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MÃOS SOLIDÁRIAS - CENTRO CULTURAL LOUIS BRAILLE
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MÃOS SOLIDÁRIAS - CENTRO CULTURAL LOUIS BRAILLE

182 views Publicado 20/07/2024 HD · 42:05

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no mãos solidárias de hoje a gente veio até a sede do Centro Cultural luí Braile em Campinas para falar dos serviços prestados já há há mais de 30 anos né para as pessoas com deficiência visual e ao meu lado eu tô com a Elane de Oliveira que é coordenadora geral aqui do Centro Cultural muito obrigada por nos receber aqui Elan obrigada a vocês por terem vindo vi eu queria que você começasse contando pra gente a história do local que já é metade de um século né É nós somamos o Centro Cultural ele foi criado em 1969 né então tem mais de 50 anos Estamos indo aí para 56 anos né esse ano em agosto nós completamos 56 anos e a instituição ela está aqui no Jardim Proença por volta de uns 30 anos mais ou menos na sede própria né que foi uma doação que nós recebemos do terreno E aí foi criada a nossa sede né o nosso trabalho hoje Ele É voltado em torno de mais ou menos uns 35 usuários da região de Campinas mas nós atendemos também fora então nós temos Sumaré Ortolan Jaguariuna Santo Antônio de fse Valinhos né então a gente tem atendido esse pessoal também eh para fazer o trabalho de inclusão né de habilitação reabilitação e inclusão com os deficientes visuais e tira uma dúvida pra gente Esse Luiz brile ele é uma sede de Campinas ou ele tem filial não o centro cultural é tem várias cidades Centro Cultural Luiz Braile tem várias cidades por qu o Luiz Braile foi quem e idealizou a escrita Braile tá então em algumas cidades tem o Centro Cultural e cada um encerra com o nome da cidade então tem o de Campinas tem eh em outras cidades também tem E aí acaba tendo eh as pessoas têm essa dúvida se é uma sede várias filiais não todas são sedes e são Matriz autônomas n são cada uma é a sua é a sua e aqui atende pessoas de que idade tem essa diferença por por faixa etária ou não nós podemos atender crianças a partir de 6 anos até Indefinido vamos chamar assim né a nossa faix etária hoje ela tá numa média de 40 anos tá Por Conta até mesmo o nosso espaço é um prédio né de três andares então a gente ainda tem que fazer algumas adaptações para as crianças mas para adolescente idoso e ou ou adulto nós atendemos tranquilamente e são pessoas com a perda total de visão ou também com baixa visão não são pessoas que TM baixa visão perca Total pessoas que nasceram com a deficiência ou pessoas que adquiriram a deficiência né O que que acaba acontecendo antes a o maior número de pessoas que perdiam a visão era em acidentes né hoje não hoje é diabetes então a diabetes ela ultrapassou o número de pessoas e eh que tão perdendo a visão e existe outros tipos né de de deficiência como glaucoma aí acaba tendo essa perca da Visão E aí eles vem para cá então o oftalmologista encaminha né faz o trabalho encaminha E aí a gente faz esse atendimento aqui para todas as pessoas que tem alguma dificuldade com a visão então simum e aqui o prédio qual a estrutura que Ele oferece nós temos das atividades nós temos algumas atividades como a escrita Braile a mobilidade nós temos dança nós temos alongamento artesanato crochê tricô eh caixinhas de MDF bijuterias nós temos também a aula de piano e temos a a a aula de locomoção né Isso é o que a gente consegue oferecer nesse momento estamos atrás de novidades E não é pouco né Não não é pouco né eles precisam de mais coisas de mais atividades de mais integração né pro próximo semestre nós estamos criando a nossa sala de jogos né então tem jogos interativos que a gente vai conseguir incluir para eles e outras novidades que estão vindo aí conosco bacana tem tem que evoluir né sempre e Elane Você acha que a sociedade ela tá mais inclusiva de verdade assim algumas deficiências sim mas para o deficiente visual ainda não tá Por que que eu falo isso eu vou te dar um exemplo do piso tátil tá eh o piso tátil as pessoas acham que o piso tátil é apenas um enfeite e esquecem que aquilo é é uma maneira do deficiente visual eh se orientar então muitas vezes você vê que no meio do piso tático tem uma caçamba tem um entulho tem um material de construção e isso atrapalha muito né Eh o deficiente visual nesse sentido e até mesmo quando você vai orientar o um deficiente visual a primeira coisa que você tem que fazer é perguntar para ele se ele quer a sua ajuda e nós temos Mania né de chegar e falar assim vamos lá eu vou te atravessar e não é assim então você tem que chegar para ele e perguntar para ele se ele quer a tua ajuda e não é você pegar o braço dele é você dar falar para ele meu ombro está aqui e aí ele põe a mão no teu ombro e através do movimento do teu corpo é que ele vai saber como que ele tá fazendo se ele tá tem um obstáculo se ele tá subindo um degrau se ele tá descendo um degrau né então esse esse tipo de coisa ainda falta muitas orientações pra população para fazer essa inclusão melhor é se sentir seguro e oferecer ajuda inclusive né e tem a diferenciação das bengalas também né Tem tem a Bengala as diferentes cores de bengala né a tem a Branca a vermelha e a verde né uma é para cego Total outra é cego surdo e a outra baixa visão A Branca é para cego Total cego Total a vermelha é para a baixa visão e a verde é cego surto ah certo é e a gente precisa realmente ter essa familiaridade senão não tem como ajudar né exatamente e e as escolas eu queria que você falasse também se a gente tem escolas Preparadas para isso se existe essa preocupação por parte também dos gestores em compartilhar essas informações para que se multipliquem né hoje tem um pouco mais do que antes mas ainda não não podemos dizer assim que é 50 né mas estamos caminhando né a procura eh dessa parceria ela tem sido maior né então o trabalho nas escolas tem tem melhorado bastante ão as escolas estão procurando para fazer o material PR pro aluno né bra em Braile né e até mesmo para baixa visão né porque o baixa visão ele tem que ter uma fonte ampliada né a procura ainda é pequena mas é maior do que era antes sim então nós estamos caminhando Mas ainda tem um pouquinho ainda para para melhorar sim escolas inclusivas nós temos por exemplo em Campinas tem escolas Preparadas ou isso é uma questão de demanda Isso é questão de demanda quando tem um aluno eles vêm até vocês e pedem alguma orientação isso aham né Eh hoje com essa com a inclusão com com os alunos em sala tem aumentado um pouquinho mas ainda não é o o o suficiente paraa população eh da deficiência visual né mas ainda já tem melhorado aí a gente fica com aquela dúvida mas não tem porque não tem eh um um número expressivo de pessoas com essa necessidade ou é porque realmente não tem e tem demanda sim tem demanda sim os estabelecimentos ainda não estão totalmente preparados então eles ainda ficam meio perdido no que fazer a escola que entra em contato conosco eh nós damos o suporte né E nós também temos um projeto de ir nas escolas né a a nossa dupla psicossocial vai na escola com o material para poder apresentar Como é o nosso trabalho né E aí a escola Vê com qual a possibilidade financeira que ela tem né porque isso também gera um gasto né para poder fazer o material para esse aluno que necessita sim e o o aluno de baixa visão então ele precisa de um material de de de fonte ampliada fonte ampliada ou seja o material vai ser maior também né sim porque eu tava vendo que um livro em Braile Às vezes precisa de aliás um livro de visão típica ele gera às vezes 23 de um Emile né sim porque o que que acontece a a escrita brile ela é um padrão né então não tem como você falar assim aumenta a letra diminui a letra O que a gente tá acostumado muito com o nosso material né nós não conseguimos fazer is COB então às vezes uma página em Word vamos chamar assim ela dá três em Braile Então dependendo muito do material Ele fica duas TRS até quatro vezes maior do que o padrão normal que a gente tá acostumado e Aqui vocês têm biblioteca com livros em Braile todos os nossos livros da biblioteca são em Braile né Nós estamos temos um espaço lá no andar de cima aonde nós temos isso que nós podemos também caso alguém precise de um material para pesquisa alguma coisa nós temos aqui Ah vocês estão abertos também a a receber tipo alogar o livro emprestar ouv a gente empresta né a gente acaba emprestando o livro vendendo não porque senão a gente acaba perdendo a nossa biblioteca e ela é muito importante tanto pros nossos usuários quanto pra comunidade então o tanto o nosso atendimento todo o nosso espaço da instituição ele é aberto não só pro usuário mas também pra comunidade né então alguma das atividades também ela pode ser feita dessa forma a biblioteca também pode ser dessa forma aberto pro usuário para comunidade a pessoa pode vir aqui ler um livro passar uma tarde pesquisando e embora sem seu usuário do espaço po pode é um centro cultural né e a gráfica Qual que é a importância da gráfica aqui pro pro local a gráfica é é uma das nossas fontes de recurso ela é muito importante tá por dois motivos não só pela fonte de recurso mas também paraa inclusão do usuário Por quê o cardápio existe uma lei sobre o cardápio em braik que os estabelecimentos têm que ter o cardápio em Braile e nem todo estabelecimento tem Então como que a gente tá incluindo uma pessoa com deficiência se ela não pode escolher a própria comida né então acaba não sendo uma inclusão de Fato né então o cardápio ele para nós é importante nessas duas questões primeiro pela inclusão e segundo pela pela verba financeira que ele nos traz porque é com essa verba que a gente também faz a estruturação do espaço e mantém as atividades PR os nossos usuários e ele imprime só cardápio a gráfica daqui em Brail ou não nós imprimimos cardápio imprimimos a placa de atendimento prioritário livros e eh panfletos de oficinas que podem assim culturar né então vai ter um teatro dá para fazer os panfletos também em Braile dá para fazer material escolar dá para fazer partitura de de música fazer de um tudo de tudo às vezes até mesmo quando uma pessoa tem uma imagem e bonita ou qualquer tipo de imagem e ela quer que essa imagem descrever essa imagem o que que nós fazemos imprimimos a imagem no colorido e fazemos a audiodescrição em Braile dessa imagem então o baixa visão consegue ver a imagem e o deficiente visual com a perca Total ele lê o que que tá descrito ali naquela imagem que legal muito legal uma arte multissensorial isso e além do Bazar então é além do da gráfica o bazar também é uma fonte de renda é nós temos três tipos de fonte de rendas a gráfica tá o bazar e nós temos o nota fiscal paulista tá então o bazar é é muito importante ele é pra comunidade ele fica aqui na instituição aberto das 9 às 3 todos os dias de segunda a sexta né e Nós aceitamos também doações tudo para est e fazendo aquela reformulação do Bazar né então vai vendendo vai entrando coisas novas e é uma das fontes de renda também da instituição perfeito então a gente quer mostrar agora para você que tá assistindo como é que é a gráfica que a gente pensa gráfica a gente pensa uma coisa muito grande né mas a gráfica que funciona aqui no centro cultural e imprime os materiais em Braile ela não é tão grande mas ela é muito eficiente você vai ver agora no VT que a gente fez mais [Música] cedo Natália e aqui no serviço da gráfica vocês imprimem Que tipo de material e nós imprimimos na folha 120 que é feito o cardápio né É É o mais comum né onde todos pedem é é lei né na cidade de camp sim é lei e por todos os estabelecimentos tem né A gente utiliza também a folha de acetato que ela é transparente então para servir de informação até e costumamos também utilizar a acrílico que é um pouquinho mais difícil por conta da máquina do brailey mas a gente tenta até para passar e Vocês recebem pedidos só de Campinas ou da região de outros lugares não é Campinas e região a maioria A grande maioria é de Campinas mas também recebemos da região e a verba toda revertida aqui pro centro cultural sim a o cardápio na verdade a toda a verba é reutilizada para pro grupo né da instituição eh melhora do dos usuários do espaço então então toda a verba que a gente recebe da dos cardápios é em relação a isso e para entrar em contato com a gráfica é pelas redes sociais pelo telefone do Instituto que tá no site passinho de entrar em contato é a gente tem no site também a o telefone temos a página no no Instagram mas também temos o nosso contato e temos o site também e para quem quiser por exemplo sinalizar uma exposição ou sinalizar um local vocês fazem essas placas de indicativas também fazemos a placa de prioridade de atendimento também Fazemos o cardápio em si né mas tem a placa de atendimento prioritário também aí você mostrou a o papel fotográfico né que é uma alternativa Natália antes teria que ter uma outra folha para autodescrição do do retrato isso antes era algumas pessoas ainda preferem né autodescrição e uma outra folha para deixar a imagem só mas por ser uma imagem bonita e para quem tem a baixa visão já ficar mais um pouco especificado aí coloca o brá ele na própria imagem e esse é o papel fotográfico isso mesmo [Música] [Música] de volta pro segundo bloco do mão solidárias de hoje a gente tá aqui na sede do Centro Cultural luí Braile de Campinas eu tô aqui ao meu lado com o hermis Pereira que é assistente social do centro e é wildes Assis que é psicóloga do Centro Cultural muito obrigada por receber a gente aqui agradec Hermes eu queria que você falasse pra gente como é que as pessoas chegam até aqui se é espontâneo se é um direcionamento da do próprio governo sim ah os usuários nossos usuários chegam até a instituição até o centro briley através da de de demanda voluntária e às vezes por indicação de algum equipamento alguma instituição ou algum e oftalmologista às vezes indicação de ex-usuário também como a gente atende região metropolitana Então a gente tem sempre uma indicação e um usuário que vem por meio de indicação Tá mas a grande maioria eles vêm exatamente reverenciado pelo serviço que a gente presta né reabilitação exatamente então nós somos referência nessa nessa modalidade então eles acessam de maneira espontânea né e também por indicação na grande maioria A grande maioria por alguém que frequenta e já dá a dica né ou conhece alguém ou vai assisti mã solidárias e vai contar para um amigo para um parente né Principalmente para as pess pessoas que tem a perda de divisão que acho que é um bque uma certa surpresa né sim e precisa desse apoio para se reestruturar para entender Qual que é a sua realidade né sim e a gentea atende também a família do usuário né porque se a gente pensa que só o usuário é que sofre nessa nova dinâmica a família também né então a gente trabalha essa questão de reestruturação familiar também entendemos tanto família quanto usuário né né até né para recolocá-los novamente essa nova vida né nessa nova realidade e quais as atividades que vocês oferecem aqui eles Olha nós temos atividades físicas né atividade funcional temos dança Ah nós temos artesanato nós temos tricô e crochê temos brile que é o nosso a nossa porta de entrada né Eh acho que eu tô esquecendo de mais alguma coisa rodas de conversa nós temos visita domiciliares as atividades que nós temos físicas aqui dentro pro pro usuário eh seria artesanato eh e música né música Nós temos piano né Eh acho que basicamente e wildes como psicóloga qual a importância de todo esse escopo de atividades né para que eles se empoderem da condição ou da condição que já tem de nascencia ou que desenvolveram ao longo da vida né sim então nós estamos aqui para colher como Hermes falou não só os usuários como também as famílias e todo o nosso trabalho é voltado para o processo de habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência trabalhando as questões de luto né Trabalhando autonomia Então as nossas atividades Elas têm esse cunho esse caráter né de desenvolver Eh esses Eh vamos dizer assim algumas etapas né para que eles possam se tornar cada vez mais independente acessar Os territórios porque a gente eu eu costumo dizer que eu gosto os usuários quando eles estão aqui mas eu gostaria muito de vê-los longe longe assim com autonomia no sentido que passou por um período aqui tem autonomia e Independência pronto eles já estão prontos para assumir a sua condição no território né nos variados espaços por onde eles passam sejam para acessar um posto de saúde para acessar um uma escola uma faculdade para acessar também até passeios né a gente sempre fala porque nós somos um centro cultural então a gente também prioriza essa questão do lazer né porque eh quanto mais eles estão né inseridos dentro do contexto da sociedade mas também realizado eles se tornam né mais Independentes felizes porque é isso que também a gente trabalha né A questão social a questão humana de empoderamento também mas esse lado também porque ninguém vive sozinho né a gente precisa também de estar nos Espaços né então a gente prioriza também ativid idade de lazer a gente também muitas vezes acompanha eles nos Espaços né assistindo um filme um espetáculo de dança um cinema um teatro uma exposição enfim a gente tá sempre indo onde todo mundo vai né porque às vezes a eu gostaria que de ressaltar que a deficiência visual é um detalhe né a pessoa não deixa de ser uma pessoa porque não tem a visão ou porque tem visão né então a gente precisa também estimular para que eles também assumam o papel na sociedade né como cidadão como pessoa protagonistas né isso isso que eles assumam Essa realidade Então esse nosso trabalho de tá aqui para e estar junto Vocês viram né o ensaio da quadrilha e tudo é festa tudo aqui é festa né É verdade a gente brinca o tempo todo a gente trabalha muito a gente se diverte muito estamos sempre juntos se botou uma música a gente quer dançar e vocês sentem essa transformação quando a pessoa chega e ao longo do tempo sim tem algum alguma algum caso que te marcou eu recentemente né eu retornei de férias e tinha um usuário né que chegou recentemente e quando ontem fiz a roda de conversa com ele então no grupo a gente perguntou e aí como é que foi você gostou da apresentação que nós tivemos uma apresentação de um um vídeo de um espetáculo de dança aqui na semana passada então ele falou sobre o ponto de vista dele porque o nome do do espetáculo era a em em algum ponto de vista e ele ficou assim deslumbrado Porque até então ele não tinha a ideia de que aquele espetáculo tava sendo apresentado por um vídeo porque era tão real para ele que ele achou que os bailarinos estavam aqui e ele falou da questão do ponto de vista porque a gente precisa muito trabalhar a questão do respeito né eh para qual que é a situação eles precisa ouvir o outro né então a tem que saber o ponto de vista do outro levar em conta né não é só o meu que importa então a gente trabalhou essa questão nessa dinâmica né Qual é a verdade quem é que tem a razão todos temos a razão né Então porque a gente cada um tem seu ponto de vista e o espetáculo trazia isso e ele falou para mim o seguinte eu hoje eu digo para você que eu tô tão pouco tempo aqui mas eu tô tão feliz porque eu tô viciado mas eu falei mas vi viciado em qu tô viciada em Braile porque agora eu só falo do Braile então eu agora tô aprendendo a usar Bengala eu tenho ido a a à minha igreja com a minha esposa com a minha família eu tô viciada porque o tempo todo eu falo da colhida eu falo da convivência com os colegas eu tô aprendendo tô tendo uma nova vida e me deixou muito feliz né então é isso é um mundo que se abre né sim e a gente tá aqui para apoiar né você tinha falado eh de luto existe um período então que sim é importante passar por esse período de aceitação porque a gente tem a gente trabalha essa questão com eles né que enquanto eles não aceitam a deficiência né eles não avançam então a gente tem que tá dando esse suporte porque não é fácil a pessoa que já nasceu enxergando trabalhou a vida inteira mas foi acometido por uma doença ou por um acidente nós temos casos aqui na instituição de pessoas que eh se tornaram cegos por conta de um atropelamento hum outros por conta de diabetes outros por um acidente doméstico Então são coisas que no dia a dia a gente vai percebendo e tem crescido né e a gente precisa falar sobre isso e quando Eric o Hermes falou sobre a questão da família a gente também aborda isso com as famílias né sim sim para AT essa questão de realmente rec colocá-los né na na realidade porque tudo é normal até esse dia tem usuários nossos que perdeu uma parte da Visão da noite pro dia enxergava de um olho Então já não era uma coisa fácil né para ele pra esposa pros filhos nós temos usuário que os filhos também não entendem porque são pequenos então tem todo um trabalho em volta da família que a é necessário que a gente faça é fundamental né sim porque passar por isso sozinho pode ser mais difícil e talvez é muito arranhado né esses suos e tal e as famílias também trazem esse feedback para vocês sim ouvi o relato deles né de resultados essa questão do usuário que que que gosta de estar aqui que mudou a vida né Há tão pouco tempo porque ele tem poucos dias com a gente né não tem um mês exato então assim já tem uma nova realidade já tá buscando ali o seu protagonismo e aprendendo algumas coisas sabe assim para colocar no dia a dia é e claro que assim as atividades são para que a pessoa pess se sinta autônoma independente mas a gente busca que as pessoas sejam felizes né tudo para capacitar essa essa nova eh esse novo estado de viver né até essa frase hora que eu cheguei me chamou Mita atenção é com a alma que se vê a vida né então é e vale para todo mundo na verdade né porque eventualmente a gente passa por problemas você quebra uma perna e fica numa cama já é uma outra realidade e a gente tem que est aberto para esse olhar inclusivo né sim e você acha que eh eu falei no primeiro bloco já co Eline como é que você sente essa questão da inclusão porque aqui é um universo é uma célula um universo seguro que eles podem percorrer né Eu vi pessoal descendo de elevador sozinhos né E lá fora na sociedade tem esse espaço tem essa estrutura não não não tem a gente ainda trabalha muito por a questão da da inclusão porque não é fácil ah a gente vê também nos os pontos de ônibus né Eu ainda ouvi a Eline comentando né do piso tátil na rua a comunidade não sabe Para que é aquele piso na na calçada acha que é enfeite há pouco tempo um um um dos nossos usuários comentou que uma senhora tava brava no ponto por que que botou essa droga aqui por e que atrapalha o c não minha senhora Isso aqui é uma referência então ele parou para explicar para ela assim nossa meu filho se eu soubesse eu já tinha falado para outras pessoas porque eu sempre tô aqui no ponto t sempre reclamando então a própria sociedade não sabe né então acho que quanto mais é divulgado melhor é então a gente sempre quando tá indo para rua com ele para algum evento ou sair simplesmente fazer uma caminhada e tudo mais a gente vai alertando porque a importância do do piso táo Não é só para a pessoa com deficiência visual mas é para toda e qualquer pessoa né que Vai facilitar por exemplo a a rampa de acesso da calçada ela é fundamental para um cadeirante certo então e existe vários tipos de de piso e nunca um piso deve ser direcionado para um muro ou para um poste Ele não pode terminar no muro porque a pessoa com deficiência Ela vai esbarrar no muro sim e a gente também eh sempre orienta a eles né Para Sempre buscar autonomia e a gente percebe que nos serviços em alguns espaços a pessoa quando vai acompanhada de um vidente Ah as pessoas que que vão atendê-lo sempre se dirige à pessoa que é vidente e não a pessoa com deficiência Então eu acho que é uma limitação da própria sociedade que ainda não sabe Não descobriu ainda a forma certa de acolher de atender ou então de direcionar a pessoa H tem uma queixa né em alguns espaços tem uma fita uma fita marcando corre nos Espaços nos hospitais e as pessoas falam assim ah é só você seguir ali a fita vermelha é só seguir a Fita Amarela porque tem pessoas que tem uma uma deficiência que ela não é aparente então a gente chama de uma de uma deficiência invisível Então o que significa isso significa que aquela pessoa que vai atender a pessoa com deficiência ela tem que ter uma sensibilidade né um olhar empático para que possa direcionar a pessoa então voltando no piso tátil o piso tátil na calçada quando ele sai da rampa de acesso ele tem que tá direcionado ou pra direita ou pra esquerda e a pessoa escolhe para onde vai né Uhum Então eu acho que na vida também é assim a gente precisa de orientações e a sociedade vai trabalhando quanto mais a gente fala né E e os próprios usuários eles estão nos territórios mas a sociedade também vai poder nos ajudar a ter uma um mundo mais acessível mais de iguais né E aí a gente fala isso eh é em shopping é no cinema com rampa com acessibilidade audiodescrição e a gente sempre fala que a audiodescrição ela é uma ferramenta extremamente importante pra pessoa com deficiência o pessoal fala ah é muito importante pra pessoa com deficiência visual mas não só mas para outras pessoas imagina um idoso tá ouvindo vendo um espetáculo e se tem uma audiodescrição ele consegue entender melhor um espetáculo porque na grandes maioria a gente vai perdendo gradativamente a visão a então a gente imagina né se a gente pensasse na nas possibilidades né Eh desses recursos que a gente tem que fossem para todos eu acho que a gente teria uma chance muito maior de ter de dar oportunidade pra inclusão de fato sim porque não adianta você também simplesmente achar que tá fazendo Ah eu vou vou colocar uma rampa né para um cadeirante ou para uma pessoa que tem uma uma um timento né na locomoção para eles se dirigir em determinado espaço Mas é também ter orientações né Essa rampa vai dar onde entende a melhor coisa é é o local de fala sinalização exatamente perguntar para quem entende quem é quem é que vai usar aquele serviço né o conhecimento ele é Libertador e inclusivo se bem utilizado né sim sem dúvida e a gente mais cedo acompanhou algumas atividades aqui do do Centro Cultural a dança a quadrilha depois a gente Teve até eu tive até uma uma apresentação musical particular que vocês vão acompanhar Imagino e agora a gente vai compartilhar com vocês então e volta já [Música] já Rafa Oi como é que você se sente vindo pra aa de dança Já vi que você gosta da coisa então na aa de dança eu eu me sinto bem né feliz como eu falei eu gosto muito de dançar né você levanta animado PR vir eu levanto quando assim quando chegar de dança eu já levanto animado né quadril gostei de dançar e Quad então eu adoro animado bastante então legal obrigada a um pouquinho você [Música] André e para você é legal vir pras atividades físicas você gosta de dançar então eu eu gosto de atividade física Apesar de eu eu assim em casa eu sei que eu precisava fazer mais né mas assim eu gosto mas eu comecei vim para Essas atividades aqui eu vim ontem e tô vindo hoje tá gostando mas eu t tô gostando assim ah ontem foi legal os alongamentos exercício hoje tá estamos dançando aqui né E tá sendo legal algumas a gente vai tentando acompanhar conforme vai fazendo Vai tentando acompanhar às vezes às vezes vai um pouquinho mais devagar mas é tá sendo bom faz parte tão friozinho ainda é bom esquentar o corpo né Tá frio e a festa deina tá animado É tô tô animado só só vamos ver porque estamos ensaiando agora vamos vamos torcer para sair tudo certo né Adriele Quais as atividades que o pessoal vem fazer aqui com você no centro Braile eu dou Duas atividades na semana quatro atividades na semana né Para falar a verdade na segunda de treinamento funcional e Pilates e na terça atividade de danças e vocês vão ensaiar também pra quadrilha né sim sim na sequência agora nós vamos começar os ensaios pra quadrilha tá bem legal eles estão desenvolvendo muito bem essa dança e eles são animados para virem Nossa muito muito eles gostam muito das atividades bem certinho com uma frequência bem legal assim então tenho gostado bastante também então vamos ver um pouquinho né para começar a nossa pea jun Então vamos lá vamos começar com o caminho da rola vem a gente vai dar a volta noar pode ir [Música] então vocês viram que além de um excelente dançarino o Rafa também é um pianista e deixou a gente aqui emocionado você é um romântico convicto Rafa Sim sou romântico convicto e apaixonado que lindo e você aprendeu a tocar aqui no instituto foi aqui e essas duas músicas Meu Primeiro Amor eu eu quis tocar que eu ofereci especialmente para você olha ganhei o dia pessoal Muito Obrigada Rafa Sim todo dia em casa de quarta-feira tenho aula aqui no brile né de piano já faz quantos anos faz 11 anos comecei de aula de piano em 2013 por isso que dá esse show esse espetáculo né m Obrigada Rafa ter [Música] nada o Will como é que funciona um apartamento funcional esse apartamento Nós utilizamos aqui no centro cultural para para desenvolver junto dos usuários as atividades de vida diária né que são essas atividades são atividades de arrumar uma casa varrer um chão e arrumar uma mesa atividades na cozinha cortar um alimento passar uma Manteiga no pão coisas simples no dia a dia que eles fazem em casa nós fazemos em casa para tornar a vida deles mais assim independente possível então são realizadas aqui nesse apartamento e é interessante porque não é a casa deles mas é um ambiente também para que eles possam Essas atividades até em outros lugares né isso isso então é um apartamento que tem as mesmas características de uma casa de um apartamento comum tem Sofá tem o tapete a gente sempre fala né que uma casa com uma pessoa com deficiência a gente não tem um tapete aqui a gente tem porque vai em alguns lugares e tem tapete Então a gente tem que saber também essa realidade né a Débora vaiu aqui a pouco o chão passou um paninho e ela vai o o chão né descalça para poder identificar os lugares onde tem uma poeira onde ela passou e ela não conseguiu identificar então é é feito assim desse jeito né a Silvana tem baixa visão E a Débora ela eh cega Total então tem assim uma diferença né então a Silvana foi lá ali arrumou no quarto a cama né colocou direitinho o o lençol na cama o travesseiro então é feito esse treinamento né Para que também em casa eles também tenham essa Independência Débora e qual é a importância dessa atividade que que você faz aqui esse treinamento né Olha é o essencial para PR minha aprendizagem né até pra minha Independência mesmo é bom eu ser independente porque nem sempre meus pais podem me ajudar né minhas irmãs podem me ajudar então eu tento fazer no mínimo que eu posso aqui para ser mais independente possível e te ajuda bastante essa esse treinamento você já você faz tempo e te ajuda no dia a dia você já sentiu alguma já até quando minha mãe não tá em casa tipo minha Irã minha irmã não tá em casa que ela também cuida da casa né daí eu cuido eu lavo louça eu passo o pano no chão eu limpo a mesa lavo até minha roupa menina Então tá todo mundo contente né é chega em casa a Débora Já deu aquela forcinha né já silv PR você como é que tá sendo esse treinamento funcional aqui dentro do apartamento agora é melhor porque no começo eu tava com depressão né só chorava agora já já sei pegar ônibus porque não consigo ler o ônibus sabe aí Agora ficou mais fácil aqui ajudou bastante fazer crochê também tô aprendendo de novo porque a visão minha é curta e é difícil agora tá mais fácil é uma questão de se readaptar né Isso é bom porque a gente quando Depende de outros não não faz né né então a gente tem que ser a gente mesmo né aprender para sair do conforto que a gente tem Silvano te deu mais segurança esse treinamento nas suas atividades em casa eu bem mais segurança tá valendo a pena não tá muito MMO tá valendo muito bem tô bem melhor mais segura é além de fazer os amigos aqui né É tem bastante viu melhor do que ficar em casa [Música] Admilson como é que tá sendo para você frequentar aqui o Centro Cultural Luiz Braile tá sendo uma experiência incrível né de vida tudo de renascimento praticamente para mim né per di a visão faz um ano daí eu tava desanimando da vida tudo conheci o pessoal aqui que me dera mão me acolheram bem com a família Quais as atividades que você tem feito ah artesanato música Dança BR agora fal MOV mobilidade tem alguma que você já tá gostando mais a mobilidade e o brile mesmo e dança também dançou nunca dancei na vida quando primeira vez fui aqui sempre tempo né É vivendo né nunca é tarde né e o convívio tem sido legal aqui muito legal os pessoal aqui é um amor de pessoa acolhe a gente como for uma família praticamente Então tá animado vai dançar a festa de Nina vou vou dançar se Deus quiser então você viu um pouquinho das atividades que o Centro Cultural Luiz Braille oferece aqui de campinas e eu agradeço mais uma vez Hermes e wildes por nos receber e compartilhar essas histórias inspiradoras com a gente a gente que agradece a presença de vocês maravilhosa muito obrigada E se você gostou desse programa pode acessar as outras edições no YouTube da TV Câmara Campinas na playlist do programa mãos solidárias muito obrigada pela sua companhia e até o próximo programa [Música] k n
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