TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Loucuras de Fãs por Ídolos: até Onde Vai a Devoção? | Estúdio Câmara
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Loucuras de Fãs por Ídolos: até Onde Vai a Devoção? | Estúdio Câmara

68 views Publicado 13/05/2025 HD · 59:34

Descrição do vídeo

O amor de fã não tem limites? No Estúdio Câmara desta terça-feira, 13 de maio de 2025, o tema que dominou o bate-papo foi “Loucuras de Fãs por Ídolos” – um assunto que desperta emoções intensas, muita curiosidade e, claro, polêmicas. Afinal, até onde vai a devoção de um fã? O que é carinho e o que já se configura como obsessão? Neste episódio, recebemos duas convidadas que trouxeram visões complementares e profundas sobre o tema. De um lado, a psicóloga Marina Matarazo, especialista em teoria psicanalítica, ajudou a entender os aspectos emocionais por trás da idolatria, a idealização dos artistas e o impacto psicológico tanto para os fãs quanto para os ídolos. Do outro, direto do Ceará, conversamos com a advogada Ana Larissa Pinto, fã do cantor Gustavo Mioto e administradora da maior central de fãs do artista no Brasil. Ana Larissa compartilhou sua trajetória emocionante, desde o início como fã tocada por uma canção que marcou a perda do pai, até se tornar uma figura próxima da equipe oficial de Gustavo Mioto. Ela contou histórias curiosas — como a de fãs que alugaram “carreta furacão” para divulgar músicas, ou até a invasão inusitada de um camarim — e explicou como o fã clube, além de ser espaço de admiração, também funciona como uma rede de acolhimento emocional. Durante o programa, abordamos temas como: A relação entre identidade, pertencimento e fanatismo. A diferença entre admiração saudável e obsessão perigosa. Como a proximidade com o ídolo muda a percepção do fã. A importância dos limites na relação fã-artista. O papel das redes sociais e da cultura digital na intensificação desses laços. A intensidade do fã brasileiro comparado com fãs de outros países. Marina Matarazo pontuou que o fanatismo é muitas vezes uma forma de preencher lacunas emocionais, funcionando como uma "projeção narcísica". Já Ana reforçou que o engajamento dos fãs pode ser positivo e transformador, desde que haja equilíbrio. Ela também destacou o papel de moderação exercido pelas lideranças dos fã clubes para evitar exageros e proteger tanto os fãs quanto os artistas. Além disso, ouvimos depoimentos e perguntas do público, com temas que vão desde o impacto positivo de se ter um ídolo na autoestima, até questões sobre frustrações, exageros e a famosa intensidade do fã brasileiro. Se você já dormiu em fila por um show, chorou por um artista ou conhece alguém que ultrapassou todos os limites pelo seu ídolo, esse episódio é para você! Uma conversa leve, profunda e necessária sobre emoção, limites e pertencimento. 🔔 Assista agora e compartilhe com outros fãs! 💬 Comente: Qual foi a maior loucura que você já fez por um ídolo? 📌 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 🎥 Sugestões de vídeos relacionados da TV Câmara Campinas: Astrologia e Comportamento – Estúdio Câmara 09/05/2025 https://www.youtube.com/watch?v=6rMdBB3s4Jo O Verdadeiro Impacto dos Influenciadores Digitais – Estúdio Câmara https://www.youtube.com/watch?v=4GpASDc9XRI O Som da Infância: Por que Músicas dos Anos 80 e 90 Ainda Encantam? https://www.youtube.com/watch?v=yP7yHXzDz_s #loucurasdefas #fasporidolos #gustavomioto #fanatismo #psicologiaefas #estudiocamara #tvcamaracampinas #campinassp #psicanalise #comportamentohumano #anafanmioto #centraldefas #fandombrasil #entrevistacomfas #reelsbrasil #psicologiacotidiana #obsessaoporidolos #comportamentoviral #videoeducativo #apaixonadosporidolos #idolatria #entrevistatv #emocaoefas #loucuradefabr #psicologianatv #fenomenofas #shortsbrasil #intensidadedobrasileiro #tvpublica #programadebate #relacoesafetivas #admiracao #devocaoporidolos #redessociais #fansclub #eventomusical #mioto #gustavomiotobr #fansdobrasil #influenciadorbrasileiro #psicologiadasmassas #entrevistacompsicologa #fãebr #fãdobrasil

Transcrição completa do vídeo

52 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[Música] Olá, bom dia. Sejam muito bem-vindos a mais um Estúdio Câmara. Hoje é terça-feira, dia 13 de maio. O tema do programa de hoje é daqueles que mexem com a emoção, com a curiosidade e, claro, com a polêmica. Loucuras de fãs por ídolos. Você já acompanhou dias na fila por ingresso? Chorou por um artista ou eh viu alguém que ultrapassou todos os limites pela pessoa famosa que admira? Hoje nós vamos entender até que ponto vai essa devoção e quando ela pode se tornar perigosa. E para esse bate-papo, nós já estamos recebendo aqui no estúdio a psicóloga especialista em teoria psicanalítica Marina Matarazo. Ela tá com a gente, vai conversar conosco sobre esse tema. E olha só que legal, direto do Ceará, via Zoom, nós temos a advogada fã do cantor Gustavo Mioto. E hoje ela administra o maior portal de fãs do cantor no Brasil, Ana Larissa Pinto, seja bem-vinda. Daqui a pouquinho vai falar com a gente também. E o Estúdio Câmara quero ouvir você. Qual foi a coisa mais maluca que você fez por um ídolo, hein? Você conhece alguém que passou dos limites? Manda pra gente a sua mensagem, o seu depoimento. WhatsApp tá na tela. 19978293776. Manda pra gente porque daqui a pouquinho o nosso bate-papo vai ser bom demais. Agora vamos atualizando então as informações para você. A região metropolitana de Campinas ganha o primeiro Centro de Inteligência Metropolitana para Segurança Pública do Brasil. foi inaugurado ontem e é o primeiro centro de inteligência voltado para a segurança pública. O SIM tem como principal função articular os núcleos de inteligência das guardas municipais das 20 cidades da região metropolitana de Campinas, promovendo a cooperação entre os municípios, o compartilhamento e a análise de dados, além da definição de estratégias e a realização de operações conjuntas de enfrentamento à criminalidade. A ideia do SIM é agregar informações de todas as esferas, seja municipal, estadual e federal, inclusive a ABIM. A proposta é produzir conhecimento para que os gestores municipais tenham ferramentas para a tomada de decisões e para a formatação de políticas públicas, em especial da segurança pública. A União das Inteligências contará com o sistema de monitoramento veicular, que já é utilizado por todas as corporações para compartilhamento de informações e também de integração das câmeras CFTV. A sala funciona em um espaço anexo ao Centro Integrado de Comando e Controle de Campinas, na Vila Nova São José. Eh, então é importante, né, a gente saber e divulgar que Campinas agora tem aí um centro integrado de segurança. Agora nós vamos falar sobre saúde. O SEM amplia atendimento oftalmológico com abertura de ambulatórios aos sábados, centro de exames e especialidades médicas. mantém a expansão gradativa de serviços ofertados à população. Funciona em dias úteis desde abril e também abre aos sábados das 8 ao meio-dia. O Centro de Exames e Especialidades Médicas de Campinas estendeu o horário de funcionamento do ambulatório de oftalmologia para ampliar os atendimentos à população. O serviço que antes já era disponível em dias úteis, né, das 8 às 18, passou a receber pacientes desde o mês de abril também aos sábados, no período das 8 da manhã até ao meio-dia. A Secretaria de Saúde mantém a proposta de expandir gradativamente a assistência em especialidades disponibilizadas pelo Sen. Os usuários são atendidos no local mediante encaminhamento pela atenção primária por meio da central de regulação de vagas. A unidade já contava com nove oftalmologistas e foram contratados dois para reforçar o ambulatório e a pasta trabalha neste momento na admissão de outros dois especialistas para o SEM. A equipe eh chegará a 13 profissionais. Importante, né? Importante aí essa contratação para que a gente possa ter mais atendimento aqui na nossa cidade. Previsão do tempo para hoje. Você que for sair de casa agora bem cedinho, né, em Campinas, fica atento aí, porque a terça-feira começa com sol entre nuvens e de acordo com a previsão do tempo, gente, tem possibilidade aí de pancadas isoladas de chuva à tarde, né? Então, quando a gente fala pancadas isoladas, é uma chuvinha aqui e outra ali, mas é importante você levar o seu guarda-chuva. Mínima foi de 16, a máxima chega aos 25º. Essa é a previsão do tempo para a nossa metrópole, de acordo com o climatempo. E agora sim, nós vamos entender, né? Vamos tentar entender esse comportamento tão apaixonado, mas que às vezes vira obsessão. Eh, e para isso nós convidamos duas pessoas, uma especialista vai falar pra gente sobre psicologia, ela tá com a gente aqui já, Marina Matarazo, né? já participou do programa, veio novamente, a gente agradece a sua participação e ela vai eh nos ajudar a entender os aspectos emocionais e comportamento por trás dessa admiração intensa. Seja bem-vinda, Marina. Muito obrigada. Bom dia. Fico muito feliz de estar aqui novamente. Maravilha. E olha só, gente, que legal. diretamente do Ceará, ela vai falar com a gente, a Ana Larice. Ela é advogada do cantor Gustavo Mioto e ela ela é administradora, gente, do maior portal de fãs do artista, né, no Brasil. E de fã ela virou administradora do portal de fãs e agora faz um acompanhamento, né? Ela criou junto com as amigas uma central de fãs e hoje ela mantém uma relação bem próxima com a equipe do cantor, que ela era fã e vai falar com a gente. Era não, ela é fã e vai falar com a gente. Ana, bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, pessoal. É um prazer estar aqui com vocês falando sobre esse assunto, que é um assunto que eu gosto muito de falar, é muito presente no meu dia a dia. Eh, eu acho que vai ser uma conversa muito proveitosa. Ai, que legal. seja bem-vinda. E a gente vai falar mesmo, né, bastante sobre essa questão porque eh vale a pena lembrar, gente, que esse tipo de comportamento não é novo, tá? O fanatismo por ídolos atravessa décadas e se manifesta das mais diversas formas. A gente relembra alguns casos que ganharam repercussão mundial, por exemplo, o show da Madona, né, em 1993 e 2000. Eh, em 1993, fãs acamparam por dias para conseguir ver a rainha do popcanã. Eh, 2024, perdão, milhares de pessoas ocuparam a praia de Copacabana, né, paraa apresentação histórica e gratuita. Algumas pessoas chegaram eh com mais de uma semana de antecedência, dormindo na rua, organizando filas e até improvisando banheiros, né? fãs relataram desmaios, ansiedade, falta de alimentação por conta do medo de perder o lugar na grade. Então assim, é só um dos exemplos, né? Porque a gente acompanha na mídia, na televisão, no Instagram, a loucura dos fãs pelos seus ídolos. E agora então a gente já começa a perguntar pra nossa psicóloga Marina, o que leva uma pessoa a se conectar emocionalmente de forma tão intensa com alguém que ela nem conhece pessoalmente, Marina. Bom, são várias camadas, né? Vamos tentar destrinchar isso. Em primeiro lugar, eu acho que fazer parte de um fã clube, de um fandom, como eles dizem hoje em dia, né, que é uma comunidade de admiradores, tem muito um senso de pertencimento, de fazer parte de uma comunidade, de poder compartilhar angústias e poder compartilhar felicidade junto com outras pessoas que entendem dessa sua obsessão, uma forma de se sentir menos sozinho com relação a esse gosto. Acho que também tem algo da autoafirmação, de uma subjetivação. É como se fosse um marcador identitário, né? Acho que você fazer parte de um grupo como esse diz muito o respeito sobre quem você é, como se você tivesse um sumário de si para dar pro outro. a partir do grupo do qual você faz parte, você já pode estar indicando pro outro como sou, meus valores, do que eu gosto, meu estilo. Então, tem um pouco dessa parte de afirmação de si, esse senso de identidade. E também acho que existe uma forma de amor muito particular, a obsessão pelos ídolos, digamos assim, que a gente chama de amor narcísico. Basicamente é quando a gente projeta no outro partes nossas, partes de si. Então, o ídolo, né, muito pela relação de distância que existe entre os fãs e objeto ídolo, ele carrega um pouco de cada um dos dos fãs em si, né, de forma bem projetiva, como se fosse um pedaço de mim andando pelo mundo. Então, rolo também uma identificação dos fãs para com o ídolo e uma identificação sobretudo entre o fã clube, né? algo que une, que faz com que as pessoas muitas vezes comenta cometam loucuras, atos que a gente chama irracionais, né, em nome de um coletivo, em nome de uma causa maior, digamos assim. Bem interessante, né? E agora a gente fala eh eh vimos o lado psicológico, né? né? Um embasamento psicológico. E agora a gente fala com a Ana, que ela é, como eu falei no início, ela é fã do Gustavo Mioto e hoje ela administra, né, o portal do do cantor. Ô Ana, o que que te fez se tornar fã do Gustavo Mioto e qual que foi aí a sua conexão, né, eh, para algo mais pessoal, assim, como é que você vê a sua trajetória? Porque se a gente for contar eh eh poxa, quem qual a fã que consegue eh eh faz um caminho que consegue ser administradora do portal de fãs do ídolo, né? Tá bem legal a sua história. Eu gostaria que você eh resumisse pra gente como é que foi tudo isso, qual que foi aí a eh o início, né, dessa eh dessa vida que você vive hoje. É uma história de vida bem diferente. Pois é. Eu acho que dá para eu falar hoje em dia por dois aspectos. É, eu comecei sendo fã dele, é, em 2018. Eu não sei se a doutora concorda comigo, mas eu observo hoje em dia que, eh, esse papel ele pode também ser um lugar de preenchimento de alguma lacunda assim na vida. Eu percebo isso hoje em dia, tendo contato com outros fãs, que muitas vezes é, ah, eu perdi alguém, é como se fosse uma substituição também assim de alguma de alguma lacuna na nossa vida, sabe? Eh, eu conheci o Gustavo através da música Impressionando os Anjos, porque ele não, ele era conhecido em São Paulo, mas eu sou do interior do Ceará. Então, eu conheci por essa música. Ela foi a música de tema da missa de um ano de morte do meu pai. Só que aí eu comecei a acompanhá-lo mesmo quando ele começou a ir fazer show no aqui no Nordeste, vir fazer show aqui no Nordeste. Eh, só para retificar uma coisinha que foi dita. Eh, eu eu comecei a participar de um portal com as minhas amigas aí era o fã clube. Desse portal a gente foi convidada a integrar a equipe dele, administrando toda a parte de fãs. Então, hoje eu tenho contato com todos os fãs dele, assim, de forma a representar a equipe dele nessa parte. E a gente conseguiu esse esse reconhecimento assim, essa proximidade só participando do fã clube mesmo. Eh, fomos estreitando as relações, eh, e chegamos até ele. Hoje em dia a gente tem uma relação muito próxima e é engraçado que a Marina falou que realmente a gente tem esse esse eu percebi muito essa transformação em mim do do ídolo, da pessoa projetada pro ser humano, sabe? Porque como hoje a gente tem proximidade com ele, eu eu tive que fazer essa transição da pessoa que eu idealizava pra pessoa que ele é de fato, né? Mas continuo sendo um fã. Não me decepcionei. Olha só, né, Marina? Que interessante essa fala da Ana. Eu gostaria que você explanasse isso, porque eh eh quando a gente é fã, a gente vê a pessoa de uma forma porque é a forma que nós projetamos. E aí a partir do momento que eu começo a conviver com aquela pessoa, é realmente eu estou vendo a pessoa da forma que ela é. No caso da Ana, ela não se decepcionou. Ainda bem, porque tem muitas pessoas que se decepcionam. Totalmente. Isso que ela disse de preencher uma lacuna é muito verdade. Também achei importante você ter tocado nesse assunto porque talvez a idolatria para cada um de nós, cada um dos sujeitos que é fã de algo de alguém ou que um significado diferente, né, na vida dessa pessoa. Eu também tenho uma experiência pessoal de ser fã de um artista internacional e me lembro disso ocupar um lugar tão importante para mim no momento que eu precisava desse colo e parece loucura, né? porque é um colo que não é real, é um colo à distância, mas de alguma forma fazer parte desse vínculo criado imaginariamente ocupou um lugar tão importante para mim num momento da minha vida. E eu acho que eh a gente tende a demonizar muito essas demonstrações de afeto, que são muito intensas, exageradas, essas loucuras que os ídolos fazem pelos fãs, muitas vezes colocam as pessoas em risco mesmo. Mas tem um outro lugar muito importante de ter um significado, de ter uma função na vida daquela pessoa que faz sentido naquele momento, né? Que apazigua algum lugar, que de alguma forma tende a preencher alguma falta, né? E é projetar ausência de falta na outra pessoa, né? Como se o outro ídolo fosse esse lugar de perfeição, mesmo que não tem suas falhas, né? Não é um sujeito com suas faltas. Até porque com a distância é muito mais possível que a gente tenha um prato cheio para essas projeções, né? Agora, como ela disse, tendo um pouco mais de proximidade com a pessoa, eh, eu imagino que deva ser uma um processo de desilução, uma virada de chave para você entender que aquela pessoa também é ser humano, como todos nós. Exatamente. Eh, às vezes, né, a gente vê nessa essas matérias, reportagens, enfim, que tem de de pessoas, de ídolos e de fãs, que às vezes o fã é tão fã que ele perde a noção de que o ídolo dele, é igual você falou, Marina, também é um ser humano, né? Ele tem um dia bom, tem um dia não bom, ele também tem ansiedade, ele pode ser que ele também tenha depressão, ele não precisa ficar rindo o tempo todo, tem aquele negócio de, ah, passou perto de mim, não sorriu, não, eh, não me falou um oi assim da forma que eu esperava. Eh, não foi legal para tirar foto, mas tirou foto. Então, assim, a gente tem bastante eh exemplos disso na internet, né? E aí quando a gente vê pessoas ocupando aí por dias o show como da Madona, da Lady Gaga, eu quero eh falar desse dessa desse último show da Lei Gaga, né? Teve uma situação assim que me chamou muita atenção, Marina, porque eh foi mostrado, né, na na na mídia, enfim, nas redes sociais, que as pessoas ficaram acampadas lá, elas eh eh fizeram tudo ali, né, na verdade, até usaram fralda geriátrica, né, para não perder o lugar. E aí depois que acabou o show, toda aquela espera, aquela ansiedade, uau, né? Terminou, a gente assistiu o show, vamos para casa. Aí tá, chegaram no metrô, tinha fila para entrar e a galera ficou brava e fez um au. Poxa vida, qual que é essa questão e esse esse desequilíbrio? Porque no show eu coloquei fralda geriátrica e eu esperei, eu fiquei de pé, eu quase desmaiei, eu passei fome, eu passei sede. Aí terminou o show, vou para casa no metrô, não consigo esperar 15 minutos porque eu fico muito bravo. E aí, o que que é isso? Esse esse descompensamento, né? O que que o que que acontece? Eu acredito que quando você tá ali no movimento de fazer esse acampamento, de fazer sacrifícios pelo ídolo, eh, é quase como se fosse uma medalha, né? você se sacrificar por quem você ama. Se a gente pensa na na paixão num aspecto geral, tem um flirt aí com a loucura também, né? É uma loucura socialmente aceita, a gente diz. Eh, até quando a gente não tá falando de um objeto ídolo, quando a gente fala da paixão mesmo, qualquer um de nós pode passar por isso, a gente tende a ficar entorpecido por esse objeto amado e a, de repente, ter uma inclinação maior a fazer demonstrações de afeto, eh, para conquistar a atenção, o amor, a devoção daquela pessoa, né? Quando a gente tá falando de um ídolo, não é muito diferente. Então, quando talvez você esteja a serviço de algo, a favor de algo, algo que é esse objeto muito investido, idealizado, é quase como se fosse lindo. É um sacrifício que merece uma medalha, que merece um reconhecimento. As pessoas tendem a se sentir até bem fazendo esse tipo de loucura, digamos assim, né? Aí você vai pegar um metrô, que já não é mais uma coisa que tá a serviço de algum artista, alguém que você ama, né? Uma coisa aí do dia a dia, mas corriqueira, talvez entre um pouco nesse lugar assim de não tá mais a serviço desse objeto nesse momento. Até a reação, acredito, não sei, nunca passei por isso, mas a reação do corpo, da mente deve ser totalmente diferente, porque a pessoa tá lá na adrenalina, né? Tem ali um uma compensação, digamos assim, né? para aquele momento da espera, do show para tudo acontecer e aí depois vai embora, vai pro metrô, vai pegar lá o metrô, quer ir embora logo, quer chegar em casa logo, já volta pro dia a dia, pro natural. É isso que acontece. Aí deve ter uma descompensação aí no corpo, tipo assim, corpo cansou, agora tô cansado, quero ir embora, né? Eu já passei do meu limite e tudo bem. Fiquei ali porque eu fui recompensado por isso que era participar daquele momento, né? Mais ou menos isso, né? É, às vezes nem e às vezes a pessoa nem se sente recompensado, né? É uma coisa de tanta idealização que às vezes é comum você se deparar com tipo, vamos supor, o artista atrasa para entrar no show. Sim. E o fã ficar muito frustrado, né? Porque como assim? Eu fiz tudo isso por você, eu me dispus a passar horas aqui, divulgar seu trabalho, usar fralda geriátrica e você não corresponde às minhas expectativas. Então pode ser que haja frustração também, né? Ness. É isso, gente. É um negócio bem delicado quando a gente fala da psicologia, né? Porque é é o que a gente às vezes nem percebe, né? Mas é algo assim que precisa sim ser visto com outros olhos, não só com a naturalidade do dia a dia. Agora eu pergunto pra Ana, Ana, você desde 2018, né? Então assim, eh, você é fã do do Gustavo e você fez algo assim que você considerou eh além, né, que você considerou uma loucura de fã. E eh, outra pergunta que eu quero fazer para você é o seguinte: eh hoje você administra, você conversa, você está à frente, né, de um fã clube. Como que você avalia o comportamento das fãs? Eh, tem alguma coisa que você possa citar paraa gente que algum momento que você precisou intervir eh na questão do cuidado emocional, porque na verdade o fã clube, o eh fã clube ele acaba fazendo um papel de cuidar do fã, né? Daquele cuidado emocional, daquela aquela questão assim do acolhimento. É isso, sim. Eh, primeiro, a primeira pergunta, olha, eu considero loucura financeira vale, porque eu acho que as minhas loucuras são mais financeiras, mas assim, eu acho que a maior que eu fiz foi, eu moro às 6 horas na capital de daqui de Fortaleza e aí eu fui passar menos de 24 horas em São Paulo. Eu fiz um bate-vto assim de, eu passei umas 20 horas lá, eh, que era um show específico Farraial, que era era um show que era muito importante. Eu queria muito estar lá presente. Eu não sei essa parte, eu não sei muito explicar, acho que a psicologia deve explicar de alguma forma, mas assim, eu me sinto muito bem em estar presente em momentos muito importantes da carreira. É como se eu fizesse parte da construção disso também, entendeu? Sim. Então eu eu fui eu não sei se eu faria de novo, mas eh na época assim, eu sabe uma coisa que você falou, esse negócio do de ir paraa fila, ficar eu nunca passei tanto tempo assim em fila, mas não dá cansaço assim, gente, quando a gente tá muito esperando muito alguma situação para eu viver aquilo ou aquela a própria idealização que a Marina falou, não dá cansaço, a gente não sente. O metrô é porque a gente já passou, não tem mais, a gente não vai mais passar por aquele momento de novo, sabe? Eu assemelho muito isso também para para naturalizar um pouco a sensação do torcedor, sabe, de futebol. É, é meio que isso. Ele na ida também eles não sentem muito, na volta sentem. Eh, mas eu acredito que assim, as maiores foram essas, assim, ah, foi essa que eu fiz, eu considero. Eh, e com relação aos fãs, hoje em dia a gente tem, a gente é meio que a porta de entrada assim para lidar com todos eles. A gente tem o WhatsApp que faz o atendimento, a gente é lida com tudo que que se relaciona à fã, é camarim, é sorteio de brinde, é ingresso para show, tudo tudo passa por nós agora, né? E aí eu percebo muito, é muito difícil lidar com a frustração do fã, com relação, ah, não consegui entrar no camarin para abraçar ele, aí eu preciso abraçar ele porque eu tô muito mal. Eh, sabe, essas coisas assim, é a parte mais difícil para mim hoje. Mas assim, de loucura não, os fãs do Gustavo, eles são bem tranquilos assim, as loucuras que eles fazem é é realmente isso de viajar para muito longe, de ficar muito tempo em fila. eh ele tem adquirido um um fã clube cada vez mais jovem atualmente. Então assim, tem muita energia ainda para gastar. Eh, então a aí acontece essa essas coisas, ficam muito tempo na grade. Eh, ah, eles fazem ações de divulgação, uma coisa legal, não sei se é considerado loucura, mas assim, alugam carreta furacão para dividar música nova. Eles são eles, eles fazem esse tipo de coisa assim. Mas a gente fica de olho. Eu pelo menos acho uma coisa, eu acho importante ficar de olho assim, ó. Não, não tá muito legal aqui, não tá muito normal. Vamos entrar em contato para ver o que aconteceu. Já aconteceu também da gente eh conversar com pessoas que não estavam muito bem, que eh tava alguma situação específica, a gente fala com ele, ele manda alguma coisa, manda vídeo, manda áudio, manda uma mensagem no directa, isso acontece também. Eh, eu acho que ter um fã, ter uma pessoa que foi fã, que é fã nessa parte é muito importante. Acho que alguns cantores já estão fazendo isso. Assim, para quem se importa com com os fãs, essa parte é muito importante, porque a gente tá em alerta, a gente sabe, a gente é um deles, né? Então, eh, a gente passa a fazer essa intervenção de de fã clube ídolo e consegue detectar algumas coisas, ver quem é que não tá muito bem, quem é que tá passando um pouquinho do ponto, o que é que tá acontecendo. Eh, mas sempre tem, né, os exageros, sempre tem essas loucuras, mas a gente fica atenta assim para não passar muito do ponto e o que a gente pode interferir interfere. Ah, mas já aconteceu loucuras com Gustavo, a a pessoa entrar dentro do guarda-roupa, esperar ele dentro do guarda-roupa. E aí quando ele voltou do show, ele tomou o susto e aí isso não passou por nós. Isso a gente não conseguiu interceder. Menina, olha só, né? Que interessante seu depoimento, que legal você poder participar com a gente eh desse estúdio Câmara, né? E porque a gente tá falando aí de loucuras que os fãs fazem por seus ídolos. E você tem uma história bem legal, porque de fã hoje você é administradora do portal do eh do do fã clube, aliás, né? Eh, do Gustavo Mioto. E assim, sendo administradora, tendo essa conexão, esse contato direto com a produção, com o cantor, qual que é a avaliação que você faz eh referente cantor e fã? Eh, o fã a gente sabe, né, que admira, idolatra, enfim, não sei qual que é a palavra certa, o ídolo. Mas e o ídolo? qual que é a visão que ele tem dos fãs, do seu ponto de vista? Olha, eu acho que depende, né, de de cantor para cantor. Eh, eu enxergo com relação ao Gustavo, eu enxergo que ele que ele tenta aproximar porque ele eh sabe que é uma via de mão dupla também e porque tempo dinheiro, assim, essas duas coisas são coisas que você realmente dedica, gente, para quem você gosta, para quem você gosta de fato, o tempo, principalmente, porque o tempo é uma coisa muito importante, né? a gente não vai conseguir voltar atrás nunca mais. E eu acredito que no caso dele ele reconhece isso. E aí o o o contato dele assim é bem próximo, ele conhece, fala, interage no show, interage nas redes sociais, mas é porque isso passou a ser uma coisa importante para ele. Nem todo mundo considera isso. Eh, tem ídolo que tem artista, né, que prefere deixar is essa parte mais afastada, não sabe muito lidar. Mas assim, com relação ao Gustavo, que é quem eu tenho propriedade para falar, eu acho que ele enxerga muito, muito essa parte de, cara, a pessoa não me conhece e tá dedicando tanto tempo, tanto eh dinheiro, eh deixando de, sei lá, a gente vive num país que essa nós, essas pessoas não somos, nós não somos ricos. Então, a gente tá deixando de fazer alguma coisa, a gente tá separando e colocando isso como prioridade, porque faz bem pra gente. Então, eu acredito que na medida do possível, óbvio que ele não dá para ele eh abraçar tudo nem eh suprir todas as expectativas com relação a isso, mas ele ele faz o que pode assim para isso, sabe? Então, eu acredito que o Gustavo enxerga a relação de troca. Ele enxerga que é uma via de mão dupla que tanto as pessoas precisam dele como ele precisa das pessoas. Eu eu vejo que ele enxerga dessa forma. Muito bem. Olha só que interessante, né, Marina? Ela trouxe aqui eh várias situações que a gente pode pontuar e ela falou do futebol também, né? Porque a gente tá falando aqui de cantor e tal, de fãs, ídolos, shows, mas tem a questão do futebol, tem a questão da religião, né? Tem tem várias questões onde as pessoas elas idolatram ou então elas são são fãs e tem eh esse mesmo um comportamento parecido. Sim. né? E aí quando a gente falar na troca de fã e do ídolo, eh tudo isso que ela trouxe pra gente, eu gostaria que você eh falasse, né, a sua a sua visão eh de acordo com a psicologia. Então, acho que também é muito individual, como ela pontuou, porque apesar de que o ídolo ele se faz relevante pelas pessoas que o admiram, né, e a maioria dos artistas dos eh não só artistas, né, mas dos objetos ídolos se mostra grato por isso. Tem também aqueles que preferem manter esse distanciamento muito pela invasão de uma privacidade, de ultrapassar algumas bordas, algumas fronteiras que muitas vezes são desrespeitadas e não acho que seja num viés de maldade mesmo, né? Às vezes, essa prova de amor, esse fanatismo, ele pode acabar entrando num num lugar que fica desconfortável pro outro também, né? Então, às vezes, manter um pouco dessa separação pode ser indispensável para aquela pessoa, para que para aquele objeto que tá sendo adorado, até para se preservar um pouquinho na sua individualidade e talvez também para manter um pouco dessa idealização que mantém esse movimento da adoração em jogo, né? no fim das contas, eh, a história que ela conta da pessoa que entra dentro do armário, fica imaginando como que como lidar com isso, né? Porque é muito íntimo mesmo, né? Imagino que a pessoa tenha feito isso na melhor das intenções para ela, mas como será que é para outra pessoa também? Exato. Me perguntando isso, porque ser uma figura pública é estar exposto e muitas vezes isso não quer dizer que qualquer um eh tem o direito ou a liberdade de estar se colocando dentro da vida pessoal daquela pessoa. Então, muitas vezes, o artista ou qualquer pessoa que seja adorada nesse lugar vai preferir manter um pouco da sua privacidade reservada. Eh, quando a gente fala em privacidade, tem aquela questão, né? As pessoas que têm um destaque nacional, internacional, enfim, artistas, jogadores de futebol, essas pessoas elas vão ter uma vida normal, né? Até porque você já viu aí um artista no no supermercado? Hum. Né? Você viu e ele passeando na praça? Não, porque essa pessoa não pode sair, né? Ela não pode sair por quê? Justamente por conta da questão de segurança, né? Que eles prezam aí pela segurança, porque não não se sabe o que pode acontecer. Mas também ela não tem essa privacidade de ir para um restaurante, sentar com a família. Separou para olhar do outro lado, né? Eh, tipo assim, o artista ele não pode ir numa churrascaria, sentar com a família e viver o momento com a família. Ele precisa sim, né, disponibilizar atenção aos fãs. Por quê? Porque é uma via de mão dupla, né, como a Ana falou. E aí, por conta disso, às vezes, eh, acaba se privando de algumas situações. E isso também pode desencadear algum problema psicológico, né? Porque tem histórias de artistas aí que acabam se enclausurando, tipo, ficando eh recluso e acabam desenvolvendo uma depressão, aquela questão da ansiedade. E se a gente for, nós estamos aqui falando de fãs, mas a gente precisa sempre lembrar que outro lado também tem um ser humano, né? Exato. E é importante você ter dito isso, porque às vezes essa pessoa, ela é tão endeusada, tão colocada nesse lugar de altar, que a gente esquece que no fim é uma condição bem solitária, né? No fim das contas, muita gente tá te admirando por aquilo que supõe-se que você é, por aquilo que acham que conhecem de você. E na realidade, será que as pessoas iam gostar de mim se soubessem quem eu realmente sou com as minhas falhas, meus defeitos? coisa que pouca gente tem acesso ali e ao mesmo tempo tem muito essa coisa da visibilidade, do engajamento, do alcance, da fama, que é pode ser proporcionado por estar próximo a alguém que tem esse tipo de visibilidade. E qual que é a natureza dos laços que mantém as relações para com essa pessoa? fico pensando que talvez possa ser uma condição bem solitária de estar nesse lugar de figura pública, por ser algo de irreal, misturado ou real e pela condição mesmo dos laços que vão se estabelecer a partir do momento que essa pessoa adquire um status social de famoso, digamos assim, né? É, e com as redes sociais, eh, acaba ficando meio que sem filtro, né? Ah, o comentário, eh, das pessoas. Eh, Ana, você como é que que é como é que vocês lidam assim com com os fãs? Eu já tô sabendo, mas agora com as pessoas que às vezes t aí uma maldadezinha, um coraçãozinho peludo, né? Como é que vocês lidam aí com essas coisas? Porque a gente sabe que eh essa questão de fã clube, né, é tudo muito legal, mas não é só o legal, né? Às vezes tem algo que não é bom. Então, como é que é o comportamento de vocês diante de de alguma situação que não é vista com bons olhos referente a fã e e ao ídolo? Olha, eh, hoje em dia a gente tá numa posição de poder interceder em algum em alguns, eh, em algumas situações. Óbvio que a gente não consegue mandar na pessoa, né, num bom senso e tal, mas em algumas situaçõ para vocês entenderem, como vocês não são muito do meio, a gente cria uma rede assim de fã clubes que eles eh são administrados por nós. É, e tem algumas regras, mas assim, ó, você é um fã clube que participa, que está dentro das ações e tal, só que aí eh, em contrapartida, a gente pede que você não entre em brigas, não coloque a a imagem do Gustavo e ofenda outras pessoas. Então, a gente intercede com as redes sociais, isso é muito difícil de controlar, mas em algumas situações a gente consegue interceder. Eh, outras situações são que, eh, como vocês citaram aí, às vezes a a privacidade ela é invadida e a pessoa realmente não tem nem a nem a noção e nem a intenção de fazer mal à pessoa que ela desamar, sabe? Só que passa do ponto, eh, a o filtro de bom senso é diferente, né, para todo mundo. E aí a gente intercede entre a gente tem uma rede de comunicação, canal de comunicação com eles que é fechado, que aí a gente consegue falar com com os que são mais próximos assim e a gente, olha, gente, isso aqui não tá legal, isso aqui não vamos fazer dessa forma. Eh, lembra que o Gustavo é um ser humano. Eh, por exemplo, quando tem algum término de namoro anunciado, por exemplo, aí essa parte é a parte que é difícil controlar, porque todo mundo envolve o emocional, sentimento e aí usa as redes sociais e aí ninguém pode falar mal dele, que aí todo mundo vai brigar e aí, enfim, é uma cada um dá sua opinião. Essa parte, esse essa fase é muito difícil, mas a gente intercede como pode, assim, aonde dá pra gente ir, quem a gente dá para conversar, OK? Mas é artista, né, gente? Então, eh, vai estar eh propenso a isso mesmo. Eh, tem os haters também que é muito difícil de lidar porque você lê e aí você, não, isso aqui não é verdade, mas não vale a pena bater boca. Eh, enfim, é, é difícil assim. E é uma coisa que se a Marina conseguir explicar, porque parece que quem tá sendo ofendido é tipo alguém da nossa família, sabe? Não, eu não não consigo ler, ignorar, dizer, pô, como é que ele tá vendo o Gustavo desse jeito? Ele não é essa pessoa? E aí, cara, mexe demais com a gente. A gente tenta ignorar, mas é uma coisa que mexe muito mesmo. Não é uma coisa que eu consigo simplesmente, olha, desliguei minha internet aqui, não existe mais. Não, ela ocupa essa angústia, ela ocupa um espaço grande assim também, sabe, na vida quando a gente vê alguma coisa negativa. Entendo, Marina, você consegue explicar o que que é isso? Sim. Eh, como eu disse lá no início, acho que é a gente deposita muito uma parte nossa, exterioriza eh em cima daquela pessoa, daquele objeto amado, né? Então é como se fosse parte de mim. Você ofender o artista é como você ofender parte de mim, né? Algo que faz parte de mim. Eh, isso que ela disse sobre você sentir como se fosse alguém da sua família, é sentir como se fosse uma ferida sua também, né? e sentir que a partir do momento que você faz parte de uma comunidade de fãs assim, você é como se fosse um funcionário dessa comunidade também, né? você faz um trabalho não remunerado, mas indireto de divulgação dessa pessoa, de comentar sobre isso com pessoas ao seu redor, de fazer com que o trabalho desta pessoa seja eh mais valorizado de forma a gerar mais engajamento, gerar mais visibilidade. Isso trazer um retorno para pessoas também, né? Porque se a gente pensa numa série, por exemplo, quanto mais pessoas assistir, quanto mais repercussão tiver, mais chances de isso ser renovado para uma nova temporada, de isso ter continuidade e o fog ganha com isso, né? Então é como se você tivesse trabalhando em prol dessa pessoa também. Interessante, né? Agora, Marina e Ana, nós vamos responder algumas perguntas dos telespectadores agora. 8:49. Olha, você que tá participando com a gente, muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Espero que a gente possa ler a sua pergunta e que você tenha a resposta, né, aqui no nosso estúdio Câmara. Nós estamos com a Marina, nossa psicóloga e com a Ana, que é administradora aí de do fã, como é que é? Fã clubes, do fã clube, né, do Gustavo Mioto. E assim, de uma fã da central de fãs. Oi, da central de fãs, né? Central de fãs. É nossa, central de fãs. Olha isso, quantas pessoas, você consegue ter noção, né? Quantas pessoas tem, né? Eh, eh, no Brasil aí que, que são, eh, fãs de um cantor como o Gustavo Mioto. E a Ana, né, administra aí essa central de fãs e tá com a gente e vai responder você que tá aí do outro lado. Produção, pode mandar. Faltando 10 paraas 9. Nós vamos até 9:10. A gente tem mais 20 minutinhos aí de bate-papo, de conversa. Você pode mandar. através do WhatsApp 978293776, eh, o seu posicionamento, a sua pergunta ou então até um depoimento, né, se você é fã e fez alguma loucura pelo seu ídolo. O Renato do Jardim São Marcos perguntando para você, Ana, qual foi o momento mais emocionante que você já viveu como fã do mioto? Aquele que te fez chorar ou ficar sem palavras? Olha que legal. Olha, como fã, vou buscar na memória aqui. Mas assim, quando eu quando eu fui no primeiro camarim, eu já conhecia ele, porque a gente tinha passado a pandemia, então a gente já se conhecia eh virtualmente, né? Mas o meu primeiro camarim foi no Vila Cre em São Paulo, e ele foi depois do show. Aí no show, ele já interagiu muito comigo. Nossa, eu tava assim emocionadíssima porque eu, será que ele vai me conhecer pessoalmente? Ele ficou brincando o show inteiro e aí na hora do do camarim foi muito legal. Tipo, a gente ele já me tratou como uma pessoa que ele conhecia e eu fiquei assim, meu Deus, isso aconteceu mesmo, sabe? Então eu fiquei muito eh feliz desse dia, mas assim de emoção, eu eu cito mais coisas relacionadas à carreira dele, assim, eh quando ele é são tantas coisas, quando ele sempre quando ele ganha alguma coisa que ele nunca ganhou, quando ele atingiu top um, eu já tava eh no portal, aí ele atingiu o top um para eu gostar assim, eu fiquei muito feliz, como se fosse eu, a cantora eh quando ele ganhou ganha prêmios que ele nunca tinha ganhado. É quando ele grav gravou com Fábio Júnior, que é um ídolo muito grande dele, assim, e aí toda vez que tem alguma realização, eu fico feliz, emocionada assim de de est perto. Mas com relação a mim, foi o primeiro camarinho, foi muito legal. Ai, que legal. Primeiro camarinho a gente nunca esquece, né? Vamos lá. 8:52. Tem mais perguntas pra gente ou depoimento. A Suelen do Santa Genebra. Ah, ter um ídolo faz bem pra gente. Essa admiração pode ajudar no dia a dia, no humor, na autoestima de quem acompanha de perto. E claro que essa pergunta vai direcionada pra nossa psicóloga que nos auxilia aqui no programa de hoje. Eu acredito que sim, pode sim ter um viés negativo, mas o viés positivo ele é bem construtivo assim, no sentido de você ter um norte para determinadas tarefas. Vamos supor que as fãs, por exemplo, de K-pop, que é uma coisa que tá muito em alta hoje em dia, muitas delas se dispõem a aprender a língua dos ídolos, né? Então, tem um empuxo à curiosidade, eh, a aprendizagem de algo novo, que eu acho muito interessante e também acredito que você ter um propósito, eh, de repente pode fazer bem para determinadas pessoas, né? Me parece que tem também algo da capacidade criativa que é muito exacerbada nesse lugar de fã, que é algo que a gente pouco fala, né? Porque muitas vezes os fãs eles não se contentam apenas com aquilo que o objeto ídolo lhes fornece. Eles criam mais, eles criam histórias, eles criam fan arte, eles criam as funfs, eles fazem produções artísticas eh de alto nível, assim, coisas bonitas, legais de se ver, com potencial criativo gigantesco. Então, estimulação dessa capacidade criativo é um lado muito positivo e construtivo dessas disso que a gente chama de obsessão, né, dessa entrega. Então, sim, eu acredito que pode sim fazer muito bem para uma pessoa, né? E até de às vezes, como a gente disse, eh colocar uma tampa em alguns vazios, eh, mesmo que de forma, digamos assim, não total, mas parcial, acho que pode ser interessante, sim. É algo que estimula, né? Eu me lembro que eh na minha adolescência os quartos das meninas eram cheios de pôsters, né, nas paredes. Vinha, a gente comprava uma revista e aí bem no meio da revista, sim, vinha o pôster eh do nosso ídolo e a gente já comprava revista, primeira coisa que fazia era abrir ali e puxar e daí já ia lá e pegava na parede e tal. Todos os quartos eh das das adolescentes da minha época era assim, né? Eram assim. Então assim, é algo que que vai te estimulando, né? Eu me lembro também das cartas hoje em dia, não mais porque nós temos aí a rede social, enfim, mas cartas assim de metros e metros e metros que as pessoas escreviam, faziam desenhos, passavam meses e meses confeccionando, né? Aquela carta que enrolava, ficava um negócio enorme e daí para poder entregar pro ídolo, né? Então assim, é são coisas que que vão realmente estimulando e que trazem um bem-estar, né? E é interessante a gente olhar para esse lado também. Agora 8:55. Vamos lá, temos mais perguntas. Produção, se tiver pode mandar pra gente. A gente agradece você que participa do nosso estúdio Câmara na manhã desta terça-feira. Estamos falando de fãs e ídolos e as loucuras, né, que os fãs cometem eh, pelos seus ídolos. O, é, Léo, Léo, Jardim das Paineiras. Será que o fã brasileiro é mais intenso do que os de fora? A energia que a gente sente nos shows daqui parece muito mais apaixonada e verdadeira. Ah, eu sinto isso também. Você sente, Ana? Sim, eu também sinto. Eh, além de senti eu já fui para shows fora do país. É muito diferente, gente. É, é. Eu, as pessoas são, eu acho que as pessoas são naturalmente menos intensas do que aqui nos lugares que eu fui, pelo menos. E aí é tipo assim, são pessoas mais frias, digamos assim, sabe? E aí eu acho realmente que o fã brasileiro ele é muito mais intenso. Tanto que os artistas de fora que vem eles ficam meio chocados, né? Eu acho que nós somos intensos para tudo, assim, para consumir tudo, não só em relação à fã de cantor. Eu acho que a gente se interessa, por exemplo, muito mais sobre a vida dos influenciadores do que pessoas de fora, sabe? Eu acho que nós somos intensos em tudo. Ah, legal. O comportamento do brasileiro é diferente mesmo, né, Marina? Eu acho que tem muito do cultural nisso também, não só pela intensidade, pela voracidade que tem que temos nesse molho brasileiro, mas também um pouco nessa síndrome de viralata que a gente fica muitas vezes de lado de algumas coisas. Muitos artistas demoram a vir pro Brasil porque as turnês não contemplam América Latina. Uhum. E aí quando vem é um grande evento. A Lady Gaga veio agora, isso se tornou quase como se fosse um carnaval, né? Ainda mais um evento gratuito. Carnaval. Eh, então acho que tem um pouco da gente ser colocado de fora de um circuito cultural que normalmente passa ali pelos norte-americanos, mas exclui os brasileiros. E então a gente fica sedento disso, carente disso. Se a gente pensa até nos jogos, nos games, né, que também tem uma comunidade de fãs forte, eh, dentro desse movimento de admiração, os preços dos jogos são muito mais caros aqui do que são lá fora, por exemplo, né? Então, a gente tem que, por exemplo, talvez ter uma dose a mais de sacrifício para poder fazer parte desses coletivos. Então, talvez até por isso, até por uma questão social e cultural, a gente fique mais grato, a gente fique mais alegre, a gente fique mais vibrante com a presença de um ídolo aqui no nosso país. É, realmente, brasileiro é um povo diferenciado, né? Eu amo esse Brasilzão querido e acho muito interessante quando vejo assim essa repercussão, né, que que tem eh igual a vinda da Lady Gaga é interessante, é legal, a gente vê que o brasileiro é é um povo diferente mesmo. O que a gente vê aqui no Brasil, a gente não vê em outro país lá fora, né? Pode ser algo parecido, pode, mas não chega com essa intensidade toda. Eh, vamos lá. 8:58. Vamos até onde, né? até onde o o fã vai por conta do seu ídolo. A Fernanda do Jardim Nova Europa. Ficar dias acampado esperando um show é prova de amor ou exagero? Quais os riscos emocionais de se colocar tanto nessa expectativa, Marinha? É sempre um risco mesmo e colocar em expectativa é sempre um risco, independente do que a gente falando. A expectativa é um risco, né? Exato. É uma aposta que você tá fazendo ali de que algo da sua expectativa vai se vingar. E pode ser que isso não aconteça. E para além dos danos físicos, que talvez a gente possa entrar um pouquinho, mas talvez eu não tenha tanta propriedade nesse sentido, talvez a Ana possa dizer mais. Acho que o risco emocional, né, que é esse que a pessoa eh contempla na pergunta, ele é grande, sim. Existe um risco de você se frustrar, né? Porque existe tanta dedicação, tanto sacrifício de estar naquela posição, de ficar horas ali, dias, semanas, às vezes mês, né? como a gente já viu, que a frustração ela pode sim ser muito grande, até porque eh apesar de ser, como eu disse, quase como uma medalha, uma certificação de que seu amor ele é válido, ele é real, ele é forte, a gente costuma sim fazer demonstração de amor intensa por aquelas pessoas que a gente admira, não é incomum. Uhum. Mas ao mesmo tempo é sempre um risco. Eu penso que varia muito da forma como a pessoa vai avaliar essa experiência no final das contas. né? Será que vai ter valido a pena? Acho que é muito individual. É muito individual. E a expectativa, né? É algo aí que pode gerar frustração, né? A expectativa. Você espera algo que você não tem certeza de como vai ser, né? Então, você está eh sujeito a gostar e não gostar. Então, a expectativa gera assim uma sensação ruim, né? Eu não sei se é bom a gente ter muita expectativa nas coisas ou não, né? É bom. Eu acho que sem expectativa a gente não vive, né? Sem expectativa, eu costumo dizer que a gente não vai nem comprar um pão na esquina, porque é algo a gente tem que esperar da nossa vida, do nosso futuro. A gente precisa de uma certa dose de fantasia para dar conta da realidade, que muitas vezes é frustrante. A fantasia sempre é muito melhor que a realidade. Então, é saudável sim ter uma dose de fantasia. Eh, desejável até, mas acho que dosado, né? Porque quando essa fantasia ela adquire um teor de nos afastar daquilo que é real, de fazer uma fragmentação com o entorno, com a realidade, aí sim pode ser uma coisa pra gente ficar atento, né, no que a gente diz respeito a limites, né, da fantasia e do real. Mas uma dose de fantasia é recomendada inclusive, né? Ai, que gostoso. Aí, ó, tá vendo? Que legal, né? Eh, vamos lá, mais perguntas. 9:1. Daqui a pouquinho já passando para as considerações finais. adorando o programa de hoje, como sempre, todos eh com temas bem legais, pessoal de casa participando e a gente com pessoas especialistas para falar sobre o assunto, no caso de hoje, fãs e ídolos. Alívia do Jardim Garcia, manter o fã clube grande exige tempo, dinheiro, dedicação. Em algum momento isso te atrapalhou na vida pessoal, Ana? Olha, eu acho, eu acho que é mais fácil. Eu não sei. Eu acho que é mais fácil pessoas que convivem comigo diariamente enxergar isso do que eu. Mas assim, eh, eu, eu cuido muito. Toda vez que eu tô muito que eu que eu percebo que eu tô muito afastada da realidade, por exemplo, porque hoje em dia, eh, as coisas já são mais divididas, né? eu tenho meu trabalho, eh, eu até 14 horas eu estou lá e e aí tudo bem, aí depois eu me dedico. Só que aí, eh, falando sobre fã clube, na época que eu tinha só o fã clube, é uma coisa que fica, gente, o dia inteiro assim na nossa cabeça. É, como eu falei para vocês, não dá trabalho na na cabeça da gente não dá trabalho. E eu acho que pode ter atrapalhado no sentido das pessoas que convivem comigo, sentir mais a minha presença física ali, sentar com a cabeça em algum lugar. Mas, por exemplo, se tiver algum programa, eu nem cogito não assistir o programa, eu troco o que eu tenho que fazer e o programa fica sendo a programação. É, já é muito inserido assim na minha vida, sabe? E aí é ocupa um, um espaço muito grande e aí eu tento eh nutrir isso de uma forma saudável. Faço terapia também, tá, Marina? Eu tento numiriço de uma de uma forma saudável e mas mais mas sei que tem os exageros assim, sabe? Hoje em dia eu consigo enxergar isso com mais clareza, já tô mais velha, né? Mais madura, mas mas mesmo assim é uma coisa que me faz muito bem e que eu não eu não saberia o que eu estaria fazendo nesse tempo se eu não tivesse fazendo isso, entendeu? Nossa, que depoimento interessante, né? E você viu, eu faço terapia também, viu, Marina? Que maravilha, gente. Que bom. 9:03, loucuras de fãs por ídolos. Hoje nós conseguimos falar com a Ana direto do Ceará. a Ana, que de fã se tornou uma administradora de uma central de fãs do seu ídolo. Uma história bem interessante, né, que traz pra gente eh a importância, né, de repente de de você fazer daquilo que você gosta, algo que você possa dividir com mais pessoas. E aí o que que acontece no na no caso da Ana? Ela além da de administrar a central de fãs, ela faz também um trabalho de acolhimento e hoje ela tem aí um convívio, né, mais próximo com aquela pessoa que é o ídolo dela, que é o Gustavo Mioto. Eu acho que é é uma divisão, um compartilhamento aí bem interessante pro dia de hoje, porque o nosso assunto eh foi eh eh de fãs e ídolos e as loucuras, né, que a gente vê por aí. E aí a Marina trazendo eh uma uma informação, um olhar psicológico é dessa dessa situação, né, entre fã e ídolo. Eu acho que a gente conseguiu compartilhar com as pessoas de casa eh algo bem interessante. Eu quero agradecer sua participação, Marina, considerações finais. Deixa uma dica aí pros fãs exacerbados, né? Aquelas pessoas que eh ficam horas, dias sem dormir na fila e tal. a gente precisa de um equilíbrio. É legal, mas precisamos de equilíbrio, né? Com certeza. Eh, como uma pessoa que também já passou por isso, acho que eu posso dizer que chega uma hora que talvez fique insustentável, né? Que é bom a gente fazer talvez uma divisão da energia, do tempo que a gente dedica para isso, porque a vida continua acontecendo, né? Apesar de ser muito divertido, muito interessante você ter eh esse investimento, é algo que enriquece, muitas vezes também pode ser algo que enfraquece o ego no sentido de se esvaziar de sentido e se focar apenas em um único ponto, né? Então, talvez esse seja o chamado equilíbrio. Não sei se existe um equilíbrio para todos, né? Equilíbrio a gente só consegue talvez depois da vida, né? quando a gente tá no marco zero, mas talvez tenta dosar. Acho que é esse o caminho possível que eu diria assim, maravilha. E obrigada pela sua participação mais uma vez aqui no estúdio Câmara, a sua contribuição. Muito bom. E a gente agradece também, né, a Ana direto do Ceará, trazendo pra gente um compartilhamento legal, com informações do seu dia a dia. Parabéns, viu, Ana? Parabéns aí eh por você continuar e que legal que você conseguiu, né, estar perto do seu ídolo e também eh contribuir aí com as fãs, né, com a central de fãs, dando apoio emocional e direcionando para que elas não se frustrem, né, e e tem aí o o apoio, tem a fala, tem a foto, o momento eh de tanta expectativa que é o momento entre fã e ídolo. Muito obrigada pela sua participação. Muito obrigada também. Eu que agradeço o convite. Nossa. Eu adorei. Eu não sabia que ia ter uma psicóloga aqui. Ah, será que ela caiu? Não acredito, gente. Bem, você tá aqui? Tá aqui. Volta, volta, volta. Boa ligação. Vou colocar na prova aqui na minha frente, mas eu adorei assim a a experiência. Eh, e poder falar muito sobre isso também de sentimento de pertencimento. Eu acho que tem um estigma em cima disso. E é bom que as pessoas vejam assim os dois lados da moeda, sabe? Eh, é muito bom assim trocar com tanta gente também. Eu vivo coisas que se eu não fosse fã eu não viveria. Eh, experiências, conheço lugares, participo de programas que eu naturalmente não faria. Eh, então eu fiquei muito feliz. Contem comigo se precisar novamente. Um prazer conhecer vocês e até a próxima. Ai, querida, obrigada. Gente que agradece você falando conosco tão cedinho, né? E trazendo informações bem legal, compartilhando a sua história de vida. Valeu, obrigada mesmo, viu? É, gente, então, e aí, você como é que é, né? Entre fã e ídolo já fez aí alguma loucura pelo seu ídolo, né? Vale a pena parar, pensar, lembrar. De repente você faz aí um um resgate de uma memória bem legal que você passou na sua vida e às vezes você nem lembrava mais, né? Quem sabe eh dá uma paradinha aí, pensa, resgata aí algo de bom que aconteceu entre você e o seu ídolo em um momento da sua vida. Tá bom? A gente tá terminando o nosso estúdio Câmara. Amanhã nós voltaremos com mais uma edição do nosso programa ao vivo aqui na TV Câmara Campinas e nós vamos falar de um mundo cada vez mais individualista e digital. Nós vamos discutir um tema que toca diretamente na nossa convivência diária, né? Eh, nós vamos falar dos vizinhos, a gente sai da internet, sai de tudo, o mundo tá assim, mas e o dia a dia? Você conhece quem mora do lado da sua casa? Você sabe quem é seu vizinho? A gente fala sobre segurança, sobre relações de confiança, sobre laços comunitários que andam cada vez mais escassos. Afinal de contas, eh, saber quem vive ao nosso redor é apenas uma questão de educação ou pode ser essencial paraa nossa própria proteção e bem-estar? Alô, vizinho, tem aí uma xícara de açúcar. Faz quanto tempo que você não vê o rosto do seu vizinho? Você conhece o seu vizinho? É um tema bem polêmico, porque tem muita gente que mora, principalmente em condomínio, que não sabe quem mora ali do lado e quem mora em casa sai de manhã, volta de noite, não sabe quem é o vizinho. Então, e amanhã a gente fala sobre isso, combinado? Vamos encerrando por aqui o nosso estúdio Câmara. Lembrando que ao meio-dia tem Câmara Notícia e a programação da TV Câmara Campinas diversificada, muito bem produzida pelos profissionais que trabalham para levar para você a melhor informação de um jeito bem legal, que você possa acompanhar e compartilhar com os seus amigos e com a sua família. no YouTube da TV Câmara Campinas fica tudo lá, nossos programas, nossos quadros, o jornal, tudo, tudo, tudo. E também você, claro, pode acompanhar aqui na TV Câmara Campinas e eh no canal da TV Câmara Campinas também tem quatro net, nove Vivofibra, estamos em todo lugar e é muito bom saber que você tá aí do outro lado com a gente. Vamos encerrando por aqui, agradecendo a sua audiência, a sua companhia e olha, adoramos mais uma vez nosso bate-papo de hoje, as nossas entrevistadas, nosso. Muito obrigada. Fiquem com Deus, uma ótima terça-feira. Se cuide e até amanhã, se Deus quiser, com a pergunta: Você conhece o seu vizinho? Se não conhece, aproveita, vai lá, dá uma olhadinha, faz amizade e amanhã você conta pra gente, combinado? Tchau, tchau. Valeu, pessoal. Ótimo dia. [Música] [Música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo