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Estúdio Câmara | Universitários: por que a cultura tem perdido espaço para as festas?
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Estúdio Câmara | Universitários: por que a cultura tem perdido espaço para as festas?

24 views Publicado 05/06/2025 HD · 1:01:58

Descrição do vídeo

A universidade sempre foi palco de ideias, debates, cultura e descobertas. Mas, nos últimos anos, um novo comportamento tem chamado a atenção: cada vez mais, estudantes trocam atividades culturais como cinema, teatro, palestras e exposições por festas, bares e consumo de bebidas alcoólicas. O Estúdio Câmara desta terça-feira, 03 de junho, discute esse cenário com profundidade. Afinal, o que está por trás dessa mudança? Seria um desinteresse genuíno pela cultura? Uma carência de incentivo por parte das instituições? Ou uma forma diferente de viver a juventude e lidar com as pressões emocionais, sociais e econômicas da vida universitária? Recebemos dois psicólogos com abordagens distintas para analisar essa realidade: 🧠 Thiago Yoshioka, psicólogo de orientação psicanalítica, nos ajuda a entender os desejos inconscientes, os mecanismos de defesa e a relação do sujeito com o prazer, a frustração e o vazio. Por que a busca por festas e excessos pode ser uma forma de escapar da angústia ou da falta de sentido? 🧭 Thiago Ferreira Sigobia, psicólogo de abordagem humanista, oferece uma visão centrada na experiência do indivíduo, nas escolhas, nos sentimentos e no desenvolvimento pessoal dos jovens. Como a falta de pertencimento e a necessidade de conexão impactam as decisões e a saúde emocional dos universitários? 📌 Em pauta: Mudanças no comportamento estudantil nas universidades Cultura universitária vs. festas e consumo de álcool Pressões emocionais, busca por prazer e pertencimento Por que a Geração Z consome menos álcool, mas ainda sofre com ansiedade e solidão? Falta de incentivo à cultura e seus impactos na formação acadêmica e pessoal Este programa propõe um olhar sem julgamentos sobre a juventude contemporânea e busca compreender, com sensibilidade e profundidade, o que move os jovens em sua jornada universitária. 💬 Participe da conversa nos comentários: você acha que a universidade ainda cumpre seu papel como espaço de cultura e formação crítica? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, bom dia. Estamos começando mais uma edição do estúdio Câmara ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje é dia 3 e nós vamos falar hoje, gente, sobre um tema que preocupa cada vez mais famílias, educadores e especialistas em saúde mental. É o aumento do consumo de álcool, conforme os jovens universitários avançam nos períodos de uma faculdade, né? Tem uma pesquisa feita pela USP que revelou que mais de 90% dos estudantes de medicina t o costume de consumir bebidas alcoólicas e o consumo tende a aumentar com o passar dos semestres, né? Aí a gente pergunta: "O que leva tantos estudantes a usar álcool como válvula de escape, pressão acadêmica, ansiedade, necessidade de socialização. Os fatores são diversos e as consequências também. Hoje nós vamos entender melhor esse cenário, vamos conversar sobre os impactos emocionais e comportamentais desse consumo excessivo e discutir caminhos possíveis para uma prevenção e o acolhimento dentro das universidades com os nossos entrevistados. Os nossos psicólogos já estão conosco aqui no estúdio e daqui a pouquinho você vai conversar com eles. Você que é universitário, já passou por alguma situação assim, é pai ou mãe, está preocupado com esse assunto, manda pra gente sua mensagem. A gente quer ouvir a sua opinião. WhatsApp tá na tela. 199729377. Nós temos dois Thaagos aqui no estúdio hoje e dois psicólogos. Então são os Thaiagos psicólogos que vão trabalhar conosco nessa 1 hora, né, nessa manhã gostosa e chuvosa aqui na cidade de Campinas. Então fica com a gente, a gente atualiza as notícias, a previsão do tempo e já já a gente inicia o nosso bate-papo com os nossos convidados, combinado? A Prefeitura de Campinas reabre inscrições para vagas no Conselho da Cidade. A convocação foi publicada no Diário Oficial do Município, está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. O edital contempla entidades da sociedade civil queiram participar do colegiado com mandato até abril de 2027. Ao todo são cinco vagas e as vagas remanescentes estão distribuídas entre quatro segmentos da sociedade civil organizada. Movimentos sociais e populares são duas vagas. Profissionais com atuação na área de desenvolvimento urbano, uma vaga. Instituições de ensino superior, acadêmicas e de pesquisa, uma vaga. Organizações não governamentais, uma vaga. Cada entidade tem direito a indicar um titular e um suplente para representação no conselho. As inscrições já estão abertas e seguem até o preenchimento de todas as vagas, tá? As entidades ah interessadas devem protocolar a documentação exigida presencialmente lá no Passo Municipal de Campinas, tá? Na Avenida Anchieta número 200 ou de forma digital sistema eletrônico da prefeitura. Você acessa aí então sei.campinas.sp. goov.br/externo, tá bom? Para envio digital é necessário que a entidade esteja previamente credenciada no sistema C externo, combinado? Então acessa aí e bora lá. Boa sorte. Cruzamento da Moreiras passa a voltar por vídeomonitoramento. Atenção você que utiliza a Avenida das Amoreiras, né? eh muito utilizada, muito movimentada. A partir de segunda-feira que vem, dia 9, a Prefeitura de Campinas inicia a fiscalização por trânsito, vídeomonitoramento no cruzamento das Avenidas das Amoreiras e prefeito Faria Lima, no bairro São Bernardo. O ponto é um dos principais eixos do corredor BRT Ouro Verde e está próximo à estação Mario Gate. A medida foi anunciada pela INDEC após identificação de infrações recorrentes, como avanço de sinal vermelho, conversões proibidas e uso indevido das faixas exclusivas para ônibus. O sistema funcionará de forma contínua e placas informativas já foram instaladas no local. Segundo dados da Central de Monitoramento de Operações da INDEC, gente, entre 2024 e maio de 2025, foram registrados 19 acidentes nesse cruzamento, 11 no ano passado com sete vítimas e oito neste ano com três vítimas. Lembrando que transitar nas faixas exclusivas é infração gravíssima, com penalidade de sete pontos na CNH e multa de R$ 293,47. Tem muita gente que utiliza, né, o corredor aí do ônibus para eh ultrapassar em velocidade acima da permitida. Então, preste muita atenção, né? Infelizmente tem que ter essas situações para que as pessoas eh sigam as regras no trânsito e fazer o quê? Então, atenção aí, senão você pode ser multado, tá certo? Previsão do tempo para hoje, não precisa falar muito, né? Pancadas de chuva, muita chuva. E amanhã o tempo fica instável com possibilidade de chuva ao longo de todo o dia também. Então hoje, gente, nós temos chuva o dia todo, tá? Preste muita atenção. As rodovias estão congestionadas, trânsito em Campinas bem lento, então a tensão redobrada, tá? Então, mínima para hoje 16, máxima 23, chuva durante todo o dia e a gente segue tentando colocar cor nesta manhã. Vamos lá então falar do nosso assunto, nosso tema de hoje. O ingresso numa faculdade é um dos momentos mais esperados pelos jovens brasileiros. É uma fase de transformação e amadurecimento. Mas será que todos os recém-universitários estão preparados para isso? Muitos se perdem no caminho, pois acham que podem fazer de tudo. O álcool, infelizmente, e as drogas são os grandes vilões dos alunos. O aumento de consumo, em muitos casos, parece fazer parte de um ambiente universitário, às vezes na faculdade, às vezes nas repúblicas, às vezes também nas famosas festinhas, né? Bom, vamos conversar sobre isso. Um assunto delicado, um pouco polêmico, mas que precisa ser falado, discutido, debatido. Vamos dar as boas-vindas aos nossos profissionais que vão nos ajudar a desenvolver o programa de hoje. O psicólogo de orientação psicanalítica Thago Ioxioca. Seja muito bem-vindo. Bom dia, Thaago. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Thaago. Também. [risadas] E eu acho que a gente tá aqui para debater um tema que é um tema que ao mesmo tempo é muito associado jovens e bebidas e mas também um pouco problematizado sobre suas consequências e sobre esse fenômeno como um todo nos dias de hoje, não é mesmo? Isso mesmo. Vamos conversar sobre esse tema também com o psicólogo humanista, o Thiago Ferreira Sigóbia. Mais um Thago. Seja bem-vindo. Olha só, dois Thagos aqui com a gente hoje, hein? Vamos gastar tudo Thago que tem Campinas. [risadas] Bom dia, Rúbia. Bom dia, Thago. O tema é muito importante, principalmente porque a a gente tem uma naturalização do uso de álcool na sociedade e por mais que ele seja naturalizado, ele seja até uma coisa cultural, nós devemos tomar muito cuidado com os excessos, principalmente na vida acadêmica. Exatamente. E é na vida acadêmica que, infelizmente, eh, a maioria dos jovens eles entram em contato com o álcool, né? Porque você precisa, quando você chega na vida acadêmica, eu passei por isso, eu acho que você que já se formou também passou por isso, você quer fazer parte daquele grupo, você vai com uma ansiedade, uma expectativa, né? E na maioria das vezes tem as festas, né? acalorada, a festa dos caloros. E aí você, para fazer parte desse grupo, você tenta se comportar como o grupo. Então, é bem delicada essa situação aí. Segundo a a revista Cultura e Extensão da USP, gente, o consumo de álcool aumenta ao longo dos anos da graduação. Especialistas em cursos em alta carga de estresse, né? Eh, na pesquisa realizada por essa revista da USP, eles afirmaram que sim, fazem o uso de álcool. Agora eu pergunto pro Thiago Yosi como é que você interpreta o consumo de álcool como uma válvula de escape entre os jovens universitários? Eu acho que a gente pode ir em duas direções. O álcool, ele realmente tem aquele tá associado à aquele momento de lazer entre amigos, tá? associado a momentos de descontração, a momento de alívio. E é importante nós entendermos que lazer é algo legal. Lazer é algo importante, importante a gente ter aqueleos pequenos prazeres do dia a dia. No entanto, eu penso que muitas vezes o álcool ele pode representar a tentativa de preencher aquela angústia que muitos jovens passam, principalmente nos dias de hoje, daquela talvez falta de perspectiva, falta de horizonte. E nessa busca por preencher essa falta, nessa busca por tentar compreender o seu lugar no mundo, compreender aquilo que busca e não busca, o álcool acaba virando uma forma de alívio, um alívio muito momentâneo, um alívio que muitas vezes gera uma sensação de empoderamento, gera uma sensação de força, de coragem, mas que muitas vezes a gente acaba esquecendo os danos que isso traz a longo prazo. Exatamente. Agora, Thiago Sigóbia, né? Eh, qual que é a avaliação que a psicologia humanista, né, ela faz sobre essa essa questão, essa essa conexão? Não sei se eu tô errada em dizer essa palavra, mas essa conexão entre universitários e o álcool. Então, ah, eu trabalho com a psicologia humanista, mais voltada paraa fenomenologia. E uma das grandes questões que a gente observa sempre é autenticidade do indivíduo, né? Autenticidade do indivíduo e como ele se comporta, como o mundo se apresenta para ele, como ele se apresenta pro mundo. Levando em questão essa esse uso do álcool, né, por universitários, vale lembrar que a universidade é uma coisa muito esperada. Nós vivemos num país onde hoje em dia não mais, universidade é uma coisa meio que podemos dizer mais popular do que já foi um dia, só que nós temos defasagem de mercado para trabalho e tudo mais. E quando um universitário entra, ele tem tanto o encaixe em grupos, né, uma ascensão para muitas famílias, às vezes aquele jovem é o primeiro da casa a se formar. Então num primeiro momento, o foco é o quê? estudar, entrar na universidade, seja pública ou privada, cada um na sua batalha e cada um na sua luta para ingresso. Só que chega lá, nós temos, chegando lá, nós temos essa questão do vamos conversar com todos, vamos interagir com todos. Então, o meio social ele sempre foi muito difícil. Às vezes as pessoas falam: "Nossa, hoje em dia tá pior que antigamente". Não, hoje em dia a gente tá mais informado do que antigamente e isso dá um certo susto. Então, às vezes, para tentar eh interagir com as outras pessoas de uma forma mais natural, entrar em grupos e tudo mais, o álcool vem como uma possibilidade, uma possibilidade cultural, como a gente, né, como você disse na sua fala, a gente conversou aqui também. Porém, como como que como que funciona na visão fenomenológica isso? Quem eu sou sem o álcool e quem eu sou usando o álcool? Esse é um ponto muito interessante da gente observar quem sou eu aqui com o pessoal no dia a dia, estudando, conversando, falando com professores, troca apresentação de trabalhos e tudo mais. E quem sou eu numa festa? Então, a gente tem que sempre olhar por esse lado, o por você bebe álcool, como que você se sente e o após o álcool. E às vezes nesse nessa busca de identidade, nessa busca de se encaixar, a pessoa se perde si mesmo e começa a vestir uma espécie de personagem. Uhum. is e oo de naquele primeiro momento numa festa e tudo mais numa interação com o pessoal pode ser muito legal e tudo mais se isso aumenta o uso a gente aumenta o uso do álcool a gente aumenta toda essa questão de tipo assim eu sou um estudando, eu sou o outro bebendo, o outro bebendo é mais legal, então eu começo a suprimir essa minha identidade, não trabalho ela e vivo uma uma espécie, não é uma questão de falsa identidade, mas uma identidade provisória que pode gerar um problema futuro por causa do uso excessivo de aula. Nossa, muito bem explicado, né? Você que tá em casa, que é universitário, eh, ou então a família, né, dos universitários que que tem essa preocupação, né, porque é algo que acontece mesmo ao redor das universidades. É bom a gente deixar claro, né, que isso é fora da universidade que a gente vê que acontece. Na minha época também tinha muitos bares, né, ao redor da das universidades. E a galera se reunia lá depois de de tipo assim cinco aulas tensas, estressantes, né? Vamos bater papo ou vamos onde? Na pracinha. Não, a galera ia pro bar, pro lado da faculdade. Agora, essa questão eh eh de bares ao redor das universidades, Thago, eh é algo natural, é algo que sempre teve. E aí, como é que a gente faz pra gente ter aí um equilíbrio, né, nessa visitação ao bar que está logo ali na saída do portão, né, da faculdade? como que você avalia essa questão, essa facilidade que tem hoje nesse meio universitário? Eu acho que é interessante pensar até fazendo um recorte histórico, eh, sobre como a nossa sociedade tem visto momentos de descontração, momentos, vamos colocar assim, de óscio, né? Hum. Eh, até traçando, por exemplo, nos anos 40, eh, estilos musicais muito associados à boemia, a cerveja, a cachaça, por exemplo, samba, eram vistos de maneira eh aar a margem da sociedade marade e por consequência mal vistos. Então tudo isso relacionado aos momentos de entretenimento, aos momentos que não estão associados à produção de conhecimento, de trabalho, eram vistos com maus olhos. Hoje em dia, a gente vê os bares como os lugares em que nós podemos serem sermos eh aqui aquilo que nós não podemos ser nos ambientes acadêmicos, aquilo que nós não podemos ser dentro das salas de aula, onde a gente não precisa ter toda aquela misene de eu sou o estudante, eu sou o doutor, eu sou o mestre, eu sou o professor. Então eu acho que acaba unindo meio que o útil agradável, pessoas precisando extravazar e lugares que permitam que isso aconteça. Uhum. Entanto eu penso que uma forma muito interessante de se ponderar sobre até onde esse efeito é saudável, até onde fica dentro da área do prazer e do luxo e quando se torna algo patológico, é o são suas redes de apoio. O que que é isso? são suas amizades, suas relações sociais, são aquelas pessoas com as quais você nutre conexões, ligações afetivas, emocionais e que estão lá, como diz o nome, para te apoiar, para te amparar. Então, eu diria que sempre confiar na palavra de um amigo, de um familiar importante, de pessoas com vínculo com você para o teorenta, olha, parceiro, você tá bebendo um pouco demais, você não acha que tá exagerando? Você não acha que acordar de ressaca durante os cinco dias da semana é um pouco complicado? Então eu acho que em última instância o que eu quero dizer é não esquecer que vivemos em sociedade. Sociedade parte-se do princípio que um cuida do outro, pelo menos idealmente falando. É, seria para ser assim. Era para ser assim, né? E a gente fica feliz se for assim. Então você que vive aí no meio acadêmico, a gente sabe que nós passamos por isso, então a gente sabe que isso é estressante mesmo, é uma expectativa, é momentos de frustração também, porque às vezes você vê que você não escolheu algo que na realidade não é aquilo que você queria, mas por uma pressão da sociedade, de repente até da família, né? você precisa continuar e aí vem a frustração e você precisa descarregar de alguma forma isso. Então é importante a questão da saúde mental, né? para você que é universitário, que tá cursando aí, fazendo algum curso, a gente sabe que a pressão ela existe agora dentro do campus, né, dentro da universidade, eh tem políticas internas da da faculdade, da universidade que tentam puxar, né, eh eh esse esse aluno, esse universitário cada vez mais para dentro do ambiente universitário. Seria interessante a faculdade, a universidade eh eh favorecer momentos de cultura, de lazer para de repente não deixar que esse esse universitário escape, né? Escape assim das mãos assim e vá eh, infelizmente para o outro lado, para outros rumos, outros caminhos. Thago? [roncando] Bom, de fato, até onde eu tenho conhecimento, todas as faculdades, pelo menos em sua grande maioria, sempre tem os os programas de de aviso sobre uso de álcool, né, de conscientização sobre uso de álcool, né, até campanhas eh de combate ao uso de drogas, álcool, porque a gente não adianta a gente também romantizar, a gente vive no mundo real. Exato. Só capeleira também. É, isso é uma das coisas que eu sempre trabalho com os meus pacientes na clínica é a questão do mundo real, independente do nosso ideal. Mas a gente entra numa espécie de, eu não sei se é paradoxo, acho que não é a melhor palavra, mas uma complexidade da liberdade. Dentro do campus, cabe a faculdade fazer, né, acolhimento dos dos estudantes, né, a conscientização sobre uso de álcool ou qualquer outra droga, mas falando do álcool especificamente. Porém, existe esse limite da liberdade. Fora do campus, a faculdade não vai fechar o bar e nem deve. Exato. E por quê? Por que que eu falo que nem deve? Porque é uma questão de o bar está lá antes do aluno chegar, a faculdade está antes do aluno chegar e a gente tem pontos de, como é que eu posso dizer, pontos de ação. Cabe a faculdade orientar, acolher, né, utilizar de políticas públicas para conscientizar a população ali da faculdade sobre o uso excessivo de álcool, quanto isso pode atrapalhar na aula e tudo mais. Porém, cabe de forma individual cada aluno eh se se conscientizar sobre si mesmo, sobre onde está andando, com quem está andando e o que está fazendo. Por quê? Não é à toa que tem a nossa função na vida como psicólogo, né? Tem o processo terapêutico, tem nós temos aqui em Campinas, inclusive eu tenho um familiar que faz parte, né, da SAV, que o pessoal o pessoal liga para não tem dinheiro às vezes para pagar uma terapia, mas liga para falar, para desabafar mesmo, para falar sobre suas questões e tudo mais. Nós temos o CVV, né, né, Centro de Valorização da Vida e nós temos e e dentro disso tudo são tudos políticas públicas, algumas de iniciativa privada e tudo, mas é aquele ponto, isso são braços pra própria faculdade indicar ou a faculdade fazer. Só que nós temos esse paradoxo na paradoxo não, essa complexidade da liberdade. Cabe a cada um entender as suas questões. Por que eu bebo tanto? Porque estou a beber tanto, entendeu? Qual é o significado do álcool na minha vida? Estou me encaixando, tentando me encaixar num grupo? Porque isso é tão importante? Então, como eu falo, a gente entra num num numa complexidade entre instituição e singularidade de cada um, individualidade de cada um.Um. Acredito que ambos têm que se dar as mãos, né? Faculdade junto com os alunos, né? Vamos, vamos conversar sobre esse problema. Como próprio Thiago falou, o problema não é beber, o problema é o quanto se bebe o significado desse bebê. Uhum. A gente vai beber álcool, a gente vai beber uma cerveja, vai beber um why, vai beber alguma coisa relacionado a quê? É relacionado a um casamento, a uma festa, a uma comemoração. Beleza, preciso de limites. Vou beber porque tô muito estressado. Qual é a continuidade disso no seu dia? todo santo dia estou começando a ter um problema, já entro até num grupo de risco. Então essas coisas junto com universidade, instituição, mais o indivíduo, isso tem que ser muito bem visto, como eu disse, mão dada, preciso [limpando a garganta] de ajuda, estou para te ajudar, mas como disse, tem a liberdade do indivíduo que jamais será ferida, porém tem que ser consentida essa ajuda de ambas as partes. Muito bem. Agora, Thagado, Thiago e Oxioca, né? São dois Thagos aqui. Eu tenho que prestar bem atenção. [risadas] Dois Thaagos. Vamos lá. A gente o papel eh do superego, né, e das cobranças sociais nesse comportamento coletivo. Quando eu falo comportamento coletivo, é porque a gente sabe que eh você não vai sozinho, entende? É uma galera, você vai fazer parte de um grupo, né? Uhum. Então, qual que é o papel do superego e e dessa dessas cobranças da sociedade em cima aí de de uma pessoa que tá na universidade? Certo? Se a gente pensar eh na definição clássica de superego, aquela instância psíquica organizadora da disciplina, das normas internas, dos limites sociais, é extremamente importante. O superegua é aquilo que vai limitar o sujeito em suas pulsões mais instintivas, mais primordiais. E é um eixo organizador. A sociedade precisa de um eixo organizador da disciplina, não é à toa que existe o direito, existe o monopólio do da força pelo Estado. Nós precisamos desses eixos organizadores. No entanto, quando a gente fala do comportamento coletivo, a gente fala também de processos e dinâmicas de identificação com outro, de se ver reconhecido no outro. E eu acredito que esse supergo às vezes acaba se diluindo. Uhum. O que não é ruim. Muitas vezes um superego, vamos colocar assim, muito rígido, é ruim pro próprio sujeito. Se você tem normas eh sociais, se você tem regras autoimpostas de maneira muito brutas, muito grosseiras, muito estruturadas, você se torna alguém inflexível, você se torna alguém que não consegue ter um momento de prazer, ter um momento de luxo, alguém que não consegue lidar com o próprio erro, com a própria frustração. No entanto, novamente, disciplina é um eixo organizador importante e nesses processos de identificação, a gente pode acabar enfraquecendo essa instância psíquica nossa em prol de se ver reconhecido pelo outro. E acredito eu que a faculdade, a universidade é esse grande ambiente onde você acaba sempre se encontrando com outro, seja pelo choque cultural, pelo choque de ideias, seja pela identificação, pela semelhança. E você sempre acaba, de certa forma tentando se encaixar, tentando se encontrar para onde eu vou daqui, da onde eu vim de antes, o que eu estou fazendo aqui agora. E isso tudo é muito confuso na cabeça de um jovem, de um jovem adulto. Então, acredito eu que o supergo nessas dinâmicas de reconhecimento, não reconhecimento, ele acaba se diluindo um pouco em prol da busca por esse por esse ego que se encaixa, por esse sujeito que se vê pertencido. Muito bem. E a gente, eu, você falando aqui, eu me lembrei a questão dessa geração Z, né? Uhum. A geração Zé que todo mundo fala, que é a galerinha que vai e é eh que está movendo tudo agora, redes sociais, internet. Essa galera é um pouco diferente da nossa geração. Quando eu digo na sei é a sua, né, mas eu acho que é a sua. É a sua. Você você é geraçãoz, né? [risadas] Então, [limpando a garganta] e você sabe que eu tava olhando ontem, pesquisando pra gente poder abordar esse tema aqui hoje, a geração Z, ela tá bem diferente da nossa geração, Thaago, né? Sim, porque a geração Z tá eh será [risadas] que eu tô errada, mas tá mais querendo ser mais saudável, tá tipo assim eh eh não querendo fazer parte dessa dessa coisa que nós fizemos parte, que é a galera que ia pro bar depois da faculdade, que ia curtir e tal. É isso mesmo, ô Thiago e Oxioca. [risadas] A geração Z, ela tá, ela vem com um pensamento diferente em relação a a à conexão bar e e faculdade, festas e faculdade. Eu acho que a geração Z eh é curioso, né? pelo menos falando da minha experiência pessoal, eu peguei o finalzinho do finalzinho da internet analógica da fita cassete. É uma memória bem antiga minha e a gente cresceu com praticamente o celular na mão, com acesso à internet, a internet como uma coisa, vamos colocar assim, mais democratizada. E eu acho que isso acaba gerando uma certa sensação de, vamos colocar assim, clivagem, de corte do eu mesmo. Então assim, tem o eu internet, tem o eu da vida real e às vezes a gente acaba não integrando essas partes. Então assim, ao mesmo tempo que isso é muito bom, não existem tantas pressões sociais sobre a geração Z, no sentido de que, por exemplo, eh, nas gerações anteriores X, na geração dos baby boomers, tinha aquela pressão de você precisa trabalhar, trabalhar, casar, constituir uma família. A geração Z, nesse sentido, vem com uma coisa mais não, qual é o sentido nisso? Por que eu deveria fazer isso? vem um questionamento do sentido, vem um questionamento dessa dessa desse vazio, vamos colocar assim, existencial. Só que ao mesmo tempo esse vazio existencial traz consequências, né? Se somos uma geração que não tem, vamos colocar assim, perspectiva de futuro e ao mesmo tempo nós temos a pressão das gerações antigas sobre o nosso ombro, onde a gente se encontra, onde a gente faz a nossa, vamos colocar assim, nossa história, o nosso fazer profissional, pessoal, nossas metas eh de vida. E muitas vezes a gente acaba colocando tudo isso de lado pelo bar. a gente acaba colocando isso de lado por um prazer hedonista, por um prazer do agora, o que, novamente, eu não acho que seja de um ponto de vista moral de certo errado. Se trata de um fato, muitas vezes nós corremos atrás desse vazio geracional e tentamos preencher ele com o que tem. Então, vou fazer isso para conseguir views no TikTok, vou fazer isso através do bar, vou fazer isso através de eh, não sei, por exemplo, criando personas online que não refletem quem eu realmente sou na realidade. Não sei. Eu acho que isso é uma pergunta que talvez só antropólogos, sociólogos, historiadores vão poder responder daqui 10, 15, 20 anos e também psicólogos, né, puxando sardinho [risadas] isso aí. Thago Sigóbia e Thiago Ioxioca. Olha só, hein? Dois Thaagos aqui. A gente tá falando sobre faculdade, universidade, né? Universitários, na verdade. E essa essa cultura do festejar, né? a cultura do festejar que vem já de longa data e que continua, mas acredito que um um pouco mais minimizada, vamos dizer assim, mas ainda existe, né? E sobre essa questão da cultura do festejar, Thago Sigóbia, Uhum. a rede social, a internet, a propaganda, a publicidade. Qual é a relação que tudo isso tem com o incentivo a essa cultura fora dos portões da universidade? Você falou sobre rede falando, você falou, a gente aqui falando sobre rede social, até pegando o recorte sobre a pergunta anterior relacionada à geração Z, né, que acho muito legal que o Pondé fala que são nativos digitais. Eu concordo muito. E vamos lá. Eu acho que é uma, né, nem acho que num primeiro momento essa questão da rede social era uma vestimenta. Nesse agora nesse momento é uma questão de identidade. Uhum. Uhum. É uma questão de identidade. É, tanto é que é a gente pega, nós temos comerciais ainda de bebida alcoólica, nós temos comerciais de, né, cerveja, drinks e tudo mais, mas a rede social a gente tem aí os influencers, né, a influência da rede social, que querendo ou não, você falou a questão da geração Z, eu acho que eu vou fazer um anexo aqui na minha fala, eu penso que tudo é uma questão de tudo não, mas uma grande parte desse contexto é questão de necessidade, diferente ente do nosso do meu companheiro Thiago aqui. Nós vivemos de uma geração onde a necessidade talvez era garantir um emprego, moradia, um trabalho, se conseguir estudar, maravilhoso. Já a geração Z veio com o mundo já meio pronto. Então eles tiveram um espaço para questionar certas coisas, observar certas coisas que na nossa juventude a gente até até até pensava sobre, mas não tinha muito tempo sobre isso. Hoje, como eles têm, não é questão de ter tempo ocioso, mas é o tempo de de vida mesmo. É uma questão de autenticidade desse tempo. Às vezes a gente fala isso, o pessoal costuma chamar muito ah mimizento e tal, mas eu acho que a gente tem que avaliar isso com muito cuidado, porque o trabalho da nossa geração, até uma geração anterior à nossa, veio a geração Z que criou essa identidade eh da rede social. Então, a rede social, tanto é que falo isso principalmente aqui, olhando pra câmera, no fundo dos olhos da câmera, pros pais tomarem cuidado com a com a identidade que o seu filho está construindo diante das redes. O problema não é usar as redes, o problema é como se usa as redes. E dentro das redes, infelizmente, nós temos influencers que mostram o quê? O status, a questão igual fala da necessidade. Uhum. Qual é o status? Bebê, carro, moto, companheiros e companheiras, né? mulheres, meninas, homens e tudo mais. Então, a rede social vai criando uma espécie de uma identidade que a que a pessoa ali, vamos supor, o pré-adolescente, até mesmo criança, mas a criança, o pré-adolescente, o adolescente, até adultos, nós temos idosos, e eu recebo isso na clínica às vezes, idosos que acabam misturando a sua identidade ou não trabalhou identidade durante uma uma vida toda com os o conteúdos da rede social. Uhum. Então, a gente tem uma, a gente tem uma rede social que demonstra que o hedonismo, como ele diz, hedonismo, para quem não sabe, é a vida pelo prazer. O prazer é sempre importante. Nós temos que sempre tem sempre estarmos anestesiados, sempre muito felizes, tal, mas a que custo? Então, às vezes a gente não tem um padrão, não tem uma identidade criada, a gente acaba querendo se encaixar em várias coisas. E a rede social traz uma roupagem muito superficial, mas é muito fácil de vestir. É muito fácil de vestir de rede social. É igual um exemplo. Vou pegar você, Rúber, como exemplo. Você quanto tempo você trabalha como comunicadora? 25 anos. 25 anos. Eu quero ser um comunicador que nem a Rúbia. Muita gente acha que o quê? Quero já ser a Rúbia de hoje, 2025, mas não olho pra Rúbia lá dos anos 2000, final dos anos 90, os perreng que ela passou. Vejo um cara que tá jogando bola, quero ser um jogador de futebol, mas qual é o trabalho até chegar lá? Quero fazer tal coisa. Quero mesmo ser um funcionário CLT, quero, um exemplo, quero ser um coordenador de uma empresa X, igual eu trabalho na aviação civil, quero ser coordenador do aeroporto. Qual o caminho que você tem que seguir? A rede social traz uma roupagem muito superficial. E se tratando do nosso tema de hoje sobre bebida, é muito legal beber. Essa é a minha identidade bebê. Aí que mora o problema. A minha identidade não é a rede social. Não é o que eu concordo com a rede social. Antes da rede social eu tenho a minha identidade. Tô construindo ela direito, como ela tá sendo construída. E direito não falo de certo errado, falo uma questão direito para mim, quem sou eu? Então, nesse ponto, a gente tem que tomar muito cuidado e e ter muita atenção nessa construção. Concordo, Thaago. E Yoxioca, pode complementar. Eu achei muito interessante disso que o meu colega, companheiro Thiago eh falou também, por exemplo, da trajetória, né, e de como a rede social acaba virando algo que mascara as trajetórias, algo que mascara também, por exemplo, os malefícios, não só de bebida, mas de estilos de vida, estilos de vida. Eu acho que a gente pode até trazer um conceito da psicanálise, que seria a rede social permiti um viver somente pelo princípio do prazer. O que é o princípio do prazer? eh aquele, vamos colocar assim, instinto, aquela pulsão da busca pelo prazer, que não mede barreiras, que não mede limites, que não mede muitas vezes nem o próprio bem-estar e o bem-estar do outro, é o prazer pelo prazer. E a rede social permite que vivamos supostamente desse jeito, mas aqui na realidade eh não se vive assim. Se vive pelo princípio da realidade, se vive pel aquilo que são as leis, as barreiras, existe o outro, existe como o outro vai reagir, existe como eu vou reagir com a reação do outro. Então eu diria que a rede social, mas trazendo aqui pro ponto, a bebida também, ela acaba escapando. Esse princípio da realidade acaba escapando que, por exemplo, se você beber demais e entrar em um como alcoólico, vai haver consequências. Se você beber demais e pegar o carro para dirigir, vão haver consequências. Se você beber demais e, sei lá, fazer alguma coisa que você se envergonhe no dia seguinte, vão haver consequências. Não se vive em um princípio de prazer, se vive em um princípio de realidade. Então, novamente, beber a cerveja numa festa, tomar uma caipirinha numa balada, tudo bem. O ponto é quando isso se torna um prazer que não se mede esforços, não se considera o outro, não se considera a si mesmo, se considera somente o prazer pelo prazer. 8:42, estamos aqui ao vivo estúdio Câmara, aqui na TV Câmara Campinas estamos falando da relação, né, da conexão eh universidade, festas, eh álcool e isso mexe bastante. a gente sabe com você que tá aí do outro lado, com você que é universitário, com as famílias e nós estamos com dois profissionais aqui excelentes, trazendo e compartilhando conhecimentos, né, informações com a gente referente a essa essa situação, né, os jovens hoje que eles trocam, né, eh eh teatro, debates, assim como por festas, por festas de faculdade. Agora, já pensou? Vamos, vamos proje, né? Você faz inscrição, você passa no vestibular, poxa vida, que expectativa, uau, passei. E aí você vai paraa faculdade, chega na faculdade, você vai entrar no campus, é algo que você tava esperando há muito tempo, é, é uma expectativa para você, paraa sua família. E aí você vai conhecer os seus amigos, vai conhecer os seus professores, você vai cursar um fazer um curso aí que vai trazer para você a sua profissão, o seu futuro. E de repente você vai participar da festa de calouros. Uau, sou caloro na faculdade, né? E aí você vai se inserir sim a um novo grupo. E esse grupo ele traz novos comportamentos e é como os nossos entrevistados psicólogos aqui falaram, né? eh a realidade é o hoje e agora, eh, o equilíbrio e é a visão real da liberdade. Então, a gente precisa tomar aí as nossas precauções, os nossos cuidados e ter conhecimento. E é por isso que a gente traz esse tema com profissionais e especialistas pra gente debater com você hoje. 8:44, produção tá avisando, a gente tem perguntas. Vamos lá, então. Que que os nossos telespectadores querem saber? Vamos ver. A Laura do Jardim Flamboian. Beber um pouco de vez em quando pode atrapalhar nos estudos. O álcool afeta a memória e o foco mesmo sem exagero. E agora, qual dos dois Thagos? Vai lá, então. Thaago Sigóbia. Isso. Sigia. [risadas] Então, Laura, eh, beber um pouco de vez em quando. O quanto agora vamos vamos deixar um pouco complexo, mas não é quanto que é esse pouco e quanto que esse de vez em quando. Se eu bebo pouco uma taça de vinho pela manhã, pela manhã não, [risadas] pela manhã. Depende. Seu italiano, italiano bebe, né? Italiano beh, mas se eu bebo uma uma taça de vinho no dia, na hora do almoço ou no jantar, né? uma cerveja no dia, mas suporto ficar sem esse álcool no outro dia, não é necessariamente uma necessidade, não tem problema nenhum. Vale lembrar que eh a gente falou de rede social agora há pouco, né? Rede social é sempre tudo muito pelo extremo, né? seja de considerações e desconsiderações. Se a gente levar em consideração que o uso de álcool de forma excessiva atrapalha a memória, de fato vai atrapalhar sua memória. Mas como é um uso esporádico, se for um uso esporádico ou mesmo, como disse, uma taça de vinho diária ou só um copo de cerveja diário, e se você conseguir ficar sem isso, vamos supor, semana tem s dias, eu faço isso quatro vezes na semana, isso não vai te atrapalhar. Lógico. E nós temos que ver a saúde nossa como um todo, de forma holística, né? E como assim de forma holística? Eh, tô com problema de memória. Será que foi aquela taça de vinho que eu tomei ontem? Foi a cerveja que eu tomei ontem? Não. Pode ser um cansaço. Pode pode ser alguma situação que você tá passando que tá exigindo de você que muito que você não consiga dormir. Pode ser alguma questão de saúde, tudo isso tem que ser bem avaliado. Mas na questão do uso de álcool tem que se tomar cuidado com o quê? O quanto é esse uso, né? Pô, beijo, bebo quatro, quatro latinhas de cerveja por dia, todo santo dia. Preciso disso para ficar bem. E quando fico sem fico ansioso, você já tem um problema. Agora, uma taça de vinho por dia ou uma cervejinha assim e tendo espaços, não faz problema nenhum. Só não tome de manhã porque acabei me convocando. [risadas] Ah, vamos lá. 8:47. Mais perguntas, produção. Manda ver. Agora é a vez do Thiago Yosi vai responder a Bruna do Jardim Chapadão. Muitos colegas dizem que só bebem para relaxar a cabeça. Isso é só uma desculpa ou realmente o álcool ajuda a aliviar a pressão da facul? Thaago? E agora eu acho que é interessante pensar em termos sobre agência de si mesmo, não é mesmo? Eh, sendo bem assim, resumindo, o realmente dá aquela sensação de alívio, ele deprime o sistema nervoso, ele faz com que você se sinta mais relaxado, tanto que tem aquele famoso, ah, eu vou beber em festo, para chegar em alguém que eu quero. Mas eh quando se fala de, ah, isso é uma desculpa, não sei. Eu acho que cada caso é um caso, mas é importante a gente pensar em termos de agência, no sentido de que o quanto você compromete da sua própria agência para poder beber, para relaxar o quanto você compromete da sua rotina, do seu dia a dia, da das suas relações para esse relaxar. Eu acho que a gente às vezes tem que trazer um pouco mais de reflexão para essa pergunta que a telespectadora fez do que necessariamente falar: "Ah, é uma desculpa não é, não tem como eu ser taxativo nisso". Mas eu penso que se você passa a perder a sua agência, você passa a perder o controle, você passa a perder o seu estar ali com suas amizades, com a sua família, com os seus momentos, sejam eles bons ou ruins, isso já é algo a se ponderar sobre se é só um relaxar ou se torna uma coisa mais preocupante. É importante fazer a autoanálise, né? uma autoanálise aí, um autoconhecimento. Por que que você tá bebendo, né? Você tá bebendo é igual ontem nós falamos sobre alimentação, eh eh sobre perda de peso, efeito sanfona e a nutricionista. E nós tínhamos ontem aqui também um eh um psicoterapeuta, ele é especializado em eh hipnotis hipnose. Isso, hipnose, né? Aí ele disse: "O que você está comendo? Está comendo para o seu corpo físico ou você está comendo as suas emoções?" No caso da bebida, a gente pode também eh eh fazer uma conexão com essa fala, né, Thaago? Sim. Isso isso é isso é uma coisa muito clara às vezes pra gente que é psicólogo, né? para as pessoas nem tanto, mas eh muitas pessoas eh aliam o uso de álcool à emoções puramente como eu disse, tem algumas coisas que são positivas, mesmo assim a gente tem que tomar cuidado da questão. Vou para um casamento, vamos beber aqui, vamos comemorar o casamento, vamos comemorar a formatura, tal, preciso de limites, mas agora estou triste, estou chateado, frustrado com relacionamento, com a faculdade, com qualquer outra coisa, porque tudo abrange, tudo é igual eu falo na forma holística, tudo tudo fica numa abrangência só, né? Porque você é um corpo que recebe todos esses, vamos supor, se for assim, uma, vamos pegar como exemplo os raios solares, você passa o dia inteiro exposto, então você tá recebendo tudo. Quando você liga o uso de álcool, as suas emoções, precisa assistir muito cuidado. Por que precisa assistir muito cuidado? Estou triste, vou beber, como ele, como o Thiago falou, o álcool agente é depressor do sistema nervoso. Então, naturalmente você vai ficar relaxado. Só que qual é o grande ponto? Estou estressado, vou entender esse estresse, vou entender essa tristeza, vou entender essa frustração, não, vou remediá-la, vou beber. Aí a gente começa a ter um problema. A gente e lembra aquele lance que falei no primeiro momento aqui nas na primeira pergunta sobre a questão da identidade? Ao invés de trabalhar isso, o que que eu faço? Eu suprimo isso. Uhum. Tem uma frase, não sou psicanalista igual Thaago, mas tem uma frase do Freud que eu gosto muito. O que não é elaborado volta, certo? Ele não falou com essas palavras especificamente, mas o sentido é esse. O que não é elaborado volta, o que não é resolvido sempre estará te assombrando. Fantasmas existem. Existem quais? Aqueles que você não trabalha na sua cabeça, aqueles que você não trabalha na sua consciência. Ah, mas eu não tenho condições de trabalhar. Faça no seu tempo, mas trabalha essas questões. Por quê? Essas questões podem te levar ao uso de álcool, ao uso de açúcar, ao uso de cafeína em excesso, a uso até a questão, nós estamos vivendo uma, igual você falou, a questão da geração que tá muito mais voltada pro bem-estar físico, até mesmo excesso de exercícios, excesso até de coisas muito positivas. A gente hoje em dia tem um conceito de de positividade tóxica, né? Até o excesso de coisas muito positivas pode estar sendo usado para suprir algo. Então aquela na questão do álcool é o quê? Estou aliando as minhas, os meus sentimentos mais negativos ao álcool, eu não estou querendo resolver, não estou resolvendo e estou gerando um problema muito maior, porque os problemas vão continuar lá junto com o álcool, que na como o álcool dá essa depressão no funcionamento do cérebro, né, no funcionamento da das nossas enzimas e tudo mais, né, do funcionamento cerebral, o que que acontece? Eu já estou com problema, bebo álcool, fico depressivo e posso entrar em problemas muito maiores. Aí vem quando a gente coloca a relação aí com a faculdade, com a universidade, o problema nos estudos, né? De repente até trancar a faculdade, parar, você não tem mais vontade de continuar. Então, é preciso, sim, eh, eh, ter aí um um autocuidado, né? E e cuidar para não beber as suas emoções, tá bom? Quando a gente fala dessa situação, dessa questão que é tão natural e existe, gente, a gente não não pode passar pano falar: "Não, não é assim". É assim sim, né? Hoje um pouco menor, eu acho a situação mais minimizada por conta aí dessa geração Z que tá pensando mais na saúde e tal, que não foi o nosso caso, né? O caso da nossa geração, a minha e do Thiago Sigobe, a sua, de repente que tá em casa. Eu me lembro na faculdade a galera ia assim pro barzinho, o bebê e aí no outro dia como faz? Tinha que trabalhar e depois tinha que aguentar a faculdade até a noite de novo e tava morto no outro dia e mesmo assim ia novamente. Então é uma questão de equilíbrio, é uma questão de limite e uma questão de autoconhecimento e de prioridades, né? O que que você quer paraa sua vida? O que que você quer pro seu amanhã? Vai viver hoje tudo de uma vez? Claro, vamos viver hoje, mas com tranquilidade e sempre eh cuidando de si, né? Tendo um olhar aí de autocuidado e um autocarinho. Agora 8:54, dá tempo para mais uma pergunta? Depois a gente vai para as considerações finais. A gente tá falando aí de universitários, consumo de álcool, né? E a Natália do Taquaral está com a gente. Bom dia para você, Natália. Obrigada pela sua participação. Ela diz: "Por que parece que quem não vai em festa ou não bebe a cada acaba ficando meio isolado na turma da faculdade". Eu vi isso, viu? Eu vi isso, percebi isso não só comigo, mas com outras pessoas também. Nossa, tinha pessoas na época, na minha época da faculdade, que literalmente elas eram fora do grupo até no momento em em em de que que tinha aula de de grupos para fazer trabalho, atividades, aquela pessoa que não se inseriu ali naquele naquele grupo de de da festa, no grupo da da festa dos calouros, enfim, ela, infelizmente, ela ficava no cantinho mesmo. Agora eu não sei se era a turma que fazia isso ou ela não se sentia bem. né? E a Natália dizendo ali, ó, parece que quem não vai à festa ou não bebe acaba ficando isolado. Qual que é a avaliação que vocês fazem? É avaliação dos dois, porque a gente tem aqui duas gerações diferentes, né? Então a gente começa por você, o Thiago e Yosi não [risadas] vou esquecer mais qual que é a avaliação que você faz aí dessa dessa pergunta, né, da Natália e como é que você responde isso? da sua geração, como vê essa questão da do isolamento da turma se você não se comporta como a turma se comporta? Eu vou falar de um ponto de vista mais individual e expandir um pouco. No meu ciclo de amizades, eu tenho diversas pessoas que falam: "Ah, eu não bebo, eu não bebo". E sempre vem alguém e fala: "Como assim você não bebe? Como assim você tá aqui numa festa, num bar? Você tá aqui na social de um amigo e você não bebe?" Que absurdo. Trata quase como se fosse algo alienígena, né? Então, expandindo um pouco mais, acontece esse isolamento? Eu acredito que aconteça sim. Nós estamos falando novamente de grupos e grupos possuem dinâmicas. Dinâmicas às vezes inconscientes, dinâmicas às vezes conscientes. Então, você se vê reconhecido no outro, você se reconhece, vocês acabam tendo interesses em comum. Então, por exemplo, no caso das festas, vamos pra festa, vamos beber, vamos sair por aí flertando, vamos sair por aí dançando. Aquela pessoa um pouco mais tímida talvez não consiga desempenhar da mesma forma. E não se trata de, ah, essa pessoa está no lugar errado, se trata de que essa pessoa, esse suposto sujeito, ele não age da mesma forma e tudo bem. Porém, o grupo acaba excluindo, né? Eu acho que talvez uma sugestão que eu daria e pelo menos tendo em vista a minha experiência universitária e experiência universitária de colegas, é que hoje em dia a faculdade é um ambiente muito mais tende a ser muito mais democrático. Então existem grupos, existem eh, como é que se chama mesmo? Eh coletivos, grupos de, por exemplo, diversos temas, desde alpinismo, a xadrez, a RPG, a sei lá, tricô. E muitas vezes você pode se encontrar nesses ambientes e nesses ambientes talvez haja melhor esse sentimento de pertencimento que é tão importante para nós, porque nós somos seres sociais, a gente vive com outro o tempo todo. Então, eh, eu diria que sim, realmente acontece esse isolamento por questões de muitas vezes inconsciente até mesmo. É. E você, Thiago Sig, então, a questão do isolamento, ela é uma questão que eu vou seguir na mesma linha que eu comecei a minha fala aqui hoje no programa da questão da identidade. Realmente, como disse o Thiago aqui, nós somos seres sociais e sociáveis. Alguns nem tanto, mas somos, [risadas] né? Seres sociais. Nós sempre, nós somos tanto na nossa individualidade quanto quanto somos a partir do outro também, né? Nós somos sociais desde a nossa família, independente da sua formação, né? até a gente ser jogado paraa sociedade, né? Uma coisa meio abrupta, mas é assim, nós somos jogados paraa sociedade. Mas uma coisa que eu acho que seria interessante de se observar é o fato, eu não me enquadro num grupo, vamos um exemplo do nosso tema, eu não me enquadro num grupo de festas, de festeiros e pessoas que bebem. OK. Por que que eu quero me enquadrar nesse grupo? Faz sentido? Terei um controle sobre mim? Terei liberdade para ser quem eu sou? liberdade, não questão de concedida pelo outro, mas o quanto você está disposto ou disposta, né, a participar disso. E outra, estou me sentindo excluído, como disse o Thiago, na faculdade, ela é muito plural, uma grande parte assim é festeira e tudo mais, mas nós temos grupos plurais. Eh, como que eu trabalho a minha autenticidade diante disso para conseguir me encaixar em algum grupo ou ficar próximo de algum grupo? Então, às vezes, sentimento de pertencimento, lógico, a gente vamos pegar essa premissa. Estou excluído de um grupo porque eu não bebo, porque eu não sou de festa, tá? Porque eu quero me encaixar no grupo. Se encontrei um grupo, vou me encaixar, é ali que eu quero estar mesmo. Eh, e tô procurando como como que eu funciono realmente. Vamos supor, posso ir numa festa e não beber e não gostar de dançar, não gostar do barulho, vou estar bem ali? Talvez não. Então vou encontrar um grupo, vou encontrar pessoas que estão mais de acordo com o que eu, com o que eu penso, com o meu ritmo. Eu acho que essa é uma questão muito importante, a questão do ritmo. Cada um tem um ritmo, entendeu? E aquele ponto, às vezes eu me sinto excluído, mas eu também posso olhar pro outro lado. Estou me sentindo excluído por quê? Porque eu quero fazer parte desse grupo, sendo que não faz parte da minha identidade. Então, novamente, retorno à questão da identidade. Quem sou eu sem esse grupo? Quem serei eu dentro desse grupo? E se estou desse grupo, quem sou eu ali dentro e aonde eu quero me encaixar? E por que que eu quero me encaixar? Então é uma questão de análise e autoanálise. É isso. [risadas] Análise e autoanálise. É, anota aí essas perguntas e tenta buscar as respostas, né? E aí você vai ter eh um caminho para seguir. Importante, né? Eh, dá tempo, dá, né? 9 horas. Se dá tempo para mais uma. Então, a gente vai atender mais um telespectador que tá com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Nós estamos ao vivo, né, no nosso estúdio Câmara falando sobre essa relação de universitários e bares, festas, bebidas. A Paula do Jardim Garcia tá com a gente. Bom dia, obrigada pela sua participação. E ela diz: "Tem gente que só começa a beber na faculdade. Por que isso acontece tanto? E como fazer essa fase ser menas, menos, aliás, perdão, focada em algo. É verdade, né? Isso foi algo que eu abordei lá no início, que geralmente a a maioria das pessoas, assim, isso não tem uma pesquisa, isso é minha visão, porque eu passei por isso também, né? A o encontro do álcool é na inserção da faculdade. Agora, por que que isso acontece tanto e como fazer essa fase ser menos focada no álcool? Qual é a avaliação do Thiago Sigope? Então, eu acho que, embora pareça repetitivo, gostei muito da pergunta da Paula, fantástica, é uma pergunta muito simples, porém muito direta, é a questão do encaixe, né? Questão da necessidade de se encaixar. muitas pessoas às vezes não conseguem. A grande, eu acho que uma um dos grandes eh eu acredito que eh contemporaneamente eu acho que pelo nível de informação que a gente tem um pelo outro, um do outro, na verdade, e questão até mundial, né? Se acontece uma coisa no Japão agora, eu sei o que tá acontecendo. A questão da rede social, de identidade, de tudo que é jogado pra gente, né? A gente vive, eu costumo dizer que a gente vive embaixo de uma cascata, é só tudo nas nossas costas o tempo todo. Mas tipo assim, por que eu posso começar beber? Lógico que não é um um dogma que eu tô falando aqui, não é uma certeza 100%, mas eu quero me encaixar em algum grupo, eu quero fazer parte da galera, eu quero me anestesiar de alguma forma. E tipo, assim, novamente eu volto no no seguinte quesito. Você, quem é você antes da faculdade? Quem é você na faculdade? Quem será você depois da faculdade? Nessa nessa caminhada temporal se faz necessário essa busca pela sua própria identidade, entendeu? Você tá bebendo por quê? O que que tá te o que o que que tá te levando a beber? Ah, nesse primeiro momento é uma festa, OK? E amanhã terá festa todo dia, a vida será a sua festa, entende? Então, quem é, qual é a sua identidade? Eu sempre bato nesse ponto porque é uma das coisas que eu mais encontro na terapia, inclusive com idosos, é a questão da própria identidade. Uhum. o que eu construí realmente tá em vigor, o que eu estou construindo como que vai ser? Então é uma questão do dia a dia e observar, tá? Estou bebendo por quê? Por que isso aqui é tão importante para mim? Por que isso está se tornando importante? Tanto na questão da relação, tanto na questão do uso. Uma coisa casa-se com a outra. Muito bem. E você, Thago, pra gente fechar? Eu acho que assim, não tem muito mais o que acrescentar na resposta do também, Thago, mas eh eu penso que assim, quando a gente pensa em inserção social, a família costuma ser o primeiro núcleo, né? Estou generalizando. Existem diversas dinâmicas de convivência familiar, mas vamos pensar assim, a criança nasce, ela é colocada nos naquele seio da família. Então, as regras são internalizadas lá, as regras de convivência, os limites, a as possibilidades estão colocadas naquele núcleo. Aí vai pra escola, isso expande um pouco mais, mas ainda estão sobre aquele domínio da família, geralmente do pai ou da mãe ou de qualquer figura parental que seja. E aí aquela criança adolescente ainda tá sobre a égede dos pais, né, da família. Geralmente quando se entra no processo universitário, você tem um maior grau de independência. você já não é mais submetido à regra da família, você até num quesito legal, você já é responsabilizado. Então eu acho que acaba virando um choque com essa liberdade e um choque com essa multiplicidade que é a universidade. Então você vai conhecer alguém que sempre esteve, sei lá, acostumada a beber, outra pessoa que nunca bebeu, vai conhecer uma pessoa de uma religião X, uma pessoa que não é dessa religião, mas é de outra. E aí nessa multiplicidade você acaba tendo que lidar com essa liberdade para além do seio familiar. E eu acho que muitas vezes a gente acaba, sei lá, em famílias que são muito restritivas, a gente acaba escapulindo por outro lado, que é ser demasiadamente hedonista, demasiadamente a fissurado no prazer, na bebida. Então eu acho que voltando ao ponto que é autoanálise e análise, sim. Muito bem. É isso. 9:40. O que a gente leva desse programa de hoje é a importância da autoanálise e você se conhecer para pertencer, né? Você se conhece e aí depois você entende qual grupo que você quer pertencer e aí assim você toca a sua vida. Eu acredito que a gente pode finalizar o programa assim. E fica a pergunta para você, quem é você, né? Eh, qual grupo você quer pertencer? O que faz sentido paraa sua vida hoje, né? Então é isso, gente. 95. Eu quero agradecer então Thago e Oxioca pela sua participação, pela [roncando] sua contribuição, compartilhamento. Foi muito legal. Obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigado, Rubi. Valeu. Obrigada a você também. Thago Sigóbia. Olha aí, hein. Você viu? Consegui. Eu falei: "E agora? Que que eu vou fazer? São dois Thagos aqui, eu não posso errar". [risadas] Ô Thaago, Sigobe, obrigada. E que legal o nosso bate-papo de hoje. Duas gerações falando de um tema e um tema, digas, de passagem bem importante e polêmico também. Ah, muito obrigado pela oportunidade. Um prazer estar aqui. Gosto muito desse tipo de conversa porque a gente aprende. Uma das premissas da abordagem que eu trabalho é justamente a troca. Não sou senhor do saber. Nós estamos numa relação horizontalizada, horizontal. Eu gosto muito desse tipo de conversa porque não é um debate, não é mostrar quem sabe mais e sim agregações, né? Ninguém aqui tá num grau de, acho que a gente ninguém aqui tá num grau de superioridade, muito pelo contrário, a gente realmente tá construindo ideias. Eu acho que é isso que falta hoje em dia, bastante, construção e não destruição do outro. Maravilha. É compartilhamento, é troca de experiências e é construção de ideias. É isso, gente. Os dois Thagos trazendo pra gente aí informações, reflexões, que a vida universitária deve ser sim uma fase de descobertas, mas também de construção [música] de responsabilidade. O álcool não pode ser o protagonista dessa história, mas você precisa entender quem você é, o que você quer sua vida e qual grupo que você deseja pertencer. Então, a partir de hoje, faça essa pergunta todos os dias que eu tenho certeza que você vai encontrar a resposta, tá bom? E você que nos acompanhou, obrigada pela audiência, pela companhia. O estúdio Câmara volta amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo. E olha só que interessante, amanhã a gente pergunta: "Quem cuida de você? O cuidado de [música] quem cuida dos outros?" A gente vai falar sobre profissionais e pessoas que estão sempre prontos a ajudar, médicos, enfermeiros, cuidadores, mães, pais, filhos, mas que muitas vezes esquecem de olhar para si mesmos. Como equilibrar empatia, dedicação e autocuidados? [música] É amanhã, não perca, a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando, a programação da TV Câmara Campinas está recheada com muita informação de qualidade, produzido sempre pela nossa equipe do grupo Mais para que você esteja sempre muito bem informado. E hoje daqui a pouquinho ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo campineiro e de toda a nossa metrópole. E agradecemos mais uma vez aos nossos convidados, a nossa produção, a nossa equipe. A gente não faz nada sozinho, todo mundo trabalhando para fazer dar certo o nosso estúdio Câmara. Agradecemos você, muito cuidado no trânsito hoje, tá? Chuvinha, né? Trânsito pesado na cidade de Campinas. Então se cuide, um grande abraço, fica com Deus e até amanhã. Valeu, tchau. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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