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60 views Publicado 01/04/2025 HD · 1:10:59

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10. Deus abençoe e bom programa a todos. Amém. Obrigada. Amém. [Música] Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. E hoje, hoje é terça-feira, dia 1eo de abril de 2025. E o tema do nosso estúdio Câmara de hoje, claro, é o dia da mentira. Uma ótima data para lembrar a importância de falar a verdade. Gente, a mentira é considerada um comportamento normal dos seres humanos para impressionar, se adequar a um grupo, proteger alguém, evitar consequências negativas. esconder más ações, evitar conflitos e constrangimentos, enfim, para não lidar com a verdade. Por isso que as pessoas mentem. Mas a mentira também pode ser um sinal de doenças psíquicas. Hoje nós vamos descobrir verdades sobre a mentira, conversando com a psicóloga e psicanalista Josiane Cristine Ramos Ferreira e também com o professor e filósofo Dr. Fábio Flourense daqui a pouquinho. Esses são os nossos entrevistados e você, claro, tá aí do outro lado, já pega o seu WhatsApp, QRC na tela, telefone também nosso contato 1997829377. manda pra gente a sua mensagem. Foi vítima de alguma mentira? Conta mentira, uma mentirona ou uma mentirinha? Sabe a diferença, né? E o que acontece quando as pessoas mentem sem parar e acabam acreditando nas suas próprias mentiras? Tem algum exemplo sobre isso? Fala com a gente, manda sua mensagem enquanto você manda sua mensagem pra nossa produção. Eu atualizo as notícias. Atenção, a INDEC inicia teste por 15 dias da operação Lagoa, também às terças e quintas. Então, hoje, terça-feira, e é a partir de hoje que a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas testa a ativação da operação Lagoa. Também em dias úteis, o espaço viário entre o Parque Portugal e a Praça Araltos da Paz fica ativo às terças e quintas, no período das 7 da noite até às 10 da noite. A operação Lagoa consiste na abertura da pista interna da Avenida Eitor Penteado, no entorno do Taquaral e da Araltos para o público. Isso vai possibilitar a prática de caminhada, corrida, andar de bicicleta, skate ou patins, ou seja, atividades que promovam aí um lazer saudável. Esta ação será por um período de 15 dias de teste, tá? Serão avaliados a adesão da população e os impactos no trânsito. A Lagoa do Taquaral, como todo mundo sabe, né, recebe aí a cada domingo cerca de 30.000 pessoas. A operação Lagoa já é realizada todos os domingos e feriados, das 7 da manhã até 1 da tarde. Então, agentes da INDEC monitoram o trânsito e orientam também acessos liberados durante essa fase de testes da operação Lagoa no período noturno. O acesso é pela eh rodovia Engenheiro Miguel Noel Nascentes, tá? E paraa Avenida, para a Avenida Heitor Penteado não será fechado. Então o trecho da Praça Artos da Paz com as ruas Arlindo Carpino e Vital Brasil estará liberado para os veículos. Esses dois locais ficam fechados durante a operação Lagoa aos aos domingos e feriados, tá? O bloqueio da Avenida Heitor Penteado começa após o acesso para a Avenida Dr. Armando Sales de Oliveira e um agente da mobilidade urbana da INDEC vai ficar no local para coordenar o fluxo de veículos. Os demais bloqueios até o portão um não terão alterações. Ciclofaixa de lazer, a ciclofaixa eh lazer Taquaral norte e sul continua sendo realizada todos os domingos e feriados das 7 ao meio-dia. Ela liga o Taquaral até a Avenida José de Souza Campos. da Norte Sul. Enfim, a notícia para você é que hoje, né, a partir das 19 horas, dá para ir lá dar uma caminhadinha, uma pedalada, levar os doguinhos para passear e para respirar um pouquinho de ar puro lá na lagoa do Taquaral, combinado assim? Maravilha. Mais uma notícia para você. Daqui a pouquinho, previsão do tempo e já os nossos entrevistados falando sobre o dia da mentira. Olha, a Campinas está promovendo eh agora este mês de abril ações e conscientização a respeito às pessoas com autismo. A campanha Abril Azul 2025 será realizada ao longo deste mês de abril pela Prefeitura de Campinas com o mote autismo, informação gera empatia, empatia gera respeito. A programação inclui eventos culturais, rodas de conversa, serviços públicos e atividades esportivas voltadas à inclusão. com o objetivo de fortalecer a rede de apoio e divulgar os direitos e serviços disponíveis à população com o autismo e suas famílias, né? A iniciativa coordenada pela Secretaria de Assistência Social e com o apoio de diversas secretarias e instituições, reforça que o reconhecimento das capacidades e o respeito aos limites das pessoas com o autismo são premissas fundamentais para a construção de uma cidade mais justa, inclusiva e empática. A programação do Abril Azul está repleta de atividades e amanhã, dia 2 de abril, é o dia mundial de conscientização sobre o autismo. E pela manhã, das 8 da manhã até às 11 horas, né, haverá atividades para crianças e adolescentes autistas com suas famílias, contação de histórias, feirão de serviços da pessoa com deficiência e visita ao Museu do Conhecimento da Água. O evento será realizado no Parque das Águas, lá no Parque Jambeiro. E a agenda agenda dos eventos você pode acessar no site da Prefeitura de Campinas, combinado? Previsão do tempo chegando na sua telinha. Você viu que aconteceu ontem em São Paulo? Quanta chuva na capital, né? E aqui para o interior, como será que temos ficar o tempo hoje? Bom, temos aí sol entre nuvens, pancadas de chuva trovoadas no decorrer do período. Então, a qualquer momento pode é cair uma chuva aí, mas não é muita não, viu? De acordo com a previsão do tempo, tá? Mínima 20, máxima 31. E olha, gente, de acordo com os meteorologistas, o mês de abril traz as primeiras massas de ar frio de origem polar continental, que vai conseguir aí resfriar algumas áreas do Brasil, inclusive o estado de São Paulo. A primeira queda notável da temperatura deve acontecer entre os dias 5 e 8 de abril. Então, de acordo com a previsão do tempo, final de semana vai ser mais fresquinho, né? Previsão do tempo para você. Obrigada pela sua participação. WhatsApp na tela porque a gente vai começar a falar sobre mentira. Isso mesmo. 1997829377. Vamos lá, então. Em muitos países, inclusive o Brasil, o primeiro de abril é conhecido como dia da mentira. É uma data que as pessoas costumam pregar peças, contar histórias falsas uns aos outros, a fim de entreter e surpreender, sempre revelando no final que era apenas uma brincadeira. Pois é, no Brasil essa tradição no Dia da Mentira teve início em 1928, marcada pela publicação do jornal mineiro chamado A mentira. Na sua edição de estreia, data de 1o de abril, o jornal destacou uma notícia falsa anunciando o falecimento de Dom Pedro I em sua capa, introduzindo assim a prática das pegadinhas de primeiro de abril no país. E para falar verdades sobre a mentira, eu apresento para você agora a psicóloga e psicanalista Josiane Cristine Ramos Ferreira. Seja muito bem-vinda, Cris. Ah, muito obrigada, viu? Obrigada pelo convite, pela oportunidade de compartilhar esse tema com os nossos telespectadores. Obrigada. Maravilha. Muito, muito. A gente vai conversar, hein? Olha quem tá com a gente também é o professor filósofo, Dr. Fábio Florence. Seja muito bem-vindo, doutor. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Josiane, bom dia aos nossos telespectadores. É uma alegria táar aqui, eh, e dar a minha pequena contribuição para tratar desse tema que, eh, mesmo parecendo algo um tanto banal, eh, é de suma importância para nós compreendermos como é que funciona a vida social e trabalharmos para que ela se torne melhor para todos. Muito bem. Então, olha, eh, eu quero começar antes, né, de vocês explicarem essa questão da mentira, né, o que que significa, o que se passa no cérebro, na cabecinha da pessoa, que começa a mentir pouco e daqui a pouco ela já tá fazendo uma mentira enorme. Nós temos aqui um caso que repercutiu muito recentemente. É uma história que até parece roteiro de filme. Ela rodou as redes sociais, foi parar nos noticiários e para conseguir acesso, né, a a lugares privilegiados e grandes eventos, uma jovem, essa que tá aparecendo na sua tela, ela é a Luana Santos. Gente, ela teria fingido ser jornalista da IPN por FASM, senhores, dois anos. Olha aí, ela com tem aí o o crachazinho dela como redatora. Ela chegou a participar de podcasts contando a sua experiência na empresa e disse até mesmo que dividia a jornada entre a redação e a equipe de marketing do Corinthians. Agora eu pergunto para os nossos entrevistados, por mais inofensiva que a mentira seja, o seu processo de criação exige um esforço enorme no cérebro que, além de omitir a verdade, a pessoa ainda precisa criar uma história alternativa que convença o outro sem demonstrar os sinais físicos do nervosismo. Em relação a esse caso que nós falamos agora, eu pergunto pra doutora Josiane, como a mentira ela é formada no cérebro, né? Como que acontece essa esse start? Eu vou começar. Uhum. Muito obrigada. eh esse caso, né, que você apresenta, né, eh não tem como a gente comentar sobre o caso em específico, mas o que a gente tem são de casos assim já atendidos, casos já publicados, casos que chegam no consultório com essa questão. É muito importante a gente entender que tudo começa na infância. Por que começa na infância? Eh, como é que se forma isso na infância? quando no psiquismo daquela criança ela sente que ela perdeu algo e de fato ela perdeu. Eu quero só explicar isso rapidamente, né, pra gente entender um pouco um pouco esse contexto. Muito mesmo porque pode ter mães que tem crianças mentindo até roubando, estão preocupadas em casa. O que que acontece quando a gente nasce? A gente precisa de um ambiente seguro e confortável. Quando a gente tem esse ambiente, nosso psiquismo está se formando de uma forma bem estruturada. Se por algum motivo esse ambiente ele, a criança perde esse ambiente, né, quando ela tá maiorzinha ali, vamos pensar 8 meses até 2 anos, um pouquinho mais para frente, é considerado até 5 anos. Esse ambiente é perdido de alguma forma. O que que acontece? A criança luta para obter aquela experiência do início da vida que era daquele conforto, daquele aconchego. Então, o que que faz a criança perder? Pode ser a morte de alguém, a separação, pode ser um ambiente, por algum motivo, o pai perdeu o trabalho e daí ficou muito tenso o ambiente e a criança sai daquele estado que ela tava de segurança no ambiente e entra por um ambiente de estress, ela começa a tentar recuperar o ambiente perdido. Como que ela recupera? Ela começa a mentir, começa a roubar coisas na escola, que a gente fala que ela entra numa tendência antisocial. O que que é isso, né? Quando a criança, por exemplo, pega um objeto, é como se ela tentasse recuperar o ambiente. Eu quero recuperar a minha mãe, eu quero recuperar aquilo que eu tive um dia e perdi. E daí ela começa a mentir e roubar, os pais ficam desesperados e a criança rouba e mente até que roubou, porque ela não quer aquele objeto. Mentira, junto com o roubo, eu quero colocar é um sinal assim, eu quero voltar a sentir aquele ambiente seguro, aquele amor. Se ela não recupera, se o ambiente não entende isso, né? O que seria entender? Eu amo você. A gente está passando por dificuldades, mas nós vamos vencer aquela conversa de família, mais pessoas juntas para dar de novo um ambiente seguro. Se isso não acontece, isso vai extrapolar pra escola e começa a ver na escola se acontece algum acolhimento. Se a escola também não entende, vai pro social. E daí o social não entendendo também é como uma pedrinha que a gente joga num lago. Essa pedrinha vai reverberando, reverberando, vai parar só quando encontrar a beirinha do lago. Essa beirinha do lago na nossa sociedade é a cadeia, que é o que segura. Então, se isso vai aumentando, aumentando, a mentira pode chegar num ponto da pessoa até ser autuada por isso, né? e ela ser presa. Por isso, porque a mentira desdobra em comportamentos e os comportamentos podem desdobrar em ações que prejudicam isso, né? pode chegar até no finalmente da nossa sociedade. Mas se a gente voltar um caso que tá lá na frente já, que já foi paraa delinquência, a gente vai ver que é uma busca de um ambiente perdido no começo. Teve um ambiente bom e perdeu e a pessoa fica tentando encontrar e o cérebro vai processando esse padrão de funcionamento, porque o cérebro vai fazendo sinapses e vai, os neurônios vão fazendo sinapses e vão estabelecendo esse padrão. A pessoa se acostuma e isso se torna a vida dela. Ela acredita na mentira que ela criou. Nossa, gente, quanto ensinamento nessa manhã. Você ouviu tudo que ela falou, né, Josiane? Trazendo pra gente aí um conceito de como a mentira, como funciona o nosso cérebro, né, referente à mentira. E tudo começa na infância. Agora eu gostaria de perguntar pro nosso doutor, Dr. Fábio, eh, quais as verdades que a filosofia conta sobre a mentira? É, então, eh, Rúbia, eu fico feliz que eu esteja falando agora logo depois da da Dra. Josiane, porque ela facilitou em muito a minha a minha exposição. Então, aquilo que eu vou falar agora vai eh vai ser substanciado, por assim dizer, né, com com exemplos e com casos práticos que são a grande dificuldade para o profissional da filosofia, né? O profissional da filosofia ele tende muito a ficar nas ideias abstratas. Então, já vou eh fazer uso aqui do que foi dito para eh facilitar o nosso entendimento. Então, em primeiro lugar, eh o que que é a mentira? A mentira ela é uma desordem. Então, o que que significa uma desordem? Vamos pensar em termos concretos, né? tentando sempre descer do abstrato para o concreto. Eh, quando nós entramos numa sala de estar e nós encontramos os pratos de comida cheios de comida nas estantes de livros, eh os sapatos e as roupas em cima do sofá, eh quando nós encontramos cinzeiros cheios de cigarros eh espalhados pela casa, o que que a gente eh diz, o que que ocorre à nossa cabeça? Essa casa está numa profunda desordem. E a desordem ela significa coisas estarem nos lugares em que elas não deveriam estar, né? Eh, em contrapartida, né? contrário senso, a gente pode dizer que a ordem eh significa as coisas eh estando nos seus devidos lugares. Então, vejam só, nós fomos feitos, vamos dizer assim, para conhecer a verdade e para agir de acordo com a verdade. A nossa inteligência, ela foi feita para conhecer a verdade. A nossa vontade, ela foi feita para agir em conformidade com a verdade. E a nossa linguagem, ela foi feita para exprimir a verdade, né? Então, quando a gente ã quando a gente mente, quando a nossa linguagem ela exprime de maneira consciente aquilo que não é verdadeiro, nós estamos cometendo uma desordem, né? E ao cometer essa desordem, ela não fica, em geral, podemos dizer, ela não fica 100% das vezes limitada à nossa vida pessoal, mas ela reverbera, ela repercute no ambiente social. Por quê? Porque nós, seres humanos, somos seres sociais, né? Então, a eh as mentiras que a gente conta, as mentiras que a gente abraça e as mentiras que a gente difunde, elas fatalmente vão exercer uma eh uma repercussão e terão consequências sociais que começarão, né, de maneira discreta, mas que se deixadas eh seguir o seu rumo natural, elas vão resultar, né, em eh em consequências muito graves. graves, né? O exemplo aqui que a doutora nos deu, ele é muito eh ele é muito claro nesse sentido, né? Como uma pedrinha arremessada num rio, né? Ela vai fazer no começo eh ela vai provocar uma onda pequena no começo, mas ela vai se difundindo, se difundindo até chegar às margens, né? Então ela vai provocar o quê? ela vai provocar um abalo naquela superfície cristalina, eh, que deveria estar, eh, numa situação de serenidade, né, e vai ficar eh de maneira abalada. Então, em termos muito gerais, abstratos, né, mas tentando trazer pro concreto, eh é isso que a é isso que a mentira, é nisso que ela consiste. Muito bem. Olha, o programa de hoje tá sensacional, todos são bons, mas hoje nós temos aqui um filósofo, temos uma psicóloga e temos você aí do outro lado que já começou a participar com a gente. A gente agradece a sua participação. Produção, pode preparar já as perguntas dos nossos telespectadores porque já tá chegando. Então, 97829377 pode mandar pra gente a sua pergunta. A gente tá falando aqui sobre a mentira, porque hoje é o dia da mentira, né? E no âmbito religioso, a mentira ela é considerada um pecado divino, né? Na doutrina cristã, por exemplo, a mentira é representada pela figura eh do inimigo, considerado aí o pai das mentiras, né? Então, eh eh eu pergunto assim, se a gente eh eh sabe, né? Todo mundo fala isso, olha, a mentira não é de Deus e tal, enfim, é possível a gente viver sem mentir em algum momento da vida, né? A gente já contou uma mentira para para pensar. faz aí uma uma autoanálise eh sua. Você já mentiu? Qual foi o momento da vida em que você precisou mentir? Aí eu pergunto paraa Josiane: é possível uma pessoa viver sem mentiras? Ah, é uma boa pergunta. Eu diria assim, o que acontece com a gente é a gente perceber se a gente falou algo que não é bem a verdade ou se foi um sofisma, uma coisa assim que a gente disfarçou querendo dizer uma coisa, mas não disse. Então aquilo ficou encoberto, né? Eu diria que a gente percebe que a gente fez isso. Não vejo que é possível a gente nunca fazer isso, mas a gente percebe, a diferença tá aí. quem percebe e se incomoda e tenta corrigir e quem nem liga isso vai aumentar, porque quem percebe vai se incomodar e vai corrigir. Daí a gente entra num outro campo aqui do nosso psiquismo. Eu vou me perdoar e falar: "Ah, eu falei isso por isso, tem a ver com isso, né? eu vou me perdoar e vou me recompor ou eu vou me culpar, eu vou me cobrar, eu vou me achar uma pessoa muito ruim porque eu fiz isso. Aí vai, vou ficar culpada e isso vai fazer com que diminua minha autoestima, que eu fique insegura. Então, a forma como a gente lida, quando a gente faz algo, que eu acho que é importante, porque a gente viver a vida dizendo nunca vou mentir nunca, quando acontece vai ser uma decepção pra gente mesma. Então eu acho que a gente caminha num amadurecimento pra gente cada vez mais conseguir ser verdadeira, conseguir ser autêntica. Mas muitas vezes o nosso psiquismo ainda não consegue sustentar uma verdade. A gente precisa de maturidade para se apresentar com autenticidade. Isso a gente vê muito em grupos assim de adolescentes, né, que uma que a maturidade tá se formando, eles tentam se ajustar aos grupos, não conseguem se apresentar ainda numa autenticidade que tá se formando. Então fica uma coisa que a gente não sabe direito se é ou se não é, porque é a nossa maturidade que vai trazendo essa autenticidade em nós e quando a gente escorrega, a gente precisa se recompor e seguir adiante cada vez melhor. Muito bem. Bom, daqui a pouquinho a gente fala sobre a mitomania. Eu vou pedir para que o nosso doutor, né, o Fábio, fale pra gente sobre a mitomania. Você conhece? Você conhece alguém assim? Você sabe o que significa? Então, já já, porque agora tem perguntas e a gente vai começa a interagir com você que tá em casa, né? Pode mandar, produção, se tiver perguntas coloca na tela pra gente, porque a galera de casa está participando e a Juliana do Parque São Jorge está conosco. Olha só, a Juliana diz: "Já contei uma mentirinha para sair de uma situação difícil e depois fiquei mal com aquilo". É o que a gente falava agora. É normal sentir culpa depois de mentir? Então eu pergunto pro Dr. Fábio, eh, se é normal e e se for, por que que a gente sente essa culpa e como a gente deve fazer para agir com isso? Ah, eh, ótima pergunta e muito oportuna, né? Então, eu, eu fico feliz que a nossa telespectadora, fico feliz por ela, né? Mesmo sem conhecê-la, que ela tenha sentido culpa, né? Por ter contado uma mentira. Porque eh a primeira coisa que a gente precisa saber quando a gente conta uma mentira é que nós estamos cometendo um erro, nós estamos provocando uma desordem. Então é um sinal, é um, é um sinal de, vamos dizer assim, de saúde moral a pessoa ela, eh, ela se sentir culpada quando ela mente. Eh, em contrapartida, né, é um sinal de perversão moral a pessoa que não sente nada quando mente, né? a pessoa que que mente assim, sem nenhuma cerimônia, sem nenhuma sem nenhum remorço, sem nenhuma sensação, né? Eh, aí a claro, a doutora vai poder depois fazer as suas devidas ponderações sobre o que a gente faz com esta culpa, né? Essa é essa é a grande questão, porque a culpa, ela pode se transformar em algo positivo, em algo que nos impulsiona para sermos melhores, mas ela pode também se transformar em remorço, né? quando ela se transforma em remorço, ela adquire, né, uma ela adquire um potencial corrosivo do nosso caráter, né? Então, eh, em vez de a gente melhorar, a gente acaba se tornando, nós acabamos nos tornando pessoas amarguradas e piores do que éramos antes, né? Então, eh, tem toda uma estratégia, há toda uma estratégia para a gente tirar o melhor partido possível dos erros que nós cometemos, né? No sentido de melhorarmos. Uhum. Muito forte, né? Muito forte, né? Ah, doutora. Porque lidar com é bom. Menti, reconheci a mentira, mas veio a culpa. Preciso lidar com a culpa. Como que eu vou lidar com essa culpa que vai ficar me atormentando constantemente? Então, como é que eu consigo me livrar dela? É, a gente também tem que voltar na infância. Como é que o ambiente lidou? Como foi, né? Se, por exemplo, eu derrubei um copo quando pequenininha. Uhum. Será que as pessoas ao redor falaram: "Ah, você só faz desordem, tá quebrando o copo? Ai, você só apronta." E aí, numa sequência de situações que eu fiz errado, eu sempre levei repreensão, ou seja, não teve reparação daquilo. O que que é a reparação? Calma, você quebrou, vamos ver o que quebrou, vamos recolher os carros, vamos lá comprar outro, você vai junto com a mamãe, vamos comprar. Isso é reparação. Então, se eu tive um ambiente que me ajudou a reparar, quando eu erro e fico culpada, eu vou ter mais facilidade de lidar com essa culpa, porque eu sei que tem como reparar, que tem como, como o Fábio colocou, né, tirar o melhor daquilo para mim. Agora, se eu tive um ambiente que só me repreendeu, só me fez sentir e culpada, daí eu vou numa sequência, eu sou erro, eu não consigo fazer nada direito e daí fica mais difícil eu sair da culpa. Como que eu saio nesses casos? Eu preciso entender a minha infância e voltar lá e saber que o que foi feito lá não foi feito de uma maneira adequada. E daí eu preciso fazer uma diferenciação de como foi na minha infância e de quem eu sou agora. E daí eu vou fazendo um trabalho comigo mesma, que isso é possível. Independente de como foi lá, a gente consegue dentro da gente encontrando recursos, criando, formando pra gente começar a lidar melhor quando a gente erra, quando a gente sente a culpa. Maravilha. Olha gente, quanta informação, né? Em tão pouco tempo. Vamos lá. A Eliane do Jardim Santa Genebra. A mentira é considerada pecado em várias religiões, como no cristianismo, onde o diabo é chamado pai da mentira, certo? Essa visão ainda influencia o nosso senso moral, coletivo, sobre o que é certo ou errado. Quer dizer, as pessoas elas se preocupam, né, com essa tese de que eh o diabo é considerado o pai da mentira na sua avaliação, F, por favor. É, então, eh, essa também é um ponto muito interessante. Aí eu queria inclusive lançar um desafio para quem está nos assistindo, né? quem está nos assistindo. Então, eh, eu desafio a indicar uma única tradição religiosa na história da humanidade que não conden a mentira, né? Então, é, é um desafio retórico aqui da minha parte. Não vão encontrar, né? Toda e qualquer tradição religiosa da humanidade que já houve na história da humanidade condena a mentira. O que acontece é que algumas eh admitem exceções mais ou menos significativas e outras menos, né? Então, no caso da tradição eh religiosa cristã, a mentira ela é sempre considerada um pecado e sempre considerada uma desordem, né? Então, o que existe dentro do da tradição cristã são níveis diferentes de gravidade da mentira, né? Então, e a tradição cristã, ela eh ela faz uma divisão tripartite eh em três níveis, né, de gravidade que a mentira pode ter. Isso é algo interessante que eu gostaria de compartilhar com o público, que é algo que a gente precisa saber, inclusive para avaliar a gravidade das coisas. O menos grave, né, a menos grave do menos grave dos tipos de mentira é o que a gente chama de mentira jocosa. O que que é a mentira jocosa? é você contar uma historinha eh de algo que você teria feito para divertir ali o seu público, né? Mas algo que não vai ter consequências eh maiores do que provocar as risadas de quem tá ali por perto, né? Ã, em segundo lugar, né, ali no meio termo, você tem a chamada mentira oficiosa. O que que seria essa? Seria uma mentira que você conta, que nós podemos contar eventualmente para tirar, para nos retirarmos ou para tirar alguém, eh, alguém da nosso entorno, algum amigo, algum parente de uma situação eh de uma situação difícil, mas que eh essa mentira ela não vai provocar uma consequência mais grave para o meio social. Então, o exemplo clássico é aquele aluno, né, mal criado, que joga uma bombinha dentro da sala de aula. O professor pega, né, e vai puni-lo devidamente. Aí o coleguinha diz: "Não foi ele, né?" Ã, isso é o que a gente chama de mentira oficiosa, que é para tirar uma pessoa de uma situação ruim. Então, a nossa primeira a nossa primeira eh participante aqui, eh, ela contou, né, que, ah, eu contei uma mentirinha para sair de uma situação difícil, etc. Isso tem a cara de uma mentira oficiosa, né? Então tá ali no meio termo de gravidade. Aí você tem o grau máximo, né, de gravidade da mentira, que é o que a gente chama de mentira perniciosa, né? Eh, pernites, né? Em latim significa destruição. Então, a mentira perniciosa é aquela que realmente provoca uma destruição, né? Um dano grave para uma ou mais pessoas, né? Então, o exemplo clássico, né? é de alguém que conta numa roda de fofoca, ó, fulano de tal tá batendo na esposa, fulano de tal tá cometendo adultério, quando na verdade não está, né? Então isso é o quê? Isso aí é uma mentira eh perniciosa. É aquela que causa destruição. Eh, e o que a gente tem que saber, né? O que é importante a gente saber é que um abismo chama o outro, né? Então, quem começa ali na mentira Joposa, eh, imperceptivelmente vai estar admitindo a mentira oficiosa e também de maneira imperceptível, ela vai tá caindo ali na mentira perniciosa, né? Então, é um é um é uma ladeira abaixo que a gente a partir do momento que a gente entra nela, a gente deixa de conseguir controlá-la. Então, nós precisamos matar, né? Nós precisamos matar o ovo da serpente, né? Nós temos que evitar já direto a mentira jocosa, né? E há tantas coisas produtivas e interessantes com as quais fazer humor, né? Não é não é necessário mentir para entreter o nosso público, né? Muito bem, muito bem, professor. Olha, agora 8:34. Tá voando tempo. Rápido demais. A Jéssica do Jardim Olina. Josiane, como a psicologia explica o hábito de mentir sem perceber. Isso pode surgir na infância, ó, direcionada pra nossa psicóloga, a Jéssica. Juliana, oi, Jéssica, muito obrigada pela sua pergunta. Geralmente a criança não percebe que ela está mentindo. Tanto que quando ela é questionada ela diz que não. E muitas vezes, né, e eu diria, na grande maioria das vezes, ela não entende que aquilo que ela fez é mentira. Porque como ela tá num movimento bem possível de tá tentando recuperar o ambiente perdido, que foi o que a gente conversou aqui no começo da entrevista, ela tá no movimento de querer encontrar o amor, de querer encontrar a segurança. Então, aquilo que ela foi repreendida, ela não está processando como algo errado que ela tá fazendo. Ela sente que ela tá em busca de se sentir bem. Então, ela fica até confusa quando ela é repreendida. Eh, na grande maioria das vezes acontece desta forma. Muito bem, vamos lá. 8:35. Daqui a pouquinho vamos falar sobre mitomania. Se tiver mais perguntas, manda pra gente. Pelo jeito tem bastante lá, né? Vamos lá. Rodrigo do Jardim Proença. Bom dia. Fábio, o senhor acredita que a mentira é uma falha ética universal ou pode variar de acordo com a cultura? Doutor direcionada, hein? Então é essa essa é uma pergunta muito boa e muito difícil, né, de ser de ser respondida, porque para dar uma resposta cabal, a gente teria que discutir se eh existem verdades absolutas ou se a verdade ela é sempre relativa, né? Então, essa essa é uma essa é uma discussão bastante bastante profunda, bastante interessante, eh, que a gente não pode desenvolver de maneira completa aqui. Mas só para fazer uma pequena provocação para ajudar o nosso, o nosso telespectador e o público a pensar, né? Aquele que diz que a que a verdade ela é sempre relativa, ele está enunciando isso como se fosse uma verdade universal, não é? Então, a pessoa ela tá eh enunciando um argumento que destrói a si mesmo, né? Então eu acho que eh com esse exemplo a gente consegue perceber que é necessário que haja verdades universais. E a gente pode aqui para facilitar e para reduzir a e para reduzir o tempo de argumentação que seria necessário para desenvolver isso em toda a sua riqueza, eh a gente pode lançar uma outra pergunta retórica aí para quem tá nos assistindo. Se existe alguma sociedade, alguma organização social na história humana que não conden a mentira? Eh, novamente, é uma pergunta retórica. qualquer sociedade humana, em qualquer época, ela vai condenar a mentira ali dentro, né? O que a gente pode perceber, né? Fazendo um estudo comparativo das organizações sociais que a humanidade construiu ao longo da sua história, é que eh em algumas sociedades as exceções para essa regra eram mais numerosas. Em outras, as exceções elas são menos numerosas, mas até aí a gente pode submeter esses tipos de organizações a uma análise filosófica, a uma análise racional. A gente pode perceber qual dessas organizações sociais, as que admitem maiores exceções, maior negligência, maior flexibilidade para mentira ou aquelas que admitem menos? Qual desses tipos de organização social permite que o ser humano se desenvolva melhor, o ser humano ele alcance melhor os seus fins últimos, que que é o fim de alcançar a felicidade, né? Então isso é algo que pode ser, pode e deve ser discutido. Não podemos ficar simplesmente parados aí dizendo: "Ah, não, cada sociedade tem o seu modo de viver e não podemos emitir juízo de valor." A emissão de juízo de valor, ela é uma atividade necessária e incontornável da inteligência humana. Não, não podemos nos furtar de exercê-la. Muito bem, 8:38. Mais uma pergunta. Vamos lá. O Lucas do Jardim do Trevo. Existem pessoas que conseguem mentir tão bem que até passam no teste do polígrafo. Isso significa que elas não sentem culpa nenhuma ou o corpo delas realmente não reage como o de outras pessoas. É, realmente o corpo fala, né? A gente sabe que eh o o corpo fala quando eh a pessoa tá mentindo, o corpo dá sinais. E aí na questão do polígrafo, como que essas pessoas, Josiane, que mentem tão bem, elas acabam passando na prova de uma máquina que é específica para a detecção da mentira. O que acontece isso? Eu vou eh responder trazendo uma experiência que eu tive agora de manhã. Uhum. Ao chegar aqui, quando eu cheguei aqui, eu fiquei bem perdida para vir para cá, pro estúdio, que aqui é bem grande, gente, tudo aqui fora, tudo. Então, eu fiquei perdida. O que que aconteceu? Ativou o meu sistema nervoso simpático. Que que é isso? Começa a vir sintomas, comecei a a ter um pouquinho de falta de ar, dispara um pouco o coração porque tô perdida. Será que eu vou chegar na hora? Então, meu sistema nervoso, ele fica ativo e cada pessoa vai ativar determinadas sensações, né? Quando a pessoa tá mentindo também ativa. Só que vamos pensar, eu venho um outro dia aqui no seu programa, eu já vou chegar mais tranquila, que eu já vim a primeira vez, eu venho no na terceira vez, na quarta, já não vou ter mais ativação do meu sistema nervoso, porque esse ambiente ficou totalmente conhecido para mim. Ah, eu já sei como chegar lá. Eu venho, chego, não perco nenhuma vez quando estiver acostumada com isso. É o que acontece com quem mente. A pessoa, ela vai se acostumando com aquilo e aquilo não traz mais ativação no corpo dela. Nossa, que explicação sensacional. Agora, eh eh dando aí o gancho, né, pegando o gancho sobre o que você falou, Jose, eu gostaria eh que vocês explicassem um pouco paraas pessoas de casa referente à mitomania, né? eh quando essa mentira vira essa a mitomania e e como que as pessoas precisam trabalhar para reverter essa situação. Eu acho que eu começo eh com o doutor, tá? E daí depois você também explica pra gente na questão psicológica. A gente tem aqui a filosofia e a psicologia unidas para explicar pra gente essa questão da mentira. E a gente fala agora da mitomania, por gentileza, Dr. Fábio. Ah, então eu queria eh retomar então o que eu mencionei agora a pouco a respeito dos graus eh diferentes da gravidade, da mentira. E eu queria acrescentar uma informação eh nova aqui que vai ajudar a nossa discussão, é que nós temos uma tendência a mentir e essa tendência ela é universal no ser humano, né? Nós já nascemos com isso. Por quê? Porque eh aceitar a verdade a respeito do mundo e a respeito de nós mesmos eh é frequentemente, no mais das vezes, é algo trabalhoso, algo que requer esforço da nossa parte e algo que requer renúncias da nossa parte, né? Adaptações a situações em que nós não gostaríamos de estar, né? Então é algo que exige um esforço. Então a nossa evasiva natural é buscar mentiras. para sair de situações que nos exigiriam esforço, né? Eh, e, eh, o que que acontece quando a gente segue essa tendência? Essa tendência ela vai criando raízes dentro da nossa alma, né? E ela vai criando raízes que vão se aprofundando de tal modo que se elas não forem combatidas, eh, as coisas vão resultar naquilo que a Josiane acabou de dizer, né? a pessoa ela vai adquirir o hábito da mentira em tal grau que ela não vai mais sentir culpa, né? Como a telespectadora mencionou aqui da questão da culpa. A pessoa já não sente culpa, assim como os grandes criminosos, né? Os grandes criminosos, depois de cometerem uma série de crimes muito graves, eles já não sentem eh remorço, não sentem nenhuma dor, não sentem nenhum arrependimento depois do centésimo crime cometido, né? A mesma coisa ela pode ser ela pode ser eh considerada em relação a à pessoa que não combate o hábito da mentira como se deveria combater o ovo da serpente, né? Então essa pessoa que cria esse hábito e não o combate de maneira alguma, ela vai acabar deixando que ele crie raízes tão profundas que a mentira ela a mentira ela vai se tornar na vida dessa pessoa como que uma segunda natureza, né? A natureza da pessoa é mentir, né? Então ela vai toda e qualquer situação que o mínimo incômodo se apresente, ela vai sair daquilo com uma mentira. E não importa a gravidade que ela contenha, né? Não importa a gravidade que essa mentira contenha. Então, o que eu gostaria de chamar atenção para quem tá nos assistindo é que essa possibilidade de cair numa mitomania, né, que seria ã o o mitos, nesse caso, seria a mentira, né? Então, é a mania de mentir, é a pessoa que mente eh sem parar e de maneira reiterada, né? Eh, isso é uma possibilidade que, infelizmente, ela está aí batendo as portas de todos nós, né? se nós não combatermos essa tendência que começa lá na infância, como a doutora disse, e ela começa de maneira muito sutil, muito imperceptível e às vezes até com alguma justificativa, né, do desconforto que a criança passa numa modificação no ambiente que ela está, né, se isso não for retificado de maneira eh sábia e produtiva, né, também sem cair no outro erro que a doutora falou, que é o erro de você tentar corrigir a criança de uma maneira repressiva e violenta sempre, né, que isso eh vai acabar tendo o efeito reverso daquilo que é esperado. Então, em resumo, eh essa uma possibilidade, né, de cair numa numa numa conduta mitômana é uma possibilidade que tá aí aberta a todos nós e que nós precisamos ter com muita atenção para que isso não aconteça conosco. Muito bem. nosso professor filósofo, né, Dr. Fábio. Eh, a Josiana, nossa psicóloga, vai falar também sobre a mitomania, mas a produção tá me avisando aqui, tem uma pergunta sobre a mitomania, então a gente já e conecta a fala da Josiane junto aí da pergunta referente à mitomania pra gente poder otimizar, porque 8:45, o nosso tempo tá passando rápido demais, a nossa conversa tá muito boa, nós estamos aqui falando verdades sobre a mentira. Vamos lá, Josiane. Olha, para você eh eh explicar pra gente a questão psicológica da mitomania. O Alexandre do jardim eh deixa eu ver, do Jardim Santa, deve ser Genebra, existe algum estudo que mostra Santa Cândida, valeu, valeu, produção. Alexandre do Jardim Santa Cândida, existe algum estudo que mostra quem mente mais, o homem ou a mulher? E no caso da mitomania, esse transtorno é mais comum em algum dos dois gêneros. Vamos lá, Josiane, por favor. Ah, muito obrigada pela pergunta, Alexandre. Eu não conheço nenhum estudo, né? Não sei se o Fábio conhece, mas pode ser que fique uma impressão, né, que a mulher minta mais porque fala mais, né, porque o homem tem esse estigma que fala menos, mas eu não saberia dizer se tem algum estudo e eu não faço aqui uma distinção de gênero. Na minha compreensão, eh, o que a gente precisa olhar é o psiquismo humano e o ambiente. Então, tem o ambiente, a criança tinha algo bom e perdeu, ela vai mentir. Ela começa a mentir por necessidade. Necessidade de quê? De ter o amor de volta, de ter o ambiente seguro de volta. Quando o ambiente não cuida, e vale dizer, o Fábio colocou algo muito importante, né? Como esse ambiente ele vai cuidar. A gente tem que corrigir a criança, explicar que não pode. Mesmo que ela não tá achando que ela tá mentindo, a gente tem que explicar. Mas a gente tem que entender que ela tá necessitando de ter um ambiente mais seguro, mais forte, de mais confiança. Se nada disso é acontecido, aí a gente pula pro outro estágio. Aí a gente pode lincar com a mitomania independente de gênero, que a pessoa então começa a mentir por prazer, porque já que ela não conseguiu que ela tanto precisava por necessidade, ela entra então na mentira, ela continua o processo da mentira, mas já vai crescendo, né? a criança vai crescendo e vai entrando no prazer. O prazer que assimila um pouco o bem-estar, que nada se compara a ter um ambiente seguro, mas já que eu não consegui ter o ambiente, eu vou ficar então com, vamos dizer assim, o prêmio de segundo lugar, que é o prazer. Então começo a fazer para obter a sensação de prazer com a mentira, que é a mentira que vem para trazer algum benefício para essa pessoa na linha do prazer. Uau! 8:48hos. Seguimos aqui nosso estúdio Câmara ao vivo com o nosso professor, né, eh, doutor, filósofo Fábio e também com a nossa psicóloga trazendo informações pra gente, a Josiane, sobre a mentira nesse dia da mentira, né, Luiz do Jardim Auréliia, criança que mente muito precisa de psicólogo ou é normal nessa fase? Vamos lá, então, Josiane. A criança é é natural que ela esteja testando o ambiente. Muitas vezes ela vai mentir porque ela não quer desagradar o pai e a mãe. Às vezes acontece assim de não ser algo tão grave como a perda do ambiente. Às vezes ela vai mentir ali só para pelo medo do pai e a mãe ficar brava até ela sentir segurança que o pai e a mãe vai ajudar, vai compreender. Aí ela não precisa mais entrar eh na mentira e nem continuar. E a família tem que sempre colocar, né, eu te amo, né, independente se você foi bem na escola ou se você não foi, eu amo você, né? Mas a criança quando ela faz algo que desagrada é tão interessante. Às vezes ela até senta no colo e faz a mãe fazer sorriso, porque ela sentiu desagradei a minha mãe. Então ela precisa sentir que o amor é maior do que tudo. Quando ela desagrada, a mãe vai ficar chateada, mas a mãe e ela vão conversar, o pai e ela vão conversar e vão chegar no acordo. E às vezes os pais vão desagradar os filhos, que também tem que ter um diálogo para entrar sempre num acordo. Esse é o movimento, né, de uma família saudável, de um ambiente saudável, né? Então, quando a criança ela tá mentindo muito, temos que ver esses pais, né, estão repreendendo muito como que está sendo esse ambiente de correção, né, ou tá faltando, tá tendo necessidade, né, dessa consistência, dessa segurança. Vale a pena procurar um psicólogo, por quê? Ele vai avaliar o ambiente. Quando a gente recebe uma criança, eu até tenho uma frase que eu carrego comigo. Quem é o paciente quando atendemos criança? Quem é o paciente quando atendemos criança? Essa é uma pergunta. A gente tem que avaliar todo o ambiente e ajudar essa família a se encontrar nesse contexto, né, de dificuldade e de eh sofrimento até muitas vezes para essa família. Maravilha. Quanto aprendizado nesta manhã de terça-feira, dia da mentira. Henrique Nova Campinas. Mentiras sobre currículo e status são mais comuns hoje por causa da pressão social. Então, Henrique, que coisa, né? Eu eu pergunto pro pro nosso professor Fábio, nosso doutor aqui, a mentira tem perna curta, né? O que se diz é um ditado popular. As redes sociais alongaram as pernas da mentira. Isso aí dá uma conexão com a pergunta aí do Henrique, né, quando pergunta se sobre currículo, status, é mais comum por conta dessa pressão social. Será que por isso mesmo que a mentira ficou com as pernas longas por conta da rede social, professor? Ah, com certeza, com certeza. Eh, a rede social eh hoje em dia ela ela operou, né, um fenômeno, né, que eu gosto de chamar, eh, de a institucionalização da mentira existencial, né? Então, o que o que que é o que que é a mentira? A mentira existencial, né? Quando você constrói uma narrativa, eh, uma narrativa falsa a respeito da totalidade dos aspectos relevantes da sua vida, né? Eh, isso é mais comum, isso é mais comum do que parece, né? A a Josiane, ela deve ter, ela com certeza lida com isso todos os dias no no seu consultório e ela, com certeza ela tem que fazer uma, e, eh, um malabarismo para não ferir o amor próprio das pessoas que se apresentam eh já num grau bastante eh avançado de mentira existencial. Quer dizer, elas apresentam, né, ali paraa psicóloga uma narrativa falsa, né, que a respeito eh a respeito de toda a sua vida. Agora, o que que as redes sociais fazem, né? As redes sociais elas incentivam a pessoa a contar esse tipo de mentira e a sustentá-la por meio de técnicas de marketing digital, né? Eh, e sustentá-la em benefício próprio, né? Porque isso rende dividendos financeiros, né, para quem o faz. Então você tem aí um você tem aí um estímulo perverso, né, para manutenção desse tipo de conduta e você tem uma dificuldade adicional para fazer a pessoa acordar, né? Porque o que que teria que ser feito? Eh, a mentira existencial, ela precisa ser desmontada. A pessoa, ela precisa aprender a contar a história da sua vida de maneira objetiva. Só assim que ela vai conseguir resolver os problemas que se colocam. Se ela não fizer isso, né, se ela se se mantiver incrustada ali fechada na mentira existencial, os problemas ele só se multiplicam, né? Então o psicólogo, o que que ele tem que fazer? Ele tem que tomar muito cuidado na hora da desmontagem, né, dessa mentira existencial, porque é um material altamente inflamável, né? é um material altamente inflamável, que qualquer movimento em falso pode precipitar uma uma explosão, né, em larga escala, né? Então, a gente precisa eh a gente precisa incentivar esse processo aí de desmontagem das mentiras existenciais que a gente vai construindo e a gente precisa evitar ao máximo eh dentro das nossas possibilidades ambientes que reforcem esse tipo de conduta. Então é isso que eu posso dizer assim em linhas gerais para quem tá nos ouvindo, para quem tá nos assistindo hoje, para pensarmos um pouco a respeito disso. Maravilha. 8:54. Produção, o que que a gente faz agora? 8:54. Eu pergunto paraa produção que eu tô com a produção aqui o tempo todo. Tá chegando muita pergunta e o tempo tá passando muito rápido. E vamos lá. Produção colocou, a gente manda ver. Viviane do Jardim Rossim. Muitas vezes, sem perceber, os próprios adultos ensinam as crianças a mentir, como quando pedem para dizer que não estão em casa, por exemplo. Esse tipo de atitude pode influenciar o comportamento futuro da criança. Vou direcionar para você, nossa psicóloga Juziane. Ah, fala que a mamãe não tá assim. Pois é. E quando a criança fala: "Minha mãe falou para dizer que ela não tá, né?" Mas não é. Entregou a mãe, né? Pois é. com certeza vai influenciar o comportamento da criança. Mas o que a gente tem que entender, né? Eh, esses pais estão transitando pela mentira, né? E eles vão passar esse ambiente para criança de mentira, onde que a história acaba, né? Eh, na dificuldade que muitas pessoas às vezes até nem tentam, nem se torna assim uma dificuldade de integrar a própria história de vida, um pouco fazendo o link com o que o Fábio falou, porque nós precisamos eh realmente reconhecer da onde a gente veio, quem a gente é, reconhecer a nossa história, a nossa origem. A gente precisa ter tudo isso bem integrado e alinhado dentro da gente. Nós não temos que ter vergonha da onde a gente veio. A gente tem que, sabe, honrar as nossas raízes, as nossas origens. A gente tem que saber, por pior que foi a nossa infância, que aprendizado a gente teve de lá. Então eu tenho que me apresentar, eu, Josiane, da onde eu vim, como é que eu sou na minha vida, eu preciso caminhar integrando tudo isso. Quando eu tô bem integrada, alguém vai me chamar no portão, a primeira coisa que eu vou pensar, como é que eu vou lidar com essa pessoa? Eu não quero falar com ela. Eu vou ter que encontrar dentro de mim uma forma de sair dessa situação sem ser pela mentira. Se eu tô bem integrada comigo, eu tenho mais recursos para lidar com uma situação, por exemplo, esse exemplo aí, né? Eu tenho que tá, eu tenho recurso se eu tô bem integrada. Se eu não tô integrada com a minha história, eu tô muito espalhada. Eu vou fazer o que eu vejo outras pessoas fazendo, eu vou copiar e o pior de tudo, eu vou passar pros meus filhos e eles vão ser uma cópia minha, com certeza, porque a criança vive mais pela vivência do que tá acontecendo, pelo exemplo do que por palavras. Então vai influenciar essa criança, com certeza. Muito bem. A criança realmente ela copia, né? Ela copia o que a gente faz. Ela ela ela vive pelo exemplo. Então é só prestar muita atenção aí que exemplo você está dando para sua criança. Vamos lá. Patrícia do Jardim Chapadão. Em épocas antigas, mentir podia custar a própria vida, como em sociedade onde a honra era tudo ou em tribunais religiosos. Hoje em dia, mentir virou algo banal em muitos contextos. Eu pergunto então para o Dr. Fábio, por que a mentira perdeu tanto o peso que tinha antigamente? Repassando aí a pergunta da nossa telespectadora Patrícia lá do Jardim Chapadão. Doutor, eh, aí eu vou eu vou ter que correr o risco, né, de parecer eh estar assumindo um tom um tanto moralista, né, e um tanto eh saudosista de épocas que eu não vivi, né? Mas correndo esse risco, a gente pode eh devolver a pergunta aí pra nossa pra nossa telespectadora eh e perguntar a ela se se ela não vê nisso e se todos aqueles que estão nos assistindo não vem nisso uma certa decadência moral, né, da das sociedades humanas, né, porque por tudo que foi dito até agora aqui na nesse nosso programa, a gente pode perceber que a tolerância com a com a mentira e com a degeneração da mentira de algo pequeno em algo grande, a tolerância com esse processo, ele tem é uma é uma coisa que tem efeitos sociais muito nocivos, né, muito perniciosos. Aqui para utilizar uma palavra que eu já eh que eu já coloquei na mesa aqui no começo eh da nossa fala. Então, eh, uma sociedade que reprime de maneira muito decidida a a mentira como um malefício social, ela está, na verdade, eh, dando uma prova de saúde, né? Uma prova de saúde do corpo social. Quer dizer, nós não vamos admitir esta doença que é a mentira. Não vamos permitir que ela se instale, não vamos permitir que ela crie raízes e não vamos permitir que ela se dissemine no corpo social. Eu acho que aqui a metáfora do corpo social e da doença que se dissemina, ela é muito ilustrativa desse processo, né? Então, a nossa sociedade hoje em dia, a nossa organização social, ela é extremamente, né, ela é demasiadamente tolerante com a mentira. Quer dizer, até chegar o momento em que eh o corpo social vai tomar uma providência eh concreta e enérgica contra as pessoas que estão vivendo na mentira e difundindo a mentira, as coisas terão que ter atingido um grau de gravidade muito extremo, né? Ao passo que nas sociedades antigas, e aí eu posso falar sociedades antigas em geral, né? a gente pode pegar qualquer organização social da antiguidade, a mentira, ela era tratada com extremo rigor, né, em qualquer uma delas. Então, a pessoa que mente num contexto social, ela ia sofrer uma punição extremamente grave. Então, aqui a gente não precisa nem dizer, né, entrar nessa discussão de qual tipo de punição e qual sociedade era mais bem organizada e mais eficiente nisso do que a outra. a gente pode dando uma olhada superficial nesse processo histórico, ver que todas punam de maneira muito enérgica essa atitude. E hoje em dia isso não é mais o caso, né? E os efeitos eles são muito claros aí para todos nós vermos, infelizmente. Muito bem, muito bem. 9 horas mais 1 minuto. Gente, quanto ensinamento, que programa delicioso, que gostoso falar das verdades sobre a mentira, né? É, eu vou falar um negócio para vocês, me surpreendi. O pessoal tá participando tanto e a gente tem que entregar. E a produção, vamos mais uma. Vamos mais uma. Então, vamos mais uma. É a pergunta da Neid do Jard de Bandeiras. O primeiro de abril é conhecido como dia da mentira, mas será que faz sentido continuar incentivando uma data que normaliza a mentira, mesmo que seja em tom? Isso não reforça um comportamento que já é um problema na nossa sociedade? Vamos lá então, Rosiane, por favor, né? É algo assim que é é uma uma pergunta muito interessante. Por que que as pessoas falam tanto do dia da mentira se isso já é é um comportamento que é um problema na nossa sociedade? Porque a gente fica dia da mentira, dia da mentira, que legal. Aí chega no no trabalho, ai você sabia que hoje eu vou pedir as contas, ó. Sério? Sim. Pegadinha dia da mentira. E aí? Então, muito obrigada, Neate, pela sua pergunta. é um exemplo de como é forte a tradição, de como é forte a cultura, né? Eu lembro eu, criança que o dia da mentira era engraçado e eu não tinha menor noção, né, que isso fazia parte de uma história, que tinham criado essa data. Então, a gente tá dentro de uma cultura e a gente vai carregando isso na nossa tradição. Quando a gente entra numa maturidade, a gente começa a avaliar como ela tá avaliando. Epa, não faz sentido isso. Ou seja, a maturidade tá chegando em nós. Então, quando a gente tá maduro e pode olhar para isso e fazer essas reflexões, cabe a nós essas conversas com os nossos filhos. Olha, culturalmente tem esse dia, mas esse dia é legal. Vamos conversar sobre a mentira. Eu gosto de pensar que a gente pode aproveitar e tirar o bom, como o Fábio também falou, em algum momento eu também compactuda essa ideia. A gente pode tirar o bom de toda e qualquer situação. Então esse dia eu concordo que é um dia que fortalece, mas assim como muitas outras coisas que a gente tá inserido, a gente tem que olhar, refletir, analisar e propagar essa reflexão com os nossos filhos. Então vamos tirar algo de bom desse dia, que seja um bom diálogo, uma boa conversa com quem ainda tá em processo, né, maturacional, muito pequenininho. Lembrando que todos nós estamos em processo maturacional até o fim da vida. Então eu tô amando o programa que eu tô aprendendo tanto com vocês também, viu, Rúbia? Porque a gente tá sempre aprendendo e sempre crescendo. Isso vale muito. Acho que a vida é isso. A gente tá sempre conectado, né, com boas pessoas, com bons pensamentos e sempre aprendendo. A gente vai amadurecendo. Isso é muito importante. Que maravilha, gente. Ora, nós temos que encerrar. Ai, ai, ai. Mas olha só, né? O que a Josiane falou me chamar a atenção. Eh, o dia da mentira. Então, hoje é o dia da mentira. Se comemora, né? O que que acontece? a gente podia mudar, né, quebrar o paradigma e trazer as verdades sobre a mentira. É o que nós fizemos hoje aqui no programa. A gente está sim falando do dia da mentira. Por quê? Porque hoje é o dia da mentira. Então nós estamos de uma forma ou de outra eh celebrando o dia da mentira, mas fazendo o quê? Contando as verdades sobre a mentira. Isso é muito importante. Eu espero que esse programa eh fique para você como está ficando para mim e para muita gente que tá assistindo. E lembrando que ele vai ficar no YouTube, tá? Então você pode rever a hora que você quiser, repassar paraa sua família, para os seus amigos, porque é muito importante a gente debater assuntos que quase não são falados, né? São assuntos assim que hoje o dia passa da brincadeira, da brincadeira do dia da mentira. Nós poderíamos aqui muito bem brincar, mas nós estamos falando, né, o que significa a mentira e o que pode levar a pessoa que eh não se atenta nessa questão de que a mentira é algo que pode te levar aí num fundo do poço, assim como diz o nosso filósofo, nosso professor Dr. Fábio. Gente, a gente vai encerrar o programa, mas antes as considerações finais da nossa psicóloga, nossa doutora Josiane. Gratidão, muito obrigada. Eu que agradeço a experiência de estar aqui junto com vocês. Quando vocês me convidaram, eu já tava aqui no meu coração. Vai ser um momento muito bom, porque a gente tem que entrar paraas pros desafios da nossa vida pensando isso, né? Eu vou viver essa experiência e eu vou voltar para casa mais cheia, né, desse momento que foi possível a gente viver. Então, a gente encarar os nossos desafios, né? Todos nós temos desafios. Foi um desafio para eu vir aqui hoje. Sou de americana, né? oho chegar aqui, mas eu vim no meu coração sentindo, vai ser uma experiência boa, porque a gente juntos tá fazendo bem, vamos colher coisas boas. Então eu volto para casa alimentada, então quero agradecer a você que tá participando, te agradecer, agradecer o convite, agradecer você, Fábio. Muito prazer em conhecer vocês. Nossa, maravilha. Que maravilhoso, Dr. Fábio. Nossa, quanto ensinamento. Eu adoro a filosofia. Eu ainda vou estudar filosofia ainda. Eu acho, eu acho admirável a a destreza, a, a delicadeza e de a riqueza de detalhes, né, que que eh a filosofia traz paraa gente eh sobre assuntos do nosso cotidiano. Então, eu só tenho agradecer esse momento, agradecer a sua presença e por compartilhar esses conhecimentos conosco aqui do programa e com todos os nossos telespectadores. Professora. Ah, então também fica aqui o meu meu agradecimento para para você, Rúbia, para você, eh, doutora Josiane, e também pros nossos telespectadores que fizeram perguntas muito eh muito interessantes, que me ajudaram a pensar e a elaborar coisas que eu eh tinha pensado só de maneira muito abstrata. Então, fica o meu agradecimento de coração a quem participou aqui, a quem mandou perguntas, que eh me ajudou demais. E eu queria concluir eh também deixando uma pergunta no ar, né? Eh, para quem assistir eh pensar um pouquinho, né? E e avaliar, eh, até que ponto é interessante aderir a essa moda do dia da mentira ou não, né? Então, o que que é o que que seria o o dia da mentira? Seria uma celebração da mentira jocosa, né? Que é o é o grau menos grave ali da mentira. Mas como a gente falou aqui ao longo de todo o programa, né? é pelo grau menos grave que as coisas ruins começam, né, e que o ovo da serpente ele começa ali a a germinar. Então, eh, eu queria aqui deixar uma um conceito muito interessante que eu aprendi nos meus estudos de filosofia, que pode ajudar a gente a pensar. Eh, o humor ele é uma propriedade da inteligência. os melhores humoristas que eu já conheci, eh, eles não precisavam recorrer nem à mentira, nem a, eh, nem ao rebaixamento do próximo, né? nem a pisar em cima do próximo. Geralmente os bons humoristas são aqueles que percebem alguma desordem na realidade, como a gente falou no começo, chamam a atenção de todos para essa desordem, todos riem e o efeito que isso produz é as pessoas eh pensarem e que devem corrigir essa desordem, né? Olha, isso aí é cômico. Nós estamos fazendo isso, nós estamos convivendo com isso, mas nós deveríamos estar levando uma vida mais digna, né? Então a gente vai dar risada de nós mesmos e nós vamos corrigir o que está errado, né? O o humor ele tem esse efeito purgativo, né, na alma humana, né? Então, eh nós devemos pensar, estamos fazendo o humor da maneira correta, da maneira mais produtiva. O humor é uma propriedade da inteligência. O humor ele não deve servir para nos conduzir para mau caminho, né? Então, eh, é essa a mensagem que eu queria deixar pra gente pensar também na qualidade do tipo de humor que a gente está praticando e que a gente está consumindo. É isso. Maravilha, gente. Feliz demais. A gente encerra o nosso estúdio Câmara desta terça-feira, dia da mentira. E amanhã nós vamos falar sobre a síndrome do ninho vazio, aquele sentimento de tristeza excessiva que pode acontecer com a saída dos filhos de casa, quando vão estudar, quando casam ou vão viver sozinhos. Quando esse momento chega, o que devemos fazer para superar o distanciamento dos filhos? Esse é o nosso tema de amanhã e eu já vou agradecendo a sua audiência, a sua companhia, convidando você para continuar ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Ao meio-dia nós temos o Câmara Notícia com Gabriel Castro e claro, programação tá recheada de muita informação do nosso legislativo campineiro e também tem entretenimento com programas, quadros todos produzidos pela nossa equipe do grupo Mais para a TV Câmara Campinas. Vou agradecendo a sua audiência, a sua companhia, desejando a você uma ótima terça-feira, agradecendo mais uma vez o compartilhamento do conhecimento que os nossos convidados trouxeram para mim e para você aí de casa. E claro, convidando você para estar conosco amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Um excelente dia para você. Fique com Deus e se cuida para mentira. Tchau. Tchau. Muito bem, gente. [Música] [Música] [Música] [Música] tava travada hoje, né? Então tava aí eu entro ali, passo pela lix da Cunha, eu venho né? Não é um caminho longe, né? Mas é um caminho. É. Aí eu saí 6:35 de casa, né? Aí foi foi cheguei aqui 7:30. Ai meu Deus. Mas deu tudo certo. Que bom viu bom que bom. Muito obrigada mesmo. Temos que tirar isso sim. O pessoal já tá chegando pr para tirar de vocês. Vamos tirar uma foto. Vamos a voz. Não precisa nem falar. Esse é o nosso líder. Ah.
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