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No M Solidárias de hoje, a gente vai conhecer o trabalho da Blace, Associação Batista Livre Assistencial, que desde 2012 impacta aqui a região do Jardim Camburiu, aqui na região do São José, que a a gente conhece um pouco mais. E quem vai contar pra gente como tudo começou é a coordenadora geral Rebeca Santana que recebeu a gente aqui na sede. Muito obrigada, Rebeca. Obrigada a vocês por virem até nós conhecer um pouco do nosso projeto. Com certeza. A gente tem sempre essa proposta de conhecer as entidades, né, que fazem toda a diferença nos territórios, né? Como é que começou a Ablas? Bom, a Abra, ela nasceu em 2012 e ela veio de um olhar sensível e atento dos pastores, o pastor Nilvio e a pastora Karen, que são os líderes aqui da Igreja Batista no Parque Camburiú. E eles perceberam a necessidade eh quando se encontraram, se depararam com muitas crianças e adolescentes vivendo em situações de vulnerabilidade social, eh violência, negligência e também a ausência familiar. E aí eles perceberam, né, que precisava ser feito algo concreto, algo que pudesse influenciar e alcançar essas crianças. Nós temos históricos aqui do narcotráfico, de dependência química, de abandono. Então, o nosso olhar se voltou para essa necessidade e veio a proposta de uma organização sem fins lucrativos que fosse além do assistencialismo. Então, o nosso foco é e ir além da assistência, mas trazer também o afeto, a oportunidade e a transformação. Então, lá atrás nós iniciamos com eh o balé, com o Gilgitsu, o projeto Catalata. Na época eles e faziam a percursão mesmo com as latas. Então, as crianças trabalhavam tanto com o seu instrumento quanto na confecção dele, né, na criação, na construção com o circo. E os anos se passaram, nós atendemos mais de 300 crianças durante todo esse período, esse processo. E hoje, semanalmente nós temos todo esse atendimento com um time de voluntários muito dispostos, que amam o que fazem. E a nossa missão é realmente isso, eh, ir além da oficina técnica, né, do conhecimento de cultura e de arte, mas nós, eh, visamos resgatar o destino dessas crianças, a identidade, redimir para que elas tenham um futuro diferente daquilo que elas estão acostumadas a presenciar. É, a gente sempre encontra, né, entidades que trabalham no contrator escolar, acho que é o perfil de vocês também, né? E aqui tem que ser agradável, eles têm que querer voltar assim no dia de amanhã, né? Eh, um ambiente seguro, eh, e não só seguro no eh âmbito de eh segurança física, mas também esse amparo emocional, né? a criança saber que aqui ela é ouvida, a opinião dela tem valor, é importante. Então, nós eh estabelecemos um ambiente para que elas possam se expressar de maneira autônoma, independente, segura e saber que nós queremos ouvi-la. Para nós isso é o principal. Então, tem essa escuta ativa para saber o que que eles estão demandando. Vocês pensam nas atividades a partir disso? Sim, com certeza. Todo o nosso projeto ele é feito de acordo com essa necessidade, né? Nós eh trabalhamos com a inclusão, acolhimento. Então tem uma criança em específica que é um dos relatos. Ela se achegou até nós muito insegura, muito tímida e ela teve a experiência de se apresentar em um palco. E hoje a gente olha para ela, a gente fala: "Meu Deus, não é a mesma criança que nós conhecemos há dois anos atrás". Então nós eh proporcionamos esse ambiente onde a criança ela é a protagonista do trabalho. É um é um solo fétil que vocês vão trabalhando para essa sementes geremarem, né? Com certeza. E a gente já vê muitos frutos. É isso que eu ia perguntar. Você já tem essa essa esse parâmetro, né, da diferença de como vocês começaram e de como hoje as crianças estão? Sim, com certeza. E isso é certificado pelas próprias famílias. E nós temos depoimentos, relatos de famílias que se achegam até nós e eh relatam quanto a a história da criança foi mudada, foi impactada. O reconhecimento na comunidade do nosso projeto também é algo que eh valida aquilo que nós temos feito, né? E nos motiva, nos engaja a continuar com essa visão, com esse propósito. É um é um sinal de que o mapa tá na direção correta, né? Sim, com certeza. ter a aprovação da comunidade para nós eh um sim, né? Um sim que nós recebemos e é importante para nós continuarmos. O algo que a gente visa muito também eh esse trabalhar, estimular para que esses vínculos familiares eles sejam fortalecidos enquanto família, enquanto comunidade, né? Porque e não é só uma estratégia, nós poderíamos falar apenas com estratégias, né? eh estratégica, mas é um compromisso, né? nós temos esse compromisso que ele visa eh mitigar esses desafios eh repentinos que nós enfrentamos imediatos e influenciar na nessas dinâmicas familiares para que possa das famílias influenciar nessa comunidade e aí sim ver um impacto de transformação social, de eh acesso à cultura, acesso à arte, coisas que e oportunidades que talvez elas não teriam em outros lugares. Sim. Então vocês conseguem alcançar a família através das crianças? Sim. Nós temos um trabalho que nós realizamos duas vezes ao ano. Ele se chama Espetáculo Kids. E nós costumamos dizer que é o resultado visível de todo um trabalho invisível, porque nesse momento as crianças sobem no palco e elas mostram pra família e pra comunidade. é aberto ao público, é aberto a todos, né, que querem vir nos prestigiar, prestigiar as nossas crianças, o nosso trabalho e elas apresentam tudo aquilo que elas aprenderam durante aquele semestre. Então, eh nós fortalecemos a autoestima, damos eh eh valor à identidade, a expressão ativa dessa criança e a família tá ali junto prestigiando, apoiando, aplaudindo. Então é um trabalho incrível e os protagonistas são as crianças mesmo. Nós somos apenas codivantes. Que legal. E aí eles têm essa essa experiência de de apresentar pro público mais importante que é a família, né? No começo da vida é, né? E você me diz que acontece na rua toda aqui na rua nós trouxemos esse essa festa, esse espetáculo, né? Que é uma festa muito linda, muito elaborada. Nós trouxemos pra rua e é aberto a todos. Então se a criança quer levar a família, ela leva. Mas se ela quiser levar a escola, ela também pode estender esse convite a todos. E aí nós temos alimentação, nós temos brinquedos, brincadeiras, prêmios, nós temos teatro. Então tudo é feito para eh proporcionar esse ambiente pra criança. Quem quiser acompanhar esses eventos é só seguir pelo Instagram. Isso. Segue o nosso Instagram @projeto.2s. Ss. Ah, que legal. Então, então já dá para participar e, né, vir entender como é que funciona e conhecer mais, né? Sim, com certeza. Mais cedo a gente acompanhou a oficina de hip hop, né? Muito legal. Logo cedo todo mundo animado, sorridente, não tem como ser infeliz dançando, né? Então a gente vai acompanhar um pouquinho e já volta. Sim. O Gabriel Benício é oficineiro de hip hop aqui da Blast, já tá aqui há 3 anos, já sabe mais ou menos o que que impactou na vida das crianças essa prática, né, Gabriel? Muito obrigada por receber a gente parar no meio da oficina. O pessoal tá aqui quente, aquecido, né, Gabriel? Mas vai dar uma palavrinha com a gente. Como é que impactou na vida das pessoas? Eh, primeiramente, bom dia, né? A arte como um todo, ela ela tem grande valia, desde a criança até o mais adulto, mais idoso. E a gente vê a importância dela como uma manifestação que ela tem pras emoções dela. Muitos alunos vêm aqui e usam da dança, das danças urbanas como um escape. Eu mesmo sou um exemplo disso. Quando era criança, eu tinha dois caminhos na época Cidade Natal, Tabom da Serra. Um dos caminhos, ele partia, passava por uma boca, a outra passava por um pessoal dançando break. Então a gente vê que são dois viéses que t se ter, mas que a cultura faz ter a melhor escolha. E como você mesmo falou, a gente tá aqui dando a entrevista, mas ali a aula tá acontecendo da mesma forma. Isso traz para eles caráter de competência, disciplina, como eles lidam com as questões de escola, trabalho, algumas das nossas alunas, nossos alunos já são adultos, então isso ajuda eles também a lidar com o cotidiano, o dia a dia, que é desafiador para todo mundo, né? E a consciência corporal, ela também participa disso, esse contato com o próprio corpo, com as extensões, com as potências do corpo. Isso também impacta na vida da pessoa? Com certeza, sem sombra de dúvida. Chega adulto aqui que às vezes não sabe o que é direita ou esquerda quando tá sobressão. Então, quando ele tem a noção que ele tem que, por exemplo, apresentar algo, que ele tem que desenvolver algum passo no tempo da música, isso faz com que o corpo dele se adapte de melhor forma. Por exemplo, tem crianças aqui que chegam já com uma pitidão muito boa pra dança e a gente consegue nivelar ainda mais isso, essa pitidão que ela tem para diversas outras coisas, como o esporte, como também a ajuda de outros colegas. Quantas vezes tem um aluninho que não consegue pegar um passo, tem o outro que tá mais avançado, ele se compadece e vai lá e ajuda o próximo. Então essa questão do desenvolvimento corporal e consciência corporal tá muito presente nas aulas. aí a socialização, né, de empatia, tudo isso e a musicalidade que acho que é muito legal isso também. A gente acha que não tem uma importância, mas impacta demais a nossa vida, né? Demais, demais, com certeza. a gente também procura sempre trazer um no nas músicas um acervo que que edifique eh a criança ou adulto no meio de tantas músicas que acabam, como posso dizer, de certa forma, demeritando, com todo o respeito a essa questão mais cultural, a gente sempre procura trazer algo que vá trazer uma reflexão positiva para essa criança, que seja sim uma válvula de escape, como eu disse anteriormente, mas de forma positiva e produtiva. É um combo de benefícios. Ah, com certeza, com certeza. Vem fazer aula. Muito bom. Vamos ouvir um pouquinho deles, então, né? É claro, com certeza. Obrigado, Gabriel. Eu agradeço. A Beatriz começou hoje aqui nas aulas de hip hop e vai falar pra gente o que que ela tá achando, né, Beatriz? Sim. É, eu tô achando super legal. A gente tá aprendendo muito e eu sei que a gente vai ter vergonha de vez em quando, mas depois vai passar vergonha. Tem que superar a vergonha, né? Sim. E os seus colegas estão te incentivando? Você gostou da turma? Sim, eu gostei muito deles e eu espero que seja muito legal, tá? Parabéns e boa sorte. Obrigada. A Manuela também é aluna de hip hop aqui do projeto e vai falar pra gente o que que ela sente fazendo a aula de hip hop, né, Manuela? É muito legal, a gente se veste bastante, a gente aprende vários passos e também a gente perde mais a vergonha de dançar. É muito legal. É tipo se expressar melhor, com mais facilidade. Sim. E hoje nem o frio afastou, que você já tá com calor, né? É, bateu calorzinho. E você fez amizades aqui também? É que eu conheço bastante gente da igreja já. É, então já tá enturmada, né? Uhum. E aí vocês se apresentam também às vezes nos eventos? Já se apresentou alguma vez? Sim. E como é que é se apresentar pro público, para pessoas diferentes? Como é que é? É muito legal, só que dá vergonha. Dá vergonha, mas dá emoção também, não dá? Sim, muito. Estão se preparando também pro próximo evento que vai ser em outubro? É, então quem sabe a gente vem assistir vocês, né? É, quem sabe. Muito bacana. Obrigada. Nada. A Alice, a Rafaela e a Eduarda já fazem dança aqui e hoje vieram pra aula de hip hop, que elas adoram. V, vão contar pra gente o que que elas estão achando, né? Fala pra gente, Alice, você adora dançar, que você acha aqui do projeto? Ah, eu acho muito legal. Eu adoro dançar. E você, Rafaela, você queria fazer essas aulas todos os dias? Sim, eu queria. É muito legal, é uma experiência muito boa também. E você, Eduarda, que já faz balé, né? Gostaria de fazer mais hip hop? Eu gostaria porque é uma experiência diferente de balé. Que que vocês sentem no hip hop de diferente? Ah, ele às vezes faz rápido e o ritmo é diferente dos outros. É um ritmo diferente do balé. E você gosta? Eu gosto porque no balé a gente põe sapatilha e a gente tem que ficar fazendo assim, mas aqui é rápido e ele também faz com a gente. Ele faz com a gente rápido e depois não muito rápido. É tipo assim, mais livre. Expressão. Um jeito de expressar. Sim, sim. Ah, é legal. Então, a gente vai ver vocês dançando um pouquinho. Obrigada. Tá. Aham. A Elisvânia é aluna aqui também da oficina de hip hop e a gente tá vendo que hip hop é para todo mundo e dá para misturar todo mundo. É uma característica da dança. Sim, principalmente do hip hop, né? A gente consegue envolver todo mundo, né? Todas as idades, criança, adolescentes, jovens, pessoas até mais adultas de idade também, né? E o que que você tá sentindo? Já faz um tempo que você tá praticando, né? Sentiu mais desenvoltura ou é alegria pura mesmo? Porque a gente vê que todo mundo se diverte na aula, né? Sim. Ah, flexibilidade também, né? A gente consegue se desenvolver melhor, né? Acaba conhecendo a história de cada um, né? E também tem alcançado bastante gente da nossa comunidade, principalmente. Então, vocês também tm esse momento de trocar a história de vida, de se conhecer um pouco melhor? Sim, a gente tem sim. O Gabriel proporciona tudo isso, né? Sim, ele é muito alegre, ele é muito animado e querendo ou não, acaba nos contagiando, né? Mantendo essa energia vibrante o tempo todo. Sim. Então vamos ver um pouquinho mais dessa aula, né? Sim. Obrigada. Imagina. O Enzo também faz hip hop. Hoje ele é o único menino, mas tem vários que fazem, né? Enzo? Fala pra gente que você gosta de fazer hip hop. É muito da hora. Você faz outras atividades aqui ou vem mais pro hip hop mesmo? Ah, eu comecei agora, mas não faço mais nada. É. E tá curtindo o que que você sente assim e na nas suas na sua desenvoltura, né? Você consegue ter mais molejo, consegue dançar melhor? Que que você sente quando você faz esse hip hop? Ah, eu sinto muito mais melhor. É, sentir disposição durante o dia? Aham. Aí você chega em casa, você fica lembrando dos passinhos, fica treinando. Como é que é? Ah, o treino. Hora que bate uma música assim, já dá vontade de dançar. Dá. E gosta do tio Gabriel? Gosto. Uma da hora. É. E a turma é bacana. Aham. Rebeca, essa importância de aproximar o corpo, né? Porque às vezes as pessoas se desconectam do próprio corpo, né? Não fazendo atividade, não tendo essa relação, vencendo esses desafios de se apresentar. Isso também é uma estratégia com balé. Certeza. Com certeza. O, as danças urbanas e o balé são muito fortes na nossa região. Eh, a dança ela é uma linguagem universal, né? Nós não, nós podemos não falar o mesmo idioma, mas se nós conseguirmos nos comunicar através da dança, a gente tá resolvido, a gente se entende. Então, a dança ela traz essa segurança de si mesmo, ela trabalha a autoestima, ela trabalha eh eu costumo dizer que a dança urbana especialmente ela é um grito, né? Ela é uma expressão. Então é a força que a criança descobre que ela tem, que muitas vezes é silenciada, né, na rotina, no dia a dia. Então ela vem através da dança e ela ganha esse espaço de domínio do corpo e de eh desenvolver habilidades e de eh trabalhar a sua autoestima, quem eu sou, o que eu posso. Então, a dança ela tem esse e essa ação fundamental. Nós temos também e o Gilgitsu, né? O Gilgitso todo, todo ser humano deveria praticar Gilgits pelo menos uma vez. Acho que ela pratica, já pratiquei, mas é fundamental, né? O Gilgits, ele trabalha muita disciplina, ele trabalha e domínio próprio, os valores emocionais, né? É mais do que vai muito além do do que o movimento ali da luta em si, né? Então nós temos depoimentos, por exemplo, de crianças que chegaram indisciplinadas e aí fazendo eh as aulas de Gilgitsu, começaram a entender sobre regras, sobre tempos, momentos. Então afeta diretamente na concentração dessa criança, eh, no cognitivo também, né? Uhum. Né? Quando eu devo parar para que você possa continuar? Enfim. Eh, nós temos também o a musicalização e isso é cientificamente provado, comprovado, né? Crianças que são expostas à música desde criança, desde novas, né? elas têm um desenvolvimento cognitivo muito maior. Então, a musicalização ela é apaixonante, trabalha todo esse eh essas competências cognitivas, emocionais, motoras. Nós temos também o inglês, né? Que legal, o inglês com professores que eh residiram fora do país durante muito tempo, eh trabalham com isso, estão envolvidos nessa rotina. Então, eh, o inglês é a porta, né, pro mundo e eles trazem toda uma didática, uma linguagem dinâmica para atender essas crianças. Então, nós temos o inglês, a música, o Gil, o balé e as danças urbanas. São os nossos projetos aí, carro chefe da nossa oficina e que estão a alcançando, né, o coração de todo esse bairro, dessa comunidade. Ou seja, é uma abertura de horizontes e perspectivas sensacional. e oportunidades, né? Porque eh a gente ouve muito isso, as crianças, tia, quando eu crescer eu quero ser professora de balé igual você. Tio, quando eu crescer eu quero ser professor de hip hop igual você. Então é uma questão de identificação, né, de apreço e tudo isso se constrói ao longo do tempo, né? O nosso trabalho ele é comprovado pelas crianças ao longo do tempo. Então, hoje a gente tem eh uma porta com aberta para essas crianças e além disso é a segurança de saber que elas podem chegar lá, elas podem alcançar. Maravilhoso, né? E devem ter feedbacks e números de escola, da escola também, como é que essas crianças vão e talvez elas multipliquem tudo isso também entre os colegas, né? Isso, com certeza. A gente, acho que a maioria dos nossos alunos vem por indicação, né? Ai, a minha prima faz, ah, a minha amiga da escola faz. Uhum. Eh, e por elas gostarem, elas acabam fazendo essa promoção do ambiente, essa divulgação e aí a gente vai recebendo e inscrições e é um trabalho fantástico. O famoso boca a boca aqui nunca falha, não. Rebeca, muito obrigada por compartilhar essa história com a gente. Sucesso, né? E no próximo bloco a gente vai falar com a Stephanie sobre a assistência que é prestada aqui, como é que as pessoas podem chegar até a Blas e tudo mais. Obrigada. Muito obrigada. Obrigada a vocês. A gente já volta. [Música] De volta pro segundo bloco do mão solidárias de hoje. A gente está aqui na Blác, Associação Batista Livre Assistencial, que funciona no Jardim Camburiu, pertinho ali do Jardim São José. E quem vai falar pra gente de toda essa parte assistencial agora é Stephanie Andrade, que é assistente social aqui da entidade. Muito obrigada por receber a gente, Stepanie. Boa tarde, Débora. Boa tarde a todos. Então, a Blas já tá aqui no no Jardim Camboriu já há um bom tempo, né? Eh, nós desenvolvemos aqui um trabalho assistente social, né, com todas as crianças. Temos eh hoje atendidos aqui são 130 crianças, né, dentro do serviço de convivência de 6 a 14 anos e o CCI, né, que é o intergeracional. Então, dentro desse serviço, a gente atende, conforme a Rebeca falou, né, as oficinas de hip hop, eh, o balé, jits, musicalização, o inglês, né? Então, dentro de todos esses serviços, eh, estão os 130, a 130 atendidos. E dentro desses 130 130 atendidos, ainda a gente tem uma lista de espera, né? Uma lista de espera aí um pouquinho grande, que é uma demanda reprimida. mas que a gente ainda não tem assim os braços eh para atender essa lista de espera, mas que a gente ainda tá buscando eh parceiros eh tanto público quanto privado para fazer esse essa fazer com que essa demanda que está aguardando essa lista de espera para se fazer ser atendida. Sim. Sim. Então as pessoas chegam por demanda espontânea aqui. Sim. demanda espontânea e o boca a boca, né? Vamos supor, tem já os atendidos que existem hoje aqui na escola ou um amigo que tem parentes, né, já sabe o que funciona, eh, né, e aí falar, a gente tem na escola, as escolas aqui do bairro já sabem do projeto, o pessoal do posto de saúde também conhece o projeto, né, então já conhecem e sabem, né, da da estrutura do projeto. E são crianças de 6 a 14 anos no contraturno escolar. Isso. E aí tem o intergeracional, né? O serviço intergeracional que já é adolescente, já são adultos, né? E que aí já tá mais pra parte do gitso também tem a dança, o no hip hip hop também tem. E na musicalização também tem, ou seja, é aberto para todas as idades, a partir de 6 anos, né? Sim, sim, sim. E o desafio então e vocês estão desde 2012, né? Mas estão nesse processo de formalização da OSC e tudo isso. Sim. Eh, na verdade, eh, já estamos desde 2012, né, mas que a gente tá buscando, né, formalizar. Eh, já tem é um processo bem longo, a história já é bem longa. Então, assim, a gente tá procurando agora as certificações junto com o poder público para que a gente possa ter eh conseguir ter atender esse público, né? Porque assim, a nossa região aqui do Jardim de São José, eh, São José, bandeiras, os bairros que nós atendemos, né, Santa Cruz, Nossa Senhora de Lourdes, eh tem a Gleba, que é um pouquinho a parte do Ziel, ã, Camburiu, os bairros adjacentes, né, o entorno. Então, assim, a gente fica de não consegue atender, suprir toda essa demanda porque a gente não tem braços para tudo isso. Então, a gente busca parceiros tanto na rede privada quanto na rede pública. E a rede pública eh demanda os seus certificados, né? Uhum. Hoje a gente já tá, já tem o CMAS, certificado pelo CMASS e estamos buscando os próximos certificados, né, que o poder público pede para que a gente possa ser cofinanciado, né? Mas também buscamos eh parcerias com empresas privadas, né? Mas hoje a gente oferece, independente de não ter esse recurso de poder público, nós oferecemos todas as as nossas oficinas. Todas a gente eh nós funcionamos aqui desde sempre, sempre com recursos de doações. Eu a alimentação sempre com nossos recursos, buscando todos os nossos recursos de doações. Os as nossas oficinas são todos voluntários, como a Rebeca mencionou, todos aqui são voluntários. Então assim, nós funcionamos na força do nosso braço até hoje. Então assim, é um projeto muito lindo e que a gente quer expandir. A gente quer expandir e atender mais crianças, atender mais famílias. Esse é o nosso objetivo, né? Assim, o que a gente vê aqui é o balé, o jitsu, todas essas oficinas aqui na nossa região, as crianças aqui não tm esse acesso, não tem a um balé. Eh, ao Jit, ao Gil, né, ao esporte. E assim, e você vê, você fala assim, gente, daqui pode nascer uma professora que vai para um balé, que vai ser uma professora que pode, gente, pode voar, impactar, sabe, tantas vidas, né? Ã, o professor que dá aulas de inglês, ele é nosso voluntário, ele mora na Índia, ele voltou, ele é nosso voluntário, ele dá aula de inglês, sabe? Então assim, isso é muito legal. Então ele tá impactando aqui vidas e a gente busca isso que que bacana que um um um aluno nosso também possa possa voltar aqui e falar assim: "Também quero ser voluntário". Sim, né? Então acho que esse é o nosso objetivo, impactar essas crianças, essas famílias, oferecer mais recursos, oferecer mais atividades, né? E é isso que a gente busca. Hoje vocês eh ganharam um outro espaço, né? Sempre funcionou aqui, que isso é importante dizer, desde 2012 significa que o trabalho já está consolidado, já funciona muito bem, já consegue crescer, né? Sim, sim, graças a Deus, né? E ainda mais com o espaço próprio, né? Sim, isso. Há dois meses, né? a gente consegui um outro espaço, funcionava aqui e há dois meses a gente conseguiu um espaço novo que a aula de hip hop foi, que é o galpão, né, do projeto da Blast. Então, a gente tá fazendo essa essa transição e então as oficinas estão funcionando também lá no galpão, que é o no outro lado da rua que você viu. Então, tá assim sendo muito legal. As crianças estão adorando. A gente pintou os nossos voluntários que fizeram toda a pintura. Então, assim, a gente tá muito feliz. Muito feliz mesmo. A gente fez a inauguração e a gente quer melhorar. Sim, a gente quer melhorar porque a gente quer dar o melhor, o melhor paraas crianças, paraas famílias e e é isso. A gente sempre tá buscando assim fortalecer, né, esse projeto e a gente sempre vai buscar nossa melhoria, expandir, expandir. Stephanie, para quem tiver assistindo, a gente tá vendo aqui que dá para doar alimentos, mas também dá para ser voluntário ou fazer uma uma doação em espécie para quem quiser e puder. Cestas básicas também vocês recebem. recebemos cestas, recebemos eh de alimentos, eh temos o nosso o site, temos o Instagram do projeto também. Eh podem eh acessar o o site, né, o o Instagram também do projeto @projeto. Ablas, e também o site, né, ablas.com.br. Pode também tá doando alimentos. A gente também tem essa de da questão do alimento que a gente serve e a gente faz eh vamos até os supermercados também, ficamos lá para poder buscar os mantimentos, né? Mas quem quiser estar fazendo doação pode estar entrando em contato com a gente, a gente retira, busca até mesmo questão de de móveis, de escritório, qualquer coisa que as pessoas quiserem estar fazendo a doação, a gente busca, a gente retira, não tem problema. Só tá entrando em contato. É, não tem como não ajudar, só entrar em contato com a gente que a gente busca, a gente retira, não tem problema. E é possível conhecer também, vindo pessoalmente, entrar em contato, conhecer só entrar em contato, agendar uma visita, a gente marca tudo que se um voluntário quiser, porque às vezes a pessoa tem eh costura ou um outro saber que ela queira é artesanato, quiser compartilhar, é só entrar em contato. Pode só entrar em contato que a gente tá em busca também de mais voluntários. É sempre bom, sempre para agregar o nosso projeto, a gente sempre tá aberto a a mais voluntários. Maravilha. Então fica essa dica, é só acessar o Instagram que alguém vai responder para quem tiver interesse, né? Sim, o Instagram e também temos o nosso e-mail, tá? O e-mail pode passar pra gente depois. Então tem nosso e-mail, passo para vocês. A gente vai colocar aqui. Pode entrar em contato. Sim, sim. Pode entrar em contato que é o que é o ablas.com. Perfeito, tá dado já o recado. Então, muito obrigada, Stephanie, por compartilhar essa história de sucesso. Que ela se multiplique e cresça ao infinito, né? Ao infinito e além. Obrigada. Obrigada. E venham conhecer. Ablaço, pessoal. Venham conhecer. Tragam mais gente, venha conhecer nosso projeto que é muito lindo. Muito obrigada. Obrigada a vocês. E para você que assistiu esse programa, quiser rever ou compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e buscar por mãos solidárias hoje na Ablace. Muito obrigada pela sua companhia e até sábado que vem. [Música] เฮ [Música] [Música]