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Mãos Solidárias | Dona vita: a casa que acolhe crianças há mais de 20 anos
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Mãos Solidárias | Dona vita: a casa que acolhe crianças há mais de 20 anos

581 views Publicado 14/06/2025 HD · 32:29

Descrição do vídeo

🌟 Uma história de amor, resiliência e transformação social que começou no coração de uma mãe — e hoje alimenta a esperança de quase 200 crianças em Campinas. Há mais de duas décadas, Dona Vita, moradora do Jardim Puccamp, decidiu abrir as portas da própria casa para acolher crianças no contraturno escolar. Sem apoio institucional, mas com muita coragem e sensibilidade, ela iniciou esse trabalho com base em um único recurso: a solidariedade. Ao longo dos anos, o que era um gesto individual se tornou um verdadeiro refúgio de cuidado, proteção e dignidade para centenas de famílias da comunidade. O Mãos Solidárias foi até o local para conhecer de perto essa realidade que transforma vidas. No programa de hoje, você vai se emocionar com o cotidiano de um projeto que se mantém com doações e ajuda voluntária, e que agora caminha para sua formalização como Organização da Sociedade Civil, com o objetivo de receber recursos públicos e garantir a continuidade da missão. Além de Dona Vita, outras pessoas abraçaram essa causa. São elas: Adriana Silva, cabeleireira e auxiliar incansável no dia a dia; Fernanda dos Santos, cuidadora dedicada que se voluntariou para organizar a documentação da entidade; Wilson Neto, dentista voluntário que oferece atendimento às crianças; José Mori e Mayra Mori, profissionais que ajudaram na reestruturação física do espaço com projeto arquitetônico e design de interiores; E as protagonistas dessa história: as crianças. Como Thifanny Caroline Silva, de 10 anos, e Amanda de Souza, de 12, que compartilham o que essa casa representa para elas. Esse projeto vai muito além da assistência: ele garante educação complementar, refeições, afeto e acompanhamento emocional, combatendo diretamente a vulnerabilidade social e reafirmando o direito à infância. 💬 Neste episódio, refletimos: Como ações comunitárias podem suprir ausências do poder público? Qual o papel do voluntariado em projetos sociais sustentáveis? Por que a formalização de iniciativas como essa é tão urgente? E como a união de diferentes profissionais e cidadãos pode transformar uma simples casa em um verdadeiro lar de esperança? 🎥 Assista agora ao episódio completo e inspire-se com o exemplo de Dona Vita e sua rede de apoio. Um conteúdo que emociona, informa e valoriza quem faz a diferença na vida do outro — todos os dias, com o que tem. Deixe seu comentário, compartilhe com alguém que valoriza boas histórias e ajude a fortalecer essa corrente do bem. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] [Música] E no Mal Solidários de hoje, a gente vai conhecer o trabalho do Laro na Vita, fundado pela Vita Godói, que há 20 anos abriu as portas da própria casa para receber as crianças aqui da cidade SJ no contraturno escolar. para que os pais pudessem trabalhar e as crianças estarem em condições seguras de existência. Muito obrigada por receber a gente aqui, dona Vita. Obrigada. É um prazer ter vocês aqui. Muito obrigada. E eu queria que você começasse contando a sua história, né? Como é que começou essa iniciativa de receber as crianças? Aí eu nunca tive filhos, né? Eu sempre gostei de criança e aí eu trabalhava, né? Aí fiquei doente, fiquei um tempo parada e aí apareceu, começou a aparecer criança aqui e eu fui acolhendo criança, acolhendo criança e eu ia ser pra igreja também, né? Aí depois por causa das crianças, por causa da saúde também não dava mais para ir. Aí quando foi um dia, meu marido começou a falar: "É porque você vai só dia domingo e dia do domingo você volta à tarde, né?" Aí eu comecei a falar com Deus. Eu falei: "E agora, senhor, como que eu faço? Porque lá começa o culto de manhã e não tem hora para terminar." Aí Deus falou comigo: "E vou te colocar numa posição o dia que você sair fora o dia que você der sepultura". Aí começou a mostrar o rosto das crianças. Aí eu via, passava um dia dois, a criança chegava. E até hoje nós estamos nisso. É que a dona Vita não pode ter filho biologicamente, mas chegaram para ela que ela diz, né? São são crianças que deixaram aqui e não voltaram para pegar. E são 15 filhos. Eu tenho 15 casado, né? Eu tenho três agora, um com 20 anos e outro com oito e uma de de 10 que moram aqui comigo ainda. Já tem até neto, né? Bneto já. Já tenho bisneto. Então acho que a senhora não teve filho. Foi foi providencial, né? Para poder ter, porque hoje são quantas crianças que o lá dona Vita acolhe? Olha, nós estamos com mais, nós estamos com 170 e pouco, mas a gente tem mais porque essa semana agora entrou várias crianças. Hum. Sempre no contraturno, né? Mas tem umas crianças menores que ficam o dia inteiro. Tem. Eu tenho, ten crianças que fica o dia todo, tem uns que não estudam também fica o dia todo, né? 4:15 da manhã eu já começo a recolher criança. E aí tem todo um processo, né? Porque tem umas que vão pra creche, a Mas daqui a pouco a Adriana vai contar pra gente como é que é, né? Ela chega a colocar crianças em ônibus diferentes, né? Tem tem vários crianças que vai para lugar diferente, né? Então os que fica aqui, a gente coloca na van aqui na porta e os que vai para outros lugares, a minha cunhada falta. E como é que é? A senhora já viu crianças eh crescerem, se tornarem adolescentes e acho que até casarem? Como é que é? Eles voltam para te ver? Volta, volta. Eu tenho criança aqui que que eu acabei que eu ajudei criar, né? que ia para casa, eu criei e hoje eles já estão casados, já tem os filhos, que os filhos fica aqui. Nossa, já virou uma outra geração. É, já. E já tem vários bisnetos também. Que legal. E como é que é desde lá atrás? É claro que hoje vocês estão mais organizadas, até tem um outro terreno da senhora também, né, onde as crianças brincam. Aqui é a casa da dona Vita, eles vêm para cá também, né? Mas lá é o lugar de brincar, de fazer atividade. Como é que isso foi se estruturando? tinha auxílio público, tinha doação eh constante, como é que é? Não, eu não tinha não tinha um auxílio assim público, não. Foi assim, pessoas que um falava pro outro, né, para amigo, então eles vinham, trazia doação, um ajudava, outro ajudava. E assim que a gente que conseguiu se manter até hoje e vai se manter aí por por até onde puder, né? É, até onde puder, graças a Deus. Com relação à refeição das crianças, também conta com doação, tudo doação. E as crianças aqui é 8, tem dia que é 8 kg de arroz por dia. E se for macarrão também é oito, nove pacotes de macarrão. E às vezes não dá. Eles tomam o café da manhã, aí tem o almoço, depois tem o café da tarde e alguns até a janta para ir pra casa já alimentado, né? É, tem uns que até a janta. E e para conseguir essa questão do apoio tudo, vocês estão se formalizando com a ajuda da Manoela. que é uma voluntária, né? É a Manu tá nos ajudando e agora vocês já estão com a documentação, tá? Então o Dr. Jonas, teve mais umas outras pessoas também, né? Que graças a Deus ajudou a gente, então nós já estamos com a Aí vai poder de repente conseguir um auxílio do banco de alimentos, aí fica um pouco mais fácil, né? É, pode ser para garantir, né? É verdade. E dona Vita, como é que é a situação da da questão da vulnerabilidade? Há 20 anos atrás era mais difícil aqui na região, hoje é mais tranquilo essa questão de deixar os filhos e abandonálos, né? E deixar para que a senhora cuidasse. Isso acontece ainda hoje? Bom, agora agora não, né? Mas até uns tempos atrás, você vê o menino que abandonar tinha um aninho. A menina tinha 7 meses. Não, a menina tinha um aninho e o menino tinha 7 meses. Eles estão aqui até hoje, né? Tem avó, tem os tios, tem todo mundo, mas eles ficam aqui comigo. Uhum. E tem o outro também, né, que a mãe deixou aqui também, nunca maisãe voltou. Então, é várias crianças. E a E a senhora entendeu também que essa realidade teria que ser eh visitada também as crianças que da região, né? Não só os seus filhos que viraram seus filhos, mas também para que eles ficassem na rua em situação de de se expondo a uns riscos, né? É. É. Então, aí eu me preocupo porque assim, eu tenho as vizinhas aqui e as crianças elas vão trabalhar, então eu fico de olho em tudo, né? Se alguém tá lá no portão, eu já vou olhar para ver se não é alguém que para, né, fazer alguma maldade. Se as crianças estão fazendo alguma coisa errada também, eu já vou onde ele está, faço sentar para dentro, eu trago para cá. Então eu faço um papel como se eu fosse a mãe, porque eu tenho a mãe toda criançada. A senhora tem olhos, então, em toda parte, né? Isso aí eu olho para toda a criançada. E as mães que trabalham hoje, elas contam também com uma família mais estruturada do que já foi lá no passado. Algumas, né? Porque tem muitas mães coitadas que umas só tem só a mãe sozinha, outras tm a mãe, o marido, né? Mas é meio complicado a vida, a situação, né? Difícil. Então as crianças estão seguras ali, é, com supervisão, né? A gente mais cedo conversou com a Fernanda, que é seu braço direito, né? Te chama de mãe também, que a senhora também cuidou dela, né? Cuidei. A Fernanda foi uma delas que Deus mostrou também ela e o filho chegando. Ah, e a senhora abraçou? Aham. E hoje é um braço direito, né? É, hoje é. Então, a gente vai mostrar também um pouquinho eh como é que é a dinâmica das crianças com a Fernanda, uma tia, né? Uma tia Fernanda e com a Adriana, que é sua cunhada que também abraçou a causa, né? Tem, é, tem uma aqui, ó. Ela acabou de chegar aqui, de line. Ela veio com o filho dela, acho que tinha s meses também com problema, né? E o menininho ficava só deitado. E eu tinha medo de ficar assim com ferida, porque pega, né, feridinha, de ficar muito tempo deitado. E aí eu comecei a ungir ele, eu orava para ele, eu colocava ele para ficar de pé, né? Mas ele não. E aí eu fui orando, orando. Aí quando foi um dia eu encostei. Eu tinha um armário aqui. Aí encostei ele na parede e eu vim orando para ele, ungindo e puxando, né? Vem em nome de Jesus, vem, vem. Aí de repente ele começou, aí eu fui afastando, afastando. Eu sentei ali, ele chegou até onde eu tava. Aí eu não falei nada para ela, né? Ela veio buscar à tarde, eu não falei nada. Aí quando ela chegou em casa, ela pôs o menino no sofá deitado e foi pra cozinha. Aí quando ela chegou, o menino, quando ela olhou, o menino tava na cozinha dela tava. Ela ligou para mim, ai Vita, Maurício tá andando, tá andando. E até hoje ele tá com 15 anos, né? É uma bênção. E andou tranquilo. Oxe, nunca mais teve problema. Ai, que bonito. Tranquilo, graças a Deus no tempo dele, né? No tempo. É. Então, legal. Vamos mostrar um pouquinho então como é que é a dinâmica lá onde as crianças brincam e a gente já volta. Adriana Silva é cunhada da dona Vita, ela é cabeleireira, só que ela se dedica semanalmente, diariamente, a ajudar aqui no Lar Dona Vita. Ela vai contar pra gente como é que é essa rotina, né? Olá. Então, todos os dias pela manhã, às 5:40 eu estou na Vita. para pegar mais ou menos umas 10, 11 crianças por essa faixa, levo pro ponto para esperar todos pegarem, cada um pega um ônibus, não é? São ônibus diferente. Aí passo na padaria, pego os pães, dou café pras crianças, dou uma ajudinha ali em casa e retorno pra minha casa para mim fazer o meu trabalho. Adriane, como é que é? Você já sente que esse serviço é essencial pra dona Vita? Você não consegue ficar sem ajudar? já faz parte do seu dia. Como é que é? Então, é assim, é inexplicável, é uma sensação muito boa que a gente sente tá poder ajudar tanto a dona Vita como outras mães que não pode fazer esse serviço e pelas crianças também, porque se a gente não ajudar elas faltam falta aula. Então é muito é muito bom. E também a Vita, a dona Vita, ela precisa muito de várias pessoas para ajudar. São as mãos solidárias aí que fazem o projeto acontecer, né? Isso mesmo, com certeza. Obrigada. De nada. A Fernanda dos Santos é como se fosse uma filha da dona Vita, foi cuidada por ela e hoje se dedica aqui das 6 da manhã às 6 da tarde a cuidar do filhinho dela e dos demais, que são 160 crianças ao todo, né? E aí, Fernanda, esses 3 anos, você já acompanhou a vida de tantas crianças, qual a importância desse trabalho para você? A importância é muita, porque a gente tem essa dedicação todos os dias, são pais que precisam e a gente acolhe as crianças com todo o nosso amor. A gente dedica a nossa vida. Tem crianças que nos chamam de mãe, crianças que obedecem mais a gente do que os próprios pais. Aí todos os dias eles chegam de manhã, vão embora à noite. Então, pra gente é uma dedicação imensa, porque se não fosse os pessoais que ajuda, se não fosse a casa, o lar da a ONG, o que seria dessas crianças? ficariam na rua, passariam o dia inteiro eh na bagunça. Então assim, a gente tem nossa total dedicação todos os dias. Aqui a gente tá vendo mais os pequenininhos, mas tem mais velhos também, né? Os pequenininhos ficam o dia inteiro com a gente e os grandes estão na escola. Então, na parte da tarde, eles chegam da escola, a gente dá o almoço, dá o café da tarde para eles aí e vai criançar o dia inteiro até às 7 horas da noite, 8 horas. Então, e é um desafio criar atividades que nem os pequenininhos, eles já brincam com os brinquedos, um com os uns com os outros e os mais velhos tem que criar alguma atividade, uma proposta. Os mais velhos, a gente dá as cartinhas, jogos, futebol também, que eles amam futebol e interações como pipa pequenininho, a gente corta uns papelzinhos, eles ficam brincando como se fosse numa numa quadra e ficam livremente pela casa toda. A criatividade rola solto muito. E faz e faz falta, tipo, voluntários para trazerem essas atividades, tudo isso? faz bastante. Quando eles venham aqui, as crianças ficam super felizes, abraçam, brincam. Para eles é um dia inesquecível. Todos os dias quando eles vêm, quem pode vi, eles nossa, amam. E hoje uma um presententão, né? A notícia aí da quadra coberta. Vai ser uma grande alegria, porque também vai dar para brincar nos dias de frio, de calor e de chuva, né? De tarde o sol vem igual agora. O sol tá demais e de tarde é pior porque acaba privando ele da liberdade de brincar, acaba só no só na sombra, na sombra e eles ficam mais acolhidos, né? na sombra, mas eles queriam mais se divertir. E essa cobertura pra gente é incrível, porque precisa tanto pra gente tá olhando as crianças como eles mesmo tá se divertindo. E pra gente é incrível isso. É o espírito do mão solidárias. É isso. É para nós é tudo. Deus abençoe todo mundo que ajudou, vocês também por est fazendo a reportagem, tá? Obrigada. Eu que agradeço por tudo. A Tiffany Caroline vem aqui faz 3 anos e ela é uma ajudante informal, claro, né, da Fernanda e ajuda ela com tudo que pode. Como é que é vir para cá? Você gosta? Eu gosto. É, antes eu vinha das 5 e ficava até às 7. Agora eu tô vindo 8, 7 horas e vou pra escola meiodia. E aí, aqui você fez amigos também? Você passa o dia, brinca, estuda um pouco mais. Como é que é? Eu gosto, ó, eu tenho uma menina que eu fico bastante, que é a Manoela. É, eu também fico bastante com a tia Fernanda, brinco com a Maria, com a Safira. É, a gente faz um monte de coisa. E aí, chega em casa, já tá cansadinho, já tá na hora de dormir. Aí eu faço a tarefa de casa e tomo banho, como e vou dormir. E tá sabendo que agora vão fazer uma cobertura aqui para vocês brincarem para até no dia do frio e da chuva. Sim, eu tô muito ansiosa que aí dá pra gente brincar, não vai mais precisar ficar parada. Essa é uma delícia, né? Aham. Obrigada, Tiffany. De nada. A Amanda de Souza vem aqui também no lar Dona Vita e vai contar pra gente como é que é, o que que você faz aqui, se você tem amigos, né? Então, eu amo brincar aqui. Eu sempre brinco aqui nesse brinquedinho com as minhas com as minhas duas amiguinhas. É muito legal e eu amo a tia Vita. Ela trata vocês com muito amor e carinho, né? Já deu para perceber? Sim, ela trata com muito carinho e amor mesmo. E a Fernanda também, né? Sempre cuidando, olhando, não deixa os pequenininhos caírem, subirem em lugar perigoso, mas sempre com muito carinho e amor, né? Isso. Isso mesmo. A gente brinca, a gente chama ela de mãe, né? Mas ela não gosta muito, mas a gente chama mesmo assim. É um jeitinho carinhoso de chamar. Isso, um jeitinho bem carinhoso. Minhas amigas tudo te amam, sabe? É assim mesmo, gente. Então é uma grande família. Isso. Obrigada, Amanda. De nada. Então, a gente viu as crianças, o depoimento da Amanda, da Tiffany, né, que já estão maiorzinhas, que gostam de vir brincar. E e a importância, Vita, das pessoas que podem ajudar, né, aquele casal que agora vai doar uma cobertura, né, a gente vai mostrar também daqui a pouquinho. Você tem muita gente que vem para contribuir, seja para doação de cesta, de brinquedo ou para vir fazer um evento com as crianças. Tem sempre tem, sempre tem as pessoas que vêm para ajudar, é, fica conhecendo, porque tem pessoas que a gente fala, não acredita, né? É, então às vezes eles vêm para ver se é verdade mesmo, mas 4:15 da manhã todo dia, fia, eu tô com a porta aberta recolhendo criança e quando vem conhece e o serviço fica encantada, né? É. Então, e a criançada é uma aqui que ela veio para cá, ela tinha 7 meses, ela tem padrastro e ela chora, porque ela não quer morar com a mãe dela, ela mora bem perto, ela quer morar comigo. E aí todo dia ela vem, ela fica aqui, ela fala assim: "Eu não quero ir pra minha casa, quero morar aqui, eu quero que você seja minha mãe". Ela tá com nove9 ou 10 anos ela tá agora. Ah, é grande, é mole. Agora tem mais essa. Então é. E o dia que eles inventam que eles não quer ir embora. Eu vou dormir aqui. Eu quero. Tem vezes que tenho 10, 15 para dormir. E dorme aí vira festa do pijama, né? Dorme. É. Não, fica todo mundo aí. Dorme todo mundo. E uma dificuldade que vocês tinham era com relação à à quadra ali onde eles ficam que não tinha cobertura, né? É. E agora um casal veio, né? Através da Manuela também. você fez essa ponte, né? E eles vão contar então pra gente como é que foi e conhecer aqui. Se encantaram e daqui a pouco vai ter uma cobertura, né? É. Então, criançada fica no sol, né, o tempo todo. E agora, graças a Deus, a Manu tem. Que bom. Um solzinho é bom, mas demais também não dá. É, não dá. É, então vamos ver como é que foi essa história e a gente volta. José Mora é arquiteto e conheceu aqui a obra do Lar Dona Vita e vai contar pra gente o que tocou no coração dele, como é que ele podia ajudar com aquilo que ele tinha, né, José? Exatamente. É, eu e a Mayara, minha esposa, que é designer de interiores, a gente trabalha na área já faz um bom tempo e a gente teve a essa solidariedade de vir aqui conhecer a creche da dona Vita e a gente ficou muito sensibilizado com a situação das crianças. E como a gente é arquiteto e design de interiores, a gente pensou em ajudar dessa forma. Então, a gente tá pensando em fazer, tá pensando? Não, já pensamos e agora já concluímos a etapa. Vamos fazer uma cobertura aqui para eles, porque aqui bate muito sol, judia das crianças, né? Que a maioria das crianças é bem bem pequenininha, né? Chuva também, né? Além da chuva, o sol judia demais. Então a gente conseguiu uns parceiros, carpinteiro, serralheiro, pedreiro, empreiteiro, vai todo mundo vir fazer uma força tarefa pra gente cobrir esse pedaço para eles terem uma uma vida um pouco melhor aqui, né, com a dona Vita, ajudar ela também nessa parceria. José, para quem tá assistindo, então é, a gente pode sempre doar com aquilo que a gente tem, com o nosso ofício, com o nosso tempo, tem muita forma de ajudar, né? Exatamente. Além dessa forma profissional, a gente também vem pelo menos uma vez por mês trazer roupas, alimentos, brinquedos de de amigos que doaram pra gente. Então, além do profissional, a gente também doa o nosso tempo aqui para eles, para eles ficarem um pouquinho mais felizes, né? Obrigada. Imagina. Obrigado vocês. A Mayar é esposa do José e é design de interiores. Ela vai contar pra gente como é que foi essa convergência de informações para eles chegarem até aqui e vão fazer essa revolução aqui no Lar Dona Vita, né, Mayara? Sim, foi um processo muito bacana, né? Final do ano a gente arrecadou muitas cestas básicas, teve uma colaboração gigante de pessoas de condomínio, eh profissionais que a gente conhece também, amigos. E a gente trouxe bastante coisa para eles, né? Porque as crianças elas acabam energizando, né? Então toda vez que a gente consegue vir a gente vem para ter esse contato, porque é muito importante. Eu acho que às vezes uma pessoa eh que que começa a a erguer esse esse processo de ajuda, já vem um monte atrás, porque muita gente também às vezes não sabe como ajudar. Então, eh, a gente tá se unindo, né, com a Manu também para para tentar dar um um lugar melhor para essas crianças. E como vocês trabalham com arquitetura e design, já sabiam da realidade aqui do bairro, vieram para essa ação e aí despertou essa essa curiosidade de conhecer essa obra do lar da Vita? Não, com certeza. e unimos forças aí, né, arquitetura junto com, como é bem precário aqui, quando chove eles não têm um espaço coberto. Então a gente se uniu aí para est conseguindo fazer essa essa parte, melhorar a arquitetura aqui do local também. Então quando tiver tudo prontinho, a gente vem cobrir também, né? Ah, com certeza. Obrigada. Obrigado a vocês. [Música] De volta pro segundo bloco do mão solidárias de hoje no lar Dona Vita, aqui no Jardim Pucamp, mostrando esse trabalho que há 20 anos a dona Vita abriu as portas da casa dela para receber as crianças no contraturno escolar para que elas estivessem em segurança, alimentadas. Eh, cuidadas, né, dona Vita? Isso. E a gente mostrou no primeiro bloco a a dinâmica das crianças. Tem criança que vai cedinho tem criança que vai à noite, né? Hoje são quantas crianças? Então, repete pra gente que a senhora colhe aqui na sua casa, né? Olha, eu acho que a gente tá com mais de 170 crianças, porque essa semana entrou várias crianças, né, que ainda não tá na lista, mas a gente tem muita criança. Em média são crianças mais novinhas ou elas são as crianças com a partir de 7 anos? É, eu tenho, eu tenho acho que os dois, eu tenho várias crianças assim de de 3 anos, né? 2 anos, ter os pequeninos. É, tem os bebê e depois a gente tem dos 10 até os 13 anos, né? Ah, tem adolescentes também, né? E como é que faz para deixar esse essa turma toda ocupada, com um monte de coisa para fazer? Ah, então a Fernanda que fica lá na correria com eles. Criatividade, né? Aí tem uma doutora que tá vindo também, né? Tá trazendo as filhas. Aí as filhas fica lá, brinca com as criançada. É, é um voluntariado. Voluntariado. Ah, então vocês têm essa abertura para quem tiver interesse, tiver assistindo, eh, de repente estudantes do curso de assistência social, de pedagogia, pode vir conversar com você e de repente fazer essa parceria. Pode, pode. A Manu também sempre traz, né, de terça-feira ela traz, tem a Andressa também vem aqui brincar com a criançada, traz as voluntária. Que legal contação de histórias, né? E agora também vocês têm essa parceria com o dentista, né? Tem. Ele vem, ele leva as crianças. É isso, né? Como a doutora leva, a Manu paga tax, né? Leva as crianças, às vezes é meu marido que leva. Aí leva pro dentista, leva atrás. E aí vocês conseguem eh fazer esse rodízo de todas as crianças? É, vai dois por dia. Ah, que toda quinta-feira vai dois. Ah, que bacana. e ele gentilmente cedeu um vídeo pra gente, a gente vai ver como é que é então essa dinâmica e a gente já volta. Oi, que é uma alegria cuidar dessas crianças. Vem cá, vem cá. Então, a gente tá aqui cuidando de crianças lá da do Lona Vita, né? É uma instituição que já tem há uns 20 anos, tem umas 170, 150, 170 crianças. Eu resolvi de um take para cá eh através de uma amiga chamada Manu, que fez uma postagem no WhatsApp, aquela coisa que acontece assim, que o coração pede e o mundo conspira a favor. Eh, final da passada ela pediu no WhatsApp do grupo da escola para darem para solicitar presente para as crianças, né, essas crianças lindas. E ali eu pensei assim, bom, presente podia ser escopetidente, mas mais que escova de dente podia ser eu atender essas crianças que precisam de cuidados, né, que é uma coisa que que é, eu sou dentista há 32 anos, mais ou menos 33 e sempre eh com essa vontade de eh ser voluntário com criança. Apesar da minha especialização ser implantodontista na na parte de implantes, eu sempre gostei de cuidar de crianças. E então, através dessa postagem, eu acabei chegando na instituição e dessas crianças que têm vulnerabilidade social, a instituição do lado da dona Vita, vocês gostam de lá? É muito bom, né? E aí que acontece? Elas vem aqui todas as quintas-feiras vem vem duas crianças. Eh, já tem uns dois, três vezes, tem umas 13, 15 crianças até agora. O projeto é uma sementinha que tá nascendo. Eh, isso eu fiz, eu tive uma oportunidade, é uma bção, na verdade, de Deus eu poder oportunidade. Eh, há um tempo atrás eu fazia o mesmo na cidade dos meninos. E aí veio a pandemia, a dificuldade de ter um o pai social para poder trazer uma mãe, um pai social, eh, né, a responsabilidade trazer até aqui as crianças e levar de volta. Então, cada um vai doando o que pode para chegar nesse ponto de cuidar, ensinar como escova, a importância que é desde cedo cuidar dos dentes, que a gente quer que ela tenha uns futuro saudável, sorrir feliz e tudo mais. Hoje a gente vai fazer nascer esse dentinho aqui dele, né? E cuidar dos dentinhos dela também. Olha que coisa linda aí. Então é assim, a gente é e a cada quinta-feira vem duas crianças aqui. Ah, a gente pode eh fazer tudo de forma bem lúdica, tranquila. Tem uma caixa aqui. Vou mostrar a caixa que depois que a gente atende as crianças, a repercussão fica muito boa lá, que elas chegam na instituição e contam que levam presentes para casa, né? Aqui tem uma caixa que cada um escolhe que quiser para levar, né? uma motivação para as crianças também poderem ir e vir e gostar. E a gente faz aqui um um espaço leve, com muito amor, né, no coração, com muita alegria, a gente pode fazer com que elas possam sorrir mais. Então, a é o projeto que tá nascendo e eu agradeço a Deus essa bênção de cuidar dessas crianças. Obrigado. Muito legal, né, dona Vita? E de repente até para as crianças terem esse costume de prevenção, de escovar direitinho, ter essa visão, né? Porque na infância que a gente aprende essas coisas, né? Do autocuidado e tudo mais. Aprendo. Verdade. E enquanto a ONG eh não se institucionaliza, que é um processo, né? Já começou e vai dar tudo certo. Vocês contam com doações, então, com essa parceria e também com bazar, né? Queria que você falasse como é que funciona o bazar. Então, o pessoal manda roupas, né? E aí a gente faz o bazar para poder ajudar um pouquinho, porque às vezes tem a água, tem a luz, né? Aí quando passa apertado, porque você vê, não é todos os pais que coopera. Então só o bujão de gás que a gente compra, o preço dele é 300 e 360, só que ele faz pra gente por 330. Legal. E às vezes eu não tenho dinheiro para comprar, então ten que ficar pedindo pros pessoal, né, para ajudar, é, para ajudar a pagar um conta de água, né, para ajudar a pagar. também tem uma senhora, uma moça que paga conta de água pra gente. Ai, que legal. Então, é assim que a gente é essa parceria, né? É. E para doar as roupas, como funciona? É aqui mesmo? Aqui mesmo. Pode trazer aqui. Então, aí a gente faz o bazar, aí o que sobra, aquele que não dá para vender, então a gente tira pr as crianças, né? Dá para alguma pessoa que precisa. E o que que doa? Só roupa ou tem brinquedo, móveis? Não, eles manda brinquedo. Móveis não, manda brinquedo. Colocar, né? Muito grande, né? Não, móvel é assim, quando vem aí a gente tem sempre pessoas que precisa. Ah, tá. Então a gente doa pra pessoa, né? Um fogão, é um armário, uma geladeira. Então pode falar também, pode. Então tudo que vier, bem-vindo. A gente ajuda todo todo mundo. E aí o bazar acontece uma vez por mês. É, o bazar tá fazendo, começou agora, né? Ah, legal. É, esse vai ser o terceiro. Uhum. Então, para poder entrar um dinheirinho que, né, tudo ajuda. Que ajuda, tudo ajuda. E aqui, aqui mesmo na garagem, né? É, a gente coloca na garagem. A gente vai ver umas imagens aí, uns vídeos, né? Mas já tá sendo um sucesso, graças a Deus. Tá legal. E qual que é a expectativa que você tem assim pros próximos anos? Ou você vive um dia cada dia e não tem expectativa? Dona vive um dia de cada vez. É, é porque se a gente ficar pensando nos problemas também a gente não resolve nada, né? Não, não. Aí o jeito deixa tudo nas mãos de Deus, né? Eh, o que o que o que vier, a senhora imaginava 20 anos atrás que ia ter tudo isso nas suas mãos? Não é? É. Então, o pessoal tá doando, né, aquele terreno, aquele espaço pra gente, né? Ah, agora ainda não tá ainda não tá no nome ainda, né? Lá é dona vida para tá. Então, a gente tá esperando o pessoal lá da Mic resolver. Uhum. Uhum. Para poder passar pro nome Larona Vita, que eu falo porque o dia que eu morrer, eu quero que alguém, a Fernanda, a turma tem que levar adiante, né? Continuar. É, para não parar o trabalho. Que legal. E aí o espaço sendo de vocês, dá para ir melhorando e acompanhando o crescimento, né? É. É. Então, às vezes o pessoal fica meio cismado de ajudar porque ele fala, "Vo que a gente vai constrói, faz do jeito que quer e depois eles vêm, eles tomam, né, tira de volta." Então por isso que tá meio parado. Sim, mas vai tá tudo legalizado. É. E aí fica mais fácil para o pessoal abraçar. Fica. Aham. Aí fica mais fácil. E vocês aceitam também doações de cistas? Tudo tudo que vier bem-vindo. F. Tudo que vier bem-vindo, né? Porque assim, eh, mesmo assim alimento, tem muitos pais que às vezes passa dificuldade, às vezes tem pessoa que eu nem conheço, sempre tá na porta pedindo. Então, quando vem pedir, se eu tenho, eu ajudo. Sim. Né? Porque mesmo antes de de de eu ganhar doação, então sempre tinha pessoa na porta pedindo, eu sempre ajudei. Uhum. Então falava, não é agora, porque tem que a gente não vai ajudar, né? Então a gente vai abençoar outra pessoa também que precisa. Tem vez que eu tô dentro de casa e eu tenho vozes que fala comigo, né? Vai lá fora. Eu vou lá fora porque eu eu não sei, mas eu vou lá fora. Aí chega lá, tem uma pessoa, dá uma sexta. Aí eu chamo a pessoa, pergunto, falo: "Você quer uma sexta?" Nossa, a pessoa fica na maior felicidade, mas eu vou porque Deus toca, né, no coração, então eu vou lá. É aquela intuição que, né, é, é. Então, então sempre Deus tem nos ajudado e e vai continuar, né? Vai. A criançada aqui, ele sente uma dor, qualquer coisa que ele sente, ele já vem para mim. Tia, ora, coloca a mão na cabeça deles, faça uma oração, tá repreendida em nome de Jesus. Aí, pronto, dali a pouco eles já estão brincando. Tia já sarou, tá? Que bonitinho. A senhora virou uma referência mesmo de segurança, de cuidado, né? É um lar mesmo, né? É. Então, fala minha vida. Sem as crianças eu não sei se eu sei viver não. Nessa altura já não, né? E nem ela sem a senhora, né? É. É. Então, vocês eu tava conversando com a TIF aqui, né? Falando que a gente tem que fazer o bem, né? Não pode ficar brigando, dando assim um conselho para ela. Eu falei: "Porque quando a gente morrer, né? A gente tem que prestar conta tudo para Deus". Aí ela olhou pra minha cara, quando eu olhei para ela, tava chorando. Falei: "Por que você tá chorando?" "Porque eu tô com medo que você vai morrer." Ah, olha só, tem que prepará-las até para isso, né? É. É. Então, a criançada, nossa, vezes eu assim, eu chamo atenção, corrijo, né? Na hora de dar carinho, eu dou carinho. Se tiver que pô de castigo, eu coloco. Se tiver que dar umas tapinha também na bunda, eu dou, né? Mas a gente, mas limite também é uma questão de amor, né? É. Então, mas eu tenho amor em todos eles. A gente vê tudo meus filhos. É, dona Vita, muito obrigada por receber a gente aqui, compartilhar sua história e inspirar também, né, quem tá assistindo, né, sempre dá para fazer alguma coisa, né? É verdade. Para melhorar o mundão. É, muito obrigada. Precisa, né? Obrigada. E sucesso aí, né, na no terreno, na construção da cobertura. Vai dar tudo certo. Já deu, se Deus quiser. Já deu certo, né? É isso aí. E para você que assistiu esse programa, quiser rever ou compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e buscar por mãos solidárias no Larona Vita. Muito obrigada pela sua companhia e a gente se vê no próximo sábado. [Música] [Aplausos] [Música]
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