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[Música] E no M Solidárias de hoje, a gente vai conhecer o trabalho do Centro Assistencial Vedruna, que funciona há mais de 30 anos aqui no Jardim São Marcos, promovendo assistência básica para crianças de 6 a 14 anos. no contraturno escolar. E para saber sobre essa história, a gente vai conversar com a Joseane Bramclo, que é a diretora daqui há 5 anos já, é psicóloga e é diretora administrativa da entidade e vai contar como tudo nasceu, né, Josiane? Muito obrigada por receber a gente aqui na sede tão bonita, né, tão colorida. Eu que agradeço vocês estarem aqui. Sejam bem-vindos. Colorida por tintas, mas também por crianças, por sorriso, né? Hoje o pessoal tá na atividade de férias que a gente vai saber já já, mas eu queria que você começasse contando do nome, né, que eu fui pesquisar, né, por que que chama Vedruna, de onde veio esse nome? Uhum. Eh, esse nome ele é relacionado às irmãs Carmelitas, que são da congregação das das Carmelitas de Vedruna. Então, a fundadora e a missão, ela tem tudo a ver com Santa Joaquina de Vedruna, que é uma santa, que ela é espanhola, que ela tem uma história de vida maravilhosa, ela sempre foi à frente do tempo dela e ela pediu para que as irmãs que faz que fizessem parte da congregação fossem mundo aa e levassem a missão que elas têm, que é olhar pelas pessoas necessitadas, olhar pelas pessoas que precisam de mais atenção. de saúde. E aí elas chegaram aqui no Brasil, inclusive este e o ano que vem vai completar 200 anos da congregação. Então uma história bem antiga, bem eh incrível, né? Impactando 200 anos só no Brasil ou não? É de congregação de 200 anos desde a Espanha, desde quando Santa Joaquina eh iniciou o trabalho dela como irmã Carmelita. Carmelitas. E e o ano que vem é um ano de bastante eh comemoração, né? Sim. É, a pessoa morre, mas deixa tanta coisa pela frente, né? Tanto legado, né? Uhum. E aqui no São Marcos, como aconteceu? Por que veio para cá? Uhum. Eh, o início é exatamente porque as irmãs Carmelitas elas moravam ali no Santa Mônica e elas perceberam com olhar muito eh de solidariedade e atento que tinha algumas crianças que ficavam na rua e que não tinha onde ficar quando elas não estavam na escola. E essas crianças elas estavam em alto risco. E aí elas pensaram: "A gente tem que fazer alguma coisa." E e nesse sentido elas se mobilizaram e começaram este projeto. Elas primeiro, elas tentaram um lugar eh que emprestado mesmo. Elas pediram paraa paróquia na ocasião do dos do Santa Mônica, um lugar emprestado e elas começaram todo este trabalho com nove crianças eh na época, na ocasião, lá em 1993. E e depois elas foram vendo que era necessário mesmo, que as crianças poderiam ter um lugar que tivessem atividades, que tivesse eh alimentação e principalmente um lugar seguro para elas ficarem. A partir daí, elas foram vendo que precisava de um lugar mais estruturado e elas vieram para cá, pro Jardim Santa, pro Jardim São Marcos, que era um lugar também que necessitava bastante desse trabalho. E elas começaram com muito com muita garra, perseverança e envolveram bem a comunidade também, né? Isso é muito importante. A comunidade, as parcerias, tem tudo a ver com essa história, faz parte dessa história para que a gente pudesse chegar aqui hoje. Então, eh, os desafios foram enormes, mas as conquistas também. E hoje, começando lá com nove, hoje a gente a gente atende 120 crianças de 6 a 14 anos que vivem em estado de vulnerabilidade social e que tem aqui atividades lúdicopedagógicas, oficinas, alimentação e principalmente um lugar que tem pessoas que acolhem, que amam elas e que faz com que a vida delas sejam diferentes. É alimentação, segurança e carinho, né? Não tem como dar errado, né? É verdade. É, a gente conversou com a Renata mais cedo e ela foi uma assistida aqui, né? E hoje é uma professora e a gente queria compartilhar então um pouquinho da história dela. Já volta. A Renata Lopes é educadora aqui do Vedruna, mas a curiosidade é que ela veio para cá criança, foi uma das assistidas e vai falar pra gente dessa experiência. Como é que é? Tá do lado de cá agora, Renata? Olha, bem gratificante e principalmente assim, ah, eu nem sei, eu nem saberia muito como dizer, porque eu nasci aqui, eu fui, sou, moro no bairro, sou moradora, além disso, fui alguém que participou do projeto quando iniciou aqui no São Marcos e hoje eu sou funcionária há mais ou menos 24 anos, estudei e não consegui me desvincular do Vedruno, apesar da minha formação ser em outra área. Eu acredito muito no trabalho das irmãs e assim, sou prova de que ele faz diferença na vida e na comunidade. Então, a educação acabou nascendo, florescendo aí no seu coração pela tua própria experiência aqui dentro. Sim, o trabalho do Bedruna é um trabalho que a gente se apaixona quando a gente vive e também quando a gente vê já adulto. Não tem como não se encantar pela metodologia, pela missão do projeto, que é acreditar que cada pessoa tem a possibilidade de transformar a sua realidade quando é dado oportunidade. Muito legal. E também aquilo que você recebeu agora, você tá colocando à disposição, né? Ah, com certeza. Até porque a nossa região, apesar de ter mudado muito, São Marcos, mudou muito ao longo dos anos, mas ainda é uma região que carece muito as pessoas de oportunidade. Obrigada, Renata. Obrigada a você, Joseane. Então, a gente vê o impacto que tem na vida das pessoas, né, pelo depoimento da Renata, que já é uma adulta, né, mas que passou por aqui e até voltou para cá, né? Sim. Eh, a vulnerabilidade na época que começou o trabalho aqui, ela mudou em relação a hoje em dia? Você acredita? Sim, mudou. Acho que antigamente a vulnerabilidade ela era muito mais aparente. Hoje a gente tá num contexto diferente, mas ela ainda existe. Uhum. Eh, e por isso que ainda é importante esses serviços estarem aqui neste território, porque às vezes é uma questão também eh não de uma vulnerabilidade extrema, mas de uma falta de oportunidade, né? Sim. E é exatamente isso que a gente sempre conversa com as crianças, com as famílias, que elas possam ser protagonistas da própria história, que elas possam ter, possam estar em qualquer lugar que elas acham que elas deveriam estar. Então esse é um trabalho contínuo que a gente faz para que eles possam se apropriar da própria história e entender que eles podem podem fazer diferentes. Sim. E aqui a gente viu que é uma sede grande, né? Muito bonita. ampla sempre foi desse tamanhão ou não foi acontecendo? Não foi acontecendo. Eh, se você perceber, existem os lotes e eles foram conquistando aos poucos porque não é fácil, né? E mas a impressão, eu gosto muito quando as pessoas vêm aqui e comentam: "Parece uma casa de vó", porque é para ser isso mesmo, para que eles possam estar aqui bem e que eles se sintam em casa. Então, eh, esse esse espaço que a gente tá aqui é um espaço que já existia e que ele foi eh ressignificado. O administrativo ele fica na casa da avó, mas eh e tem bastante espaço também de eh externo que as crianças podem brincar, podem correr, podem se divertir. Muitas delas não tm esse espaço em casa e aqui eles conseguem eh aproveitar esse momento. É, isso é muito legal porque é um contraturno escolar, né? Então a escola ela já cumpre o papel dela, né? E quando eles vêm para cá eles precisam ter vontade de vir para cá, né? Então tem esse ar lúdico mesmo, meio e tá escrito no Mouro, somos uma família, né? Tem esse ar mais acolhedor, né? É. E a gente ficou impressionado também que a Sari veio lá da Espanha, né? para para conhecer o projeto aqui e ela deu um depoimento também sobre o que ela percebeu da experiência dela. A gente vai compartilhar e já volta. A Sara é professora na Espanha, numa cidade de 7.000 habitantes do método Vedruno. Ela ela leciona por esse método e veio conhecer aqui nas férias dela o Vedruna São Marcos. Sário, o que que você achou aqui da escola no Brasil também do método Vedruna, né? É sim. de voluntaria la realitora opanal E a vedruna o que te encanta nesse método? O amor é uma linguagem universal. Todo mundo sabe falar essa língua em qualquer país do mundo, né? Sim. Com amor e carinho. Nós entendemos. Obrigada, S. De nada. [Música] [Música] De volta pro segundo bloco. Hoje no Centro Assistencial Vedruna, aqui no Jardim São Marcos. A gente tá conversando com a Jose Bramasco, que é diretora aqui da entidade, e ela vai explicar agora um pouquinho pra gente das atividades que acontecem toda tarde e toda manhã no contrator no escolar das crianças que são assistidas aqui pela entidade, né, Jose? Sim. Que que as crianças fazem aqui? Uhum. Existem duas turmas, tem o período da manhã e o período da tarde. No período da manhã, as crianças elas vêm de casa, elas chegam aqui, elas tomam o café da manhã, elas fazem as atividades eh que são propostas na rotina do da semana. Elas almoçam e elas vão pra escola. Aí depois chega a turma da tarde que almoça, faz as atividades, toma o lanche da tarde e vão embora. Eh, a gente tem várias oficinas. Eh, por exemplo, segunda-feira a gente tem percussão, terça-feira a gente tem dança, quarta a gente tem eh sapateado, quinta é teatro e sexta é música e atividades eh física. Então eles gostam bastante, eles têm oportunidade de ter eh esse contato com a cultura, com com essas atividades culturais que talvez eles não teriam lá fora e faz com que o dia também seja diferente, seja divertido, além de atividades eh pedagógicas mesmo, eh, que a gente trabalha com valores humanos, com história de vida, o que eles trazem de casa, o que a gente pode eh abraçar e contribuir. para que eles possam ir embora de uma forma diferente, uma escultativa, né? Sim. Que legal. Então, é muito voltado pra arte, então, e cultura, né? Você falou que no final do ano tem uma apresentação de teatro. Esse ano eles estão trabalhando o quê? É, todo final de ano a gente faz uma apresentação teatral. Essa apresentação de teatro, ela é muito importante pra gente, porque é o momento do final do ano e que ele que a gente leva as famílias, principalmente as famílias das crianças. O que nós fizemos durante o ano? A gente leva essas oficinas além dos muros do Vedruna. Então, eh, todo ano a gente escolhe um tema. Este ano a gente vai trabalhar com o Pequeno Príncipe, que é um tema que que faz com que vários subtemas a gente já tem trabalhado durante o ano e a gente leva eles ao teatro, então eles têm a oportunidade de se apresentarem mesmo numa num lugar eh de palco e as e a plateia, que é a coisa mais importante para eles, que são as famílias deles. É, a gente até tava entrevistando eles agora que eles estão em atividade de férias, né? Hoje, especificamente, é um dia de encerramento, então tem futebol, vai ter piquenique e aí eles disseram isso. Ah, minha mãe vai viver na televisão. É, foi uma gracinha. Super desenvoltos, né? Claro que o objetivo, como você disse, não é transformar ninguém num ator profissional, mas fazer com que a criança se expresse. Isso é muito importante, né? Para ter uma desenvoltura na própria vida, né? Então, a gente também vai mostrar um pouquinho como é que foi essa entrevista com eles. O futebol tava cerrado lá. Eles adoram futebol, as meninas e os meninos, né? Sim, sim. A gente vai mostrar um pouquinho então e já volta. Wendel, tava rolando aqui atividade de férias, campeonato de futebol, como é que foi? Bom, foi muito divertido essa atividade. Nós fizemos um campeonato de futebol aqui, onde a gente já teve a participação de todas as crianças, campeonato entre eles e um campeão aqui que já levantou a taça. E eles estavam aqui ansiosos, né? disputa cerrada e essa atividade é lúdica, claro, mas eles têm futebol sempre. Como é que você trabalha com os esportes de uma forma mais geral? Claro, o futebol ele é muito presente na nossa cultura do Brasil, né? Então não tem como não acontecer todos os dias. Porém, a gente acrescenta outras atividades mais, né? A gente procura acrescentar também exercícios de calistenia, onde que a gente faz ali treinos entre 4 a 7 minutos. E a para que isso seja uma preparação paraa atividade que a gente vem desenvolver, né? A gente varia entre futebol, que é muito presente, e vôlei também, e a queimada que eles adoram. E aí trabalha então a questão lúdica, mas também uma consciência corporal também não perde essa oportunidade, né? Exatamente. Essa parte ela é, eu posso dizer que é o eixo do nosso trabalho. Aqui a gente começa a trabalhar ali toda a conscientização corporal deles, questão de equilíbrio, coordenação motora e uma preparação mesmo para que a gente quando a gente chegue na quadra, a gente já esteja ali pré-aquecido porque a gente vai fazer, né? Então tudo isso acaba ajudando na formação do cidadão também, do indivíduo, né? Com mais segurança paraa desenvoltura pessoal. O esporte é fundamental, né? Exatamente. Fundamental desde a base até pro resto da vida, né? Uma coisa que a gente busca mostrar para eles que eles podem fazer de uma maneira fácil e divertida, né? Tanto é que muitos aqui já entraram em academia, já começaram com aquela coisa de querer cuidar um pouco mais do corpo e ter uma preparação melhor pra vida. A semente tá plantada. Exatamente. Obrigada. Eu que agradeço, Henrique. Como é que tá as atividades de férias aí? A gente tá vendo a galera animada, acabou de acontecer um jogo, tá curtindo atividade de férias? É muito legal por causa que é uma experiência nova, né, o horário de férias. E como é horário de férias, o Centro Vedruna, ele planeja o melhor para e para nós, né, a criança de 6 a 14 anos. E como é que foi esse jogo aí? Foi muito disputado. Foi, foi o azul contra o verde e foi 5 a 0. Mas o importante é jogar também, tá com os amigos, né? Queimar energia. E agora vamos fazer o quê? Agora nós vamos torcer para que todo mundo ganhe, né? Porque aqui não importa quem ganha ou quem perde, o que importa é se divertir. Uhu! Aí sim, hein, pessoal. Fica essa dica, né, gente? Obrigada. De nada. O Alisson tá jogando aqui defendendo o time amarelo. Vai contar pra gente como é que tá sendo essa experiência do futebol durante as férias, né, Alisson? Ah, tá sendo bom, mas o ruim é as falta que tá acontecendo muito. Tá acontecendo muita falta. É. E aí, já reclamou pro juiz? Sim. E aí, que que o juiz disse? Ah, falou que era para parar de dar carrinho, essas coisas, porque tá machucando bastante gente. Eita, tem que ser um pouco mais pacífico esse futebol, então, né? É, tem que ser, tem que ser mais na técnica do que na violência, né? É. Você já jogou? Ainda não. Meu time tá esperando para jogar ainda, porque não foi ainda. Tá confiante? Aham. Então, boa sorte, Wisson. A gente vai continuar aqui torcendo para vocês. E meninas também jogam aqui, né, gente? A Ana Sofia vai contar pra gente, ela vai entrar agora em time como é que tá sendo a atividade de férias. Ah, tá sendo legal, tá sendo divertido e não importa se você perde ou não. Eu perdi esses dias, mas agora eu acho que eu vou ganhar, hein. Tá cheia de energia. E ontem vocês fizeram um passeio. Conta como é que foi. Ah, foi muito legal. A gente assistiu uma peça e foi legal, sabe? Foi bacana. E daqui a pouco tem o quê? Piquenique. Fiquei sabendo que tem um piquenique esperando, né? É verdade. E vai ser muito legal. Sofia tem que jogar primeiro. Vai queimar energia no jogo, depois come, né? Então, boa sorte, Sofia. Obrigada. Pedro, conta pra gente como é que tá aí o futebol. Tá cirrada essa disputa? Tá animado? Tô muito animada para jogar ainda que a gente vai, que eu tô confiante da gente, que a gente vai conseguir fazer o gol. E é isso, a gente vai conseguir fazer os gols. Vocês treinam juntos já durante a semana? Como é que é? Só de sexta-feira, porque a gente sexta-feira a gente tem e aí nós pode brincar. Aí hoje é disputa mesmo, né? Ah, e aí hoje é o campeonato. Aí todo mundo tá aí, ó, disputando. Então vamos ver o que que vai acontecer. Aí quem ganhar os campeonatos vai ganhar os troféu lá dentro que tá lá dentro. Então tem uma expectativa aí para sair com essa com essa taça na mão? É, tem uma expectativa para conseguir e quem ganhar vai ganhar a taça. Ah, então vamos lá. Vamos ver o que que vai dar, né? Vamos ver, né? Obrigada. Tchau. Tchau. Miguel, conta pra gente como é que tá sendo a sua experiência no futebol. Você já jogou hoje? Sim, eles estavam jogando na escola e do Veduna. Na escola do Veduna. Na escola do Veduna e na escola e do Vreduna. Que bom. E hoje você já jogou ou seu time tá esperando? É. O meu time está chegando do eh um daqui a pouco na escola. Ah, que legal. Mas você tá torcendo para todos seus amigos? É um montão. Ah, jogar com amigo todo mundo ganha, né? Aham. É, mas na escola eu quase peguei a bola. Quase pegou. Aham. E quando eu eu estava chutando assim, mãe, sua mãe vai ver. Então, acho que você vai pegar essa bola agora, né? Aham. E e quando e quando e quando tiver escola, eu vou eu vou jogar futebol. Muito bom. Muito obrigada. Dá um tchau pro tio. Tchau. Tchau, moça. Tchau. E agora a gente tá aqui onde vai ser o piquenique. Teve produção. O pessoal buscou aqui a cadeirinha pra gente sentar. Aqui tá funcionando muito bem, né, Marcos? E o Marcos, eu ouvi dizer que ele é um dos melhores jogadores do futebol. Olha a responsa, né, Marcos? fala pra gente como é que foi seu jogo. E agora a gente tá aqui na expectativa do piquenique, né? É, meu jogo foi muito bom. Fiz um gol e meu amigo também fez dois e foi isso. Aí nós começou lá a jogar, ficou todo mundo de boa, mas também um pouco nervoso, né? Ah, sempre dá um friozinho na barriga, não dá? Sim. Ainda mais quando os outros ficar quebrando um, outro dá um frio na barriga e um gelo ainda por cima dói bastante. Vixe, eu ouvi dizer que tava meio acirrado ali, que tinha tava rolando uns carrinhos. É isso mesmo. Sim. É. E aqui no Vedruna, o que que você gosta de fazer além do futebol, que eu sei que você já é um talento aí, né? Eu gosto de brincar no parque, brincar lá na quadra de queimada. Fez muitos amigos aqui no Vedruna? Sim, desde o ano que eu entrei. Faz tempo que você entrou? Faz. Quantos anos? Quatro. Quatro anos é bastante tempo. Já dá para conhecer todo mundo, né? Então tá bom. Agora vamos esperar esse piquenique. Vamos. Já queimou energia. Agora é hora de repor, né? Sim. A mesa tá bonita, né? Imagina a hora que tiver comida vai ficar mais legal, né? Vai. Com certeza. Obrigada, Marquinho. Que nada. O Enzo também estava no futebol, agora já tá na hora da pausa, né, Enzo, conta pra gente como é que tá essa experiência aí das férias, do futebol. Não, futebol tá lá difícil lá, porque é difícil é para fazer gol, fácil para tomar gol, mas as férias tá melhor ainda. Agora, agora que eu lembrei, daqui a daqui essa semana a gente vai ter que voltar pra escola aí voltar pra escola, mas depois vem para cá. É, é um menino que é para fazer para relaxar, né? E o que que você gosta de fazer quando você vem aqui pro Vruna? Gosto de brincar, conversar. Meus amigos fica tudo na manhã. Agora sou o único da tarde com o meu outro amigo. Ah, então o pessoal reveza aí nos turnos, né? Mas aí você faz novos amigos, né? É, também fico fazendo atividade, dormindo um pouquinho, né? Que ninguém de ferro. Aí só. Só isso mesmo. E daqui a pouco tem piquenique. Tá ansioso? Tô. Eu também tô ansioso para surpresa que prometeram para nós. É, não sabe, não faz nem ideia. Hum, hum. A única coisa que falaram é grande para nós. Então vamos descobrir, vamos assuntar que que é essa surpresa, né? É. Obrigada. Tá. De nada. E das oficinas que acontecem hoje, vocês conseguem e dar conta de manter os oficineiros? É, todos são funcionários, é voluntariado. Como funciona essa parte mais estrutural da entidade? Josiane, a gente tem o as pessoas que são os funcionários contratados e tem os oficineiros que são me e tem a parte dos voluntariados que faz toda a diferença no nosso trabalho, né? O nosso trabalho ele é sustentado pela solidariedade. Então este trabalho voluntário ele é muito importante para nós. Em termos de recursos, vocês têm algum repasse ou não? É tudo doação? A gente tem repasse, a gente tem uma parceria com a prefeitura, a gente tem a mantenedora, que que é a congregação e também eh ajudas de voluntários, de parceiros que são esporádicos. Quando as pessoas tiverem eh interesse, por exemplo, de vir aplicar uma oficina de pintura, de desenho, qualquer que seja, elas podem entrar em contato. Então, existe essa abertura. Existe essa abertura ou estagiário, né, que queira já aplicar uma uma oficina. É possível, né? Sim, é possível. E a gente falou então também sobre a oficina de música, né, que ela era voluntária e se tornou uma oficineira, né? É, então é um é uma história de sucesso, né? Sim, com certeza. Que pode virar também eh pode incentivar outras pessoas que estão assistindo e gostariam de vir dar essa mãozinha solidária, né? Vamos ver como é que acontece essa oficina e a gente já volta. E a Clara é oficineira de música. A gente estava acompanhando aqui. Já já vocês vão ver a imagem. Eles ficam hipnotizados quando a Clara tá dando aula, tá dando os comandos musicais. Como é que funciona as oficinas de música, Clara? é para estimular no primeiro momento. Então, as oficinas de música elas dependem muito da faixa etária e do da turma que eu tenho aqui. Nas turmas mais velhas, geralmente eu gosto de explorar muito mais os ritmos brasileiros, porque a gente pode trazer instrumentos, a gente pode trazer o canto coral, a gente pode trazer percussão corporal ou até dos instrumentos que tem aqui. E as turmas mais novas, eu foco um pouquinho mais na musicalização, que é mais um uma atividade voltada pro brincar, pra coisa, pra questão lúdica, né? Pra questão deles fazerem música enquanto eles estão brincando. Isso é muito importante pros mais novos, assim, mas geralmente organizo dessa forma. tem a turma mais velha que é a turma do união. Eu tô tentando fazer um projeto que envolve rap, já que por serem, né, a maior parte das crianças são da comunidade aqui, eles estão mais contatos com a realidade deles, né, o rap, o funk tem muito mais contato do que com que eles consomem. E aí eu tô tentando fazer um projeto, vai ser até uma pesquisa minha que eu tô fazendo pela Unicamp, se tudo der certo e geralmente eu trabalho assim. Então, tem muito a ver com o universo que eles estão habitando naquele momento, né? E qual é a receptividade deles para as oficinas de música? Então, no comecinho, como sempre, como todo mundo, eu tive algumas dificuldades, fui entendendo cada turma, cada questão, quais crianças precisam de uma atenção maior, quais crianças precisam ser mais estimuladas, quais crianças que às vezes eu preciso deixar mais quieta para ela vi e se interessar pela atividade. Mas no geral eles são muito receptivos, eles são muito animados, eles pedem as coisas. É até um pouquinho engraçada, tipo, dona, vamos fazer isso daqui hoje? E gente, tô com uma atividade planejada hoje. Vamos, podemos fazer isso depois? Podemos. Eles são muito interessados nos instrumentos, tipo, eles são muito musicais, são crianças muito muito muito receptivas, muito engajadas. E na sua vivência, né, como musicista, qual o impacto que a música tem desde a infância nessa primeira fase, depois também seguindo em frente, qual o impacto da música na vida das pessoas? Nossa, isso é uma boa pergunta. Assim, falando um pouco da minha experiência, a música me ajudou muito, porque eu também vim das casinhas, né, da Vila Esperança, que que é uma comunidade dentro do São Marcos. Eu fiz parte também de uma ONG, que foi o grupo Primavera, e lá a gente tinha aulas de coral e eu lembro que eu, se eu pudesse, eu matava todas as aulas possíveis para est no coral. Eu lembro que eu chegava, eu cantava, eu saía da aula, continuava cantando, chegava em casa, cantava, cantava, cantava. E foi por causa dessa experiência, né? Porque como uma criança de como uma criança que veio de uma periferia, né, que antigamente era um pouquinho mais complicada a situação financeira e tudo mais, ter um espaço em que eu pudesse ter essa prática foi muito importante, porque hoje em dia eu faço música na Unicamp, eu faço canto lírico na Unicamp e tudo foi por causa por causa dessa experiência, por causa desse contato, dessa vivência. Então é é muito importante o fazer musical dentro da sala de aula. Ele é muito importante pro desenvolvimento, não só da comunicação, não só intelectual, mas sentimental também, sabe? A gente vê que tem muitas crianças aqui no Vedruna que tem um pouquinho de dificuldade, são um pouquinho mais complicadas, são crianças que a gente tem que ter um cuidado maior, mas comigo elas, tipo, consigo muito controlar, consigo muito, não controlar, mas tipo, consigo muito conter, receber e abraçar, né? Acho que a música abraça muito. Fazer musical por ele ser tão amplo, ele abraça muito a própria as próprias experiências das crianças. Então, muda muito assim. A música conecta demais, conecta muito. Assim, elas estão até mais juntas, mais unidas. Você vê que as crianças são tipo, vamos lá, é nossa turma, nossa turma, vamos fazer. E elas, tipo, eu lembro que eu peguei todas as turmas de um jeito e hoje em dia, para mim, elas evoluíram muito e muito rápido, só fazendo música. Só fazendo música. Obrigado, Clara. Obrigada. Ela só quer só pensa em namorar. Ela só quer, só pensa em namorar. De manhã cedada, só vive suspirando. Josiane, então é muito importante essa essa união de mãos, de esforços, de mãos solidárias, né? eh, precisa ter essa questão administrativa. A gente fala com bastante entidades, eh, o funcionário que trabalha exclusivamente ou que presta um serviço, ele tá lá e você pode contar com ele. É importante até isso, né? Porque às vezes as pessoas assistem e acham que todo mundo deveria ser voluntário numa entidade e não dá, né? Porque são muitas crianças e você conta com esse serviço todos os dias, né? Mas os voluntários que estiverem aí assistindo e quiserem entrar em contato, quais são as redes de contato de vocês? Pode nos procurar através do nosso Instagram que é centro. Vedruna, o nosso site que é vedruna.org.br e também se quiser vir aqui ao vivo eh pessoalmente eh será muito bem-vindo para conhecer, né? Sim. É só entrar em contato, né? É. E o teatro, vocês têm atividades eh também, tipo festas, alguma alguma coisa aberta ao público? Eh, a gente tem algumas ações que elas são pontuais, que está no nosso calendário anual, como, por exemplo, eh, o leitura no parque. É um dia que a gente faz, é ali no parque, a gente abre pra comunidade, a gente faz é essa parte literária, a gente enfeita o par com tema, como esse ano o tema que a gente tá trabalhando, como já disse, foi o Pequeno Príncipe, então a gente faz toda a ornamentação com Pequeno Príncipe e todos os livros que a gente recebe de doação, a gente recebe vários livros de doação, a gente deixa exposto nesse dia. E as pessoas que quiserem eh visitar essa eh essa ação, ela pode vir ler inclusive levar esses livros para casa. Então, a gente faz um dia bastante festivo, com muito carinho. Eh, a gente coloca música, a gente oferece pipoca e as crianças, as famílias vêm, qualquer pessoa que quiser vir conhecer esse dia, eh, as portas estão abertas, vamos ser bem-vindos, né? Sim. Então é só seguir o Instagram e ficar atento que dá para participar, né? Sim. E para tudo isso funcionar, né? Toda esse ciclo de voluntariado, de pessoas de mãos e corações solidários, como você disse, o que que a pessoa pode fazer? De repente, ela não tem tempo para vir, ela não tem eh uma habilidade que ela sinta que seja interessante, mas ela pode doar de outras formas, né? Sim, com certeza. As doações elas são muito bem-vindas. Eh, quem tiver roupas, calçados, móveis, eh, utensílios de casa, pode fazer a doação pro nosso bazar solidário. E e toda a renda, ela é revertida para as atividades aqui, eh, do Centro Vedruna. Eh, também pode fazer doação em dinheiro para ajudar nas nos custeios que são fixos, como água, luz, gás. Eh, e uma coisa que é muito valiosa é também doar o seu tempo. Então, se você quer ser um voluntário, eh, desde ajudar nas atividades, eh, com as crianças ou até em ações, em eventos, no próprio bazar também é muito bem-vindo. E se de repente você não consegue fazer uma doação material, mas se você pode doar eh só eh divulgando nas redes sociais, né? Sim, porque isso nos traz visibilidade, eh, potenciais, parceiros, colaboradores, e isso tudo ajuda na nossa missão. E o bazar funciona como? Ele é aqui ou ele é itinerante? O bazar ele é aqui, mas ele é pontual. Então, sempre que a gente tem um um volume bom de produtos que a gente pode fazer o um o bazar, a gente abre a edição, a gente divulga nas redes sociais também e ele acontece dessa forma. Legal. Então, tem muita gente que assiste, adora bazar, né? Então, fica atento nas redes que logo mais deve ter um bazar por aí, né? Sim, com certeza. Josene, muito obrigada por receber a gente, compartilhar essa história de sucesso, né, e vida longa pro Vedruna. Ah, eu que agradeço a oportunidade de vocês estarem aqui. Queria deixar o meu convite. Eh, como a gente conversou, esse trabalho ele tem muito a ver com solidariedade. Ele é feito eh por várias mãos e por vários corações. Então, quem tiver interesse em nos conhecer, em nos visitar, em se envolver e e ajudar a transformar vida, será muito bem-vindo aqui. E para você que viu esse programa, quiser rever ou compartilhar, é só buscar no YouTube da TV Câmara Campinas, na Lupa de Busca por Mãos Solidárias, Centro Assistencial Vedruna. Muito obrigada pela sua companhia e a gente volta no sábado que vem. [Música] [Música] เ