Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] E o mão solidária de hoje está na brinquedoteca do Centro Infantil Boldrin. Você que aí de casa já viu o trabalho no que diz respeito ao combate e tratamento ao câncer infantil, nós vamos hoje mostrar um lado bem importante do hospital, o trabalho voluntariado que é feito aqui por mais de 400 pessoas e especificamente aqui na biblioteca, cerca de 20 voluntários atuam. Por isso, nós vamos conversar com a Débora, que hoje é a porta-voz, para falar sobre esse trabalho. Débora, me fala como que é esse voluntário, a importância dele quando a gente pensa nesse ambiente, inclusive um ambiente que trata de um assunto muito sério, que é o câncer infantil, mas que parece que vocês tm que trazer essa leveza também de efetivamente, especialmente aqui na brinquedoteca, esse espaço de acolhimento à criança. Esse realmente é o objetivo, né? eh a gente trazer leveza, eh, amor, carinho, porque é isso que eles precisam, né? Porque quando a criança é diagnosticada, eh, ela perde o contato com as pessoas, ela perde, eh, a família em si, é só o pai, a mãe e o irmão quando tem. Então, esse carinho, né, essas pessoas que vêm com toda a certeza de que realmente vai fazer a diferença na vida da criança, isso que é importante, porque realmente eles fazem. Tem criança que vem eh no dia do voluntário que mais gosta, porque vai brincar, vai ficar junto, como se fosse uma avó, uma tia, né, que eles não vêm algum tempo, então eles pegam realmente esse amor, esse carinho pelos voluntários. É isso que eles precisam, né, de atenção, de cuidado. E é esse o papel do voluntariado aqui dentro do da brincedoteca do hospital. Tem então um dia específico de cada voluntário, de cada tipo de brincadeira. É assim que vocês se organizam isso. Cada semana, né, cada dia da semana nós temos um grupo diferente de voluntários. Eh, porque quando a gente tem a capacitação, né, eles escolhem qual é o dia melhor, né, do voluntariado e aí com isso a gente forma o grupinho do dia. Então tem criança que gosta de vir na consulta, sei lá, de segunda, de quarta, porque vai encontrar o voluntário que mais gosta. Entendi. É uma empatia que surge a partir do momento desse primeiro contato. Exatamente. Nós estamos falando especificamente na brinquedoteco. O que um voluntário faz, por exemplo, aqui ele acolhe, ele brinca, a gente transforma a dor da ficada em um sorriso. Eh, esse é o objetivo, a gente trazer leveza pro dia da criança numa brincadeira ou até mesmo num colinho, num acolhimento. Então, é esse o papel que os voluntários desenvolvem aqui. Inclusive, gente, vocês devem estar vendo aqui ao fundo, nós temos aqui o sino da vitória. Não sei se vocês já viram na internet, em alguns hospitais. E aqui fale assim: "Olha, toque esse sino com muita fé e orgulho para todos para todos anunciar. A vida é movida por ciclos e a cada vitória temos que comemorar. Parabéns e bem-vindo à nova fase de sua vida. O que é isso, Deblo? Realmente é uma vitória, né? Cada fase que essas crianças passam, eh, cada picada que não vai mais precisar ter, cada injeçãozinha, é uma vitória para eles, né? Dormir até um pouquinho mais tarde em casa, não pegar transporte às 3 horas da manhã, às 4 horas. Então, esse sino ele representa isso, cada fase uma vitória. Não importa o que vai vir depois, importa é que essa fase foi terminada e essa fase vai fazer diferença na vida deles. Então eles tocam o sino quando há o quê? um diagnóstico de cura. É isso. Isso. Nesse momento entrou na manutenção, que é o chamado, né, que vem uma vez a cada semana, uma vez por mês. Aí, enfim, cada protocolo, protocolo é um, mas esse é o objetivo. Terminou uma fase, terminou a quimioterapia, terminou eh as radiostapia, então eles vêm, eles tocam o sinente. Sim. Você pedagoga de formação, já tinha trabalhado em um hospital como esse ano? Não, o Boldrini foi o primeiro e até então faz o anos que eu tô aqui. Então me conta. Eu acho que cada história é direcionada por Deus mesmo. Eu liguei para saber se estavam no processo seletivo e realmente estavam. Eh, a ligação que eu fiz caiu já no RH. Eu já mandei meu currículo e aí passei pelas fases de de prova, né, de entrevista. e fui passando e acabei sendo selecionada e até então estou aqui há 8 anos. Sim. E no início você já veio para coordenar o voluntariado habilito. Não, eu fiquei um setor pedagógico que era chamada ludoteca e faz dois anos que eu tô aqui na na brinquedoteca. Sim. Lá na ludoteca também tem voluntário. Tem. Lá. Qual é a missão? Lá é uma ponte com a sala hospitalar. Eh, lá o objetivo é da gente entregar pras crianças uma parte da escola, né, que também eles não frequentam. Exato. Que eles não frequentam por conta do tratamento. Então, seria mais uma brincadeira relacionada às datas comemorativas, é uma dobradura, algo mais relacionado, não é? Algo mais direcionado à escola, mas mais lúdico, por isso ludoteca. Sim. E esse período em que a criança tá fazendo o tratamento, ela realmente ela não tem um algo que diga: "Ah, você tá estudando no Boldrin?" Não existe isso. Existe, existe a sala de apoio pedagógico. Existe, tá? Eh, inclusive tem crianças que fazem o Enem, fazem as provas, tudo aqui dentro do hospital. Sim. Eh, existem voluntários que vão até o leito para ajudar em alguma matéria específica, para estudar para uma prova, porque depois da pandemia muita coisa mudou, né? Sim. Então eles usam bastante a internet para isso. Eh, de repente para acompanhar uma uma aula, uma videoaula, existe a sala de apoio pedagógico e existe esses voluntários que também vão até o leito para auxiliar. Sim. De forma enquanto tem voluntário em todos os departamentos, para eles realmente não perderem a vida, né? Porque realmente é tirado deles isso, né? No começo do tratamento, no no decorrer do tratamento. Então o hospital ele por ser humanizado, né? Ele tem toda essa estrutura para ajudar a criança e adolescente, continuar a ser criança e adolescente para quando ele voltar essa vida normal essa ruptura, né? Para ele continuar falar: "Eu consegui". Sim. E hoje qual é essa relação dos voluntários com o corpo que efetivamente trabalha que é uma parceria? Com certeza. Eu acho que quando a gente fala de Hospital Boldrini já vem voluntariado, né, na nossa mente. E realmente isso, nós precisamos deles, né, eles precisam da gente para alguma orientação e eu acho que é uma ferramenta mesmo, né? Uma é uma máquina. Se um parar, o outro também para. Então a gente precisa realmente dessa parceria. E por outro lado, a questão do compromisso, porque voluntariado, a gente já fez até outros programas que as pessoas falam da importância, mas falam: "Às vezes o voluntário não aparece, às vezes a gente não pode cobrar, porque é um trabalho, né, que a pessoa com o próprio irmão me diz, ela se doa um período da vida dela, um tempo da vida dela. Como que é importante para vocês que esse tempo em que ela se dispôs, ele seja efetivamente cumprido esse compromisso do voluntário com Boldrini? Eu acho que isso vai de cada um, né? Eu acho que a partir do momento que a pessoa entra lá no site e fala: "Eu vou me dedicar essas 4 horas por semana para estar dentro do hospital". São 4 horas, então 4 horas. É. E eu acho que isso vem da pessoa mesmo. E a partir do momento que ela tá aqui dentro, ela vê a importância dela estar aqui. E realmente eu tenho voluntários que quando não conseguem vir falar: "Ai, que falta me fez". Então eles gostam, avisam, avisam: "Olha, não vou conseguir ir porque cada setor tem um coordenador de voluntário também". Sim. Então esse esse coordenador de voluntário, ele tá diretamente ligado a nossos funcionários. Então, eh, eles avisam: "Olha, hoje eh a pessoa não vai, teve uma consulta, se conseguiri, vem. Às vezes tem um voluntário que vai para uma consulta e vem, nem se for uma horinha, mas vem, não deixa de vir". Por outro lado também vocês contam com parceiros, inclusive daqui a pouco você vai ver aí a entrega de um projeto que é feito lá em Minas Gerais e que trouxe aqui, as meninas desse projeto trouxeram aqui brinquedos. Também tem essa questão de vir parceiros para fazer ações pontuais. Sim, sempre. Eh, a maioria deles vem em datas específicas, né? Eh, nesse mês tem o mês das crianças, então a gente teve uma semana repleta de entregas, né, de pipoca, algodão doce, tem parceiros que vêm, trazem os carrinhos, trazem os brinquedos. Hoje a gente teve entrega do amigo Rumi, né, que é representado, né, através do brinquedo a criança. Fica carequinha, tira o bonezinho, quisendo criança consegue brincar. Então essa semana foi bem recheada de de entregas dos parceiros. Sim. E essa questão também de pensar nesse momento em que a criança interage, em que a família, a gente percebe que a gente tá falando bastante das crianças, mas que a família interage bastante com vocês, com os voluntários. É um e é um momento também que aquela mãe, aquele pai, aquele responsável desabafa um pouco também, respira, né? O espaço da brincadeca, ele tem esse objetivo também de acolher não só a família, a criança e todos que vem com ela, né? Porque aqui onde ele senta, ele respira, deixa a criança brincar, deixa a criança ser criança e ele acaba respirando um pouquinho também. Então é o objetivo dos voluntários aqui também é esse acolhimento com a família, tá certo? Então, olha, daqui a pouquinho a gente vai mostrar então essa ação do projeto Tecendo Sonhos aqui no Boldrini e vamos conversar com voluntárias que toda semana estão aqui dando o seu melhor pras crianças e pras famílias atendidas no Centro Infantil Boldrini. A gente vai para um breve intervalo e volta já já com mãos solidárias. [Música] E além do trabalho efetivo dos voluntários do Boldrini, hoje a gente acompanha também o trabalho de parceiros. Nós estamos aqui na entrega de bonequinhos como esses, os amigurumes. Olha, eles trazem empatia e mostram pras crianças que é possível também ter alegria nesse momento de tratamento e combate ao câncer. Nós estamos falando do projeto Tecendo Emoções e a gente vai acompanhar essa entrega de cada um desse presente que foi produzido lá no Triângulo Mineiro, direto aqui para Campinas. Esse [Música] projeto Projeto surgiu em Uberaba em 2023, quando eu comecei a fazer bonecos pra Central de Quimioterapia de Uberaba e apareceu mais duas colegas que se dispuseram a ajudar. Isso foi crescendo, nós começamos a ensinar a fazer o boneco e de três nós somos quase 40. Aí nós começamos a fazer a entrega no Triângulo Mineiro e o número de bonecos foram crescendo e nós começamos, levamos para Franca, Ribeirão Preto, Divinópolis, Passos, Brasília. Nós levamos o ano passado 280 para Brasília e fizemos a reposição nessas outras cidades, né? Levamos também para São José do Rio Preto. Então a gente aproveita assim aonde tem alguém que esteja passando para tá levando esses bonecos, porque o custo é alto. A gente percebe que inclusive os bonecos eles têm algumas peculiaridades. Todos eles são carequinhas e tem a para formar ação desse boneco, a peruquinha é que faz ele virar um bichinho ou outra coisa assim. Fala um pouquinho dessa dinâmica que vocês pensaram quando formataram esses bonecos. Ele sai a toquinha porque onde a criança se caracteriza com o boneco, porque chega um momento que o cabelinho dela cai, né? Então ali ela passa a ter um amiguinho em comum. Então esse é o motivo da Toquinha sair. E você que me disse, começou lá em Uberaba, depois com mais três amigas, hoje estão aí em 40 voluntários. como que esse projeto foi se formatando de uma forma em que vocês hoje conseguem ter essa capilaridade e não só trabalhar, vocês produzem lá, mas trazem, por exemplo, agora vindo aqui pro estado de São Paulo e tudo mais, me fala dessa formatação. Olha, a a as voluntárias elas confeccionam em casa. Então, esse ano é que nós conseguimos montar a associação, ter o local da associação, porque antes era tudo eh guardado o material na minha casa e esse ano nós começamos assim até alguns amigos que apoiaram o projeto. Aí nós conseguimos alugar o imóvel, né, que hoje nós estamos no shopping generoso lença em Uberapa e o local onde a gente recebe os bonecos, distribui o material e também damos aula. Quem não sabe o amigurumi, sabe o crochê e não sabe o amigurume, ela vai aprender. E ela se compromete a doar o primeiro boné. O primeiro boneco dela é do projeto. Aí depois se ela quiser continuar sendo voluntária, aí ela permanece. Tem muitas que assim é muito transitório, porque umas fazem durante um tempo e começa a ter aquilo como renda, a fazer um amigurume para vender. Então também não deixa de ser uma glória pra gente, né? Que muitas vê ele como uma fonte de renda também. Então, aquelas que vem ali como a fonte de renda, aí elas já não confecciona tantos bonecos projeto. Umas deixam, outras confeccionam menos. E hoje nós temos uma voluntária, é a Luzia Josequian. Ela tem 80 anos, é a voluntária que mais confeccionou bonecos foi a dona Luzia. E hoje se concretiza esse isso que vocês plantam lá na cidade de vocês, na casa de cada uma, na entrega. Como que é isso para você? Ai, até difícil de falar. É muito gratificante na entrega que você vê o sorriso da criança, a felicidade dela de est recebendo aquele boneco. Aí no caso ela tá recebendo luz, porque a nossa boneca tem o nome de luz e o boneco tem o nome de coragem. Então é muito gratificante. A gente pensa assim que às vezes a gente tá doando, não, a gente tá recebendo muito mais. A doação é a gente que recebe aquele amor, aquela gratidão que você vê no olhar da criança a felicidade dela de estar recebendo o boneco. E como que tem sido essa experiência nessa manhã aqui no Boldrini, um lugar que vocês ainda não conheciam? me fala um pouquinho dessa percepção de vocês. Olha, o o ambiente é muito acolhedor, né? Então a gente vê que assim é um ambiente de amor, é um ambiente sofrido, né? que a gente vê muito sofrimento, tanto da criança como dos pais, mas um ambiente muito acolhedor. Então você nem percebe que tá num num local de tanta dor, né? Você vê amor nas funcionárias com as crianças, né? E vê assim até no olhar dos pais das crianças a gratidão por esse amor que elas recebem aqui do Boldrini. Você é uma das primeiras amigas, então, com a Rosângela conversou e falou: "Vamos fazer bonequinha aqui no hospital". Isso. Fomos eu, eh, a Rosângela e a Renata que começou aí. Vamos. Começou, começou. Foi com a cara e a coragem e estamos aí até hoje, graças a Deus. Você esperava que ia sair de Uberaba e hoje tá em vários cantos do país levando essa alegria pras crianças. A intenção sempre foi. Então, deu certo. Deu certo. Estamos conseguindo. Eu tô no projeto desde outubro de 2023. Eh, eu comecei só fazendo os bonequinhos, uma participação bem bem e pequena. Aí a Rosângela me convidou para fazer parte da para montar a associação. Ela me chamou para fazer parte da diretoria da enfim. E aí a gente começou a participar mais, tem uma participação mais ativa e tá sendo uma experiência maravilhosa. É a primeira vez que eu faço voluntariado e tem me enchido muito o coração. É é muito bom. Eu acho que é fundamental a gente e se doar um pouco, né? E cada vez que a gente faz um bonequinho, a gente põe tanto carinho, tanto amor, desejando que essas crianças se recuperem da melhor forma possível. E a entrega, você disse que até então fazia os bonequinhos. Qual que é esse sentimento de entregar esses presentes? É a primeira vez que eu participo da entrega e tá sendo muito emocionante para mim. Eu tô me segurando aqui na emoção porque mexe muito com a gente, né? E essas crianças são um exemplo pra gente de força e resiliência, né? Então tá sendo uma experiência única na minha vida. Estou desde o início do projeto que já vai fazer 3 anos o ano que vem e foi muito gratificante, né? muito para mim, pelo menos, né, para minha pessoa, foi muito gratificante, né, a gente se valoriza mais, entendeu? E estar aqui hoje fazendo a entrega é é de arrepiar, sabe, as crianças. A gente viu que inclusive você brinca bastante com as crianças, você interage com as crianças. Que sentimento que te traz isso? É difícil de explicar, viu, Mirna? muito difícil, porque até eu passo, né, por esse acompanhamento do linfoma no Rotman. Então eu vejo nessas crianças assim, eu quero ficar junto delas, sabe? Abraçar elas e ficar brincando, interagir com elas, sabe? Isso aqui é muito pequeno no mediante o que elas merecem muito mais amor, carinho, sabe? Isso aí os bonecos é um pouco da alegria que a gente quer trazer para eles, sabe? A luz e coragem. [Música] [Risadas] [Música] [Risadas] [Música] [Risadas] [Música] [Aplausos] [Música] [Risadas] [Música] [Música] [Risadas] Como que é para você tá aqui? E o trabalho dos voluntários ajudando nesse momento que você busca esse atendimento pro seu filho, acompanha o seu filho. Como que é isso para você? Olha, para mim é tudo, né? Porque você tem uma pessoa para apolhar na hora difícil, porque essa hora da decisão da vida dos nossos filhos dói, machuca. E ter uns voluntários para poder abraçar, te dar um colo, saber que lá na frente tem esperança. É tudo. No seu caso, você tá acompanhando seu filho há quanto tempo aqui? Há 20 anos. E nesses 20 anos, se não fosse os voluntário, assim, o boldrin em si completo, acho que eu não estaria aqui, porque a gente pede totalmente o equilíbrio. E aqui a gente encontra amor, carinho, pode ser qualquer fase da vida das crianças, tem um abraço, tem um colo, pode ser na fase boa, na fase ruim, eles sempre estão aqui para apoiar a gente. Isso para mim é excelente, porque precisa, né, num hospital, o clima que é pesado, é é muita luta e sempre aqui nesse hospital sempre tem um aconchego. A gente sente o aconchego dos voluntários, dos a gente mesmo brincar com os pacientes. É muito bom isso daí. Como que é vir aqui fazer hoje? Ainda bem esse acompanhamento já, né, de algo que já foi curado, mas chega aqui, sempre tem os voluntários, sempre tem esse acolhimento. Como que é isso para vocês? É muito gratificante. Eu só tenho muito que agradecer a Deus por pela vida do meu filho. Por por hoje ele tá fora de terapia, graças ao Bom Deus. a gente só vem pra consulta, pra rotina, que ele faz exame a cada 3 anos, mas é muito gratificante. Eu só tenho eh agradecer muito a Deus, a equipe do Boldrina inteira, que sem eles acho que talvez a gente não seria ninguém. É a palavra é gratidão mesmo. E esse aconchego dos voluntários, quando chega aqui, sempre tem um brincando, sempre tem um conversando. Como que é isso para você? É, sem palavras, eles é praticamente uma mãe, um colo de mãe, porque só quem passa, a situação que a gente passa dia a dia é difícil de explicar, mas é acolhimento de mãe aqui. Agora nós vamos conversar com duas voluntárias efetivas aqui do Boldrini, a Mari Lúcia e a Marta. Vamos conhecer um pouquinho da história delas. Mar Lúcia, me conta quanto tempo você é voluntária, como que é sua rotina semanal aqui. Olha, eu sou voluntária 17 anos. Eh, eu venho toda terça, né, feira e adoro aqui minha rotina. Já era na brinquedoteca ou não? Já passou departament sempre foi. Sempre foi na brinquedoteca. Eu adoro criança. Eu venho aqui para brincar mesmo e eu sou uma criança. E outros dias da semana você tem outra atividade ou não? Não, não. É. Você tem mais tranquilo para você. Mais tranquilo para mim. E para você, Marta, me conta também como que é a sua rotina. Eu estou aqui há um ano e pouco. Vim através da Malu. Eh, gosto muito daqui, adoro aqui. Eu acho que foi foi coisa de Deus mesmo de a gente vir, né? Então, eu gosto bastante daqui também. A gente fez questão de mostrar como elas ficam, inclusive com crachá. Olha, a gente tem aqui a foto delas, o nome, voluntariado Boldrini e o e o departamento que cada uma atua. Por exemplo, aqui é o Departamento de Recreação e Artes. E por isso que a gente fez questão de deixá-las com crachar, porque quem chegar aqui no Boldrini e se deparar com pessoas assim como elas, vai entender que não é uma funcionária para diferenciar justamente do funcionário. E isso não só aqui no setor da brinquedoteca, mas também em todos os setores que contam com voluntários aqui na instituição. Agora, Marta, você falou que veio há um ano e pouco. É a sua primeira vez que trabalha como voluntário ou você já tinha sido voluntária? Não, eu fui voluntária na CD em São Paulo por 8 anos. Lá você fazia o quê? Também na voluntária da na ortopista. Tá, mas era brinquedoteca ou não? Não, ortopedtia que era a parte de odonto oftalmo. Oftalmo, tal. E fiquei lá 8 anos. Depois quando eu vim, porque eu sou de Indaiatuba, quando eu vim para cá, comecei a procurar um voluntariado e lá em Daatuba não vi nada. E conheci a parte que nós fazemos também de voluntária de visita de hospital, tá? De quarta-feira conheci a Malu e aí a Malu me orientou a vim fazer a a capacitação e estou adorando aqui. Aí como que é para você? Eu vi que você se desloca bastante entre as crianças, tá toda hora com brinquedo com eles. Como que é isso para você? Cada dia é um dia, né? Eh, a Malu, por exemplo, ela fica bastante na parte de brincar com as crianças, porque a Malu, ela é muito divertida, muito brincalhona, muito criança, né? Eu procuro ficar mais na orientação, né? ajuda na parte de recepção, onde às vezes a criança te adota também, né? Olha, é, olha aí, já tá chegando amig já adotou, então a gente cada dia um dia. Olha, ele trouxe presente para você. Que lindo. Uma barrinha, viu? Então, às vezes a criança te adota, né, naquele dia. Ah, você me deu, hein? É, gente, não é bem assim não. Não é fácil ganhar brinquedo assim não. O presente aqui. Então você nunca sabe o que você vai fazer, né? E aí depois a gente vai sempre procurando deixar organizada porque muita coisa que tem, né? muita criança no começo de manhã mais aitada e depois a gente vai organizando e saímos daqui. Feliz é mesmo. Agora, Malu, a gente viu aqui, né, uma espontaneidade, mas a gente sabe que tem dias, assim como todas as pessoas, tem dias melhores e tem dias piores. Como que vocês, você chega aqui, tem dia que você vê, olha, hoje eles estão precisando que eu fique um pouco mais alegre, hoje eles precisam que eu esteja de tal maneira, porque às vezes parece que naquele dia tá um pouco mais pesado. Como que é isso para você? É realmente isso que você comentou. Tem dia que chega, eles estão mais, né? Tem criança que não quer brincar, então a gente fez, eu respeito no caso, né? E vou brincar com outras, né? Então a gente tem que saber mesmo lidar, né? Porque é com a dificuldade deles, né? É, tem dia até que tem criança que quer brincar, mas talvez naquele dia ela esteja um pouco mais cansada, tenha passado por um procedimento que deixou um pouco mais assim, digamos que, né? Às vezes com uma não digo com uma às vezes não tá se sentindo muito bem, mas às vezes ela quer brincar. Como que você lida com isso para fazer com que ela saia naquele momento em que tá brincando com você de toda aquela sensações para ela viver esse momento com você? Como que é isso? Olha, eu sempre como a Marta falou, eu sempre fui muito brincalhona. Eu fiz e eh fui voluntária de palhaço no hospital, tá? Comando, foram 7 anos. Então eu procuro tirar o sorriso dele, sabe? Sim, fazendo uma brincadeira, eu mesma sem buscar os brinquedos, tá? Sabe, para tirar um sorriso dele. Aí sim eu vou peço para ele escolher um brinquedinho pra gente começar, senão eu fico contando história. Eu gosto muito de história. Às vezes conta até do meu filho, você entendeu? Casos que eu vivi com meu filho. E isso eu consigo tirar esse sorriso dessa criança. Aá. Agora para você, Marta, como que é também? Eu percebo que vocês não conversam só com as crianças, com a principalmente com as mães, como que é também às vezes, né? Não, não ser um contador, mas ser um ouvente. O voluntário, ele tem que ser muito ouvinte, né? Além de brincar, ele tem que ser muito ouvinte, muito eh isento. Então, às vezes você escuta tua mãe falar, às vezes você consegue dar um apoio de conversas mais próximas assim, de acreditar, né? Então, a gente tá sempre procurando elevar às vezes a mãe, mas muitas vezes para os pais, muitas vezes somos ouvintes, né? E eles ficam bem, muitos chegam aqui meio tímidos, os próprios pais, né? Mari é. Às vezes ele chega meio tímido, meio chateado, mas depois eles saem daqui às vezes aliviado, porque a própria energia da brinquedoteca é isso, né? E a nós também saímos bem daqui. Então eu acho que isso é importante. E aí a gente olha, por isso que eu falo, a gente olha e vê que aquela pessoa precisa da gente e nós nos encaixamos conforme eles precisam, conforme a necessidade. Tem vezes que tem paciente que vem aqui que fala, fala, fala, fala, fala. O próprio paciente, às vezes criança e assim é a própria criança, entendeu? Então é isso, a gente tem um pouquinho mais de sensibilidade e vai encaixando a personalidade da pessoa, o que ela tá precisando. E com a vivência, né, Maluco, a gente vai a vivência, a gente vai percebendo e tendo essa visão. É voluntário às vezes tá em casa e fala assim: "Ah, eu tenho medo de ir porque nem todos os dias são bons, porque tem dias que eu talvez saiba lidar com dias um pouco um pouco ruins. Tem dias bons e dias ruins? Tem dias ou a gente sempre transforma em dias bons. Como que é isso para vocês? Para mim eu transformo, igual você falou, sabe? Para mim aqui é muito importante. Então eu venho aqui, eu mostro a minha alegria. Claro que vai ter dia que a gente vai sentir, né? Ver aquela criança que vem, principalmente quando eu iniciei. Quando eu iniciei foi difícil eu ver assim, acompanhar crianças e depois, né, a gente sentir mudanças. Mas eu transformo, eu busco transformar. Isso é minha alma. Eu, na realidade eu acho que nós voluntários viemos aqui para aprender. A primeira coisa que a gente tem é aprender. E toda vez que eu particularmente e a Malu também, com certeza, qualquer voluntário, ele ora antes de vir, ele ora e pede para que deixe os nossos problemas para trás. E ficamos aqui neutros para todas as energias boas e ruins. Bim, quando saímos também oramos. Então, quer dizer, o que vai, o que nós passamos aqui, nós, como a Malu falou, transforma, mas ao mesmo tempo a gente se transforma. Então, sempre é bom. A gente às vezes se vem e fala: "Puxa, é difícil", mas depois vê que foi bom. E aqui eu acho que o que a diferença na brinquedoteca e mesmo na no boldrinho que eu acho e na CD foi assim é criança. A criança ela tem a essa alegria. Então pra gente é sempre bom ver criança, né? Sim, é tudo pra gente. Então é muito importante essa gravação. Tá rodeada de criança. Toda hora tem uma criança passando por aqui. Olha aqui esse cenário do programa de hoje na brinquedoteca que foi escolhido pelo Boldrini. Em especial esse cantinho do sino, foi a Marta que nos deu essa essa olha, essa dica, né? soltou o sino. Inclusive, vocês já viram? Me conta cada uma de vocês uma experiência que marcou em um dia em que uma criança ou um adolescente bateu esse sino. Marta, eu marcou muito um menino de 15 anos mais ou menos que ele veio com os pais e você percebia que aqui no sino eles deixam toda a carga que eles fizaram no período. Então, tanto pai quanto mãe e um menino de 15 anos muitas vezes fica quietinho, fica meio sério, tal, e quando ele bate o sino, ele vê que realmente sabe, deu certo e aí ele desabafa, sabe? E ele ele cai, ele ainda mais menino de 15 anos, né? Aí ele solta, é 15 anos adolescência quebra cura, né? Solta. Então você sente aquela coisa, sabe? aquela energia e você fala: "Meu Deus, conseguiu, os pais conseguiram". Então, para nós, quando vem uma pessoa, outro dia veio uma menina que já tava fechado, né, Malu? Tava fechado. Aí nós chamamos, nós chamamos e nós fazemos questão de estar junto para mostrar para eles que tem gente torcendo por eles e fazendo tudo para que dê certo mesmo. E eles percebem isso, né? É. E para você, Malu, tem alguma história? Nossa, é coisa de mineiro aqui. Nossa Senhora. Tantas. E esse c tantas emocionant ai tem crianças que vieram aqui. O que a Marta disse, né? Assim, é uma emoção dos pais, da criança, esse livramento, né? Eh, que venceu, né? E ali foi uma vitória, né? Então isso para mim e foram momentos aqui vários. É. E a gente espera aqui no Mão Solidárias que quem esteja assistindo e que pensou e fala: "Ah, eu não sei se eu quero ser, eu não sei se é bom ser voluntário". Olha gente, tá? Então aqui Marta e Mari Lúcia, justamente para mostrar um pouquinho do que é esse trabalho voluntário aqui do BGIN. Parabéns, meninas, tá? E que você aí em casa seja também despertado por esse sentimento de que é possível fazer com o que você acha às vezes que é pouco aí, mas você viu aqui que é muito. É isso. Você doa e recebe. É isso mesmo. E o amor acima de tudo, né? Porque você tendo amor pelo pela pela humanidade, pelas pessoas, você sempre vai somar, seja onde for, né? Isso. Tá certo. Então, olha, o Mão Solidárias fica por aqui. Você tem aí todos os contatos do Boldrini, as redes sociais, o site, para que você possa, inclusive, caso queira, participar de uma capacitação para ser voluntário aqui no hospital. E olha, acompanha o nosso programa nas redes sociais, nossa playlist, tem tantas outras instituições que nós já conversamos aqui. Até mais. [Música] [Risadas] [Música] เฮ [Música] [Risadas] [Música] [Aplausos] [Música] [Risadas] [Música] [Música] [Risadas] [Música] [Risadas] [Risadas] [Risadas] [Música] [Risadas] [Música] [Música] [Música]