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[música] [música] Olá, pessoal. Mão solidária de hoje está no Centro Social Bertone, [música] que fica no Jardim Nova Europa em Campinas. Foi fundado em 1965. E pra gente entender qual é a função e esse trabalho e como ele começou, nós vamos conversar agora com Paulo Marcos de Anoni, que é o diretor aqui da organização. Paulo, conta para nós e qual é o contexto em que o Bertone surge aqui no Nova Europa. OK? Então, como você bem disse, em 1965, através da nossa paróquia de da Santa Cruz, né, eh, instituíram o braço direito ou o braço social da igreja na época, né, e inauguraram o Centro Social Bertun, né, eh, é, primeiro para quem não entende, a gente tem aqui, depois vocês vão ver em casa a gente tem o patrono que é São Gaspar Bertone, que você vai me explicar quem é São Gaspar Bertone e e também o patrono do Centro Social que é Valderm Valdemar Bertoli. Isso que são nomes até bem próximos, né, Paulo? Quem são essas figuras dentro desse contexto? Centro Social Bertone é por causa do nosso santo São Gaspar Bertone. E ele é conhecido por alguma causa específica? Sim. E ele virou santo por causa de dois milagres realizados aqui no Brasil. Ele é um padre italiano eh de Verona, né? E na época dele, eh, Verona participava ou tinha muita guerra e e o equilíbrio entre as famílias era muito grande. Ou pobre demais ou rico demais, não tinha meio termo. E ele acolhia as famílias e acolhia as crianças também que não tinham condição na época, né, de se sustentar, de estudar, de morar, de tudo. Sim. Então era uma obra que São Gaspar Bertoni fazia na época. Então essa é a homenagem que nós que foi feito há 60 anos atrás, né, ao Centro Social, dando o nome de Centro Social Bertol. E quem foi Valdemar Bertoli? Valdemar Bertoli, ele é um dos fundadores do Centro Social Bertone até pouco tempo atrás ele era um dos nossos voluntários, né, ativos, né, trabalhou muitos anos aqui, né, trabalhou muitos anos aqui. Então ele tinha dois lares, o lar dele, da casa dele, da família dele e o centro social. Então hoje o centro social é o que é por causa dele. Então nada mais justo do que essa homenagem que o centro social prestou ao seu Valdemar, né? E você chega aqui quando? Bom, eu particularmente eu tô aqui desde março de 2010, vamos dizer assim, né? Tá. Você chegou fazendo o que aqui? Não, eu cheguei como um colaborador, né? Através de convites de amigo. Ol, vamos lá no centro jalinha. tinha assado, tá? E aquilo entrou no sangue da gente até hoje a gente tá aqui trabalhando com o Centro Social, né, fazendo as nossas promoções, né? O que que o Bertone faz? Então, o Bertone, essencialmente ele tem dois programas. O programa que nós falamos, programa família, onde a gente acolhe e, entre aspas cuida de mais de 100 famílias aqui da nossa região, OK? E o segundo segundo programa é a criança e adolescência, né, que são em média 60 65 crianças que todo dia estão aqui com a gente, né? Depois mais tarde a Cláudia pode falar contratar no contraturno escolar. E por que pensar nessas duas vertentes [música] na família e depois na criança? Como que funciona isso? Então, a família, primeiramente, há muitos anos, né, [música] a gente ajuda na na cesta básica, na começou por aí, né? Cesta básica para quem não tem o que comer. Nós temos uma sala ali aonde fica os nossos alimentos que a gente recebe por doação, né? E tem o nome da dona Dirce. Por quê? Porque [música] desde o começo se fazia pão para vender e com dinheiro arrecadava para comprar alimento para as famílias pobre aqui da nossa região. Ainda faz o pão ou não? Não, mas porque não precisa. A gente recebe muita doação. Graças a Deus a comunidade abraça mesmo o centro social menos porque 60 anos não é 6 meses, né? Hoje vocês são cofinanciados pela prefeitura ou não? parte sim pelo programa das crianças, né? Certo? É programa família e específico das crianças, né? Sim. Então as famílias a gente não ajuda só com alimentação, a gente faz [música] uma visitação, né? Vê as necessidades de cada família, né? Orienta cada um naquilo que a gente pode orientar, ajuda naquilo que a gente pode ajudar, né? Por exemplo, eh, por exemplo, ele às vezes não sabe que pode tirar um documento com tanta facilidade e eles pensam que é um bicho de sete cabeças. Então, exato. É para pegar um remédio, é para ter uma consulta, né? É um problema familiar, né? Que a gente se puder resolver. Exatamente. Então, a gente faz esse trabalho com todas essas famílias o ano todo, né? Essas famílias elas chegam aqui o quê? por indicação, como que é? Não, normalmente na dificuldade, né? Batem aí na porta, a gente tem um cronograma que a gente segue que tem que tá morando na região, né? A gente faz uma visita para realmente ver a real necessidade, né? [música] Muitas vezes a necessidade eh é é só por um período. É aquele período que o pai ou a mãe perdeu emprego, dificuldade, né? Ou às vezes não. Tem muita gente que aqui há muitos anos recebe a a orientação, recebe a cista, né? E tudo aquilo que a gente faz para as pras famílias aqui no centro social. E isso acompanhado de perto, né? Sim, sim. Nós temos a ação, nós temos a assistente social. Hoje nós temos uma auxiliar que auxilia as a a Márcia, que é a [música] nossa assistente social. Nós temos o diretor e a diretora do da dessa diretoria, né, que faz um planejamento mensal, anual de visitação a todas essas famílias. Sim. Antigamente a gente entregava a cesta todo final do mês, chegava aqui, tocava a campainha, pegava a cesta embora. Hoje não é assim. Hoje eles têm que vir aqui num dia já determinado nesse salão, [música] reunimos todos eles aqui, damos uma palestra, né? Chamamos alguém para fazer essa palestra, um médico, um dentista, um colaborador, um voluntário. Então eles vêm, passam informações para eles, né? Sim. Eh, a gente passa as nossas informações também para ele e aí recebe a cesta e vão embora, né? Então, esse é o trabalho que a gente faz aqui há muitos anos. Paulo, você comentou que hoje a comunidade ela faz de toda forma essa participação doando. [música] Além dessas doações, vocês fazem ações pontuais, como algum tipo de festa, algum tipo de bingo, algum tipo de de ação efetivamente para que a população, cada vez mais a comunidade esteja integrada com Bertônio. Exatamente. Por quê? Eh, você falou da prefeitura, a gente tem um cofinanciamento [música] que ela consegue a a parte que ela nos dá a a manter parte do centro social. Hoje nós temos sete colaboradoras efetivas, né? O regime de CLT, é 13º, é férias, é tudo aquilo que rege o a CLT, né? Então nós precisamos fazer alguma coisa mais para poder, né, manter o centro social. Então a gente tem quatro promoções de pizza no ano, né? Acabamos de ter uma agora sexta-feira passada vendemos 400 pizzas. É bom. É bom isso? É, nós já vendemos 1000, mas hoje é ótimo. É outra realidade, né? Então é um número muito bom. Nós temos um jantar festivo sempre em agosto, nós temos uma feijoada em maio, né? Nós temos bazar que a gente faz aqui [música] pra coletividade realmente, porque é um preço quase que simbólico. Esse bazar é fixo ou ele é de vez em quando? Não é de vez em quando, né? A, ultimamente a gente tem feito uma vez por mês, porque a doação de roupa [música] eh primeiro a gente passa pras famílias e o que sobra a gente faz no bazar, né? [música] Tá? Eh, e temos também a campanha de Natal que a gente faz, né? Porque no final do ano a gente também dá uma cesta especial para todas as famílias que a gente acolhe durante o ano todo também. OK. Paulo? E hoje como que é a sua rotina à frente de um projeto um trabalho tão sério [música] com o Bertô? Então, a minha rotina é dividida, é a minha casa, né? Meus afazeres e aqui o centro social. Você já é aposentado? Já sou aposentado, sim, né? E e a gente, o tempo que pode, né? A gente tá sempre aqui ajudando, vendo, eh, orientando ou recebendo informações, né? para ver, para ajudar, para melhorar o centro social, né, para que a gente possa acolher melhor as crianças e acolher melhor a a as famílias que a gente acolhe o ano todo, né? E esse ano é um ano de festa, né? 60 anos de trabalho aqui na comunidade. 60 anos de trabalho aqui na comunidade. Não é fácil, né? Eh, a gente ficou muito [música] contente dia 15 de maio, que foi o dia realmente eh, do aniversário do centro social, né? Então, muito contente. Muitas pessoas que já passaram por aqui, deixaram o seu suor aqui dentro, né? [música] Eh, hoje nós temos essa edificação de 2020 para cá. Antes era onde? De 2000 para cá. Ah, não era aqui, era terreno, era um cantinho ali fora, né? Então a própria comunidade foi construindo, olha, eh foi ajudando, foi ajudando, né? Através de de doações, através de ajudas braçal, tudo, né? Eh, mas especificamente a nossa diretoria, né? Nossa, não atual, mas as diretorias que passam aqui durante nos últimos anos, né? ajudando aí a erguer o centro social, a manter esse centro social que é muito importante aqui pro bairro. E para você, o que significa estar nesse momento [música] nessa função tão importante que é à frente desse trabalho que tem aí esse selo de 60 anos? É, e para mim é muito gratificante e eu gosto muito de vir aqui, de participar, de visitar o centro social, principalmente durante a semana que a garotada tá aqui. A gente vê a felicidade deles, a gente faz de tudo para fazer uma festinha, [música] para fazer um um um final de ano, né? presentear com eles com presente na na verdade é mais uma lembrança do que um presente, né? Mas às vezes são só esse presente que eles vão ter também, né? [risadas] Então, mas a gente fica muito contente com esse trabalho que a gente realiza e com as famílias também, afinal de contas, né? Às vezes estão aí numa dificuldade muito grande e a gente tá aqui é para ajudar. É esse o nosso trabalho e é essa a nossa alegria de ver eles contentes em receber alguma coisa. [música] Tá certo o centro Bertone tem inclusive site que você já deve ter visto [música] aí o endereço, tem rede social. A gente vai para um breve intervalo e já já nós vamos mostrar algumas das atividades aqui do Centro Bertone e conversar ainda para saber como funciona tudo aqui, como é cada atividade, a organização e tudo mais. Não [música] saia daí que o mão solidárias volta já já. [música] E neste segundo bloco a gente vai mostrar um pouco do que acontece aqui no Centro Bertone. Eu estou em uma oficina de violão que faz parte da oficina de música aqui da instituição e nós vamos conversar. Samuel, me fala um pouquinho desde quando você toca violão? Ah, desde 2023 que eu entrei aqui. Curte, já sabia tocar ou tá aprendendo aqui? Tô aprendendo aqui. E gosta? Gosto. Tá certo. Então, daqui a pouquinho seu nome, qual é? Mateus. Mateus, conta pra gente desde quando você faz oficina de violão, o que que você mais gosta dessa dessa oficina? Eu faço desde desde o começo do ano e o que eu mais gosto é é aprender, né, que é ah, não é difícil, mas também não é fácil, né? Já tá sabendo tirar alguma música? Ainda não? Sim. Então, daqui a pouco você vai mostrar pra gente. E você, como é seu nome? Guilherme. Guilherme. Você também entrou esse ano ou já faz tempo que tá aqui no na oficina violão? A oficina de Veron. Tô com ele desde 2023, mas no Bertô tô aqui desde 2019 já. Então você já fez um monte de oficina aqui. Essa não é a primeira. É, não é primeira. Eu acho que eu já fiz umas mais de 10 já, um monte. Atualmente você faz quais oficinas? Violão, eh, costura, dança e judô. As crianças são as responsáveis [música] pelo cuidado com os instrumentos e guardam tudo direitinho para cada aula. Além do violão, o teclado também é um atrativo para a atividade musical. A gente trabalha de duas formas, né? um pouco com musicalização infantil, que é para as turmas um pouco menores. Aí depois de uma idade a gente já trabalha os instrumentos que aí pode ser o teclado, o violão e pode ser também flauta doce ou percussão. Normalmente a gente vai por aí, vai tentando trabalhar alguns repertórios, questões fundamentais da música, como ritmo e percepção. Sim. Pou e qual que é o objetivo quando a gente pensa em uma oficina de música com o trabalho do centro? Ah, sim. É, o, acho que o objetivo central aqui é dar oportunidade pr as crianças, né? Muitas delas não tem instrumento em casa, então aqui é o momento que elas podem ter o contato com a música e com o instrumento musical mesmo. Que que você mais gosta de fazer? Por que você gosta desse instrumento? Me explica. Eu gosto da música por causa que é muito boa, é uma uma atividade em coletivo e a gente aprende mais coisas como Flá. Tá violão, teclado, essas coisas. Desses três instrumentos, qual você mais gosta? O teclado. Ah, é? O que que você já aprendeu aqui no teclado? Eu aprendi a asa branca e um monte de outras músicas novas. Tô desde 2024. O que eu mais gosto é tocar teclado. E por que que você se interessou, dentre todas as atividades também se interessou pela música? É bem legal e se interage com as pessoas. Tem várias músicas diferentes, novas, que dá para aprender no teclado. Cheguei, eu não fazia ainda por causa que a educadora Bia, ela só me colocou no meio do Bertone que eu já tava. E aí, como que foi para você? Você foi convidado, você pediu para fazer aula de música? Como que você veio parar nessa sala? Me conta. Eu tinha pedido para fazer aula de música. Ela falou que ia ver o que que ia dar para fazer. Aí passou um tempinho e eu consegui entrar. E como que é para você estar aqui toda semana fazendo essa aula? É muito legal por causa que eu adoro música, escuto quase todos os dias. [música] [música] [música] Reto [música] audiovisual e tecnologia. O foco aqui é a criação, [música] onde a imaginação se une à informática nesta oficina. Que que você já criou de legal no Canva? Por enquanto foi só da festa junina e a gente tá criando do Halloween agora. Muito divertido. Sim. E você também tá criando aí junto com a sua amiga uma arte agora do Halloween. Me conta um pouquinho sobre essa criação. A gente tá cont a gente tá fazendo essa arte porque é bem divertido e aí começa, a gente se mexe e aí a gente já sabe e tipo fazer essas coisas. E você imaginou um dia que você ia aprender a fazer tanta coisa legal aqui na aula de cultura digital? Não. Aí agora eu tô aprendendo muitas coisas aqui. Davi, onde essa história vai parar, hein? Me conta. Muito longe. Muito longe. Mas ela vai ficar uma história divertida ou uma história assustadora? Mais ou menos. Ah, é. Tem muitas ideias aí na sua cabeça para passar aqui pro computador? Sim. Dá para contar uma dessas ideias pra gente aqui? Vou esconder. Você vai esconder? Ah, e você, como que foi para você mexer com todos esses programas? Você já sabia fazer isso antes ou é tudo novidade? Novidade. Tá gostando? Sim. Que que vocês pensaram que eu vi que vocês estão conversando aí? Que que vocês estão imaginando? Ah, fazer um castelo de bruxas, um fantasma, uma coisa bem assombrante de Halloween. Ah, é? E tá sendo divertido montar, criar cada um desses personagens? Sim, muito. Você gosta da aula de tecnologia? Sim. E o que que você mais pensa em criar depois que passar o Halloween? O de Natal. O de Natal você já tem alguma ideia ou ainda vai pensar? Ah, acho que eu ainda vou pensar. Como que é para você então passar os seus conhecimentos para essas crianças e instigar neles esse essa curiosidade? de que é possível fazer as coisas através da tecnologia. Ah, eu acho muito importante, né, porque a tecnologia ela tá avançando cada vez mais e eles se interessam bastante por isso também. Então, é uma coisa que eles gostam, se divertem e também nunca é demais o conhecimento, né? Então, acho bem legal. Neste cantinho, a arte se une à sustentabilidade [música] na construção de jogos e brinquedos com materiais recicláveis. Eu sempre quis ser professora, né, ser educadora e me formei em pedagogia, tô aqui no Bertô há 10 anos, amo o que eu faço. É um trabalho maravilhoso, é um trabalho gratificante ver o retorno dessas crianças pra gente, crianças que depois saem daqui, que a gente consegue fazer a diferença na vida delas. Isso assim para mim é muito gratificante. A gente tá fazendo uma oficina que a gente tá fazendo jogos. E o que você mais gosta de fazer aqui no Bertório? Eu gosto de fazer judô. Você também é judoca? Sou. Eloa, me conta sobre participar das atividades aqui do Bertone. Eu gosto muito de participar dessas atividades do Bertô. Que do que que você faz além dessa aula? Eu faço judo do quer dizer, eu fazia porque não faço mais. Aí eu faço dança e só. E agora como que é para você pensar em utilizar uma revista que vocês estão construindo uma outra coisa a partir de um material que seria jogado no lixo? Acho legal. Eu gosto de Lego e depois de fazer isso e só isso. Gostoso mexer com cola, com papel e inventar as coisas. Que que você mais gosta de fazer? Jogar, jogar. E agora, o que que vocês acham que vai sair daí, hein? Um jogo. Um jogo. Uau, que bom, hein? Você vem sempre para cá todo dia? Uma quinta não veio, menos eu veho, eu venho muito mais dias aqui. Benjamim, me fala um pouquinho como que é para você participar das atividades aqui no Bertônio. Ah, eu gosto legal, consigo me turmar melhor, consigo fazer brincar, estudar melhor, fazer as atividades bem. É fácil para mim. É fácil. E agora essa proposta de montar um jogo tá fácil ou tá difícil? Ah, mais ou menos. Eu tô conseguindo fazer. O que que vocês estão criando aí com essa colagem? Um jogo. E para você é divertido. Sim. De futebol. É verdade. Eu falei. Eu valei. É tipo assim, é vai ter um montão de palitinhos. A gente vai pegando uma tampinha e coloca. Aí vai ter uma bolinha. Aí a gente fica assim. Aí quando a bola cair, você perde se você deixar a bola cair. Olha, muita criatividade. Você gosta de fazer suas atividades, cada vez inventar um brinquedo? Sim, sim. A gente tem que fazer a capa tava muito mole assim, aí a gente fez ficar mais duro. E você gosta de participar dessas atividades, inventar brinquedos e fazer as coisas aqui no Bertô? Sim, essa oficina é a que eu mais gosto. Por quê? Porque bem, eu gosto muito assim de montar, fazer bonequinho. É minha atividade preferida. Eu amo porque daí você coloca a criatividade em prática aqui. É, essa é uma atividade muito difícil porque tem que passar muitas colas pr essa capa ficar bem dura, bem dura pra gente conseguir fazer os jogos. É um desafio e tanto, hein? Muito. Dá um trabalho, hein? Mas você gosta? Claro que sim. Que que você já criou aqui? Conta para mim o que você já fez. Um monte de coisa. Já fiz uma árvore. É, já fiz bomba borboleta. Um monte de coisas aqui. Você gosta de vir aqui, de criar, de inventar jogo, fazer árvore, borboleta e tudo mais? Adoro fazer tudo, as atividades, tudo. Essa essa atividade aqui era um negócio que a gente pegou e colocou bastante cola e colocou bastante folha. E como que é ter aqui a colaboração dos seus amigos? Cada um tem que fazer um pouco, né? Uhum. Cada um fez um pouco. Pegamos o pincel assim, colocamos a cola aqui. Vai virar um jogo bem legal. Uhum. ficar bem legal. Gosto de fazer eh nós tá fazendo e joguinho de de negócio de fazer. E você sempre participa? Sim. Gosta de vir aqui nessa oficina? Sim. E você que acompanhou aí algumas das atividades realizadas no Centro Social Bertone, nós vamos conversar com a Cláudia, que é a coordenadora pedagógica da instituição. Cláudia, a gente viu aí aula de música, criação, informática. Hoje, além dessas que a gente mostrou, o que que mais tem aqui no centro, especificamente para as crianças? Então, para as crianças, nós desenvolvemos diversas atividades, né, tanto no período da manhã quanto do período da tarde, porque elas vêm horário contrário a escola. Então, nós temos atividade de cultura digital, então foi mostrada uma parte da criação de vídeo, mas elas também tm a informática básica. Eh, [música] ela tava dando, ela dá também essa parte de robótica também aqui, né? [música] Eh, nós temos teatro, dança, judô, eh, temos a uma parte de artesanato também com as crianças e todas as atividades são desenvolvidas conforme a idade da criança. Todas as crianças passam por todas essas atividades dependendo da sua dificuldade, né? Então, todas elas têm, mas a gente pensa no cronograma para atender essas dificuldades de cada criança. É um [música] serviço de fortalecimento de vínculos. Isso é uma proteção básica, né? Serviço de convivência e fortalecimento de vínculo de 6 a 14 anos e 11 meses. Como foi pensar em formatar esse esse atendimento a partir daquela ideia inicial de que era eh vamos ajudar as famílias em vulnerabilidade da nossa região? quando que vocês passam a formatar esse projeto e pensar nesse atendimento o que inclui atividades pedagógicas, atividades lúdicas e tudo mais. Uhum. Então, eh, como já foi falado, né, o seu Paulo comentou aqui, é feito através do cofinanciamento pela prefeitura, onde nós conversamos tanto com as educadoras, com as famílias, as os usuários, que são as crianças e assistente social, é feito um plano de trabalho onde a gente vê qual é a necessidade de cada eh do pessoal daqui da área, né? Então a gente vê o que é melhor para fortalecer esse vínculo afetivo ou financeiro. Então aí a gente acaba fazendo o plano de trabalho em cima disso. Eu conversei com algumas crianças e elas ficaram bem animadas, inclusive falam do que aprendem [música] aqui, falam da importância de participar. como que é pensar nessas atividades, até porque hoje as crianças, né, são todas ligadas nos 220 e prender a atenção delas é uma, eu posso dizer que é um trabalho diário, porque às vezes a gente monta uma oficina, né, porque todas são oficinas e a gente vê a necessidade da criança. Então, o que que acontece? Às vezes a a aqui a gente fala que as educadoras elas são tanto parte eh pedagógica quanto parte psicológica eh afetiva. Porque às vezes hoje vocês viram teve a sustentabilidade, mas às vezes o que ela tá dando naquela oficina, ela precisa parar um pouquinho para poder conversar com essa criança, ver o que que aconteceu fora do seu momento. emin atividade que aquele dia aquela criança tá um pouco mais amoada ou um pouco mais triste ou um pouco mais acelerada. É isso. Isso aí com isso a gente desenvolve a atividade em cima disso. Então a gente tem o plano de trabalho, ele não também ou não? Nós temos psicólogos quando tem uma eh quando entra uma verba, né, para para desenvolver, porque esse tipo de profissional ele é um pouco mais difícil, não tem como a gente conseguir voluntariamente, né? A gente até já tentou, né, eh, por esse meio, mas é complicado, né, eh, ter esse profissional. Então, as educadoras acabam fazendo também essa essa função. E a sua história aqui, me conta um pouquinho como você chega no Bertone. Eu entrei aqui no Bertone em 2007, [música] eh, como estagiária, né? Eu estava fazendo pedagogia. Em 2008 eu me formei em fevereiro de 2008. E aí eles já me registraram para continuar aqui. Tô aqui há 17 para 18 anos aqui no Bertone. E você que vem acompanhando essa evolução [música] até na maneira de como é possível oferecer as atividades, que conforme também essa geração vai mudando também tem que se, como se diz, se atualizar, né? Atualizar. Por isso que nós colocamos esse ano, principalmente esse ano, abrangendo essa parte da tecnologia. Ah, antes não tinha, então tínhamos a parte da informática, mas era só, é baseado, é no Office, naquele pacote, a digitação, fazer um cálculo. Agora eles estão indo mais pra criação de vídeo, então tá aprendendo Canva. Nossa, eles estavam super animados lá. Se vocês entrarem no no na página do YouTube do Bertone, vocês vão ver lá filmes que o Bertone fez com as crianças. Então elas foram roteiristas, elas foram diretoras, elas foram atores, figurantes. Então assim, eh é um mundo diferente para eles, né, e para nós também, que a gente tem que aprender todo, todo ano, né, todo tempo. A gente vai aproveitar então colocar um trechinho dessa de uma dessas produções aí, você vai conferir [música] e, claro, se quiser ver completo, entra lá no YouTube do Centro Social Bertone [música] Cláudia. E essas crianças não necessariamente todas também tm as suas famílias atendidas aqui ou necessariamente também tem esse vínculo com outro atendimento que é o da cesta básica e tudo mais. Tem porque assim e para receber a cesta básica é feito toda uma triagem com assistente social onde ela verifica primeiro se é que do bairro eh qual é a vulnerabilidade dessa família. Então, nós temos crianças que são assistidas pelo programa Criança Adolescente [música] e também participam do programa Família, mas não necessariamente sempre as duas coisas. Não, não necessariamente. E como essa criança chega aqui? Como que ela consegue uma vaga aqui? Tem lista de espera? Como é isso? Temos. Eh, na verdade a prefeitura ela cofinancia duas metas para [música] nós que são de 30, né? 30 cada meta. Então nós temos para atender 60, mas a gente 30 de manhã, 30 à tarde, não, na verdade são 60 no total, tá? Né? No momento nós estamos com 66 crianças, porque não tem como, às vezes vem aqui e fala: "Não, essa é vulnerável". Então a gente tem que atender. E mas nós temos uma lista de espera também bem grande de 20 crianças mais ou menos. [música] E elas vêm tanto por busca ativa, né? ou vem para procura espontânea, eh, conforme a demanda, né, da do do do atendimento da família. Então, a família vem para cá, ela faz essa triagem com assistente social, onde ela faz uma visita domiciliar e aí faz todo um histórico para verificar se a criança realmente tem essa vulnerabilidade [música] para estar aqui no centro social. E a questão da alimentação, como é a alimentação? Ela é fornecida através do banco de alimentos. Então, a mesma eh o mesmo local que fornece paraas escolas, acaba fornecendo aqui pro centro social. Sim. Então, tem um nutricionista que ele vem aqui também uma vez por mês da SEASA. Do Seasa. Então, vem esse nutricionista aqui, ele faz todo esse esse eh atendimento, né, com a cozinheira, com a assistente dela também. um planejamento é tudo seguido, quinzenalmente vem uma um cardápio do que ele tem que seguir todo esse preparo dentro da instituição. Na sua história [música] aqui, qual foi o dia ou o período mais desafiador? Para mim foi na pandemia. É, como foi na pandemia? Na pandemia foi complicado porque assim, nós tínhamos, todo mundo teve que se reinventar. [música] Vocês pararam de atender na pandemia? amos de atender assim eh as crianças, né? Teve que fazer remoto também. Nós fizemos atendimento remoto e nós fazíamos [música] alguns atendimentos presenciais aqui. Então tinha todo aquele processo, a gente não sabia o que que era, né? Ver essa esse COVID aí que ninguém conhecia e nós tínhamos que vir aqui fazer todo um aparato aqui pra família e fazer as promoções porque não podia parar, né? Então, todo mundo com máscara, vim aqui atender porque o atendimento presencial porque naquele período quem já estava em vulnerabilidade provavelmente ficou mais vulnerável ainda. Aumentou, agravou bastante. Agravou aí que nós tivemos mais apoio assim da da comunidade. O banco de alimentos mesmo do SEASA nos ajudou bastante nessa parte da família. Inclusive de distribuição ou não? Fomos até a parte do leite na época, né, que tinha [música] o banco, né, da da parte de leite. Aqui foi um dos pontos nesse período. Sim. Então nós tivemos que nos reinventar para isso, né, como todos. Então as crianç de repente pensar, olha, eu vou ter que pensar em atividades eh online para essas crianças. Foi loucura porque assim, eh as crianças, as nossas crianças principalmente que são público mais vulnerável, não tinha acesso à internet, né? Então, a gente tinha que pensar nisso também. A gente vai fazer uma atividade, [música] mas a gente vai ter esse retorno, como que a gente pode chegar e acolher essa criança de uma forma da melhor forma possível, atender essas famílias também. Então, foi um momento muito desafiador pra gente nesse período. E qual foi o momento para [música] você passando esse desafio e que pelo jeito foi vitorioso, né, apesar de tudo e que você fala: "Olha, isso eu vou levar pra minha vida". Ah, vê o rosto deles de novo, vê o rosto deles todo dia pra gente, né? que [música] fala, tem serviço que a gente fala acaba caindo numa rotina, mas trabalhando com criança você não cai numa rotina, [música] porque cada dia eles vêm com uma história diferente, vem com fatos que não tem como a gente cair numa [música] rotina. E é muito gostoso ver que eles vêm aqui e eles eh procuram a gente porque eles precisam da gente. Isso é muito gratificante. Eles [música] confiam em vocês muito, muito. Isso para nós não, não tem preço, tá certo? Então, muito obrigada. Fica [música] por aqui. Você que já viu o Instagram do Centro Social Bertone, mostramos o site, um trechinho de alguma produção deles. Com certeza você pode entrar lá no YouTube e assistir muito mais. E foi como a Cláudia disse, olha, a gente tem criança roteirista, criança que fez parte do, né, foi ator, foi atriz, nós temos ali todas as funções, né, tem tudo lá, tem tudo junto, tá [risadas] certo? Então, muito obrigada e parabéns pelos 60 anos. Muito obrigada. Mã Solidárias você pode acompanhar também no youtube.com/tvcâmara. Lá você confere todas as outras instituições, [música] organizações, ações e iniciativas que levam aí à solidariedade de toda Campinas. Até um próximo programa. [música] Oh oh oh. [música] Oh. He. [música] [música]