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Estúdio Câmara | Você mastiga certo?
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Estúdio Câmara | Você mastiga certo?

36 views Publicado 18/06/2025 HD · 59:14

Descrição do vídeo

Você já contou quantas vezes mastiga cada garfada? Acredite: esse simples gesto pode estar influenciando diretamente a sua digestão, saúde gástrica e até seu estado emocional. No Estúdio Câmara da próxima quarta-feira, 18 de maio, o tema é urgente e muito mais comum do que parece: “Mastigar mal pode levar a dores no estômago”. Muitos dos desconfortos digestivos relatados por pacientes têm origem em hábitos alimentares inadequados, e o ato de mastigar mal ou rápido demais está entre os vilões invisíveis do cotidiano moderno. 🍴 Segundo especialistas, o ideal seria mastigar entre 20 e 40 vezes por garfada, mas no dia a dia apressado — comendo em frente ao computador, no carro ou em meio a uma reunião — acabamos negligenciando esse cuidado essencial. O resultado? Azia constante Sensação de estufamento Refluxo Dores de estômago Má absorção de nutrientes E até problemas intestinais 💡 Mas a questão vai além da mastigação. Existe uma ligação direta entre as emoções e o sistema digestivo. A ansiedade, o estresse e até a tristeza afetam a forma como o estômago processa os alimentos. Esse sistema é tão sensível que é conhecido como nosso “segundo cérebro”, e está sempre respondendo ao que sentimos. Para entender melhor essa conexão corpo-mente, o Estúdio Câmara recebe: 👨‍⚕️ Nilden Carlos Alves Cardoso, especialista em saúde digestiva e odontologia funcional, que vai explicar como a mastigação incorreta pode alterar o equilíbrio gástrico e impactar dentes, músculos e estômago. 👩‍⚕️ Rafaella Fiori, especialista em saúde emocional, que falará sobre a influência das emoções nos sintomas gástricos e como cultivar uma alimentação mais consciente e equilibrada. 📌 No programa, você vai aprender: Quantas mastigações são recomendadas por garfada Como o estresse influencia o sistema digestivo O que fazer para evitar dor no estômago e refluxo Por que comer rápido atrapalha a absorção dos nutrientes Como adotar hábitos saudáveis mesmo em uma rotina agitada 👉 Se você costuma comer com pressa, sente dores frequentes no estômago ou quer entender melhor o impacto emocional sobre sua digestão, esse programa é pra você! Assista, compartilhe com a família e descubra como um pequeno ajuste no seu hábito pode fazer uma grande diferença na sua saúde. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] bom dia. Seja muito bem-vindo ao estúdio Câmara ao vivo pela TV Câmara Campinas. Hoje é quarta-feira, estamos no meio da semana, véspera de feriado, dia 18 de junho. E já começamos o programa com aquela pergunta que talvez você nunca tenha parado para analisar. Quantas vezes você mastiga a cada garfada de comida? Pois é, parece um detalhe simples, mas o jeito como a gente mastiga os alimentos pode ter um impacto direto na saúde do estômago e de todo o nosso sistema digestivo. O emocional também entra nessa conta, sabia? ansiedade, estress, tensão, tudo isso mexe com o nosso segundo cérebro, como é chamado o sistema digestivo. Por isso, o tema de hoje é mastigar mal pode causar dores no estômago. Para nos ajudar a entender essa ligação entre mastigação, saúde bucal, digestão e até a saúde emocional. Nós já temos aqui no estúdio dois convidados muito especiais, a psicóloga e psicanalista Rafaela Fior e com a gente também o o cirurgião dentista, ele é porta-voz do Conselho Federal de Odontologia, Dr. Nilden Carlos Alves Cardoso. Daqui a pouquinho a gente conversa com os nossos convidados e claro, você que tá aí do outro lado que é muito especial, a gente coloca para você aí na tela o nosso WhatsApp. Mande a sua pergunta, a sua dúvida, o seu comentário, né? Tá aí na tela, 199729377. Já já vamos começar o nosso bate-papo sobre mastigação e a nossa saúde, né? Saúde mental também. Isso envolve e muito. Enquanto você vai mandando a sua participação, né, a sua dúvida, comentário, a gente atualiza algumas notícias para você aqui de Campinas. E olha só, gente, consultórios veterinários móveis terão atendimento extra neste feriado prolongado. Então, os tutores de cães e gatos que moram nas regiões da Vila Boa Vista e do Nobrega, ali a Vila Castelo Branco, já tem uma boa opção para aproveitar o tempo livre da sexta-feira, dia 20, também no sábado, dia 21, tá? Das 8 ao meiodia e da 1 da tarde até às 4, você pode levar o seu pet para receber atendimento veterinário gratuito nos consultórios móveis instalados nesses bairros. A ampliação dos dias de atendimento faz parte de uma estratégia para facilitar o acesso dos tutores aos serviços de saúde animal. Mais informações sobre os horários e serviços podem ser obtidas no site Portal Animal de Campinas, onde também é possível conhecer animais disponíveis para a adoção. Então você pode acessar portalananimal.campinas.sp.gov.br, tá? Endereços na região do Nóbrega. O consultório estará no Centro Esportivo Brasil de Oliveira, na antiga Praça dos Trabalhadores, tá? Na Vila eh Boa Vista, o consultório está em frente o DPBER, na rua das Sapucaias, número 115. Então não esqueça de levar o documento pessoal e o comprovante de residência para que você possa garantir o atendimento do seu pet, tá? Aproveite o feriadão aí para cuidar do seu petzinho. Vamos lá. Hoje a Câmara Municipal de Campinas vota na durante a 38ª reunião ordinária um projeto de lei complementar do executivo que atualiza os critérios para a concessão de alvará de funcionamento de agências bancárias e instituições financeiras no município. A proposta será analisada em primeira discussão e está entre os destaques da pauta de hoje. O texto estabelece novas exigências baseadas na legislação federal com foco em acessibilidade, segurança e conforto dos usuários. Entre os itens obrigatórios estão sanitários, bebedouros, porta giratória com detector de metais, painéis, opacos nos caixas e sistema de monitoramento por câmeras. Segundo o projeto, as exigências de segurança não se aplicam a locais sem movimentação de dinheiro, desde que possuam aí o plano de segurança aprovado pela Polícia Federal. O objetivo do executivo é alinhar a legislação municipal a diretrizes nacionais e aprimorar o atendimento ao público. A sessão acontece hoje no plenário a partir das 6 da tarde com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manes 66 no bairro Ponte Preta, transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo YouTube, TV Câmara Campinas. Muito bem, previsão do tempo para hoje, quarta-feira, todo mundo acho que já percebeu, o dia tá lindo, né? É de ensolarado, com temperatura chegando aos 28º e o feriado e o feriadão deve ser aí de tempo firme, poucas chances de chuva e o dia deve ser quente hoje, hein, gente. Mínima foi de 14, máxima de 28, podendo chegar aí aos 30º, né? E agora sim, vamos ao nosso tema central desta manhã. A gente pergunta para você, quantas vezes você já almoçou ou jantou com pressa, já comeu com o celular na mão assistindo TV e quase sem perceber o que você estava mastigando ou engolindo, né? Você só tava lá jogando para dentro, né? Só jogando para dentro. Esse comportamento, gente, pode estar trazendo prejuízos para a saúde digestiva sem que você perceba. E o emocional, como é que fica, né? ansiedade, estress e tensão podem sim modificar o funcionamento do estômago e também influenciar o jeito com que a gente se alimenta, tá? Agora a gente vai buscar entender todo esse processo com os nossos convidados. A gente já dá as boas-vindas, considerações iniciais à nossa psicóloga e psicanalista Rafaela Fiores. Seja bem-vinda. Ela vai falar sobre a relação entre as emoções e o funcionamento do nosso estômago. Bom dia, Rafaela. Bom dia. Muito obrigado pelo convite. Acho que é um tema extremamente relevante. Eh, o funcionamento, né, eh, do nosso sistema digestivo, ele tá intimamente ligado às nossas emoções. Então, a partir do momento que a gente passa por um momento de estress, de tensão, eh, de raiva, a gente tem uma liberação, eh, dentro desse sistema, dentro do nosso organismo, de cortisol, de adrenalina, que são os hormônios também do stress. E dentro disso tem alterações ali gastrointestinais bem significativas, que é onde vai tendo também essas reações emocionais e fisiológicas. Então é uma comunicação direta, então acho que é um olhar extremamente necessário. Maravilhosa. É sobre isso que nós vamos falar hoje. E nós estamos recebendo eh o cirurgião dentista e porta-voz do Conselho Federal de Odontologia, Dr. Nilden Carlos Alves Cardoso. Doutor, muito obrigada pela sua presença. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Bom dia. Bom dia a todos aqui, a Rafaela e a Rúbia que nos acolhe aqui e o nosso agradecimento. É muito importante esse tema, algo que todos aqui fazem diariamente, repetidas vezes, que é a mastigação e discutir essa mificação, essa mastigação e dor o estômago. Para isso, talvez seja interessante a gente voltar um pouco no templo, na história, né, da mastigação e alimentação, né? O que que acontece lá nos primórdios, né, no amanhecer da humanidade, eh, você tinha pessoas que tinham os dentes muito fortes, muito grandes e em grande quantidade, porque tinha uma alimentação muito rígida. de alimentos cruz, carne crua. Então, as pessoas ter os verdadeiros trituradores pelo meio dos dentes para que fizesse o processo de gestão. Depois, na evolução da da raça humana, veio surgiu o fogo. E o que que aconteceu? Os alimentos passaram agora a se o quê? Cozidos. Então, eles se tornaram o quê? Mais macios. Com isso, a mastigação foi perdendo a ela foi perdendo a necessidade daquela bravura para a trituração dos alimentos. E depois agora no mais próximo ao mundo moderno, o que que acontece? Cada vez mais alimentos o quê? Pastosos, pré-prontos, pré-cozidos, que isso vai refletir nos dentes e na digestão. Então, o que que acontece? Isso teve até uma evolução dos dentes. Lá no passado, as pessoas tinham mandíbulas muito fortes, dentes muitos fortes, longos, compridos e robustos. E com essa alteração do tipo de alimento, o que que aconteceu? Isso foi diminuindo as mandíbulas, diminuindo os dentes e chegando na situação atual. Então, tudo relacionado o quê? A alimentação desenvolveu de tal forma que que que aconteceu naquele início, nos ancestrais, a mandíbula em relação ao cérebro era muito desproporcional. Com isso, quando você teve a evolução da alimentação que ficou mais macia e esses dentes, essas mandíbulas foram diminuindo na sua evolução, teve a possibilidade até do crescimento do crânio. Então isso é uma história muito interessante da relação da mastigação que vem de muito tempo. E aí a gente pode aqui no decorrer do tempo a gente discutir o que esse essa mastigação propriamente dita influencia nessas dores de estômago que estão intimamente relacionado. Por a mastigação ela mais é do que o maestro de toda uma orquestra da digestão. Ele é o maestro principal. E como na pauta diz, né, a Rub iniciou falando o segundo cérbro, não, o primeiro cér são os dentes pela mastigação, o segundo seria a região dos da digestão, estômago, intestino. Então, no decorrer aí a gente vai evoluindo mais sobre o assunto. Mas eu queria pontuar essa história da mastigação e a relação íntima com os dentes. Magnífico, doutor. Magnífico. Muito bom, né, Rafaela? porque o doutor já passou pra gente aí a importância da mastigação e que legal essa evolução, né? Agora, a questão aí do nosso segundo cérebro, né? Eh, por estômago é considerado segundo cérebro. Qual que é a importância eh eh de nós eh entendermos que a gente precisa cuidar da nossa saúde mental e ela tem uma reflexão no nosso estômago? Sim. Bom, o nosso sistema digestivo, né, ele tem esse esse apelido, né, essa denominação, porque ele tem uma ampla rede neuronal lá dentro de comunicação interna. Então, ele praticamente faz essa comunicação diretamente à zona cerebral. Então, diante dessa comunicação, eh, ali também se sabe quando algo não está bem, quando algo tá nos afetando, quando tem o stress, a qualidade de vida afeta diretamente o funcionamento desse sistema digestivo e vice-versa. Essa comunicação vai se estruturando, eh, e a partir disso o sujeito sofre, o sujeito sente, o sujeito ele, ele se relaciona com essas duas, esses dois órgãos, né, esses dois estados. Interessante que se a gente parar para pensar e analisar a questão da saúde mental, ela tem uma reflexão no nosso organismo muito densa. E aí a maioria das pessoas relatam, né, que quando sentem ansiedade, às vezes acabam se alimentando de forma rápida, sem perceber a mastigação na frente da TV, comendo muito e comendo de forma eh inadequada. Isso tem a ver, né? Porque se você tá mastigando rápido, é porque você tá com uma ansiedade, mas essa mastigação rápida vai interferir no seu estômago, é, diretamente. Então, a ligação, a conexão entre a saúde mental e a parte, né, da saúde e física mesmo. Agora eu pergunto pro doutor, o seguinte, as pessoas, a primeira pergunta, quando o pessoal eh definiu essa pauta na redação, achei interessante porque todo mundo perguntou assim: "Doutor, pergunta pro doutor quantas vezes que a gente tem que mastigar?" Eu falei: "Tá bom, então eu já vou perguntar logo de cara para eu não esquecer qual que é a forma de mastigação correta. Quantas vezes que nós temos que mastigar, um exemplo, uma garfada de comida? Como é que é, doutor? Uma boa pergunta, Rúbia. Eh, quantas vezes mastigar? Eu eu essa questionamento é repetitivo, né? Todo mundo tem esse questionamento e eu tenho muita resistência a responder ele, porque eu levo o seguinte, tudo que é regra, muitas vezes a gente tem a petência de não respeitar ela. Então, só de você dar uma regra já é o primeiro passo para que não faça, porque todo mundo tem na aqui nós estamos com a psicóloga, todo mundo tem o no seu eh no seu histórico uma infância. Infância o que que acontece? Tudo aquilo que você fala paraa criança que tem que fazer, ela não vai fazer. Então é pela repetição. Então quantas eh eu vou dizer o assim, vou primeiro discutir a função do dente. Vamos lá. Você tem, por exemplo, vamos pegar uma fisiologia normal, aquela pessoa que tem todos os dentes, vamos colocar 32 dentes na boca. Então ela tem esses dentes que t uma função. Os dentes anteriores que são chamados incisivos e caninos, ele tem a função de cortar, de lacerar os alimentos. E aqueles pré-molaes e os molares que são os dentes posterior que tem uma superfície maior. Qual é a função dele? Ele é de triturar, é de macerar o alimento. Então esse o que nós comemos, os dentes têm o coisa de rasgar. e depois de lacerar para aquele alimento que estava em proporções maiores, fique em proporções menores para que isso adentre ao esôfago o estômago para que passa por um processo de eh de digestão. É mais importante do que isso. Na boca você tem esses dentes que tem essas funções e aí você tem uma bochecha, um lábio, você tem uma língua que vai girar essa massa que você tá macerando dentro da boca. E tem uma coisa que é fundamental, que às vezes a gente não dá importância, que é a saliva. A saliva, ela vai lubrificar esse alimento que você triturou. E a saliva já começa um processo digestão. Por quê? Na saliva, ela tem enzimas que t a capacidade de produzir produtos que, por exemplo, o açúcar que eu como, ele já pega o açúcar e quebra ele e de macromoléculas para micromoléculas para facilitar o processo de gestão. Isso vale para gordura e assim por diante. Então, o que você tem que entender é o seguinte, não é o número de vezes. É importante o número de vezes? Sim, mas é importante que você tenha esse contexto de coisa, porque quando você tá na saliva, você tem uma saciedade e aquela saliva, ela já manda informações para o meu cérebro de que manda uma informação lá pro meu pâncreas, pra vesícula biliar, pro estômago, para ele produzir produtos químicos que vão ser importantes no processo de gestão. Então, mais do que o número de vezes que você me assil contando e comendo ou que mesmo que seja mentalmente. Mas o mais importante é você entender todo esse processo que tá acontecendo, que naturalmente você já vai levar mais tempo para mastigar. E isso que é importante, você entender tudo isso que tá acontecendo. Não é só pegar, cortar, apertar e jogar pro o estômago. Não tem todo um processo, um mecanismo de produção de saciedade sua. Então, repetindo, e se eu falar em números, fala em 20, 40 vezes. Mas eu, você imagina você comer seis vezes no dia contando 40 vezes. Relembra quando você tá lá na academia fazendo uma repetição de 10, 12, você depois de uma hora já não tá aguentando repetida vezes você tá fazendo agora imagina fazer uma coisa que é próprio você nem percebe o que tá fazendo, porque a mastigação é um ato involuntário. Uhum. Você não percebe muito bem. Tá bom. Maravilha. Maravilha. Outra explicação sensacional, a gente vai aprendendo todos os dias aqui no estúdio Câmara. Agora, Rafaela, eu falei anteriormente da questão da ansiedade, né? Aí eu pergunto para você, como é que o nosso organismo, eh, quando a gente tá ansioso, ele responde, né? Como que o nosso cérebro responde à nossa ansiedade quando a gente vai se alimentar? Certo? É uma excelente pergunta, né? Eu acho que quando a pessoa eh quer dizer, nós naturalmente temos ansiedade, isso é um mecanismo nosso humano. Quando a gente vivencia processos intensos e desregulados de episódios de ansiedade, eh aquela pessoa no momento em que ela vai se alimentar, eh ela tem uma reorganização interna, ou seja, ela tá em estado de alerta. Então, existem coisas que são eh priorizadas naquele momento que não são a alimentação ou a digestão como todo. Ela tá pensando em outra coisa. A mente dela não tá ali, ela não tá sentindo aquele alimento, ela não tá degustando disso. Eh, ela tá em outro estado, né? E esse estado de alerta, ele vai colocar, ele vai reorganizar a digestão como algo não prioritário. Então ele precisa estar, ele precisa estar eh se preparando para algo que ruim que vai acontecer para fugir, para lutar. Isso é um mecanismo primário, primitivo que vem com a gente. Então, quando a pessoa eh está nesse estado ansioso, eh isso deixa de ser algo importante, alimentação. Então ali não existe presença. Uhum. existe só um estado automático em que ela está projetando algo lá na frente. Muito bem. E olha só como faz uma conexão, né, com o que o doutor eh nos explicou. Muito interessante e eu acho importante a gente aprender eh como nós devemos nos comportar mediante essa questão da mastigação, a saúde, né, do nosso do nosso cérebro e a nossa saúde física também. A gente tá falando aqui de mastigação e dor de estômago. Agora, eh, o que que acontece, doutor, quando a gente sente aquela dor de estômago pela a mastigação não correta, né? Qual que é a ligação? explica pra gente, porque tem gente que acha que, ah, eu tô com dor de estômago, então é o problema está no estômago, mas às vezes não. O problema está mesmo na questão da mastigação. É essa dor do estômago, que é o reflexo daquilo que eu não fiz como a primeira fase, que é a mastigação. Então você imagina o seguinte, você não mastigou, não triturou, você não teve produção de saliva que quebrou aquela aquilo que a gente falou dos alimentos, aí você joga isso pro estômago. Que que acontece? O estômago ele não tem dente. Aquilo que você não triturou tá dentro do estômago sem triturar. Ele não tem dente para triturar aquilo. O que que ele faz? Ele ele tem uma capacidade de produzir líquidos. né? Líquidos que tem a capacidade de destruir aquilo aquilo que ele entende que é um alimento não fragmentado. E o que que acontece? Há uma maior produção desse líquido para quebrar isso. Aí ele não consegue fazer isso na sua totalidade, porque a mastigação que teria que fazer isso e ele tá fazendo uma função que não é dele. O que acontece? ele produz mais líquidos para fazer essa torturação. E aí são líquidos que ele liberam que isso causa o quê? Aia, estômago. E o pior que aquilo que ele teria que absorver daquele alimento, ele não absorve na quantidade adequada. E aí você elimina isso pelas feeses, pela urina, o que seja, de alguma coisa que você teve, você teve uma entrada de 100% e você jogou 60, só absorveu 40. Equanto você deveria ter absorvido 80, 90. E isso o que que acontece aí? Vai trazer essas coisa, inclusive o refluxo. Por quê? O que que acontece? Você não chegou no estômago, não digeriu, ele não conseguiu digerir aquilo, ele, qual é a tendência natural do organismo? Regugitar isso para o esôfo, que são os refluxos que nós temos. E esse refluxo é um desconforto que quem vivencia isso à noite percebe o tanto que é ruim. E o pior, esse refluxo depois aí tem a contrapartida, o dente não fez a função dele e agora você vai fazer uma coisa que vai contra os dentes, que é esse refluxo. produz um meio ácido e esse meio ácido ele vai pra superfície do dente na boca e ele causa possíveis estragos na superfície do dente no esmalte e que aí você leva alguns tratamentos odontológicos que você não teria, mas o refluxo produziu isso. Isso é muito comum, por exemplo, numa situação onde todo esse mecanismo de gestão é alterado numa pessoa pós-bariátrica. Uhum. Por altera todo o metiu do que era natureza, você foi lá e cortou um pedaço do estómago, isso altera toda a flora. Então isso são coisas importantes de saber, né, o quanto isso é importante, né? E eu acho o seguinte, leva isso, eu vou aproveitar aqui a colega Rafaela, que é psicóloga, aí o que que acontece? Aí eu fico gordinho, eu me acho feio, eu começo a ter estômo, não tenho comidade de vida. O tempo inteiro eu tô tomando antiácidos antes para ter dor. E aí eu vou levo um quadro de depressão, de situação do comportamento. A pessoa começa a ter alguns comportamentos não adequados refletindo no seu emocional e aí no seu convívio social, no seu convívio familiar. Então eu deixaria, não é minha parte, mas com certeza isso leva um quadro de eh um disturbo Uhum. do comportamento do indivíduo. Nossa, interessante demais e muito importante, né, Rafaela, essa linha, né, que o doutor traça pra gente, porque nos traz uma explicação assim muito muito fácil de entender, né? E aí a mastigação vai refletir no estômago, vai refletir na saúde física, mas também na saúde mental, que aí a gente coloca a depressão, coloca ansiedade, coloca isolamento social. Gostaria que você pontuasse essa fala do doutor, por gentileza, Rafaela. Exatamente, né? Eh, não tenho às vezes o que vem primeiro e o que vem depois. Às vezes uma coisa leva outra e aquela coisa leva outra coisa. Eh, e essas relações da de as interações tanto psicopatológicas quanto eh eh da do fluxo, né, da questão gastrointestinal, elas vão se relacionando também com a mastigação. Então, uma pessoa que não tem uma mastigação consciente, é uma pessoa às vezes que desconta na comida, é uma pessoa às vezes que perde o apetite, fica hora sem comer, é uma pessoa eh que diante de situações de estress eh tem às vezes diarreias, tem às vezes constipação. Então, o tempo todo ela tá se comunicando ali com ela e e aquilo que ela não processa conscientemente, o corpo vai processando e aí vai levando também eh uma série de comportamentos desajustados. Então, eh, aquilo que começou só com uma masticação às vezes incorreta, pode levar lá na frente a uma questão de obesidade, a uma questão eh de gastrite, a uma questão de mal-estar físico, eh, que mentalmente é impossível eh sustentar as outras áreas da vida, porque a pessoa não está bem. Então, eh eh existe a demanda psíquica de saúde mental e ela deve ser olhada e também deve caminhar junto a esses outros especialistas, eh, para que consiga também conduzir isso a um fluxo de tratamento correto, porque cada história, ela vai carregar traços de infância, de relações, de estilo de vida, inclusive. Então, às vezes, ela tá tão imersa naquele estilo de vida estressante, desgastante, que consequentemente coisas básicas, né, coisas primordiais passam a ser não essenciais, que é a mastigação, a alimentação e o cuidado consigo mesmo. Muito bem. Daqui a pouquinho eu quero perguntar para você sobre essa questão de gastrite emocional e a provocada, tá? Mas pode pontuar, doutor, por favor. Eu acho que é o seguinte, ela foi muito feliz, Rafael. Eu vou complementar uma coisa que comportamento humano. Ô, Rafael, o que que tá acontecendo hoje? Eh, todos acho que somos mais ou menos da mesma faixa etária, mas era muito comum o almoço de domingo na família, os almoços diários, todo mundo sentado sobre a mesa, né, e conversando e se alimentando, né, degustando a alimentação, o convívio familiar. E hoje os relatos têm demonstrado o seguinte: cada vez mais não se sentam à mesa a família para tomar as suas refeições. Por quê? O pai tá na cozinha com a mãe, um tá na mesa da televisão, um tá no quarto, cada um come um lugar que não é o lugar adequado. Então quando você tá isolado, não, não há comunicação, aí você vai comer mais rápido, você não vai apreciar, você vai est com o celular ao mesmo tempo e fazendo a sua alimentação. Então, hoje a sociedade tá está tendo alguns comportamentos que estão influenciando nessa mastigação, no processo digestivo. Então, por isso que é importante, vai muito mais além do que o ato mecânico de mastigação. É todo um contexto de comportamento, de conhecimento do que é a mastigação e as suas implicações na relação do sistema digestivo. Os dentes como maestro de uma orquestra que é a digestão. Nossa, magnífico, magnífico. quanto o ensinamento em pouco tempo, né, doutor? Agora, a falta dos dentes, né, ela pode interferir nessa questão aí da digestão, né? Porque a gente sabe que eh com o passar do tempo, né, se você não cuida bem dos seus dentes, você vai perder um ou outro. E aí, às vezes, a perda é de um dentinho lá do fundo, né? Aí você, ah, não aparece mesmo, vou deixar. Aí perde outro, ah, não aparece mesmo, vou deixar. Daí tem uma care aqui, ah, eu vou tirar isso aqui porque tá me incomodando essa carne e vai acaba perdendo os dentes, né? E aí influencia na questão da da digestão, tudo isso que eu falei aqui de mastigação, que eu disse para vocês, a fisiologia normal, pensando num paciente que tem 32 dentes, toda vez que você perde um elemento dental, né, um órgão que ele é um órgão, você vai comprometer esse processo de mastigação. Então um, dois você vai perdendo, pior vai ficando a sua efetividade de mastigação. E isso vai depender se é o dente anterior ou posterior. Você vai perder eficiência. E quando você tem uma perda de um elemento dental, você tem técnicas para reposição desse dente. Todas, todos os as possibilidades terapêuticas implicam o seguinte, que o poder de mastigação ele fica diminuído comparado ao dente natural. Eu não vou aqui falar para cada tipo de de prótese, né? Mas para cada coisa você tem uma uma perda de eficiência. Então, por exemplo, uma pessoa que tem dente comparado com um desdentato tal que usa dentadura, é de 60 a 70% de perda de força. Uau! Então, com isso vai comprometer a sua mastigação. Então, esse ponto que você falou é o seguinte, é fundamental. A perda do dente vai comprometer o seu processo de mastigação e, por sua vez, da digestão como um todo, tá? Então, um dente já trouxe um prejuízo para você no processo de mastigação que implicou na repercussão do sistema digestivo e isso vai aumentando à medida que você vai perdendo mais dentes. Exato. Além desse sistema digestivo que é comprometido, a gente tem a parte psicológica, né, e a saúde mental, que também é comprometida com a perda dos dentes, né, Rafaela? Uhum. existe uma eh uma questão, né, até social, porque eh conforme vai havendo essa perda dentária também eh se perde o desejo de sorrir em fotos, em eventos sociais, em se sentir bem consigo mesmo. Então vai munindo as possibilidades daquela pessoa de se sentir bem com ela mesma. Então isso vai tornando-se consequentemente também e e se vai se observar o todo, sabe que não é só a perda dentária, vão ser outras perdas que aquela pessoa vai enfrentando ao longo do processo que vai eh sustentando que isso permaneça da forma como está, a baixa autoestima ou o isolamento, a solidão. E aí isso vai se deixando de lado. Então, às vezes, aquilo que começa sutilmente já vai dando indícios ali eh dessa dessa ausência de desejo investir em si mesmo, essa ausência de desejo em se sentir bem. E aí uma coisa vai se conectando à outra também. Exatamente. Agora, eh, os quadros de estress, né, eh estress e ansiedade prolongados, eles podem provocar distúrbios de gastrite, mas aí como é que a gente diferencia essa questão da gastrite emocional, né, e da gastrite propriamente dita, que é diagnosticada aí eh com exames. Uhum. a gcite, né, ela chega como essa queixo nesse desconforto que o sujeito vai relatando clinicamente. Uhum. Então, ela vai passando por um processo de investigação. Então, vem os exames clínicos e vai fazendo todas as etapas. E aí vem o a grande, né, eh, a, eh, a grande resposta, né? Então, quando faz todos os exames, quando olhou para tudo e aí o médico vira pro paciente e diz: "Olha, é emocional. Éí, aquele paciente recebe aquele balde de água fria." Como assim emocional, né? Porque ainda se fosse eh a patologia propriamente dita, eh é quase que dá um alívio, porque tem como tratar. Mas e o emocional? Onde começou? Por que que começou? O que que eu vou ter que olhar, né? E aí já vai passando aquele filme na cabeça das coisas que eh vão sendo deixadas para depois. E agora é a hora de olhar, né? Quando chega esse diagnóstico, eh eh coloca diante do paciente a necessidade de olhar para si, porque olha, a gente fez tudo que tinha e é muito importante essa gama de exames clínicos, eh, para descarte também de possibilidades. Então ali quando a gente chega nesse diagnóstico, olha, a causa emocional, é o momento de olhar para dentro. entender o que que causa, como causa e por que causa. Importante essa sua colocação e importante também esse desenho que está se fazendo aqui, né, nesse momento nosso de conversa e de troca de informações, porque a gente tá falando da mastigação. A gente tá, o, o tema do programa hoje é mastigação e dor de estômago, mas a gente, eh, eh, versus dor de estômago, né? Mas a gente pode perceber que é algo muito além, né? E que precisa de um cuidado todo especial. Agora, eh, doutor, a nós falamos da perda dos dentes, né? o senhor ensinou como eh eh o que aconteceu desde lá da história, né, antiga, como que foi eh a evolução da nossa arcada dentária e tal. Então, eu gostaria que o senhor falasse, deixasse pra gente orientações, né, eh, para que a gente possa aprender a mastigar, porque parece tão simples e ah automático, né? E aí tem uma diferença da mastigação correta, da mastigação que a gente faz hoje, da nossa automatização ao mastigar. É igual respirar. A gente não respira direito porque a gente acha que tá respirando e a gente só vai, mas não é assim que se respira, né? A gente nem percebe porque é automático. E assim também acontece com a mastigação. E claro que a gente vai aproveitar sua presença aqui, né? um cirurgião dentista renomado. Eu fui pesquisar, claro, o Lucas conseguiu trazer o senhor aqui, a gente ficou muito feliz. Então, eu gostaria que o senhor deixasse pra gente eh dicas, como que a gente mastiga, ensina a gente como é que nós devemos fazer, né, para poder ter uma mastigação, não digo correta, mas pelo menos um pouco mais assertiva. É, é aquilo, a gente pontuou os problemas, né? E eu acho que é fundamental a orientação do que é correto. Muitas vezes todos sabem, né? É igual ir ao endócrino, né? Quem vai o endócrino sabe tudo que ele vai falar para você que é para perder peso, né? Você só precisa ser relembrado. É isso mesmo. Todos quem já foi uma vez é aquilo, é repetitivo, né? Eh, mas é isso. Talvez primeira coisa é eu querer mudar o meu comportamento. Isso é fundamental. Então, por exemplo, para você mastigar, pense o seguinte, quando eu coloco alguma coisa na boca, se eu tiver que escolher o alimento o mais firme, mais cru possível, ele por ele vai ter, eu vou triturar ele mais, ele tem uma capacidade até de limpeza da superfície dental, ele tem essa coisa, mas de você escolheu uma coisa dura. Não, eu vou uma coisa mais pastosa, um fast food, alguma coisa que já tá semipronta, é lá uma marmita, o que eu levei pro meu trabalho no alimentação, no restaurante que eu fui. O que que é importante você sentir que aquele alimento que você colocou em pequena quantidade na sua boca, que é melhor, em melhor quantidade, e você mastigar e só ingerir ele a hora que você perceber que ele virou realmente uma massa, é o momento. Então, por exemplo, por isso que a gente falou 20, 40 vezes. E com 30 vezes você fala: "Virou uma massa". Talvez seja o momento de você dizer: "Olha, é o momento de eu colocar ele para dentro". Um local adequado de alimentação. Não se come na cama, não se come no quarto, não se come na cozinha. Tem que ter um local, igual nós temos que ter um um local de trabalho, de estudo adequado, nós também temos que ter da alimentação. Então, sentar a uma mesa é muito importante. Uma dica muito nionista dá também, olha, quando você for, coloca o seu garfo, pequenas porções, leva a boca e coloca os talheres sobre a mesa e faça o hábito da mastigação, né? Isso para que você pare e pense que você está fazendo, né? E que leve mais tempo. Isso pode. Tente saborear, sentir o sabor doquilo que você tá deglutindo, que você vai colocar para dentro. São coisas que são importantes eh fazer. Uma outra coisa, líquidos. Os líquidos que se faça uso dele ou antes ou depois. Eu não falei para vocês que os dentes se misturam a saliva, a bochecha, a mucosa e assim por diante. Se você vai alimentar, mesmo que você colocou um, criou uma massa e você vai lá e joga uma água, todo aquilo que a saliva produziu, você por um arrasteo mecânico, você vai levar embora. Então é recomendável o o líquido não participar do processo de mastigação e tornar isso uma massa. Então ou você faz isso antes ou depois. Porções menores na boca é importante. Eh, e prestar atenção na saciedade, porque se você faz isso de forma lenta, os o cérebro vai mandar uma informação para você. Olha, eu já estou satisfeito e com isso você vai comer menos, né? Então são coisas simples que podem ser, mas repito, o melhor, o melhor primordial é o querer mudar o meu hábito. Maravilha, né? Que interessante, Rafaela. Eh, o doutor pontuou a questão eh da mastigação, de saborear o alimento, né, de sentir eh de se alimentar no lugar adequado. E isso tem a ver também com a nossa saúde mental, porque se você sente, você tá e eh tendo ali e eh o sentimento que tem a ver com o cérebro, com o psiquê, então, a importância das pessoas terem um lugar específico para se alimentar, de sentir, de saborear na visão psicológica. Uhum. eh se faz extremamente necessário esse espaço, eh porque é um momento que precisa estar presente, então precisa ser um espaço adequado, eh, que tenha essa troca consigo mesmo, porque muitas vezes alguns transtornos alimentares, né, eh, a compulsão de certa forma também tá ali tentando soprir uma angústia, às vezes suprir uma solidão também. Então, põe a TV e põe o celular e aí aquilo vai virando uma coisa só e aí não tem presença. Eu acho que eu reitero tudo ali que ele trouxe eh no sentido do sujeito voltar a si mesmo, eh, e conseguir se perceber nesse ato, conseguir estar ali de forma presente para não só para trabalhar as questões gastrointestinais como um todo, mas para estar vivo, né? Isso em todas as áreas da nossa vida, no dirigir, no acordar, no escovar os dentes, é o desacelerar. E eu acho que hoje, na etapa em que estamos, estamos extremamente acelerados. Então, a gente não olha pela janela, a gente não fala bom dia, a gente não cumprimenta, a gente não vê o que tá acontecendo. Então, eh, a alimentação é uma parte de um todo. Então, se a pessoa está ali se alimentando inadequadamente, se ela tá mastigando errado, se ela tá vivendo os impactos de dessa escolha quase que inconsciente, pode ter certeza que as outras áreas da vida dela também estão da mesma forma, no mesmo ritmo e na mesma intensidade. Então elas vão se conectando de forma direta e indireta também. Maravilhosa. Quanto ensinamento nessa manhã de quarta-feira. Gente tá adorando isso aqui. Olha aí, 8:48. Produção avisando. O pessoal tá mandando perguntas e a gente vai responder você que tá em casa, né? Vamos lá. Obrigada pela sua participação. Vamos ver o que temos. Pode mandar pra gente, produção. Estamos falando de mastigação. O Marcelo tá ligadinho com a gente. Ele diz: "Quando engulo pedaços grandes porque estou atrasado, sinto pontadas no estômago depois. Será só uma mastigação ou pode indicar outro problema?" E aí, doutor? O Marcelo tá engolindo inteiro, Marcelo. Tem que tomar cuidado, né? E aí, doutor, é só uma mastigação ou pode indicar outro problema? Ele já fala que quando ele tá atrasado, ele come, ele engole pedaços grandes e daí depois ele sente dor no estômago. Marcelo, boa pergunta. É aquilo que a gente falou, você já fala quando engulo pedaços grandes porque tô atrasado. Primeira coisa é o seguinte, você engoliu inteiro, então você não mastigou, jogou pro estômago tudo inteiro. Então ele vai ter que mastigar que ele não tem dente e ele vai ter que produzir muitos líquidos para fragmentar esse alimento que você não mastigou. E o que que vai acontecer? Ele vai te dar o retorno. O retorno, o que que é? O seu desconforto é imediato, né? Ele tá só te dando o alerta que meu amigo, me ajuda aí. Coma bem, mastiga bem, procure acordar um pouco mais cedo para não levantar atrasado e eh e eu e que me ajude, tá? Então beleza, eu atrasei. Então será que você não pode repensar o que você vai comer que você falou? Alimento grande, uma maçã, por exemplo, ela é grande. Então quer dizer, você tem que mastigar ela. Exatamente. Então de repente alguma coisa mais pastosa, toma iogurte alguma coisa assim, só para enganar o estômago. Isso é te você ajudará o estômago, sim, né? Mas não é que isso vai virar rotina. A rotina deve ser o certo, né? Mas você repensar talvez nessa possibilidade de entregar o seu estômago alguma coisa que já está mais pastoso, pode ser uma alternativa. Uhum. Muito bom. Então eu hoje hoje eu vim aqui pro programa bem cedo. O que que foi? Meu café da manhã foi basicamente foi uma coisa que eu já entreguei pro meu estômago, algum algo que eu não entregaria no dia a dia. Uhum. Para que facilite a vida dele. Até agora ele não reclamou comigo. Então eu fiz, eu contribuí para que ele trabalhasse. O que é importante é o seguinte, a fisiologia urbana ela é perfeita. Ela tudo que ela ela sabe fazer e muito bem feito. O que nós precisamos é ajudar ela. Exato. Eh, então ele sabe fazer. Agora ele também sabe nos dar os alertas quando não estou adequado. O bom que esses sinais são, mas você tem que ser interpretado o seguinte, vó. Esse sinal não é só um alerta que tá doendo. É que olha, você não tá me ajudando, cara. É isso mesmo, né? vai comer, engolir inteiro. Quantas pessoas não fazem isso, né? Na correria vai só vai jogando para dentro, jogando, jogando, jogando e depois fica estufado, faça mal. Que que aconteceu? Tô com dor de estômago. Ah, você não começou direito, né? Você já começou errado. Vamos lá. 8:52. Mais perguntas pra gente chegando. Natália do Jardim Garcia. Se ranger dentes for em reação à ansiedade, tratar emocional reduz também os episódios de dor de estômago que acompanham meus dias. Olha só essa pergunta. A Rafaela pode responder pra Natália. Rafaela, ranger dentes for reação à ansiedade? Tratar o emocional reduz também episódios de dor de estômago que acompanham meus dias. Ela arranja os dentes, né? Isso pode significar também um sintoma de ansiedade? Sim. Eh, significa, né? Inclusive, eh, até o tratamento disso tem que ser alinhado também a um especialista, como um dentista, eh, para colocar as plaquinhas, né? O doutor pode falar melhor depois. Mas por que que é tão importante, né, que o acompanhamento psicológico ocorra? Porque naquele momento ali que você está dormindo, você ainda está em estado de alerta. Ao invés de est conseguindo eh cumprir o ciclo do sono, né? Ter um sono profundo, relaxado, revigorante, na verdade você continua tensa, você continua pronta. E e dessa mesma forma, o que que não tá sendo processado hoje na sua vida que te gera tantas angústias, tanto estress, tanta rigidez, eh tanta necessidade de estar acordado, de estar ali de certa forma. Então essa esse depois, né, que a dor no estômago, eh, provavelmente são várias partes, né, que vão se juntando, então desde a mastigação, eh, desde os alimentos que se escolhe, por que se escolhem, eh, e até essas questões emocionais não processadas a nível consciente, que vão sendo elaboradas de certa forma no corpo. Maravilha. Aí é importante, né, a conexão entre especialistas para você ter um cuidado mais assertivo consigo mesmo. Vamos lá. 854 que temos agora. Vamos ver quem está com a gente. Carolina de Barão, Geraldo. Nos dias em que estou ansiosa, quase não salivo. Ah, essa boca seca pode tornar a digestão mais lenta e causar dois dor de estômago depois. Olha só, doutor, a ansiedade ela acaba ficando com a boca seca e ela pergunta se pode tornar a digestão mais lenta e causar dor de estômago depois. Essa essa questão de boca seca aí. Me conta, Carolina. Perfeita. Essa pergunta sua é o seguinte: se tô ansiosa, quase não salivo. Aham. Eh, a saliva, ela tem um fluxo normal, então quer dizer, ela é fundamental. Se não tem um processo salivar normal, tem que passar por uma investigação. Uhum. Essa que você fala, a ansiedade da saliva pode estar relacionada à sua ansiedade? Com certeza. Não tenho dúvida. Mas será que é só isso? sua ansiedade, por exemplo, se você é ansiosa, de repente você pode estar tomando um anolítico, algum medicamento para controlar o ansiedade. Então, essa baixa da seu fluxo salivar pode estar muito relacionado ao uso de medicamentos. Então tem que fazer uma investigação muito própria para que vê o que que tá acontecendo com a sua saliva. E hoje há mecanismos aí importantes para que você ative a salivação ou até a alteração de medicamentos. Vou dizer o seguinte, a questão da dessa falta da saliva, né? Eh, isso é muito comum hoje nos medicamentos. Esses medicamentos que na área da psicologia usa na medicina para tirar ansiedade, esses todos esses anciolíticos, ele dá uma repercussão no fluxo salivar do paciente. Isso é tão verdade que quando você tem pacientes idosos e que tem muita que é a falta de saúde chama xerostomia, que é reflexo de medicamentos, associações de medicamentos utilizado pelas pessoas. Uhum. Então, às vezes, o medicamento sozinho, ele não causa xerostomia, mas quando ele associa outros, ele causa cheerostomia. Então isso tem que passar por uma investigação mais minuceosa, tá? Eh, claro, se não tem saliva, isso vai refletir no estômago. Sim, mas eu acho que a gente tem que descobrir o que que tá te levando a essa xerostomia. É só a ansiedade? Ela pode ser, mas só ela acredito que não. Deve ter outros fatores que estão contribuindo para essa baixo fluxo salivar chamado cheerostomia. Muito bem. Isso quer pontuar, Rafaela, essa questão, né, da falta de saliva, né, essa eh eh essa boca seca que as pessoas sentem e que vai refletir sim no estômago, mas também na questão da saúde mental, que é prioridade pra gente também. Uhum. é importante identificar, né, eh, os sintomas, né, de ansiedade. Existem alguns critérios, né, então, a boca seca, um deles, né, ataque cardíaco ao coração acelerado. E aí vai trazendo inúmeros outros desconfortos que contribuem eh para que a gente conclua esse diagnóstico. Então, é importante a investigação eh clínica, né, do psiquiatra, do psicólogo e também dos outros profissionais que te acompanham para entender o que que tá causando e como tá causando. É porque aí quando se torna o transtorno de ansiedade, eh, que deixa de ser só ansiedade, passa a ser um transtorno, precisa sim fazer o uso da medicação, precisa sim acompanhar isso a terapia e precisa conduzir isso de forma eh o mais correta possível. E aí com isso também saber que vai existir colaterais, que vai existir mais desconfort chegue, né, esse estado de saúde ali de bem-estar mesmo, de conseguir se sentir bem novamente. Eh, mas são etapas que precisam ser vividas e são vividas no individual. Uhum. Muito bom. 8:58. Pode contar, doutor. É o seguinte, eu até eu lembrei de uma coisa, Carolina, Camila, né? Camila, ó, que é que fez a pergunta. Olha, eu não eu sou uma pessoa que tem um fluxo salivar intenso. Nesse momento eu tô com uma xerostomia. Ah, sério? Por quê? Eu estou num ambiente de de um de um programa ao vivo que tem ansiedade. Tem ansiedade. Verdade. Eu já tomei duas vezes água aqui porque eu tô sentindo a minha boca vazia. Então, quer dizer, isso pode ser amamentâneando. Eu estou com xerostobia, não é? momento que tá me levando a uma xerostomia. Então isso é importante também na sua análise. Pode ser que esse essa xerostomia sua que você falou quando eu fico assim, mas é todo dia é algum momento, não é hora que eu vou encontrar o meu namorado, a hora que eu vou pro trabalho, a hora que eu vejo o meu chefe. Então tem alguns momentos que estão te levando. Então, de repente a tá a Rafaela aqui que vai ter que te ajudar para você enfrentar esses momentos que estão te levando ansiedade. São alguns momentos, não é que você tem xerostomia, você não tem o quadro clínico típico de xerostomia, mas você tem um comportamento de cheirostomia como efeito colateral de uma situação que você tá vivenciando. É uma situação que de repente aumenta a adrenalina, né, e aí o corpo reage, o corpo responde, o corpo fala, né, Rafaela? Eu entenda que você está doente, tá? Aham. Perfeito. Maravilha. Ai, gente, que legal. 9 horas pontualmente. Ã, vamos já seguindo para as considerações finais. Eu, nossa, o bate-papo de hoje foi maravilhoso. É muita informação, muita troca, é muita experiência que tem aqui dentro desse estúdio e a gente fica feliz demais que a gente possa estar contribuindo com você que tá aí do outro lado com algum tipo de informação que vai melhorar a sua qualidade de vida, né? Então você que tá aí do outro lado nos ajuda a completar a missão e os nossos convidados fazem toda a diferença aqui no nosso estúdio Câmara. Eu quero agradecer a Rafaela, nossa psicóloga, contribuiu muito. Obrigada pela sua participação, pela sua presença, viu? Pra gente encerrar, considerações finais. Bom, agradeço, né, o convite. Acho que é um tema extremamente necessário. Chega todos os dias demandas como essa, tanto na área social, que eu também atuo, como na área clínica, que também é uma queixa principal. E aí entender, né, ter um especialista também para poder se debruçar sobre o tema é olhar para dentro, é olhar pro nosso funcionamento, não só do corpo, mas da mente também. Maravilha, doutor. Gratidão pela sua presença, né? Muito obrigada. A gente sabe da sua correria, mas se dispôs para estar com a gente ao vivo aqui, para trazer informações para nós, que são informações que se a gente guardar e levar paraa vida, eu acredito que a gente possa ter aí uma uma melhor qualidade de vida na questão da mastigação. O senhor explicou tanto, explicou tão bem que foi tão fácil de entender. Muito obrigada pela sua participação, pela sua presença. Olha, eu que agradeço a oportunidade do convívio com essas duas meninas maravilhosas aqui, a Rúbia e a Rafaela. Hoje eu já comecei o meu dia feliz, né? bem acompanhado. Eh, é muito gratificante vir aqui como profissional da área da saúde em odontologia para falar desses temas corriqueiros do dia a dia. Então, o meu muito obrigado e para você que tá aí nos assistindo, eu quero que deixar que uma mensagem, que essas dicas, o que nós falamos aqui, possam ajudar vocês a ter uma digestão mais feliz e sobretudo uma vida mais saudável. Então, muito obrigado por vocês nos acolherem em suas casas, nos seus trabalhos e nos darem essa oportunidade de conversar com vocês e ter um bom dia a todos vocês. Muito bom. Olha só, gente. Tá vendo? Tenho certeza que essas orientações, né, que foram repassadas aqui, elas vão ajudar muita gente a repensar a forma como se alimenta, né? Então a gente precisa lembrar comer devagar, mastigar bem, cuidar da saúde bucal e também da saúde emocional pode evitar muitos problemas no futuro. E assim a gente vai encerrando o nosso estúdio Câmara Feliz da Vida nesta quarta-feira, véspera de feriado, né? Lembrando que amanhã tem estúdio Câmara para você a partir das 8 da manhã. E a gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Hoje às 18 horas nós temos audião ordinária, né, na Câmara de Campinas. Você pode participar ao vivo lá no plenário José Maria Matozinho. Também tem transmissão aqui pela TV Câmara Campinas, tem transmissão pelo YouTube. Lembrando que o nosso programa de hoje, todos os programas da TV Câmara estão disponíveis no YouTube para você assistir depois e repassar aí pros seus amigos, pra sua família. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia, a nossa produção, a nossa equipe que trabalha para levar para você uma informação de qualidade, uma informação precisa. Gratidão também. Beijo para todo mundo. Se cuida no feriadão aí, continue ligados na TV Câmara Campinas. Amanhã tem estúdio Câmara e a programação da TV Câmara segue para você, tá bom? Informação é aqui TV Câmara Campinas ao meio-dia tem Câmara Notícia não perde não informação do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. Beijo grande, ótima quarta-feira. Fica com Deus aos nossos entrevistados mais uma vez gratidão e até amanhã. A partir das 8 da manhã, a gente conta com a sua participação. [Música] [Música] [Música] Eh, não sei você que tá aí, alguma coisa que eu possa depois que a gente tá com disponibilidade lá na associação para paciente Yeah.
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