID e também aos filhos em situação de rua. Lá temos uma comunidade masculina, temos uma feminina que está em fase de mudança de local agora também para acolher mulheres dependentes do drog. E tem um bazar também que vocês têm que funciona permanentemente quem quiser doar ou fazer umas comprinhas também para ajudar, né? Isso que beleza. É isso mesmo, né? Então o bazar é uma fonte de receita nossa, né? além das doações e lá toda pessoa solidária faz as duas coisas, do compra, né? E é o que ajuda, o que acudir aí as grandes eh necessidades da entidade. A despesa de manutenção muito alta, né? Porque manter 80 pessoas internadas é sem nenhum outro recurso. Eh, é um verdadeiro milagre. doações e aquilo que nós produzimos e vendemos é um verdadeiro milagre. Mais cedo a gente conversou com o Anério, né, que é um querido braço direito aqui do Robertinho, e ele falou, chamou você de Moisés. A gente vai ver um pouquinho agora o depoimento dele e já volta. O Anério Rocha chegou aqui no Esperança e Vida em 94 e hoje ele se tornou o braço direito do Robertinho e vai falar pra gente da história dele que é uma inspiração para todos nós, né, Nério? conta pra gente como é que você chegou aqui e a gente te vê hoje assim tão cheio de vida. Como é que é tudo isso? É uma longa história, né? Eu morava em Curitiba, trabalhava numa grande empresa, eh já fazia parte do do corpo da liderança da empresa, me apresentava duas vezes por semana em canais de TV, onde eu fazia propaganda do nosso trabalho, né? E quando souberam que eu estava com HIV em 1992, falar em Aides, falar em HIV é uma sentença de morte, né? Então, como eu era mais conhecido que o próprio patrão na empresa, ele falou: "Olha, infelizmente não dá mais para continuar conosco. O senhor eu, o senhor vai para uma cidade bem distante daqui, aonde ninguém lhe conhece, porque a Aides não tem cura. é uma sentença de morte e lá o Senhor vai aguardar a morte chegar. Então, a partir daquele momento, deu um branco na minha cabeça, não vi mais nada. Quando eu percebi, eu estava com as minhas balas na rodoviária, procurando uma cidade para onde ir, que ninguém me conhecesse para morrer, porque eu estava com a e eu escolhi Campinas. Cheguei aqui em Campinas, como eu era um dependente químico, eu era dependente do álcool, eu era um boium, graças a Deus, sempre trabalhei para manter meus vícios. Eu próprio me destruí. Então, já logo comecei a procurar bebida, procurei as drogas e o tempo passou. Eu estava com pneumonia e tuberculose. Soro positivo do HIV, morrendo com a disse, uma sentença de morte. Então, eh, naquele momento não tinha mais nenhuma esperança. O tempo passou, eu fui morar pra rua, me tornei o morador de rua, perambulando aqui em Campinas durante 2 anos. As esperanças já tinham morrido. Eu emagreci demais. Cheguei a pesar 51 kg. Como não tinha onde tomar banho, não tinha o que fazer a higiene pessoal, eu fui me tornando aquele morador de rua insuportável o mau cheiro da minha roupa, do meu corpo, adquiri sarna, piolho, cresceu o meu cabelo. Então, numa bela de uma noite, uma inspiração divina, né, que enviou os os irmãos lá na praça para servir aquele sopão para nós. Alguém me perguntou: "Olha, e eu estou desconfiado, eu vejo o senhor sempre por aqui, né? Mas o senhor não tem nenhum nenhum um tipo de ser morador de rua". Aí eu contei a história, falou: "Não, não, não tem." O Robertinho abriu uma casa que tá colhendo pessoas com a sor positivo, que já estão doente. Vai lá, vai lá. Eu fiquei pensando, falei: "Eu não tenho outra opção. Será verdade isso?" E quando eu chego aqui na frente dessa casa, só existia apenas a casa da frente. Hoje é uma obra faraônica, né? Mas só existia casa da frente. Eu vi assim uma casa bonita, tem a pintura nova, recente, jardim bem cuidado. Eu falei: "Não pode ser aqui não, eu não acredito". Mas já que eu estava ali, apertei a campainha, apareceu uma senhora na porta e me disse assim: "Jesus te ama e nós também." E vem minha direção. Eu falei: "Não, não, não. Como me ama? Olha o estado lamentável que eu estou. Eu estou morrendo com a, estou com pneumonia tuberculosa, tô cheio de sarna, tô cheio de piolho, olhe como eu estou magro. Ela veio me abraçou, me acolheu dentro daquela sala e ali eu conheci um amor diferente do amor do mundo. O amor do mundo é um amor falso. Ali eu conheci um amor verdadeiro, um amor genuíno, aquele amor puro que vem do coração de Jesus. doar-se por inteiro por alguém que não tinha nada para oferecer, nada em troca. Aqui eu fui acolhido. Aqui abraçaram os meus problemas, colocaram os meus problemas nas costas deles, os voluntários, o Robertinho, sabe que tem um coração enorme, abriu as portas dessa casa e aqui a minha vida foi transformada. Chamaram um padre, perguntaram: "O senhor é católico?" F Sim, eu sou católico, mas não sou praticante. Eu sou um boêmio. Eu sou um dependente das drogas, dependente do álcool. Eu vivo nesse abismo. Olha como eu estou. Chamaram o padre e eu fiz uma viagem lá no ventre da minha mãe. Trouxe todas as imundícias do meu passado num rastelo e coloquei nos pés de Jesus ali junto com o padre e disse: "Eu quero uma vida nova. Eu sei que eu vou morrer. Tô condenado à morte. Estou com aides isso 30 anos atrás. Se Jesus me der uma vida nova, transformar minha vida, eu quero testemunhar o poder de Jesus do Yapuchui. Aonde me chamarem, eu quero dizer: "Eis-me aqui, Senhor, para te servir." Fiz um tratamento longo durante 6 meses, tratei a pneumonia tuberculose e fui curado. Fazia um ano que eu estava aqui, eu dei meu testemunho na rede vídeo e televisão no século XX. uma nova criatura, gordo, forte e corado. Comecei a visitar pacientes em domicílio, levar a palavra de Jesus, aquele Jesus que eu conheci que transformou minha vida. Abracei aqui Esperança de Vida durante do anos, mas resolvi voltar para Curitiba porque era lá que estavam as minhas [Música] raízes. Agora, 28 anos se passaram, eu resolvi, eu senti um chamado de madrugada, 3 horas da manhã, venha, chegou a tua, chegou a tua hora. Eu preciso de você na minha messe, que a messe é grande, os operários são poucos. Mas Jesus não me falou o tamanho dos problemas que eu ia encontrar aqui. Eu cheguei aqui, eu falei: "Eu vou doar o restante dos anos que eu tenho de vida em agradecimento a tudo que fizeram por mim durante aqueles dois anos. Eu cheguei aqui para ajudar a levantar o braço do nosso Moisés aqui, que é o Robertinho, que dá vida por nós. Mas eu senti que o peso que ele carrega é muito além das minhas forças. Então, nós precisamos de alguém também para me ajudar aqui no outro braço, para que ele permaneça com os braços abertos e o Mar Vermelho se abra e nós possamos chegar até a terra prometida. Aqui os nossos irmãos, nós fazemos por eles, porque eles são os pequeninos de Jesus. Eu me coloco no lugar de alguém que já está há 20 anos numa cadeira de rodas. depende de alguém para pôr na cama, para dar banho, para tocar de roupa. Aqui que Jesus me trouxe no solo sagrado. Eu enquanto eu tiver força, tiver coragem de lutar do lado do Robertinho, porque ele está cansado. O nosso Moisés está baixando os braços e nós precisamos levantar os braços dele para que as águas do Mar Vermelho se abram e nós possamos encontrar a terra prometida lá na frente. Essa é a nossa finalidade aqui. Hoje, 28 anos, já faz 32 anos que o Sessor positivo do HIV. Daquela turma que tinha aqui quando eu cheguei, acredito que seja o único homem vivo daquela época. Jesus me me deixou a a lutar lutar lutar contra o HIV até surgir um coquetel que hoje eu tomo indetectável há 15 anos do HIV. Cheguei a tomar 40 comprimidos aqui. Agradeço uma senhora maravilhosa, a dona Aurélia, que deve estar lá junto do pai. Ela apertava no meu nariz e colocava 20 comprimidos na minha boca e colocava água. Enquanto eu não engolia aqueles comprimidos, não soltava do meu nariz. Então, hoje eu estou aqui para doar minha vida. Hoje de manhã eu fazia o compartilhamento do evangelho do dia com os irmãos. O Espírito Santo me dizia: "Peça, peça ao Pai. Vocês estão em comunhão com ele. Peça a teus irmãos que envie alguém forte para levantar os braços desse Moisés que está cansado já. Alguém sabe de bom coração, cheio do amor de Jesus, que assuma aquele camalhaço de contas que tem para esperança e vida pagar. Aqui nós não recebemos ajuda de governo, não tem ajuda de prefeitura, não tem ajuda de ninguém, é somente trabalho voluntário e doações. Eu estou aqui hoje porque eu sei a seriedade desse trabalho. Esse trabalho transformou minha vida. Eu recebi dentro do meu coraçãozinho aqui algo tão especial que preencheu aquele vazio que eu tinha a vida inteira. as drogas, a bebida, o álcool, enfim, tudo. Nada preenchi isso aqui. Eu era um homem feliz. Hoje eu sou feliz e eu louvo, agradeço a Deus todos os dias pela vida do Robertinho, da família dele, que abriram as portas para mim. Hoje você é família dele. Aguardamos, aguardamos a vinda de alguém mais forte do que eu, que tenha mais condições para levantarmos cada vez mais os braços do nosso Moisés, que é o Robertinho. Ele dá vida por nós aqui. Eu naquela época eu estava com pneumonia, tuberculosa, me colocar numa cama bem próximo da janela. Eu não podia dormir, não conseguia, porque eu ia respirar, doía demais. A dor insuportável. E a noite inteira alguém passava para aquela janela chlep chlep chlep chlep ia lá pra enfermaria. Só tinha uma edícula com duas macas. Não tinha enfermeiro, não tinha médico, não tinha psicólogo, que hoje, graças a Deus, tem médico, tem psicólogo, tem psiquiatra, temos assistente social, tem enfermeira padrão, tem auxiliares de enfermagem, tem cuidadores. Hoje eles estão aqui num paraíso e eu quero fazer parte desse paraíso até o fim da nossa vida aqui, até o fim da minha vida. Enquanto eu tiver força, eu não quero só vestir a camisa da esperança e vida. Agora eu quero abraçar a esperança e vida. Obrigada, Nério. Então, a gente viu o depoimento do Anério, que é como eu sinto, é um lugar de muita cura, né? É muito especial e acho que as pessoas poderiam até conhecer, né? Eventualmente. Com certeza. Acho que comunicando, né? Tem rede social? Temos nossas redes sociais, tem o nosso site, né? Primeiramente, que remete pras redes sociais. Estamos aí, né? Instagram, no Facebook, no YouTube, né? Então, aqueles que estão nos vendo agora podem nos conhecer virtualmente e com certeza sentir no coração, vai sentir no coração essa necessidade de nos conhecer presencialmente, né? Então, precisamos de doadores, precisamos de voluntários, né? Precisamos de doações aí de roupa agora entrando no inverno aí, né? Agazar. Ah, a gente acolhe a população de rua, eles vêm sem nada para cá, né? Então, precisamos de muito agasalho, né? Blusa, roupas masculinas. Você sabe que homem é muito difícil doar roupa, né? Até eh mulher é uma beleza, mulher renova o guarda-roupa toda semana, mas homem bota a calça no corpo, é 20 anos e não doa, né? Então, roupa masculina, né? Pros irmãos que chegam, os filhos que chegam da rua. Nós temos um trabalho de pastoral de rua junto ali com a catedral e geladeira solidária todo o primeiro sábado mês. Então, fechamos ali o quintal da casa da mãe, que é a praça da catedral, e montamos ali uma grande sala de jantar, né? E nosso objetivo não é servir janta, comida, né? mas sim conversar com os irmãos situação de rua e convidá-los para vir com a gente fazer um tratamento de alcoolismo e dependência química, sendo essa hoje a principal causa que os atrai, que os leva e que os mantém nas ruas e praças da nossa cidade. Então esse serviço, né, é de pronta acolhida, né, em vista do tratamento da dependência química, né, e tudo isso é realizado com doações e trabalho voluntário. Aproveitando esse gancho, então a gente também conversou com a Telma cedo, né? E foi justamente isso que chamou atenção, porque foi dois anos para que ela aceitasse esse convite de sair dos vícios ou de fazer essa transformação. E a gente vai ver também agora e já volta. Até uma Augusto dos Santos chegou aqui na comunidade para trabalhar uma abstinência, né, que provisoriamente tá acontecendo aqui no na unidade do campus Elizes, né, Telma? vai contar pra gente como é que foi esse processo. Já tá muito bem, né, Telma? Queria que você falasse um pouquinho como foi sua experiência aqui. A minha experiência aqui tá sendo maravilhosa. Já tô aqui há 6 meses e 12 dias. Eu usava craque, maconha, de vez em quando dava um tiro na farinha, mas meu negócio era pedra mesmo. Fiquei mais de mais de 15 anos de usando pedra na rua, na situação de rua. E álcool de vez em quando, só para encher o saco dos outros mesmo, né? Mas meor dificuldade, meu minha minha prioridade era maconha, era era pedra, eu f muita pedra. Aí eu vi, sou de Jundiaí e tô aqui já há 6 anos, se meses e pouco. Fui acolhida aqui. Fui acolhida aqui por missionário de rua de lá. Me trouxeram conhecendo Esperança Vida. E realmente aqui é esperança de vida, faz milagre. Aqui a mão de Deus tá aqui. Porque eu mesmo quando eu vim de lá para mim eu não ia estar aqui ainda não. E tô aqui se meses e eu tô lá forte. E Tema, você que sentiu essa vontade de procurar algum lugar ou você nem sabe como veio parar aqui? Como é que foi? Não, aqui eu sei como vim parar aqui por insistência dos missionários lá de Jundiaí. Para mim tá aqui na esperança e vida hoje, os missionários de Jundiaí de rua levaram mais de dois anos para trazer para cá e persistindo, insistindo e não desistiram de mim. Sempre lá. E aí, Telma? Quando leva quando você vai dizer o si pro senhor? Eu não, mas o sim ele já tem. Mas realmente acho que não tinha, né? Mas quando deu sim mesmo pro Senhor, o Senhor me trouxe e tô aqui. E foi difícil no começo, os primeiros meses, como é que tá em relação agora? Nos primeiros dias. Primeiro dias é difícil, mas depois aí é um leão por dia e cada dia que passa é um leão mais forte que o outro, mas na graça de Deus tô sendo mais forte que os leões e tô matando um por dia. E hoje tem mais um para me matar, né? E quando o dia acaba, a sensação de ter vencido um dia, cada dia é uma vida, né? Amém. Cada dia uma vida. Obrigado, Telma. Obrigada. Eu obrigada. Quer dar uma mensagem aí para quem tá assistindo? Ah, um abraço. Beijo para todos. Se tiver algum familiar, algum amigo, beijo. Obrigada. [Música] Então, Robertinho, é possível, né, para quem tá passando por um por uma dificuldade com um familiar ou a própria pessoa, é possível, né, sair, mudar de vida, não pode perder esperança, né? Com certeza, né? Eh, mais do que desejo e vontade, no caso do alcoolista independente químico, é preciso decisão, né? para aceitar um tratamento que possa dar a ele o que ele precisa para compreender a a doença que ele desenvolveu e desenvolver as habilidades que ele precisa para viver uma vida nova em sobriedade, né? No caso do portador do don de também quando ele se sente acolhido, amado, muitas vezes até sem poder mais tomar medicação, ele entrou naquele quadro que chamamos de falência terapêutica. Dali, alguns dias, realizamos um exame para ver como está a imunidade dele, a imunidade subindo. Falei: "Nossa, aquilo que você disse, o amor cura". Verdade. O amor cura. E aí para surpresa às vezes dos profissionais de saúde falam: "Nossa, mas como sem tomar o coquetel? Sem falou: "Olha, o amor cura realmente, né? Processo de cura interior e ali novamente ele começa a ter uma resposta clínica incrível, né? Incrível e volta a viver novamente. Então, mais do que saúde física, cuidamos também da saúde mental, né? Então, temos médico psiquiatra aqui para cuidar da saúde mental de todos os nossos filhos e da saúde espiritual, que nós somos esse ser tridimensional, né? Então, se a gente não cuida no mesmo grau de importância do corpo, da alma, da mente e do espírito, que é a nossa relação com o poder sobre eh, né, o poder superior eh com Deus. Então, eh, talvez o resultado que a gente tenha alcançado dessas vidas transformadas mesmo, né, homens e mulheres vivendo uma vida nova em sobriedade, como as pessoas pode conferir aqui, pode verificar aqui em loco, né, eh, se deve a esse cuidado integral da pessoa humana, corpo, alma, espírito, cuidado no mesmo grau de importância, né, Robertinho, uma vez eu fui com o cabelo com a minha cabeleireira e a gente conversa muito. E ela falou assim: "Não, você já morreu?" Aí eu falei: "Como assim?" Ela: "Ué, você nasce sabendo que vai morrer. Você só tem que escolher como é que você vai viver". Aí eu falei: "Eu já quero ir embora, já valeu, para mim tá bom". E faz muito sentido, né? Para todo mundo, o que vale é a gente escolher como a gente vai viver cada dia, porque a gente já sabe que um dia vai acabar mesmo, né? Então, todo dia é uma nova chance. Você me fez lembrar de um filho que eu amava muito, né? Eh, a gente nem tinha casa de apoio ainda, né? 91. Ele morreu nos meus braços. Ele chamava Cleiton. E uma das frases que ele me disse antes dele partir foi essa. Com muita dificuldade já para falar, ele falou: "Olha, na minha oração, eu tenho só pedido uma coisa a Deus. Falei: "O que que é, meu filho?" segurando ali nas mãos dele. Que Deus não me dê mais dias de vida, mas sim que ele aumente a vida dos meus dias. E acho que é isso, né? Linda lição. Para mim é uma escola. Uma escola. Eu aprendo a cada dia como eu aprendo com eles. Ah, amar, servir, perdoar, acolher. É incrível. É incrível. Uma grande escola, Esperança e Vida é uma grande, uma escola, uma escola de amor. É, é dor e sofrimento. É aquilo que a gente lida todos os dias, né? E eu me lembro um dia eu entrei nesse primeiro quarto aqui, a primeira filha ali, a gracina, estava muito mal, estava nos seus últimos momentos, mas ela ainda conseguia se expressar de alguma maneira. Eu tava cheio de problema aquele dia e um dia pesado e muitas dívidas para pagar. Eu falei: "Nossa, o que que eu faço? Eu vou pra capela rezar ou eu vou lá na enfermaria dar um oi pros filhos, né? Eu resolvi vir aqui primeiro. Entrei naquele quarto ali, ela, ui, me abriu um sorriso, eu quase acolhi aquilo com uma provocação. Falei: "Meu, minha filha, responde para mim. O que que ainda te faz sorrir?" Ela falou: "O meu sofrimento". Nossa, que tapa que eu levei aquele dia. Eu desci essa rampa aqui, né? Nem sei como, né? Aí eu fui na capela, dobrei meu joelho e falei assim: "Jesus, obrigado pela resposta. Mas cá entre nós, hein? Eu não conheço a dor ainda. Eu não conheço o sofrimento ainda. A dor e o sofrimento ainda não me visitou, mas quando chegar, o Senhor vai me dar esta graça quando alguém perguntar: "Robertinho, como você ainda consegue sorrir em meio a tanta dor, em meio a tanto sofrimento?" E eu poder dizer por causa do meu sofrimento, né? Eu lembro de Paulo, né? Falei para ele, eu tô me lembrando de Paulo, eu estou inundado no meio de tanta tribulação, mas para chegar até lá tem todo um caminho a percorrer, né? Eu preciso aprender ainda com a dor e o sofrimento dos outros a acolher a minha dor e o meu sofrimento e até a minha despedida quando chegar a minha vez também a minha hora, né? E depois de ter vivido uma vida de amor e serviço, aí vale a pena, né? Sim. É, se a dor e o sofrimento do outro já é a sua, você já tá sentindo. Então é, não é, mas quando a gente for visitado para valer mesmo, aí acredito que a gente vai tá um pouco mais preparado, né, para acolher e poder dizer, eu acolho e escolho isto pra minha vida, né? Então aí vale a pena, né? É refletir sobre a vida é também uma reflexão sobre a morte, porque são intrínsecas, né? Com certeza. São partes da mesma linha, né? Com certeza. Mas para nós a morte não tem a palavra final, né? Sim. Porque Cristo ressuscitou vencendo a morte para sempre. Então a morte que era a margem, né? Como se fosse um rio, né? O limite da existência humana. Agora não é mais. Jesus conseguiu transformar aquela margem numa ponte, né? para uma vida que não conhece o caso, que não conhece limite, que não conhece fim, né? Então é nisso que nós cremos, né? Sem esta fé fica difícil, né? A gente até encarar a nossa despedida, né? É, é a própria despedida, despedida dos outros, né? Fica muito difícil, mas com essa certeza a gente vai além, muito além do que a gente possa imaginar, né? É, a gente vai descobrindo esse limite todos os dias, né? Com certeza. E a gente não pode encerrar o programa também sem falar da padaria, que é uma forma também de fazer com que as pessoas criem um ofício, uma atividade produtiva, ponham a mão na massa literalmente, né? Isso. E a gente vai mostrar um pouquinho como é que funciona e já volta para encerrar o programa. O Eric William Batista trabalha aqui na cozinha do Esperança e Vida. Vocês estão vendo aqui os hambúrgueres que eles mesmos fizeram e também faz panetone aqui na padaria. Eric, conta pra gente como é que tá sendo essa experiência. Já cozinhava? Eh, eu comecei aqui, cheguei aqui no Esperança Vida, né? Eh, devido ao uso de substâncias químicas e hoje essa casa me acolheu. Hoje eu tô aqui terminado então no término de tratamento, já terminei meu tratamento, como se já tá falando para vocês. E aqui eu aprendi a uma nova forma de viver, né? uma forma de viver que é cozinhar e uma paixão que eu adquiri aqui dentro, graças a um dois professores que é Jesus Cristo, ao seu Roberto, a instituição Esperança e Vida e t por decisão minha da minha por decisão de vida, decidi ficar na instituição como cozinheiro. Hoje eu sou cozinheiro lá do sítio. Estou aqui ajudando hoje na na sede junto com o cozinheiro Geovani que tá aqui também. E também aqui dentro da dentro da cozinha a gente não mexe só com a parte de da parte alimentícia, mas mexemos com a parte da panificação que fica a padaria que vocês vão conhecer daqui a pouco. Lá na padarinha que fazemos pães, panetones para arrecadar recursos pra instituição todo final do ano, colombas pascoais, fazemos bolos de fubá, bolos de aim, tudo para arrecadar recursos pra nossa instituição, porque hoje nós vivemos a santa vontade de Deus, as doações daqueles que tenham que nem sem conhecer a gente já ven doar para nos para que nem como assim como eu, como outras outros meninos venham também ser acolhidos para cada vez mais recuperarmos vidas e termos uma vida nova em recuperação. Hoje eu vivo, hoje eu terminei o termo tenho tenho terminando o término do meu tratamento, como eu disse, hoje estou em busca da minha sobriedade através da minha recuperação. E por gratidão hoje eu tô aqui na cozinha fazendo que eu amo fazer que é cozinhar. Ve quando eu vou na padaria com o seu Roberto ajudar ele fazer as os quitutos que nós falamos. Fora ainda os panetonos também tem biscoitos. Quem gosta daquele biscoito quentinho, crocante, a gente também faz aqui também dentro da Esperança e Vida. Tudo aqui é feito com amor, carinho, dedicação, primeiramente a Deus. Tudo isso aí é o que nós fazemos dentro da Esperança e Vida, é acolher, salvar uma vida após a outra e dar uma nova maneira de viver para aqueles que querem viver uma nova vida longe da da da drogas, do alcoolismo, como um dia eu fui também hoje eu tô longe, livre. Se você tiver disposto a mudar, aqui é o lugar. Aqui é onde que você redescobre uma nova maneira de viver, como você Roberto sempre fala, eh, uma vez após a outra, né? Então hoje eu sou feliz. Hoje eu faço meu que eu mais amo, que é cozinhar. Eu faço tudo que tem que ser feito, né, para colher com amor, carinho e dedicação, né? Oupar mente é muito bom também com coisas boas, novos saberes, não é, Eric? Sim. Ô, com certeza. O saber é a sabedoria, que nem fala, sabedoria é uma coisa que ninguém pode tirar, né? É uma coisa que Deus dá pra gente todos os dias, como dizem todas as as citações bíblicas, a palavra se faz viva, né? Então, é a mesma coisa. A cozinha é a mesma coisa. A cozinha assim nova cada dia e nós temos nosso professor que é o seu Roberto, ele vai inovando cada dia e a gente vai crescendo, inovando com ele no dia a dia, um dia após o outro. E assim é nossa também minha vida hoje em recuperação, em busca da minha sobriedade. É um dia após o outro. A cozinha é a mesma coisa, é um dia após o outro, inovação, mudança de cardápio. Cardápio sempre instituído por dentro do das da nutrição do nutricionista, que ela não tá aqui, acho que nesse momento, ela deve tá lá embaixo, que a dona Ana, que ela nos ajuda a fazer o cardápio específico com pr pra base alimentícia tudo correta para cada dia mais fazer o melhor para esses irmãos que chegam da rua, né? E o pessoal tá vendo hambúrguer aqui, mas não é comida industrializada não, eles que fizeram tudo, viu gente, né? Esses hambúrgueres são os hambúrgueres orgânicos, né? Ele vem diretamente da do nosso sítio. Lá no sítio nós temos a criação de porcos, né? Dentro dessa criação a gente faz o abate conforme conforme deu tempo certo. Aí desses dias atrás nós abatemos dois porcos e através da dedicação que nós fazemos lá dos meninos que estão lá aprendendo a a ter uma nova vida, uma mudança de vida, eles aprendem essa parte da laboterapia, que é o quê? Cuidado dos animais. Para quê? para que eles estejam vendo aquele produto que eles cuidaram sendo sendo alimentado por eles, né? Aqui esses hambúrguer mesmo feitos aqui são feitos por pelas mãos da eh foram cuidados por eles e feito pelas mãos do seu Roberto da das mãos do do Giovani que tá aqui na sede junto com a gente. A gente tá sempre fazendo novos e tudo que o produto que vem daqui da França Vida é aqui orgânico. A gente produz as não só os hambúrguers como nossas alfacesas são sem nenhum produto químico. É 100% orgânico. Muito obrigado e parabéns. Tá bom. Obrigado. Que agradeço a vocês e quem quiser conhecer a instituição, estamos aqui de portas abertas. Aqueles irmãos que quiserem mudar de vida, estamos aqui também para colher, receber, dar o amor de Cristo, como Cristo nos ensina. Vem, eu mudei. Quem não pode mudar? Amém. Amém. Obrigada. Obrigado de nada. Então, vocês viram aí a padaria também, que é mais um uma coisa que é feita aqui, né? Porque a gente precisa trabalhar, se sentir útil, produtivo e aprender novas coisas para sempre, né? Todos os dias, todo dia é dia de aprender, né, Robertinho? Com certeza. Uma alegria pro meu coração quando eu entro na padaria para produzir um alimento sagrado, o pão de cada dia, né? E depois outros artigos de panificação para ajudar na manutenção da obra, né? os bolos, biscoitos e e a campanha dos nossos panetones. Então, por essas mãos aqui, o ano passado passaram 12.000 unidades de panetone, 6.000 de panetone de fruta, né? E 6.000 de panetone de chocolate para ajudar na manutenção da obra. Então ali a gente eh ensina a profissão, formamos cozinheiro na cozinha, formamos panificadores, confeiteiros na nossa padaria. Então, um espaço de qualificação de mão de obra e também de sustentabilidade da esperança e vida. Maravilhoso, né? Eu acho que o dia do Robertinho deve ter 45 horas. Robertinho, quero agradecer demais você ter recebido aqui a gente, mas para quem assiste, saiba que na semana que vem a gente vai lá pro sítio para conhecer o outro trabalho, né? Porque é muita coisa para colocar num dia só, então a gente se despede, mas é um até logo, né? Porque semana que vem a gente volta. Pois é, até breve. Nossa gratidão a TV Câmara, né? eh em publicar, em tornar possível e dar visibilidade para esse trabalho maravilhoso e com certeza essa mensagem deve estar tocando o seu coração agora. E vem com a gente aí para somar forças porque aça é grande, os operelos são poucos, mas com você tudo fica mais leve. Muito obrigado. E para você que gostou desse programa, quiser rever ou compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas. Na pesquisa você procura por mãos solidárias e você pode rever e compartilhar. Muito obrigada pela sua companhia. Na semana que vem a gente volta com mais esperança e vida. Essa luz é claro que é Jesus essa luz. [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do MÃOS SOLIDÁRIAS

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
34:16

Mãos Solidárias | Casa de Jesus Núcleo Mãe Maria 30/02/2026

43:22

Mãos Solidárias | Núcleo de ação social - nas

34:53

Mãos Solidárias | Projeto turma do Bem

34:05

Mãos Solidárias | Projeto Alfa e Ômega: jiu-jitsu que transforma vidas em Hortolândia

30:37

Mãos Solidárias | Associação uma vida 10 anos transformando Vila olímpia

29:51

Mãos Solidárias | Projeto bom amigo leva inclusão à Vila aurocã

40:23

Mãos Solidárias | Projeto Bunekas leva acolhimento, proteção e voluntariado

44:49

Mãos Solidárias | Coração Curumim: apoio, acolhimento e cuidado com crianças cardiopatas

33:59

Mãos Solidárias | Ip Amarelo: triathlon transforma vidas de crianças

30:20

Mãos Solidárias | Espro Campinas: 1º emprego jovens vulneráveis gratuito!

30:12

Mãos Solidárias | Bem te quero: autoestima contra o câncer

36:00

Mãos Solidárias | Núcleo ADRA Bonsucesso transforma a vida de 90 crianças

37:47

Mãos Solidárias | Associação Alecrim em Flor transforma vidas em Campínas

37:04

Mãos Solidárias | Associação Cornélia promove inclusão e renda na saúde mental

46:03

Mãos Solidárias | Rosa e amor apoia vítimas de câncer

39:44

Mãos Solidárias | Fundo haja combate déficit habitacional no Centro de Campinas

44:49

Mãos Solidárias | Instituto CIDAS transforma vidas com oficinas e apoio social

49:35

Mãos Solidárias | Direito de ser: projeto que muda vidas

41:50

Mãos Solidárias | Instituto Som e Arte transforma vidas com música no Campo Grande

30:21

Mãos Solidárias | Responsabilidade social: como empresas transformam vidas em Campinas

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:05:42

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia