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[Música] TR do Olá, bom dia. Seja bem-vindo ao estúdio Câmara. Estamos ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Hoje é terça-feira, dia 10 de junho, né? Programa a gente já começa perguntando para você aí de casa. Já comeu seu pãozinho hoje? Você tem medo de comer pão? De tomar leite? Então nem se fala, né? Já se sentiu culpado depois de comer um doce, por exemplo? Pois é, isso pode ter a ver com o tema do nosso programa de hoje. Aqui no estúdio Câmara nós vamos falar sobre terrorismo alimentar. Estranho, né? Um conceito que vem sendo pauta nas discussões sobre saúde e comportamento alimentar. E para nos ajudar a entender melhor sobre esse tema, eu já recebo aqui no estúdio uma nutricionista. Daqui a pouquinho o nosso psicólogo também está chegando, tá no trânsito, né, e tá vindo para cá. E a gente vai falar sobre terrorismo alimentar. Antes de aprofundarmos nesse debate, eu quero só te lembrar que já está na tela o nosso WhatsApp. Manda sua mensagem pra gente, 97829377. E aí fala para mim, você tem medo de comer algum algum tipo de comida, né? Um glúten, uma lactose, hã, um pão daquele bem gostoso assim, um pão francês de manhã. Você tem medo por quê? Conta pra gente, porque daqui a pouquinho a gente vai interagir com você e nós vamos ler aí o seu comentário no ar aqui no nosso estúdio Câmara. Bom, gente, vamos lá. Vamos com algumas informações para você que está acompanhando o Estúdio Câmara ao vivo. Luto oficial no legislativo campineiro, né? O presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Rossini, decretou luta oficial de três dias no legislativo pelo falecimento da servidora de carreira, Cristiane Laurito da Silva, ocorrido na última sexta-feira. Cristiane tinha 37 anos, era concursada da casa desde 2014 e atualmente ocupava o cargo de coordenadora de execução orçamentária e financeira. Ela foi vítima de uma tragédia familiar na cidade de Limeira, onde morava com o marido e o filho recém-nascido, Té, de apenas 2 meses. Como forma de homenagem, os servidores da Câmara de Campinas realizaram ontem um ato simbólico no plenário José Maria Matozinho. Cerca de 150 colegas participaram da homenagem que foi marcada por emoção, silêncio e reflexão. As bandeiras da sede do legislativo estão a meio mastro em sinal de respeito, porém o funcionamento da Câmara segue normalmente. Vamos lá, seguindo por aqui, a Câmara de Campinas discute política municipal de hip hop. A Comissão de Educação e Esporte da Câmara de Campinas realiza hoje às 2 da tarde a quinta reunião ordinária do ano. Um dos destaques da pauta é a votação do parecer favorável ao projeto que propõe as diretrizes da política municipal da comunidade hip hop em Campinas. O parecer elaborado pelo vereador Dr. Ianco é favorável ao projeto de lei do vereador Carlinhos Camelô e tem como objetivo de fortalecer o movimento hip hop nas periferias por meio de ações educativas, cursos e oficinas. A proposta inclui outros quatro pilares da cultura hip hop, MCs, DJs, graffi e break. A reunião será aberta ao público e acontece no plenarinho da Câmara com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange 66, no bairro Ponte Preta. Além destes outros seis, além deste que acabei de falar, outros seis projetos estão na pauta de comissão, incluindo propostas de denominação de ruas, criação de datas comemorativas e análises de políticas públicas na área da educação. Muito bem, gente, vamos com a previsão do tempo para hoje, né? né? Cadê a frente fria? Será que ela veio? Não veio? Como é que amanheceu aí no seu bairro? A previsão para hoje é de céu parcialmente nublado. A mínima de 14, máxima de 22º. Essa é a nossa previsão de acordo com o climatempo aqui para nossa cidade de Campinas. Vamos lá. Então, a gente aborda um tema um tema aliás super atual e polêmico, mas que impacta diretamente a nossa relação com a comida, né? é o terrorismo alimentar. A cada dia aparece uma nova regra sobre o que podemos ou não comer. O pão já foi considerado o vilão da história e o leite também. E o coitado do ovo, né, esse já foi amado e odiado em várias fases. E no meio de toda essa confusão, muitas pessoas acabam desenvolvendo o quê? Um medo de comer, algo que deveria ser tão natural, acaba se transformando em uma fonte de culpa, ansiedade, sofrimento. E isso, sem dúvida, traz consequências reais paraa nossa saúde física e mental. Para discutir isso e eh trazer pra gente alguns caminhos que a gente deve seguir, né, referente à nossa alimentação, quero dar as boas-vindas à Jéssica Assis, ela é nutricionista, especialista em comportamento alimentar. Jéssica, seja bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Que legal te receber aqui. Bom dia, Rúbia. Muito prazer. É tudo meu. Maravilha. E a gente vai abordar, né, sobre essa questão de terrorismo alimentar, terrorismo alimentar nutricional. Esse nome, né, foi consolidado pelo pesquisador George eh, nos anos 2000, né, eh, George Screnis. Ele descreve a tendência de classificar alimentos de forma muito simplista. Ele diz bons ou ruins, não tem meio termo, ignorando fatores como cultura, genética, contexto social e nutricional. Jéssica, eu já pergunto então eh para você, o que é esse tal de terrorismo alimentar e qual que é a relação do terrorismo alimentar com a cultura da dieta e os impactos no comportamento alimentar? Porque alimentação a gente tem um comportamento referente a ela, né? E o que que esse terrorismo alimentar traz pra gente em relação ao impacto no nosso comportamento alimentar diário? Bom, eu gosto de brincar que assim, alimentação é uma coisa muito pessoal. Se tudo der certo na nossa vida, do dia que a gente nasce ao dia que a gente vai embora, a gente vai estar se alimentando. Então é algo que assim vai permear a sua vida inteira. Esse terrorismo nutricional ou terrorismo alimentar, basicamente é você classificar os alimentos como bons ou ruins, pode ou não pode, isso engorda, isso não engorda. E ele causa muito medo nas pessoas. Então elas não sabem ao certo, ficam sempre em dúvida. E algo que a gente já nasceu se alimentando e parece que a gente desaprende, porque o excesso de informações faz com que as pessoas temam, né? Eles acham que estão estudando, que estão aprendendo cada vez, mas não, agora eu sei o que que é saudável, agora eu sei o que que eu posso comer. Mas será que sabe mesmo? Será que quem tava certo não eram nossos avós, nossos bisavós lá atrás que se alimentavam de comida de verdade, de arroz, feijão, pão, bolo, ovo. E hoje a gente tem no mercado, né, uma quantidade absurda de alimentos super processados, eh muitos deles, inclusive suplementos e que as pessoas vendem como se fosse eh algo realmente saudável, enquanto a alimentação mais natural é muito mais saudável. Muito bem. Quando a gente fala de de alimentação, né, a internet, a rede social, eu não sei, mas eh você acredita que depois da da internet, depois dessa velocidade de informação e e de todo mundo saber um pouco de tudo por conta eh eh dessa desses sistemas de ferramentas de busca que a gente tem hoje, então você coloca lá o ovo é saudável? Aí vai lá, coloca sim. Aí em determinado momento você coloca ovo é saudável? Não, né? Então, então é, e essa velocidade na informação, ela impactou nesse comportamento alimentar da gente? Totalmente. Ela moldou o nosso comportamento alimentar, né? Se antigamente a gente comia o que a gente tinha de acessível, o que a gente tinha em casa, o que vinha da terra, né, que era realmente o que era mais saudável, a gente começou a receber muitas informações. Então, se você pegar lá mais ou menos nos anos 80, anos 90, que a gente começou com essa onda mais dos produtos industrializados, os congelados, nas embalagens já vinha assim, é rico em ferro, rico em cálcio, rico em vitamina, é aquele achocolatado que te dá energia. Sim. Então, os pais, em sua maioria, eles compravam aquilo pros filhos para alimentar a família, partindo da crença de que aquilo sim era saudável, porque uma banana ela não vem com um rótulo, né, rico. Agora até vem, porque agora a gente já tem um olhar mais voltado para isso, mas antigamente não. Então o que que acontecia? Os pais optavam por esses produtos, o suquinho, que vem com vitamina A, B, C, D, ao invés de entregar uma fruta pro filho levar ou um suco natural. Eh, então se a gente pegar desse ponto, né, como você viu, esse termo foi cunhado nos anos 2000. Tô voltando um pouquinho antes, lá pros anos 90. Aham. A gente teve essa onda de informação, mas que se mesclou muito com desinformação. Uhum. A saga do Ovo, por exemplo, né? Eu que peguei aquelas revistas assim antigas sobre dieta e e e moda, né? Uma hora não, você tem que comer ovo, porque o ovo ele é riquíssimo em proteína. Daali a pouco não, não, não para tudo. Uhum. O ovo tem muito colesterol. Ah, não, não, mas volta porque ele tem colesterol, mas não vai ser capaz de afetar o seu colesterol, a sua produção de colesterol. Então fica esse de pode, não pode, pode, não pode. Quando o certo era a gente comer aquilo com um certo equilíbrio, aquilo em uma certa quantidade. Só que conforme vão se lançando mais estudos, e a gente tem que lembrar que esses estudos também são envieszados, também são financiados por grandes empresas, né? Uhum. eh são mal interpretados, muitas vezes tem dados inconclusivos. Da forma que isso é disseminado, parece que é uma dicotomia. Isso é bom, isso é ruim, isso pode, isso não pode. E na maioria das vezes nem a ciência ela é tão fechadinha assim, né? Então, eh, tem tudo isso. E antigamente isso ficava só fechado em um ou dois tipos de mídia, mídia impressa, né, a televisão e tudo mais. Hoje em dia não. Hoje em dia isso daí vai paraa internet e ele é disseminado de várias formas. A os mecanismos de busca, a inteligência artificial, né? Os próprios criadores de conteúdo, que também tem seus interesses próprios, as empresas de suplementação, de alimentos funcionais. Então, é, é por isso que eu falo, tem a informação e também tem a desinformação que enche o bolso de muita gente também, né? conteúdo, né? Conteúdo demais, acaba, você acaba ficando confuso e aí você acaba ficando com medo de comer. Realmente, aí vem o terrorismo alimentar, né? você se alimentava de algo ou se alimenta de algo hoje e daqui dois meses você entende que você comia já não era tão bom assim, você para de comer. É, infelizmente tem isso, gente. Olha só, ele chegou, pegou um trânsito, mas tá aqui com a gente, Robson Silva, ele é psicólogo de abordagem existencial humanista, vai falar com a gente sobre esse tal de terrorismo alimentar, porque isso também impacta a nossa saúde. Mental, seja bem-vindo. Muito bom dia. Obrigada por ter vindo. Obrigado. Bom dia. Bom dia. Bom dia, Jéssica. Tudo bem com vocês? É um prazer, né, estar aqui com todos vocês, né? Eu eu penso que um dos maiores problemas nisso é quando se cria as crenças eh disfuncionais, né, que é aquilo que a Jéssica já vinha falando, né? algo que eh quando você junta muitas coisas, né, ao mesmo tempo, cria-se como se fosse uma grande verdade aquilo. E aí que se cria os outros problemas, né, que nós falamos de transtornos alimentares, né, eh, quando nós falamos eh, por exemplo, isso gera muita culpa, né? Eh, come alguma coisa, né, ela no sentido de que eh não é bom aquilo, né? Então, assim, eu como ovo, não, isso faz muito mal, eu não vou comer o ovo, muito, pelo contrário, é o que eu adoro, ovinho, né? Pensa bem sobre isso, né? E a mesma coisa o pão, como a Jéssica trouxe também aqui, né? As crenças disfuncionais, geralmente ela vai levar a esses outros problemas, né? A bolimia, anorexia, né? E muitas mais outras coisas também, né? Que a gente sabe que isso tudo para na clínica. Então, né? Quando a gente fala de terrorismo alimentar ou terrorismo nutricional, você tocou num ponto bem interessante e que precisa ser analisado e olhado com muito cuidado, que é a questão da anorexia, né, da bulimia, porque dependendo da informação que você consome, eh, vai chegar um momento que você vai parar, vai dar um stop, pera aí, né? Aí a pessoa já começa a ter um olhar diferente. Ela se olha no espelho, ela não se vê da forma que ela é. Ou ela acha que tá muito gorda, ou ela acha que tá muito magra e aí ou ela para de comer de uma vez, né? Ou então ela começa a comer demais. Então é um desequilíbrio que acaba acontecendo tudo por conta eh de muita informação, de coisas que você vai consumindo, consumindo e não tem noção se aquilo realmente faz sentido para você. Porque cada pessoa ela é única, né? Então cada um tem algo que vai ser direcionado para ele. E essa esse consumo de informação exacerbada, o que vale para ele não vale para mim. E aí a gente entra em um círculo vicioso e a gente acaba perdendo o equilíbrio nessa questão da alimentação, né? Exatamente. Exatamente. Eh, e eu acredito assim, não tem como você ter uma vida saudável tendo só uma alimentação saudável que é baseada 100% no controle de tudo que você come. Então, ah, tá bom. Eu não como nada que não seja natural, orgânico, porém eu vou na festinha de aniversário do meu filho daí também. Eu não como nada que tem naquela festa, porque nem tudo é orgânico. Poxa, será que isso é uma vida saudável mesmo? é saudável até que ponto você não tá ingerindo açúcar do bolo, por exemplo, mas você tá se privando de um momento, um momento de compartilhar. Alimentação, como eu comecei falando, ela é algo extremamente pessoal e ela também é comunitária, né? Ela é o ela é social. Então, se a gente pegar lá desde histor pré-historicamente, a gente sempre se reuniu em torno de alimento, né? Ele é muito simbólico culturalmente. A alimentação, ela permeia todas as esferas. Ela é política, ela é social, ela é cultural, ela é tudo, né? Olha só, né? Bem interessante. Então não tem como ter uma mente saudável controlando a alimentação ao máximo, focando só em ter um corpo muito saudável, porque você precisa desse equilíbrio para ter seu corpo e sua mente saudável. Mente sã corpo, né? Eh, Robson, eh, por que que o ato de comer ele deveria ser mais prazeroso e acaba se tornando uma fonte de sofrimento, né, para muitas pessoas? E o que esse sofrimento ele pode desencadear no nosso sistema nervoso, né, no nosso psiquê? OK, perfeito, né? A Jéssica foi bem clara sobre isso, né? O prazer social é algo que quando você pensa, por exemplo, em um happy hour na sexta-feira, em um jantar de negócio, algo do tipo, você quer comer algo que você gosta, algo que te dá prazer, né? E quando você tem esse bando de informação, esse monte de coisa que te gera culpa, que te gera eh sofrimento, ansiedade, então você coloca já na cabeça que o pãozinho você não pode comer o pãozinho, ele vai lá te fazer mal. Quando você come aquilo, aquilo te gera uma culpa, né? E essa culpa, ela tá dentro, né, de algum tipo de transtorno que de certa forma ela vai te fazer sofrer depois. Então, por exemplo, né, quando nós falamos da bulimia, eh, eu penso que as crenças elas estão muito ligadas a isso. Então, quando você come algo que você entende que não te faz bem porque você tem aquela informação, então isso, né, de certa forma te faz sofrer e isso te faz de uma forma que sentir culpa, né, daquilo, né, que se comeu. Uhum. né? Então, eh, muitas vezes isso não tá ligado somente ao ato de comer, né? Isso tá ligado a outros fatores, né, que que são multifuncionais, né? Por exemplo, questões, eh, financeiras, o próprio biotipo, né? O biotipo meu não é o mesmo do meu irmão. Então, quando eu como aquilo que me fez sofrer, né, que me traz culpa, isso é um ato de pensar o seguinte: poxa, e agora eu vou engordar, é por isso que é preciso da ajuda profissional, né? de alguém que que realmente indique, né? E por isso que eu falo sempre, a nutricionista nesse momento é importante demais porque simplesmente não tomar decisões, né, de se comer ou não comer algo que te faz mal ou ou muito pelo contrário. Há casos, né, que nós sabemos que tem restrições, né? Por exemplo, eh, a minha esposa soube depois de muito tempo que o leite fazia mal para ela e ela adora o leite. É diferente, ela sabe que faz mal para ela, mas algo que não me faz mal e me dá prazer em comer, poxa vida, eu penso que precisa comer, né, Jéssica? Sim, é bom ter esse equilíbrio. Sim. E muitas vezes com a disseminação dessas informações, a gente acaba acreditando que algumas coisas fazem mal. Então, por exemplo, tem dois que são os clássicos, que é a lactose e o glúten. Realmente, muitas pessoas têm tolerância a lactose, ou seja, elas produzem pouca enzima lá no intestino que vai quebrar esse açúcar do leite, que é a lactose, isso fermenta e daí tem uma distensão abdominal. E a gente sabe que conforme a gente vai envelhecendo também a nossa produção de lactase vai diminuindo. Então, é mais comum pessoas idosas terem esse problema. Uhum. Isso significa que todo mundo que come leite vai sofrer esses efeitos? Não. Mesma coisa o glúten. A gente tem alguns casos assim muito pontuais de pessoas que comem o glúten e tem doença celíaca e aí ocorre também uma inflamação, tem a distensão, tem a produção de gás, tem uma série de coisas. Mas daí a pessoa põe assim na cabeça, bom, eu vi lá em X rede social falando que eh o o glútencha e dá isso, isso, isso, aquilo. E ela corta o glúten. No cortou o glúten, você cortou seu pãozinho, seu bolo, eh, enfim, diversas outras coisas, outros doces, cortar lactose junto. Então, você eliminou uma grande parcela aí de coisas que a gente come, que a gente sabe que são bem calóricas. Então, poxa, eu tirei o pão, o bolo, tal, tal, tal. É lógico que você vai ter uma perda de peso, é lógico que sua barriga vai desinchar, porque você vai tá perdendo peso, você tá consumindo menos açúcar, menos calorias. E aí as pessoas fazem essa associação como se na verdade o que as fez emagrecer ou desinchar ou murchar a barriga foi a falta da lactose ou a falta do glúten. E não é bem essa relação. Só que eh é algo que fica tão incutido que você precisa de um especialista, você precisa de muitos dados para conseguir provar isso daí pra pessoa. Então esse é um dos outros efeitos do terrorismo alimentar, do terrorismo nutricional. Nossa, você falando assim, a gente consegue ter um pouquinho de noção, porque no dia a dia a gente não para para pensar, né, em todas essas situações que você acabou de pontuar aqui. E é bem interessante porque quando a gente diminui a alimentação, a gente vai cortar algum tipo de de alimento, né? E aí você emagrece mesmo. Exatamente. Mas será que está emagrecendo com saúde, né? E a questão da saúde mental, Robson, porque a gente sabe que igual o açúcar, eh, quem tira o açúcar direto, ele vai ficar estressado, vai ficar nervoso, porque o açúcar vicia mesmo. Então, né, isso isso isso é uma crença que não faz muito sentido, né? Muito pelo contrário, né? Eh, eu penso que no meu caso, por exemplo, há muito tempo atrás, eu não, eu tinha muito mais hábito de doce, né? Hoje não tanto, né? Mas é prazeroso quando você come algo assim que te Eu não, eu não penso que ele vicia. O vício, né? Ele tá muito ligado a coisas que são em excesso, né? Então, se é em excesso, qualquer coisa faz mal. Mas quando você tira o açúcar de uma vez de uma alimentação, as pessoas ficam estressadas, não ficam? Com certeza elas ficam, né? Uma porque assim, o açúcar ele promove uma liberação muito fácil de dopamina, né? A gente vai conseguir isso através de outras coisas. Se você fizer uma atividade física, fazer uma corrida que você vai liberar bastante a endorfina, você vai ter essa sensação de prazer. Mas você tem que sair da sua casa, você tem que colocar um tênis, você tem que enfrentar aquilo, você tem que se esforçar até você conseguir liberar. Ao passo que comendo um doce, ele tá lá na geladeira, ele tá lá no iood ao toque da mão, então fica muito mais fácil, né? E aí falam que ele vicia, mas igual o Robson falou, não é que ele vicia, ele não tem um mecanismo igual o de uma substância, né, uma droga, algo assim, mas é uma liberação muito fácil de dopamina, assim como um jogo, né, assim como, enfim, diversas outras coisas que t esse potencial de nos deixar atrelado aquilo e dependente daquilo. Muito bem. Nós estamos aqui falando sobre transtorno alimentar, terrorismo alimentar, né? Eh, aquele negócio de você falar: "Hoje eu não vou mais comer o pãozinho francês porque falaram que ele faz mal e a partir de hoje eu não como mais". Daí você passa numa mesa, tem aquele pãozinho francês fresquinho, quentinho, delicioso e você tem medo, simplesmente medo de comer aquele pão. Será que isso é certo? até que ponto a gente precisa prestar atenção, né, para não acho que eh tem que ter um equilíbrio para tudo nessa vida, né? E essa questão do terrorismo alimentar, a gente não pode se apegar em tudo que a gente vê e as informações são desencontradas. Então, é por isso que você precisa de um profissional, né? Um profissional assim como um nutricionista, um profissional assim como um psicólogo, se você está passando por essa situação de terrorismo alimentar, porque isso mexe muito, né, Robson, com a a nossa mente, né? É porque a gente fala assim: "Ah, hoje eu não vou comer, mas amanhã eu como". Então beleza, isso não é terrorismo alimentar. O negócio é quando a pessoa ela se priva mesmo, né? O que que acontece, como o que que funciona, como que é o nosso cérebro nesse momento que a gente de repente pode entender que nós estamos passando por um terrorismo alimentar. O que que acontece? Como eu falei no início, tudo começa pelas crenças, né? As nossas crenças elas elas são bases de tudo, né? Ela começa na sua cultura familiar, aquela coisa toda. Uhum. Só que essas crenças elas geram culpa. E o e o maior problema nosso é a questão da culpa. A culpa de ter comido algo que você vai falar assim: "Poxa, vou engordar, isso vai me fazer mal". No caso mesmo da polemia. E geralmente ele vai para onde? para algo que seja compensatório, fazer alguma coisa naquele sentido de procurar medicamentos, procurar uma edução de vômitos ou então procurar fazer um exercício muito a mais daquilo que é capaz, né? Então assim, eh a culpa é o maior problema, né? A culpa quando a gente sente de algo que se comeu, que vai fazer mal, você vai buscar sempre a compensação para aquilo. E tem uma sequência, né? São dias, dias e dias, não é? Não é só um dia, ah, não comi hoje, mas como amanhã e tá tudo bem, não. E aí precisa eh acende um alerta e precisa buscar uma ajuda psicológica. Como que a psicologia pode ajudar nessa nessa questão desse transtorno ou terrorismo? Terrorismo, a gente tá falando de terrorismo, mas que a a é um terrorismo que gera um transtorno alimentar, né? Como que a psicologia ela pode ajudar nessa questão? De várias formas. Eu penso que hoje em dia, eh, nós temos várias linhas, né, que se trabalha, né, não somente a minha. Eu penso muito que a teoria cognitiva comportamental, ela é mais próxima disso, por ela trabalha o comportamento, né? Eh, por favor, né, meus colegas vão falar assim: "Poxa, mas ele é de uma abordagem, está falando de outra, né? Muito pelo contrário, né? Nós temos que ser mais claro sobre isso, né? Eh, com técnicas, né? Mas principalmente trabalhando essa questão das crenças, né? E da culpa, né? Porque é isso que gera essa sensação de que eu fiz errado. Então eu não posso simplesmente pensar que ao comer um pão que eu já fiz hoje, por exemplo, se torna um hábito todos os dias e aquilo faz mal. Depende. Exato. É o tal do equilíbrio que a gente tem que ter na vida. Você sabe que aqui eh a aqui no no nosso estúdio Câmara, a gente tem uma abordagem comportamental de comportamento. E na maioria dos programas a gente toca nessa questão da culpa. Gente, a culpa ela é terrível, né? Porque ela te direciona para algo que você não tem nem noção. Você tem culpa, você sente culpado e a partir da culpa você tem eh vários tipos de de comportamentos, né? E a questão da da nutrição do alimento, é bem importante a gente perceber que nesse momento de culpa a gente pode eh acabar não ingerindo nutrientes e que são necessários pro nosso dia a dia, né? E que vai sim eh trazer um problema lá na frente, né? Exatamente. Como eu dei o exemplo da lactose, né? A pessoa fala assim: "Cara, não, eu li e eu vi vários vídeos e várias coisas e a lactose ela faz muito mal. Nossa, a lactose acaba com a pessoa, ela corta tudo o que contém lactose, ela cortou as maiores fontes de cálcio da alimentação dela. Será que essa pessoa vai ter essa preocupação em repor de alguma forma? Será que ela vai tomar uma suplementação de cálcio? Será que ela vai consumir vegetais que sejam mais ricos em cálcio? Será que ela vai tomar um leite vegetal que tenha? Então a pessoa ela não pode olhar a alimentação de uma maneira única, né? Ela tem que entender que é algo holístico, é algo que assim, ela vai analisar tudo que ela come ao longo do dia, mas também tudo que ela come ao longo da semana, tudo que ela come no dia a dia para ver se ela tá conseguindo sobre todos esses nutrientes. E geralmente as pessoas não têm essa visão, né? Eh, hoje em dia tem-se uma preocupação muito grande com quantidade de proteína. né? Então, essa cultura fit que veio falar pra gente que existe um padrão de corpo perfeito, que lá nos anos 80, 90 era a magérima de passarela, né? modelo assim, depois se tornou a pessoa extremamente musculosa, hipertrofiada, ou seja, a gente tá lidando com a mesma questão, só que com uma roupagem diferente. A gente tinha um modelo quase inacessível de corpo, que você passava por muita privação. Agora a gente tem um modelo praticamente inacessível de corpo, que você passa muita privação e além disso você ainda tem que treinar muito e você tem que se alimentar das coisas corretas e você tem que consumir os suplementos corretos para você chegar num corpo idealizado que te custa um padrão de vida que a maioria de nós não consegue manter porque nós não somos atletas em sua maioria. A gente acorda cedo, a gente dirige ou pega transporte público e vai trabalhar e passa o dia inteiro na correria, volta, cuida de filho, cuida da casa, mas você se sente culpado porque você não treinou ou se você treinou, não foi o suficiente, se você tem um corpo magro, mas ele não é definido o suficiente. E isso vai alimentando essa roda de terrorismo, de culpabilização, que é basicamente um outro termo, que é uma ditadura alimentar, ditadura do corpo perfeito, a ditadura da rotina perfeita, que é outra coisa que é muito vendida nas redes sociais hoje em dia, né? Ai, você tem que acordar às 5 da manhã e fazer a sua cama, porque quem não faz a cama não tem sucesso na vida. E aí você vai correr não sei quantos quilômetros e você vai se alimentar disso. Seu café da manhã tem que ser três ovos com uma fatia de pão na air fryer, n. Então, cria-se um uma realidade muito perfeita, né? a gente tem todo um segmento de pessoas que trabalham, que criam conteúdos voltado para isso, eh, que tem seus patrocínios, que é uma profissão hoje em dia. Então, igual a gente via a modelo, a atriz lá nos anos 90, a gente falava: "Cara, olha como ela consegue esse corpo, essa pele, esse cabelo". E aí você comprava a revistinha com a dieta e você tentava seguir dois, três dias, aí você falhava, mas no final você fechava a revista e falava: "Ah, ela tem cozinheira mesmo, ela vive disso e, né, e acabava?" Hoje em dia não, porque hoje em dia a gente tem lá no nosso celular o tempo inteiro consumindo esse conteúdo e a pessoa postando a vida dela e você acreditando que aquilo é muito factível. Você que não deu conta, você que é o incompetente, que não conseguiu eh comer poucas calorias ou que não conseguiu bater a sua meta proteica do dia ou não conseguiu tomar todos os suplementos caríssimos que você tinha que ter tomado ou treinar o suficiente. Então a gente fica nessa nessa rodinha Uhum. né? E ela se autossustenta, porque quanto mais culpa você sente, mais você tenta trabalhar em cima dessa culpa, comprando mais produtos ou investindo em mais profissionais que vão te passar o mesmo discurso. Isso que eu bato muito na tecla da importância de também as pessoas da minha profissão, que são os nutricionistas, terem essa consciência macro de que a sua alimentação não é só aquilo que você põe no prato, porque o que eu posso botar no meu prato às vezes não é o que você pode colocar no seu, o que a pessoa que tá assistindo pode colocar no dela. A minha rotina de pessoa, né, com a minha idade, com a minha configuração familiar, com a minha rotina, é muito diferente do que a de muitas outras pessoas. Então, seria certo essas pessoas se colocarem na mesma régua que eu estou, que a blogueira tá ou que a atrizes está? Não é, não é? Nossa, que explicação magnífica. Muito bom. E você falando, eu fui viajando aqui e vendo, né, passando no meu cérebro assim coisas e cenas que a gente vê na internet, stories e e fotos, enfim. E me lembrei de uma situação que vem acontecendo, infelizmente, né, com pessoas eh principalmente em momentos de atividade física. Uhum. E nós, eu acho que todo mundo viu e e ficou sabendo, né, daquela jovem, eh, que acabou, eh, tendo um ataque fulminante e e ela fez o exercício na academia, né, e de repente caiu e se foi. Então, a gente é importante a gente parar para pensar, será que essa pessoa ela tava se alimentando realmente, ela tava se nutrindo, né? Será que ela estava se nutrindo? eh eh o que será que ela tem consumido, né, por conta eh dessa imposição que a rede social nos coloca. E aí eu volto pro Robson e pergunto para ele sobre essa questão da comparação, né? A comparação na rede social e a comparação de vidas, né? que foi o que ela colocou aqui, que o nosso nutricionista colocou aqui, a a como que a gente faz, né, para para parar com essa questão aí de ter essa essa visão comparativa, principalmente que a rede social nos impõe quando a gente fala de terrorismo alimentar, de corpo perfeito, de alimentação saudável, de tudo isso que é a gente consome todos os dias, infelizmente, né, nesse rolar aí do feed do Fed. OK, perfeito. É, enquanto a Jéssica falou, né, fiquei pensando sobre a questão da frustração, né? A culpa ela te gera isso, né? O fato de você se sentir frustrado, de olhar pro outro, falar: "Poxa, olha que corpo lindo, que coisa perfeita, que ela é perfeita, né?" Mais uma vez, os transtornos, quando você se olha no espelho, você se vai se olhar e vai falar assim: "Eu estou muito gorda". Principalmente a maioria dos casos as mulheres, né? Eu tenho visto muitos pacientes falar de que ele simplesmente está cancelando a rede social. Alguns deles falam isso, né? E o mais interessante que isso não é algo que parte de nós, né? Mas muitas vezes quando ele chega naquele momento lá, ele fala assim: "Poxa, a sua vida é sempre perfeita. Você está sempre na academia, tá andando com o cachorro no parque, né? Faz isso, isso, isso." E aí ele ficou falando assim para mim: "Mas você não trabalha, você não faz mais nada, você só faz isso?" Eh, tem uma tem um ditado popular que diz que a grama do vizinho sempre é mais verde, né? Ah, sim. Só que ele não sabe exatamente como que está a grama, né? Se tem alguma praga, se tem alguma coisa, quem é que trata da grama, é uma grama sintética, né? Verdinha, sintética, muito perfeito, né? Verdade. Então assim, o que eu tenho visto para com muitos deles é simplesmente fazendo essa saída da rede social. Alguns deles, é claro, outros não. Outros simplesmente ele faz qualquer coisa, ele já vai lá e posta. Uhum. Vai lá e posta. Só que ainda assim tem aquela preocupação com o corpo, porque ele tá olhando sempre ou pra irmã, né, ou pra amiga, ou para outras pessoas mais próximas, né? Então isso gera ainda assim não somente a frustração, mas muitas vezes para no caso daquela moça lá que você falou. Quando ela chegou nesse ponto de fazer tanto, provavelmente ela estava faltando exatamente o que a Jéssica falou. os nutrientes necessários para aquilo, né? Lembre-se que com a bulemia é um dos gatilhos que te leva para aquilo, ao ponto de fazer tantas outras coisas que, né, você não tem aquela saúde própria para aquilo, né, mas você tá olhando a sua amiga, né, você tá olhando a sua vizinha e perceba que a maioria das pessoas quando ela procura um uma academia, algo do tipo, é porque ela está copiando alguém próxima ou alguém como modelo. Por isso que o problema hoje das redes sociais, né, como a Jéssica falou, lá nos anos 2000, isso não era da mesma forma. Hoje não, hoje nós temos várias redes sociais. Qualquer momento que você entra na rede social, isso tá muito claro lá. E o mais interessante disso tudo é que eu penso que fica aquilo um apelo para nós profissionais da saúde. Eh, de algum em algum momento nós também vendemos esse conteúdo. Isso é perigoso. Uhum. Isso é perigoso, porque nós também quando se posta alguma coisa falando de um de um alimento, né, e você traz, olha, o ovo tem isso, isso, isso, ele vai te fazer mal para isso e aquilo alguém faz aquele corte pequeno e fala assim: "Não como mais ovo a partir de hoje, não como mais ovo". Então isso é um perigo muito grande, porque de uma certa forma se nós mesmos, né, que já cuidamos da saúde dessas pessoas, vendemos esse tipo de conteúdo, isso também faz mal. Muito bom, gente. Olha, o terrorismo alimentar ele está eh intimamente relacionado a transtornos, né, como compulsão, anorexia, bulimia. Além disso, existe uma tendência de associar ser saudável e estar magro. Isso nem sempre é verdade. Comer com medo e culpa cria um ciclo de frustração, isolamento e angústia, né? Aí eu pergunto pra Jéssica, existe alguns alimentos que realmente a gente deve evitar? O problema está mais na maneira como a gente consome ou na quantidade, né? qual que é a sua avaliação como nutricionista referente a ao que a gente come todo dia, né? Porque assim, o pessoal fala muito, bate muito no pão, eh eh bate muito no tal do glúten. Eu sinceramente para eu vou falar bem bem a verdade para você, eu rúbia, eu tento diminuir o pãozinho, mas é muito bom. Ah, fala sério. Ei, que que eu faço? Ah, hoje eu não como, mas amanhã eu como, né? Eu vou tentando equilibrar. Hoje eu como uma torrada porque dizem, né, que a torrada faz menos mal que o pão francês. Então eu vou tentando equilibrar assim para poder levar uma vida. Poxa vida, gente, eu preciso comer, não é verdade? Então, e quais alimentos assim que a gente precisa ter uma atenção especial que realmente, né, eh eh não é tão bom assim? E quais que a gente pode comer tranquilo, sem culpa? É, é, dá uma uma dica pra gente. Claro que você não vai falar todos, né? Mas uma dica assim numa alimentação saudável durante o dia, tá bom? Primeiramente, eu acho que a gente tem que desconstruir um pouco o que a gente chama de fazer bem e fazer mal. Uhum. Porque o que faz mal para um pode não fazer para outro. Isso. Então, depende muito de qual é a questão. Então, para uma pessoa que tem uma tendência a ter colesterol alto, por exemplo, que já tá com essa situação instalada, eu daria algumas dicas. Para uma pessoa que tá procurando reduzir peso, eu daria outras dicas. Para uma pessoa que tá com a saúde equilibrada, eu daria outras dicas. Eu acho que seria muito irresponsável da minha parte falar o que que faz bem e o que que faz mal. Mas eu vou dar algumas eh dicas gerais, digamos, né? um embasamento geral. Quanto menos industrializado a gente tiver na nossa alimentação, melhor. Então, por mais bonitinha que a embalagem, por mais que tá escrito, ó, olha, é rico em fibra, é rico em proteína, rico em cálcio, rico nisso, rico aquilo, você tem que pensar que tudo aquilo foi colocado artificialmente lá, né? Então, eh, não tô falando que a gente não vai fazer o consumo, porque daí eu partiria para outra forma de terrorismo, que é a pessoa que ou ela só tem acesso a isso porque financeiramente é muito mais acessível. Então, se você for comparar um caixo de banana com um pacote de bolacha recheada, né, é muito mais barato. E daí eu virar para uma pessoa que recebe um salário mínimo, por exemplo, e falar assim: "Bem, não, você tem que comer a banana orgânica". não dá. Ela tem uma família para sustentar com um salário mínimo. Bira hipocrisia, né, esse tipo de abordagem. Então, eh, depende muito, mas o equilíbrio ele é essencial. Eh, sim, as gorduras saturadas, então, por exemplo, umas carnes mais gordas, produtos muito processados, carnes embutidas, por exemplo, elas vão fazer mal pra nossa saúde. O uso dela não tem que ser completamente tirado. A gente pode sim, poxa vida, minha avó faz um franguinho lá, é, que fica excelente, frita, n, nunca vou comer aquilo, posso com um certo equilíbrio, mas são coisas que não devem fazer parte da nossa dieta constantemente, né? Mas aí a gente tem inúmeras variáveis, a quantidade de atividade física que aquela pessoa faz, o tipo de trabalho que ela exerce, né? Porque às vezes a gente fala de atividade física, o que que vem na nossa cabeça? ai academia, corrida, futebol. E às vezes não é isso, às vezes a pessoa que tem um trabalho mais braçal, né? E aí, eh, a gente pode considerar que ela tenha necessidades energéticas diferentes, necessidades proteicas diferentes do que eu tenho, que trabalho mais sentadinha, mais paradinha. Consumo de água é a coisa mais importante que a gente tem. Então, algo que eu colocaria como muito importante, consumo de água, consumo de frutas, consumo de vegetais, isso é super essencial. E o tadinho do pãozinho, gente, socorro, é água, farinha, sal. Isso daí é um pãozinho francês e fermento. Então, ai tá, mas é a farinha branca processada. É, mas olha, a menos que você coma muito pão ou que você realmente tenha uma doença celíaca, uma intolerância muito grande, é isso. Seu pãozinho que vai lesar a sua saúde dessa forma. Pode talvez ser o que que a gente tá enfiando lá dentro desse pãozinho? Um monte de mortela, né? Pão com ovo. Pronto, acabei de complicar tudo, né? É um pão com ovo, aí você não quer comer pão, daí você não quer comer ovo, daí você tem medo do ovo, você tem medo do pão, daí eu falo para você comer um pão com ovo, acaba logo com esse medo e pronto. Você sabe o que que me preocupa mais? Quando a pessoa elimina o pãozinho da dieta dela, alguma coisa ela tá colocando no lugar, espero mesmo, né? E aí o que ela vai colocar? Será que na verdade é mais saudável do que o pãozinho? Pois é. Será que não vai ser lá um ultraprocessado, uma barrinha proteica, alguma coisa? que vai ser mais deletéria ainda. Nossa, gente, quanta informação em um programa só, né? A gente tá aqui com a Jéssica, nutricionista, o Robson, que é psicólogo. Nós estamos falando sobre o terrorismo, né, alimentar, nutricional, que muita gente vem passando por isso, você acaba deixando de comer algo que você gosta por conta de informações desencontradas que não são reais, né? Porque tem muita gente que fala tudo. Hoje todo mundo é é médico, é doutor, é nutricionista, é psicólogo, todo mundo sabe falar, mas na prática não é bem assim. A gente tem que prestar atenção no que a gente consome também eh nas redes sociais, na as informações que vêm até nós, né? A gente tem que tomar cuidado com isso aí para não cair nessa de terrorismo alimentar e não desenvolver algo bem pior que o tal do terrorismo alimentar, que daí já vem eh o transtorno alimentar, né? a bulimia, a anorexia e aí você com certeza vai enfrentar um problema muito grande pela frente. Então é importante a gente prestar atenção no que a gente consome, né? Na barriguinha e na cabecinha. É bem isso, né? Exatamente. Eu diria que até o que a gente consome de conteúdo impacta mais a sua saúde mental e física do que o que você consome em relação a um pãozinho ou algo assim. Com quem você tá se comparando? é uma pessoa que tem a realidade parecida com a sua ou é uma pessoa totalmente moldada pra internet, né? A gente tem que lembrar que hoje o que a gente mais consome, que querendo ou não, é mais o conteúdo que vem lá, né, das redes sociais, né, de fato, são pessoas que estão trabalhando. Então aquele criador de conteúdo, uau, né? Sim, ele vive disso, ele não tá trabalhando com muitas vezes com outras coisas, né? Então, eh, é o trabalho dele, ele é um publicitário, basicamente é um marketing é ouvindo aquele papo, né, de coach que parece muito motivador. A pessoa ela tá te ensinando como viver a sua vida, o que você deve comer, o que você deve praticar. Será que aquilo faz sentido mesmo? É uma sessão de terapia ajuda bastante, né, Robson? Poxa vida. Puxa vida. Eu mesmo quando me vejo nisso, eu penso que é algo assim sagrado para mim. Aquele momento meu, momento meu que eu tiro de dentro de mim as minhas culpas, as minhas frustrações, tudo aquilo que eu anseio. E o mais interessante disso que a Jéssica agora falou, né? Fiquei pensando sobre isso, né? Quando eu me comparo com alguém, eu já estou perdendo em todos os sentidos, porque eu não sei exatamente a dor dele ou a felicidade dele, né? Aquele momento que ele se sente feliz ou não. Então não é justo, né? se fazer uma comparação com outra pessoa, porque ela tem uma vida diferente, né, em em vários sentidos. eh a questão dele financeira, a questão dele eh de eh de família profissional, ele é diferente de mim, não tem como isso. Por mais que eu fale sobre os meus irmãos ou sobre a minha própria família, os meus filhos, nós somos diferentes. Então não é justo fazer uma outra comparação, né, de um outro que está numa academia, bonito, belo, fazendo tudo aquilo, mas nós não sabemos os sofrimentos que eles também passam por aquilo, né? Eu fico pensando que quando alguém está em uma academia buscando o modelo de corpo perfeito, ele está pagando um preço alto, muito alto, né? E esse preço muito alto, muitas vezes ele está se comparando com alguém ou então ele está fazendo aquela regra, olha, eu preciso chegar nesse nível aqui e para isso ele paga todo o preço. Então não é justo. Então se frustrar menos. Nós precisamos se eh nos frustrar menos. Eh não simplesmente, né? eh olhar pro outro como aquele modelo, né? Mas ter o nosso próprio modelo, o nosso próprio meio de vida, né? E eu penso que muitas vezes quando você sai de férias é um perigo muito grande, né, Jéssica? Você vai para uma para uma área do do país e você chega lá, tem aquelas comidas típicas, né? Aquilo dá uma sensação de prazer, aquilo é maravil, né? É uma questão social também. Uhum. É quando você chega mesmo em outros estados mesmo, né? Eh, por exemplo, lá na Bahia, quando você chega lá, né, e alguém faz aquela comida típica mesmo que ele quer que você coma, ele sabe, né, que você gosta, fala: "Não posso comer isso porque isso tem glúte, isso tem isso, tem aquilo, tem aquilo". Falou: "Nossa, a não ser realmente que seja um problema eh de saúde dele, ele tem uma restrição, aí é diferente." Mas aquela sensação de prazer é muito bom para o cérebro, é muito bom. Então, se a gente para para analisar na sensação de prazer na hora da alimentação, né, por que tem a mesa, né? Eu adoro mesa grande, sabe? Se todo mundo senta junto para comer, alimentar. Então, assim, é algo que é conforto, né? É carinho, é um momento gostoso e a alimentação é isso, gente. A gente só precisa manter o equilíbrio, né? O equilíbrio também é é uma palavra-chave aqui do nosso programa. todos os programas quais a gente fala de manter o equilíbrio. E é legal porque a gente traz eh eh temas que a gente vai abordando e a gente vai aprendendo cada dia com esses profissionais maravilhosos que a nossa produção consegue pra gente abordar, pra gente bater papo, pra gente conversar. E o pessoal de casa participa conosco. Agora 8:54, a gente vai até 9:15. produção tá me avisando aqui. Então, a gente já pode começar a responder as perguntas, né, sobre o terrorismo alimentar nutricional, sobre essa pressão estética aí que a internet nos impõe, né? E a gente sempre fala de internet porque isso tá na palma da mão, todo mundo tem e a gente, essa é a nossa realidade. Não tem como você abordar um tema se você não falar da internet, porque é isso que todo mundo consome. E uma das coisas que mais me preocupa é o acesso das crianças. Nossa, verdade. Préadolescentes e adolescentes a tudo isso, porque a gente sabe que os transtornos alimentares, em sua maioria, eles começam nessa fase da pré-adolescência. E assim, observando a minha prática clínica e de outras colegas, eu vejo isso chegando cada vez mais cedo pra gente, porque eles são bombardeados o tempo inteiro por aquilo, né? os corpos perfeitos, pessoas de outras nacionalidades que costumam já ter um biotipo mais magrinho. E aí a menina brasileira toda curvilínea, né, que tá começando a transformação corporal e aí ela se compara com com mulheres, né, mais velhas do que ela, mas que tem um corpo mais retilínio, mais magrinho, tem aquela composição, ficam, gente, mas eu quero ser igual essa atriz de, né, tal dorama e tudo mais. E aí a gente entra eh nisso e aí ao mesmo tempo você tem essa mesma atriz fazendo vídeos constantes falando como ela come só uma maçã por dia e faz o jejum, não sei das quantas. E isso causa muito conflito familiar, né? Porque os pais ficam preocupados, poxa vida, minha filha não quer mais comer. Ela comia tudo e agora ela não tá comendo nada. Eh, enche o cartãozinho dela de dinheiro para ela comprar coisa na cantina na escola. não tá comprando mais nada. Então é algo que tem um impacto muito grande na sociedade, tá começando com a galerinha muito jovem e é preocupante, é uma situação alarmante esse excesso de informação e desinformação que a gente tem. Muitos dos transtornos alimentares, eles vêm da vontade de controle, né? começa às vezes com uma preocupaçãozinha de saúde, nem sempre, às vezes já começa logo com uma preocupação estética e aí com a informação, nossa, eu sei o quanto de caloria, o quanto de proteína, o quanto de gordura que tem em cada alimento. E aí isso vai se tornando uma forma de controle, né? Eu quero saber o quanto que eu consumo por dia. E quando você vê, virou algo que tá aprisionando aquela aquela criança, aquele adolescente. Muito complicado, muito delicado. É, é bem delicado, até porque a criança e o adolescente já eh não come bem, eles não, né, não gostam de certos tipos de alimento, então já tem uma dificuldade no alimentar corretamente eh esses serzinhos aí, a criança e o adolescente. E aí, com esse consumo exacerbado de tela e com essa vida perfeita, essa alimentação correta que a a rede social, a internet nos impõe, a gente precisa ficar atento também com o consumo, né, dos nossos filhos, dos nossos adolescentes, eh eh de conteúdo, sobre conteúdos. É importante você ter tocado nesse assunto porque é algo que vai moldar essa essa criaturinha, né? E aí já vem com transtorno alimentar, depois na vida adulta vai passar por uma fase que não vai ser fácil. Então é preciso cuidar. Sei que é difícil, sei que é difícil. É difícil mesmo, né? Se é difícil a gente cuidar da gente que entende, sabe das coisas, tem o conhecimento, às vezes a gente não tem o controle, não tem o equilíbrio, que sai de uma criança e um adolescente, né? Então a gente precisa persistir, tá? Vamos lá, produção, pode passar pra gente aí algumas perguntas. Eu vou ler aqui as perguntas dos nossos telespectadores, pessoal que tá participando, a gente agradece aí sua audiência, sua companhia. A Cláudia da Vila Industrial tá com a gente. Olha só, ela diz: "Já fui de extremos, dieta rígida e depois total descontrole. Como encontrar um caminho no meio que não seja nem punição e nem abandono?" É, preciso encontrar um meiotermo. A Cláudia tá pedindo, Jéssica, ajuda a gente. Uhum. Eu diria que a primeira coisa é desconstruir essa mentalidade 880. Uhum. Muitas pessoas chegam para mim na no consultório e falam assim: "Ai, eu só funciono se for cortando tudo". Não, meu amor, você não funciona só se for cortando tudo. Você aprendeu que você só funciona assim. É a questão das crenças. A gente vai ter que quebrar essa crença, porque nada na sua vida vai ser um extremo ou outro. A gente tem muito mais áreas cinzas do que preto e branco na vida. Então, encontrar esse caminho exige bastante terapia, exige bastante desconstrução. Entender que todo alimento ele tem o seu papel nutricional, né? Ele tem o seu papel social, ele tem seu papel cultural e muitas vezes tem um uma carga de significado pessoal também. Então, a partir disso, você consegue identificar algumas coisas que podem te gerar uma compulsão, por exemplo, e a gente trabalha em cima disso. Então, a minha recomendação para você seria, se você for fazer um acompanhamento nutricional, procure um nutricionista que tenha essa consciência, então alguém mais dessa linha comportamental, digamos, do que algo funcional, algo mais restrito, porque sim, a primeira instância parece que é a única forma que dá resultado, né? Poxa, eu eu cheguei e eu segui aquilo a risca e eu emagreci muitos quilos. Vi várias pessoas que fizeram aquela abordagem ou tomaram aquele remedinho e emagreceram muitos quilos. Mas não é sustentável, porque a nossa vida ela é cheia de ciclos e vai ter momento que vai estar tudo muito controladinho nas suas outras esferas, no trabalho, na sua vida romântica, em casa e vão ter momentos que vai estar descompensado. Mas a sua alimentação, ela é algo que do primeiro dia até o último dia, se Deus quiser, der tudo certo, você vai manter. Então ela tem que ser algo que tenha certa flexibilização para que você consiga mantê-la saudável ao longo da vida, junto com uma mente saudável. Muito bom, né? Muito bom. Quer pontuar? Bom, com certeza. Eh, e aí tem uma coisa que é muito interessante nisso que ela disse, tá? Muitas coisas, né, nós sabemos que também são multifatorial, não é somente essa questão de que, ah, eu vou, ah, eu parei de se comer isso aqui, mas só que eu não controlo e tudo. Tem outras coisas que que tá mais por dentro e nós não sabemos quando isso vem pra gente na clínica. Pode ser uma questão financeira, pode ser uma questão de outras frustrações que ela tem. Eh, nesses últimos dias, eh, eu fiz estudo sobre um filme que eu achei interessante demais. Chega no ponto, né, que as questões, ela partiu exatamente, né, de uma depressão pós-parto que a mãe teve e a filha simplesmente teve depois anorexia. Olha só, no momento que a mãe cuida daquilo, é claro que é assim, é um é uma é uma é uma trama, né? Mas muitas vezes isso tá mais ligado a outras outras coisas, né? Não é somente a uma questão ali que você fala assim: "Poxa, eu fiz jejum eh intermitente, não deu certo, eu fiz isso, não deu certo." Pode ser que tenha outras coisas que você precisa descobrir. Isso tá mais ligado a as questões mentais, as questões psicológicas, crenças limitantes, né? Coisas que amarram e que às vezes a gente só vai entender isso dentro de um consultório, né? com o profissional especializado. Isso é muito importante a gente falar, porque às vezes a gente tem situações que nós não entendemos e quando a gente fala de crenças limitantes são coisas que você viveu, coisas que você aprendeu e que te limitam hoje, que te bloqueiam hoje, né? E a gente precisa e consegue desbloquear isso com certeza, né, Rob? Exato. Exato. Muito bem. Vamos lá. 91. Tem mais perguntas pra gente? Produção, manda aí. A Natália do Jardim Santana, sempre que sai da dieta, sinto que falei como pessoa. Como identificar quando a busca por saúde vira um peso emocional? Robson, é uma pergunta da Natália. É uma culpa, né? É a culpa de novo a culpa, né? Perceba que essa culpa ela gera essa frustração. Uhum. Ao ponto de simplesmente entender que ela não foi capaz, que ela não consegue. Exato. Que ela não consegue. Posso acrescentar uma coisa? Claro, por favor. Eh, isso vem muitas vezes dessa ideia que a gente tem de que tudo tem que ser perfeito. Então, assim, poxa, eu recebi o meu plano alimentar lá, eu tenho que fazer exatamente aquilo. Não, a gente não consegue fazer tudo igualzinho todos os dias. Essa minide que tem sido muito disseminada atualmente, daquela pessoa que funciona como se fosse um soldadinho, como se fosse uma inteligência artificial, como se fosse uma máquina. Só que a gente não é, a gente não é, a gente vai esquecer de comprar a banana ou comprou a banana, a banana passou do ponto e aí não tem a banana que tava lá no meu plano alimentar. Poxa, vida, que que eu vou fazer agora? E aí essa sensação de frustração, ela vem disso. A gente idealizou uma realidade que é inatingível ou você tem uma dieta extremamente restrita e obviamente em algum ponto o seu corpo ele vai precisar dos nutrientes, vai faltar glicose no seu cérebro e seu corpo vai gritar por aquilo e você vai falhar porque você não é uma máquina, você é um ser humano. E aí essa restrição em excesso, ela vai gerar essa compulsão por esse mecanismo. Ou seja, eu já não estava me sentindo bem com o meu corpo, então isso era colocado no corpo, na no plano físico. Aí eu tentei fazer algo, eu não dei conta. Mais fácil eu acreditar que a culpa é minha do que a culpa é da dieta impossível que a nutricionista me passou ou que eu peguei da internet ou tanto faz que eu tirei da minha cabeça. Então eu vou projetar essa culpa para mim mesmo. Volto a projetar isso daí. E aí eu me sinto muito mal e aí eu uso o meu mecanismo de compensação, que é o comer muito para me sentir bem. E aí você fica presa nesse ciclo. Então ele tem que ser quebrado a partir do comportamento, a partir das suas crenças. Você tem que ressignificar tudo isso para que você consiga ter uma alimentação na qual você consegue ter esse equilíbrio. E outra coisa, a gente atrela muito um corpo magro a felicidade. Essa é uma ideia que foi vendida pra gente há muito tempo. Então a felicidade é magra, né? Se eu conseguir emagrecer, daí sim eu vou encontrar o amor da minha vida, deu receber aquela promoção do serviço, devou poder me sentir bem na praia. Então eu vou me sentir merecedora de todas as coisas boas quando eu chegar nesse corpo ideal. E percebe como é um ideal inatingível? Então você tá sempre correndo atrás de algo que você nunca alcança. Isso gera culpa, frustração e todo esse combo. Gerar uma sensação falsa, né? Esse maior problema. Exatamente. Uma sensação falsa. E assim, né? A questão da culpa e da crença que você acabou de falar e tudo que ela acabou de falar é a crença, né? Eu preciso, para eu atingir determinado ponto, eu preciso passar por esse essa situação, essa e essa. Então, quem colocou isso na minha cabeça? Quem disse para mim que é verdade? E aí, se eu fiz isso se tornar verdade, eu preciso de entender que não precisa se tornar a verdade para que eu possa alcançar o meu objetivo. E cada um é cada um, gente. Não adianta, você vai ver uma pessoa ali, você vai querer ser igual ela, comparação, não, né? Eu, eu sou eu, eu tenho a minha identidade. A partir do momento que a gente se compara, a gente acaba perdendo a nossa identidade, não é, Robson? Exatamente. Na clínica, né? Isso é muito bom. Eh, isso fica muito claro, né? Isso não fica somente voltado somente à questão do transtorno alimentar, né? De uma de uma depressão de qualquer coisa. Eh, muitas vezes, né, quando você faz uma pergunta pra pessoa, quem é você? Essa pergunta magnífica, ela trava demais. Ela fala, ela ela não sabe quem é ela. Exato. Primeiro você precisa saber quem é você, né? Para depois o que você quer, né? Exatamente. Então essas crenças elas muitas vezes, né? Como a Jéssica falou, ela começa nos primeiros anos de desenvolvimento seu. Então isso é um perigo. Lembra que ela falou que as crianças tem muito acesso a muita coisa hoje, né? os adolescentes sofrem muito, então isso já começa ali. Então isso precisa tá atento o tempo todo porque precisa eh desconstruir n essas crenças que elas estão totalmente erradas, né? Então essa frustração faz com que muitas pessoas quando chega nesse momento, ela fala assim: "Poxa, sou gorda demais. Olha só, eu sou gordo demais. Eu não presto para nada, eu não sirvo para nada." E aí é o momento que você menos espera, você já está em uma depressão profunda. Perigosíssimo. Depressão profunda que vai exigir um tratamento depois que a bomba já estourou e aí fica mais difícil, né? E você vai precisar de um tratamento psicológico, um tratamento psiquiátrico, um tratamento com nutricionista ou um tratamento de saúde, porque os seus hormônios, seu, o seu corpo vai estar pedindo socor. Então, a gente precisa entender que a gente tem que nos prevenir. E a gente vai se prevenir como? Diminuindo toda essa questão do achismo e da certeza que a internet impõe e que não é certeza nenhuma. a gente tem que procurar eh atendimento, né? E um atendimento correto. Você quer uma alimentação melhor? Vai num num nutricionista, né? Precisa de trabalhar sua cabecinha, tem alguma coisa mexendo no seu psiquê, vai no psicólogo, né? Busque alguém que realmente vai te dar a informação correta, né? Porque aí senão vai virar bagunça e depois que a bomba estourar é bem mais difícil você contornar toda essa situação. 97. A última pergunta e a gente vai paraas considerações finais do nosso estúdio Câmara de hoje. O Daniel do Parque Prado. Minha rotina é tão corrida que mal bebo água. Quanto mais seguir uma dieta. Como adaptar a alimentação quando a vida parece não ter horário para nada? Ô Daniel, não é só você não. #tamojunto tá todo mundo nessa vida muito louca, mas a gente precisa tomar água. Uma coisa eu sei que eu respondo antes da Jéssica, toma água porque senão dá um problema. Sei bem disso, tá? Então vamos responder o Daniel, Jéssica, pra gente poder encerrar, né? Como é que a gente adapta a alimentação quando a vida não tem horário para nada? Rotina. Exato. Bom, nesses casos a gente eh tenta colocar coisas práticas. Vê aí vai depender muito da realidade da pessoa, né? Tem pessoas, por exemplo, que conseguem ter o domingo livre para cozinhar. Isso. Então, essas pessoas cozinham, fazem as marmitinhas, congelam. Tem pessoas que já compram elas prontas e daí é importante, obviamente, escolher algo equilibrado. Não precisa ser a marmita fit, sabe? Aquela de marca famosa ou que vem assim um filezinho de frango e uma saladinha. Não, pode ser arroz, feijão, carne, salada, comida. Enche a barriguinha de comida, que é para não ficar sobrando espaço para encher de bolachinha, para encher de chocolate. Então, comida na base, alimento mesmo na base, né? depende de diversos fatores da condição financeira da pessoa, da, enfim, habilidades na cozinha, mas eu diria que priorizar coisas que sejam práticas, não criar nada muito ilusório na cabeça, tipo, não, mas esa eu acordar às 4 da manhã, aí eu consigo fazer a marmita e daí eu consigo fazer? Não, pega coisas práticas. Então, em uma consulta, por exemplo, o que que eu faço? Eu analiso o dia a dia da pessoa do começo ao fim. se ela tem rotinas alternadas também, ela vai me falar parte por parte do dia tudo que ela faz e a gente tenta junto pensar em possibilidades. Então, não só o que você deve, o que você não deve comer, mas como que a gente vai viabilizar isso? Aí a gente vai achar juntos um lugar no aplicativo de alimento que consegue entregar na hora que você pode. A gente vai conseguir comprar uma frasqueirinha térmica para você levar pro local de serviço. Então, buscar soluções práticas realistas dentro das suas condições, eh, para sanar esses problemas. Paraa água, por exemplo, cara, garrafinha, a garrafinha ela tem que tá acoplada no seu corpo lá. Foi para um lugar, foi para outro, leva. esquece copo, porque copo você vai ter que encher toda hora e vai esquecer. Então, eu junto com os meus pacientes, eu tento buscar soluções muito práticas para resolver esses problemas. Práticas realistas, pés no chão, né? Porque a realidade minha não é a sua e a sua não é do colega e assim vai. E a gente precisa assim eh nos adaptar com a nossa realidade, né? Quanto mais você quebrar a ilusão de que você vai conseguir acordar 4 da manhã, mesmo tendo que dormir à meia-noite, porque você trabalha e faz faculdade, chega em casa exausto, vê o que que dá para realmente acrescentar. Poxa, eu só consigo fazer uma hora de caminhada no domingo. Legal. Então, nessa fase da sua vida, vai ser uma hora de caminhada no domingo, ok? Você vai ter outras fases na vida. Provavelmente sua vida, se Deus quiser, não vai ser sempre tão corrida. Uhum. Mas é é isso, é, a gente precisa nos aceitar, né? Claro, tentar melhorar 1% a cada dia, mas nos aceitar também e nos olhar com mais autompaixão, né? Ter mais cuidado com a gente mesmo. 9:11. Bom, a gente precisa encerrar. Vamos entregar. Então, eu quero agradecer a participação eh dos nossos entrevistados, né? A Jéssica, nutricionista, o Robson psicólogo. Que legal o nosso bate-papo de hoje. Super. Adorei. Quanta coisa boa a gente falou aqui em uma hora. Ô Robson, olha, o Robson tava no trânsito, né? Mas mesmo assim persistiu, veio, conversou com a gente e lançou a sementinha. Robson, muito obrigada pela sua participação. Obrigada por ter vindo. Eu que agradeço. Obrigado, Rúbia. Obrigado mesmo. É uma coisa assim, não quero falar bem rapidamente assim para todos, né? Mas eh o último gancho ali do Daniel, eh essa vida corrida, ela traz outros perigos também, não somente sobre a questão da saúde. Então eh o que eu falo sobre isso, né? Procure se adaptar bem, é preciso comer, senão vai chegar um momento que você vai cair e ele vai ter outros problemas também, né, com a sua saúde também emocional. Eh, pessoal, é importante, eh, algumas crenças elas serem quebradas nesse sentido, né, para que não gere tanta culpa, não gere tanta eh frustração, né, é ficar simplesmente preso a algo, né, que você viu, né, eh, uma coisa que cria-se como uma grande verdade e essa passa a ser a sua verdade e você sofre com isso. Comer é um prazer, né? Prazer demais. É bom demais comer, né? Você já acorda já comendo, você vai dormir comendo. É claro que tem todos os limites. A gente precisa tá muito atento a isso. Água, né? Eu falo que água para mim é tudo, né? Eh, quando eu sinto muita dor de cabeça, eu falo: "Opa, tomei água hoje, tomei pouco, então eu vou tomar mais água". Então, o que eu penso sobre isso? Tudo isso para na sua saúde mental, tá? Tudo isso vai parar lá. Eh, sempre quando nós deixamos de fazer alguma coisa ou simplesmente com o dia a dia, com a correria, né, se come errado, vai parar nos problemas emocionais. E é lá que muitas vezes você vai falar assim: "Eu não tenho problema, eu consigo lidar com isso". Não, isso é mentira. Isso é mentira. Até o momento que travar e aí você simplesmente entender que você não consegue falar mais com ninguém, você chora o tempo todo, você quer ficar trancado num quarto, você não vive para mais nada. Aí é o momento que, infelizmente, você vai eh vai ter que desconstruir tudo aquilo. E muitas vezes, né, como já foi falado aqui, isso é tarde. Então é importante, né, cuidar bem da nossa saúde para que nós possamos ter uma vida eh mais saudável. Maravilha. Isso aí o Robson, nosso psicólogo, né, aqui do estúdio Câmara de hoje. Quero agradecer a nossa nutricionista também, Jéssica. Quanto ensinamento, que maravilhosa. Muito obrigada pela sua participação, viu? Eu que agradeço pelo convite e obrigada por diminuir aí a culpa do pãozinho. Sim. É, a gente não precisa viver com tanto sofrimento, não. Tadinho do pãozinho. Maravilhosa. Ô, gente, agradecemos vocês que estão aí do outro lado, que completam a nossa missão de levar informação de qualidade para você, de uma maneira bem tranquila aqui no nosso estúdio Câmara. você que refletiu com a gente, mandou sua mensagem, você que tá assistindo, você que vai assistir depois, o programa está no YouTube, tá no YouTube da TV Câmara Campinas, tá certo? Então você pode passar para outras pessoas, seus amigos, seus colegas, vai compartilhando a informação, porque informação é precisa e informação boa precisa ser compartilhada. Amanhã, quarta-feira. Amanhã a gente fala sobre transição de carreira. Gente, olha, você que se dedicou anos e anos, né, fez uma formação, fez faculdade, estágio, se especializou mais, lá no finalzinho do caminho bateu aquela dúvida, será que é isso mesmo que eu quero paraa minha vida? Ai ai ai. No estúdio Câmara de Amanhã a gente fala sobre transição de carreira, mudanças de rumos, começos e o impacto emocional de perceber que aquela escolha profissional talvez não seja a mais certa para você. Combinado? Então tá, a gente tem encontro marcado amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Quero lembrar você que hoje nós temos Câmara Notícia, informação do nosso legislativo campineiro a partir da do meio dia e informações também da cidade de Campinas, previsão do tempo, tudo para você. Informação do jeito que você merece, com credibilidade aqui na TV Câmara Campinas. E amanhã a gente se encontra a partir das 8 da manhã aos nossos entrevistados. Mais uma vez, muito obrigada você de casa, um excelente dia, se cuide. E que bom, né? A gente pode comer assim um pãozinho de vez em quando. Ah, coração fica quentinho. Valeu, gente. Valeu, pessoal de casa. Obrigada. Bom dia, [Música] [Música] [Música] [Música]