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Mãos Solidárias | Associação esperança e vida
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Mãos Solidárias | Associação esperança e vida

699 views Publicado 07/06/2025 HD · 44:19

Descrição do vídeo

No episódio do programa Mãos Solidárias, conheça de perto o trabalho transformador da Associação Esperança e Vida, que há mais de três décadas dedica-se ao acolhimento e recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Fundada em 1990, a entidade atua em diferentes frentes: como casa de passagem para pessoas em situação de rua, acolhimento de soropositivos com HIV/Aids e recuperação de dependentes químicos. Depois de visitarmos a sede no Jardim Campos Elíseos, voltada ao cuidado com pessoas portadoras do HIV, nesta edição acompanhamos a rotina do sítio na área rural de Valinhos, onde acontece o programa de recuperação baseado nos 12 passos, um método reconhecido internacionalmente por ajudar dependentes químicos a reconstruírem suas vidas. 📌 O que você vai ver neste vídeo: ✅ O relato inspirador de homens que estavam em situação extrema, muitos deles rejeitados pelas famílias, marcados pela dor da dependência, mas que hoje voltam a acreditar em si mesmos, com saúde física e emocional restauradas. ✅ Entrevistas com os assistidos Leandro Soares (37 anos), Júnior Pereira Gomes (49 anos) e Valdir Mariano Costa (53 anos), que compartilham suas histórias de superação, mostrando que o recomeço é possível com apoio, acolhimento e propósito. ✅ A atuação fundamental do presidente Roberto Geraldo da Silva, que lidera a associação com amor, compromisso e fé na transformação humana. ✅ A participação de colaboradores como Sidna Torres (enfermeira), Luiz Plínio da Silva (técnico em eletrônica) e Sílvio José (aposentado), que reforçam a importância da solidariedade coletiva. Além da recuperação física e emocional, a Esperança e Vida promove reinserção social e reconstrução de vínculos familiares, pilares essenciais para a autonomia dos acolhidos. Ao longo de nove meses de tratamento intensivo, os assistidos recebem acompanhamento terapêutico, cuidados com a saúde e aprendizados para a vida, incluindo oficinas e participação ativa nas atividades da casa. Um destaque do projeto é o @bazarevoficial, coordenado por Isabel Silva, que funciona como fonte de arrecadação para manter os trabalhos da entidade e também como espaço de ocupação e reintegração de muitos assistidos. Doações ao bazar ajudam a garantir a continuidade das ações e mostram como cada gesto de solidariedade pode fazer a diferença. A Associação Esperança e Vida é mais do que uma instituição – é um verdadeiro símbolo de resiliência, fé, amor ao próximo e compromisso com a dignidade humana. São milhares de vidas resgatadas ao longo dos anos, cada uma com sua história, sua dor e sua luta, mas também com a possibilidade real de um novo começo. ✨ Este episódio é uma homenagem a todos os que acreditam na transformação através do acolhimento. Assista, emocione-se, compartilhe e fortaleça essa corrente do bem! 🔗 Para saber mais, acesse: www.esperancaevida.org.br 📲 Instagram: @associacaoesperancaevida 📲 Bazar: @bazarevoficial Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Conforme prometido, hoje no Mão Solidárias, a gente repete a dose do Esperança e Vida, só que dessa vez no sítio para recuperação de dependentes químicos. E o Robertinho gentilmente nos recebeu aqui nessa sede linda que a gente tá começando a conhecer junto com vocês. E ele começa explicando pra gente como tudo começou, por também esse braço. Robertinho, muito obrigada por nos receber, porque a importância desse local também pra recuperação de dependentes químicos. Olha, nossa gratidão à TV Câmara, né? O primeiro programa já me emocionou bastante, né? Porque é como um filme, né? passando ainda a história desta vocação e desta missão. Então, o alcoolismo e a dependência química sempre foram, Alexandra, uma questão pendente na nossa missão. Eu vi muitos filhos com HIVIDS perder a vida para a bebida alcoólica, para o alcoolismo, para dependência química, embora fosse portadores do HIV, mas as consequências do álcool das outras drogas, eh, que tirou deles a vida, né? Então, a necessidade de fazer alguma coisa também para atender essa demanda era muito grande, muito grande. Quando então em 2000 começamos dar o primeiro passo para criar uma comunidade terapêutica para tratar, em primeiro lugar portadores do HIV AIDS que fossem dependentes do álcool e da droga. Porque as clínicas na década de 90, até mesmo as comunidades terapêuticas, tinham dificuldade de acolher a pessoa com HIV, alegavam não ter habilidade para lidar com alguma intercorrência ou outra, talvez com um preconceito ou outro que algum interno pudesse sofrer dos próprios companheiros, né? Então, a necessidade era muito grande e de se criar um serviço para atender essa demanda. pessoas eh dependentes químicas, alcoolistas que fossem s sorositivos, portadores do HIV. Daí então em 2006 nós conseguimos esse espaço para implantar aqui a nossa comunidade terapêutica. Passado então 18 anos, conseguimos levantar aqui neste lugar mais de 3.000 homens. Uma grande maioria está de pé até hoje, né? Aqui passaram 9 meses fazendo o seu tratamento para voltar à vida familiar, a vida social, a uma vida nova em sobriedade. Então, mostra pra gente como é que acontece, as etapas e toda essa estrutura que vocês conseguiram erguer, né, juntamente com os homens. Pois é, nós oferecemos aqui um tratamento de 9 meses baseado nos quatro pilares, né, da recuperação. 12 passos de alcoólicos e narcóticos anônimos, a espiritualidade, a laborterapia e a disciplina, né? Os 12 passos são ferramentas preciosas para ajudar cada alcoolista, cada dependente químico a compreender a natureza da sua doença, as ferramentas para lidar com ela, a fim de desenvolver as habilidades que a maioria deles não têm para conseguir conviver com uma doença que não tem cura, né, sem precisar mais recorrer ao uso de qualquer substância química, né? Então, os 12 passos é um programa consagrado mundialmente, já centenário, né, podemos assim dizer, que ajudou milhões de pessoas no mundo inteiro a encontrar o caminho da sobriedade. Junto da sobriedade, a espiritualidade. A espiritualidade é uma ferramenta indispensável, uma coluna, um sustentáculo, porque a própria ciência admite que a dependência química, o alcoolismo são doenças. bio, psico, e espiritual. Espiritual. A dependência alcoólica ou química, ela afetou a dimensão transcendental da pessoa, o contato dela com o poder superior. Daí então a necessidade da espiritualidade, né? a laborterapia, que é uma coluna indispensável para redescoberta de si mesmo na atividade laboral, nas suas capacidades de criar, de produzir, de construir, né, a partir de si mesmo, é redescoberta do valor e do sentido do trabalho. O trabalho que para a maioria das pessoas é apenas um meio de sobrevivência. No caso deles era o meio lá no início de financiar o uso de substâncias químicas. Agora, o trabalho aqui é descoberto como um meio de realização humana. Então, quando eles sentam à mesa para saborear uma hortaliça que eles produziram, tomar o leite das vacas que eles trataram e ordenharam, ovo da galinha, a carne suína, a comida que eles ajudaram a preparar nas seis refeições que aqui preparamos e servimos. Ele se vê ali no fruto do trabalho e descobre então que o trabalho é realizador, não é apenas o meio de sobrevivência ou o meio de se ganhar dinheiro para bancar o vício, né? Isso é maravilhoso. A redescoberta do valor e do sentido do trabalho através da labotterapia. E por último, não menos importante, a disciplina. A ciência admite que tanto o alcoolismo quanto a dependência química são doenças. do comportamento doente. Então, o melhor programa de tratamento do mundo é aquele que ajuda a pessoa a reordenar o seu [Música] comportamento. Daí então a disciplina torna-se uma atividade indispensável. A disciplina é composta de valores, regras e limites. Colocado em prática, torna possível a vida em sobriedade. Eles vão se convencendo ao longo do tratamento que sem disciplina eles não conseguem ficar de pé. Então, a gente começa pelo resgate dos valores, porque regra pela regra não faz o menor sentido. Agora, quando a regra está fundamentada num valor humano, legitimamente humano, por exemplo, a verdade, a justiça, a responsabilidade, o respeito, o amor ao próximo, as regras começam a fazer sentido na vida deles. E é até emocionante quando ele sai, né, na primeira visita de reinserção familiar, os familiares fazem foto, vídeo, né, a mãe, por exemplo, né, e olha, dá uma olhadinha aqui como está a cama do meu filho. Ele nunca estendeu uma cama na vida. O quarto dele está impecável. Ele está dando aula pra gente de organização, de limpeza, de disciplina. Que que vocês fizeram com ele? é o programa, né, funcionando. Então isso é maravilhoso. Se a gente olha pro resultado e e isso nos faz crer mais e mais que estamos na direção certa. Foram dezenas eh de filhos que aqui foram tratados, recuperados. E esse ambiente por si só é uma forma de tratar, né? Eu acho que tirar a pessoa do mundo lá fora com todos os estímulos que existem, acho que é um convite para que a gente se volte para dentro. Com certeza. O contato com a natureza é é curativo, é terapêutico, né? É uma entrada dentro de si mesmo. Isso é é natural que isso aconteça, né? E depois o contato com a terra, né? É lindo quando eles estão preparando o solo pro plantil, seja da das hortaliças, seja dos grãos, por exemplo, né, dos cereais. Milho, por exemplo, a gente planta aqui, né? Então eu fiquei emocionado com dos filhos do último plantil. Falei: "Olha, cada um vai adotar um pé de milho. Nós vamos plantar mais de 5.000, né? Mas cada um adote para você compreender todo o processo, como a vida é concebida na natureza, como a vida é gestada, como a vida nasce e desabraxa. Aí quando foi começou a colheta, um deles chegou para mim e falou: "Eu não tô acreditando no que eu estou vendo". Ela era para mim colocar três sementes na terra, no mínimo. Eu coloquei uma só. Nasceu um pé de milho. Um grão de milho deu um pé de milho e o pé de milho deu duas espigas. E eu contei cada espiga deu 500 g. Então é assim, é 1000 para um. Falei: "Você vê como a natureza é pródiga, né? É maravilhoso. Então, nesse contato com a terra, com o preparo da terra, com a semeadura, o cultivo, né, eles vão refletindo a própria vida, né, a própria vida ali, como a vida é concebida, como a vida é gerada. inevitavelmente há uma pausa, né, para a reflexão da vida, do sentido da vida, né, é maravilhoso. E ao e ao desfrutar daquilo que eles produzem aí, a realização é muito grande. É um ciclo, né? Tô curiosa? Então, mostra pra gente. Vamos caminhar então com a [Música] gente. Então, eh, conhecer o programa de tratamento é muito importante e quando a gente olha pro resultado, fala: "Realmente funciona, né?" Nós temos um cronograma de atividades aqui intenso. O galo canta 5:30 da manhã e canta mesmo. É, canta mesmo, literalmente, né? E temos banho, higiene pessoal, café. até às 7. Das 7 às 8 nós temos espiritualidade. Uma hora, meia hora sós nutrição, meia hora em comunidade, né? 8 horas eles fazem uma laboral e em seguida vão pra primeira reunião terapêutica do dia, né? Das 8 às 9. das 9 até às 11:30, 2 horas de laborterapia. É o que está acontecendo agora, né? Então tem aves, tem suo, tem bovinos, tem terra, campo, tem horta, tem também as outras atividades de limpeza, arrumação, preparo das refeições, né? Então eles são bem ocupados. 11:30 temos mais meia hora de espiritualidade até o almoço e meio-dia almoço até 1:15. 1:15 até 1:30 tem uma brigada que é aquela arrumação geral do espaço, né? 1:30 tem a segunda reunião terapêutica. As reuniões são temáticas, né? Até às 2:30. 2:30 às 5 mais 2:30 de laborterapia, 5 da tarde, banho até às 18. 18 às 19, mais uma hora de espiritualidade. 19 jantar às 20 a última reunião terapêutica do dia. São três. Aí às 21 eles estão se recolhendo. Alguns às vezes estende um pouquinho mais para fazer anotações, seja dos exercícios escritos dos 12 passos, seja do do diário espiritual, né, que eles fazem aqui todos os dias. E assim ele sabe que precisa repousar porque no outro dia 5:30, né? Isso é de segunda a sexta. Sábado então tem o faxinal de manhã à tarde livre, né? Domingo também, né? Eh, são praticamente o dia todo livre no domingo, né? Alguns aproveita para colocar em dia as tarefas que talvez deixaram de fazer. Eu precisava refazer alguma coisa. Parte do programa de tratamento deles, né? Porque segunda-feira 5:30 o galo canta de novo, né? Mes nesse ritmo. É, com seis meses eles começam a sair paraas visitas de reinserção familiar e social. Embora eles tenham uma visita mensal, tem ligações semanais, né? Mas eh visita mesmo fora depois de se meses, né? faz a primeira visita, a a equipe avalia, eh tem um questionário que a família e o residente responde, trabalha as dificuldades que ele teve, situações de risco que ele viveu, que ele sentiu que não tinha habilidade para lidar. Então a gente trabalha tudo isso, libera pra segunda visita de 5 dias, né? Essa é um pouco mais desafiante porque pega a realidade das pessoas do dia a dia, né? É, todo mundo levantando cedo para trabalhar e tal e lá ele vai viver o programa, o cronograma de atividades do programa de tratamento, né? Ele leva paraa vida fora. Isso. Depois ele retorna, trabalhamos as dificuldades novamente e é liberado paraa última visita de 7 a 10 dias, né? Essa já tá com pé na estrada da sobriedade, né? Aí já deu 9 meses, aí encerra o tratamento, né? Dado baixa. Ele volta então pra vida familiar, pra vida social, né? E a gente acompanha por mais 12 meses fora da comunidade. Depois de 12 meses, nós o convidamos, né? Ele ficou de pé um ano. Nós convidamos para fazer uma reciclagem de 10 a 30 dias. Ele se interna novamente, faz essa reciclagem, em seguida a gente faz uma pequena solenidade que a gente chama de graduação. Entregamos para ele um certificado para ele lembrar que ele é portador de uma doença e que se ele praticar o programa, ele continua de pé em sobriedade pro resto da vida, né? Maravilhoso. É um programa pra vida. Com certeza, viu? Muito legal. Alguns perderam vínculo familiar também. Sim, sim, sim, sim. E aí existe uma tentativa de resgatar esse vínculo? Sim. Então tem todo um trabalho de serviço social. [Música] [Risadas] [Música] [Música] [Música] Robertinho, a gente falou então dos 12 passos, da laborterapia e agora a gente tá aqui nesse laboratório, né, que já é só só destaqui a gente já se sente melhor, né? Qual que é a importância desse contato com a Terra, com a natureza? Olha, é fundamental pra recuperação, para o tratamento deles, porque esta geração, a maioria desta geração não teve contato com a natureza, contato com a terra, por exemplo, né? Eh, acompanhando então o processo da vida, como a vida é concebida. Primeiramente, como a vida é gestada, como a vida nasce, como ela floresce no tempo da da natureza. Isso, no tempo da natureza. Então, o contato com a Terra sobretudo leva naturalmente a reflexão do processo da existência, né? E nisso a pessoa então reflete sobre si mesma. E quando então ela senta à mesa para desfrutar do resultado do seu trabalho, mais do que a capacidade de planejar, de criar, de produzir, de construir, reencontra, descobre ou redescobre o valor e o verdadeiro sentido do trabalho. É na prática, né, que a coisa acontece. E vocês conseguem produzir para consumo interno e vender também? Com certeza. Produzimos para atender as nossas unidades, né? eh hortaliças, um pouco de legumes também e vendemos, né, nos eventos, nas oportunidades aí para ajudar na manutenção aqui da comunidade terapêutica, que também tem um uma despesa, um custo muito alto, né, e para manter tudo isto aqui. Então, a gente trabalha muito, né, não contamos também com recurso público aqui, apenas com doações e o nosso trabalho. Então, aproveitando o gancho, a gente fez um VT na semana passada mostrando como é que funciona o bazar lá no Campos Elíes e vamos mostrar agora pro pessoal, para quem quiser doar ou ir lá fazer suas comprinhas e a gente já volta. A Isabel é a pessoa responsável por esse brechoque. A gente tá vendo que recebe bastante doação, mas pode mandar mais, né, Isabel? E como é que funciona? De que dia? Que dia o horário que o pessoal pode vir? Então, a o bazar funciona de segunda a sexta, das 8 às 6 horas. Dentro desse horário, a gente tá aqui também para receber a doação. No sábado, das 8 às 5, às 15 horas. Ah, então sábado também tem você. 17 horas, desculpa, 17 horas. Sábado até às 17 horas, né? E vocês têm Instagram? Temos. Isabel, o que que a pessoa vai achar aqui? Então é roupa, brinquedo, o que que ela pode trazer? Ó, na verdade é tudo que ela precisa num só lugar, viu? Porque tudo que a gente recebe de doação, a gente a princípio tira o que a casa precisa para manter a obra, né, para usar na enfermaria, no pessoal do sítio e tudo mais. O que excedeu a gente então põe no bazar para converter em dinheiro para suprir as outras necessidades, né, da obra que é folha de pagamento, fralda geriátrica, alimentos e tudo mais. E hoje o bazar tem uma importância significativa, extremamente importante, tá? Ele é responsável por grande parte da do das despesas da organização da ON, viu? Então, a pessoa vem aqui, faz, ajuda a economia solidária, a sustentabilidade e ainda ajuda um projeto como o Esperança e Vida. Exatamente, né? Eh, acaba ajudando a a pessoa mesmo, né? que é preço de bazar mesmo e com a intenção de inclusive ajudar a salvar vidas. Obrigada. De nada. O Luís passou pela Casa Esperança e Vida, né? E hoje ele vem como trabalhador voluntário aqui para fazer o conserto das peças que chegam pro bazar. Conta pra gente como é que é a sua experiência de ter e sido ajudado e agora querer doar também o seu tempo e o seu ofício, né? Então, bom dia, né? Eu me chamo Luís, né? tava no fundo do poço mesmo, no começo, né? Não aceitava internação, não aceitava nenhum tratamento, né? Aí, graças a minha irmã, na minha família, eu vivo por Esperança e Vida, né? Debati com seu Roberto lá, que não queria ficar, mas acabei pensando bem, era uma véspera de feriado, né? E depois depois do feriado eu vim pra Esperança e Vida. Graças a Deus tô restaurado na minha vida, né? Acabou meus vícios tudo. Tô trabalhando aqui no bazar. Eu sou técnico eletrônico, sou ferramenteiro, né? E e tô ajudando a obra, né? Até quando faz quanto tempo? Já vai fazer uns 10 meses que eu tô na obra entre tratamento. O tratamento é 9 meses, mas faz mais de um mês já que eu tô tô tô limpo, né? E trabalhando pra obra. Tá se sentindo bem? Graças a Deus. Excelente. Outra vida, né? Muito obrigada. Obrigada a vocês. Tá. O Silvio é um comprador naturalmente de brechós, né? Já tá acostumado, não conhecia aqui, vai falar pra gente dessa experiência. Você sabia que esse bazar dá suporte para uma entidade tão importante? Então, não tava sabendo, né? Eu passei na porta, conheci e entrei. E eu gosto sempre de ajudar o pessoal e e é bom para mim também, né? Que daí acabo comprando coisas boas para mim e ajudo uma entidade a fazer a o bem pros outros, né? A esposa que tá aqui, mas não quis dar entrevista, já é voluntária numa entidade. Essa importância desse espírito de solidário, como pode comprando no bazar, doando para um bazar, mesmo que você não seja voluntário, tá ajudando de alguma forma, né, Silvio? Ah, sim, né? Tento contribuir, entendeu? E eu sempre tento ajudar quando posso, assim, passo, compro as coisas e é bom para mim também, né? Que nem eu falei, né? É, agora pode voltar, já conhece, né? Ah, sim, com certeza. Agora vou virar até cliente aqui. Obrigada. Nada. Muito obrigado a vocês, viu? E venham conhecer, viu? Porque vale a pena, viu? Bastante. Então, o pessoal agora já conhece o bazar também. Para quem quiser adquirir os pães ou as hortaliças pelo Instagram, é possível? Como é que faz? Sim, sim. É só entrar em contato, né? Entra nas nossas redes ou então faça uma visita, né, presencial lá no bazar. Legal. Faz toda a diferença conhecer o trabalho pessoalmente, né, Robertinho? E a gente conversou mais cedo também com o pessoal que tá aqui como assistido. A gente conversou com a Sidna, que é a enfermeira, que vem aqui também dar todo o suporte. A gente vai mostrar agora pro pessoal como é que é a experiência das pessoas. A gente tá muito doce aqui. Excelente. A gente já volta. A Sidna Torres é enfermeira do Esperança e Vida, fica lá na unidade do Campos Elízios e toda segunda-feira ela vem aqui para fazer os atendimentos e vai contar a história dela, como é que ela veio para cá e o que que ela sente trabalhando aqui, né? Tá. Então, eu trabalhei 17 anos no hospital, meu pai teve câncer, aí eu me afastei por aposentadoria e fui cuidar dele. 3 anos após, eu tava, falei: "Agora eu vou aprender a nadar, fazer meu inglês, vou cuidar um pouquinho de mim", né? Um domingo o Robertinho me liga e fala: "Sidna, que que você tá fazendo da vida?" Falei: "Ah, Robertinho, agora eu tô aproveitando um pouquinho." Ele falou: "Ve aposentou?" Falei, aposentei, vem aqui para você conhecer a nova enfermaria. Porque quando eu passei lá cobrindo férias há muito tempo atrás, 2005, 2006, a enfermaria era primeiro em dois quartos lá no fundo, onde hoje é a enfermaria e era na casa da colhida. Aí ele falou: "Venha conhecer a nova enfermaria". Porque quando eu vi a maquete da enfermaria, eu falei: "Ah, sem recurso, sem condições, vai ser difícil sair essa enfermaria". Eu falei: "Albertinho, não tô fazendo nada. Semana que vem eu dou uma passada aí". E fui. Quando eu cheguei lá, que eu vi os pacientes, comecei a a alegria, o amor, o carisma, a necessidade. Aí eu entrei, eu falei: "Que enfermaria linda, como ficou bonito isso aqui, a cor". Falei: "Só tá faltando uma pintura, tá faltando uma organização, tá faltando alguém que puxe para o trabalho para ficar bonito, né?" Aí eu falei, fui embora para casa, vem trabalhar com a gente, não. Falei: "Não, Bertinho, agora eu vou dar um tempo". De fato. Fui para casa, mas aquilo ficou me incomodando, sabe? No coração. Você não vai fazer nada. Olha aquele de cadeira de roda, olha aquele outro com cara. Você vai ficar em casa dormindo, vendo televisão, fazendo sua natação? Falei: "Quer saber?" Eu vou lá. Falei: "Robertinho, eu venho fazer voluntariado. Pode ser?" Ele falou: "Pode, venha, filha, vai ser muito bem-vinda." Aí ele falou: "Olha, vamos ficar com a gente?" Eu falei: "Ah, Robertinho, venho fazer um voluntariado quando eu posso, quando eu puder não, fica com a gente, Sidna". Aí acabou que eu falei: "Ó, vou ficar." Isso foi em 2019. Desde lá eu falei: "Não, eu vou um ano, dois anos, organizo tudo, organizo a equipe de enfermagem, organizo a enfermaria, deixo tudo bonitinho e saio." Pergunta: 2019, tô até agora, não consegui sair de lá. Por quê? Porque lá tem amor, porque lá tem carinho, porque lá realmente é uma família, tá? Se é um bolo que vem para um, tem que dividir um pedacinho para cada um e dar para todos. não é, não tem egoísmo. Então é um lugar encantador. E aqui é um trabalho, um braço da enfermaria, vamos dizer assim, que que trabalha a dependência química, né? E e não deixa eles chegarem ao ponto em que muitos estão lá na enfermaria. Quando você trabalha aqui, a prevenção, vamos dizer assim, é uma doença. Dependência química é uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e a sensibilização e conscientização deles sobre isso é muito importante e é a parte mais difícil, né? Quando faz um bom trabalho, eles retomam pra sociedade, retoma pra vida, retoma profiss pra profissão deles. É maravilhoso, é gratificante ao extremo. Pelo jeito vai ficar muito tempo ainda, né, Sidna? Olha, Deus é, eu falo, o Robertinho fala: "Ah, Sidna vai ficar até Jesus voltar". Eu falar: "Ah, então vamos deixar Jesus decidir assim a gente trabalha com amor e carinho." Obrigada. Por nada, querida. Leandro Soares tem 37 anos, tá três meses aqui no sítio e agora é a hora da atividade laboral e ele vai contar pra gente como é que tá sendo a experiência dele aqui, né, Leandro? Bom dia. Bom dia. Tudo bem? Tudo joia. Tudo bem, graças a Deus. com vocês. Conta pra gente, Leandro, como é que tá sendo sua experiência aqui. Olha, para mim tá sendo uma experiência muito boa, né? Eu, como era morador de rua, né, já não tinha mais experiência, não tinha mais expectativa de vida. Difícil arrumar uma instituição que não cobre, né, que nos acolhe. Eu fui acolhido há três meses atrás e eu tô aqui, tá sendo experiência única, né? Tô aprendendo a me valorizar, né, para quem era uma pessoa invisível pra sociedade, né, por diversas vezes pedindo alimento e é uma pessoa invisível mesmo pra sociedade. Hoje, graças a essa instituição, a Deus, né, meu meus pais hoje eles voltaram a falar comigo, né, meus pais estão vindo me ver, né, minha mãe, né, e assim, hoje eu a base é Deus e a base é a minha família, né? Então eu sou muito grato a essa instituição, né, que que me deu uma um lugar para dormir, um chuveirinho quente e além de tudo me deu algo que é que é inexplicável, que é a vontade de viver, né, aquilo que eu já não acreditava mais em mim. Hoje eu tenho a esperança de que de que de ter uma vida diferente, né? Hoje eu vou passar meu meu tratamento completo aqui e quero sair, né? E ser uma pessoa produtiva pra sociedade aí também, né? Então sou muito grato a essa instituição. Sim, é isso. E Leandro, das atividades que vocês fazem aqui, tem alguma que você gosta mais assim que você fala: "Oba, tô indo para lá agora". Olha, eu uma que eu que eu gostei bastante foi de ter ficado na cozinha, né? Ter aprendido a cozinhar, né? Ter, né? E e para mim foi muito gratificante poder cozinhar, né? Algo que que eu poderia ter feito pelos meus pais, né? para meus familiares. Então assim, é uma foi algo que eu aprendi, que eu gostei muito, foi a cozinha, mas tem diversas outras atividades, como o curral, né, que é cuidar dos animais, né, da vaca, tirar o leite, dar o alimento. Aliás, aqui é é você começa a dar valor em eh nas simples coisas, né, em coisas que eu não dava valor, simples o ar, né, olha essa natureza. É, então aqui assim eu aprendo a dar valor em coisas que eram insignificantes lá fora, né, que eu só queria, só vivia para usar, né, e usava para viver. Aqui eu aprendi que eu tenho uma doença, né, que essa doença é progressiva, incurável e fatal. E eu tenho que todo dia acordar e viver um dia de cada vez, né? Então assim, são várias atividades. E o tem um mosquitinho chato aqui, é uma brilhinha, ela tá ela tá adoçando a nossa reportagem, então tá conhecendo um novo Leandro. Isso, exatamente. É, é como se fosse que nem eu conversei com com o Robertinho, né? A gente teve o retiro de Páscoa aqui e eu fui aprender que a Páscoa nada mais é do que uma passagem, né? Então, acredito que aqui seja uma passagem de uma vida para uma outra, para uma nova vida, né? Sem álcool, sem droga e aqui também sem o cigarro, né? Porque às vezes nós não damos ênfase ao álcool, mas tudo começou na minha infância quando eu comecei a beber, né, com o álcool. E aqui eu venho aprender, né, que o álcool sim é a porta de entrada para para todos os tipos de de outras drogas. Mas infelizmente o álcool tá escancarado aí, né, nas mídias, nas redes sociais, né, com com diversas reportagens assim que favorecem ao uso do álcool. Mas eu comecei lá em casa num churrasco com a minha família bebendo uma cervejinha também e fui parar na sarjeta, né? Como se disse assim. Mais obrigada pelo seu depoimento. E agora em estado de Páscoa, né? Estado pleno de Páscoa. Semana que vem a gente vai viver o um momento único, né? E assim, estamos ainda é Páscoa, né? Então desejar a todos feliz Páscoa, né? E muita felicidade a todos. E é o que eu posso transmitir para vocês, é algo do meu coração que veio agora, não foi nada programado e e assim é isso, né? Então, Esperança e Vida me trouxe a esperança e a dignidade, porque além de eu ter perdido a minha família, né, tá ausente do meu filho, ter perdido os bens materiais, mas o mais doído para mim foi ter perdido a dignidade, né? E eu venho reconstituindo isso aí aos poucos, a cada dia, né? E obrigado também a vocês que vieram aqui, tá? Desejo a vocês um ótimo dia. Valeu, Leandro. Feliz vida. Feliz vida para todos nós. Amém. Eu que agradeço. O Júnior Pereira Gomes tem 49 anos, já tá aqui há 8 meses, né, Júnior? Tá na meio que na reta final do tratamento. Queria que você falasse pra gente da sua experiência. Bom dia a todos. É uma experiência inexplicável, né? A gente vem de um mundo muito difícil, né? Em outras 24 horas atrás, eu era viciado em drogas, né? Também bebia bebida alcoólica. Me afastei muito da minha família, né? Dos meus queridos. Meu trabalho também foi prejudicado em função de todos os meus comportamentos inadequados das minhas ações, né? E todos os meus pensamentos também, né? E hoje eu tenho a graça e a misericórdia de Deus, poder estar num local abençoado por Deus. Só esperança e vida me acolheu, me educa espiritualmente, me educa fisicamente, me educa em todos os sentidos, em todos os segmentos, me dá todas as ferramentas necessárias, juntamente com os 12 passos para católicos, né, que a gente pratica aqui diariamente, juntamente com a comunidade. Todos os irmãos são parte dessa corrente do bem que a gente vivencia juntamente com os coordenadores, com as pessoas que são linha de frente, né? O Paulinho, o seu Cláudio, né? o que tá lá na sede também, o Ademir, juntamente com o seu Robertinho, que é a ferramenta fundamental de toda essa essa essa corrente, né, que a gente vive diariamente. É muito importante. Eu tô me reestruturando, eu venho num processo já de final de tratamento já, né? Já tive duas inserções. Eu tenho uma, eu tenho uma esposa com uma dificuldade de saúde, mas eu tô me preparando primeiramente para mim poder amar a mim mesmo, para poder retribuir todo esse amor que eu recebo aqui para ela. Que bom. E essa convivência com outros irmãos que também passaram por essa dificuldade traz mais força para vocês. Um ajuda o outro. Você vê que não é uma coisa somente sua, que todos nós estamos sujeitos a isso, né? Exatamente. Sozinho eu não consigo. Essa é a verdadeira realidade da da nossa doença chamada adicção, né? E alcoolismo. A gente não consegue sozinho, né? Sem um Deus da nossa compreensão, sem as escrituras sagradas que a gente vivencia diariamente aqui, não é possível. Os irmãos são peça fundamental nesse processo de recuperação e de reestruturação, né, espiritual. né? A gente partilha, a gente lê os passos, a gente partilha da Bíblia, a gente partilha também dificuldades também e facilidades também, né? A gente não vive só também de dificuldade aqui na comunidade, né? A gente também partilha muita facilidade, a gente partir muita felicidade, muita alegria, mas a gente também tem os nossos momentos também de de mesmo a gente tando em comunidade, a gente sente um pouco sozinho, né? vamos dizer assim, porque a gente tem os nossos, tem a nossa família, mas os irmãos são peça fundamental, porque sem esses irmãos seria muito difícil a gente permanecer aqui na comunidade, né? Porque a gente tem diferenças, somos de crédulos diferentes, somos de famílias diferentes, de classes sociais diferentes. Então a gente tem que se tem que se unir nesse momento tão difícil que a gente vem enfrentando, né? A nossa doença não tem cura. Uma doença que a gente vai levar ela até o último dia de nossas vidas, mas a gente pode estacionar ela. Então, os irmãos são peça fundamental nesse processo de recuperação. Obrigada, Júnior, e sucesso. Amém. Muito obrigado, Deus abençoe, que que Deus continue também trabalhando na vida daquelas pessoas que se encontram lá fora, que não tem a oportunidade, que a gente tá tendo aqui. E que Deus venha abençoar, né, a todas as as pessoas que estão aqui, todas as pessoas que se encontram na sede, né, as pessoas que contêm HIV e a vida do seu Robertinho, grande homem que que me acolheu no maior momento que que eu falei agora não tem mais jeito, mas ele foi lá com seu abraço, com seu sorriso verdadeiro e honesto e me acolheu. Hoje eu estou aqui para poder contemplar todo esse amor. Obrigada. Obrigada a nós todos. O Valdir Mariano Costa tem 53 anos, já tá no nono mês de tratamento, né, Valdir? Vai contar pra gente como é que tá sendo esse processo, como é que foi lá no começo, quando você aceitou vir. É, no começo é muito difícil porque a gente tá na abstinência, então é muito complicado. Ainda mais eu que cheguei aqui é bem debilitado, né? bem eh fraco mesmo. E então até a gente recompor energias, recompor a força física, né, demora um pouco e a abstinência, a gente sofre muito com isso aí, mas quando a gente vem com o propósito para vencer, né, para vencer o tratamento e se cuidar, então essa é a diferença. E é isso aí. O começo é bem bem barra mesmo. Olhando assim, a gente nem imagina que você tá muito bem, né? E você é um dos responsáveis aqui pela horta? Sim, sou eu um dos responsáveis, sou um agilizador também da do sítio, né? Trabalho com equipe boa aí, o seu Hermínio, eh, o Márcio, né? Nós três aí sempre cuidando da horta aí. Eh, é muito gratificante a gente ver as hortaliças, né, que a gente cuida, planta, é, com as nossas próprias mãos aí e depois vê na nossa mesa, né? Então é, não tem preço que pague isso aí. E também é entender que a natureza tem seu próprio tempo, assim como a gente, né, Valdir? Sim, a natureza tem seu próprio tempo, né? A gente cuida muito bem do solo na da da terra aí, da irrigação. Solo bom, com semente boa, não tem como dar errado, né? Não tem como dar errado. Adubo, tudo orgânico. É um trabalho espetacular, é muito bom. É uma laboterapia que não tem igual, né? Aqui é uma paz, é tranquilidade a gente trabalhando e ouvindo o canto dos pássaros aqui. É, não tem preço que pague. Vai deixar saudade também, né? Com certeza vai, mas eu vou estar sempre visitando aqui os irmãos e ajudando, né, aos que estão eh começando agora, né? Eu eh eu conduzo o Santo Terço, Mariana às 18 horas. E ainda vou ajudar muito o pessoal que estão chegando agora. A gente entende, né? a gente vê a situação que eles chegam, né? Eu, por exemplo, é, você me vendo hoje, me imagine com 25 kg a menos há 9 meses atrás. Foi como eu estava, né? Então, é, a gente vê os irmãos chegando aí e coração só toca ajudar, só ajudar. Tudo que recebeu devolveu um pouquinho, né? E a gente brincou mais cedo que ele tem voz de locutor, de repente vai pintar uma nova profissão aí, né? Com certeza. Tá aparecendo uma oportunidade. Eu estou aqui. Obrigada pelo seu testemunho. De nada. Robertinho. Para finalizar essa visita mais uma vez maravilhosa, com muita esperança e muita vida, né? Queria que você falasse desse desafio que é adicção que nem todas as pessoas vão se tornar dependentes químicos, mas algumas têm predisposição e, infelizmente, só vão saber depois que já tiveram contato, principalmente com o álcool, né? Como é que é esse desafio hoje? Nesses 35 anos, isso melhorou ou isso tem se tornado uma um problema de saúde pública? Com certeza, né? Um grande desafio para toda a sociedade, né? Não somente para as autoridades. É tudo começa na experimentação, né? Evitando a experimentação, o risco é bem menor de alguém desenvolver uma relação de dependência com qualquer substância, seja o álcool principal delas, né? Porta de entrada para outras substâncias, né? E as outras chamadas drogas ilícitas também, né? Eh, boa parte passa um bom tempo no uso, no vício, acreditando até que ele vai conseguir desfrutar. da sensação de liberdade, de prazer, de alegria por toda a vida, sem perder o controle. Mas como o nosso organismo desenvolve tolerância, que é a exigência por maior quantidade, maior frequência de uso para poder entregar as mesmas sensações, então a tendência é sempre aumentando o uso e nessa busca, então, né, pelas mesmas sensações, ele acaba desenvolvendo uma relação de dependência com esta ou outra substância química, né, hoje considerada, né, e mais que vício, né, uma doença mesmo, né? né? Uma doença biopsicosocial, espiritual, né? Que é a dependência aqui. Uma doença classificada como lenta leva-se anos para ela se instalar. Progressiva porque o organismo desenvolve tolerância ao químico, né? Eh, incurável. Incurável, né? Então, a qualquer tempo, um oculista ou um um dependente de quem pode ter uma recaída. se ele não conhecer um programa e praticar aquele programa que o ajuda a se manter em sobriedade. E o grande a grande conquista de um de um tratamento é tornar possível, né, a convivência com uma doença que não tem cura, sem precisar recorrer mais ao uso de qualquer substância. E vocês são exemplo disso. Então, quantas pessoas já passaram por aqui neste lugar? Mais de 3.000 homens foram levantados, né, do alcoolismo, da dependência química e a maioria deles estão de pé dando um belíssimo testemunho de vida nova em sobriedade. Então, acredito que este é a melhor recompensa nossa, a maior recompensa nossa. Eh, o ano passado fizemos 18 anos aqui da comunidade e eu convidei 18 filhos, um de cada ano, para testemunhar esta vida nova em sobriedade. Foi uma grande emoção. Eh, provando a nós mesmos que estamos no caminho. Esse modelo de tratamento não é o único que existe, né, de comunidade terapêutica, mas é um modelo que nós acreditamos pelos frutos, pelos resultados que nós podemos conferir. Robertinho, muito obrigada por nos receber mais uma vez, por inspirar pra gente ter esperança e também vigilância para com a nossa vida, né? Muito obrigada em nome de toda a equipe. Que agradeço mais uma vez TV Câmara, toda a equipe maravilhosa que está aqui, né, registrando os melhores momentos da nossa comunidade. E com certeza você que nos vê agora, né, vem com a gente só força. A mestra é grande, os operários são poucos. Esse desafio é todo nosso. E para você que nos assistiu e quiser rever ou compartilhar esse programa, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas na playlist Mãos Solidárias. Você revê os dois programas do Esperança e Vida. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado. Espírito Santo, transforma-me, quero renascer. Quero renascer. Quero renascer. Quero renascer. Quero renascer. [Música] Obrigado por todos. M.
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