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[música] [música] [música] Olá, o mão solidárias de hoje está no Centro Espírita Allan Kardec em Campinas, [música] que foi fundado em 1938, conhecido como SEAC. E nós vamos falar sobre o trabalho social que ele realiza aqui na cidade [música] com vários serviços. Por isso nós vamos conversar neste primeiro bloco com Paulo, que vai detalhar pra gente quais [música] são esses trabalhos. Paulo, seja bem-vindo aqui ao nosso programa. conta pra gente em que momento eh o SEAC percebeu que tinha uma lacuna, uma grande lacuna, na verdade social no município de Campinas e que passou então a fazer atendimentos a crianças, hoje faz também a gestantes, a idosos. Como foi isso [música] na história do CAC? Bom, em primeiro lugar, eu agradeço a oportunidade da gente estar falando sobre os serviços socioassistenciais e educacionais do CAC, né? Para nós é uma alegria poder compartilhar o as atividades que o SEAC faz pra comunidade de Campinas conhecer um pouquinho mais, né? Apesar de já estarmos em Campinas, né? O SEAC tem uma história de 87 anos, né? foi fundado em 1938. E desde a nossa fundação, os nossos fundadores, os idealizadores do projeto, eh, se preocuparam com a vulnerabilidade principalmente de crianças, né? Tanto é que uma coisa peculiar, eu acho que importante ressaltar, a primeira coisa que os nossos fundadores [música] eh fundaram de fato foi o Instituto Popular Humberto de Campos, né, que fica aqui nesse prédio que fica aqui nesse prédio, no primeiro piso, né? [música] Então a primeira coisa que eles fizeram foi fundar o Instituto Popular Humberto de Campos para cuidar de crianças, né? Sim, crianças em situação de vulnerabilidade. Só depois, eh, uns meses depois que eles se reuniram e fundaram o Centro Espírita Allan Kardec. Então, estiu primeiro da educação, primeiro a o serviço socioassistencial e educacional. Daí esse fato para nós é importante porque marca a trajetória do CIAC ao longo das décadas, né? Sim. Depois do Instituto Popular Humberto de Campos, a gente conseguiu uma gleba na região do Taquaral, ali no Tapetão, né, onde surgiu a o educandar Eurípides, né, que também atende o mesmo nicho, atende hoje atende crianças, né, e jovens no serviço de educação e de assistência social. Nós temos ali o Educandar Eurípides e a creche mãe Luía, o Educandar Eurípedes com ações eh da assistência social voltada paraa formação de jovens com formação pro emprego, cursos profissionalizantes, serviços de convivência e fortalecimento de vínculo e a creche mãe Luía que atende crianças na fase do infantil, né? e faz esse atendimento. Ô Paulo, muita gente que passa ali no tapetão, que é a via que dá acesso a rodovia que vai paraa Paulíia, paraa Cosmópolis, pro distrito de Barão Geraldo, tem ali ali na esquina Bambini. E às vezes as pessoas não associam, né, a Bambine [música] com o SEAC, com todo esse trabalho. Nesse contexto, quando então surge a bambine? surge no momento de necessidade de recurso, né? E quando a gente desenvolve uma obra socioexistencial, você vai buscar recursos para viabilizar isso, né? E hoje a gente tem parceria com o poder público, [música] mas ainda precisamos buscar recursos para complementar a necessidade nossa para fazer frente às demandas do próprio serviço, né? Com isso surgiu a ideia de se criar uma padaria, né? Mas inicialmente já era pra questão da renda ou era pra questão do curso? Era pra questão da renda. Renda e também um primeiro emprego, uma primeira formação, né, que já era com os jovens que faziam os cursos lá no Educandar, no Educandar Eurolípidos, né? Aí a padaria muito tímida, mas começou há cerca de 51 anos atrás, né? E se tornou o que é hoje a Bambine, né? Sim, que gera recursos paraas obras sociais do SEAC. Eu falei da do Instituto Popular Humberto de Campos, falei do Eduandário e da Creste Mã Luía, mas nós temos também a Casa de Apoio à Vida que vocês eh nós vamos mostrar daqui a pouquinho, bater um papo, vamos ver como funciona essa casa que fica inclusive aqui também do outro lado da rua, do outro lado da irmã Serafina, bem em frente ao SEAC, mas daqui a pouquinho a gente mostra para você. E temos também a creche Gustavo Marcondes, que fica em Souzas, né, onde a gente atende crianças na educação infantil também, com parceria com a prefeitura municipal de Campinas. Voltando um pouquinho a formação de renda, muitas vezes eu sei porque hoje a gente tem muitos grupos de WhatsApp e muita gente fala do Allan Kardec em duas situações. Eh, olha, eu preciso doar móveis. Ah, eles têm um bazar lá. Olha, eu preciso de uma cadeira de rodas. Em duas situações indicaram vocês. Também tem esse trabalho. Ele ainda funciona? Como que é isso? Nós temos o bazar de usados. Aliás, isso começou lá nos primórdios de criação do do Instituto Popular Humberto de Campos. Naquela época se chamava tudo serve, né? Então, o pessoal coletava as coisas que poderiam ser eh servir para alguma coisa, né, e comercializavam eh garrafa vazia, jornal, né? E hoje nós temos o bazar de usados, né, que são produtos doados pela comunidade de Campinas, [música] que vão servir para gerar renda e também auxiliar pessoas que necessitam, né? E é roupa, é tudo, é roupa, móveis, né, voltadas para a comercialização, né, do brechó de usados, né, e também gerar renda para essas obras sociais. E é nesse prédio, Paulo, é nesse prédio aqui colado a ele, né? Nós temos um bazar aqui na na rua Irmã Serra, na rua Ferreira Penteado, né? E aqui em frente, do lado da casa de apoio à vida, nós temos também um brechó que atende a população aqui da área central. E lá na educandar Euripes nós também temos um bazar de usados, né? E lá em Souza também um bazar de usados, né? Porque cada unidade, cada departamento precisa buscar um jeito de gerar recursos, porque as despesas estão aí, né? o serviço funciona, mas você precisa de manutenção de prédio, você precisa eh trocar equipamento, tá? Tem várias demandas que você precisa buscar recurso, né? E eles vêm para atender essa necessidade. Nesse contexto, quando você diz que hoje tem o apoio do poder público, tem, né, um convênio, é convênio que fala, né, é termo de parceria com Secretaria de Educação de Campinas e com a assistência social e o CMDCA também a gente tem projeto com apoio do CMDCA. Quando a gente pensa nessa renda, nessa formação de renda, hoje a Bambine ela é a maior fonte de recurso. É isso. Importante é importante fonte de recurso pras unidades. E o papel dela, ela atende todas as unidades, então dependendo da demanda, atender atender todas as unidades, né? Gerar recursos pra gente fazer frente a essas demandas, né? E essa questão você disse: "Olha lá, o primeiro emprego era na nossa padaria, hoje ainda tem essa filosofia. Nós temos no Educandário eh cursos de formação para área de gastronomia, né, confeitaria, né, até panificação, né, pizzaiolo, né, então a gente tem vários cursos e atividades que estão trabalhando associado com serviço de assistência social, porque o jovem que chega no educandípides, quando ele é acolhido para receber esse atendimento, ele vai ter diante dele um serviço de assistência social dentro da política pública que a gente faz parceria com o poder público, né, com a Secretaria da Assistência Social e também oficinas de formação que possibilita ele a buscar uma colocação melhor aí no mercado de trabalho, né, daquela time da padaria que você mencionou, hoje quem passa pela Bambine, além de, claro, a gente pensa, ah, vou vou fazer hot dog pra minha família, vou lá comprar o pão, etc e tal. A gente tá no período natalino, inclusive, que vocês têm o tradicional eh panetone. Você vai contar que parece que passou aí por uma mudança, tem novo layout e tudo mais, mas também tem. Por exemplo, outro dia mesmo eu fui lá, ah, vende salgado para quem também quer se alimentar na hora, quer se alimentar ali. Como que foi ganhando essa proporção? E vocês foram percebendo que tinham eh clientes, público para atender toda essa demanda? É isso. Ao longo do tempo a gente foi percebendo que havia um mercado paraa colocação desses produtos, né? E a gente tinha pessoal qualificado para trazer essas essas novidades, né? Trazer essas inovações e agregar valor ali naquela produção, ali naquele serviço que a gente estava oferecendo. Porque o Panetone o foco dele é mais final do ano, né? Apesar de que a Bambine produz panetone o ano inteiro, o ano inteiro nós temos panetone lá. Aí a gente vem criando produtos, como é o caso agora do pão Netone. Pão Netone. Pão Netone. É um panetone em formato retangular, fatiado, né? Como se fosse um pão de forma. É isso. Como se fosse um pão de forma. Mas é uma massa de panetone com acabamento diferenciado, né? E cai no gosto da população, né? A gente foi 2025 o lançamento ou já foi o ano passado? Ele foi acho que 2022 por aí, 22 ou 2 caiu no gosto. Tem sido tem tido uma boa demanda, né? E o Pão Netô é até uma marca registrada nossa. A gente registrou essa marca. Patenteado. Pão Netone. Pão Netone da Bambini, né? Sim. E mas inicialmente era o pãozinho do cachorro quente, é isso? Ou era o pãozinho de cada dia? Era o pãozinho do cachorro quente, [música] mas também o panetone, né? Desde o começo era Não, desde o começo era o panetone também, mas é pãozinho, né? Depois vê a ideia do panetone agregando aí no final do ano essa esse para atender esse mercado que a gente percebeu que era muito forte, né? [música] [música] [música] A gente vai falar agora da casa de apoio à vida, que ficaem bem frente ao CAC, no centro de Campinas. E a gente vai entender um pouquinho com esse trabalho com a Líia, que é uma das gestoras. Líia, me conta primeiro qual que é hoje a função ou se ela já nasceu com essa função quando a gente pensa nesse propósito de apoio à vida. O que é isso? Então, a casa de apoio à vida, ela surgiu eh em 2002, já tinha um atendimento a gestantes desde 1979 no Centro Espírita Allan Kardec, o SEAC. E como iniciou em 2001 [música] o atendimento a gestantes adolescentes separadamente, e nós vimos que a presidência do centro, né, viu que havia necessidade [música] de um espaço reservado para essas eh gestantes. Foi adquirido esse imóvel e desde 2002 ele está funcionando aqui. Então, a Casa de Apoio à Vida atende gestantes carentes de toda a periferia de Campinas e desde 2002. Hoje vocês têm uma média de quantas pessoas atendidas? É, é por mês, é por períodos? Como funciona isso? [música] Nós fazemos três períodos por ano, três períodos para gestantes adultas, três períodos para gestantes adolescentes. Então elas ficam aqui em torno de 3 meses e meio, quatro para o curso ou a oficina de maternagem. Eh, porque mas além da oficina de maternagem, que a gente fala tudo sobre a gestação, cuidados com a criança, sobre os sentimentos, sobre o relacionamento familiar, é bem completo, sabe? Porque eh muda muito os hormônios mudam eh a situação da mulher muda demais nessa nessa nessa fase. E nós vimos que na adolescência é uma fase muito importante pra gente aproveitar e levar mensagens, sabe, de esperança, de otimismo, de programação pro futuro, porque muitas acham que eh engravidou sai da escola, para de estudar e tudo mais. E não, não, nós incentivamos retorno à escola e vimos que a vida continua, que ela vai ter um motivo a mais para vencer na vida. É, quando a gente pensa, inclusive, Líja, nessa questão da [música] escola e temos números que falam sobre esse abandono escolar após a maternidade, principalmente na adolescência, eh, grande parte fala: "Eu não tenho rede de apoio, então eu preciso faltar a escola, não consigo mais com o meu bebê". Como que vocês trabalham, apesar de todas essas dificuldades e essa vulnerabilidade social muito grande? esse entender que a escola ainda precisa, que é um passo importante, [música] que lá no futuro mesmo essa menina sendo mãe, essa adolescente sendo mãe, que ela vai precisar disso uma hora, como é passar isso para essa? Vou te falar as etapas. Então, ela chega aqui muitas vezes desesperada, muito triste, não sabe o que vai fazer da vida agora que tá grávida, é muito jovem. Bom, esse primeiro [música] acolhimento, ela passa pela psicóloga, conversa bastante com assistente social e vai frequentando as aulas, vai conversando com outras que estão na mesma situação dela. É uma terapíngru, vai tendo uma empatia. Isso. No começo ficam bem quietas, muito reservadas, depois ficam assim [música] espontâneas, conversam, a gente vê que vão ganhando alegria. A aceitação do bebê é muito importante. Então, nós temos um trabalho todo feito com isso. Elas vão colocar o nome delas com uma fitinha da cor do sexo do nenê. Se é menino, uma um lacinho azul, um lacinho rosa pra menina. Elas fazem um álbum durante a passagem aqui. Então, eh, a gestante no comecinho, quando chegou, [música] a evolução toda da gestação. E elas fazem enfeitinhos para pendurar no bercinho do bebê, no carrinho, enfim, nós vamos eh trabalhando todo esse laço, mãe e filho e também ahuro delas. Nós fazemos planejamento de futuro, sabe? Planejamento de vida. para tirar aquela questão de que eu engravidei agora. Isso não. Eh, muitas vezes a família é contra, se sentem meio abandonadas, aí é chamada a família, muitas vezes vem a mãe, vem a avó, aquela que tá cuidando dela. E nós vamos conversando. A psicóloga faz um bom trabalho e assistente social também. Aí nasceu o bebê. Nasceu o bebê, é o que você falou, né? E depois como que ela vai continuar? Olha, nós entramos em contato com as creches do do local, com as escolas do território dessa mãe, dentro do território dela, tá? Ela lá onde ela mora, ela vai ter vaga na escola, ela vai ter sempre que possível o lugar na creche, senão ela vai, qual o tempo ela vai arrumando, como deixar essa criança para poder ir na creche. [música] Muitas até levam a criança para amamentar na escola, sabe? a vizinha fica direito inclusive, né? Isso. Então, eh, tudo a os problemas vão se resolvendo, elas vão vendo que tem caminhos e a gente tem muita felicidade nessa transformação, sabe? É uma é uma mudança às vezes que é comovente, sim. Daqui a pouquinho, inclusive vocês vão ver aí, a gente acompanhou uma dessas oficinas de maternagem [música] que hoje trata inclusive desse conhecimento de direitos e tudo mais. Levar essa informação para [música] essa menina, para essa mulher também é de suma importância de olha, você pode ir por esse caminho, você tem que buscar o Cras que é a sua referência da sua região, tudo isso vocês fazem. Isso. A gestante para se matricular aqui, ela tem que ter o cartão da gestante. [música] Ela chega sem. Às vezes ela não tem identidade. A assistência social sem documento. Muitas vieram do Nordeste, não trouxeram nada. Então a assistente social orienta tudo. Elas fazem os documentos, elas vão fazer a primeira consulta, né, do pré-natal e trazem o cartão do pré-natal. Isso é acompanhado aqui. Fazem os exames, tomam os medicamentos. Eu muitas vezes eu eu vejo os exames, os medicamentos, oriento, algumas [música] estão com anemia, a gente percebe alguns alguns sintomas, né? Eu sou sou pediátrica. Sim. Eu vi que inclusive tem lá uns dias que você também dá aula, né? E como que é? a gente tá falando, você falou da questão da anemia e hoje, por exemplo, a diabetes gestacional é um problema sério quando a gente fala de saúde, né? E elas também têm essas questões ou [música] é mais questão da voltada à desnutrição? Não, tem muitas. Olha, tivemos turmas com cinco gestantes com diabetes gestacional, então a gente tem o cuidado no lanche, a orientação toda da alimentação, sabe? Então é, a gente procura fazer o melhor [música] que a gente pode mesmo, bem feitinho. E a CAV, além das gestantes, decidiu recentemente se reorganizar e fazer um atendimento intergeracional a todos os públicos. E esse desafio, Lídia, olha, é um grande desafio. Mas sabe que grande parte disso já fazíamos? Por quê? Nós chamávamos a mãe. Muitas vezes a gente encaminhava a avó que tava doentinha em casa para Unicampinha. A criança, o irmão de 7, 8 anos estava fora de escola, carta para levar pra escola que precisava de vaga para cada criança, entendeu? Então, quer dizer, já tava sendo realizado informalmente. Isso, a família já estava, mas agora nós atendemos grupos a partir desse núcleo da gestante ou não necessariamente? Não necessariamente. [música] Antigamente era mais do núcleo da Foi boa pergunta. Era mais no núcleo da gestante. Agora não. A [música] gente vê que aqui na redundeza tem muitos idosos que ficam isolados. Eles vêm pra aula de Pilates. Nós temos uma aula de Pilates. [música] Sexta-feira é uma graça e não falta, sabe? Então aqui inclusive nós estamos numa sala que tem algumas máquinas de costura. Hoje não tá tendo aula, né? Mas aqui especificamente que que elas fazem aqui? são voluntárias que fazem o enxoval dessas eh para esses bebês que vão nascer. Sim. Todas que frequentam o curso, pelo menos 70% das aulas, elas ganham enxovalzinho no final. E o pilates é de sexta para os idosos. É para idosos e para outras idades também. Quem quiser fazer isso, quem quiser fazer. O jovem também é atendido aqui ou não? Tem jovens, tem muitos jovens no curso de culinária. Nós temos um curso de quintas, as quintas-feiras. Então são eh aulas assim que despertam o interesse dos jovens, principalmente, por exemplo, morango do Nordeste, eh, brownie, sim, sabe, pipoca, gourmet, eles fizeram vários já. Nós já tivemos cursos assim completo, kit de para aniversário, antigamente já tivemos. Agora nós estamos fazendo cursos assim, não tão sequenciais, porque eh pode entrar eh aquele que procura a casa e tem interesse de fazer, já pode, se tiver vaga, já começa eh já entra naquele naquela aula que vai ser dada, não precisa ter um começo, entendeu? Inclusive, quem passar aqui na Irmã Serafina, a rua Irmã Serafina, que depois vira Avenida Anchieta, um pouco mais perto da prefeitura, sempre olha mais pro lado do SEAC, não imagina essa relação muitas vezes, né? E aqui o Paulo falou até um pouquinho da Bambine, eh, anteriormente. Vocês inclusive vendem o panetone da Bambine aqui, que é uma importante fonte de renda. Isso. H nos finais de ano, mas a partir de novembro nós vendemos o panetone aqui também, certo? Sabe, nós aproveitamos essa essa fase do ano, né, para vender o Panetone, que é uma renda para nós também, porque a Bambine [música] é que eh a maioria dos nossos gastos é a bambine que nos acolhe e que nos mantém, né? Então isso também nos ajuda muito. E para 2026 vocês [música] tiveram, deram um grande salto com atendimento interogeracional, qual já tem algum planejamento que a gente pode contar para quem tá lá em casa da casa e justamente para atender essas pessoas? Você disse: "Olha, aqui na região central muitos idosos. A gente tá numa rua super movimentada do centro de Campinas. fala de tudo isso. Isso. Nós estamos fazendo um planejamento para 2026 para atendimento [música] eh em todos os horários da casa. Nós vamos atender eh jovens, né, adolescentes, adultos, idosos e manter os os atendimentos das gestantes. Mas como essas pessoas chegam até vocês? [música] E essas pessoas tem busca ativa, que nós vamos já entrar em contato com algumas escolas aqui perto, né? O horário contra o currículo escolar, eh os postos de saúde, né? As assistentes sociais, a educadora social, elas estão fazendo esse trabalho. Sim. E também os familiares das crianças que ficam na nos atendimentos também muitas vezes recorrem a vocês. [música] Isso como as crianças agora eh tem muitas mães que vêm com os filhos mais velhos, não tinham onde deixar [música] muitas vezes. Então agora a gente já fez um grupinho, eles têm umas atividades, sabe, eh, lúdicas e eles ficam muito bem. E nós estamos achando isso muito bacana e estamos conseguindo eh realizar esse sonho. E nós conseguimos agora com uma ligação com o prédio do fundo que é do centro espírita Allan Kardec, nós temos quatro salas enormes lá. Então, nós temos uma ligação, está acabando de construir um elevador para ter uma acessibilidade, então todos os locais com acessibilidade pra gente ocupar todas as salas lá. Então, dá para crescer novidade por temos espaço pro crescimento. E você vai acompanhar a partir de agora então uma dessas oficinas, a maternagem. A gente conversou [música] com algumas mãezinhas, conversamos com a educadora social, conversamos também com uma outra gestora. Confira agora. A oficina de maternagem é uma das realizadas na Casa de Apoio à vida, que conta com educadoras sociais como a Verônica, que semanalmente traz rodas de conversa com as atendidas sobrevivências, além de saúde, direitos e outros temas. Nós estamos falando um pouquinho do Bolsa Família. falando de todos os benefícios existentes em 2025 para que elas entendam um pouco, vão atrás dos seus direitos, porque é necessário que elas tenham esse entendimento que existe vários benefícios sociais para dar um apoio, para que elas entendam realmente que existe um apoio do governo, né? Então, nós falamos um pouquinho de todos os benefícios existentes e falamos também sobre o cuidado, eh, sobre entender o que você pode, o que que você não pode, qual função do governo federal, né? Então, no apoio nas famílias. Quando a gente fala desses encontros semanais, como eles são preparados? Hoje você tá explicando sobre esses benefícios, a questão do CAD único e tudo mais, mas cada semana é uma atividade. Explica para mim como funciona no geral, tá? Cada semana é uma atividade, né? É elaborada pela equipe técnica, né? Tem, nós temos a psicóloga Marina e assistente social Camila, né? Então, a equipe técnica planeja e eu como educadora social venho com um apoio. Então, nós planejamos juntas, né? E nós temos também a Jane, que coordena a equipe técnica e faz toda desde o preparo das atividades, desde do começo. Então, como que é iniciada essas atividades? Então, nós fazemos o planejamento anual, né? Então, o ano que vem, comecinho de janeiro, nós já vamos fazer pro ano todo. Então, eh, nós vamos entender cada grupo de gestante, cada pessoa, o que que vai ser feito realmente. Eh, hoje nós temos Pilates, nós temos a oficina de maternagem, nós temos o artesanato, eh, deixa eu só me recordar, artesanato, culinária. Então são oficinas que vai o ano todo. Por quê? Porque é um processo que agrega a cave. E hoje nós não atendemos somente gestante, nós atendemos intergeracional. O que significa isso? Significa que nós atendemos todos os públicos. Então, a casa de apoio à vida, ela se tornou uma casa de passagem, né? Então, todas as meninas passam por aqui. Então, desde pessoas em situação de vulnerabilidade social, mental, eh às vezes a pessoa não tá eh necessitada precisando eh de mantimento, de mas precisa de um amparo, de uma rede de apoio. E essa rede de apoio, ela é muito importante, porque que que acontece? Faz elas ficarem mais fortes, elas entenderem o que realmente é um trabalho social. Então eu acredito que a casa de apoio à vida acolhe elas assim de uma maneira assim espetacular. E você como educadora social, vivendo tudo isso com elas a cada semana, me fala um pouco desse sentimento. Bom, gente, eu falo assim que a casa de apoio à vida em si, o SEAC, é uma casa de acolhimento mesmo, porque eu vim de uma situação de vulnerabilidade, né? Então eu acredito que é muito importante reforçar isso. A CAVE não tem preconceito nenhum, questão de raça, gênero, sexualidade. Então nós enxergamos o ser humano como é. Então eu falo assim que isso é muito importante, porque eu vejo o rostinho de cada uma. Isso faz a gente se tornar viva, né? Eu acredito que isso é muito importante. Quando eu comecei a participar, eh, de início foi mais pela parte financeira. né? Porque eles ajudam com cesta básica, a gente tem doação de roupa, tanto pra gente quanto pra criança, né? Então daí isso ajuda bastante. Então quando a gente chega, a gente chega eh procurando ajuda financeira, mas na verdade que por de trás aí você quando você vê mesmo tem muita coisa importante, tá sendo muito bom porque tem muitas coisas que a gente tem dúvida, né? Tanto é, a semana passada também veio uma médica também, eu tirei dúvidas com ela, a gente tira dúvida com a médica, com a psicóloga, a gente precisa também passar pra psicóloga, né, que essa parte da da gestação ela é bem cansativa, né? É bom ter um acompanhamento. No meu caso, eu não vim por conta de das coisas que dão. Eu vim mais para poder socializar, conversar mais, porque eu estava entrando em pressão depois que eu descobri a gestação. Como tem sido para você desde então viver esse essa rede de apoio e entender melhor os seus direitos, preparar melhor para essa fase da maternidade? Ah, tá sendo melhor. Se eu tivesse pegado das outras três gestação, eu acho que dava para tirar de letra. Agora tá bem melhor. Frequento desde que eu tava com três meses de restação. Aí, gente, tá sendo uma experiência maravilhosa, porque a gente passa tanta coisa no dia a dia com as crianças, eh, as coisas da da vida, a correria, e a gente consegue ter um momento pra gente, conseguir ter mais informação. As pessoas aqui elas sacolhem muito a gente, muito mesmo. Parece que eles não tivessem problemas lá fora, sabe? E é muito maravilhoso. A gente aprende muita coisa que nem sonha que existe, quem nem sabe que a gente tem aquele direito ou a gente a a gente tem aquele direito ou simplesmente não é tanto pelo direito, ela a forma de que elas conversam acolhem a gente muito muito surreal mesmo. Agora você tá inclusive com a sua bebezinha no col, continua participando. fala para mim sobre isso. Então, eh, a quando eu ganhei ela, a gente tem um apoio literalmente de tudo. Até finalizar o curso, a gente tá eh vindo do mesmo jeito. Eles ajudam a gente com as crianças depois que a gente ganha. Eh, pelo menos no meu exemplo, o dia da minha cessária, elas tiveram aí mandando mensagem e é muito eh sabe que a gente tem aquele apoio mesmo não sendo de sangue, sabe? É muito muito bom. Eu iniciei aqui em 2014 como bersarista e passei em todas as atividades da CAV e hoje faço parte aqui do comitê também, né? Realizou dinâmicas, atividades, aulas aqui com as meninas, certo? como que é para você eh de certa forma crescer junto com um trabalho que também a cada dia tem ganhado uma nova dimensão? Ah, é muito importante, né, e gratificante, né? Eu tenho a minha formação é enfermeira, né? Então também posso eh aproveitar essa minha experiência trazendo pras meninas, né, pra realidade delas. E essa ampliação que a CAV, né, conseguiu nesse momento, pra gente é muito importante, né, poder atender um público mais diverso, com outras questões que não só, né, a gestação, que até então era o nosso público alto, né? Sim. Mas hoje aqui a gente percebe que além da ajuda de uma cesta básica, de algo nesse sentido, elas se vêm acolhidas dizendo: "Eu posso contar?" Inclusive, quando eu fui ter o meu bebê, me mandaram mensagem e esse essa esse apoio que vocês dão a elas, eu queria que você falasse um pouquinho disso também. É o objetivo, né, que elas se sintam acolhidas, né, aqui na casa de apoio à vida e que também tragam todas as dúvidas, as incertezas, que a gente sabe que a gestação não é uma fase muito tranquila. muitas, né, eh, tão numa gestação que não foi planejada, a sua grande maioria. Então, aqui com a gente, elas têm, né, esse acolhimento. Quando elas ficam dois, três encontros sem vir, a gente liga para saber o que aconteceu, se tá precisando de algum apoio, né? e as nossas, né, profissionais aí, psicóloga, assistente social, educadora, sempre com esse olhar, né, acolhedor, que é o olhar que a gente tem que ter, né, para todo mundo, né, e o interessante são as histórias que a gente escuta aqui. Semana passada, numa dinâmica, uma das nossas assistidas contou que há uns 2, 3 anos atrás ela já tem uma filha que hoje é adolescente e logo que iniciou aí o processo da adolescência, passou por uma fase muito complicada, né? Se envolveu com pessoas, né, que não eram companhias adequadas, estava envolvida com drogas e ela fez a inscrição e foi atendida num outro núcleo nosso que é educandares no projeto Jovem aprendiz. E hoje essa menina tem um emprego e mudou completamente a vida dela. Então a gente vê que mesmo aqui na CAV a gente também tem parcerias com os outros nossos núcleos, né? E pra gente, né, fazendo parte de toda essa história do SEAC, é muito gratificante, né? A gente mostrou aí para quem tá em casa um pouquinho desse trabalho. Lídia, [música] qual é o sentimento que fica? sentimento de amor, de fraternidade. [música] E olha, gente, e é assim uma emoção muito grande você ver a transformação da pessoa, sabe? Eu vou aproveitar que a gente tá falando de sentimento. Você chegou no CAC quando? No CAC em 83. 83. Você era voluntária lá? Isso, fui voluntária, fiz os cursos lá. Eu já sou espírita desde que nasci, tá? vim de Catanduva e frequentava as aulas, frequentava as palestras e o ambulatório que tinha ali, né? Mas quando surgiu então LJA vai para casa e a partir disso começar a assumir [música] atribuições aqui. 2002 o Dr. Zmino Zimirman. Sim, ele, eu conversando com ele, ele falou assim: [música] "Eu falei que eu gostaria de fazer um trabalho e ele falou para mim: "Por que você não procura Daisy, que era presidente na época e ela vai te orientar e que tem um grupo de gestante adolescente [música] aí você vai lá que vai dar sala." E eu adorei e fiquei até hoje. Uma grande história aqui. Então é, tem muitos, muitos, muitas histórias emocionantes. Eu tenho gestante, adolescente que hoje é assistente social, sabe? Ela veio aqui desorientada, com aquele aquele sufoco, aquela vida difícil e venceu as barreiras. Ela quis ser assistente social devido à casa de apoio. [música] Ela achou que ela podia ajudar muita gente, ou seja, olha que coisa linda, significando a vida das pessoas. Sim. É, parabéns pelo trabalho, viu? Ah, obrigada. E você pode acompanhar o Mãos Solidárias na programação da TV Câmara Campinas ou então também conferir outras organizações e instituições que fazem um trabalho importante em Campinas e região lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Até um próximo. Mãos Solidárias. [música] [música] He. [música] [música] [música]