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[Música] Olá, o Mão Solidárias de hoje vai falar um pouquinho sobre a questão do terceiro setor voltado ao empreendedorismo. Pr isso, nós vamos conversar agora com Dimas, que é do CRCA, o Centro de Referência em Cooperativismo e Associativismo. Dimas, inclusive eu, que sou apresentadora do ser Empreendedor, já conversei com você em outro programa, mas agora sobre essa perspectiva de terceiro setor, em que momento nasce o CRCA? O CRCA eh tem hoje 23 anos. Nós somos fundado em 2002 e num momento em que o desemprego no Brasil era bastante expressivo e nós tínhamos e como objetivo trabalhar com as populações mais carentes que não conseguiam ter acesso ao mercado de trabalho. É, originalmente o CRCA ele sempre é originalmente sempre nós trabalhamos com empreendimentos coletivos como cooperativas de trabalhadores e associações de produtores. Sim, mas nos últimos 4 anos a convite da FEAC, Fundação das Entidades Essenciais de Campinas, nós somos convidados a desenvolver projetos para a área de inclusão produtiva e geração de renda para empreendimentos localizados nas periferias de Campinas. Sim. Então, aquele começo já a gente sempre tem aquele ditado popular de não dar o peixe e ensinar a pescar. Essa premissa é o início desse trabalho, quando você lembra lá em 2002, que era aquele momento de desemprego, como que a gente vai resolver essa questão? é a questão do desemprego naquela época. Eh, um centro de um centro como o nosso, uma OSC, não tem condições de resolver plenamente ah naquele momento o problema do desemprego em Campinas, que chegava em torno naquela época de 13%, né? Hoje aí tá falando em 5%, 5%,5 de desemprego. Então naquela época nós tínhamos quase três vezes mais essa taxa de desemprego, mas eh eh a gente procura eh atenuar aquilo que a gente pode fazer. Sim. Então, a nossa responsabilidade era eh conseguir o máximo possível de pessoas para organizá-las naquela época no formato de cooperativa e de associação de produtores na perspectiva da inclusão produtiva e geração de renda. E aí, quando há esse upgrade há 4 anos, vocês entram num projeto, uma nova fase. Sim, sim. O convite da FEAC foi nessa perspectiva de entender que existe um grande movimento eh de empreendedores na nas periferias e que na maioria são ME, né, ou também são informais, né, que estão e que estão eh eh desenvolvendo a economia nos territórios, né, mas há muito É a via, né? E ainda há pouca inserção ou pouca formação e capacitação para esse público. Tinha a vontade, mas não a qualificação. Sim. É para para você ser empreendedor não adianta só vontade, né? eh empenho, dedicação. Você precisa entender como funciona o mercado, como você deve organizar os seus custos, como você deve formar o seu preço, né? Eh, o marketing, por exemplo, hoje é sempre baseado no marketing digital, né? Então, o pessoal está muito nas plataformas, né? Já foi o tempo de você ficar panfletando. Isso não existe mais. Hoje há uma panfletagem digital. né? Então isso você precisa aprender, né? Então o eh mesmo que você tenha um negócio muito simples na periferia, você tem que divulgar, né? Então o nosso trabalho a convite da FEAC, né? E também diga-se de passagem que o CRCA não trabalha sozinho nesse projeto, né? Tem mais três que trabalham com a gente. Inclusive essa gravação, ela acontece no NAS, que é o núcleo de ação social que funciona aqui em Varão Geraldo. A gente tá falando de um trabalho em rede. É isso. Exatamente. Exatamente. São três. O NAS, que onde nós estamos hoje, a Associação Aumas Quero Quero, que fica eh lá no na Brandina. É Brandina. Não fica ali bem lá no Jardim Santana, não é isso? Jardim Santana, Nilópolis, próximo da CPF. Sim. E nós temos também o Instituto Filhos que fica na Brandina. Na Brandina. Então, esses três, esses essas três hospes junto com com CRCA, a gente consegue ter uma boa abrangência eh nos territórios, né? Sim. Até porque quando a gente fala de terceiro setor, a maior parte tá acostumada justamente com essa questão de trabalhar no território onde está aquela organização da sociedade civil. Esse trabalho, apesar, por exemplo, hoje nós estamos no distrito de Barão Geraldo, mas não é só aqui que essa organização atua. E é mais ou menos isso. Vocês se deslocam até os territórios. Sim, sim, sim. O próprio NAS, por exemplo, ele atua no Real Parque, mas também hoje está atuando no São Marcos e no Santa Mônica, né? Então você busca as áreas que estão próximas, né? Isso faz com que o projeto tenha uma inserção hoje em Campinas como um todo. Quando a gente pensa em fomentar o empreendedorismo através de uma ação social, em que momento isso se mistura e que as pessoas percebem que entra o trabalho de vocês de de certa forma empoderar aquele empreendedor, aquela empreendedora, aquele casal, aquela família que empreende. mas sabe o que tá fazendo, mas não sabe muito por onde ir. Como é isso? Bom, primeira coisa importante é que 99% dos empreendimentos da periferia são organizados por mulheres. Por mulheres, tá? O homem ele tem um certo receio, ele prefere a carteira CLT. Já a mulher não, ela é essencialmente uma empreendedora, até porque grande parte precisa, de certa forma unir o trabalho com o cuidado, principalmente com os filhos e com a casa. Sim, sim, sim, sim. Tanto que eh também a grande, a maioria dessas empreendedoras, elas não conseguem trabalhar 8 horas por dia, trabalham 4 horas, 2 horas, de acordo com o tempo para dividir com as questões da da casa, né? Então, a nós, no lógico, nós não temos nenhuma preocupação se é homem, se é mulher, a gente não tem essa preocupação, mas maciçamente são mulheres que estão com a gente. Sim. E é lógico, nós também temos que aprender isso. Então, o tema, por exemplo, empoderamento da mulher é muito forte entre a gente. A mulher se enxergar como produtora de renda é muito diferente, né? E a gente percebe que as jovens estão muito preocupadas com isso. Já não enxergam mais só o mercado de trabalho como a única opção de geração de renda. começam que o seguinte: eu quero participar, eu quero gerar renda, eu sou criativa, eu quero potencializar e outra coisa importante, eu quero ser dona do meu negócio. Sim, né? E em que momento esse trabalho em rede começa a, por exemplo, pra gente entender lá em casa, o CRCA e o que que ele faz e onde entra o NAS e as outras também organizações para que vocês efetivem essa atuação? Bom, é um projeto bastante complexo, né? amplo, podemos dizer a palavra correto é que é um projeto amplo. É primeiro que nós trabalhamos com três trilhas de formação e capacitação. A trilha semente, que é uma introdução, onde o empreendedor chega e não sabe direito se ele é um empreendedor ou quais são as condições para ele ser empreendedor, quais são os critérios para ele ser empreendedor. É, é um curso de cinco encontros, 2 horas cada, então um total de de 10 horas, onde esse encontro é onde? Geralmente ocorre nos territórios, ocorre na sede da da da do associação de bairro ou aqui ou aqui no nas ocorre aqui, ocorre nas ações de bairro, ocorre nos céus, onde nos abre espaço para com que a gente leve a equipe, né? Porque a gente é nós que nos deslocamos, não eles, porque a gente sabe que mesmo Campinas tendo uma boa estrutura de transporte, eh, é difícil esse deslocamento. Nós nos deslocamos para os territórios. Então, essa primeira trilha é uma trilha básica. Depois vem a segunda trilha, que já são oito encontros, que é a trilha incubação, onde nós vamos formar o plano de negócio individual. Cada empreendedor tem o seu plano. Sim. Uma vez feito isso, tá, o empreendedor pode concorrer a um capital semente, isto é, um capital de alavancagem no valor de R$ 2.000. Ele vai submeter o seu plano de negócio a um conselho. Esse conselho técnico vai avaliar o negócio, a potencialidade do negócio, a a o engajamento do empreendedor e concede na forma de doação R$ 2.000 para a chamada alavancagem do negócio. Sim. Tá? Esse esse recurso é doação, então não tem retorno, mas há uma responsabilidade do empreendedor, uma vez que ele apresenta onde ele vai gastar esses esses R$ 2.000 e nós acompanhamos. Após a recebimento do capital semente, esse empreendedor começa a ter uma mentoria individual do seu negócio, que é feita hoje pelos alunos da Faculdade de Administração da PUC Campinas e pelos alunos da Faculdade de Economia da Unicamp. Sim, eles vão basicamente nos territórios e vão atender e tentar melhorar, produzir planos de melhoria para o negócio. Temos também o E onde entra o NAS, por exemplo, nisso, ó, o NAS é o articulador no território, é o NAS que organiza a essas empreendedoras, é o NAS que faz o NAS AQQ e a filhos o CRCA. Ah, os quatro fazem isso. Os quatro fazem isso. Os quatro vão articular no território, vão vão divulgar, vão organizar a as empreendedoras e vão organizar essas trilhas de formação e capacitação. Sim. Agora, para você, Dimas, eh, em todo esse trabalho, eh, a gente percebe que é um olhar claro para fomentar o empreendedorismo e onde para você entra essa parte da solidariedade de cada uma dessas entidades que tem esse olhar para aquela pessoa que tá lá no seu território, que busca através do seu negócio mudar, claro, as condições da sua família e muitas vezes da sua própria comunidade. A ideia principal é articulação em rede. A ideia principal é que essa rede pode ser construída no território, fomentando a economia no território. Isso que é importante pra gente. A própria PEAC tem também uma tese muito importante que é o desenvolvimento dos territórios, né? Então nós cumprimos como uma etapa desse programa, desse projeto de desenvolver cada território. E nós desenvolvemos a unidade de negócio em cada território, oferecendo para as famílias, para as pessoas, uma oportunidade de colocar o seu negócio na rua e fazer com que esse negócio prospere. Esse é o nosso objetivo. E aí, por essa vantagem de trabalharmos com quatro osques ao mesmo tempo, né, você possibilita uma descentralização e uma ampliação de desse esforço, tá certo? Então, Dimas, muito obrigada e a gente volta já já com mãos solidárias. Nós vamos conversar com uma pessoa aqui do NAS, que é onde acontece essa gravação, falando justamente dessa continuidade da missão de cada um. E hoje ainda tem também pessoas que são beneficiadas por esse programa. Não saia daí que o Mão Solidária se volta já já. [Música] E neste bloco nós vamos entender um pouco mais dessa atividade, dessas organizações dentro do projeto Empreende Campinas. Por isso que eu vou conversar agora com a Paola, que é a responsável pelas pela articulação do NAS, que é o núcleo de assist de ação social, né? Núcleo de ação social que fica aqui em Barão Geraldo, que tem uma outra até então vocês são uma OSC que voltada a que tipo de atendimento, Paola. Oi. Então, nós temos o atendimento assistencial, né, o serviço de fortalecimento de vínculos e também temos um eixo do na inclusão socioprodutiva. Em que momento vocês tiveram esse olhar que era preciso também atuar nessa questão de ser inclusão e também empreendedorismo? Eu digo que vem do histórico do NAS. Nasce de um empreendimento. A nossa presidência, a nossa gestão são empreendedores, empresários, né? Então já consta na história do NAS a necessidade, né, de fomentar a inclusão produtiva, né, que nós acreditamos que os programas assistenciais de transferências de renda já estão saturados, né? Nós queremos eh antes era longo prazo, agora curto prazo, eh a economia não vai comportar tantos benefícios. Então nós fomentamos, né, esse protagonismo humano através do empreendedorismo. Sim. Em que momento o NASA então vai até os territórios para fazer essa interface com os empreendedores locais? É, o NASA está no território norte de Campinas, né? Então a nossa atuação é bem abrangente dentro da do nosso contexto, do nosso histórico, né? Eu já estou aqui há algum tempo. Nós fazemos a busca ativa desses empreendedores num primeiro momento. Hoje já estamos numa condição que eles nos buscam, né? E a partir daí surge esse levantamento, acompanhamento. Eu auxilio também em conjunto com as outras a ministrar as primeiras trilhas, né? O ministro, como o professor Dimas mencionou, a trilha semente, a trilha incubação. E a partir daí criamos um vem com acompanhamento com essas empreendedoras, né? desde o início já era dentro desse projeto da FEAC ou foi por conta desse trabalho iniciado que vocês foram convidados também a fazer parte? O Nazi em específico, ele nós chamamos Empreende de Campinas até como um projeto do programa NAS empreendedor, né? Então o NAS já atuava no fomento do empreendedorismo periférico e a partir daí surgiu a oportunidade de ingressar no empreendio de Campinas. Sim, mas temos outras ações também voltadas ao empreendedorismo que correm parceiras ao empreende. Quando vocês chegam ao território, qual como vocês conseguem então para catar esse empreendedor? Eh, eu inclusive no programa Serpre Empreendedor que a gente já mostrou Empreende Campinas, a gente fala da atuação via boca a boca, cartaz na igreja, na associação de bairro, mas quais são então as ferramentas que vocês usam paraa pessoa saber, olha, vai ter um curso disso lá, vamos lá. No nosso caso, o NAS ele já é uma referência, né? Então, as pessoas já conhecem o NAS. Sim, eu dentro da minha atuação como agente local, eu estou muito presente nos territórios. Eu acabo buscando as empreendedoras, né, e uma empreendedora acaba trazendo a outra. É. E como o empreende Campinas ele já está bem robusto, então comentou se empreende Campinas, alguém acompanhada pelo empreende, a própria empreendedora já chega com dois, três. Sim. Então hoje eu digo que nós não temos um processo de mobilização tão atuante, que isso foi iniciado no eh bem há três anos atrás, quando nós entramos no projeto. E essa interface com o CRCA, com que isso para vocês? É bem tranquilo? É bem tranquila, né? O CRCA é o nosso executor, então ele está à frente gerindo, organizando as ações. É importante, né? Mas nós trabalhamos de uma maneira de uma gestão horizontal. Aqui acontece exatamente o quê? dentro desse projeto, dentro desse projeto, a captação, acompanhamento das empreendedoras lá no território. No território. Mas aqui local tem alguma atividade? Temos, temos, nós temos um espaço físico bem privilegiado, né? Então a as empreendedoras deste território elas vêm até o NAS. Agora os bairros um pouquinho mais até o que é curso ou é a mentoria que funciona aqui? as trilhas, as trilhas de empreendedorismo. Nós temos outras parcerias também dentro do CRCA, no qual fazemos formação técnica. Trilha é composta por o quê? A trilha, como o professor explicou, né? É a trilha semente, que é um introdutório, né? Aí é curso de finanças, é coisa desse tipo, né? Na área de gestão, esses cursos chamamos de cursos de gestão, tá? O CCA organiza um cronograma que nós temos aqui, que seria a trilha avançada, né? Hum. Então, a pessoa saiu da trilha incubação, ela foi contemplada. Eh, nós falamos que o projeto ele não dá dinheiro, é um recurso assistido. Ah, aí surgem as trilhas avançadas, né? Gestão de marketing, gestão de negócios, eh planejamento financeiro. Em alguns territórios, nós precisamos retornar até a matemática básica. Então, é organizado pelo C. Já aconteceu então de ter até que inclusive retornar à matemática básica em um território dos Amaris. Eu estou com uma turma em andamento de matemática básica. Sim. Então, mas então o Nas ele primeiro verifica aquela necessidade, não chega com o projeto pronto e fala: "Vocês vão fazer desse jeito". Como você falou: "Olha, nesse caso eu tô tendo que fazer de uma outra forma". Então, é de acordo também com a vivência daquele território. Sim. Que nós somos bem próximo das empreendedoras, né? Conhecemos um pouquinho do seu histórico e a partir daí nós levantamos a demanda delas, né? É um trabalho assim bem individualizado. Sim, nós eu sei o nome de todas, eu conheço todas, já tivemos algum momento. Então, a partir daí a gente consegue montar até um cronograma dentro da realidade específica do grupo. Sim. E como dentro desse projeto você vê essa articulação do NASA, a gente tá aqui inclusive na sede, né? E aqui a gente percebe agora a pouco mesmo passaram algumas crianças que fazem aula de judô. Aqui tem um bazar, tem toda uma estrutura para um serviço de fortalecimento de vínculo e no caso aqui é intergeracional, você já me contou. E aí vocês têm esse braço. Como que é isso para você de pensar? Olha, eu faço parte de um movimento que também eh ajuda com que cada vez mais esse fortalecimento comunitário eh se estabeleça. Eu vou falar até um pouquinho com o meu olhar social, né? Porque não é só empreendedor. Atrás disso existe uma família, existe um companheiro, existe um filho. E o NAS ele acaba sendo a extensão, né, dessa família, desse lar. Então eu vejo que o diferencial do projeto é esse, né? Temos vários outros projetos assim em Campinas, o qual servem de referência, mas o olhar do empreente de Campinas, do CRCA, é como um todo, né? Nós não atendemos a empreendedores no seu contexto, no seu núcleo familiar. Sim. Enquanto eu estou fazendo curso de gestão, o meu filho está numa atividade, meu esposo está numa formação profissionalizante, então nós conseguimos abrir as portas pra família toda. Sim. Olha, e você aí agora vai ver um clipe um pouco dessas atividades, com imagens cedidas pelos nossos entrevistados, justamente para você entender como funciona um pouquinho de cada uma dessas atividades e daqui a pouquinho nós vamos conversar com duas empreendedoras beneficiadas pelo programa. A gente volta daqui a pouquinho. Confira o clipe. Olá, gente. Meu nome é Vanilda Correia. Eu sou empreendedora aqui, professora de costura, tenho aqui essa escolinha costura e arte e faço parte, participo do projeto Empreende Campinas. Fui muito bem acolhida pela equipe, fiz a trilha semente, a trilha incubação. Isso me ajudou muito, muito. Abriu o a minha mente, né, para conseguir escrever o meu plano de negócio. E com muita ajuda da equipe, eu fui contemplada com o Capital Sem. Isso, eu tenho certeza que é uma virada de chave aqui dentro da escola. E com o auxílio, eu comprei essa belezura que é uma máquina de corte que eu vou conseguir cortar mais produções pras minhas alunas a costurar. Então vai melhorar. Eu consigo pegar mais alunas, eu consigo direcionar mais as o meu empreendimento e também o celular que eu comprei para fazer os vídeos, para postar na internet, para fazer a divulgação do meu trabalho. E eu tô muito contente com tudo isso. Foi muito bom e tá sendo muito bom e eu acredito que vai ser ainda porque a gente ainda tá dentro de um de uma estrutura que nos ensina, que nos acolhe. Então eu tenho muito que agradecer a toda essa equipe, a todo mundo que tem contribuído para isso acontecer. E eu sei que tem muitas pessoas querendo chegar nesse nível que a gente tá. Então façam, façam parte. Quando chegar a sua vez, não temam em fazer parte, porque o aprendizado é o mais excelente de todos. Então gente, é isso. Eu agradeço imensamente a todos da Emfrente Campinas. Agradeço a todo mundo e convido todos vocês que tiver assistindo esse vídeo que venham fazer parte com a gente, que venham aprender um pouquinho mais, porque nada mais importante do que saber o que você precisa fazer para você crescer. Olá, me chamo Tais, sou mãe, sou empreendedora, sou fundadora da Gata Mimada Curves, que é uma marca que veste mulheres do 44 ao 52. Você deve estar se perguntando agora, né, o que é curvos e o que é mids? São os três primeiros tamanhos de mulheres maiores que, assim como eu, nem padrão e nemis. Agora em poucos minutos vou mostrar um pouquinho da minha rotina. Primeiro eu comecei mostrando meus filhos a Ty Brian bem rapidinho e agora quando chega a mercadoria para mim. Então, eu tô fazendo a conferência, tô fazendo a separação. Criei essa marca para vestir mulheres com autoestima, conforto e estilo. Hoje faço tudo sozinha do atendimento à criação de conteúdo. Eu sei quanto cada venda faz diferença. Entrei na trilha Semente porque não quero ser mais uma empreendedora por acaso. Quero crescer como uma empreendedora de verdade, com estratégia, com propósito. Se eu ganhar esse investimento, vou usar vou usar os R$ 2.000 para comprar mercadoria e dobrar esse valor com foco e aos poucos com o lucro. Com o lucro eu vou melhorando minha loja, meu conteúdo e minha estrutura. Com esse apoio, eu não só cresço, eu multiplico o impacto da gata mimada. [Música] เฮ [Música] E vocês que viram aí um clipe com algumas das atividades do programa executado pelo CRCA, e também aqui pelo NAS. Nós vamos conversar agora com duas beneficiárias, a Tyes e a Scarlett. Inclusive, elas vão receber o capital semente de R$ 2.000 para alavancar o seu negócio. Tyles, me conta qual que é o sentimento de ter sido contemplada. Tô, já tô sabendo que só está aguardando o depósito. E qual é o planejamento para esse investimento? Primeiro, eu tô muito feliz, né? pela oportunidade que o Empreende de Campinas nos deu, né? Eh, eu vou usar esse recurso para comprar mercadoria, né? E os 2000 eu pretendo fazer quatro e alavancar o meu negócio. Então, conta para quem tá em casa qual é o seu negócio, olhando aqui pra câmera do Junqueira, fala um pouquinho para nós o que você faz, em que momento da sua trajetória você encontra o pessoal do CRCA e do NAS. Primeiro, eu sou empreendedora, vendo roupas pela internet, né? Eh, vendo de um público alvo que é MSI plus size, tá? Eh, eu trabalho sozinha, então eu sou a modelo, eu faço a compra, eu tô sempre ativa na internet. Hoje eu decidi ter uma sala comercial, né? Eu atendo com hora marcada para ter mais flexibilidade nos horários. E assim, eu conheci o Nas, o Crente de Campinas faz uns se meses, a convite da Paola, né? E fez uma grande diferença para mim, assim, não querer mais ser uma empreendedora armadora. Eu quero ser profissional na minha área para crescer e alavancar. Mas quando que a Paola chegou lá no no seu bairro, que bairro você mora? Jardim Campos Elize. E como que ela te encontrou? Assim, ela me encontrou na internet. Na internet. Olha que legal. Aí ela veio toda mansinha, eh, querendo comprar, conhecer do meu trabalho. Primeiro ela comprou, viu o, a minha forma de atender, né, de como eu lidava com a internet e depois ela me fez o convite. Olha que espertinha. A Paola nem contou também que tinha esse modos operand aí para fazer essa essa questão social também. E você, Scarlet, o que é o seu negócio? E quem foi que falou para você, ó, vem também com projeto. Eh, eu sou depiladora, especialista, né, numa técnica humanizada que eh diminui a dor na no processo da depilação, então trazendo uma depilação mais confortável, que o meu contexto, a minha essência é essa, eh aumentar a autoestima da da mulher, diminuir a dor, acolher e tudo mais. E quem me convidou foi a Tes. Assim como a Paola disse, geralmente uma empreendedora traz a outra e a minha irmã me trouxe pro projeto. Quando você começou, você tinha qual tipo de expectativa, Scarlet? Acho que é a mesma da da minha irmã. a gente sempre estamos sempre estudando à procura de melhorar, mas assim o projeto potencializou muito mais criatividade, entender a gestão financeira, eh entender o nosso interior, que isso para mim foi o que mais para mim e a que mais fez diferença. O que mais fez diferença, exatamente, que é a primeira parte da trilha semente, porque a gente, pelo menos eu que trabalho com muitas mulheres, o meu foco é, como eu disse, levantar autoestima e tudo mais, mas às vezes a gente esquece de olhar pra gente e aí fez eu entender que primeiro eu preciso estar bem para cuidar do próximo. Você tá nesse negócio há quanto tempo? 4 anos. 4 anos. Você já tinha separado caixa da CPF, do CNPJ? Não. Aprendeu isso? Aprendi. Tá dando certo. Tá dando super certo. E quando você também soube que vai ser contemplada com Capital Semente, fala para mim qual é o projeto do que você vai fazer com esses R$ 2.000. Primeiro, meu sentimento de muita felicidade, de superação, de ver que alguém está olhando assim pro nosso crescimento, né, com toda empatia. E o que eu vou fazer é, como que eu posso dizer, aumentar meu estoque, porque é muito difícil eu ter estoque de cir, eu sempre tenho que pegar minha irmã para ir pro centro para comprar, porque é assim bem complicado. Então eu vou deixar um estoque bem amplo e também eu quero investir em equipamentos para melhorar ainda mais a minha depilação comento de de pele, porque a tem uma sala dentro da minha casa, eu atendo, porém eu fiz o estúdio em um quarto, então assim é bem separado. E aí eu vou ter esses tratamentos de clareamento de pele que interfere bastante na autoestima das mulheres hoje em dia. E é isso. E olha, a Paola e o Dimas disseram, né, das características, mulheres que muitas vezes precisam se preocupar não só com seus negócios, mas também com o cuidado com suas famílias. No seu caso, inclusive, você acabou de comentar: "Olha, eu tenho um espaço dentro da minha casa. O que é a realidade de milhares de empreendedoras no Brasil? Como que é isso para você? Cuidar do negócio, cuidar da família. Eu não vou romantizar, tá? É bem cansativo, né? Mas ao mesmo tempo é muito gratificante. E foi o motivo de eu escolher sair do CLT e entrar na nessa nessa área, né, de depilação. É trabalhar com os meus filhos ali do lado. Eu tenho dois. Eu tenho a Iara de 9 anos e o Isaac de 5 anos. Mas é muito gratificante. As minhas clientes quando eles não estão falam: "Cadê que eu não tô ouvindo barulho de de desenho?" É muito bom. Sim. E você também tem essa questão dos filhos, desse cuidado com a família? Sim, eu desisti da minha loja de porta aberta, tá? Justamente por causa dos meus filhos, em questão de horário, não ter a rede de apoio. Então, hoje eu tenho a minha sala comercial e eles de sábado ele fica comigo ou se aconteceu alguma coisa, não foi pra escola, eles ficam comigo. E você disse que atende também com horário agendado. Isso te dá uma flexibilidade ótima. Muito bom. Sim. É. E qu como vocês pensam hoje para quem tá em casa, para quem empreende, mas olha, eu não tenho dinheiro para pagar um curso e tudo mais. O que que você diria para essas pessoas que podem ter acesso lá em seus territórios a um projeto como esse que é oferecido pelo CRCA, pelo NAS e as outras instituições envolvidas? Sim, o NAS e o Empren de Campinas, ele é totalmente gratuito, né? Foi um, foi eh dois meses, né, de encontro. Foi maravilhoso. Quando acabou, a gente falou: "Nossa, que pena que acabou, né?" E fez total diferença para mim. Tanto que acabou? É, gente, não acabou não, porque eu já ouvi aqui que tem aí uma mentoria, que tem uma coisa que vai acontecer de especial com elas, então não acabou. Ó, me fala, essa notícia foi agora, hein? É verdade. Eh, a trilha semente incubação, quando acabando de cocô, assim, era um encontro tão gostoso e foi tão diferente assim para mim, porque eu não sabia tirar o meu salário. Eu tirava o meu salário, mas quando a Paola me ensinou a fazer a conta, falava: "Cara, eu não tô me pagando". E isso fez total diferença para mim. E assim, buscar a oportunidade de ir fazer. Hoje você separa certinho o que é seu e o que é da empresa. Esa sim. E tira o seu prolabó. Tira o meu prolabore, certo? E você também separo. Tanto que nessa aula de precificação eu fiquei indignada. E aí foi Você tava precificando para menos ou para mais? Para muito menos. Aí eu percebi que mesmo de casa eu estava pagando para trabalhar. Sim. Então eu fiquei assim, aí depois de um mês eu já coloquei aumento, né? Um reajuste ali pequeno, mas que fez uma diferença para mim. Ai uma clientela, eles podiamar. Isso não. Eu avisei um mês com antecedência, coloquei R$ 5 de acréscimo em algumas áreas e também aumentei minha divulgação para trazer mais cliente, porque eu fiquei indignada na aula de precificação. Falei: "Meu Deus, eu tô trabalhando de graça, tô trabalhando, tô pagando para trabalhar". Então, abre muito a nossa mente, abre muito a nossa visão. E como vocês avaliam atividades de organizações da sociedade civil que vão até pessoas como vocês e outros bairros aqui de Campinas? Como que vocês avaliam essa atuação deles, Tes? Ah, eles abraçaram nós empreendedoras, mãe solo, que não tem apoio e tá dando muita oportunidades pra gente. Eu tô muito feliz. de de z0 a 10 eu daria 1000. E eu não posso deixar de agradecer principalmente a nossa professora, né, palestrante que foi a Paola. Ela é incrível. Ela é incrível. Ela tem assim um carinho, um uma satisfação em ensinar tudo com muito amor e carinho que fez total diferença. Olha, e é isso aí, ação social também no empreendedorismo. E a gente convida para você entrar lá no youtube.com/tvcâmara, vai na playlist mãos Solidárias e você vai conhecer o trabalho de várias organizações sociais que fazem a diferença nos seus territórios em vários segmentos. Mãos Solidárias fica por aqui. Até uma próxima. 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